O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 31 de Janeiro de 2010

As religiões encontram-se no início e no fim. As religiões desencontram-se no(s) meio(s).

Todas têm o mesmo começo e a mesma finalidade: as religiões existem por causa de Deus e para servir o Homem.

Se há um encontro tão forte no mais importante, porque é que persiste um desencontro tão prolongado?

O problema da paz entre as religiões é que fixamos os objectivos demasiado perto e demasiado longe.

Demasiado perto porque olhamos excessivamente para dentro, excessivamente para nós. Demasiado longe porque colocamos desafios difíceis de alcançar.

Regra geral, os outros é que têm de ser como nós. Resultado? Os outros acabam por pensar o mesmo em relação a nós.

O encontro entre as religiões não pode ser nem tão perto que cada uma não tenha de sair de si. Nem tão longe que cada uma tenha de se dissolver, de se renegar a si.

Cada religião inclui uma capacidade para se abrir, para integrar, para acolher.

Caminho? A paz entre as religiões começa, desde logo, quando as religiões vivem a paz: não apenas a paz entre si, mas a paz no mundo, a paz entre os homens, a paz com a natureza.

As religiões encontram-se, pois e antes de mais, na paz, na reconciliação, na justiça, na bondade, no amor, na oração, em Deus.

Ou seja, as religiões encontram-se no humano e no divino. E no humano e no divino encontrar-se-ão a si e entre si!

Para terminar, as religiões começam por se encontrar fora de si. Nenhuma religião é o centro. Todas apontam para o centro: a realidade absolutamente absoluta (Deus) e a realidade relativamente absoluta (Homem)!

 

publicado por Theosfera às 06:07

De António a 31 de Janeiro de 2010 às 15:42
"As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objectivo?", como também disse Gandhi de forma profundamente exemplar e universal.Claro que, nas diversas religiões, há diferentes concepções de Deus. E,no próprio Cristianismo,há várias perspectivas.Umas que apontam para uma concepção de Deus inclemente e colérico, se a Humanidade não seguir os Seus desígnios. Sobre essa falsa concepção, não apenas Saramago, mas muitos de nós, cristãos,não acreditam.Depois há aquela Vozinha Subtil que ecoa no fundo da nossa consciência ,relativamente à qual,igualmente Gandhi se pronunciou nos seguintes termos :"O único tirano que aceito neste mundo é a pequena voz silenciosa que há dentro de mim." A Igreja Católica tem um papel fundamental a desempenhar neste mundo, tão carente da Vozinha Silenciosa de que falava Gandhi. Mas, se não tiver a Humildade de rever as suas posições, quanto às que se afastem do Amor e da Bondade de Deus,corre o sério risco de se esvaziar de crentes...


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