O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 16 de Janeiro de 2010

Há décadas, pensava-se que o problema principal estava na sociedade. Era injusta e era imperioso transformá-la.

Hoje, tende a pensar-se que o grande problema está na pessoa. Encontra-se perdida e urge acompanhá-la.

É por isso que não concordo com quem diz que os padres jovens são mais conservadores, no sentido de que não dão atenção às questões sociais.

Não creio. Não cometo essa indelicadeza.

O que me parece é que os novos sacerdotes perceberam que, ajudando a pessoa a converter-se, estão a ajudar a sociedade a transformar-se.

Pela sociedade à pessoa? Pode ser uma via.

Mas pela pessoa à sociedade desponta cada vez mais como o caminho, a prioridade e a urgência.

Gregório de Nissa dizia que o homem é um microcosmos (um pequeno mundo).

Em cada ser humano está a humanidade inteira...

 

publicado por Theosfera às 12:07

De António a 16 de Janeiro de 2010 às 14:08
D. Helder da Câmara disse: " quando me preocupo pelos pobres, dizem-me que sou santo. Quando pergunto porque há pobres, dizem-me que sou comunista". Disse tudo...

De Nova Evangelização Católica a 22 de Janeiro de 2010 às 19:25
Com o devido respeito, não concordo, de modo nenhum, que a pessoa humana deve estar «acima de tudo» (o mais), quando apenas Deus é que está realmente ACIMA DE TUDO (E DE TODOS), mesmo que as criaturas e, pior ainda, os 'cristãos', tal não reconheçam, a grosso modo.
Ainda que implícita e felizmente a intenção do autor do texto em questão não seja essa, presta-se a óbvios equívocos, sobretudo para quem meramente pretende chegar a Deus através das pessoas em geral, e não às pessoas através de Deus, como infelizmente acontece com a maior parte dos católicos, pondo Deus quase sempre em último lugar (ou nem isso!), o que constitui um gravíssimo sacrilégio e hipocrisia, até porque não há verdadeira Caridade Cristã sem Deus; ou seja, não se pode amar ao próximo sem amar verdadeiramente a Deus em primeiríssimo lugar.
Nada evangélico e, por isso mesmo, nada cristão, o pensar e proceder assim, pois isso é mentalidade absurdamente materialista e ateia.
Deus nos livre de tais ideólogos e demagogos racionalistas e marxistas militantes.

Rev. Sr. Padre João António, se me permite um conselho cristão, à laia de sugestão fraternal, não seja tão condescendente e tolerante em relação aos ímpios e ateus obstinados, até porque nunca devemos, tal como fez e ensinou o Senhor Jesus, e como fizeram todos os Santos, confundir lobos vorazes com ovelhas desgarradas...
Aproveito o ensejo para lhe dar os parabéns de bom regresso à blogosfera católica, que tanta falta faz, se correctamente exercida, cem por cento com o Magistério da Igreja.
E bom Ano de 2010, para si e seus familiares!
Não nos envergonhemos de ser «conservadores», no mais puro e nobre sentido.
A Palavra de Deus deve ser conservada profunda e plenamente, a todo o custo, e ai de quem não o fizer!
Cordiais saudações fraternais, em Jesus e Maria, sempre.
José Mariano

De Theosfera a 22 de Janeiro de 2010 às 20:45
Ex.mo Senhor, Bom Amigo:
Saúde e paz no Senhor Jesus e em Sua Santa Mãe.
Aprecio a sua presença e os seus pontos de vista, mas não vejo pontos de polémica.
Como saberá, pessoa é um conceito que não dispensa Deus. Aliás, ele surgiu para se referir, antes de mais, às pessoas divinas.
A pessoa humana é uma criação de Deus. Daí todo o respeito que lhe é devido. Ainda na Santa Missa de hoje, ouvimos que David perdoou a Saul porque era o ungido de Deus.
Quanto à minha suposta excessiva indulgência para com quem pensa diferente, acredite que não é excessiva. Fica infinitamente longe da indulgência de Deus. Se Deus ama a todos, mesmo os que andam longe d'Ele, como é que alguém que acredita pode não amar.
Deus o abençoe.
João António
padre

