O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012

As palavras podem ser polissémicas, mas os conceitos devem ser claros.

Hoje propende-se a chamar cultura a qualquer actividade lúdica.

Um arraial com Quim Barreiros está, assim, no mesmo patamar que um concerto de Bach. É arrepiante, mas é real.

Também não espantará que a secretaria de estado da cultura tanto seja gerida por um escritor como por um gestor.

Interessante será, por isso, evocar no paradigma avançado por Miguel de Unamuno. Para ele, a cultura radicava na vida interior.

É a partir do fundo que tudo vem. Que vem a inquietação, a ânsia, a beleza.

Haverá interioridade no simples ruído ou no mero ritmo?

Estamos descompensados por dentro. E é por isso que andamos (um pouco) perdidos por fora.

Só reencontrando-nos a nós encontraremos tudo o resto!

publicado por Theosfera às 10:17

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