O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

Hoje, 18 de Outubro, é dia de S. Lucas e S. Monon, eremita.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

Hoje, 17 de Outubro, é dia de Sto. Inácio de Antioquia (que gostava de se apresentar como «Teóforo», aquele que traz Deus), Sta. Zélia, S. Balduíno e S. Gilberto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 16 de Outubro de 2018

Hoje, 16 de Outubro, é dia de Sta. Hedwiges, Sta. Margarida Maria Alacoque, Sta. Josefa Vanini e S. Gerardo Majela.

Faz também 40 anos que foi eleito o Papa São João Paulo II.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

Hoje, 15 de Outubro, é dia de Sta. Teresa de Jesus e Sto. Eutímio, o Jovem.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:23

Domingo, 14 de Outubro de 2018

Tu sabes tanto.

Tu sabes tudo, Senhor.

Mas não sabes conjugar o verbo «mandar».

Tudo só sabes conjugar o verbo «servir».

 

Tu ficaste triste e desapontado

quando os Teus discípulos se mostravam preocupados pelo poder,

pela ambição de mandar,

pelo desejo de possuir.

 

O Teu Reino, Senhor, não é de poder,

é de amor, esperança e paz.

 

Nestes tempos convulsos e incertos,

Tu és a bússola e o sentido,

o horizonte e a paz,

 

 

Obrigado, Senhor,

por estares sempre connosco

e por nos ensinares a servir.

 

 

 

Ajuda-nos a constituir uma Igreja do serviço,

da ajuda e da solidariedade.

 

Ajuda-nos a crescer na disponibilidade

e na mansidão.

 

Tu estás no meio de nós como quem serve.

Tu não vens para ser servido, mas para servir

e dar a vida por todos.

 

Que nós aprendamos conTigo.

Que nós queiramos servir.

 

Tu experimentaste a dor

e toda a espécie de provações.

 

Tu és, pois, o nosso Cireneu,

aquele que condivide a nossa Cruz.

 

Obrigado, Senhor, pela Tua bondade,

pelo Teu infinito amor

e pela Tua intensa paz.

 

Que tudo em nós faça ressoar

a beleza da vida que vem de Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:04

A. Um «quase discípulo» não é um discípulo

 

  1. Dizem os desportistas que as provas não são como começam, mas como acabam. É nos últimos instantes que se ganha, é nos últimos momentos que se perde. Às vezes — não tão poucas vezes assim —, há quem faça «quase» tudo bem, mas vacile à beira do fim. Não basta ir à frente para chegar em primeiro. Só fica em primeiro quem em primeiro terminar.

Há quem faça «quase» todo o percurso à frente, mas fique para trás quando o fim está à vista. O «quase» não chega. Um «quase» vencedor não é um vencedor. Do mesmo modo, um «quase discípulo» não é um discípulo. Ou somos discípulos a tempo inteiro ou, simplesmente, não somos discípulos.

 

  1. O que, muitas vezes, nos falta é capacidade para ver que o «quase» não é o mesmo que «tudo». Só Cristo é a luz (cf. Jo 8, 12) que nos faz ver a diferença entre o «quase» e o «tudo». E só Cristo é o caminho (cf. Jo 14, 6) que nos permite vencer a distância entre o «quase» e o «tudo».

O que já temos é importante, mas o que ainda nos falta é que pode ser decisivo. E, tal como sucedeu a este homem que aborda Jesus, o que nos falta não é saber nem fazer; o que nos falta é dar, é darmo-nos.

 

B. Lei já é bastante, mas ainda não é o bastante

 

3. Aquele homem sabia tudo e pensava que já tinha feito tudo. Para ele, era só continuar a fazer o que fazia. Quando Jesus enuncia os Mandamentos, ele exulta como o atleta que alcançou a meta: «Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude» (Mc 10, 20). Efectivamente, não é coisa pouca — nem coisa fácil — cumprir os Mandamentos. É certo que nenhum de nós mata nem rouba. Mas quantos de nós podem assegurar que nunca levantaram falsos testemunhos? Quantos de nós podem garantir que nunca cometeram fraudes? Quantos de nós farão tudo por seu pai e sua mãe? (cf. Mc 10, 19).

Afinal, aquele homem já tinha feito bastante. A avaliar pela reacção de Jesus, ele estava mesmo a ser sincero. A afeição de Jesus é sinal do reconhecimento da autenticidade das suas palavras. Se já tinha feito tanto, não deveria custar fazer o que ainda faltava: vender o que tinha, dá-lo aos pobres e seguir Jesus (cf. Mc 10, 21). Tratava-se, no fundo, do corolário da sua — já bem conseguida — obra.

 

  1. Em coerência com o Seu ensinamento, Jesus estava a dizer que o Antigo Testamento era necessário, mas insuficiente. A antiga Lei era bastante, mas ainda não era o bastante. Como sempre vincou desde o princípio, Jesus não veio destruir a Lei, mas cumprir a Lei (cf. Mt 5, 17). Jesus não é a anulação, mas o pleno cumprimento da Lei.

Isto significa que só no Novo Testamento se cumpre cabalmente o Antigo. Só Jesus cumpre integralmente a Lei. Como proclama o Concílio Vaticano II, o Antigo Testamento só está patente no Novo, o que equivale a reconhecer que o Novo Testamento já estava latente no Antigo.

 

C. Quando possuir significa ser possuído

 

5. Tal como sem o tecto a construção do edifício não está terminada, também sem Jesus — e sem o Seu Evangelho — a antiga Lei não está concluída.

O problema é que aquele homem resolveu estacionar no antigo. Diz o texto sagrado que, perante a proposta de Jesus, ficou pesaroso e «retirou-se entristecido» (Mc 10, 22). Porquê? Porque tinha «muitos bens». Ou, como especificam algumas traduções, porque tinha «muitas propriedades» (Mc 10, 22).

 

  1. Como acontece a tantos de nós, aquele homem sofria de «apraxia». A «apraxia» é uma desordem neurológica que provoca uma perda da capacidade de executar movimentos que conduziriam a um determinado objectivo. Aquele homem estava tolhido pela posse. Estava mais habituado a conjugar o verbo «possuir» do que o verbo «repartir».

A bem dizer, ele era servo daquilo que o devia servir. Em vez de ser ele o senhor dos bens, os bens é que eram senhores dele. Em lugar de ser dono das suas propriedades, as suas propriedades é que eram donas dele. Ou seja, não era dono; estava dominado. Não possuía; estava (totalmente) possuído.

 

D. Não falta ter, falta dar (e sobretudo darmo-nos)

 

7. Pela Sua palavra, pela Sua vida e sobretudo pela Sua morte, Jesus veio ensinar-nos que nunca possuímos tanto como quando nos damos. É por isso que «há mais alegria em dar do que em receber» (Act 20, 35).

Só somos senhores quando somos livres. Quando não damos, é porque não somos inteiramente livres, é porque ainda estamos escravizados. E, não raramente, quem mais nos escraviza somos nós mesmos, são as nossas coisas, são os nossos bens.

 

  1. A esta luz, salta à vista que a riqueza não está no que se tem, mas no que se dá. Jesus era rico porque era pobre e, como reconheceu São Paulo, veio enriquecer-nos com a Sua pobreza (cf. 2Cor 8, 9).

Será que estamos dispostos a aprender com Jesus? Será que já damos conta daquilo que nos falta? Será que já notamos que aquilo que nos falta é «ser» e não «ter»? E será que já interiorizamos que outros poderão «ter» mais se nós nos dispusermos a «ser» diferentes?

 

E. Não deixemos que o servo se torne (nosso) senhor

 

9. O dinheiro devia ser como os automóveis. O dinheiro também nasceu para circular, não para estacionar. Neste caso, o dinheiro deve circular por todos e não estacionar apenas por alguns. Se ele circular, ajudará a todos e não aprisionará ninguém. Não deixemos que o dinheiro seja, como alguém disse, «o grande senhor do século XXI». O dinheiro existe para ser servo. Não deixemos que o servo se torne (nosso) senhor.

O dinheiro deve ser guiado pela justiça e não dominado pelo lucro. Procuremos, então, pôr as pessoas à frente do dinheiro e não pôr o dinheiro à frente das pessoas. E em vez de estabelecermos «salários mínimos», porque não definir «salários máximos»? É bom compensar o mérito, mas a prioridade deve ser atender às necessidades e aos necessitados. O que alguns têm a mais outros têm a menos. O supérfluo de muitos será o essencial para tantos.

 

  1. Procuremos, então, vencer a última barreira. Também a nós pode faltar uma «última coisa» para pertencermos inteiramente a Jesus. Só que essa última coisa é capaz de ser a mais importante, a mais decisiva. Não tenhamos medo de saltar essa última barreira. Não estamos sós, porém. Contamos com Jesus e em Jesus nada é impossível (cf. Fil 4, 13). Em Jesus, até o impossível se torna possível. A «última coisa» que nos falta não é «ter»; a «última coisa» que nos falta até pode ser «deixar de ter».

Reside aqui a verdadeira sabedoria, aquela que devemos pedir incessantemente a Deus (cf. Sab 7, 7). A verdadeira sabedoria não passa pelo óbvio, mas pelo surpreendente. Deixemo-nos surpreender por Deus e pelo Evangelho do Filho de Deus. Acima de tudo, nunca nos fiquemos pelo «quase». Para Deus, menos que tudo é nada. Afinal, o que dermos será sempre um «mínimo» diante d’Aquele que nos oferece sempre o «máximo»!

publicado por Theosfera às 05:49

Hoje, 14 de Outubro (28º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Calisto, Sta. Madalena Panattieri e S. João Ogilvie.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 13 de Outubro de 2018

Hoje, 13 de Outubro, é dia de Sto. Eduardo III, S. Fausto e Bem-Aventurada Alexandrina Maria da Costa.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 12 de Outubro de 2018

Hoje, 12 de Outubro, é dia de Nossa Senhora do Pilar, Nossa Senhora de Aparecida, S. Serafim de Montegranaro, S. Vilfrido e S. João Beyzym.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 11 de Outubro de 2018

Hoje, 11 de Outubro, é dia de Sta. Soledade Torres, Sto. Alexandre Sáuli e S. João XXIII, o Papa Bom.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018

Hoje, 10 de Outubro, é dia de S. Daniel e seus Companheiros Mártires, S. Daniel Comboni, S. Miguel Píni e S. Tomás de Vilanova.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:07

Terça-feira, 09 de Outubro de 2018

Hoje, 09 de Outubro, é dia de Sto. Abraão, S. João Leonardo, S. Dionísio Areopagita, S. Luís Beltrão, Sto. António Prazzini, Sto. Inocêncio Camauro e Bem-Aventurado John Henry Newman.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 08 de Outubro de 2018

Hoje, 08 de Outubro, é dia de Sta. Pelágia, Sta. Taís e Sto. Artoldo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 07 de Outubro de 2018

Nada é impossível para Ti.

Tudo é possível conTigo, Senhor.

