O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012

No começo deste dia, volto-me para Hermann Hesse: «Para que resulte o possível deve ser tentado o impossível».

Creio que o habitualmente possível já está esgotado. É preciso que o geralmente impossível seja accionado.

Tudo isto requer uma aliança entre a lucidez, a coragem e a determinação!

publicado por Theosfera às 11:21

De António a 17 de Outubro de 2012 às 15:55
É preciso uma grande volta, na economia, na política e na religião. Trata-se de uma tarefa hercúlea mas absolutamente necessária. O tempo, hoje, não é dos ortodoxos, mas novamente dos hereges, de todos quantos não se submetem à tirania de uma desumana globalização económica e que, no plano religioso, anseiam por uma genuína espiritualidade. Oxalá esse caminho se faça sem violência. Mas, se olharmos para os exemplos históricos, os maiores responsáveis pelas crises de violência são exactamente aqueles que praticaram a hipocrisia, o farisaísmo e a cumplicidade expressa ou tácita com os detentores dos diversos poderes prepotentes. Confesso que me sinto completamente enojado quando ouço algumas figuras políticas ou eclesiásticas a tentarem legitimar a paciência do " bom povo português". Alguns que assim falam, de humildade e pobreza franciscana, recebem chorudas reformas. Outro, com clerical lugar de comando, não te tem que preocupar com a angústia da falta de desemprego, com tecto para se abrigar e cama para dormir ou alimento para sobreviver.E, no entanto,permite-se cândidamente legitimar a brutalidade da recessiva política económica do actual desgoverno. Tudo isso me causa uma profunda náusea. A mim e a muitos milhões de portugueses que estão fartos dessa tipo de violência seráfica, travestida de candura angelical. Se e quando a revolta se alargar em Portugal,esses, que assim se comportam, tenham ao menos a decência mínima de ficarem calados.

De António a 18 de Outubro de 2012 às 00:21
Termino aqui a minha participação neste blogue. Ao longo de todo o tempo em que teci os meus comentários animou-me o propósito construtivo de emitir opiniões sinceras sobre a superior ética do Cristianismo, tal como coerentemente evocada por Jesus de Nazaré. Fi-lo sempre em total lealdade com o estimado padre João António, que muito prezo, sabendo ambos que as minhas opiniões seriam normalmente heterodoxas e divergentes da doutrina oficial do Catolicismo. Para o estimado padre João António tenho uma eterna dívida de gratidão. Este blogue, quando o conheci, foi, para mim, uma Luz Divina, que me pacificou a alma atormentada, em momentos tão duros e injustos da minha vida passada. Nada me move contra a Igreja Católica, apesar de já ter sido seu membro e agora ideologicamente dissidente. Eu não confundo perspectivas sobre o Cristianismo de quaisquer aspectos de natureza pessoal e tenho vários católicos como os maiores e melhores exemplos da ética cristã:S. Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá, Santo Ambrósio, Aristides de Sousa Mendes, Oscar Romero, Hélder da Câmara, Leonardo Boff, João Paulo I. Desejo do fundo do coração que a Igreja Católica se renove e se afirme como uma força moral consequente neste mundo tão iníquo. Uma enorme maioria dos seres humanos necessita de uma sã espiritualidade, como de pão para a boca.E que as instituições religiosas se aproximem cada vez mais dos pobres, dos indefesos e dos socialmente marginalizados.Não há valor social mais elevado do que a própria justiça social, só depois vem a caridade. E só com rupturas nas tradicionais formas de opressão política é que será possível vermo-nos reciprocamente como irmãos. Se soubermos atentar na forma como as sociedades das formigas e das abelhas se organizam, facilmente entenderemos que elas nos oferecem a maior lição de Cristianismo, que três singelas palavras traduzem: cooperação,partilha e comunhão integral de bens. Ao estimado padre João António desejo as maiores felicidades. Sempre aqui o vi trazer a genuína Palavra de Deus e estou certo que assim irá perdurar. Até sempre. Abraço amigo.

De Theosfera a 18 de Outubro de 2012 às 07:08
Bom Amigo. É com pesar que anoto a sua decisão, mas respeito-a com a maior unção e gratidão. O seu posicionamento foi sempre estimulante, enriquecendo o debate com perspectivas diferentes. Desejo-lhe as maiores felicidades. Conte com a minha pobre oração. Deus o abençoe. Abraço amigo. Até sempre. desejavelmente breve!

