O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

Hoje, 20 de Setembro, é dia de Sto. André Kim Taegon, S. Paulo Chong Hassan e seus Companheiros mártires, Sto. Eustáquio e Sta. Teopista, e S. José María Yarres Pales.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019

Hoje, 19 de Setembro, é dia de S. Januário, Sto. Afonso de Orozco, Sta. Emília Rodat e S. Francisco Maria de Comporosso.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2019

Hoje, 18 de Setembro, é dia de S. José de Cupertino e S. João Masías.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 17 de Setembro de 2019

Hoje, 17 de Setembro, é dia de S. Roberto Belarmino, Sta. Hildegarda, Sto. Alberto de Jerusalém e Impressão das Chagas de S. Francisco.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019

Hoje, 16 de Setembro, é dia de S. Cornélio e S. Cipriano.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Domingo, 15 de Setembro de 2019

Senhor Jesus, ajuda-me no meu trabalho.

Sê o meu Mestre e a minha Luz.

Eu dou o meu esforço,

dá-me a Tua inspiração.

Ajuda-me a estar atento e a ser concentrado.

 

Não Te peço para ser o melhor,

só Te peço que me ajudes a dar o meu melhor,

a trabalhar todos os dias.

 

Que eu não queira competir com ninguém

e que esteja disponível para ajudar os que mais precisam.

Que eu seja humilde, que nunca me envaideça,

que nunca me deslumbre no êxito,

nem me deixe abater na adversidade.

 

Que eu nunca desista.

Que eu acredite sempre.

Que eu aprenda a ciência e a técnica,

mas que não esqueça que o mais importante é a bondade, a solidariedade e o amor.

Que eu seja sempre uma pessoa de bem.

 

Ilumina, Senhor, o meu entendimento

e transforma o meu coração.

Dá-me um entendimento para compreender o mundo

e um coração capaz de amar os que nele vivem,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:36

 A. Jesus mostra-nos o amor de Deus

  1. Haverá coisa mais bela que o amor? Não: nada há mais belo que o amor.

O problema é que esquecemos que o amor só existe a partir de Deus. São João proclamou que «Deus é amor» (1Jo 4, 8.16). E Jesus mostrou como Deus ama: dando, dando-Se, dando inteiramente, dando-Se até ao fim.

 

  1. Assim sendo, quando tiramos Deus do amor, não amamos. Temos a ilusão de que amamos, mas a ilusão do amor não é amor.

É preciso, pois, regressar a Deus para nunca perder o amor.

B. Deus não tem amor; Deus é amor

3. Deus não tem amor; Deus é amor. Deus sabe amar. Por conseguinte, Deus não nos ama porque nós mereçamos. Deus ama-nos porque Ele não sabe fazer outra coisa senão amar.

É assim que o amor de Deus é copioso, abundante, interminável e eterno. Nada afasta Deus de cada pessoa e nada consegue afastar cada pessoa de Deus. Ainda que alguém comece a afastar-se, Deus aproxima-Se sempre.

 

  1. Eis a grande lição que, uma vez mais, nos é dado aprender ao (re)escutar o capítulo 15 do Evangelho de São Lucas . Onde há afastamento, Deus coloca proximidade. A iniciativa é sempre d’Ele. É Deus que toma a iniciativa de amar, de nos amar.

Deus é amor para todos e diria que é ainda mais amor para os que andam perdidos, como nós tantas vezes andamos. É por isso que Jesus retrata Deus em quem se alegra por reencontrar a ovelha perdida (cf. Lc 15, 4-7), a dracma perdida (cf. Lc 15, 8-10) e o filho perdido (Cf. Lc 15, 11-24). Dir-se-ia que Deus Se perde pelos que andam perdidos.

C. O reencontro após o desencontro

5. Não há amor maior. Haverá sequer amor igual? Deus abraça e festeja. Deus é o Pai que Se alegra com o nosso regresso. A maior festa não é quando se dá o encontro. A maior festa é quando ocorre o reencontro após o desencontro.

Bem notou o Papa Bento XVI que, «depois de Jesus nos ter falado do Pai misericordioso, as coisas já não são como dantes». A partir de agora «conhecemos Deus: Ele é o nosso Pai que por amor nos criou livres e dotados de consciência que sofre se nos perdemos e que faz festa quando voltamos».

 

  1. O nosso mal é quando pensamos que a nossa felicidade e a nossa realização estão no afastamento do Pai. Foi o que aconteceu ao filho mais novo desta parábola: deixou a casa do Pai e foi para longe (cf. Lc 15, 13). Mas, atenção, não foi apenas este filho que se afastou. O filho mais velho, no fundo, também estava longe, mesmo parecendo perto. Ele estava longe do Pai e do irmão. O seu coração estava distante, estava obtuso, estava fechado (cf. Lc 15, 28). Também por nós passa a ilusão do filho mais novo e também por nós pode passar a tentação do filho mais velho.

Por um lado, pensamos que somos felizes longe de Deus. Como assinalou genialmente Sto. Agostinho, fomos criados para Deus. Por isso, andamos inquietos enquanto não voltamos para Deus. Mas, por outro lado, também podemos pensar que já não precisamos de mudar, de nos converter. A tentação do filho mais velho é presumir que já possui o Pai, que o Pai é só dele. Não, o Pai meu também é Pai teu: é Pai nosso, Pai de todos.

 

D. Deus perde-Se de amor pelos perdidos

 

7. É claro que quando estamos com Deus também temos necessidades e também enfrentamos adversidades. Só que sentimos igualmente a Sua presença reconfortante e a Sua mão protectora. O mesmo não sucede quando estamos longe de Deus. Nessa altura, ocorre o que ocorreu ao filho que se afastou do Pai. Quando as provações vieram, não teve quem o ajudasse. Ninguém lhe dava nada (cf. Lc 15, 16). Restou-lhe guardar porcos, mas sem permissão para comer sequer o que os porcos comiam (cf. Lc 15, 15-16).

E, no entanto, as portas da Casa do Pai permaneciam abertas. As portas de Deus nunca se fecham. Deus está sempre disponível para o reencontro. Deus perde-Se de amor pelos Seus filhos perdidos. Deus corre para nós para Se lançar ao nosso pescoço e para nos cobrir de beijos (cf. Lc 15, 20).

 

  1. É preciso ser Deus para se amar tanto o homem. Nem nós nos amamos tanto como Deus nos ama. Mas é indispensável procurar este amor que Deus nos quer dar. Se o filho perdido não fosse ao encontro do Pai, como é que poderia receber os Seus beijos? Como é que poderia receber a Sua misericórdia? É isto o que parece faltar, hoje em dia. Deus tem muita misericórdia para dar. Mas será que nós temos vontade de a receber? Se não vamos recebê-la, ela fica em Deus, mas não chega até nós. A misericórdia de Deus tem, na Igreja, o nome de Sacramento do Perdão. O beijo de Deus chega até nós através da Confissão.

É urgente, por conseguinte, reconhecer, como este filho, que, longe de Deus, ninguém nos dá nada. Longe de Deus, é só ilusão, inquietação e perturbação. Não tenhamos medo de voltar para Deus. Deus tem tudo preparado para a festa. Vamos deixar Deus de mão estendida? Vamos consentir que Deus tenha tudo preparado sem que compareçamos?

 

E. Só a divina misericórdia nos salvará

 

9. O que sempre marcou Jesus com os outros foi a largueza de horizontes. O que sempre demarcou Jesus em relação a outros foi a misericórdia, a tolerância, a compaixão. Ele não condenou quem pecava, franqueou as portas do paraíso a um ladrão e deu a comunhão a quem O entregou.

Severo foi apenas — e de modo muito contundente — para com a hipocrisia, a duplicidade. Jesus foi assertivo na Sua mensagem. Mas nunca estigmatizou ninguém. O Seu coração rasgava-Se para todos. É fundamental que o coração da Igreja de Jesus seja magnânimo como foi o coração de Jesus.

 

  1. Deus intervém na história para salvar, para libertar. A salvação não é reclamação humana. Ela tem origem no coração de Deus. O Seu amor jamais se afasta do povo, por muito que este recalcitre e se revolte (cf. Is 54, 10). A misericórdia é oferecida. Mas só nos poderá ser dada se por nós for procurada. Estamos dispostos a procurar a misericórdia que Deus nos quer dar?

Uma coisa é certa. Sem misericórdia, não temos solução, sem misericórdia, não teremos salvação («extra misericordiam, nulla salus»). Se não a formos receber, como é que Deus no-la poderá oferecer? Nunca hesitemos, pois, em procurar a misericórdia que Deus sempre nos quer dar!

publicado por Theosfera às 05:17

Hoje, 15 de Setembro (Vigésimo Quarto Domingo do Tempo Comum), é dia de Nossa Senhora das Dores, S. Rolando e S. Paulo Manna.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 14 de Setembro de 2019

Hoje, 14 de Setembro, é dia da Exaltação da Sta. Cruz e de S. Materno.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 13 de Setembro de 2019

Hoje, 13 de Setembro, é dia de S. João Crisóstomo, Sto. Amado e Sta. Maria de Jesús López de Rivas.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 12 de Setembro de 2019

Hoje, 12 de Setembro, é dia do Santíssimo Nome de Maria, Sto. Apolinário Franco, S. Tomás de Zumárraga e seus Companheiros mártires, Sta. Maria Vitória Forláni e Sta. Maria de Jesus.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 11 de Setembro de 2019

Hoje, 11 de Setembro, é dia de S. Jacinto, S. Proto e S. João Gabriel Perboyre.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 10 de Setembro de 2019

Hoje, 10 de Setembro, é dia de S. Nicolau de Tolentino, S. Francisco Gárate e Sta. Pulquéria.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 09 de Setembro de 2019

Hoje, 09 de Setembro, é dia de S. Pedro Claver, S. Tiago Laval e Sta. Serafina.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Domingo, 08 de Setembro de 2019

Hoje, 08 de Setembro (23º Domingo do TempoComum), é dia do Natal de Nossa Senhora (em Lamego, Nossa Senhora dos Remédios) e S. Frederico Ozanam.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 07 de Setembro de 2019

 

  1. Eis que a Novena está a chegar ao fim. Mas, pela sua estrutura e vivência, o espírito da Novena é para persistir na nossa existência. Temos Maria ao pé de nós. Que do Seu Filho aprendamos a escutar a voz. Não deixemos esvaziar o Ano da Missão. Que o seu ardor não pare de crescer no nosso coração.

A missão é para fazer no dia-a-dia: com a ajuda de Maria e sempre alimentados pela Eucaristia. E para que o testemunho missionário leve à conversão, não deixemos de celebrar — frequentemente — o Sacramento do Perdão. É com atitudes concretas — e não com enunciados em forma de generalidade — que se atesta a nossa fidelidade.



  1. Sejamos, concretos. Não deixemos passar nenhum Domingo sem Eucaristia. Não deixemos passar nenhum dia sem o Terço pedido por Maria. E não deixemos passar nenhum mês sem nos aproximarmos da Confissão. Mas este é o mínimo. Todo o cristão — e muitos aqueles que estão envolvidos nas acções eclesiais — deveriam confessar-se muito mais.

Com o exame de consciência diário, daremos conta que a confissão é algo muito necessário. Abeiremo-nos de Cristo, presente no sacerdote, e recebamos a graça com que Ele nos quer presentear.



