Sou republicano por uma questão de princípio, mas reconheço o valor da monarquia.
Entendo que todo o poder deve emanar do povo, mas, muitas vezes, os mecanismos da eleição obscurecem o respectivo desempenho.
A demagogia é o vício que salta mais à vista. Para se obter o poder, recorre-se a tudo. Falta, por vezes, um certo aprumo, uma certa transcendência, um certo mistério.
A autoridade deve estar perto do povo, mas não se deve vulgarizar. A monarquia inglesa (por contraste, por exemplo, com a espanhola) cultiva uma proximidade distante e uma distância próxima.
A rainha aparece, acena, mas quase não fala, nem dá entrevistas.
Esta elevação (feita de silêncio e discrição) oferece uma estética que se diferencia do ruído ensurdecedor a que estamos habituados!