De César a 26 de Outubro de 2012 às 15:30
Termina a participação uma pessoa que, no meu entender, terá trazido alguma confusão e perda de tempo ao Sr. Padre João António. Com todo o respeito, mais valera (vale) que arranje um bom confessor e director espiritual que lhe tire as dúvidas. Isto de confessar-se num blogue, obrigando o Sr. Padre a ter de responder, ponto por ponto, a todas as questões formuladas, deve ter sido de grande desgaste para o Sr. Padre, que decerto passou por graves dificuldades para, em simultâneo, ter de responder e clarificar, e cumprir as suas normais obrigações pastorais (que não devem ser poucas). Louvo o Sr. Padre pela paciência e humildade reveladas! E desejo que o Sr. António encontre a Luz e a Paz por que tanto anseia. Decerto que encontrará um bom confessor e director espiritual que lhe dissipe as dúvidas, e o encaminhe para o Verdadeiro Sentido que procura.

De António a 27 de Outubro de 2012 às 03:01
Tinha prometido não intervir mais neste blogue mas o Sr.César obriga-me, mais uma vez, espero que seja a última, a responder-lhe à letra, já que, mais uma vez, aqui veio, de forma cobarde, atacar-me pelas costas, quando já tinha comunicado a minha intenção de não prosseguir neste blogue. Sempre aqui pude exprimir os meus pontos de vista de forma franca e leal e nutro a maior admiração pelo estimado padre João António, conquanto não o conheça pessoalmente. Ao seu discurso farisaico respondo apenas da seguinte forma:o tempo dos cruéis e satânicos torquemadas já acabou. E igualmente o tempo daqueles cúmplices salazarentos que curvavam a cerviz perante a complacência cobarde de todos os cerejeiras deste mundo. Entendeu bem o sentido das minhas palavras ou necessita que lhe repita ? Não se coloque perante mim nesse tom pesporrente de quem recomenda aos outros que sejam criados de quarto de figuras eticamente menores como o sr Cerejeira. Se o sr. César tem feitio para lambe-botas de ditadores ou dos seus cúmplices, quem necessita de se confessar perante Deus é o sr. César, não eu, que, apesar de tantos defeitos, nunca traí Jesus de Nazaré nem os princípios cristãos da Sua doutrina.

De César a 30 de Outubro de 2012 às 15:05
Sr. António, os seus argumentos e acusações são descabidos.
Inventa coisas que eu não disse, extrapola aquilo que eu disse, interpreta coisas que nunca me passaram pela cabeça.
De facto, o Sr. António parece-me - já o afirmei - uma pessoa que anda à procura da Verdade. Por isso, o aprecio. Não leve a mal o que lhe proponho: procure um bom director espiritual. Julgo que o ajudará bastante e dissipará as dúvidas que o afligem. Dúvidas e inquietações temos todos. Os Apóstolos também as tiveram, e eles conviviam diariamente com Nosso Senhor Jesus Cristo. Só a Fé nos dá Paz e nos leva ao encontro de Deus.
Apesar de divergirmos nalgumas coisas, somos filhos de Deus, por isso irmãos, e ambos decerto procuramos ser fiéis e bons filhos do mesmo Pai. Desejo-lhe felicidades e sobretudo que encontre a Paz e a Luz por que tanto anseia!

De António a 31 de Outubro de 2012 às 02:19
Sr. César
Peço desculpa de usar consigo, pela última vez, um expressão brasileira de sentido popular:estou de saco cheio. Por favor, faça-me o obséquio de ir pregar para outra freguesia. E não me incomode mais com a sua caricata tentativa de inane proselitismo. Confesso que tenho muito pouca paciência cristã para suportar fariseus como o sr. César que, primeiro, me ofende,afirmando que nem sequer serviria para criado de quarto do sr. Cerejeira e depois vem, num tom deploravelmente hipócrita, sugerir que encontre um " director espiritual" que me conduza ao " bom caminho". O Sr. César ainda não percebeu que só respondo perante a minha consciência ? Que só respondo perante Deus ? Poupe-me por favor às suas intervenções descabeladas, mesquinhas e farisaicas. E permita-me que fiquemos por aqui. Estou farto de ter que o suportar mais à sua deplorável pesporrência. de quem se julga no direito de conduzir a vida dos outros para as direcções "espirituais" que muito bem entende. Aplica-as a si e faça outro favor a este blogue. Em vez de aparecer como censor pidesco das minhas intervenções, por que não se exercita a comentar regularmente os belos textos do padre João António ? O Sr. César só acorda da sua letargia quando sente a sua ortodoxia atingida ? No resto do tempo em que aqui andou a observar os meus comentários não lhe restou uma réstia de tempo para intervir autonomamente de acordo com a sua muito particular visão da vida ?


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