O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Um dos enigmas mais irresolúveis para o pensamento e a sensibilidade é o sofrimento do justo, do inocente.

 

Como é possível que quem passa a vida a fazer o bem receba, em troca, tanto mal?

 

Pensemos no Mahatma Gandhi, apóstolo da não-violência, e que, não obstante, foi assassinado faz precisamente amanhã, 30 de Janeiro, 62 anos.

 

E pensemos em Jesus Cristo: profeta da paz e vítima da violência!

 

Os santos sempre foram incompreendidos. Porquê? Chesterton propõe uma explicação altamente engenhosa: «Um santo é um medicamento por ser um antídoto. Por isso é que, muitas vezes, ele é um mártir: ele é confundido com um veneno por ser um antídoto».

 

Um santo não é, pois, «o que as pessoas querem, mas sim aquilo de que precisam».

 

Eis, assim, mais um paradoxo que a História nos apresenta: «Cada geração é interpelada pelo santo que mais a contradiz».

publicado por Theosfera às 13:50

De António a 29 de Janeiro de 2010 às 15:02
Também conheci na alma a amargura profunda da injustiça e da ingratidão humanas. Foi há três anos. Pedi a Deus que não permitisse essas injustiças mas elas consumaram-se.Nessa altura, revoltei-me contra Deus. Mas hoje, entendo que esse era um processo cármico pelo qual tive que passar. Presentemente, entendo que estamos na Terra com uma missão individual.Ela aponta sempre no sentido da evolução das nossas almas.Porque somos almas com corpos físicos e a nossa natureza é eminentemente espiritual. Viemos todos de Deus e para Deus iremos todos,sem excepção. Inferno existe ? Existe,mas é apenas o do remorso.É transitório. E interpela-nos para o arrependimento,a reparação dos nossos pecados e a sua expiação.A nossa capacidade de perdoar relaciona-se com as injustiças de que somos vítimas e é o maior desafio para a nossa evolução, no sentido da ascensão espiritual para que Deus nos interpela. Gandhi sabia isso.No momento de morrer,uniu as mãos em forma de comunhão com Deus e com o seu assassino e exclamou: " Hai Ram".Gandhi previu a forma como ia morrer ao dizer: "Não desejo morrer pela paralisia progressiva das minhas faculdades como um homem vencido. A bala de um assassino poderia por fim a minha vida. Acolhê-la-ia com alegria”.Gandhi, tal como eu, acreditava na reencarnação, e exprimiu o desejo de regressar para abraçar a Humanidade inteira:"Crendo na reencarnação, vivo na esperança que, se não nesta vida humana mas numa outra, poderei cingir toda a humanidade num fraternal abraço.” Gandhi foi um Iluminado pelo Espírito de Deus e veio ao mundo em missão providencial.Algures, um dia voltará." Hai Ram " Gandhi...

De Evágrio Pôntico a 29 de Janeiro de 2010 às 22:48
Suponho que o Sr. Padre João já ouviu falar de Taizé, ou até já terá ido a algum desses maravilhosos encontros de espiritualidade que fazem de Taizé um local deveras singular.
Tão singular que D. Manuel Clemente propôs aos irmãos de Taizé que fizessem um encontro no Porto, que se vai realizar neste Carnaval. Uma forma de os jovens - para os quais Taizé está especialmente vocacionada -celebrarem esse período na sua forma autêntica e verdadeira.
Uma palavrinha para o amigo António: gosto muito de ler o que escreve, os seus desabafos e os seus anseios, que revelam um homem justo à procura da Verdade, que só Cristo proporciona. Mas - que me desculpe se o entendi mal - fiquei surpreendido quando referiu que teve de passar por "um processo cármico"...
O "carma" suponho que seja o que os espíritas entendem como o estádio de evolução espiritual do ser humano, que há-de ir progredindo até à perfeição final, através de sucessivas reencarnações... Daí a minha surpresa...
Um abraço em Jesus Cristo para todos.