  1. Esta Casa da Mãe está destinada a ser a Casa do Perdão para todos os baptizados: desde os leigos até aos consagrados, quem não precisa de ser perdoado? A frequência da Confissão é o maior certificado de humildade que pode haver. Quem é humilde, reconhece-se pecador e pede perdão. Quem não pede perdão, que humildade tem no seu coração?

Não tenhamos medo da verdade da nossa vida pois Cristo nos oferecerá a graça devida. Sejamos cristãos a sério e abramo-nos sempre ao divino mistério. Sejamos cristãos até ao fim e Cristo ficará contente connosco assim.



  1. São João Paulo II, no início do presente século, convidou-nos a enveredar-nos pela «medida alta da vida cristã»; não «pela medida baixa» ou sequer pela «medida média». No fundo, não fez mais do que reproduzir o apelo de São Paulo aos colossenses: «Aspirai às coisas do alto» (Col 3, 2).

Não nos limitemos, pois, aos mínimos. Nós não somos cristãos de mínimos como Cristo — e Sua Mãe — nunca Se ficaram pelos mínimos. Aliás, São João Paulo II associava a «superficialidade religiosa» à «mediocridade espiritual». E era por isso que o santo e saudoso Papa polaco se confessava todas as semanas. Foi assim que ele chegou a santo. E os santos não merecem ser imitados?



  1. Grande devoto de Maria foi São João Paulo II. A Ela consagrou todo o seu ser e toda a sua missão. A Ela se entregou como Bispo e como Papa: «Totus Tuus» (todo Teu) era o seu lema. Todo de Maria foi este Papa que vinculou Maria à Eucaristia. Chamou-Lhe mesmo «mulher eucarística»

Nunca esqueçamos que a primeira oração mariana é, inegavelmente, a Eucaristia. O Terço é uma oração preciosa que pode servir e preparação e de sequência à Eucaristia. Mas o Terço nunca pode ser visto como substituto da Eucaristia.



  1. É por isso que não podemos ser apenas «cristãos de Maio» ou do «início de Setembro». Cristãos e marianos devemos sê-lo todos os anos, toda a vida. Daí igualmente que a nossa romaria deva incluir sempre a participação na Eucaristia.

É pela Eucaristia que acolhemos Jesus com Maria. Deste modo, fazemos como João, acolhendo Maria no nosso coração. Foi ao Discípulo Amado que Jesus entregou a Sua Mãe (cf. Jo 19, 26). É a cada um de nós que Jesus continua a entregar a Sua Mãe.



  1. Como esteve junto à Cruz de Seu Filho, Ela mantém-se junto à Cruz de todos nós, Seus filhos. Maria nunca nos deixa, mesmo quando o nosso amor por Ele se desleixa. Sejamos, então, missionário de Cristo na companhia de Maria. Aprendamos com a Sua Palavra e nunca deixemos de aprender com o Seu silêncio.

Faz-nos muita falta o silêncio de Maria. Nem na Casa de Seu Filho conseguimos calar. Nem na Casa de Seu Filho criamos ambiente para escutar. Façamos longos momentos de meditação, mas não abandonemos as formas de rezar que o povo simples deixou na nossa mão. Não desvalorizemos o que vem da tradição, que é tão cheio de riqueza e tão repleto de beleza. Mesmo o que nos parece repetitivo é parte de um património que permanece vivo.



  1. Foi, de resto, este género de oração que muitos santos fez. Será também com ele que à santidade chegaremos na nossa vez. A oração permite-nos fazer a experiência de Maria na Ressurreição. É como ressuscitados que para a missão somos constantemente enviados.

É curioso que, embora a Bíblia não o diga, é mais que certo que a primeiríssima visita que Jesus fez depois de ressuscitar tenha sido a Maria, Sua Mãe. Não falta quem alegue que foi a Maria que o Ressuscitado apareceu em primeiro lugar. Um autor do século V, chamado Sedúlio, afirma que Jesus, após a Ressurreição, mostrou-Se, antes de mais, à Sua Mãe. E, a 21 de Maio de 1997, São João Paulo II alvitrou que «a ausência de Maria do grupo das mulheres que se dirige ao sepulcro pode constituir um indício de Ela já Se ter encontrado com Jesus».



  1. Cremos, entretanto, que é possível ir ainda mais longe nesta conjectura mariana. Independentemente de Jesus Lhe ter aparecido ou não, Maria levou a sério as palavras do Filho sobre a Sua ressurreição.

Pelo que Ela — proclamada feliz por ter acreditado (cf. Lc 1, 45) — sabia que não era no túmulo que Jesus Se encontrava. Tudo indica, como reparou São João Paulo II, que Maria foi «a única que manteve viva a chama da fé, preparando-Se para acolher o anúncio jubiloso e surpreendente da Ressurreição».



  1. Eis o que somos chamados a fazer em cada momento da missão: sermos testemunhas da Ressurreição. Isto significa que nós não dizemos que «Cristo viveu»; nós proclamamos — e testemunhamos — que «Cristo está vivo». Está vivo na Palavra e no Pão, está vivo no Perdão e em cada Irmão. Que Nossa Senhora dos Remédios abençoe os nossos passos deste testemunho constante. Que Ela conduza os nossos passos sempre para diante, para Seu Filho. Sejamos, como São Maximiliano Maria Kolbe, «cavaleiros da Imaculada», sentindo a presença da Mãe na nossa humana jornada.

Maria nunca nos afasta de Cristo. Como nos poderia afastar de Cristo aquela que permanentemente nos dá Cristo? São Simão Rojas, no século XVII, tão devoto foi de Nossa Senhora que até lhe chamaram o «Padre Ave, Maria». E São Serafim de Montegranaro levou o seu amor por Maria ao ponto de imprimir uma figura d’Ela no fundo de um copo. Assim, quando bebia, bebia com mais afã para chegar a ver a figura de Maria. De todas as formas, levemos Maria à nossa beira e Ela há-de inspirar a nossa missão inteira. Só a Cristo chegaremos se com a Sua Mãe estivermos. Que Nossa Senhora dos Remédios a todos conceda saúde, conforto e paz. E que a todos levemos o amor que Ele sempre nos traz!

publicado por Theosfera às 05:50

Hoje, 07 de Setembro (9º Dia da Nossa Senhora dos Remédios), é dia de S. Vicente de Santo António e S. Clodoaldo.

Um santo e abençoado dia para todos.

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Sexta-feira, 06 de Setembro de 2019

Hoje, 06 de Setembro (8º Dia da Novena de Nossa Senhora dos Remédios), é dia de Sto. Eleutério e S. Magno.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 05 de Setembro de 2019
  1. E eis que a Novena já chegou ao sétimo dia. Apesar do cansaço, aqui estamos para com Maria acompanharmos o Seu passo. Em compasso com o Seu brilho, estamos sempre mais perto do Seu Filho. Nunca é demais dizer que Jesus Cristo é a razão do nosso viver.

Sem Cristo, não há Igreja. Mas sem Igreja também não há plenamente Cristo. Sem Cristo, nunca saberemos o que a Igreja é. Mas sem a Igreja só poderíamos dizer que Cristo foi. Acontece que nenhum de nós, cristão, afirma que «Cristo viveu». Todos nós, cristãos, testemunhamos que «Cristo está vivo».



  1. Cristo está vivo precisamente na Sua Igreja, o Seu novo corpo, do qual Ele é a cabeça e nós somos membros. É por isso que a Igreja é santa: santa na sua cabeça e no esforço que nós fazemos para ser santos. E é por isso também que a Igreja é pecadora: é pecadora em nós, seus membros humanos. Mas nem o nosso pecado ofusca a santidade da cabeça.

Temos, porém, que — imitando Maria — olhar sempre para Jesus. Se a Igreja se desligar de Jesus deixa de ser o que é. Como bem percebeu o então cardeal Joseph Ratzinger, «só «a Igreja de Jesus Cristo permanecerá», aquela que «acredita no Deus que Se fez homem».



  1. Pode acontecer que alguém pertença formalmente à Igreja e não acredite em Cristo. Não é impossível, mas é um monstruoso equívoco. Mas há igualmente quem abandone a Igreja quando nela se abandona Cristo.

A crise vocacional encontra aqui a sua radicação e, nessa medida, o segredo para a sua superação. Para viver como toda a gente vive, serão necessárias vocações de consagração? As vocações tenderão a diminuir sempre que as apresentarmos a partir do mundo; inversamente, propenderão a crescer sempre que as propusermos a partir de Cristo.



  1. Concretamente, ser padre não é estar configurado ao mundo. Ser padre é estar configurado a Cristo no mundo, para transformar o mundo a partir de Cristo. Haverá algo tão motivador como participar na transformação do mundo com o maior transformador do mundo?

Os padrões de êxito e fracasso, na avaliação da acção da Igreja, não podem ser os habituais. A colheita do que semeamos não se faz no tempo, mas na eternidade. Por tal motivo, «o apóstolo deve saber esperar» e o «sacerdote há-de aceitar, muitas vezes, sentir-se incompreendido». Quem está disposto a isso? Quem disposto a fazer o que não quer? Quem está disposto, como Maria, a fazer — apenas e sempre — o que Deus lhe disser?



  1. A Igreja não existe para que façamos a nossa vontade, mas para que a nossa vontade se vá modelando pela vontade de Cristo. Quem está na Igreja tem de saber — e de sentir — que está em Cristo. É por isso que, para a Igreja, viver só pode ser cristoviver.

Nenhum cristão pode viver de si nem para si. Todo o cristão tem de viver de Cristo, em Cristo e para Cristo. O cristão não vive, cristovive, ou seja, não vive sem viver em Cristo. São Paulo assim o atesta: «Já não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim» (Gál 2, 20). Cristoviver implica viver a vida de Cristo, carregar a Cruz de Cristo e participar da Ressurreição de Cristo.



  1. Nenhuma vida está excluída da cristovida. Não tenhamos medo de ir ao encontro de Cristo e não mostremos receio de ir ao encontro de tantos que clamam por Cristo. Não afastemos Cristo de ninguém e não afastemos ninguém de Cristo. Nunca esqueçamos isto: nada há mais belo do que viver em Cristo.

É muito fácil criticar a Igreja, bater na Igreja, censurar a Igreja, condenar a Igreja. Faz parte da sua natureza estar exposta, pelo que as suas fragilidades não estão escondidas. Tudo é escrutinado na praça pública sem qualquer recato e, por vezes, com suprema impiedade. Todos têm acesso ao que nela se passa e ao que dela se diz.



  1. Como rezava a conhecida máxima de Santo Ambrósio, a Igreja é «imaculada, mas composta por maculados» («immaculata ex maculatis»).

Não são, contudo, as nuvens que sobre ela pendem que ofuscam o sol que através dela brilha. É pela Igreja que encontramos Jesus Cristo. É a Igreja que nos dá Jesus Cristo. Assim sendo, como amar Cristo sem amar a Igreja?



  1. Pode acontecer — reconhece Henri de Lubac — «que nos desiludam muitas coisas que fazem parte da contextura humana da Igreja». Paradoxalmente, os que se assumem como sendo só do mundo são os que mais se sobressaltam quando a Igreja se igualiza ao mundo. Têm dificuldade em entender — ou aceitar — que, não sendo do mundo, a Igreja está no mundo. É, pois, natural que ela tanto ofereça o melhor que nele existe como reproduza o pior que nele se encontra.

De facto, nem sempre a diferença constitui a marca da sua presença. Na Igreja, tanto há santos como pode haver criminosos. E, para alguns, o mais intrigante é que ela não desiste dos segundos. É que nem a esses a Igreja deixa de chamar — até ao limite — à santidade.



