Jesus disse que podemos pedir coisas a Deus. Mas a essência da oração não é pedir; é unir.
E, no entanto, já George Bernard Shaw reconhecia que «a maior parte das pessoas não reza; só pede.
É preciso ir mais longe. S. Francisco de Assis defendia que, «quando rezamos, não devemos estar à espera de nada». Acrescentaria que, quando rezamos, devemos estar preparados para tudo. Devemos, nomeadamente, estar preparados para, em tudo, nos unirmos Àquele que nos conduz a Deus: Jesus.
Um jovem monge fez um longo caminho pelo deserto para visitar um grande santo.
Quando regressou, perguntaram-lhe: «Porque é que fizeste todo este caminho? Foste fazer alguma pergunta ao santo?» «Não»-respondeu o jovem.
«Foste pedir algum favor espiritual?» «Também não».
«Então, que foste fazer?» «Fui vê-lo bebericar a sua sopa!»
A oração é isto: procurar conhecer Deus, como é Deus.
O orante é, pois, aquele que se senta e que olha, em silêncio, para Ele!
Não devemos rezar para que Deus faça um mundo à nossa medida. Essa tarefa cabe-nos a nós. Devemos rezar para aprender a viver rectamente no mundo tal como ele é.

