O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 07 de Fevereiro de 2013
Ao entrar, ontem, no cemitério da minha terra natal, não vi o sol, apesar do sol. Só senti vento e chuva. Chuva de pranto.

Qualquer coisa tumultuava cá dentro. Estava frio, um frio entremeado pelo calor arfante da saudade.

Nada disto se explica, tudo isto se sente.

Sei que meu querido Pai, falecido há 16 anos, mora em Deus.

Não era preciso, por isso, passar pelo cemitério. Mas a vida é feita de sinais. E o túmulo é mais um sinal de uma presença que não se apaga, de um amor que não se extingue.

Ali deixei um ramo de flores. Ali depositei uma prece.

Meu Pai está sempre comigo. Eu estou sempre com meu Pai.

Ir a um cemitério não é uma experiência fácil, mas é uma experiência necessária, purificadora.

Certifica-nos de como tudo é perecível, de como tudo acaba num ápice.

Só o bem perdura. Só Deus permanece.

Vale a pena fazer do tempo uma construção de eternidade para que a eternidade possa ser um feliz corolário do tempo.

Meu querido Pai costumava dizer, nos últimos tempos, que faltava pouco para ir para a Senhora da Guia.

O cemitério fica mesmo ao lado da capela.Há uma atmosfera de dor naquele lugar. De uma dor, porém, ungida pela fé e ornada pela esperança.

Nada disto se explica. Tudo isto se sente.
publicado por Theosfera às 00:18

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