 

Hoje em dia, precisamos de acreditar,

de não desistir

e de sempre caminhar.

 

Obrigado, Senhor, pelo estímulo

e pelo constante apoio.

 

O caminho é difícil, mas não é inviável.

Ele pode ser trilhado.

E, como aos discípulos de Emaús,

também hoje nos acompanhas.

 

És o nosso companheiro,

o que partilha a nossa vida.

 

Tu queres, Senhor, que saibamos os mandamentos.

Mas não chega.

 

Mais importante que saber é fazer.

Saber é necessário, mas fazer é decisivo.

 

Às vezes, falta-nos apenas uma coisa.

Mas essa coisa pode ser a mais importante.

 

É preciso dar aos pobres,

repartir com os pobres.

 

Como são actuais estas palavras.

Como é pertinente este apelo.

Como é urgente esta prioridade.

 

É aqui que está a sabedoria.

A sabedoria não está apenas no conhecimento.

A sabedoria está sobretudo no amor.

O amor é mais sábio que a sabedoria.

 

Essa sabedoria está na Tua Palavra

e no Teu Pão.

 

Obrigado, Senhor, por seres a Mesa

e o Pão.

 

Obrigado, Senhor, por nos dares tudo em abundância.

Obrigado por tanto. Obrigado por tudo.

 

Que nós saibamos repartir.

Aumenta a nossa solidariedade

e faz crescer o nosso amor!

publicado por Theosfera às 11:20

A. Boas — e belas — notícias para as famílias

  1. Eis que, neste Domingo, somos presenteados com uma bela — e muito profunda — ressonância do Evangelho da Família. Deus também tem boas notícias sobre a família e para as famílias. Deus também tem um projecto concreto para a família.

Neste dia, somos ajudados a responder às duas perguntas fundamentais: «em que consiste a família?» e «porque é que falham tantas famílias?».

 

  1. Desde logo, é importante perceber que a família é, acima de tudo, uma invenção de Deus. A Primeira Leitura diz que, para Deus, «não é bom que o homem esteja só» (Gén 2, 18). Isto significa que Deus não nos criou para a solidão, mas para a relação. É pela relação que o homem realiza a sua semelhança com Deus (cf. Gén 1, 26).

O próprio Deus, sendo único, não é um. Deus, sendo único, não vive na solidão, mas em relação. Por conseguinte, a Santíssima Trindade é a primeira comunidade, a primeira família. Pelo que a família humana está destinada a ser a imagem por excelência da família divina.

 

B. A família que Deus quer

 

3. O Pai é diferente do Filho e do Espírito Santo, o Filho é diferente do Pai e do Espírito Santo, o Espírito Santo é diferente do Pai e do Filho. E apesar disso — ou, melhor, por causa disso — todos estão unidos, formando uma família: a Santíssima Trindade. Também o homem é diferente da mulher e também a mulher é diferente do homem. E apesar disso — ou, melhor, por causa disso — são por Deus chamados a viver em unidade, em família.

A família não nasce por uma decisão do homem e da mulher; a família nasce, antes de mais, por decisão de Deus. Neste sentido, o matrimónio não é uma questão a dois, é uma questão a três. O matrimónio não é apenas uma questão entre o homem e a mulher; é uma questão entre o homem, a mulher e Deus. É Deus quem os chama porque é Deus quem mais os ama. Nós acreditamos que é Deus que coloca este homem no caminho daquela mulher e esta mulher no caminho daquele homem.

 

  1. A última frase da Primeira Leitura torna tudo muito claro: «O homem deixará pai e mãe para se unir à sua mulher e os dois passarão a ser um só» (Gén 2, 24). Ou seja, Deus quer que o homem se una à mulher e que a mulher se una ao homem. Dessa união resulta uma coisa nova, uma coisa bela: a família. Deste modo, a família não nasce do domínio do homem sobre a mulher nem do domínio da mulher sobre o homem; a família nasce da união entre o homem e a mulher.

O homem e a mulher não deixam de ser o que são. A família, no pensamento de Deus, não anula nenhum dos seus membros. A família não elimina, ilumina.

 

C. O amor entre o homem e a mulher é o amor de Deus no homem e na mulher

 

5. Jesus Cristo elevou esta união entre o homem e a mulher à dignidade de Sacramento. Ou seja, a união entre o homem e a mulher passa a ser uma expressão do amor de Deus, do amor que Deus é e do amor que Deus tem por cada um de nós. Não espanta, por isso, que São Paulo peça aos esposos que se amem como Cristo amou a Igreja. E como é que Cristo amou a Igreja? Dando-se por ela, entregando-se por ela, oferecendo a vida por ela (cf. Ef 5, 25).

A esta luz, o amor que existe entre marido e esposa não é somente um amor que de um homem e de uma mulher. Trata-se de um amor que, neles, foi depositado por Deus. É por isso que o homem e a mulher não se devem amar apenas como o seu amor. O homem e a mulher devem amar-se sempre com o amor de Deus, com o amor de Deus revelado em Cristo. Foi, aliás, o que nos pediu Jesus: que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou, como Ele nos ama (cf. Jo 15, 12).

 

  1. Assim sendo, a preparação para o matrimónio e a vivência do matrimónio devem ser, sobretudo, tempos de oração, tempos de escuta. Uma vez que o amor entre o homem e a mulher vem de Deus, então cada homem e cada mulher devem dispor-se a acolher o amor que Deus neles depositou. Na verdade, foi esse amor que os juntou e é esse amor que os faz sobreviver como pessoas e como família.

São João Paulo II disse, há muitos anos, que «família que reza unida permanece unida». Pelo que a falta de união começa, quase sempre, pela falta de oração. Inversamente, o reforço da oração contribuirá para o crescimento da união. O tempo para Deus será sempre o tempo mais precioso para a família.

 

D. Porque é que as famílias falham?

 

7. Se têm tudo para dar certo, porque é que tantas famílias falham? Acima de tudo, por uma razão: porque as famílias se desligam de Deus. Tal como um viajante pelo deserto desfalece se não encontra uma fonte, a família desmorona-se se não bebe a água pura que lhe chega da parte de Deus. Por muitas ilusões que tenhamos, é importante que percebamos que sem Deus nada somos. De resto, o Filho de Deus preveniu-nos com suma clareza: «Sem Mim, nada podeis fazer» (Jo 15, 5).

Para Jesus, é a nossa «dureza» que estraga tudo. É a nossa «dureza» que conduz à falência da família. É a «dureza» da nossa mente — e do nosso coração — que nos impede de ver a verdade da família e de cultivar a beleza da vida familiar.

 

  1. Perante as objecções dos Seus contemporâneos (cf. Mc 10, 2), Jesus recorda o proto-Evangelho da família. A família, no plano de Deus, consiste na união entre um homem e uma mulher (cf. Mc 10, 6-7). É, portanto, esta a família que Deus quer: a família entre um homem e uma mulher, abertos à geração de novas vidas. E se é esta a vontade de Deus, será legítimo que alguém a modifique? Jesus não deixa lugar a dúvidas: «O que Deus uniu, não o separe o homem» (Mc 10, 9).

Ficam, assim, bem vincadas as propriedades essenciais do matrimónio: unidade e indissolubilidade, com a consequente abertura à vida. Não se trata de um mero projecto ideal. Trata-se, obviamente, de um ideal, mas que há-de tornar-se real, que há-de tornar-se realidade em cada dia.

 

E. Os problemas existem para serem vencidos, não para (nos) vencerem

 

9. A Igreja recebeu esta mensagem de Jesus, não se sentindo, portanto, em condições de a alterar. A Igreja é serva — não dona — da Palavra de Deus. Ela recebeu o encargo de a difundir, não de a modificar. Mas, então, e os problemas da família? Como lidar com tantos dramas, com tantas separações? Como ajudar tantas famílias que acabam pouco depois de começar?

É claro que a Igreja tem de usar sempre de misericórdia. As portas da Igreja estarão sempre abertas e o coração da Igreja é um coração permanentemente compassivo. Os que estão em maior dificuldade merecerão um maior acolhimento. Os que a vida mais feriu serão envolvidos por um acréscimo de compreensão, de solidariedade e de evangélica compaixão. Enfim, é preciso aproximar a mensagem das famílias e não desistir de aproximar as famílias da mensagem.

 

  1. Ninguém deve ser excluído e ninguém deverá ser iludido. Tal como o remédio para a doença não é a eliminação do doente, também a solução para os problemas da família não é a dissolução das famílias. O caminho só pode ser a revitalização da família e o apoio às famílias. Há muitos problemas nas famílias e há famílias com muitos problemas. Uma coisa, no entanto, é certa: os problemas existem não para nos vencerem, mas para serem vencidos por nós com a ajuda de Deus.

Queridas famílias, não comeceis a desistir e nunca desistais de começar. Queridas famílias, não desistais de vós. Maridos, não desistais das vossas esposas; esposas, não desistais dos vossos maridos. Filhos, não desistais dos vossos pais. Netos, não desistais dos vossos avós. Acreditai que aquilo que nos parece sombrio em muitos fins de tarde acabará por ser novamente luminoso ao nascer de uma qualquer manhã. E nunca esqueçais que, como já dizia Santo Agostinho, às vezes, é quando parece que tudo acaba que tudo verdadeiramente começa. A vossa família é muito bela. Não desperdiceis tanta beleza que Deus acendeu no vosso lar, no vosso coração, na vossa vida!

publicado por Theosfera às 05:39

Hoje, 07 de Outubro (Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum), é dia de Nossa Senhora do Rosário e S. Marcos, Papa.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 06 de Outubro de 2018

Hoje, 06 de Outubro, é dia de S. Bruno, Sta. Maria Francisca das Cinco Chagas, S. Diogo de San Vítores, Sta. Maria Ana Mógas de Funtcuberta, Sta. Fé e S. Francisco Gárate.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:25

Sexta-feira, 05 de Outubro de 2018

Hoje, 05 de Outubro, é dia de S. Plácido, Sta. Flor, S. Raimundo de Cápua, S. Bartolomeu Longo, Sta. Faustina, S. Francisco Xavier Seelos e St. Alberto Marvelli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 04 de Outubro de 2018

Hoje, 04 de Outubro, é dia de S. Francisco de Assis, Sta. Calistena e Sto. Adaucto.

Retenhamos o conselho do «Poverello» e sejamos «simples, humildes e puros».

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:34

Quarta-feira, 03 de Outubro de 2018

Hoje, 03 de Outubro, é dia de S. Francisco de Borja, S. Veríssimo, S. Máximo, Sta. Júlia, Sto. Evaldo e Sto. Evaldo (irmãos) e S. Columba Marmion.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 02 de Outubro de 2018

Hoje, 02 de Outubro, é dia dos Stos. Anjos da Guarda, S. Tomás de Bereford e Sto. António Chevrier. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:39

Segunda-feira, 01 de Outubro de 2018

Hoje, 01 de Outubro (início do mês do Rosário e das Missões), é dia de Sta. Teresa do Menino Jesus e da Santa Face e S. Bavão.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 30 de Setembro de 2018

Obrigado, Senhor, por não nos deixares sós.

