O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 23 de Junho de 2012
Mau já é o mau. Pior é quando o mau é apresentado como bom, ou seja, como elegante, inteligente ou fascinante. Nasce, assim, o «mau-mau».

É a tese defendida por Paul Fussell, recentemente falecido.

Temos, hoje em dia, uma distância entre a realidade e a sua representação. Esta, especialmente na linguagem, procura mais encobrir que revelar.

A degradação da linguagem é notória. Prevalece o vulgar, a agramaticalidade, a banalidade, o lugar-comum ou, então, a pomposidade eufemística.

Isto é visível no modo como alguns expendem coisas banais de um modo solene.

Paul Fussell não era meigo no diagnóstico. Culpava a universidade e as políticas de ensino.

A febre de cursos «práticos» está a retirar espaço às humanidades.

Ensina-se a «fazer». Não se ensina (ou, pelo menos, não se ensina devidamente) a «pensar».

A cultura(?) do «mau-mau» está a tornar-nos vulgares, culturalmente analfabetos e civicamente desmobilidades.

E o pior é que não nos apercebemos!
publicado por Theosfera às 11:58

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