O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 08 de Maio de 2013

1. Quase toda a gente fala de Deus e muita gente assume até falar com Deus. Aquela que se pensava ser uma «era pós-religiosa» parece que deu origem a uma «época neo-espiritual».

 

Boaventura Sousa Santos acertou em cheio: «Do êxodo de Deus passámos ao êxito de Deus».

 

 

 

2. Na verdade, Deus está de novo em alta. Mas de que Deus se trata?

 

De que — ou de quem — falamos quando falamos de Deus?

 

 

 

3. Há dias, o Papa Francisco denunciava «um "deus-spray" que está em todos os lugares, mas não se sabe o que seja».

 

De facto, a fé não se queda em generalidades. A fé é muito concreta, pessoal: «Nós acreditamos no Deus que é Pai, que é Filho, que é Espírito Santo, acreditamos em Pessoas. E quando falamos com Deus, falamos com pessoas».

 

 

 

4. O papel da Igreja tem de ser o de um despertador e não o de uma «baby-sitter».

 

A imagem também pertence ao Papa Francisco, que rejeitou uma Igreja feita de rotinas, em que os fiéis se contentam com o mínimo.

 

 

 

5. Para o Santo Padre, a Igreja não é chamada a ser uma «baby-sitter», cuja missão seria entreter e adormecer as pessoas.

 

Na verdade, pode haver a tentação de «pensar: "fui baptizado, fiz a primeira comunhão, a confirmação, o meu bilhete de identidade está em ordem. Agora posso dormir tranquilo: sou cristão"».

 

 

 

6. Não é esta, porém, a missão da Igreja. A missão da Igreja é ser autenticamente mãe: uma mãe que gera, acolhe, integra e caminha com quem está no caminho.

 

Isto há-de repercutir-se não apenas na forma como a Igreja se concebe, mas também no modo como a Igreja se apresenta.

Ela não pode ser vista como um mercado — um «mercado religioso» —, dirigido por «administradores» que estão à espera de «clientes».

 

 

 

7. Como nota o Santo Padre, «uma Igreja que se reduz ao administrativo é uma Igreja que, a longo prazo, adoece». A Igreja tem de ir ao encontro das pessoas até para que as pessoas voltem a vir ao encontro da Igreja.

 

Caso contrário, as igrejas correm o sério perigo de se tornarem locais de turismo em vez de se afirmarem como lugares de oração.

 

 

 

8. Se, como alerta Medard Kehl, compararmos o número de fiéis que participam na Missa com o número de turistas que visitam as igrejas, arriscamo-nos a fazer da Igreja (sobretudo na Europa) um mero, ainda que precioso, monumento.

 

 

 

9. É bom que as portas das igrejas nunca se fechem a quem nelas pretende entrar.

 

Mas o fundamental é que a porta da Igreja esteja sempre aberta para que dela possa sair um sopro de esperança para a humanidade.

 

 

 

10. É preciso que a vida esteja na Igreja. E é urgente que a Igreja esteja na vida.

 

É para isso que ela existe. Só para isso. Sempre para isso!

 

publicado por Theosfera às 18:54

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