  1. É quando o reflexo da presença de Deus parece mais ausente que o testemunho há-de estar mais presente. O caminho não é, pois, a dissidência, mas a persistência. Daí o apelo de São João Crisóstomo: «Não te separes da Igreja». Apesar de todas as suas fraquezas, «nenhum poder tem a sua força; ela é mais alta que o Céu e mais dilatada que a Terra».

Nos momentos de maior obscuridade, a Igreja tem de intensificar, ainda mais, a sua única missão: tornar presente Cristo nos homens. Ela deve mostrá-Lo e dá-Lo a todos. E há-de fazer tudo para que aquilo que é plenamente visto na sua cabeça seja mais visível nos seus membros. O que ela é para nós, é fundamental que o seja também através de nós.



  1. Neste sentido, ela há-de ser simultaneamente cristo-centrada e antropo-vertida, isto é, centrada em Cristo e voltada para o homem. O «amor fraterno» (1Tes 4,9) foi sempre visto como o testemunho mais convincente da fé. Permiti que termine esta homilia com uma declaração de amor à nossa Mãe Igreja. É nos momentos mais difíceis — e a Igreja está a atravessar mais um momento muito difícil — que o nosso amor tem de ser mais forte, mais fiel e mais intenso:

«Amo-te, minha mãe, minha mãe Igreja. Amo-te, porque me dás o que ninguém mais me consegue dar: Cristo, Maria, os santos e o convívio diário com pessoas que exalam o incomparável perfume de Deus. Amo-te porque nem nos momentos de maior fragilidade desistes da nossa humanidade. Amo-te porque és tu que tens levado o Evangelho da paz e da esperança a tantos deserdados deste mundo. Amo-te porque és tu que queres aqueles que mais ninguém quer. Amo-te e quero-te mais do que nunca. É contigo que espero continuar a viver. E é nos teus braços que, um dia, quero morrer»!

publicado por Theosfera às 05:08

Hoje, 05 de Setembro (7º Dia da Novena de Nossa Senhora dos Remédios), é dia de Sta. Teresa de Calcutá, S. Bertino e S. Vitorino.

Um santo e abençoado dia para todos.

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Quarta-feira, 04 de Setembro de 2019

 

  1. Aqui continuamos para, com Maria, na missão avançarmos. Pela sexta vez, procuremos aprender com o que Ela fez. Cada um de nós é chamado a conjugar permanentemente, na missão, uma dimensão paulina com uma dimensão mariana. Precisamos — ao mesmo tempo e cada vez mais — do arrojo de Paulo e da silenciosa discrição de Maria.

Uma Igreja confidente (que escuta) é o suporte imprescritível de uma Igreja conferente (que anuncia). Maria não Se destaca tanto pela palavra proferida com os lábios como pela palavra pronunciada com a vida. Ela é, pois, Mãe da Igreja e paradigna do que há-de ser a Igreja Mãe.



  1. Foi a 21 de Novembro de 1964 que São Paulo VI formalizou a atribuição a Nossa Senhora do título de «Mãe da Igreja». Na medida em que é Mãe de Cristo, Ela é Mãe dos membros do Corpo de Cristo, «fiéis e pastores». No entanto, a origem deste título é muito antiga. Segundo Hugo Rahner, irmão de Karl Rahner, terá sido usado pela primeira vez por Santo Ambrósio, no século IV.

Com Maria, a Igreja reaprenderá a constituir-se sempre como comunidade orante e, simultaneamente, como comunidade fraterna. Com Maria, cada membro da Igreja há-de procurar ser, ao mesmo tempo, homo Dei (homem de Deus) e homo hominibus (homem para os homens).



  1. A Igreja encontra em Maria uma capacidade para compreender que Deus intervém na história para salvar, para libertar. Maria oferece-nos, não um Deus a-pático, mas um Deus entranhadamente sim-pático, um Deus que sofre com o sofrimento de cada um de nós.

Embora escondidamente — como notou Hans Urs von Balthasar —, Maria governa a Igreja. Não necessita de ser loquaz para ser eloquente. Basta-Lhe a eloquência do exemplo. Albert Schweitzer veio a dizer «que o exemplo não é a melhor maneira de convencer os outros; é a única». Por conseguinte, prestemos sempre atenção às intervenções de Frei «Exemplo».



  1. Maria governa a Igreja pelo exemplo e o exemplo é tudo. O que Maria é corresponde ao que a Igreja é chamada a ser. O que é conhecido em Maria deverá ser sempre reconhecido na Igreja. Para a Igreja, Maria é a sua plenitude e o seu gérmen.

João Paulo I, imediato antecessor de São João Paulo II, ter-nos-á surpreendido quando declarou que «Deus é Pai e, ainda mais, Mãe». No fundo, Maria traz para nós a paternidade maternal de Deus.



  1. Aprendamos com Maria a estarmos sempre unidos a Jesus. Como Mãe e como discípula, nunca Jesus abandonou: foi a Jesus que Ela sempre Se dedicou. Quem procura Maria inevitavelmente encontra Jesus. Se alguém não encontra Jesus é porque, verdadeiramente, não procurou Maria. Será que já reparamos no estreitíssimo vínculo que amarra Maria a Jesus?

Às vezes, parece que não percebemos que temos de ser «cristãos de todos os dias» e não apenas «cristãos de Maio ou do início de Setembro». Há quem teime em desligar Maria de Jesus e em separar a devoção a Maria da vivência da Eucaristia. O problema não está em Maria. Está em nós, quando desligamos o que Deus nunca separou: a Mãe e o Filho, Jesus e Maria.



  1. Quem o Terço recita a vida de Jesus medita. Maria é a grande condutora para a contemplação da obra redentora. Ela não quer adorada. Ela só quer ensinar-nos a adorar. Uma justificada mariodulia não deve deslizar nunca para uma indefensável mariolatria.

O fundamental, por isso, não é tanto olhar para Maria; é olhar com Maria. Deixando-nos guiar pelo olhar da Mãe, depressa nos centraremos no Filho, em Jesus. A Sua maior alegria é que sigamos Jesus em cada dia (cf. Jo 2, 5). Só fazendo o que Jesus diz é que deixaremos Maria feliz.



  1. Não espanta que o Vaticano II reconheça que Maria «brilha como sinal de esperança segura e de consolação aos olhos do Povo de Deus peregrino». Ela posiciona-Se como uma luz no horizonte a orientar o sentido da nossa vida. Maria transforma-se em incentivo para a dupla tarefa do cristão: santificação própria e ser testemunha de Cristo no meio dos homens.

Por aqui se vê como, inspirada na fé de Maria, a fé da Igreja não é alienante. É por causa da sua esperança na consumação eterna da sua existência que o cristão se empenha na transformação do mundo actual. É a esperança na eternidade que estimula a intervenção no presente.



  1. Se não houver mais nada para oferecer às pessoas, não deixemos de oferecer a esperança. A esperança não é tudo, mas é essencial para tudo. É sabido que, enquanto há vida, há esperança. Entretanto, Maria mostra que, enquanto houver esperança, nunca deixará de haver vida.

Há que perceber que, no mundo, a Igreja é chamada a ser um implante e não um transplante. Investida da missão de se tornar sal, fermento e luz (cf. Mt 5, 13-14; 13, 33), cabe-lhe implantar a vida de Cristo no mundo e não transplantar acriticamente a vida do mundo para a Igreja. O melhor serviço que a Igreja pode prestar consiste em ser diferente.



  1. Não é quando a Igreja se igualiza ao mundo que ela ajuda o mundo; é quando a Igreja assume a sua diferença no mundo que ela melhor serve o mundo. Como avisa São Paulo VI, o nosso diálogo não pode ser fraqueza nos compromissos com a nossa fé.

Paul Valadier percebeu que os cristãos «participam plenamente do destino comum do mundo», mas, ao mesmo tempo, «apoiam-se numa mensagem que o ultrapassa e introduz nele uma diferença radical». Corporizar esta diferença radical, desencadeada pelo Evangelho, é o maior serviço que se pode oferecer ao mundo.



  1. Há que evitar, pois, uma «adaptação de camaleão», dominada pelo genérico mundo e desligada do «específico cristão». Em causa está não só a identidade do Cristianismo, mas também o serviço ao próprio mundo. Ainda que o recuse, o mundo tem direito a conhecer aquilo que nos constitui e identifica. Se dizemos o que todos dizem e fazemos o que todos fazem, que atenção despertaremos? Para oferecer o que o mundo oferece, não fazemos falta. É o amor pelo mundo que torna a Igreja diferente do mundo. Sem essa diferença, o mundo não ganha e a Igreja perde. Se a Igreja não viver Cristo, que serviço prestará ao mundo e que futuro terá como Igreja?

Sem Cristo, a Igreja não serve o mundo e dificilmente sobreviverá no mundo. Tal como para Paulo — para quem «viver é Cristo» (Fil 1, 21) —, também a Igreja, para sobreviver, tem de cristoviver. A cristovida é a sua única saída. Eis o que Maria nos ensina: estar sempre em Cristo, que nos ilumina. Num mundo que nos cerca com tantos assédios, voltemo-nos para Nossa Senhora dos Remédios. Seja Ela, à nossa beira, a modelar — por dentro e por fora — a nossa vida inteira!

publicado por Theosfera às 04:45

Hoje, 04 de Setembro (6º Dia da Novena de Nossa Senhora dos Remédios), é dia de Nossa Senhora da Consolação, S. Moisés, Sta. Rosa de Viterbo, Sta. Rosália e Sta. Maria de Santa Cecília Romana.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 03 de Setembro de 2019
  1. Pelo quinto dia, eis-nos a procurar aprender tão-somente isto: a sermos missionários de Cristo. E sempre na companhia de Maria. Como Ela esteve com Jesus, estará sempre com quem se dispõe a irradiar a Sua luz.

É por isso que a Novena de toda a Festa é a matriz. É ela que torna a vivência da Festa genuinamente feliz. E é assim que, com a Novena, a Festa se torna plena.



  1. Com Maria aprendemos a fazer e sobretudo a ser. Como recorda o Papa São João Paulo II, «o ser está acima do fazer». Acontece que o fazer não está muito abaixo do ser, tanto mais que ser também implica fazer.

Assim percebeu o Padre António Vieira, quando disse que «somos o que fazemos». Se não fazemos, que somos? É no que fazemos que mostramos o que somos.



  1. O fazer é a realização do ser. E o ser é a identificação do fazer. É pelo fazer que o ser se realiza e é no ser que o fazer se identifica. Neste sentido, pode dizer-se que ser cristão passa — essencialmente — pelo agir cristão e por fazer cristãos. Agir cristão é procurar fazer o que Cristo fez e, nessa medida, é fazer com que outros se façam cristãos.

Para Jesus, ser discípulo é inseparável de «fazer discípulos» (cf. Mt 28, 19). Isto significa — como observou Xavier Zubiri — que ser cristão é necessariamente «fazer cristãos». Ninguém é cristão para si. Só é cristão em si quem é cristão para os outros. Será que temos noção do que implica agir cristão e fazer cristãos?



  1. Ninguém é cristão longe de Cristo e fora da missão. A missão liga-nos sempre a Cristo e nunca nos desliga do imperativo de atrair outros para Cristo. A esta luz, a missão não é sucedânea de Cristo, mas permanentemente actual em Cristo. As acções do Cristianismo não são acções acrescentadas às acções de Cristo: são acções do próprio Cristo.