Obrigado por estares sempre connosco, sempre em nós.

 

A Tua presença é a nossa vida,

a cor dos nossos sonhos,

o horizonte do nosso olhar.

 

Tu és família,

uma família de amor formada pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo.

 

Que todas as famílias vivam esse amor.

Que o amor de todas essas famílias seja alimentado pelo Teu amor.

 

Que os problemas não vençam as famílias.

Que as famílias possam vencer os problemas.

 

Mas sem Ti nada se consegue.

ConTigo tudo se obtém,

tudo se alcança.

 

As famílias são um pequeno mundo.

Que o mundo possa ser uma grande família.

 

Que estejamos todos unidos.

Que sejamos sempre amigos.

Que sejamos sempre irmãos.

 

Que as famílias não sejam fonte de sofrimento.

Que as famílias sejam espaço de paz,

tolerância, concórdia e amor.

 

Que sejamos como as crianças:

simples, humildes e puras.

 

Que saibamos acolher as crianças,

os mais simples e os mais pequenos.

 

Que as crises nos deixem mais fortes.

Que não vacilemos no amor.

 

A eternidade é amor.

O amor é eterno.

 

Que saibamos alimentar o amor

com a Tua palavra e o Teu pão.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

 

Mãe do amor formoso,

inspira os nossos corações,

lava o nosso espírito.

 

Faz projectar no mundo

a paz de Teu Filho,

a paz de JESUS!

publicado por Theosfera às 11:23

A. A Igreja não é um clube nem um partido

 

    1. É certo que a porta é estreita (cf. Mt 7, 14), mas não é verdade que esteja fechada. A porta da fé está sempre aberta (cf. Act 14, 27) e não só para alguns; a porta da fé está aberta para todos. Jesus é o caminho que nos conduz até essa porta e é a chave que nos permite abrir essa porta. É por isso que não podemos fechar o que Jesus abriu.
  1.  

    Jesus fundou uma Igreja, não fundou um clube ou um partido. A Sua casa não é só para alguns. Todos têm lugar na Igreja. As suas dimensões são as dimensões do universo. A Igreja não é para tudo, mas é para todos: é para todos os que queiram entrar.

     

    1. Neste Domingo, a Primeira Leitura ensina que o Espírito de Deus sopra onde quer — e sobre quem quer — não estando limitado por obstáculos de qualquer espécie: nem por interesses pessoais nem por privilégios de grupo. É por isso que o verdadeiro crente é aquele que, como Moisés, reconhece a presença de Deus nos gestos proféticos que vê acontecer à sua volta.

    No Evangelho, Jesus ajuda os discípulos a situarem-se no espírito do Reino. Nesse sentido, convida-os a constituírem uma comunidade que, sem arrogância, procure acolher e apoiar todos aqueles que trabalham em favor dos outros. Por sua vez, a Segunda Leitura incita os cristãos a não colocarem a sua confiança e a sua esperança nos bens materiais, pois são valores transitórios, incapazes de assegurar a vida plena para o homem.


     B. Largos, não obsesos

     

    1. Jesus quer curar-nos da «obesidade espiritual», que tantas vezes nos afecta. Ele quer que sejamos largos, mas não inchados. Jesus quer que sejamos largos em relação aos outros e não inchados pela acumulação de coisas em nós. A largueza de Jesus não nos faz pesados; pelo contrário, torna-nos leves, com uma leveza que nos faz ir ao encontro dos nossos irmãos.

    É por isso que Jesus insiste na necessidade de a comunidade cristã ser uma comunidade aberta, acolhedora, tolerante, capaz de aceitar como sinais de Deus o que de bom acontece neste mundo. Sim, porque neste mundo não acontece só (o) mal. Neste mundo, também acontece muito bem. O bem não é um exclusivo nosso; o bem é mais extenso — e muito mais intenso — do que pensamos. Aliás, por definição, o bem é, em si mesmo, difusivo: alastra, inunda e (saudavelmente) contagia.

     

    1. São João queixa-se de ter encontrado alguém a «expulsar demónios» em nome de Jesus, embora não pertencesse ao grupo dos discípulos (cf. Mc 9, 37). Para ele, isso era um abuso. Achava ele que Jesus era um exclusivo deles.

    Mas Jesus não se revê em tal sentimento e em semelhante atitude. A posição dos discípulos mostra arrogância, sectarismo, intransigência e intolerância. Pensavam eles que Jesus era (só) deles. No fundo, julgavam que quem quisesse seguir Jesus tinha de lhes pedir autorização.

     

    C. Não são os lábios que demonstram a nossa fé

    1. Onde há desejo de poder, há inevitavelmente desconfiança. Recorde-se que, pouco tempo antes, os próprios discípulos tinham estado a discutir entre eles sobre qual seria o maior e sobre quem iria ocupar os lugares mais importantes no Reino que, com Jesus, ia nascer (cf. Mc 9,33-37).

    Desta vez, eles estão ansiosos e aflitos, porque apareceu alguém de fora do grupo que pretendia actuar em nome de Jesus. Pensavam que esse alguém poderia, num futuro próximo, disputar-lhes os lugares importantes na estrutura do Reino.

     

    1. É bom que pensemos que, ainda hoje, pode subsistir esta visão sectária e estreita. Não falta quem dê a entender que o seu grupo ou o seu movimento é que está na verdade. Não falta quem pressione os outros, alegando que, fora deles, é só engano e perdição. Não falta até quem insinue que, longe deles, não é possível seguir Jesus. Julgam-se os puros, os eleitos, os únicos. Antes deles, estava tudo errado; fora deles, nada está certo.

    Jesus previne-nos e deixa o alerta. Não devemos impedir ninguém de fazer o bem. Onde está o bem, aí está Jesus. E, depois, não basta haver «cristãos de língua». Importante é que todos sejamos «cristãos de vida». É fácil ser «cristãos de língua». O fundamental é que sejamos «cristãos de vida». É pela vida — e não pela língua — que mostramos ser cristãos.


    D. «Cristificar» e não apenas «cristianizar»

     

    1. É bom que a mensagem de Jesus esteja nos nossos lábios, mas é (muito) melhor que a mensagem de Jesus nunca deixe de estar na nossa vida. E pode até suceder que haja «cristãos de vida» que não sejam sequer «cristãos de língua». Será legítimo afastá-los? Jesus diz claramente que «quem não é contra nós é a nosso favor» (Mc 9, 40). É fundamental que nos habituemos mais a construir pontes do que a erguer muros.

    Há, porém, um grande — um enorme — trabalho pela frente. Não basta que nos «cristianizemos»; é urgente que nos «cristifiquemos». Ser cristão não é apenas fazer parte do Cristianismo; ser cristão é, antes de mais e acima de tudo, pertencer a Cristo.

     

    1. Quem luta pela justiça e faz o bem está ao lado de Jesus ainda que, formalmente, não esteja dentro da estrutura da Igreja. E, às vezes, há momentos em que estar fora — e ajudar os que estão fora — é a melhor maneira de estar dentro. É que o mesmo Jesus, que está cá dentro, também está lá fora.

    Que não nos aconteça o que aconteceu à mulher da parábola de Antonhy de Mello. Era uma mulher tão piedosa que fazia questão de não só ir todos os dias à igreja como de ser a primeira a chegar à igreja. Um dia, em que acordou mais tarde, levantou-se a correr e a correr foi pelos caminhos da aldeia não olhando para ninguém. Sucedeu que, ao chegar à igreja, esta estava fechada. À porta, encontrava-se uma inscrição que dizia apenas isto: «Estou lá fora!»

     

     

    E. Jesus também está (lá) fora

     

    1. Sim, Jesus também está lá fora. É por isso que o fim da Missa é o começo da Missão. Quando a Missa termina, a Missão começa. Naqueles que vamos encontrando reencontramos o próprio Jesus. Afinal, também entramos quando saímos. As fronteiras da Igreja não são as paredes; é o universo.

    Acostumemo-nos a ir ao encontro de Jesus no sacrário e também na rua. Jesus está à nossa espera quando subimos as escadas da igreja e vem ao nosso encontro quando descemos a escadas que nos conduzem à rua.

     

    1. É neste mesmo sentido que Jesus dá indicações sobre as atitudes para com as pessoas. Nestes «ditos», são usadas imagens fortes e muito expressivas. O primeiro destes «ditos» é um aviso àqueles que «escandalizam» os «pequeninos» (cf. Mc 9, 42). Assim, os membros da igreja devem evitar toda e qualquer atitude que possa afastar alguém de Jesus e do caminho que Ele veio propor. O segundo «dito» de Jesus (cf. Mc 9, 43-48) refere-se ao imperativo de arrancar da própria vida todos os sentimentos que são incompatíveis com a opção por Cristo. Cortar a mão e o pé (que são os órgãos da acção) ou arrancar o olho (que é o órgão que dá entrada aos desejos) significa romper com o mal a partir da sua raiz.

    São as nossas opções que interferem no nosso destino, figurado na «Geena» (cf. Mc 9, 45-48). «Geena» vem do hebraico «Ge Hinnon» («vale do Hinnon». Refere-se a um vale situado a sudoeste de Jerusalém, onde eram enterrados os mortos e onde era queimado o lixo produzido pelos habitantes da cidade. Era visto, portanto, como um lugar maldito e impuro. Jesus usa a imagem deste vale para falar de uma vida perdida, frustrada, sem sentido. Quem não for capaz de cortar com o egoísmo e o orgulho autocondena-se a uma vida sem sentido. Só em Cristo é que nunca nos perderemos. Nunca nos perderemos quando nos perdemos em Cristo!

publicado por Theosfera às 05:18

Hoje, 30 de Setembro (26º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Sofrónio Aurélio Jerónimo, S. Conrado d'Ulbach, S. Frederico Albert e das mártires Sta. Sofia, Sta. Fé, Sta. Esperança e Sta. Caridade. Refira-se que faz também 121 anos de faleceu Sta. Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 29 de Setembro de 2018

Hoje, 29 de Setembro, é dia de S. Miguel, S. Gabriel, S. Rafael e S. Nicolau de Forca Palena.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2018

Hoje, 28 de Setembro, é dia de S. Venceslau, S. Lourenço Ruiz, S. Lourenço de Ripafarta e S. Simão de Rojas.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2018

Hoje, 27 de Setembro (Dia Mundial do Turismo), é dia de S. Vicente de Paulo, Sto. Adulfo e S. João (mártires) e S. Dermot O´Hurghen e seus Companheiros Mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

Hoje, 26 de Setembro, é dia de S. Cosme, S. Damião, Sto. Eleázar, Sta, Delfina, S. Cipriano, Sta. Justina, Sta. Maria Vitória Teresa Courdec e S. Gaspar Stangassinger.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

Hoje, 25 de Setembro, é dia de S. Firmino, Sto. Hermano, S. João Baptista Mazzuconi e Sta. Josefa Vaal.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:31

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

Hoje, 24 de Setembro, é dia de Nossa Senhora das Mercês, S. Constâncio, Sto. Andóquio, Sto. Tirso, S. Félix, Sta. Colomba Joana Gabriel e S. Vicente Maria Strambi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 23 de Setembro de 2018

Obrigado, Senhor, pela Tua presença,

pela Tua Palavra

e pelo Teu Pão.