De António a 30 de Janeiro de 2010 às 04:46
Estimado Evágrio Pôntico: grato também pelas suas palavras gentis. Há muitos anos que acredito na validade da teoria da reencarnação, que, como sabe, é aceite pelo Hinduímo, pelo Budismo Tibetano, pelo Espiritismo e também pelos cristãos que, como eu, a reconhecem expressa no Novo Testamento, mormente na passagem em que João Baptista é identificado como Elias e noutra em que Cristo conversa com Nicodemos. Sobre esta temática, há divergências interpretativas, por certo. Há quem interprete doutra forma essas passagens como há quem tenha interpretações diferentes sobre a alusão feita aos irmãos de Cristo. Uns, os que afirmam a Virgindade Perpétua de Maria, conferem à palavra “irmãos” e “ irmãs” de Cristo o sinónimo de “primos”. Outros, aceitando a Concepção Virginal de Maria, não reconhecem legítima, à luz da interpretação exegética do Novo Testamento, o postulado da Virgindade Perpétua. Eu aproximo-me das teses hinduístas, budistas, espíritas e dos antigos cátaros, relativamente à tese da reencarnação e às das igrejas protestantes, no que concerne à Concepção Virginal de Maria, mas não à Perpétua. Por isso, adiro à tese de que Cristo teve irmãos e irmãs, nascidos do enlace matrimonial de Maria e José, como, aliás, também se depreende da passagem de Mateus, em I-25: “E ele não a conheceu enquanto ela não pariu o seu primogénito; e lhe pôs por nome Jesus”. As comunidades cristãs primitivas aceitavam normalmente a ideia da reencarnação. Orígenes e também. Agostinho de Hipona . Leia-se a sua seguinte passagem, em “ Confissões, 1-6: “ Não terei eu vivido em outro corpo, em alguma parte, antes de entrar no útero de minha mãe ?” E esta também : “"Dizei-me, eu vo-lo suplico, ó Deus, misericordioso para comigo, que sou miserável, dizei se a minha infância sucedeu a outra idade já morta, ou se tal idade foi a que levei no seio de minha mãe ? (...) E antes desse tempo, quem era eu, minha doçura, meu Deus ? Existi, porventura, em qualquer parte ? Era Eu, por acaso, alguém ?" Santo Agostinho também acreditava na comunicação entre vivos e mortos, como igualmente se pode concluir da leitura da sua obra “De Cura Pró Mortuis” : “"Os espíritos iluminados de pessoas falecidas podem trazer conhecimentos para nós deles mesmos e de outros espíritos superiores a eles, e até de Deus." (...) "Ao invés de ficarmos acreditando que é a divina providência que faz de tudo um uso acertado para instruir os homens, consolá-los e induzi-los ao bem, por que não atribuir esses factos aos espíritos dos falecidos?" A palavra “ carma, proveniente da do sânscrito “ Karma” significa “ o conjunto das acções do homem a que se atribuem consequências determinativas do seu destino”. Por isso, quando referi, no meu anterior comentário, que “ esse era um processo cármico pelo qual tive que passar”, quis referir que,em minha opinião, nada de substancialmente relevante na vida nos acontece por acaso, mas como consequência dos nossos próprios actos e omissões, em todo o longo percurso existencial que levamos desde que Deus nos criou…abraço amigo…

De Evágrio Pôntico a 30 de Janeiro de 2010 às 00:43
Repito o post anterior que enviei, por lapso, truncado, e, por isso, perdeu o seu significado completo:

Um mártir dos nossos dias foi o Irmão Roger, fundador da Comunidade de Taizé. Homem de uma sabedoria enorme, irradiava luz. Esteve em Lisboa, no Encontro Europeu de Taizé, há poucos anos.
Ninguém consegue entender por que razão uma demente o feriu de morte na própria Igreja da Reconciliação em Taizé, na altura de uma celebração ecuménica...!

Suponho que o Sr. Padre João já ouviu falar de Taizé, ou até já terá ido a algum desses maravilhosos encontros de espiritualidade que fazem de Taizé um local deveras singular.
Tão singular que D. Manuel Clemente propôs aos irmãos de Taizé que fizessem um encontro no Porto, que se vai realizar neste Carnaval. Uma forma de os jovens - para os quais Taizé está especialmente vocacionada -celebrarem esse período na sua forma autêntica e verdadeira.

Uma palavrinha para o amigo António: gosto muito de ler o que escreve, os seus desabafos e os seus anseios, que revelam um homem justo à procura da Verdade, que só Cristo proporciona. Mas - que me desculpe se o entendi mal - fiquei surpreendido quando referiu que teve de passar por "um processo cármico"...
O "carma" suponho que seja o que os espíritas entendem como o estádio de evolução espiritual do ser humano, que há-de ir progredindo até à perfeição final, através de sucessivas reencarnações... Daí a minha surpresa...
Um abraço em Jesus Cristo para todos.


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