O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Christophe Dejours esteve em Portugal e dissertou sobre o que vê e o que sabe: assédio no trabalho.

 

Parece que o conceito de trabalho está a regredir e a regressar, de novo, à sua etimologia. Com efeito, tripalium (donde vem o português trabalho) era um instrumento de tortura. Que sentem muitas pessoas além de tortura no trabalho?

 

Diz o perito que a questão do assédio (sobretudo o chamado assédio moral) não é nova. Nova parece ser (e isto impressiona vivamente) a falta de solidariedade, a traição.

 

Pouca gente está disposta a testemunhar. Há quem evite até colegas assediados. A competição é enorme e inocula no espírito sentimentos de suma mesquinhez. Há quem deseje que os colegas não façam bem o seu trabalho.

 

Há pessoas honestas que, não pactuando contra as regras e contra a ética, se recusam a fazer o que ofende a sua consciência.

 

Exemplo dado por Christophe Dejours: assinar um balanço contabilístico manipulado. O problema é que arriscam a não obterem a solidariedade de ninguém, expondo-se assim a toda a sorte de represálias.

 

A injustiça pode ser notória e gritante. O mais normal é «ninguém se mexer, ficando todos ainda com mais medo que antes».

 

Fazer a vida negra a uma só pessoa acaba por desencadear um clima de medo em toda uma comunidade.

 

Conta o especialista o caso de um estágio em que cada participante recebeu um pequeno gato. Passado um tempo, foi exigido que matassem os gatos. Lição? Ensinar a ser impiedoso.

 

Como é que ainda nos admiramos das taxas de suicídio nos locais de trabalho?

publicado por Theosfera às 11:06

De António a 30 de Janeiro de 2010 às 13:38
"Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo." ( Mahatma Gandhi)


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