O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 12 de Agosto de 2012
Neste dia 12 de Agosto,
há vinte e três anos,
estava, Senhor,
prostrado diante de Ti
para me consagrar a Ti e, em Ti,
à missão que tinhas para mim.

A minha alma estava como a nossa Sé:
cheia: cheia de paz, cheia de esperança, cheia de alegria, cheia de Ti.
Um mês depois, parti
para realizar uma missão que recebi:
levar o Teu nome, espalhar a Tua Palavra,
anunciar o Teu amor,
distribuir o Teu Pão
e oferecer o Teu perdão a toda a gente.

Vinte e três anos depois,
com mais anos e muitas canseiras,
tenho muito para contar,
mas tenho muito mais para (continuar a) escutar
e aprender.

Tu, Senhor, nunca faltaste.
Tu, Senhor, nunca me deixaste.

Nas horas mais escuras,
nos momentos de maior tormenta,
eu bati sempre à Tua porta
e Tu marcaste sempre presença na minha vida.

Por isso, Te louvo.
Por tudo Te agradeço.
À Tua (e nossa) Mãe renovo a consagração da minha vida
e a entrega do meu sacerdócio.
Como Ela, quero pronunciar uma única palavra: sim!
Sim a Ti, Senhor,
Sim à Igreja,
Sim à paz, à reconciliação.
Sim à amizade.
Sim a cada ser humano.

Mantenho o propósito da primeira hora:
viver totalmente des-centrado de mim,
estar plenamente centrado em Ti.

Recebe, Senhor, a minha vida,
acolhe o meu ser.
Modela o meu espírito.
Orienta os meus passos.

Sê Tu em mim para que, em Ti,
possa ser sinal do Teu imenso amor pela humanidade.

 

Perdão, Senhor, por todas as faltas.

Obrigado, Senhor, por todos os dons.

Obrigado pelo dom de cada instante.

Obrigado pelo dom de cada pessoa.

 

Obrigado por fazeres das noites escuras começos de manhãs radiosas.

Obrigado pelas clareiras que fazes brilhar nas sombras.

Que nunca seja eu.

Que sejas sempre Tu em mim.

 

Há vinte e três que sou padre.

Não por mim. Mas para Ti. E para todos os Teus.

 

Ajuda-me, Senhor, a ser sempre padre

como Tu queres e até quando Tu quiseres.

 

Obrigado pelos Pais que me deste.

Obrigado pelo Bispo que me ordenou.

Obrigado pelas pessoas que me têm acompanhado.

 
Obrigado por tanto.
Obrigado por tudo.
Obrigado, Senhor!
publicado por Theosfera às 10:44

De Anónimo a 12 de Agosto de 2012 às 14:31
Amigo P.e João António:

Muitos parabéns por estes 23 anos de sacerdócio, pela dedicação, pela entrega, pela competência. Junto à Cruz aprendeu e comunicou o sentido da Ressurreição.
Abraço amigo,
carlos >Lopes

De Theosfera a 12 de Agosto de 2012 às 16:33
Rev.mo Senhor, bom Amigo: Do fundo do coração, muito obrigado. Abraço fraterno.

De António a 12 de Agosto de 2012 às 17:46
As minhas felicitações, estimado Padre João António. Como sabe, sou cristão, não católico, mas acredito absolutamente no espírito do ecumenismo. Nada me separa de qualquer pessoa de bem, independentemente das suas crenças ou descrenças. Do fundo do coração lhe agradeço a possibilidade que me deu, de comentar sem nenhuma espécie de restrições ou de censura.Recordo-me dos meus tempos passados na catequese, da minha primeira comunhão, da comunhão solene e do crisma. Foi na Igreja Católica que conheci a Doutrina de Jesus Cristo. Depois divergi, afastei-me ideologicamente da Igreja que me recebeu, mas mantenho a minha ligação afectiva a todos os católicos de boa vontade. O mundo conheceu dos mais notáveis exemplos de bondade, em muitos católicos que admiro. A Igreja Católica também está cheia de muito bons exemplos éticos.No fundo, gostaria muito que a Igreja, que me acolheu, pudesse futuramente rever alguns dos seus dogmas e aproximar-se mais da simplicidade e do despojamento de Jesus de Nazaré. O ateísmo está a marcar forte posição no mundo, mas, na base desse crescimento, está, assim o penso, muito mais uma compreensível onda de revolta contra muito farisaísmo que por aí campeia do que uma genuína descrença em Deus. Jesus Cristo conheceu a Sua condenação no dia em que expulsou os vendilhões do templo e se insurgiu contra aqueles que fizeram da Casa de Deus um covil de ladrões. Seja como for, o estimado Padre João António é um exemplo superior de como um sacerdote pode verdadeiramente merecer o estatuto de apóstolo de Cristo. Se toda a Doutrina de Jesus de Nazaré não vier a ser reconduzida aos valores da Compaixão e da Bondade, na defesa preferencial pelos mais pobres,infelizes,marginalizados e discriminados, que restará então do Cristianismo ?

De Theosfera a 12 de Agosto de 2012 às 20:58
Muito obrigado, bom Amigo, pela sua generosidade. Deus o abençoe. Muito reconhecido. E agradeço a pertinência da sua observação. Abraço amigo.


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