 

Obrigado por estares nos mais pequenos

e por nos convidares à simplicidade.

 

É na humildade dos simples

que nos esperas e interpelas.

 

Que nós sejamos como as crianças.

Que, como as crianças,

tenhamos um coração puro e manso.

 

Senhor, que nunca percamos a mansidão.

Que saibamos dar as mãos

e oferecer o nosso coração.

 

Com a Tua e nossa Mãe,

queremos aprender a caminhar

e a louvar-Te por quanto nos dás.

 

Que a nossa vida seja uma resposta

à Tua proposta de amor

e ao Teu projecto de Paz,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:18

A. Porquê não dar descanso (também) à língua?

  1. É coisa estranha, mas muito frequente. Temos muito cuidado com todo o nosso corpo, excepto com a nossa língua. Procuramos dar descanso ao nosso corpo, excepto à nossa língua. E nem sequer damos conta do mal que causamos com o abuso — e o mau uso — da língua. Daí vêm tantos mal-entendidos e tantas discórdias, desordens e acções perversas (cf. Tgo 3, 16).

São Tiago exorta-nos a ter cautela com a língua (cf. Tgo 3,1-12). De seguida, refere-se à necessidade de os crentes rejeitarem a «sabedoria do mundo» e de acolherem a «sabedoria que vem do alto» (cf. Tgo 3,13-18). Finalmente, apresenta a origem das discórdias que envenenam a vida das comunidades cristãs (cf. Tgo 4,1-10).

 

  1. O objectivo de São Tiago é purificar a existência cristã para que não se percam os valores que dimanam do Evangelho. Assim, na primeira parte do texto (cf. Tgo 3,16-18), adverte os crentes para que vivam de acordo com a «sabedoria de Deus».

A «sabedoria do mundo» gera inveja, contendas, falsidade (cf. Tgo 3,14), rivalidades, desordem e toda a espécie de más acções (cf. Tgo 3,16). Acaba por destruir a vida da própria pessoa e por impedir a comunhão entre os irmãos. Trata-se de uma «sabedoria» incompatível com as exigências do seguimento de Cristo. Mas não será que, muitas vezes, nos deixamos envolver por esta suposta «sabedoria»? Não será que, muitas vezes, nos consideramos «sábios» quando enganamos os outros? Não será que, muitas vezes, reduzimos a sabedoria à arte de enganar, à astúcia e à esperteza?

 

B. O que denunciamos lá fora também se verifica cá dentro

 

3. Pelo contrário, a «sabedoria de Deus» é «pura, pacífica, compreensiva e generosa, cheia de misericórdia e boas obras, imparcial e sem hipocrisia» (Tgo 3,17).

Estão aqui enunciadas sete «qualidades» da «sabedoria». Tendo em conta que o número sete significa «perfeição» e «plenitude», São Tiago está a propor aos seus destinatários um caminho de perfeição, de realização total, de vida plena. O corolário desta sabedoria é a justiça e a paz. Sem justiça não há paz e sem paz não há justiça. A justiça e a paz são filhas uma da outra. São Tiago proclama que «a justiça é um fruto produzido na paz» (Tgo 3, 18). E o Concílio Vaticano II assegura que «a paz é obra da justiça».

 

  1. Em contraponto, São Tiago analisa as causas dos conflitos e discórdias que infectam a vida de muitas comunidades cristãs. No fundo, tudo resulta do facto de os cristãos nem sempre incorporarem a proposta de Jesus Cristo. Em vez de fazerem da sua vida um acto de amor pelos irmãos, há cristãos que ainda vivem entricheirados no seu egoísmo e no seu orgulho. E, deste modo, não só não fazem o bem como ainda fazem o mal.

Muitas vezes, as nossas comunidades, as nossas organizações e os nossos movimentos pouco se distinguem das outras instituições. Afinal, o que denunciamos lá fora também poderia ser denunciado cá dentro. Também dentro da Igreja, há facções, ataques, insinuações, agressões ao bom nome e à boa fama, etc..

 

C. Há quem não suporte o bem

 

5. Todas estas más «paixões» (Tgo 4, 1) corrompem a vida comunitária, despejando nela lutas, invejas, rivalidades, ciúmes e muito mais. Onde está a diferença em relação ao mundo?

Até a nossa oração é afectada. São Tiago increpa os cristãos: «Pedis mal porque o que pedis é para satisfazer as vossas paixões» (Tgo 4, 3). Como é que esta oração poderá ser escutada por Deus? Devemos pedir que se faça a vontade de Deus e não que se satisfaçam as nossas más «paixões». Uma coisa é certa: os pedidos egoístas não são nunca escutados por Deus.

 

  1. Não falta, na verdade, quem deseje o mal dos outros, quem se alegre com o mal dos outros. Os «ímpios» de que fala o Livro da Sabedoria são aqueles que levam uma vida de corrupção e imoralidade. São aqueles que, por causa disso, não suportam a conduta recta dos que são fiéis à Lei de Deus. Só a existência de alguém justo já é um incómodo. Daí a ameaça: «Armemos ciladas ao justo, porque nos incomoda» (Sab 2, 12).

Há quem não suporte o bem. Há quem faça mal até àquele que só faz o bem. Enfim, há quem não suporte ser incomodado. E, nessa medida, há quem não olhe a meios para destruir os que incomodam. A vida dos «justos» é um constante incómodo por causa da sua rectidão. Então gera-se a perseguição. Quando não há argumentos, abundam os insultos, as insinuações.

 

D. Também há «fumos» sem (qualquer) «fogo»

 

7. Infelizmente, há quem dê mais crédito às calúnias sem fundamento do que à vida limpa de tantas pessoas. O mal parece ter um «auditório» muito maior que o bem. A mentira parece bem mais «popular» que a verdade. O problema é que, ao contrário do se diz, há muitos «fumos» sem «fogo». Muitas vezes, o «fogo» anunciado por pretensos «fumos» só arde na cabeça — e nos lábios — de quem insinua, de quem difama, de quem calunia.

Há quem seja mais mais crédulo em relação à menor mentira do que em relação à maior verdade. É muito doloroso ser injustiçado. Como proceder? Será que a vida dos «justos» está, irremediavelmente, condenada ao fracasso? O importante não é o julgamento dos homens, mas o juízo de Deus. E Deus nunca abandona os que pelos homens são abandonados e espezinhados.

 

  1. Aliás, foi pelos homens que o próprio Jesus foi condenado e morto. Jesus tem plena consciência de que a Sua conduta iria conduzi-Lo à morte (cf. Mc 9, 31). Mas apõe logo uma ressalva: «Depois de morto, ressuscitará» (Mc 9, 31). Ou seja, a morte é certa, mas a vitória sobre a morte está assegurada.

Deus desfaz — e refaz — o que, muitas vezes, os homens fazem. Deus corrige muitos dos nossos juízos e altera muitos dos nossos actos. É por isso que Jesus Se mostra sereno até diante da paixão e da morte. Importante, para Jesus, é que a vontade do Pai Se cumpra.

 

E. Não abandonemos os abandonados

 

9. Entretanto, os discípulos mantêm um estranho silêncio diante deste anúncio da paixão. São Marcos explica que eles não entendem a linguagem de Jesus tendo medo de O interrogar (cf. Mc 9, 32). Jesus é muito claro, mas o espírito dos Seus discípulos ainda está muito obscurecido. Em vez de se preocuparem com o seguimento do Mestre, discutem entre eles sobre qual seria «o maior» (cf. Mc 9, 34).

Ainda não tinham entendido nada acerca de Jesus. Será que, dois mil anos depois, já entendemos? Será que já entendemos que, para Jesus, verdadeiramente grande é aquele que se faz pequeno? «Quem quiser ser o primeiro há-de ser o último de todos e o servo de todos» (Mc 9, 35)

 

  1. Jesus deita por terra qualquer pretensão de poder. Ele olha para baixo, para quem está em baixo: para os simples, para os pequenos. Por isso, pega numa criança e ensina: «Quem acolher em Meu nome uma criança como esta acolhe-Me a Mim» (Mc 9, 37).

Jesus sempre Se identificou com os mais pequenos (cf. Mt 25, 40). É essa a nossa opção se quisermos efectivamente seguir Jesus: tomar partido pelos mais pequenos. Jesus não dá lugar a dúvidas. Quem quiser segui-Lo deve estar ao lado dos pequenos, dos pobres, dos marginalizados, daqueles que o mundo rejeita. É nos mais rejeitados que Jesus está mais presente. O que fizermos a eles é o que faremos a Ele!

publicado por Theosfera às 05:00

Hoje, 23 de Setembro (25º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Lino, Sta. Tecla, S. Constâncio, S. Pio de Pietrelcina e Mártires Mexicanos.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:10

Sábado, 22 de Setembro de 2018

Hoje, 22 de Setembro, é dia de S. Félix IV, Sta. Catarina de Génova, S. Maurício e Sto. Exupério e seus Companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

Hoje, 21 de Setembro, é dia de S. Mateus e S. Castor.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

Hoje, 20 de Setembro, é dia de Sto. André Kim Taegon, S. Paulo Chong Hassan e seus Companheiros mártires, Sto. Eustáquio e Sta. Teopista, e S. José María Yarres Pales.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

Hoje, 19 de Setembro, é dia de S. Januário, Sto. Afonso de Orozco, Sta. Emília Rodat e S. Francisco Maria de Comporosso.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 18 de Setembro de 2018

Hoje, 18 de Setembro, é dia de S. José de Cupertino e S. João Masías.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2018

Hoje, 17 de Setembro, é dia de S. Roberto Belarmino, Sta. Hildegarda, Sto. Alberto de Jerusalém e Impressão das Chagas de S. Francisco.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 16 de Setembro de 2018

Obrigado, Senhor,

pela largueza do Teu coração.

 

Na Tua Casa, ao pé de Ti,

há lugar para todos.

 

Na Tua Casa, ao pé de Ti,

não há preferidos nem preteridos.

 

Todos têm um lugar,

todos são tratados pelo nome,

todos são acolhidos com delicadeza e alegria.

 

Junto de Ti, Senhor,

é sempre festa,

é sempre alegria, contentamento e paz.

 

Porquê, então, Senhor,

a inveja e o ciúme,

o ressentimento e o rancor?

 

Porque é que queremos tudo para nós?

Porque é que fazemos da Igreja um clube onde só alguns parecem ter lugar?

 

Que o nosso coração seja como o Teu

e como o de Tua (e nossa) Mãe.

 

Que no nosso coração,

haja lugar para todos,

especialmente para os pobres e os que sofrem.

