O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
Pediram-lhe uma única palavra para nos descrever e ele não hesitou: «faladores».
Os portugueses são «faladores».
É provável que já nem notemos muito, tal é a força incoercível do hábito.
O problema é que «falamos» muito e «falamos» mal. Já viram como, entre nós, toda a gente tem uma opinião mesmo que não tenha conhecimento?
Um pouco de comedimento não fará mal. Mas sem imposições. O uso da palavra ou a sua supressão só podem dimanar da liberdade!
publicado por Theosfera às 11:09

De António a 28 de Dezembro de 2011 às 12:59
A filósofa Monique Dixsant afirmou que nenhum princípio garante a validade da distinção entre ciência e opinião.Na verdade, aquilo que é catalogado como " ciência" pode não ser científico e o que é menosprezado como mera opinião pode estar totalmente preenchido com critério de absoluta cientificidade.Depois há a questão da cultura. Há homens cultos e eruditos mas que não são sábios. E há homens que não são eruditos, nem cultos, mas que são sábios. Como discernir quem fala com sabedoria e sem ela ? Pela qualidade do que afirmam, por certo. Mas também há homens eruditos, sábios ou ignorantes, que falam muito , como também há homens incultos e sábios, que falam pouco mas ainda melhor que os eruditos.Tudo isso é deveras complexo mas nós não resistimos à tentação da individuação. E a fala faz parte dessa exuberância do eu.

De Theosfera a 28 de Dezembro de 2011 às 13:09
Excelente análise, bom Amigo. Muito obrigado. O que quis questionar não foi obviamente a legitimidade da opinião, a mas uma certa verborreia sem substância. De resto, adiro totalmente ao que aqui expende. A fronteira entre a opinião e a ciência é, muitas vezes, convencional. É também uma decisão opinativa, decorrente das autoridades fácticas que se autocriam em todos os domínios. O que, no fundo, tem de prevalecer é a lei da liberdade. Faltou dizer que o autor do ponto de vista de que éramos um povo de faladores é o historiador (e, portanto, cientista) Rui Ramos. Abraço amigo no Senhor Jesus.


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