O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 24 de Julho de 2012
Sem dramatismos adicionais, que bem dramática já é a situação, valia a pena reflectir sobre este tópico.

O país que arde é o país que abandonamos. O país em chamas é o país que estamos a deixar à sua mercê.

A melhor maneira de combater os incêndios não seria fomentar o povoamento ou, pelo menos, não agravar a desertificação?

É certo que, na hora que passa, será impossível manter muitos serviços. Mas será que a solução é extinguir praticamente a totalidade das instituições?

O país está a limitar-se a Lisboa e à faixa litoral. Portugal arrisca-se a ser um país cada vez mais desterritorializado.

Vão-se os tribunais. Vão-se as esquadras. Vão-se os hospitais. E vão-se as escolas. Em apenas sete anos, já fecharam 3720 estabelecimentos de ensino!

Sem justiça, sem segurança, sem saúde e sem educação, que estímulos para continuar no interior?

O mais curioso é que, muda o Governo, e mantêm-se as políticas conservando-se até o discurso. A alternância dificilmente é capaz de gerar alternativa.

O mais penoso é que tudo isto é feito sem critério.

Há muitos pretextos que escondem um único motivo: poupar. Mas nem sempre poupar significa lucrar.

Nem todos os serviços que estão a ser extintos poderiam ser mantidos. Mas muitos deles deveriam continuar.

Pelo menos, seria um sinal de que (ainda) se acredita no futuro. Hoje, o interior tem pouca gente. Mas amanhã não poderá ter mais? Por este caminho é que será difícil.

Pouco falta para que Portugal seja uma grande auto-estrada para correr rodeada de um enorme matagal a arder.

Por nossa culpa. Também por nossa (máxima) culpa!
publicado por Theosfera às 13:57

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