 

Que na nossa língua só haja amor,

que no nosso olhar só haja paz,

que na nossa alma só haja esperança.

 

Que aquilo que celebramos cá dentro, no templo,

possa ser vivido lá fora, no tempo.

 

Nós já sabemos que podemos contar conTigo

hoje, amanhã e sempre,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:44

A. Fechar os lábios para abrir os ouvidos

  1. Diz o profeta que o Senhor Deus lhe abriu os ouvidos (cf. Is 50, 5). Deixemos nós também que o Senhor Deus nos abra os ouvidos. Nenhum coração se abre quando os ouvidos estão fechados. O certo é que, para nosso mal, os ouvidos do nosso coração permanecem teimosamente fechados.

Acontece que nem nos apercebemos de que, para ter os ouvidos abertos, temos de dar algum descanso à nossa língua. Há momentos em que a boca tem de estar fechada para que os ouvidos se mantenham abertos. De facto, como consegue escutar quem não pára de falar? A rotina é tão envolvente que, por vezes, nem na Casa de Deus mostramos disponibilidade para ouvir Deus. Até na Casa de Deus a boca continua aberta. Até na Casa de Deus os ouvidos parecem continuar fechados!

 

  1. Se os nossos ouvidos se deixarem abrir, escutaremos que, para Deus, não basta a fé. No fundo, o que Deus nos diz, pela boca de São Tiago, é que a fé não é fé se for apenas fé. A fé sem obras é morta (cf. Tgo 2, 17). Algum de nós quer deixar morrer a fé? A fé, como notou São Paulo, entra pelos ouvidos (cf. Rom 10, 17), expressa-se pelos lábios e é alimentada pela vida.

Uma fé que não chegue ao chão da vida desfalece. Uma fé que não aterre na terra da existência desmorona-se. A fé, por natureza, é invasiva, é saudavelmente intrometida.

 

B. A fé será eloquente se não for apenas loquaz

 

3. Os lábios manifestam a fé. Mas o que expressa a fé é a vida, são as acções que praticamos na vida. O acto de fé constitui, por isso, o maior certificado da linguagem da fé. Se a fé não se expressa em actos, então é porque falsamente se expressa nos lábios. Daí que já Santo António tenha avisado: «Cessem as palavras e falem as obras. De palavras estamos cheios, de obras vazios».

As palavras só têm sentido quando são sufragadas pelas obras. As palavras de fé só merecem aceitação quando são apoiadas por obras que nascem da fé.

 

  1. A palavra da vida é muito mais eloquente do que a palavra dos lábios. Não precisamos de uma fé palavrosa nem basta uma fé loquaz. Do que necessitamos é de uma fé eloquente. E a fé só será eloquente quando a vida mostrar o que os lábios indicam. Não chega alegar que temos fé. Poderá haver quem apresente obras, ainda que não alardeie vistosas proclamações de fé. É possível que alguém nos diga: «Mostra-me a tua fé sem obras que eu, pelas obras, te mostrarei a minha fé» (Tgo 2, 18).

As obras são o melhor discurso da fé. As obras são o mais belo ornamento da fé. Não nos esqueçamos: Deus, um dia, não nos perguntará pela fé que dissemos, mas pela fé que vivemos.

 

C. A fé tem de ser amorosa

 

5. A vivência da fé tem o nome de amor e o sobrenome de caridade. A caridade é o ápice do amor. A caridade é o amor maior, o amor sem limites, nem fronteiras, nem condições. A caridade é o amor para todos, é o amor para sempre.

É por isso que Hans Urs von Balthasar entendia que «só o amor é digno de fé». E se o amor é digno de fé, a fé tem de ser sempre digna do amor. O amor é fidedigno e a fé tem de ser sempre amorosa. Se falta a fé, o amor não cresce. Se falta o amor, a fé desaparece.

 

  1. São Paulo foi muito claro quando proclamou que a fé actua pela caridade (cf. Gál 5, 6). E São Tiago oferece um exemplo muito concreto. Se a alguém faltar roupa ou alimento, não basta dizer: «Vai em paz, aquece-te e alimenta-te» (Tgo 2, 15-16). Mas aquecer com quê e comer o quê? Se não partilharmos o necessário, de que servem as nossas palavras? (cf. Tgo 2, 16).

O mundo não cresce com os que (apenas) falam; só cresce com os que agem. O bem agir é mais importante que o bem falar. Mas, graças a Deus, ainda há tanta gente que sabe agir, há tanta gente que sabe falar, agindo. Ouçamos os que falam, mas habituemo-nos a imitar os que agem, os que bem agem. Por conseguinte, bem-haja a quem bem age!

 

D. Crismados por Cristo

 

7. Jesus é aquele que age, é aquele que sempre age, é aquele que bem age. Jesus é aquele que andou de lugar em lugar a fazer o bem (cf. Act 10, 38). É por isso que crer em Jesus implica procurar agir como Jesus. A profissão de fé não pode esgotar-se nos lábios. A profissão de fé tem de escorrer sempre pela vida, por cada momento da nossa vida.

A descoberta do Messias vem até nós pelos lábios de Pedro: «Tu és o Messias» (Mc 8, 29). Sobre Jesus, não basta repetir o que os outros dizem. Já naquele tempo, havia quem dissesse que Jesus era uma espécie de reencarnação de João Baptista, de Elias ou de algum profeta (cf. Mc 8, 28). Mas Jesus não é a mera continuidade do passado. Jesus é a transformação de toda a nossa vida. O futuro não é só o que vem depois. Há-de ser o que vem de novo.

 

  1. É preciso que cada um faça a experiência de Jesus. Como Jesus é o ungido do Pai, é necessário que cada um de nós seja ungido por Cristo. Cristo significa precisamente «ungido» O mesmo acontece, aliás, com a palavra «crisma». Deste modo, ser crismado é ser cristificado, é tornar-se um com Cristo. E crismados somos, desde logo, no Baptismo. Pelo que crismados nos devemos mostrar em cada dia da nossa vida, em cada gesto do nosso existir.

Para que não subsistam dúvidas, Jesus esclarece Pedro sobre o que implica ser Messias, ser ungido, ser Cristo. A missão de Jesus só pode ser entendida à luz da Cruz, isto é, como dom da vida aos homens, por amor. Dizer que Jesus é o Messias — ou Cristo — significa dizer que Ele é o libertador esperado, para libertar o seu Povo e para lhe oferecer a salvação definitiva.

 

E. A Cruz não traz facilidade, mas conduz à felicidade

 

9. A resposta de Pedro está certa. No entanto, podiam subsistir alguns equívocos, dado que o título de Messias estava conotado com expectativas políticas. Por isso, os discípulos são impedidos de falar d’Ele. Antes de falar, era preciso aprender a conhecer bem Jesus.

Jesus não é semeador de ilusões. Ele alimenta a esperança, não alimenta dúvidas. A missão de Jesus passa pela Cruz e a missão de quem O quiser seguir também terá de passar pela Cruz. «Se alguém quiser seguir-Me, negue-se a si mesmo; pegue na sua cruz e siga-Me» (Mc 8, 34).

 

  1. Não se pode seguir Jesus em «part-time». Seguir Jesus tem de ser sempre em «full-time», a tempo inteiro. É preciso, portanto, que cada um deixe tudo, a começar por si mesmo. Não tenhamos medo de dizer «não» a nós mesmos. E não tenhamos receio de dizer «sim» a Cristo em nós mesmos. O egoísmo não é compatível com o seguimento de Cristo. Jesus é muito claro: «Quem quiser salvar a própria vida, há-de perdê-la; mas quem perder a vida por causa de Mim e do Evangelho, há-de salvá-la» (Mc 8, 35).

Fugir da Cruz seria fugir de Cristo. A Cruz não traz facilidade, mas conduz-nos até à felicidade. Não caiamos na tentação de Pedro, que gostaria de ter um Cristo sem Cruz. Façamos, antes, como, mais tarde, fez Pedro, que abraçou a Cruz de Cristo. A Cruz não foge de nós, mesmo que nós queiramos fugir da Cruz. Quem abraça a Cruz com amor tem sempre encontro marcado com o Senhor!

publicado por Theosfera às 05:40

Hoje, 16 de Setembro (24º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Cornélio e S. Cipriano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 15 de Setembro de 2018

Hoje, 15 de Setembro, é dia de Nossa Senhora das Dores, S. Rolando e S. Paulo Manna.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 14 de Setembro de 2018

Hoje, 14 de Setembro, é dia da Exaltação da Sta. Cruz e de S. Materno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 13 de Setembro de 2018

Hoje, 13 de Setembro, é dia de S. João Crisóstomo, Sto. Amado e Sta. Maria de Jesús López de Rivas.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2018

Hoje, 12 de Setembro, é dia do Santíssimo Nome de Maria, Sto. Apolinário Franco, S. Tomás de Zumárraga e seus Companheiros mártires, Sta. Maria Vitória Forláni e Sta. Maria de Jesus.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 11 de Setembro de 2018

Hoje, 11 de Setembro, é dia de S. Jacinto, S. Proto e S. João Gabriel Perboyre.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 10 de Setembro de 2018

Hoje, 10 de Setembro, é dia de S. Nicolau de Tolentino, S. Francisco Gárate e Sta. Pulquéria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 09:54

Domingo, 09 de Setembro de 2018

Senhor Jesus, ajuda-me no meu trabalho.

Sê o meu Mestre e a minha Luz.

Eu dou o meu esforço,

dá-me a Tua inspiração.

Ajuda-me a estar atento e a ser concentrado.

 

Não Te peço para ser o melhor,

só Te peço que me ajudes a dar o meu melhor,

a trabalhar todos os dias.

 

Que eu não queira competir com ninguém

e que esteja disponível para ajudar os que mais precisam.

Que eu seja humilde, que nunca me envaideça,

que nunca me deslumbre no êxito,

nem me deixe abater na adversidade.

 

Que eu nunca desista.

Que eu acredite sempre.

Que eu aprenda a ciência e a técnica,

mas que não esqueça que o mais importante é a bondade, a solidariedade e o amor.

Que eu seja sempre uma pessoa de bem.

 

Ilumina, Senhor, o meu entendimento

e transforma o meu coração.

Dá-me um entendimento para compreender o mundo

e um coração capaz de amar os que nele vivem,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:00

 A. Deus não quer preferências entre pessoas

  1. É fundamental ser ouvinte da Palavra. Mas não basta. A Palavra de Deus não se dirige apenas aos nossos ouvidos, mas a toda a nossa vida. A Palavra de Deus entra pelos nossos ouvidos para transformar toda a nossa vida.

São Tiago avisa-nos para que não nos limitemos a ouvir (cf. Tgo 1, 23). É preciso cumprir, pôr em prática. E o mesmo S. Tiago faz-nos, hoje, uma advertência, que tantas vezes escutamos, mas tão poucas vezes pomos em prática.