Realizando os actos de Cristo, o cristão reveste-se de Cristo. Pelos sacramentos, é o próprio Cristo que «vai deificando e configurando» o homem. O Baptismo pode ser visto como «comunicação inicial» e a Eucaristia como «doação plena» da vida de Cristo. Por aqui se vê como o Cristianismo «é a vida inteira de Cristo» na vida inteira das pessoas.



  1. O Cristianismo consiste em reproduzir Cristo pelo espaço e pelo tempo. Ser cristão — e fazer cristãos — é «ir vitalmente» de um modo de ser para outro modo de ser, isto é, para o modo de ser de Cristo. É Ele, que trouxe Deus até à nossa humanidade, que leva — e eleva — a nossa humanidade até Deus. É em Deus que todos nos reencontraremos — verdadeira e plenamente — humanos.

A missão só é inteira quando nos eleva ao interior do Pai e nos leva ao interior dos irmãos. Será que já tomamos consciência de que a missão tem início no Filho que está no interior do Pai (cf. Jo 1, 18)? Levemos, pois, o Evangelho de Jesus e anunciemos sempre o Jesus do Evangelho.



  1. Não nos esqueçamos de que o evangelizador também precisa de ser evangelizado. Neste sentido, empreendamos sempre um caminho de aprendizagem e de escuta. Disponhamo-nos a aprender com o Deus do Povo e a escutar o Povo de Deus. Abramos também um espaço à surpresa. E deixemos que, através de nós, Deus faça as Suas maravilhas.

A vivência da fé não é para alguns dias, mas para todos os dias. É por isso que o campo de trabalho para o cristão é «o acontecimento», cada acontecimento. É aí, em cada momento, que somos chamados a levar Cristo e a trazer para Cristo.



  1. Ninguém como Maria para nos ajudar a viver Cristo. Quem melhor para nos ensinar a viver Cristo do que Aquela que nos dá Cristo? Por isso, é para Maria que nos devemos dirigir no momento de Cristo seguir.

Melhor que ninguém, Ela sabe o que é ouvir (cf. Lc 8, 21), acreditar (cf. Lc 1, 45), dizer sim (cf. Lc 1, 38), acompanhar (cf. Jo 2, 1-12; 19, 25) e vivenciar (cf. Lc 8, 21). Daí que, além de Mãe, Maria seja modelo para todo o discípulo e membro da Igreja. Na Lumen Gentium, o Vaticano II recorda que estamos perante um «membro eminente e inteiramente singular da Igreja, o seu tipo e exemplar perfeitíssimo».



  1. No mesmo registo, há quem prefira chamar-Lhe «espelho»: «Primeiro, porque reflecte a luz que Ela mesma recebe, como faz um espelho com a luz do sol; e, em segundo lugar, porque n'Ela a Igreja pode e deve "espelhar-se", isto é, olhar-se e confrontar-se para se tornar bela aos olhos do Seu celeste Esposo».

É por tudo isto que, para a Igreja, se Jesus é a fonte, Maria aparece com o seu grande modelo. Ela corporiza, por assim dizer, a Igreja nascente, a Igreja seminal, a Igreja dos começos e, ao mesmo tempo, a Igreja da plenitude e da consumação.



  1. Maria transportou dentro de si o Fundador — e perene Fundamento — da Igreja. Isto significa que já houve alguém que conseguiu o que cada um de nós é chamado a realizar: a fidelidade a Deus. Cabe-nos assim investir incessantemente na eclesialidade de Maria e na marianidade da Igreja.

Nunca esqueçamos que estar com Maria é estar com Jesus Tal como Jesus, que Se apresentou no mundo como servo (cf. Lc 22, 27; Fil 2, 7), também Maria Se identifica na vida como serva (cf. Lc 1, 38). Não espanta, pois, que o eclesiólogo Santos Sabugal proponha Jesus como «modelo fontal» e Maria como «modelo paradigmático» da Igreja.



  1. A esta luz, a Igreja só pode ter uma configuração totalmente serviçal. Enquanto primeira cristã, Maria em nós é a grande inspiradora de Cristo. Uma vez que o Verbo Se fez carne na Sua carne, Ela está em condições únicas para nos ajudar a que Ele Se faça vida na nossa vida. Por tal razão, quem está perto de Maria nunca estará longe de Cristo.



Não admira que Maria seja descrita como terra sagrada, cálice do Verbo e primeiro sacrário da história. Que melhor guia do que Maria no caminho para Cristo e para Deus? São Luís de Montfort percebeu que por Maria se chega a Jesus. E, mais recentemente, São João Paulo II enfatizou: «Se dizes “Maria”, Ela repete: “Deus”». É por isso que, como bem observou Joseph Ratzinger, «a Igreja abandona qualquer coisa que lhe foi confiada quando não louva Maria». Louvemos sempre Maria e em Cristo reencontraremos sempre amor e alegria!

publicado por Theosfera às 05:24

Hoje, 03 de Setembro (Quinto Dia da Novena de Nossa Senhora dos Remédios), é dia de S. Gregório Magno e S. Remáculo.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 02 de Setembro de 2019
  1. A evangelização é o conteúdo da missão. Só cumprimos a missão quando nos comprometemos com a evangelização. A chegada do evangelizador tem de ser, por isso, a chegada do Evangelho. Em síntese, a missão consiste em ir por todo o mundo para que em todo o mundo seja anunciado o Evangelho de Cristo e o Cristo do Evangelho. Nesta tarefa prioritária, temos de nos mobilizar todos e de nos mobilizar sempre. A missão não é só para alguns nem para alguns momentos. A missão é para todos e é para sempre.



    1. Não se pode ser cristão sem ser missionário. Onde está o cristão, aí tem de estar a missão. O Evangelho não é privilégio de ninguém nem exclusivo de alguns; é dom para cada um e responsabilidade para todos.

    O primeiro momento da Missão acontece por dentro: quando nos deixamos interpelar por Jesus Cristo. É por isso que o orante não é inactivo. Dir-se-ia que ele é acrescidamente activo: a partir da base, a partir do fundo, a partir de dentro.



    1. Os mais activos foram sempre grandes contemplativos. Aliás, duplamente contemplativos: contemplativos na oração e contemplativos na acção. Todos eles souberam encontrar Cristo na oração e reencontrar Cristo na acção.

    Habituemo-nos a estar perto de Cristo. Só quem está perto de Cristo estará perto do homem. É que, perto de Cristo, ouviremos o Seu apelo a estar perto de cada homem. A oração é, por conseguinte, a grande parteira da missão. Só quem escuta Jesus Cristo tem condições para seguir Jesus Cristo. Ele está sempre a nossa beira para invadir a nossa vida inteira.



    1. Não esqueçamos que o maior empreendimento missionário — o de São Paulo — começou com uma forte experiência de oração. Após a conversão, estando em Antioquia, foi quando estava em oração que sentiu o chamamento para a missão (cf. Act 13, 1-3). É, pois, a oração que gera a missão. A oração inquieta, não aquieta. Na oração, a Igreja torna-se missionária, não estacionária.

    O lugar do nosso testemunho não há-de ser apenas o púlpito, a cátedra ou a reunião. O lugar primordial do nosso testemunho tem de ser a vida, a nossa vida. Daí que o Papa Francisco proponha: «Fiel ao modelo do Mestre, é vital que hoje a Igreja saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões». Se, entretanto, tivermos que privilegiar alguém, que sejam «os pobres e os doentes, aqueles que muitas vezes são desprezados e esquecidos».



    1. Hoje e sempre, «os pobres são os destinatários privilegiados do Evangelho, e a evangelização dirigida gratuitamente a eles é sinal do Reino que Jesus veio trazer». A Igreja não existe por ela mesma. Ela vem de Deus para o homem.

    Por conseguinte, Deus é o centro e o homem o caminho. Neste sentido, cabe à Igreja estar de joelhos junto de Deus e de pé ao lado das pessoas. A Igreja tem de ser advento de Deus e evento de humanidade.



    1. Tudo isto requer mais que o texto, a entrevista ou a tomada de posição. Tudo isto reclama estar no templo e no tempo, no sacrário e na rua. Muitas vezes, é preciso sujar as mãos para manter limpo o coração.

    Na missão, gerada na oração, o maior desafio é o desafio da totalidade. Trata-se de um duplo desafio: levar tudo a todos: ou seja, toda a mensagem (cf. Mt 28, 20) a toda a gente (cf. Mc 16, 15). A resposta pode não vir de todos, mas a proposta não pode deixar de chegar a todos. A adesão pode ser parcial, mas a oferta não pode deixar de ser total.



    1. Não temos faltado à obrigação de procurar chegar a todos. Mas será que temos sabido honrar o dever de oferecer tudo? Onde não há totalidade, não há verdade. Uma meia-verdade não é a verdade. Três quartos de verdade continuam a não ser a verdade.

    A verdade está apenas — e sempre — na totalidade. Pelo que renunciar à totalidade é o mesmo que renunciar à verdade. É compreensível que haja acentuações. E a acentuação de um aspecto acarreta, inevitavelmente, algum ofuscamento de outros aspectos.



    1. Na hora de escolher, os santos não hesitam: escolhem tudo. Assim fez Santa Teresa do Menino Jesus (e da Santa Face): «Meu Deus, escolho tudo». Acontece que, na era das especialidades e na cultura do fragmento, há uma tendência quase instintiva para decompor a mensagem em parcelas. Deste modo, vão-se perdendo as articulações que unem harmoniosamente todas as dimensões da fé.

    Há quem aposte na relação com Deus, mas ignore a relação com os outros. Há quem invista na relação com os outros, mas esqueça a relação com Deus. Há quem ponha em oposição a doutrina e a pastoral. Há quem desvalorize a pastoral em nome da doutrina. Há quem deprecie a doutrina em prol da pastoral. Há quem evidencie a justiça ao ponto de subalternizar a misericórdia. E há quem evidencie a misericórdia ao ponto de minimizar a justiça.



    1. O mal não é tanto cada um achar que está certo. O mal é sobretudo cada um decretar que os outros estão definitivamente errados. Resultado. Os irmãos transformam-se em adversários com as intermináveis disputas entre contemplativos e activos, entre conservadores e progressistas, etc.

    Quando compreenderemos que, afinal, um só é o nosso Mestre (cf. Mt 23, 10)? É n’Ele que está tudo o que deve ser oferecido a todos. Por conseguinte, nunca nos podemos aquietar. Sucede que, em vez de ler o mundo a partir do Evangelho de Cristo, parece que nos limitamos a ler o Evangelho de Cristo a partir do mundo. Portamo-nos mais como porta-vozes do mundo do que como portadores do Evangelho no mundo.



    1. Não percebemos que ajudamos mais o mundo sendo diferentes dele do que mostrando-nos iguais a ele. Se o mundo nos vê como iguais, que necessidade sentirá de nós? Não esqueçamos jamais que o Vaticano II, a par do aggiornamento, teve como grande prioridade a refontalização. Não se trata de voltar ao passado nem de retomar o antigo. Trata-se, simplesmente, de sermos arautos do perene, sabendo que o perene nunca deixa de ser actual.

