O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 14 de Outubro de 2012
Quando falta um elemento, falta a totalidade. Esta, a totalidade, é composta pelas partes que a integram.

Quando pensamos em democracia, pensamos (ou devíamos pensar) sobretudo no povo.

Ora, o povo manifesta-se nas eleições. Mas não só.

Ai de uma democracia que não está atenta aos sinais do povo. Uma democracia que se faça sem povo ou (o que é pior) contra o povo será democracia?

Muito se fala do perigo de a democracia estar na rua.

Isso é preocupante para muitos. E, desde logo, é o sintoma do drama de muitos.

A rua é um sinal para a democracia. O direito à manifestação está consagrado. É conatural ao conceito de democracia.

Por muito que nos custe admitir, muitas democracias começaram na rua.

Foi a rua que que tornou a democracia inevitável em muitos países.

Mas a experiência ensina que muitas democracias também podem acabar na rua.

As manifestações de rua costumam sinalizar não o esgotamento do regime democrático, mas a falência de muitas políticas em democracia.

Ignorar ou menoscabar o que se passa na rua será o pior erro que a classe política pode cometer.

A austeridade não ficará por aqui. Mas a contestação também por aqui não ficará.

Tenho algum receio. Quero continuar a ter esperança!
publicado por Theosfera às 07:14

De António a 14 de Outubro de 2012 às 13:28
Hoje, as manifestações de rua são inevitáveis, justíssimas, e cada vez mais crescentes. O Povo tem direito à sua justa indignação. Não se pode pretender que um ser humano fique com meios de subsistência extremamente precários ou passe fome. Por que D. José Policarpo não falou daqueles indignados, sem perspectivas de trabalho, com pensões cada vez mais miseráveis, com um aumento de impostos verdadeiramente avassalador, de uma inane política governamental que conduz o país para níveis mais crescentes de recessão, de desemprego e de desespero ? Mas onde está a agora a Doutrina Social da Igreja ? Por que não se evoca a grande encíclica Populorum Progressio do papa Paulo VI? A verdade é que o povo português tomou conhecimento da sua força social e em boa hora decidiu vir para a rua manifestar a sua própria soberania popular. Há alternativas à política desastrosa de Passos Coelho e Paulo Portas. Ninguém de bom senso pode defender que se rasgue o acordo com a Troika, mas as pessoas de bom senso afirmam que não é justo impor-se em tão poucos anos uma política altamente desastrosa e suicidária. Lamento muito que D.José Policarpo não tenha vindo em defesa dos mais pobres, mas apenas na tentativa de legitimação de uma desgovernação absolutamente iníqua e caótica. Onde estão os responsáveis da Igreja Católica nestas horas tão amargas para Portugal ? Ao lado de D. José Policarpo ou ao lado das suas consciências ?


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