 

  1. Para São Tiago, não é lícito alimentar preferências por certas pessoas em detrimento de outras (cf. Tgo 2, 1). Na Igreja não pode haver preferidos nem preteridos. Deus não quer que, em Seu nome, se faça distinção entre pessoas. Ninguém pode ser especialmente tratado, todos devem ser igualmente respeitados.

A Segunda Leitura deste Domingo tipifica uma situação em que falhamos frequentemente. «Pode acontecer que, na vossa assembleia, entre um homem bem vestido e com anéis de ouro e entre também algum pobre e mal vestido. Talvez olheis para o homem bem vestido e lhe digais: “Tu, senta-te aqui, em bom lugar”, e ao pobre digais: “Tu, fica aí de pé”, ou então: “Senta-te a meus pés”. Porventura não estareis a fazer distinções entre vós?» (Tgo 2, 3-4).

 

B. Se houve preferências, que seja pelos simples

 

3. Não é mau que os bem-vestidos sejam estimados. Mas é muito mau quando os mal-vestidos são desprezados. Só que, infelizmente, é o que, muitas vezes, se vê. Olhamos para as aparências e valorizamos o aparato. Damos mais atenção à roupa do que à dignidade. Arranjamos os melhores lugares para os grandes e não mostramos o menor apreço pelos pequenos, pelos simples, pelos pobres.

Tudo isto mostra que não falhamos só na cortesia. Tudo isto mostra que, antes de mais, estamos a falhar na vivência do Evangelho. São Tiago pergunta: «Não escolheu Deus os que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que Ele prometeu àqueles que O amam?» (Tgo 2, 5).

 

  1. Se alguma preferência houver, que seja para os pequenos, para os simples, para os humildes, para os sofredores. Os preteridos do mundo hão-de ser os preferidos dos cristãos. Mas será isso o que se vê? Tantas são as atenções que damos aos poderosos e tão gritante é a falta de atenção que damos às vítimas dos poderosos!

Sejamos respeitadores para com as autoridades. Mas respeitemos sempre os humildes. Quem está em cima tem muitas compensações. Já os que estão em baixo não costumam ser reconhecidos. Quem reconhece o trabalho e a dedicação das pessoas simples?

 

C. Ânimo para os desanimados

 

5. Jesus veio corrigir todas as assimetrias. Jesus veio engrandecer o que é pequeno. Jesus veio trazer para cima o que está em baixo. Por isso é que Ele era apreciado pelos humildes e incompreendido pelos poderosos. Será que nós, seguidores de Jesus, procuramos dar continuidade às Suas opções? A Igreja de Jesus é para todos, mas é sobretudo para os humildes. A Igreja é para que todos nos tornemos humildes.

Acabemos, pois, com as disputas por lugares e protagonismos. Para a Casa de Deus, ninguém pode ser especialmente convidado, todos devem ser igualmente bem-vindos. E se alguma distinção fizermos, que seja para aqueles que, habitualmente, são mais esquecidos. São esses os que mais precisam de um alento, de uma atenção, de um estímulo.

 

  1. É sobretudo para os mais simples que, hoje, ressoa uma palavra de conforto. A Primeira Leitura insere uma palavra de ânimo da parte de Deus para o Seu povo, que estava paralisado pelo desespero. No meio da provação, Deus anuncia a proximidade da libertação: «Tende coragem. Não vos assusteis» (Is 35, 4).

Eis o que Deus nos diz sempre, eis o que Deus nos diz a todos. Tenhamos coragem, não nos assustemos. Porquê? Porque Deus está connosco (cf. Is 35, 4). O Seu Filho é o Deus-connosco, o Deus para nós, o Deus em nós. Hoje, Deus continua a estar connosco na Palavra, no Pão e na Missão junto de cada Irmão.

 

D. Deus possibilita o próprio impossível

 

7. Deus torna possível o próprio impossível: «Os olhos do cego hão-de abrir-se, os ouvidos dos surdos serão abertos. O coxo saltará como um veado e a língua do mudo cantará de alegria. As águas brotarão no deserto e as torrentes na aridez da planície; a terra seca converter-se-á num lago e a terra sequiosa tornar-se-á uma nascente de água» (Is 35, 5-7).

Acreditar é esperar o próprio impossível. Jesus é a certeza de que o impossível pode tornar-se possível. Em Jesus, até o surdo ouve e o mudo fala.

 

  1. Neste Domingo, acompanhamos Jesus numa viagem pela Fenícia, passando pelos territórios de Tiro e de Sídon, cidades do actual Líbano (cf. Mc 7,24). No regresso dessa viagem, Jesus teria andado pelo território da Decápole (cf. Mc 7,31). A propósito, convirá dizer que a Decápole era uma liga de dez cidades, que se formou depois da conquista da Palestina pelos romanos, no ano 63 a.C..

É nesse contexto geográfico e humano que ocorre o episódio da cura do surdo-mudo. As pessoas que trouxeram o surdo-mudo suplicaram a Jesus «que impusesse as mãos sobre ele» (Mc 7, 32). Tudo é novo quando nos deixamos tocar por Jesus.

 

E. Só Jesus deixa ouvir, só Jesus faz ver

 

9. Notemos que o surdo-mudo é alguém que tem dificuldade em dialogar, em comunicar, em relacionar-se. Acresce que estamos num meio que olha para as doenças físicas como consequência do pecado, pelo que o surdo-mudo é um «impuro», um pecador e um maldito.

É o encontro com Jesus que transforma totalmente a vida desse surdo-mudo. Jesus abre-lhe os ouvidos e solta-lhe a língua (cf. Mc 7, 35), tornando-o capaz de comunicar, de escutar, de falar, de partilhar, de entrar em comunhão. Tudo é novo neste homem a partir do encontro com Jesus. Em Jesus cumpre-se o que Isaías anunciara: os ouvidos soltam-se e os olhos abrem-se (cf. Is 35, 4-6). É Jesus que nos permite ouvir. É Jesus quem nos faz ver.

 

  1. O papel da comunidade é muito importante. Reparemos num pormenor. Não foi o surdo-mudo que se apresentou a Jesus, foi alguém que o apresentou a Jesus (cf. Mc 7, 32). É preciso trazer os outros até Jesus e é fundamental levar Jesus até aos outros. A Igreja existe como sinal da predilecção de Deus pelos que mais sofrem neste mundo. Jesus mete os dedos nos ouvidos deste homem, faz saliva e toca a sua língua (cf. Mc 7, 33). Tocar com o dedo significa transmitir poder e colocar saliva significa oferecer a própria energia vital. Equivale ao sopro de Deus que transformou o barro do primeiro homem num ser dotado de vida divina (cf. Gén 2,7).

Entretanto, Jesus diz «effathá», isto é, «abre-te». Trata-se de um convite ao homem para que se abra à relação com Deus e com os irmãos. Este é o verdadeiro milagre: a renovação da vida. Daí o espanto de todos. De facto, tudo o que Jesus faz é admirável (cf. Mc 7, 37). Faz que os surdos oiçam e que os mudos falem (cf. Mc 7, 37). Não hesitemos em pedir a Jesus que nos cure. Ele é a cura e o curador. Só em Jesus conseguiremos ouvir. Só em Jesus seremos capazes de ver!

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Hoje, 09 de Setembro (23º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Pedro Claver, S. Tiago Laval e Sta. Serafina.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 08 de Setembro de 2018

Hoje, 08 de Setembro, é dia do Natal de Nossa Senhora (em Lamego, Nossa Senhora dos Remédios) e S. Frederico Ozanam.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 07 de Setembro de 2018
  1. Está a chegar ao fim a nossa Novena. Lá do alto, a nossa Mãe a todos acena. O Seu olhar tem ainda mais brilho quando Se enleva diante do Seu Filho. Depois de aqui «novenar», o nosso compromisso com Cristo não pode parar. Para junto d’Ela viemos na certeza de que com Ela sempre aprendemos.

Nunca nos esqueçamos, então, de centrar a nossa vida na missão. Assim sendo, em cada dia, acreditemos como Maria. Em cada dia, rezemos como Maria. Em cada dia, cantemos como Maria. Em cada dia, esvaziemo-nos como Maria. Em cada dia, fiquemos junto à Cruz como Maria. Em cada dia, sirvamos como Maria. E, em cada dia — é o tema deste último dia —, sigamos Jesus como Maria.

 

  1. Se repararmos, encontramos aqui um programa para cada dia da semana. Sete temas para sete dias. No fundo, são sete temas para cada dia porque cada um deles está implicado nos outros e pressupõe os outros. Na escola de Maria, encontramos o melhor guia. D’Ela nos vem a luz para sempre seguirmos os passos de Jesus.

Por conseguinte, quando daqui sairmos, tenhamos presente o que aqui ouvimos. Foi a Mãe que nos ofereceu o que Ela própria viveu. Não nos esqueçamos, dia após dia, de acreditar como Maria, de rezar como Maria, de cantar como Maria, de nos esvaziarmos como Maria, de ficar junto à Cruz como Maria, de servir como Maria, de seguir Jesus como Maria.

 

  1. Seguir Jesus é o corolário de todo o programa de vida cristã. Não se pode ser cristão sem seguir Cristo. Aliás, meditando bem no Evangelho o serviço e o seguimento estão intimamente unidos e mutuamente implicados. Servir e seguir; servir é seguir, seguir é servir. Só servimos os outros quando seguimos Jesus Cristo; e só seguimos Jesus Cristo quando nos dispomos a servir os outros. Foi este o exemplo do próprio Jesus, foi este o testemunho da Mãe de Jesus.

É vital compreender que, em Maria, a condição de Mãe está indelevelmente ligada à condição de discípula. Maria é Mãe de Jesus e discípula de Jesus. Ela segue sempre Jesus. Ela ensina-nos a seguir sempre Jesus.

 

  1. Tal como Maria, somos chamados a seguir sempre Jesus. É deste modo que nos tornamos membros da Sua família. Para Jesus, o que conta é o seguimento, não os laços de sangue. Faz parte da Sua família não quem nasceu entre os seus familiares, mas quem escuta e põe em prática a Palavra de Deus (cf. Mt 12, 50). À família de Jesus pertencemos não por consanguinidade, mas por fidelidade.

Daí que, mesmo que não pareça, Jesus faz um grande elogio à Sua Mãe quando pergunta e responde: «Quem é Minha Mãe e quem são Meus irmãos? Quem faz a vontade de Meu Pai que está nos Céus, esse é que é Meu irmão, Minha irmã e Minha Mãe» (Mt 12, 49-50). Ninguém como Maria foi tão longe nesta preocupação. Ninguém como Ela guardou a Palavra no Seu coração. Ninguém como Ela cumpriu a Palavra em cada instante da Sua terrena peregrinação.

 

  1. Ao contrário do que se possa pensar, Jesus não questiona a pertença familiar. Faz até questão de a ampliar. Santo Agostinho comenta esta passagem do seguinte modo: «Não fez a vontade do Pai a Virgem Maria, que pela fé acreditou, pela fé concebeu, que foi escolhida para que d’Ela nascesse a salvação para todos os homens, que foi criada por Cristo antes que Cristo fosse criado no Seu seio?»