    Voltemo-nos para Maria e peçamos-Lhe o remédio para a nossa participação na Missão. Que, como Ela, ofereçamos tudo por Cristo e ofereçamos Cristo a todos. Que nos deixemos guiar pelo Seu exemplo. E que procuremos viver no tempo o que celebramos, aqui, no templo!Para a Missão, grande modelo é Maria, que encontramos sempre na Eucaristia. Foi — e é — Ela que nos dá o Jesus-Pão que, pela comunhão, desce ao nosso coração. Efectivamente, na missão encontramos o mesmo Cristo que encontramos na Missa. Por conseguinte, nada pode ficar igual depois de termos participado num mistério tão diferente.

publicado por Theosfera às 04:19

Hoje, 02 de Setembro (4º Dia da Novena de Nossa Senhora dos Remédios), é dia de S. Luís José François, S. João Henrique Gruyer, S.Pedro Renato Rogue, S. Francisco Luís Hebert, S. Francisco Lefranc, S. Pedro Cláudio Pottier, S. Justo, S. Viator e S. João Beyzim.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Domingo, 01 de Setembro de 2019

 

  1. Aqui estamos, uma vez mais, num lugar «vestido» de festa. Efectivamente, Lamego aparece «vestida» de festa em honra da Sua Padroeira, Aquela que nos acompanha a vida inteira. Há quase quatro séculos — com segurança o podemos dizer — assim costuma ser.

A festa começou precisamente aqui, em cima, para extravasar lá em baixo. É por isso que a Festa que nos faz mexer lá em baixo começa a mover-nos — e a comover-nos — cá em cima, onde «mora» a nossa querida Mãe.

 

2. É uma festa bela porque é «em honra» d’Ela, da nossa Mãe, Nossa Senhora dos Remédios. Aliás, o que torna a nossa terra singular é o que neste monte temos para mostrar. Lamego seria sempre uma cidade carregada de história, de património e de beleza. Mas esta beleza não avultaria tanto sem esta fonte de encanto que dá pelo nome de Nossa Senhora dos Remédios.

Poderia até haver festa na cidade, mas não teria a mesma identidade. Estas — desde há muito e para sempre — são as festas «em honra» de Nossa Senhora dos Remédios.

 

3, Sendo festas com uma exuberante policromia de expressões, é Ela que polariza o palpitar dos nossos corações. Esta festa é mais bela porque toda ela decorre por causa d’Ela.

As festas começaram aqui, no alto, acabando por invadir de alegria toda a cidade. Mas as festas não são só da cidade. Elas são do país e de toda a humanidade. De facto, as festas já são (desde há muito) património de toda a humanidade. É na humanidade que está o Santuário. E é de toda a humanidade que ao Santuário acorrem — de diferentes destinos — milhares e milhares de peregrinos.

 

4. Mesmo nos dias mais invernosos, posso testemunhar o ar feliz de gente que vem de todo o país: do Minho ao Algarve, passando pelo Grande Porto, pela Grande Lisboa, pelo Alentejo, pela Madeira e pelos Açores. Mas também são muitos os que chegam da Europa, dos Estados Unidos, do Canadá, de Israel, de Angola, de Moçambique, do Brasil, da Argentina, da Colômbia, da Austrália, do Japão, das Filipinas e até da China.

Já aqui esteve um peregrino que disse ter nascido, em Buenos Aires, no mesmo bairro que o Papa Francisco. E lá já sabia da existência, em Lamego, de Nossa Senhora dos Remédios.

 

5. Alguém duvidará de que estamos perante um destacado — e entranhado — património da humanidade? Só falta estar formalmente declarado. A declaração pertence à UNESCO que, tendo aqui estado, entendeu não avançar com a candidatura.

Mas mais importante do que a declaração como património da humanidade não será a vivência de tão assombroso património oferecido a toda a humanidade?

 

6. Uma coisa é certa. Na Festa — e para lá da Festa —, em Lamego não há casa como esta. E esta casa é bela porque tem a Mãe dentro dela. Nossa Senhora dos Remédios está sempre aqui, à nossa espera. E são muitos os que, em romaria, A procuram em cada dia.

Importa, entretanto, perceber que aquilo que faz Maria feliz é fazer o que Seu Filho diz (cf. Jo 2, 5). E foi Seu Filho Jesus que, na última refeição que tomou com os discípulos, os convidou a fazerem o mesmo em Sua memória: «Fazei isto em memória de Mim» (1Cor 11, 25).

 

7. É por isso que, no Santuário, o lugar mais importante é o Altar com o Sacrário. E é pelo mesmo motivo que a romaria deve incluir sempre a participação na Eucaristia.

O que no olhar da Mãe mais acende o brilho é ver-nos voltados para o Seu Filho. Maria não quer ser adorada. Ela quer ajudar-nos — e ensinar-nos — a adorar a razão de ser da Sua — e da nossa — vida: Jesus.

 

8. Até José Saramago notou que nenhum de nós descansa enquanto não vencer esta «longa e alta escadaria». Só no colo da Mãe encontramos «a promessa da salvação, ou a esperança». No colo da Mãe, a salvação ilumina e a esperança reluz. No colo da Mãe, espera-nos sempre Jesus.

O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios é — com toda a propriedade — Património Mundial da Humanidade. Apesar de tal estatuto não estar declarado, basta olhar para a gente que para aqui vem de todo o lado.

 

9. Neste lugar, são muitas as peregrinações. E a nossa Mãe toca em todos os corações. Muitas lágrimas aqui são vertidas. São as confidências de tantas — e tão sofridas — vidas. Há dores que só junto da Mãe se partilham. E é perto d’Ela que as esperanças de cura cintilam. Nada disto se explica. Tudo isto — aqui — se sente.

Aqui estaremos em peregrinação durante a Novena. Aqui viremos, com grata vibração, para a Eucaristia na manhã do dia 8 de Setembro. E as nossas ruas percorreremos na majestosa procissão. Nossa Senhora dos Remédios é mesmo a nossa «Primeira — e mais bela — Dama». É Ela quem mais gente para aqui chama. Pelos degraus do Escadório e pelo Parque Florestal, não deixemos de celebrar a Mãe nesta época sem igual.

 

10. Mas não esqueçamos que, nos outros dias, Nossa Senhora também espera por nós. Visitemo-La e, no nosso coração, não deixemos de escutar a Sua voz.

Depois de a festa terminar, Ela, a Mãe, por todos nós continua a esperar. No Santuário, em cada dia, é sempre tempo de romaria. Que este seja um tempo de paz e união. E que, à volta da Mãe, vibremos de alegria no nosso coração!

publicado por Theosfera às 05:05

A. O caminho d’Ele ou a carreira nossa?



  1. Jesus apontou-nos o caminho, mas nós, Seus discípulos, andamos, quase sempre, ocupados com a carreira. Em vez do Seu caminho, o que nos (pre)ocupa é a nossa carreira. Daí que as nossas prioridades sejam, muitas vezes, as destes convidados, referidos no Evangelho: os lugares, os primeiros lugares (cf. Lc 14, 7).

A opção de Jesus não é pelos primeiros, mas pelos últimos lugares. O que Ele nos quer dizer é que Deus vem buscar para os primeiros lugares os que estão nos últimos lugares. E coloca nos últimos lugares os que se atropelam pelos primeiros lugares.



  1. Decididamente e como muito bem percebeu Maria, Deus escreve a história ao contrário. Derruba os poderosos, exalta os humildes, sacia os famintos e deixa os ricos de mãos vazias (cf. Lc 1, 52-53). Os preteridos do mundo são sempre os preferidos de Deus.

Deus não faz discriminação, mas também não fica indiferente. Deus é para todos, mas não é para tudo. Deus é para todos, para que todos se convertam a Ele e deixem os descaminhos que afastam da direcção certa. Deus é para todos, para que todos tenham a possibilidade de optar por Ele.


B. Verdadeiramente grande é quem é humilde



  1. É neste contexto que a Liturgia deste Domingo nos exorta sobre alguns valores que acompanham a opção pelo Evangelho: a humildade, a gratuidade, enfim, a ausência de calculismo e ambição.

Na Primeira Leitura, um sábio do século II a.C. recomenda a humildade como caminho para Deus e, consequentemente, para ser feliz. A humildade surge aparentada com a inteligência e a verdadeira grandeza: «Quanto maior fores, mais deves humilhar-te» (Eclo 3, 19). É por isso que «a desgraça do soberbo não tem cura» (Eclo 3, 21). Está demasiado centrado em si, sem disposição para se centrar nos outros e em Deus.



  1. A Segunda Leitura convida os crentes instalados numa fé cómoda a redescobrirem a centralidade do Cristianismo. É por isso que insiste em que o encontro com Deus é uma experiência de comunhão, de proximidade, de amor, de intimidade, que dá sentido à vida do cristão.

No fundo, esta reflexão está intimamente ligada ao tema central da liturgia deste Domingo: a humildade. É que a comunhão com Deus alicerça uma vida que exige de nós determinados valores e atitudes, entre os quais avultam a humildade, a simplicidade e o amor.


C. Todos são convidados, ninguém é excluído



  1. O Evangelho situa-nos no ambiente de um banquete em casa de um fariseu. Este ambiente serve de pretexto para Jesus falar do «banquete do Reino». A quantos pretenderem participar nesse «banquete», Ele recomenda a humildade, não a encenação.

Ao mesmo tempo, Jesus verbera a atitude daqueles que conduzem as suas vidas numa lógica de ambição, de luta pelo poder e pela carreira, de superioridade em relação aos outros. Jesus não quer nada disso. Jesus quer a humildade, o despojamento, a simplicidade. Só quem for humilde, despojado e simples estará em condições para se esvaziar de si e incorporar em si o Evangelho de Jesus.



  1. Para este «banquete», todos são convidados, ninguém é excluído nem discriminado. Este texto apresenta duas partes. A primeira (cf. Lc 14, 7-11) aborda a questão da humildade. A segunda parte (cf. Lc 14, 12-14) trata da gratuidade e do amor desinteressado. Ambas estão vinculadas pelo tema do Reino. Isto significa que a humildade e a gratuidade são as atitudes fundamentais para quem quiser participar no «banquete do Reino».

As palavras que Jesus dirigiu aos convidados que disputavam os primeiros lugares não são novidade, pois já o Antigo Testamento aconselhava a não ocupar os primeiros lugares (cf. Prov 25,6-7). O Reino de Deus é uma fraternidade e uma comunhão, pelo que nele têm de prevalecer a partilha e o serviço.


D. Não superiores, mas servidores



  1. No Reino de Deus não pode haver qualquer atitude de superioridade, de sobranceria, de ambição ou de domínio sobre os outros. Na vida cristã não deve haver superiores, pessoas que se julguem estar por cima. Superior é, por definição, quem está em cima. Acontece que Jesus identifica-Se com quem está em baixo.

Os responsáveis pelas comunidades não devem, pois, ser vistos como superiores, mas como servidores. Os responsáveis pelas comunidades não existem para exercer um poder, mas para executar um serviço: o serviço de conduzir para Cristo.



  1. Assim sendo, quem quiser entrar no Reino anunciado por Jesus tem de fazer-se pequeno, simples e humilde não se julgando mais importante que os outros. Esta foi sempre a lógica de Jesus. Foi isso o que Ele sempre propôs aos seus discípulos. Ele mesmo, na Ceia Pascal, lavou os pés aos discípulos, constituindo-os em comunidade de amor e de serviço. O apelo foi muito claro: «Como Eu fiz, fazei vós também» (Jo 13, 15).