De Nova Evangelização C. a 23 de Janeiro de 2010 às 01:34

Rev.mo Senhor Padre e bom Amigo:

De acordo consigo em que «a pessoa humana é uma criação de Deus», embora esta simples frase seja muito abstracta e relativa, na medida em que os animais irracionais também são-no (para já não falar das plantas e de todo o Universo)...
Porém, há criaturas humanas que são apenas «filhas de Deus» como simples criaturas Suas, embora também feitas espiritualmente à imagem e semelhança do Criador, e há «filhos de Deus adoptivos», espiritualmente, pelo Sacramento do Baptismo.
Quanto a mim e não só, há uma enorme diferença - imensamente superior! - entre os filhos de Deus pelo Baptismo e os filhos de Deus por mera criação Divina.
Creio que quanto a este ponto, pelo menos, o Amigo Padre estará de acordo comigo, talvez inteiramente.
Por isso, é necessário distinguir ambas estas acepções de «filhos de Deus», não metendo tudo no mesmo saco, como se não houvesse diferença quase nenhuma, quando a diferença é mesmo abissal.

Todavia (quanto mim e não só), reconheço que é mil vezes preferível não ser «filho de Deus» pelo Baptismo, do que sê-lo como mau cristão, e sobretudo como cristão traidor, rebelde, herético, etc.
Penso que também aqui o senhor Padre estará de pleno acordo comigo.
Como sendo assim, não devemos amar tanto (de igual modo) um bom Cristão, como um mau cristão, sobretudo quando este é deliberada ou obstinadamente iníquo e escandaloso.
Tal como, genericamente, devemos amar mais e melhor os filhos e irmãos de sangue (ou seja, a nossa família biológica) do que os irmãos simplesmente pelo Baptismo, ou até pelo mesmo género humano a que pertencemos.

Com efeito, o próprio Senhor Jesus tinha os Seus amigos favoritos, quer entre os judeus em geral, quer entre os próprios discípulos em particular, em especial os três que participaram da Sua epifania do Monte Tabor, etc, e até entre estes o Discípulo amado (João).
Por outro lado - mas não paradoxalmente - sabemos que Jesus Cristo dava mais valor preferencial aos filhos espirituais do que aos filhos biológicos, ou seja, do que aos próprios familiares.
E daí, afirmações famosas Suas como estas (cito-as apenas pelo sentido):
«A minha família... é aquela que faz a vontade de meu Pai»; «Bendito antes aquele que cumpre a Lei de Deus»; «Para possuirdes a Vida eterna, tendes de nascer de novo»; etc...
E, quanto Judas traidor e a outros maus filhos de Deus (sacrílegos, escandalosos, maus servos, etc), lançou terríveis avisos como estes:
«Mais valia não ter nascido»; «Será lançado nas trevas exteriores (Geena/Inferno), onde há fogo e ranger de dentes»; «Será lançado ao mar com uma mó atada ao pescoço»; «Ide, malditos, para o fogo do Inferno!»; etc...

Conclusão: Jesus Cristo, como Deus que é, tanto usava da Sua infinita Misericórdia e Indulgência, como usava da Sua infinita Justiça, severidade e rigor, em perfeito equilíbrio e admirável sabedoria de julgamento, em total conformidade com o procedimento moral e espiritual de cada pessoa, com os méritos ou deméritos de cada alma humana.
E, portanto, não tratava a ninguém 'por igual', antes fazendo sempre as devidas distinções ou valorações, embora não discriminações, claro.
Ou seja, fazia questão de distinguir perfeitamente as ovelhas, mesmo entre as dóceis e as tresmalhadas, dos lobos vorazes, disfarçados tantas vezes com pele de cordeiro, como Bom pastor que era e continua a ser, como Super-modelo de todos nós, designadamente dos padres e pastores actuais, expulsando sempre radicalmente as feras - os pecadores públicos ou dissimulados - do Seu rebanho, a fim de evitar males piores...
Queira aceitar, Sr. Padre João, os meus melhores e respeitosos cumprimentos, pelos Sagrados Corações de Jesus e de Maria.
J. Mariano


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