O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 13 de Dezembro de 2009

 

Por esta altura é já grande a fadiga e incontrolável a ansiedade.
Que prendas vou comprar? Que presentes vou oferecer?
Ele são os convites para as festas de Natal (que, mais que convites, parecem verdadeiras intimações) com a indicação de que não nos esqueçamos da troca de presentes. Não falta inclusive a indicação do preço de referência.
Até as crianças já perderam o encantamento da surpresa e a fantasia da expectativa do que poderão receber naquela noite santa. Agora fazem exigências, ainda por cima dispendiosas. Nos hipermercados acotovelam os pais: «Quero isto. E mais isto. E mais isto»
Aos idosos, levamos apressadamente uma peça de roupa ou um bolo. E lá continuam eles na cama. Tantas vezes sozinhos. Quando muito, são convidados para a «consoada». Só que, na manhã de Natal, são reconduzidos ao abandono de há muito. À solidão de sempre.
Urge pois desmaterializar as ofertas de Natal. É preciso recordar que o maior presente é a presença. É a companhia. É o afecto. É o apoio. É a certeza de que alguém pode contar connosco.
Não nos esqueçamos de que, para muitos, a noite de 24 para 25 deste mês vai ser uma noite triste. Uma noite sofrida. Uma noite chorada.
A casa até pode estar repleta de coisas. E a alma também poderá estar cheia. Mas de mágoas. De dores. De ingratidões sem fim…
publicado por Theosfera às 18:56

De Anónimo a 13 de Dezembro de 2009 às 19:17
Neste Natal, Jesus não poderá nascer no coração de todos aqueles que o ocupam, com o fausto, a opulência, a injustiça, a maledicência, a detracção, a injúria, a calúnia, a traição e tantas outras coisas negativas que são contrárias ao verdadeiro Espírito de Natal e a tudo aquilo que Deus quereria ver concretizado em cada ser humano: Paz, Amor, Perdão, Justiça , Solidariedade e Amizade entre todos os irmãos crentes e não crentes. Que nesta Quadra Natalícia, cada um de nós procure reencontrar-se com os seus irmãos, porque em cada um deles habita Deus.

De M.Rocchetta a 13 de Dezembro de 2009 às 23:02
Concordo em toda a linha com as oportunas considerações que faz.
Custa-me verificar que, apesar de tantas chamadas de atenção, como a sua, que, de há muitos anos, se faz, a propósito da verdadeira vivência do Natal... tudo pareça continuar na mesma - ou, quiçá, pior...
Apesar da chamada crise, as pessoas parecem "drogadas" na busca da ilusão de uma "felicidade" assente na aquisição desenfreada de coisas materiais, efémeras, que dão e recebem. Momentos fugazes de falsa "felicidade"...
Para isto muito contribuem as mensagens agressivas da publicidade dos gigantes que dominam a economia, e que incitam ao consumo descomedido por parte das famílias, seja através da tv, seja pelos outros "media", seja pelas caixas de correio, seja pelos painéis publicitários das cidades. Não há normas neste domínio, e o governo nada faz para disciplinar esta propaganda imoral que assola as famílias.

Seria tão bom que as pessoas soubessem viver o verdadeiro Espírito de Natal, adorando o Menino nas pessoas mais desfavorecidas, substituindo as superfluidades das prendas bacocas por uma partilha e uma ajuda nas necessidades de tantos pobres, velhos, e necessitados de uma presença amiga, que tantas privações passam! Que, ao menos, nesta época do ano, tenham o conforto de uma refeição boa, de um agasalho material e espiritual!






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