Na segunda parte deste texto, Jesus recusa abertamente a prática de convidar para o banquete apenas os amigos, os irmãos, os parentes ou os vizinhos ricos. Os fariseus, à semelhança de muitos de nós aliás, escolhiam cuidadosamente os seus convidados para a mesa. Nas suas refeições, não convinha haver alguém pobre ou humilde. Por outro lado, os fariseus tinham a tendência de convidar aqueles que podiam retribuir da mesma forma.


E. Respeito para com todos, proximidade (apenas) com os humildes



  1. A questão é que, desse modo, tudo se transformava num tráfico de favores e de influências. Fica bem claro que Jesus não quer nada disto. Para Jesus, o respeito é para todos, mas a opção é pelos humildes e pelos simples: pelos «pobres, pelos aleijados, pelos coxos e pelos cegos» (Lc 14, 13).

Note-se que os cegos, os coxos e os aleijados eram considerados pecadores públicos, amaldiçoados por Deus e por isso estavam proibidos de entrar no Templo (cf. 2 Sam 5,8). Apesar disso, são esses que devem ser os convidados para o «banquete». São eles os que mais precisam.



  1. Importa ter presente que Jesus já não está especificamente a falar desta refeição, em casa de um fariseu. Ele já está a falar do «banquete do Reino». Daí que trace as características do Reino. Ele é apresentado sob a forma de um «banquete», onde os convidados estão unidos por laços de familiaridade e de comunhão.

Para este «banquete», todos, sem excepção, são convidados. Até os habitualmente excluídos são incluídos As relações entre os que aderem ao «banquete do Reino» não serão marcadas por interesses, mas pela doação. Os participantes do «banquete» devem despojar-se de qualquer atitude de superioridade, de orgulho ou de ambição, colocando-se numa atitude de humildade, de simplicidade, de serviço. Eis o que falta. Eis o que urge. Ninguém se considere superior. Consideremo-nos todos apenas — e sempre — como irmãos!

publicado por Theosfera às 04:19

Hoje, 01 de Setembro (Vigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum e 3º Dia da Novena de Nossa Senhora dos Remédios), é dia de S. Miguel Ghébré e Sta. Margarida de Riéti.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 31 de Agosto de 2019
  1. Continuamos em Novena, condição para que a Festa seja plena. E, neste terceiro dia, eis-nos chegados ao Domingo, dia por excelência da Eucaristia. Em Ano da Missão, nunca é demais realçar que a Eucaristia é geradora da Missão. O Jesus que convida para a Eucaristia é o mesmo que convoca para a Missão. O Jesus que alimenta com o Pão é o mesmo que alenta para a Missão. O «fazei isto em memória de Mim» (1Cor 11, 24) e o «ide por todo o mundo» (Mc 16, 15) são, por isso, indissociáveis.

A Eucaristia está de tal modo ligada à Missão que o final da celebração constitui o início da Missão. Aliás, uma das designações mais conhecidas da celebração tem a mesma proveniência de Missão. Com efeito, a palavra Missa — tal como a palavra Missão — provém do latim mitto, verbo que significa enviar.



  1. É sabido que, em Latim, a celebração termina com «ite, missa est» («ide, a Missa acabou»). Sucede que este «ide» do celebrante retoma o «ide» de Jesus (cf. Mc 16, 15). Trata-se de um envio, não de uma despedida, tanto mais que Jesus teve o cuidado de assegurar a Sua presença no meio dos discípulos até ao fim dos tempos (cf. Mt 28, 20).

O «ide», além de uma fórmula de envio, é uma forma de presença. E tal como Jesus está presente na missão dos Seus enviados, a Eucaristia continua presente na vida dos seus participantes. Esta ligação entre Missa e Missão sinaliza que, em boa verdade, nunca deixamos de estar em Eucaristia. À celebração sacramental sucede, assim, a celebração existencial.



  1. Quando termina a Missa, começa a Missão. E a Missão consiste precisamente no testemunho do que vivenciamos na Missa. A Missa é a fonte da Missão para que a Missão seja o espelho da Missa. O Pão que nos alimenta na Missa continua a alimentar-nos na Missão. A Missão é uma extensão — e como que uma explosão — da Missa. A Missa fortalece para que a Missão frutifique.

À semelhança do envio após a Ressurreição, também o envio no final da celebração é marcado pela bênção (cf. Lc 24, 50). Os fiéis recebem a bênção para levarem a bênção; são receptores da bênção para serem portadores de bênçãos. É como abençoados que regressam à vida. Não sentimos todos que a nossa vida está assediada pelo mal e, por isso, carenciada de bem, de bênção?



  1. A Eucaristia celebra o bem maior: o amor. O amor é celebrado no altar para marcar o nosso falar e pautar o nosso agir. É deste modo que o sacrifício do altar se prolonga e estende sobre o mundo. A missão, que sucede à Missa, pretende transformar o mundo de maneira que ele seja cada vez mais impregnado por Cristo. O objectivo é converter a geosfera numa permanente — e caudalosa — cristosfera.

Na missão encontramos o mesmo Cristo que encontramos na Missa. Por conseguinte, nada pode ficar igual depois de termos participado num mistério tão diferente. Se a mudança não se nota por fora é porque (ainda) não nos deixamos transformar por dentro. Não obstante as nossas debilidades, há que não começar a desistir nem desistir de (re)começar.



  1. E como se concretiza a missão? Fundamentalmente, a missão concretiza-se numa dupla acção: em levar e trazer. Efectivamente, levar e trazer é o que faz a missão acontecer. O missionário é o que leva Cristo e é o que traz para Cristo.

É o que leva Cristo às pessoas e é o que traz as pessoas para Cristo. É que, como assinalou o Papa Francisco, «hoje, ainda há muita gente que não conhece Jesus Cristo».



  1. A esta luz, do mandato de Cristo não podemos reter apenas o «ide» nem tão-pouco o «ide por todo mundo». Não basta ir nem sequer chega ir por todo o mundo. É preciso ir por todo o mundo «anunciar o Evangelho».

Missionar é, pois, evangelizar ou, melhor, pan-evangelizar: evangelizar a todos e evangelizar sempre. O Evangelho tem de estar no começo, no meio e no fim de tudo.



  1. A chegada do evangelizador tem de ser a chegada do Evangelho. A missão consiste em ir por todo o mundo para que em todo o mundo seja anunciado o Evangelho de Cristo e o Cristo do Evangelho. Nesta tarefa primordial — levar Cristo e trazer para Cristo —, temos de nos mobilizar todos e de nos mobilizar sempre. A missão não é só para alguns nem para alguns momentos. A missão é para todos e é para sempre.

Foi por isso que o Vaticano II recordou que «a Igreja peregrina é, por natureza, missionária». Não se pode, portanto, ser cristão sem ser missionário. Onde está o cristão, aí tem de estar a missão. O Evangelho não é privilégio de ninguém nem exclusivo de alguns; é dom para cada um e responsabilidade para todos. A esta luz, ninguém se pode sentir demissionário; cada um deve sentir-se responsavelmente missionário. Somos chamados a viver sempre em estado de missão e jamais em estado de demissão.



  1. Para fazer missão, é imperioso crer e é decisivo querer. Crer em Deus é deixá-Lo entrar. Querer Deus é o que nos faz sair. Em Si mesmo, Deus é um mistério de saída. O Pai sai eternamente ao encontro do Filho. O Pai e o Filho saem eternamente ao encontro do Espírito Santo. Nenhuma pessoa divina sobrevive ego-sentada; todas Elas estão umas nas outras, vivendo umas para as outras.

Enquanto imagem de Deus (cf. Gén 1, 26-27), o homem é chamado a sair: não só a sair para o exterior, mas sobretudo a sair de si. Na missão, há que sair e, como é óbvio, há que chegar.



  1. É imperioso, contudo, que a presença do enviado não seja demasiado intensa nem muito ofuscante. O importante é que o Enviante cresça, mesmo que o enviado diminua (cf. Jo 3, 30). O enviado sai para desassossegar os outros, não para desarrumar a fé dos outros.

Não basta, por isso, chegar; é preciso levar. A chegada do apóstolo tem de ser a chegada de Jesus Cristo. A saída não pode ocorrer apenas no início. Sair de um sítio não custa. Sair de nós é (bem) mais difícil. É preciso (re)aprender a sair de nós: em cada dia e a todas as horas.







  1. Só quando a Igreja sai de si é que entra verdadeiramente em si: na sua natureza, na sua identidade, no seu mistério. É por isso que o orante nunca é inactivo. Dir-se-ia que ele é acrescidamente activo: a partir da base, a partir do fundo, a partir de dentro.

Os mais activos foram sempre grandes contemplativos. Aliás, duplamente contemplativos: contemplativos na oração e contemplativos na acção. Todos os membros da Igreja são chamados a ser contempla-activos, isto é, contemplativos e activos, contemplativos na acção e activos na contemplação. Que Nossa Senhora dos Remédios, com o Seu olhar meigo de contemplação, nos acompanhe sempre no nosso campo de missão!

publicado por Theosfera às 08:23

Hoje, 31 de Agosto (2º Dia da Novena de Nossa Senhora dos Remédios), é dia de S. Raimundo Nonnato e Sto. Aristides.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 30 de Agosto de 2019
  1. Eis-nos, uma vez mais, a subir para até este lugar santo vir. De novo, em Novena à volta da nossa Mãe e Padroeira, Aquela que nos acompanha a vida inteira. Não é fácil a esta hora acordar depois — e antes — de um dia inteiro a trabalhar. Mas é belo — e sumamente comovente — encontrar aqui tanta gente.

Nunca é demais dizer aquilo que nos é dado ver. Estamos perante um verdadeiro «mar de Mãe», um mar que corre «a montante» e que nos faz ir sempre para diante. Só paramos quando à frente d’Ela estamos. Mas nunca esqueçamos o Menino que a Mãe tem no Seu regaço. É para Jesus que a Mãe nos guia, a cada passo.



  1. Foi pela Novena que, há cerca de quatro séculos, a Festa começou. Até 1777, o itinerário era de 28 de Julho a 5 de Agosto, então dia de Nossa Senhora dos Remédios. A partir de 1778, o percurso vai de 30 de Agosto a 7 de Setembro, para ter como corolário o dia 8, em que da Mãe — neste Santuário — celebramos o aniversário.

Por aqui se vê que, para a Festa ser plena, é fundamental vivenciar a Novena. E quem nega que vale sempre a pena participar na Novena? Este «mar de gente» — transubstanciado num ingente «mar de Mãe» — enche completamente a nave deste templo. Mas esgota também o coro alto, a capela-mor, a sala dos retratos, inundando igualmente largas porções do Adro. E são muitos os que, não podendo aqui estar, pela Rádio nos estão a acompanhar.



  1. É assim que, nestes nove dias, manhã cedo, vamos louvar Nossa Senhora de Lamego. Ela está aqui, neste sítio alto, mas o Seu lugar é o mundo, donde todos Lhe dedicam um amor profundo. Nossa Senhora dos Remédios não tem fronteiras. Por isso, aqui se vem das mais diversas maneiras. Do país e do estrangeiro, sentimos palpitar aqui o mundo inteiro.

De vários destinos, são milhares e milhares de peregrinos. Todos nós confiamos na intercessão da Mãe. É uma intercessão poderosa, que sentimos em cada hora dolorosa. É sempre uma intercessão de grande valia, que transforma a tristeza em alegria.



