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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Sempre gostei de todos os clubes. A minha ligeira preferência pelo Sporting, confesso, devia-se menos aos feitos em campo do que ao comportamento fora do campo.

 

Durante o tempo que levo de vida (e já lá vão quase 45 anos), o Sporting foi poucas vezes campeão nacional.

 

A primeira vez de que me lembro foi no ano do 25 de Abril. Apesar da derrota com o Benfica em casa por 3-5 (poucos dias antes da revolução), o título acabou por surgir na época de sonho de Yazalde (46 golos só à sua conta) e num tempo em que pontificavam Damas, Alhinho, Da Costa, Fraguito, Chico, Marinho e Dinis.

 

O que sempre mais me impressionou foi o porte, a serenidade de todos no clube. Havia uma certa aristocracia: não na linhagem, mas nas atitudes.

 

Quando estive em Lisboa, esta percepção reforçou-se. Manuel Marques, o célebre massagista conhecido como o mãos milagrosas, era presença assídua na Igreja de S. João de Brito.

 

Mas havia outros dirigentes cuja dignidade admirava. É, pois, com pesar que tenho assistido a oscilações neste campo.

 

Gritarias e ofensas, insultos e palavrões ouvem-se no Sporting como em todo o lado. Eu sei que é difícil resistir ao ar do tempo.

 

O que se terá passado, ontem, entre Sá Pinto e Liedson terá centenas de explicações, mas não possui a menor justificação.

 

Ser sportinguista começa a ficar demasiado parecido com o resto. Nunca sonhei com muitos golos. Mas gostava de poder continuar a apreciar a compostura e a serenidade que eram apanágio do clube.

publicado por Theosfera às 11:14

De António a 21 de Janeiro de 2010 às 14:43
O Sá Pinto não tem um passado recomendável, desde o lamentável episódio da agressão ao Artur Jorge. Pelos vistos não aprende.Não sei exactamente o que se passou, mas confesso que não simpatizo com essas atitudes guerreiras...


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