O Barcelona atingiu o máximo com jogadores que ele mesmo gerou e com um treinador que ele mesmo formou.
Xavi, Iniesta, Messi e muitos outros nunca jogaram noutro clube. Pep Guardiola nunca treinou outra equipa.
O Real gasta dinheiro a comprar jogadores. O Barcelona investe dinheiro ao não vender jogadores.
O paradigma é para manter. Sai um elemento, mas a filosofia subsiste.
O novo treinador, Tito Vilanova, é também um homem da casa.
A surpresa é geral. Mas quando Guardiola chegou, há quatro anos, o espanto também foi total.
Guardiola revelou-se um esteta. Não jogava apenas para os golos. Jogava também para os olhos.
Havia uma empatia, uma identificação, uma osmose entre a equipa e o técnico.
Fica uma dúvida.
Conseguirá o Barcelona fazer o mesmo sem Guardiola? E conseguirá Guardiola fazer o mesmo sem o Barcelona?

