O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 29 de Maio de 2013

1. Não há pessoas iguais, mas pode haver pessoas parecidas.

Quando o Papa Francisco foi eleito, muita gente se lembrou de João XXIII.

 

2. Os seus percursos até são bastante distintos. Mas quem nega haver entre eles muitos traços comuns?

Não faltou, desde o princípio, quem visse no Papa Francisco uma espécie de reprodução do Papa João.

 

3. Mas será que Francisco pode ser descrito como um continuador de João? E, consequentemente, fará sentido apontar João como um antecipador de Francisco?

José Manuel Vidal e Jesús Bustamante não perderam tempo e, pouco depois do Conclave, publicaram um livro com o título: «Francisco, o novo João XXIII»!

 

4. É claro que as leituras apressadas correm o risco de ser redutoras e, muitas vezes, enviesadas.

Mas é um facto que quem conheceu o Papa João parece que o está a reconhecer no Papa Francisco. E quem visita o Papa Francisco fica com a sensação de que está a revisitar o Papa João.

 

5. Compreende-se, pois, que o perfil de João XXIII possa despontar como uma possível chave de leitura do que pode ser o pontificado do Papa Francisco.

Não se trata de uma condicionante, mas de uma inspiração.

 

6. Baruch Tenembaum, candidato por várias vezes ao Prémio Nobel da Paz, auspicia que o Papa Francisco vai introduzir a Igreja num tempo diferente.

Já o Papa João, que foi eleito no Outono, inaugurou uma Primavera. O Papa Francisco, escolhido no final do Inverno, tem sido apontado como prenúncio de uma nova Primavera.

 

7. Tenembaum assinala que «os dois provêm de lares humildes».
Como João XXIII, também o Papa Francisco «fala com simplicidade. Para ele, o importante é que as pessoas o entendam».

A bondade, que fluía em cada gesto do Papa João, é um tema recorrente na trajectória do Papa Francisco. Em Buenos Aires, já confessava o seu receio «de uma ética sem bondade».

 

8. Como o Papa João, o Papa Francisco não quer afastar a Igreja do nosso tempo, mas pretende sobretudo aproximá-la dos começos.

Na linha do Papa João, o Papa Francisco deseja que a Igreja esteja no mundo, mas sem ser mundana. Daí os gestos que sinalizam uma Igreja despojada, uma Igreja peregrina, uma Igreja acolhedora.

 

9. Como fazia o Papa João, também o Papa Francisco fala com todos e acolhe cada um. Afaga os mais pequenos, acarinha os doentes, pára junto dos idosos, quebra os protocolos, faz humedecer os olhos e vai comovendo todos os corações.

Acontece que, tal como se notava no Papa João, também a bondade do Papa Francisco não é ingénua. Ele é determinado e sabe o que quer. Ou, melhor, sabe o que Deus quer dele.

 

10. João XXIII morreu faz dia 3 de Junho cinquenta anos. Mas a chama que acendeu nunca se apagou.

Sentimos que está a renascer nestes primeiros passos do Papa Francisco!

publicado por Theosfera às 12:11

De Anónimo a 30 de Maio de 2013 às 21:28
Papa Francisco afirmou recentemente que os ateus irão para o céu se praticarem boas acções.
Posteriormente, o Padre Thomas Rosica veio desmenti-lo, afirmando que, segundo a doutrina da Igreja Católica, mesmo os ateus bondosos irão para o Inferno.
Afinal, o Papa não é a autoridade máxima da Igreja Católica?

De Anónimo a 7 de Junho de 2013 às 18:23
Eu concordo com o Papa Francisco. Quantos ateus não cumprem melhor os preceitos de Deus do que muitos católicos? Se eles respeitarem o seu irmão e o amarem como Deus tanto pediu, acham que Deus não o salva?!.Jesus morreu na Cruz para salvar todos os homens.


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