Maria — prossegue o Bispo de Hipona — «fez a vontade do Pai e cumpriu-a inteiramente. E, por isso, para Maria, é mais importante ter sido discípula de Cristo do que ser Mãe de Cristo. Maria era feliz porque, antes de dar à luz o Filho, trouxe no ventre o Mestre».

 

  1. Desde o princípio, Maria esteve sempre com Jesus. Maria nunca deixou Jesus. Mesmo que fisicamente nem sempre estivesse presente, a Sua presença é algo que sempre se sente. De Belém até à Cruz, Maria viveu sempre para Jesus. Ser discípulo é isto: acompanhar sempre Jesus Cristo. É isso o que falta, é isso o que urge. Não podemos seguir Cristo em «part-time». Seguir Jesus Cristo só pode ser em «full-time». Só a tempo inteiro é que o seguimento de Cristo é verdadeiro.

Daí que Maria seja o paradigma do discípulo incondicional. Maria está sempre e em tudo. Não aparece só nas horas triunfais. Pelo contrário, é nas horas de dor que Ela aparece mais. Sempre discreta, a Sua presença é sempre certa,

 

  1. É sintomático que os textos sagrados, que mencionam a presença de Maria na Cruz, omitam qualquer referência a Maria na Ressurreição. É um dos maiores enigmas que atravessa a curiosidade dos cristãos. Será que Jesus ressuscitado não apareceu a Sua Mãe? Até São Paulo, que se mostra tão pormenorizado a este respeito (chegando a referir a aparição de Jesus a 500 pessoas de uma só vez), não oferece qualquer indicação (cf. 1Cor 15, 3-8).

Não obstante, a tradição sempre acreditou que o Ressuscitado a Sua Mãe visitou. E até alega que foi à Sua Mãe bendita que Jesus Ressuscitado fez a primeira visita. Mas, como sempre foi recatada, Maria não procurou que essa visita ficasse registada. E o certo é que um autor do século V, chamado Sedúlio, afirma que Jesus, após a Ressurreição, mostrou-Se, antes de mais, à Sua Mãe. Isso pode inclusive ajudar a explicar porque é que Maria não vai ao sepulcro. Foi o que, a 21 de Maio de 1997, São João Paulo II alvitrou. Para o Santo Padre, «a ausência de Maria do grupo das mulheres que se dirige ao sepulcro pode constituir um indício de Ela já Se ter encontrado com Jesus».

 

  1. Nossa Senhora é, pois, a perfeita seguidora. Ela seguiu Jesus a partir do Seu coração. É aqui, portanto, que encontramos a grande lição. Deixemos que Jesus tome conta do nosso interior. É a partir de dentro que Ele Se torna Nosso Senhor. Não se pense que, para Maria, foi fácil ser discípula. A Sua fé também passou pela provação e pela dor. Mas tudo isso Ela superou com a entrega do Seu amor.

Maria desponta, por isso, como modelo de uma Igreja sempre nova; de uma Igreja que não tem medo de, na vida, estar à prova. Não tenhamos receio das adversidades. Também elas estão cheias de possibilidades. Ser discípulo não é uma opção superficial; na nossa existência, ela é a escolha total. Maria mostra-nos sempre isto: ser discípulo é ir até ao fim por Jesus Cristo.

 

  1. Maria apresenta-nos, assim, o perfil de uma Igreja plenamente «ex-cêntrica». Com Maria, a Igreja há-de aprender a centrar-se apenas — e sempre — em Jesus Cristo e no Evangelho de Jesus Cristo. Não esqueçamos que, muitas vezes, o maior problema da Igreja é centrar-se demais nos seus problemas. Os problemas da Igrejas são vencidos quando por Cristo somos totalmente envolvidos. De uma vez para sempre temos de perceber que, para nós, viver tem de ser «cristoviver».

Foi isso o que em Maria aconteceu. Para Jesus Cristo Ela sempre viveu. A nossa vida só fará sentido se o nosso ser por Cristo for possuído. Não ficamos diminuídos quando por Cristo nos damos. Somos muito mais felizes quando a Ele nos entregamos. Depender de Cristo não é humilhação; depender de Cristo é o caminho para a plena libertação.

 

  1. Nossa Senhora dos Remédios, ensina-nos a ser discípulos do Teu Menino. Que Ele seja sempre a nossa luz e o nosso único destino. Ajuda-nos a despir-nos de tanta coisa fútil. Faz-nos perceber que só n’Ele a nossa vida se torna útil. Seguir Jesus conTigo é maravilhoso. Nada há de mais gozoso.

Agora que a Novena está a chegar ao fim, intensifica em nós o «sim». Que ao Teu Filho digamos «sim». E que na Igreja o nosso «sim» sempre esteja. Que nós compreendamos que nada há mais belo do que Teu Filho seguir. E do que, em Seu nome, a humanidade servir. Obrigado, Mãe, por estares sempre à nossa beira. Acompanha estes Teus filhos, pela vida inteira. Estamos quase a acabar de «novenar». Mas, para junto de Ti, Mãe, haveremos sempre de voltar!

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Hoje, 07 de Setembro (9º Dia da Nossa Senhora dos Remédios), é dia de S. Vicente de Santo António e S. Clodoaldo.

Um santo e abençoado dia para todos.

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Quinta-feira, 06 de Setembro de 2018

Hoje, 06 de Setembro (8º Dia da Novena de Nossa Senhora dos Remédios), é dia de Sto. Eleutério e S. Magno.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 05 de Setembro de 2018
  1. No reino das palavras, também há acentuações e omissões, também preferências e discriminações. Há palavras que se dizem mais e palavras que se ouvem menos. Há palavras que se repetem quase sempre e palavras que escutamos quase nunca.

Uma vez que, como Jesus notou, «a boca fala da abundância do coração» (Mt 12, 24), a presença e a ausência das palavras acaba por mostrar o que mais nos move e comove, o que mais nos enche e preenche. O que se sente por dentro corresponde habitualmente ao que se diz para fora. Deste modo, quando uma palavra é muito repetida, é sinal de que interfere bastante na nossa vida.

 

  1. Hoje em dia, salta à vista — e aos ouvidos — que conjugamos muito, com os lábios e com a vida, os verbos «mandar», «impor» e «possuir». Acresce que estes verbos envolvem não apenas os que os «conjugam», mas também aqueles sobre os quais eles são «conjugados». É que quem «manda», «manda» sobre alguém. Quem «impõe», «impõe-se» contra alguém. E, muitas vezes, quem «possui», «possui» à custa de alguém.

Quando é que aprenderemos com Jesus — e com Maria — a conjugar mais os verbos «servir», «amar», «dar» e «entregar»? Jesus apresenta-Se no mundo como aquele que serve (cf. Lc 22, 27). E Maria, Sua Mãe, fez sempre questão de assumir que veio ao mundo para servir (cf. Lc 1, 38).

 

  1. Ao enviado de Deus, Maria declara-Se como Serva: «Eis a serva do Senhor» (Lc 1, 39). A Senhora identifica-Se como Serva do Senhor. Mais, Ela é considerada Senhora porque Se assume como Serva. O Seu senhorio está no Seu serviço. Se estivesse à frente de uma comunidade, Nossa Senhora não Se apresentaria como Superiora, mas como Servidora.

Eis o que faz Maria feliz: querer o que Deus quis. O Seu serviço começa logo neste compromisso. O segredo da santidade assenta nesta humildade. A santidade de Maria consistiu em deixar que Deus tomasse conta d’Ela. É isto que a torna bela.

 

  1. Neste dia sétimo do nosso itinerário, uma nova proposta nos é feita aqui, no Santuário. Em cada dia, sirvamos como Maria. É para servir que no mundo devemos agir. Só quem quiser servir tem legitimidade para intervir. Quem não viver para servir servirá para viver? O serviço tem de estar no centro de cada dia, como esteve sempre no centro de Maria.

Acontece que ainda temos muito para aprender. É certo que até prestamos bastantes serviços. Falta, porém, sentirmo-nos servos e servidores. Frequentemente quando servimos, servimos a partir de cima. Trabalhamos para as pessoas, mas nem sempre damos a devida atenção às pessoas. Temos a tentação de nos colocar por cima em vez de caminhar ao lado. No fundo, ainda não temos uma grande cultura da fraternidade.

 

  1. Maria sente-Se como «a Serva do Senhor» (Lc 1, 38) e bendiz a Deus por ter reparado na «humildade da Sua Serva» (Lc 1, 48). Enquanto Serva do Senhor, Maria dispõe-Se a ser Serva das pessoas. É, pois, como Serva que Maria Se apressa a visitar Isabel (cf. Lc 1, 39-40) e a prestar-lhe serviço. Não foi, portanto, uma mera visita de cortesia a visita que a Isabel fez Maria (cf. Lc 1, 36).

A visita de Maria foi uma visita serviçal. Com Isabel permanece três meses (cf. Lc 1, 39.56), em dedicação total. A Mãe do Senhor que Se faz servo começa cedo a antecipar o Seu serviço. Até no Seu ser Serva Maria antecipa-Se como discípula de Jesus. A Serva imita, por antecipação, o Servo que está no Seu coração. A maior dádiva que Maria tem para fazer é o Seu Filho ao mundo oferecer. Quando vai ter com Isabel, Maria já leva Jesus. É Jesus que Maria oferece quando o Seu serviço acontece.

 

  1. Como filhos de Maria, deve ser para servir que nos levantamos em cada dia. É para aprender a servir que aqui vimos, é para a todos servir que daqui saímos. Os cristãos existem para servir, a Igreja só existe para servir. Como Jesus, que veio «para servir»(Mt 20, 28), também a Igreja, novo corpo de Cristo, está no mundo para servir. É fundamental que, com Jesus e Maria, cada um de nós aprenda a servir, nunca a servir-se. Infelizmente, há uma tentação muito grande em servir-se dos outros em vez de servir os outros.

Não é por acaso — nada é por acaso — que o Concílio Vaticano II usa o verbo «servir» cerca de 20 vezes e emprega o vocábulo «serviço» 34 vezes. No passado, no presente e no futuro, a Igreja só tem uma finalidade: servir a Deus e os outros. Foi o que Jesus e Sua Mãe fizeram. E como Eles fizeram, façamos vós também (cf. Jo 13, 15).

 

  1. A primeira atitude de serviço é, sem dúvida, a atenção. Estejamos, pois, atentos. É que, às vezes, até quando servimos os outros, corremos o risco de estar muito centrados em nós. Até quando servimos os outros, corremos o risco de olhar para eles através de nós. O serviço é belo quando é despojado. Despojemo-nos, então, de nós e estejamos mais atentos aos outros.

Servir é também — e antes de mais — escutar, acolher, acompanhar. O melhor presente é sempre o presente da presença. Como hoje conseguimos fazer muita coisa à distância — basta um clique —, há o perigo de estarmos pouco presentes na vida das pessoas. O tempo já é muito curto; não o encurtemos mais quando estamos com Deus e com as pessoas.

