O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 15 de Março de 2012
«Os homens hesitam menos em prejudicar um homem que se torna amado do que outro que se torna temido».
 
Maquiavel limitou-se a registar o que a experiência mostra. Hoje escreveria o mesmo! Alguém duvida?
 
Para Maquiavel, o príncipe (uma circunlocução do político) deve apostar sobretudo na aparência.
 
Ele «não precisa de ter qualidades, mas convém que pareça que as tem».
 
É que «se as tem e as respeita sempre, prejudicam-no. Mas, se fingir que as tem, ser-lhe-ão proveitosas, como lhe será proveitoso fingir-se compassivo, fiel, humano, íntegro e religioso». Ao príncipe «nunca faltarão pretextos para justificar a sua falta de palavra».
 
Para Maquiavel, o homem que menos respeitava aquilo que dizia era um...Papa, o Papa Alexandre VI!
 
As pessoas só olham para o que parece. Raramente valorizam o que são.
 
É por isso que Maquiavel, mestre do cinismo político mas perscrutador atento da alma humana, citava o exemplo de Fernando, o Católico, que só falava de paz e de fé, mas «de uma e de outra era mui inimigo». E se não fosse assim, teria visto diminuir «o seu prestígio e os seus Estados»!
 
O príncipe avalia, mas também é avaliado. A principal avaliação que é feita ao prícipe «baseia-se, segundo Maquiavel, nas pessoas que o rodeiam».
 
O maior erro que pode cometer é se tais pessoas não são «suficientes nem fiéis». Mas não é fácil «a um príncipe saber escolher os seus ministros». Aqui começa, muitas vezes, o seu descalabro: nas más escolhas que faz!
 
Um dos erros de que raramente o príncipe se defende é o que resulta da influência dos aduladores.
 
Como fugir deles? Segundo Maquiavel, «dando a entender às pessoas que não te desagradarão se disserem a verdade».
 
É por isso que as pessoas sensatas devem ser preferidas às aduladoras.
 
Os sensatos dzem a verdade «acerca do que lhes é perguntado e não acerca de outras coisas». O princípe é que deve pedir conselho e não aceitar que alguém tome a iniciativa de o aconselhar. «Deve tirar a todos a vontade de lhe darem conselhos que não pede»!
 
publicado por Theosfera às 10:12

De António a 15 de Março de 2012 às 20:02
Acabei de adquirir o livro de Miguel Real, " Nova Teoria do Mal" e já não fico espantado pelo crescendo de vozes críticas sobre o fenómeno religioso, Deus, a Igreja Católica e o Cristianismo. O contrário é que seria de estranhar. Na história da Cristandade, muitos poucos conseguiram ascender ao patamar da exemplaridade ética. Santo Ambrósio foi, sem dúvida, um dos maiores e mais belos exemplos do que é ser plenamente cristão.Até o cáustico Tomaz da Fonseca o enalteceu. A S. Francisco de Assis, que tanto admiro, faltou a denúncia das Cruzadas. Lamento que não tenha tomado posição contrária a esse deriva horrenda feita em nome de Deus e que, inclusivamente, tenha participado numa dessas cruzadas, embora sem nenhum propósito bélico.Pode haver criticas sectárias a 2000 anos de Cristianismo, mas muitas delas são perfeitamente justas e pertinentes. As múltiplas indignidades, cometidas em nome de Deus, e que ainda continuam a ser perpetradas, essas ficam todas do lado da hipocrisia e do mais pérfido anticristianismo, de raiz apregoadamente cristã.


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