O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Todos nós cometemos os nossos deslizes quando falamos.

 

Pela minha parte, confesso que, além dos deslizes normais da gaguez, a maior gaffe da minha vida foi quando chamei (obviamente sem querer) ladrão a Jesus!

 

Tinha ido ver o filme de Mel Gibson, A Paixão de Cristo. Na altura, fui convidado a comentá-lo em diversos locais.

 

Numa das ocasiões, após uma noite inteira de trabalho, sem qualquer minuto de sono, comecei a desfiar as impressões com que ficara.

 

Disse que o que mais me impressionara na figuração (bastante impressiva, de facto) não era tanto a violência dos soldados. Era sobretudo a serenidade de Jesus.

 

A interpretação de J. Cameron foi, com efeito, deslumbrante. Via-se que era uma serenidade magoada, sofrida e muito ensanguentada, mas incólume.  Daí que João Paulo II tenha comentado quando visualizou o filme: «É como foi».

 

Insistindo neste aspecto e reportando-me à crucifixão, saiu-me esta frase: «Dos três ladrões crucificados, Jesus foi o mais sereno».

 

Imediatamente, ouvi risos à  minha volta. Fiquei ruborizado e sem palavras. O que queria dizer era que, ao contrário dos dois ladrões também crucificados, Jesus estava irrepreensivelmente sereno.

 

Mas, se pensarmos bem, Jesus também foi...ladrão. Na verdade, com a Sua morte, roubou-nos ao mal, ao pecado e à morte. Estávamos possuídos pelas trevas e Ele roubou-nos para a luz. Pelas Suas chagas fomos (mesmo) curados!

publicado por Theosfera às 22:28

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