 

  1. O primeiro — e melhor — serviço que podemos prestar é às pessoas Deus levar. Mesmo que as pessoas não o digam, é de Deus que mais precisam. Levemos, então, Deus a quem por nós passar para que a vida de tanta gente se possa transfigurar. Levemos Deus em forma de palavra, mas também em forma de testemunho, em forma de gesto, em forma de doação, em forma de reconciliação.

Junto de todos estejamos à disposição e com todos procuremos uma atitude de conciliação. E não sirvamos apenas aqueles que nos chamam. A todos mostremos como Jesus e Sua Mãe os amam. O mundo só mudará quando o serviço do poder der lugar ao poder do serviço.

 

  1. Nunca nos coloquemos acima de ninguém. Afinal, cada ser humano é nosso irmão também. Caminhemos ao seu lado para que ninguém fique abandonado. Para Jesus, os primeiros não são os que mandam, mas os que servem. É do Mestre a recomendação: «Quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se servo de todos» (Mc 10, 43). Não é, pois, em «bicos de pés» que te mostras melhor do que és. Pelo contrário, é no serviço humilde e oblativo que mostraremos que, em nós, o Evangelho está vivo.

A Igreja dos começos era conhecida pelo serviço mútuo entre os seus membros (cf. Mc 10, 43-44). O «vede como eles [os cristãos] se amam», de que fala Tertuliano, fez mais pela difusão do Evangelho do que muitos tratados e sermões. Os dirigentes das comunidades cristãs ainda hoje são designados «ministros», palavra que remete imediatamente para a ideia de serviço. É que, na raiz de «ministro» está «minus», ou seja, o menor, o mais pequeno. Era neste preciso sentido que Santo Agostinho desejava que os pastores falassem «como ministros e não como mestres»!

 

  1. Temos muito que aprender e ainda muito mais para viver. Não nos esqueçamos, então: em cada dia, sirvamos como Maria. A nossa Mãe é, toda Ela, uma «escola de serviço» e doação. Perto d’Ela, estamos perto de cada irmão. Façamos os nossos pedidos a Maria, valendo-nos da Sua poderosa intercessão. Mas, acima de tudo, ponhamo-nos ao serviço da missão.

Nossa Senhora dos Remédios, que tão bem servistes Maria e José, avivai a nossa fé. Ajudai-nos a perceber que só servindo tem sentido viver. Desamarrai-nos do nosso eu e enxertai-nos no Evangelho que Jesus nos deu. Que servir seja sempre a nossa alegria como foi a Tua, querida Mãe, Maria!

publicado por Theosfera às 08:00

Hoje, 05 de Setembro (7º Dia da Novena de Nossa Senhora dos Remédios), é dia de Sta. Teresa de Calcutá, S. Bertino e S. Vitorino.

Um santo e abençoado dia para todos.

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Terça-feira, 04 de Setembro de 2018
  1. Pela sexta vez este ano, continuamos a «novenar» para, com Maria, o nosso bom Deus louvar. E com Maria queremos aprender a procurar o Evangelho viver. Junto de Maria estamos mais perto de Jesus e, nessa medida, não estamos longe da Cruz. Maria ensina que não se pode seguir Jesus sem pegar na Cruz. Por isso, se alguém O quiser seguir, pelo caminho da Cruz não pode deixar de ir. Todos os dias na Cruz tem de pegar quem perto de Jesus quiser estar (cf. Mt 16, 24).

Quem um Cristo sem Cruz quiser encontrar uma Cruz sem Cristo pode achar. O Cristianismo, ao ser a religião de Cristo Jesus, é também a religião da Cruz. Para à Ressurreição chegar, pela Cruz é preciso passar. Mas também é verdade que quem a Cruz abraçar à plenitude da vida acabará sempre por chegar.

 

  1. Assim sendo, em cada dia, fiquemos junto à Cruz como Maria. Quando quase todos se afastaram, Maria foi das poucas pessoas que não se retiraram. Estar perto de Jesus é também estar perto da Cruz. No Evangelho segundo São João, Maria sobressai como aquela que «está». Ela «está» quando Jesus realiza o primeiro dos Seus milagres, em Caná (cf. Jo 2, 1). E «está» quando consuma a entrega da Sua vida, na Cruz (cf. Jo 19, 25).

Hoje em dia, faz falta disponibilidade para «estar». Hoje em dia, andamos muito e corremos bastante, mas raramente «estamos». Curiosamente, queixamo-nos quando procuramos os outros e os outros não «estão». Mas será que nós também temos preocupação de «estar»?

 

  1. Hoje em dia, passamos muito pelas pessoas e trabalhamos bastante para as pessoas. Mas será que procuramos «estar» com as pessoas? Hoje em dia, corremos até o risco de passar muito pelo próprio Deus e de «estar» muito pouco com Deus. Quando passamos pelo Santuário, que tempo «estamos» com Jesus no Sacrário? Por vezes, até a romaria parece uma correria. Precisamos, então, de reaprender a «arte» de parar, para não desaprendermos a «arte» de escutar e a (nobilíssima) «arte» de estar.

Dizia o teofilósofo Xavier Zubiri que «estar é ser em sentido forte». É talvez por isso que, em algumas línguas, o mesmo verbo significa «ser» e «estar». Só quando estamos, sentimos que somos verdadeiramente, autenticamente, fundamente. Só quando estamos com os outros, sabemos quem são os outros. E só quando estamos em nós, conseguimos saber quem somos nós. Será que sabemos quem somos? Será que nos conhecemos a nós mesmos? Talvez precisemos de «estar» mais em nós, na certeza de que, quanto mais estivermos nos outros e em Deus, tanto mais estaremos em nós.

 

  1. Por muito que o nosso coração lamente, a Cruz na nossa vida está presente. A Cruz não ficou em Jerusalém, ela permanece em nós também. Mas não está connosco como um adorno para no peito trazer. A Cruz permanece em nós para nos ensinar a viver. A Cruz nunca é ornamento; para nós, ela é uma escola de despojamento.

Na Cruz, aprendemos a sair do nosso «eu» e a oferecer aos outros o que Deus nos deu. A Cruz é a maior «vacina» contra o egoísmo que, tantas vezes, nos atrai para o abismo.

 

  1. O Crucificado continua ao nosso lado. Ele está à nossa beira, acompanhando-nos a vida inteira. O Crucificado está no Altar, onde nunca cessa de por nós Se entregar. O Crucificado está no hospital, compartilhando a nossa condição sofredora e mortal. O Crucificado também está na prisão, esperando tantas vezes um aperto de mão. O Crucificado espera-nos igualmente na rua, tentando abanar a nossa indiferença crua. Mas Ele também pode estar em casa, completamente abandonado, sem que ninguém cuide de saber como tem passado.

Há muitos Crucificados de quem ninguém se abeira. São tantos que têm a solidão como única companheira. Acompanhemos a Cruz dos que estão sós. Levemos-lhes os nossos ouvidos para acolher a sua voz. Perto dos que estão sós, fazemos companhia a quem deu a vida por nós. Jesus está aqui dentro, mas também está lá fora, em tanto coração que na solidão chora.

 

  1. É curioso — e profundamente sintomático — que a presença de Maria junto à Cruz na literatura e na música tem despertado incomparáveis momentos de luz. Tão belas são as composições que comovem os nossos corações. «Stabat mater»! Quem não se sente tocado pela forma como Palestrina, Pergolesi, Scarlatti, Vivaldi, Haydn, Rossini, Schubert, Liszt, Verdi e tantos outros pegaram neste tema?

Até um acontecimento tão triste consegue inspirar o que de mais belo existe. Junto à Cruz do Seu Filho, a Mãe não perde nenhum do Seu brilho. Mesmo com o coração despedaçado, Ela faz-nos haurir o que de mais belo pode surgir. Como bem percebeu o «nosso» Antero de Quental, em Maria nem a tristeza Lhe retira beleza. Nem à Sua beleza triste o nosso coração resiste.

 

  1. Os artistas têm mostrado perceber que a Cruz de Jesus Maria fez doer. A «espada de dor», anunciada por Simeão (cf. Lc 2, 35), entrou em cheio no Seu coração. Também hoje, Maria está junto à Cruz. Ela mantém-Se junto à Cruz de Jesus que está em cada irmão, em cada sofredor, em cada injustiçado, em cada oprimido pela dor.

Em cada dia, façamos como Maria. Tornemo-nos visitadores de quantos carregam tantas dores. Jesus está aí, como está aqui. E esteja Jesus onde estiver, a Sua Mãe convida-nos a que façamos o que Ele disser (cf. Jo 2, 5).

 

  1. Acompanhemos, então, Maria na hora da provação. E não abandonemos nenhum nosso irmão. Não esqueçamos que, no pobre e no doente, é o próprio Jesus que está à nossa frente (cf. Mt 25, 40). Não apareçamos só nas horas de alegria. Nas horas de dor, façamos também companhia. Não provoquemos feridas em ninguém; limpemos todas as feridas que surgirem em alguém.

Não precisamos de muito falar; importante é aprender a estar. Falar com a vida é mais eloquente que falar (apenas) com os lábios. Um sorriso e um abraço, em determinados momentos, podem valer mais do que muitos medicamentos.

 

  1. Maria junto à Cruz ensina-nos a vivermos descentrados de nós. Ela abre o que, muitas vezes, está mais fechado: as portas do nosso coração, as portas da nossa alma, as portas da nossa vida. Estejamos na vida com o coração aberto; não com calculismos, interesses e ambições desmedidas.

Nossa Senhora dos Remédios, que tendes a porta da Vossa casa aberta, mantende a nossa fé desperta. Não deixeis adormecer o amor por quem está a sofrer. Ajudai-nos a com amor olhar para quem, perto ou longe, a dor não consegue suportar.

 

  1. Foi junto à Cruz que recebemos Maria como Mãe. É na nossa Cruz que mais sentimos Maria como Mãe (cf. Jo 19, 27). Quanto a nossa voz erguer-se possa, não nos cansemos de louvar a Mãe nossa. Esta Mãe, nunca A perdemos. Esta Mãe, sempre A teremos. Sorvamos o amor que escorre do Seu peito e levemo-lo a quem, enfermo, jaz no leito.

Perto ou longe, não deixemos ninguém sozinho. A todos levemos uma palavra de carinho. A festa mais bela que se pode fazer é visitar quem está a sofrer. Não só nesta altura — mas também nesta altura — espalhemos esperança no meio desta vida dura. Nossa Senhora dos Remédios, a Ti fazemos chegar a nossa voz. Ajudai-nos a tornar menos pesada a Cruz de tantos que estão sós!

publicado por Theosfera às 08:00

Hoje, 04 de Setembro (6º Dia da Novena de Nossa Senhora dos Remédios), é dia de Nossa Senhora da Consolação, S. Moisés, Sta. Rosa de Viterbo, Sta. Rosália e Sta. Maria de Santa Cecília Romana.

Um santo e abençoado dia para todos!

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