  1. Vamos então iniciar este itinerário de conversão, feito de fé, oração e perdão. Vamos cantar e rezar. Vamos cantar rezando e rezar cantando. Vamos olhar para Maria, unindo-nos a Ela na Eucaristia. Nunca esqueçamos isto: o mais importante é sempre Jesus Cristo. Por conseguinte, o que faz Maria feliz é fazer o que Seu Filho diz (cf. Jo 2, 5).

Foi o Filho de Maria que instituiu a Eucaristia. Como é possível à Mãe agradar se na Eucaristia nos demitimos de participar? Não sejamos cristãos à nossa maneira. Imitemos Maria a vida inteira. Maria é toda para Jesus. Só honramos Maria centrando-nos — também nós — em Jesus.



  1. É por isso que a Novena une o momento mariano ao momento eucarístico. Não separemos o que Deus quer unir. Começamos pela recitação do Terço para culminar com a Eucaristia. É assim nestes dias. Que possa ser assim em cada dia. Não nos esqueçamos de fazer convergir a nossa romaria para a participação na Eucaristia.

Em Fátima, Nossa Senhora pediu — nas seis vezes em que apareceu — a recitação do Terço pela paz. Rezemos, pois, o Terço em cada dia. Mas não esqueçamos que a primeira oração a Maria é a Eucaristia. Não foi por acaso que São João Paulo II chamou a Nossa Senhora «mulher eucarística». Como Maria, habituemo-nos a celebrar, a adorar e a vivenciar os mistérios do Seu Filho.



  1. Para bem nos prepararmos para Jesus receber, é imperioso o apelo à conversão acolher. É por tal motivo que a Novena é um tempo favorável à celebração do Sacramento da Reconciliação. Durante estas «madrugadas de fé», vários sacerdotes aqui estão para atender de confissão. Mas onde quer que nos encontremos, é bom que a confissão procuremos.

Todos somos pecadores, todos erramos na vida. Mas temos sempre oportunidade de mudar de forma decidida. É a Cristo que nos confessamos. Em cada sacerdote, é Cristo que encontramos. O padre até pode ser mais pecador que muitos dos que dele se aproximam. Mas, nele, não é à pessoa dele que sentimos. Nele, é a Jesus Cristo que nos dirigimos.



  1. No Ano da Missão, vamos olhar para Maria como modelo de doação. O tema da Novena deste ano é «Missionários de Cristo na companhia de Maria». É que Maria nunca Seu Filho deixou, mesmo quando os maiores obstáculos encontrou. Nem na Cruz Maria de Jesus Se afastou. Que melhor modelo de missão? No Seu silêncio e na Sua discrição, Maria é guia para a nossa missão.

Missionários todos temos de ser. A Missa gera Missão. O «ide em paz» não é, pois, uma despedida. É um envio para a vida. De certo modo, a Missa não tem fim. Terminada a celebração sacramental, começa a «celebração existencial». E esta faz-se vivendo lá fora o que celebramos cá dentro.



  1. A Missa e a Missão não são, pois, facultativas para o cristão. Elas são sempre imperativas na nossa acção. Às vezes, parece que à missão antepomos o prefixo «de». E, nessa altura, em vez de missão, parece que temos «demissão»; em vez de «missionários», parece que somos «demissionários».

É preciso mudar de padrão. Temos de estar em missão a partir do nosso coração. Nada, na vida, é mais importante que isto: viver e anunciar Jesus Cristo. Levar e trazer é o que faz a missão acontecer. Estar em missão é levar Cristo a todos e trazer todos para Cristo.



  1. É claro que muitos podem não aderir. A resposta pode não vir de todos. Mas a proposta tem de chegar a todos. A fé é, por natureza, invasiva e até «incendiária». Ela pretende invadir todas as dimensões do nosso ser e «incendiar» todos os momentos da nossa vida.

A fé não admite poupanças. A fé implica que nos gastemos: até ao último dia, até à derradeira gota do nosso suor. Na missão, nós não somos apenas destinatários, temos de ser também agentes. Quem é tocado por Cristo é chamado, nesse mesmo instante, a tornar-se anunciador de Cristo.

  1. A missão é para todos: para todas as pessoas, para todos os lugares e para todos os momentos. A missão não é só para os missionários até porque missionários temos de ser todos. Quem não faz missão será cristão? Não. Quem não faz missão não é cristão. A missão é para todos, é para tudo e é para sempre.

Aos pés da nossa Mãe e Padroeira, disponhamo-nos para a missão a vida inteira. Em casa, no trabalho e até no lazer, a missão tem de estar sempre a acontecer. Que Nossa Senhora dos Remédios nos acompanhe na missão e conduza todos os momentos da nossa acção. Como Ela, procuremos trazer sempre Jesus nos nossos braços. E que o Seu caminho ilumine os nossos passos!

publicado por Theosfera às 05:12

Hoje, 30 de Agosto (1º Dia da Novena de Nossa Senhora dos Remédios), é dia de Sta. Joana Jugan e S. João Juvenal Ancina.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 29 de Agosto de 2019

Hoje, 29 de Agosto, é dia do Martírio de S. João Baptista e Sta. Sabina.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 27 de Agosto de 2019

Hoje, 27 de Agosto, é dia de Sta. Mónica e S. Gabriel Maria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 26 de Agosto de 2019

Hoje, 26 de Agosto, é dia de Sta. Micaela, S. Domingos de Nossa Senhora, S. Liberato, Sta. Maria de Jesus Crucificado e Sta. Teresa Jornet.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 25 de Agosto de 2019

Obrigado, Senhor,

muito obrigado

não só por nos ensinares a sermos humildes,

mas por Tu mesmo nos dares lições tão vivas de humildade.



Quanta competição pelos lugares da frente.

Quantos atropelos pelas posições mais importantes.

Quanta sofreguidão por ser primeiro,

por olhar os outros de cima, com sobranceria, arrogância.



Ainda bem que Tu, Senhor, és diferente.

Ainda bem que és único.



Que nós aprendamos a ser humildes

e que nunca humilhemos ninguém.



Que não subjuguemos os humildes

nem bajulemos os grandes.



Que percebamos que todas as pessoas

são iguais em dignidade, em humanidade.



Que compreendamos que ninguém é mais que ninguém.

Que nos sintamos igualmente filhos de Deus,

igualmente irmãos uns dos outros.



Que valorizemos a grandeza de ser pequeno.

Que dêmos sempre o devido valor às coisas simples.

Que nunca eliminemos a criança que há em nós.

Que olhemos com pureza para os outros.

E que sejamos sempre autênticos e sinceros junto de todos.



Que não tenhamos receio de procurar o último lugar.

Que não disputemos protagonismos.

Que não haja guerras nem guerrinhas por causa de sermos vistos e aplaudidos.



Que compreendamos que basta que Deus veja.

Deus, de facto, tudo vê.

E vê ainda mais o que mais ninguém consegue ver.



Que ajudemos os outros a pegar na Cruz

e que não sejamos cruz para ninguém.

Que suavizemos as dores desta vida

e os sofrimentos múltiplos deste mundo.



Nem sempre há humildade na grandeza,

mas existe sempre grandeza na humildade.



Que nunca percamos de vista

que os mais humildes, os mais pequenos e os mais simples

também são filhos de Deus.

Também eles mereceram o Teu sangue.

Também são amados por Ti,

muito amados por Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:03

 

A. Porta estreita, mas não fechada



  1. O Evangelho diz que a porta é estreita (cf. Lc 13, 24), mas não diz que esteja fechada. Quando Jesus diz que a porta é estreita, não diz que esteja fechada ou que seja intransitável; pelo contrário, até nos convida a passar por ela;

Que porta é esta? É o próprio Jesus. Em João (10, 9), é o próprio Jesus que Se apresenta como sendo a porta. Trata-se de uma porta que não está aberta só para alguns; a porta da fé está aberta para todos. Jesus é o caminho que nos conduz até essa porta e é a chave que nos permite abrir essa porta. Todos têm lugar na Igreja. A Igreja não é para tudo, mas é para todos: é para todos os que queiram entrar.



  1. Como especialista em surpresas, Deus, pelos lábios de Jesus, assegura que a porta se abrirá para muitos que nós afastamos e se fechará para muitos que nós talvez bajulemos. O grande critério de selecção é a justiça, ou a falta dela. Muitos poderão estes alegar que comeram e beberam na presença do Dono da Casa, que é uma imagem de Deus. Mas a resposta não deixará de soar: «Afastai-vos de Mim, vós todos que praticais a injustiça» (Lc 13, 27).

Torna-se, aqui, bem claro que o culto é fundamental, mas o próprio culto reclama a vivência da justiça. Quem não reconhece Deus na pessoa dos outros não pode dizer que O conhece verdadeiramente. O conhecimento de Deus não se vê pela mente nem pelos lábios. O autêntico conhecimento de Deus vê-se — e testa-se sempre — pela vida, pela vivência.


B. Mais além do número



  1. Ninguém tem as portas fechadas à partida; nós é que podemos fechar as portas à chegada. Deus só sabe abrir; nós é que podemos fechar. Ainda bem que os critérios divinos são muito diferentes dos critérios humanos: «Haverá últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos» (Lc 13, 30).

Para Deus, os preteridos são os preferidos. Deus não olha para a condição, para o estatuto nem para a carteira. Ele olha para todos, ainda que muitos estejam no último lugar. A vontade de Deus é «reunir todos os povos» (Is 66, 18). Para Deus, não há exclusões baseadas na raça ou na posição social.



  1. Jesus dá a entender que o banquete do Reino é para todos. Ressalva, no entanto, que não há entradas garantidas nem lugares marcados. O Reino de Deus é para todos, mas não é para tudo. Ninguém é excluído e todos são convidados, mas isso não quer dizer que todos consigam entrar. É preciso fazer uma opção pela «porta estreita» e seguir Jesus.

Havia quem estivesse preocupado com o número. Alguém pergunta a Jesus: «Senhor, são poucos os que se salvam?» (Lc 13, 23). Haja em vista que, para os fariseus da época de Jesus, a salvação era reservada aos membros do Povo eleito. E nem todos os membros do Povo se salvariam.


C. É preciso cortar com certas adiposidades



  1. À questão do número, Jesus não responde com o número. Jesus até veio ao mundo para que todos se possam salvar. Por isso, fala de Deus como um Pai cheio de misericórdia, cuja bondade acolhe a todos, especialmente os pobres e os débeis.

Isto significa, desde logo, que, não sendo um caminho intransitável, a salvação também não é um caminho fácil. Para Jesus, não é a facilidade que leva à felicidade. Um Cristianismo fácil não serve para uma vida difícil.



  1. Entrar no Reino é, antes de mais, esforçar-se por «entrar pela porta estreita» (Lc 13, 24). Esta imagem da «porta estreita» evoca a necessidade de renunciar a tantas adiposidades que aparecem. Pois também estas adiposidades dificultam o caminho para Deus.

Que adiposidades são essas? O egoísmo, o orgulho, a riqueza, a ambição, o desejo de poder e de domínio. Trata-se de tudo aquilo que impede o homem de optar pelo serviço, pela entrega, pelo amor, pela partilha, em suma, pelo dom da vida.


D. Só se senta com Jesus quem caminha com Jesus



  1. Para clarificar melhor o ensinamento acerca da entrada do Reino, Jesus recorre a uma parábola. Nela, o Reino é descrito como um banquete em que os eleitos estarão lado a lado com os patriarcas e os profetas (cf. Lc 13, 25-29). Quem se sentará, então, à mesa do Reino? Todos aqueles que acolheram o convite de Jesus à salvação e aceitaram viver uma vida de doação, de amor e de serviço.

Fica bem claro que não haverá qualquer critério baseado na raça, na geografia, nos laços étnicos. A única coisa que verdadeiramente conta é a adesão a Jesus. E que acontecerá àqueles que não acolheram a proposta de Jesus? Esses ficarão fora do banquete, ainda que se considerem superiores. Só se senta com Jesus quem está disposto a caminhar com Jesus.



  1. Já a Primeira Leitura defende que todas as nações são chamadas a integrar o Povo de Deus. É nessa perspectiva que nos é dado contemplar uma visão de carácter escatológico. No mundo novo, todos são convocados por Deus para integrar o seu Povo.

O esquema apresenta várias etapas: no princípio, Deus virá para dar início à reunião de todas as nações (cf. Is 66, 18). Depois, dará um sinal e enviará missionários (curiosamente, escolhidos de entre os povos estrangeiros), a fim de anunciarem a glória do Senhor (cf. Is 66, 19). Em seguida, as nações responderão ao sinal do Senhor e dirigir-se-ão ao monte santo de Jerusalém, (cf. Is 66, 20). Finalmente, o Senhor escolherá de entre os que chegam sacerdotes e levitas para O servirem (cf. Is 66, 21).


E. Todos são convidados; todos quererão entrar?



  1. Estamos num contexto em que não era fácil ter uma visão abrangente — e tolerante — sobre as outras nações. Dizer que todos os povos são convocados por Deus é algo que não soa bem aos ouvidos dos judeus da época.

Supremamente inconcebível é dizer que Deus vai escolher, de entre os estrangeiros, sacerdotes e levitas que entrem no espaço sagrado do Templo, reservado para o serviço do Senhor. Mas Deus é assim. Os Seus horizontes são vastos e as Suas vistas são largas. É por isso que, como cantávamos no Salmo Responsorial, Ele nos manda por todo o mundo, para toda a parte, junto de toda a gente.



  1. A porta da salvação está, pois, sempre aberta (cf. Act 14, 27). Esta é uma porta que nunca se fecha.

Mas atenção. Esta é uma porta em que não se entra aos empurrões nem aos encontrões. Não somos nós que definimos o modo como se entra; é Jesus. Não existe auto-salvação. A porta é também o porteiro. Só Jesus salva. Mas Ele quer que todos nos salvemos. Por isso Ele vem. Por isso Ele nunca deixa de vir. A porta está aberta. Também hoje. Também para nós!

publicado por Theosfera às 05:08

Hoje, 25 de Agosto (21º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Luís, Rei de França, S. José de Calazans e S. Miguel de Carvalho.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 24 de Agosto de 2019

Hoje, 24 de Agosto, é dia de S. Bartolomeu e Mártires da Massa Cândida.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019

Hoje, 23 de Agosto, é dia de Sta. Rosa de Lima, S. Filipe Benício e S. Bernardo de Offida.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019

Hoje, 22 de Agosto, é dia da Virgem Santa Maria Rainha e S. Sinforiano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019

Hoje, 21 de Agosto, é dia de S. Pio X, S. Sidónio Apolinar, Sta. Umbelina e Sta. Vitória Rasoamanarive.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

Hoje, 20 de Agosto, é dia de S. Bernardo de Claraval e S. Felisberto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019

Hoje, 19 de Agosto, é dia de S. João Eudes, Sto. Ezequiel Dias Moreno, S. Luís de Toulouse e S. Bernardo de Tolomai.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 18 de Agosto de 2019

Abre, Senhor, os nossos olhos.

Abre, Senhor, o nosso coração.

 

Abre, Senhor, a nossa vida.

Abre-nos, Senhor, à vida,

ao amor, ao perdão e à paz.

 

Abre-nos, Senhor, à partilha.

Abre-nos ao dom e à dádiva.

 

Que sejas sempre Tu em nós.

Que sejas verdadeiramente o nosso Senhor.

 

Habita, Senhor, no nosso mundo,

na nossa vida, no nosso coração.

 

Queremos recomeçar com alento.

Dá-nos, Senhor, a coragem e a confiança.

 

Que nós nunca desfaleçamos.

Tu, Senhor, estás sempre em nós.

 

Que nós queiramos estar em Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:29

A. Um «incêndio» que ninguém consegue apagar



  1. Nesta época de calor, o Evangelho apresenta-nos Jesus como um «incendiário». Eis o que Ele nos diz: «Eu vim lançar fogo sobre a Terra e só quero que ele se tenha ateado» (Lc 12, 49). Jesus, de facto, é um «incendiário». Ele quer «incendiar» o mundo com chamas que destruam o nosso instalamento, o nosso comodismo, a nossa indiferença.

Ao contrário do que acontece com os outros incêndios, este «incêndio» desencadeado por Jesus não pode ser apagado. O «incêndio» desencadeado por Jesus não é para apagar, mas para atear. Este «incêndio» tem o nome de Evangelho. Evangelizar é, pois, «incendiar». Cada evangelizador tem de ser um «incendiário»: um «incendiário» do amor, da verdade, da justiça e da paz.



  1. Como sabemos, para a Filosofia da Antiguidade, o fogo, juntamente com a água, ar e a terra, é um dos elementos primordiais da natureza. Mas a que fogo alude o Evangelho? O fogo possui um significado simbólico complexo. No Antigo Testamento começa por ser um elemento teofânico (cf. Ex 3,2; 19,18; Dt 4,12; 5,4.22.23; 2 Re 2,11), aplicado para evocar a santidade divina.

A manifestação do divino provoca no homem atracção e, ao mesmo tempo, temor. Explorando a relação entre o fogo e o temor, a sabedoria bíblica apresenta o fogo como símbolo da intransigência de Deus em relação ao pecado.


B. Um «fogo» que destrói e reconstrói



  1. Os profetas usam a imagem do fogo para anunciar e descrever a ira de Deus (cf. Am 1,4; 2,5). Note-se, porém, que, ao mesmo tempo que castiga, o fogo também purifica (cf. Is 9,17-18; Jer 15,14; 17,4.27).

Na literatura apocalíptica, o fogo é a imagem do juízo definitivo (Is 66,15-16). O chamado «Dia de Jahwé» é comparado ao fogo do fundidor (cf. Mal 3,2). Será um dia, ardente como uma fornalha, em que os arrogantes e os maus arderão como palha (cf. Mal 3,19) e em que a terra inteira será devorada pelo fogo do zelo de Deus (cf. Sof 1,18; 3,8). Deste fogo devorador — que é também um fogo purificador e transformador — nascerá o mundo novo, de justiça e paz sem fim.



  1. É neste contexto que deve ser enquadrado a alusão ao fogo no Evangelho. Jesus veio revelar aos homens a santidade de Deus. Neste sentido, a Sua proposta tem um lado «destruidor». Jesus está aqui para destruir o egoísmo, a injustiça e a opressão que conspurcam o mundo.

É das cinzas desse mundo velho que há-de surgir o mundo novo de amor, de partilha, de fraternidade. Como é que isso vai acontecer? Através da Palavra e da Missão de Jesus. Acontece que Lucas também está a pensar no Espírito enviado por Jesus aos discípulos. Sintomaticamente, o Livro dos Actos dos Apóstolos — igualmente da autoria de Lucas — representa o Espírito Santo através da imagem das línguas de fogo (cf. Act 2, 3).


C. Se Jesus é a paz, porque é que não traz paz?



  1. Segue-se a referência ao baptismo que Jesus vai receber e que gera uma ansiedade até que se realize (cf. Lc 12, 50). Aqui, o baptismo é a morte de Jesus enquanto consumação da Sua entrega ao Pai por nosso amor. Para que o fogo transformador se manifeste, é necessário que Jesus faça da Sua vida um dom de amor, até à Cruz. Só então nascerá o mundo novo.

Daí que quem quiser seguir Jesus tenha de receber o mesmo baptismo. Ser baptizado é mergulhar em toda a trajectória de Jesus, imitando a Sua doação, a Sua dádiva e a Sua entrega até ao fim. Aliás, Jesus pergunta a João e a Tiago se estão dispostos a beber do cálice que Ele vai beber e a receber o baptismo que Ele vai receber (cf. Mc 10, 38).



  1. Na intervenção seguinte (cf. Lc 12, 51-53), Jesus deixa-nos sem palavras, à beira da perplexidade. De facto, Ele assume que não veio trazer a paz, mas a divisão. Como entender esta linguagem se o Antigo Testamento fala do Messias como aquele que é a paz (cf. Mq 5, 5)? São Paulo proclama que Jesus é a nossa paz (cf. Ef 2, 14) e Ele mesmo, na Ceia Pascal, afirma que nos veio oferecer a paz (cf. Jo 14, 27).

O próprio Lucas deixa transparecer que a paz é um dom messiânico (cf. Lc 2,14.29; 7,50; 8,48; 10,5-6; 11,21; 19,38.42; 24,36) e que a função do Messias é guiar os passos dos homens «pelo caminho da paz» (Lc 1,79). Que sentido fará, agora, dizer que Jesus não veio trazer a paz, mas a divisão?


D. Nem Jesus é consensual



  1. É preciso ter presente que não se trata de um desejo, mas de uma previsão. Jesus efectivamente quer a paz e vem trazer a paz, mas Ele sabe que há muitos que reagem à paz com a divisão, o conflito e a guerra. Jesus quer a unidade, mas nunca foi consensual. O escopo da Sua vida foi servir, não agradar. Ele nunca quis a popularidade, mas a verdade. Importante, para Jesus, não é ser aplaudido, mas seguido. Sucede que não falta quem, em vez de O seguir, O hostilize e pretenda eliminar.

A mensagem de Jesus não é inodora nem açucarada. A mensagem de Jesus é interpeladora e desafiadora. Porque Ele é diferente, não deixa ninguém indiferente. Há quem O acolha, mas também não falta quem O rejeite. Como consequência, haverá divisão e desavença, às vezes mesmo dentro da própria família, a propósito das opções que cada um faz perante Jesus.



  1. Este quadro devia levar-nos a reflectir muito e a inflectir bastante. É possível que nem tudo esteja bem quando tudo (aparentemente) corre bem. Curiosamente, é São Lucas que nos transmite este aviso de Jesus: «Ai de vós quando todos disserem bem de vós» (Lc 6, 26).

Definitivamente, Jesus opta mais pela incomodação do que pela acomodação. Jesus não se revê em quem se acomoda ao mundo. Revê-se mais em quem se incomoda com o mundo.


E. O «Livro do Desassossego» de Jesus



  1. O Evangelho é paz, mas nem sempre é sossego. O Evangelho pode ser visto até como uma espécie de «Livro do Desassossego». Jesus pacifica, mas não sossega. Ele quer-nos permanentemente desassossegados.

A paz de Jesus — a paz que é Jesus — é uma vida com exigência e coerência. Não é uma vida diluente ou dissolvente, ao sabor dos ventos e das modas. Jesus aparece-nos, muitas vezes, do outro lado: do outro lado da margem e do outro lado das correntes dominantes. Como é óbvio, a divisão pode surgir. Não podemos, porém, ficar tolhidos nem paralisados. A recompensa que nos espera não é o aplauso do mundo, mas a aprovação de Deus.



  1. Se o objectivo do cristão fosse ser aplaudido, haveria ídolos, mas não haveria mártires. Ídolos são aqueles que o mundo aplaude. Mártires são aqueles que o mundo condena. Jeremias é o protótipo do profeta que incomoda. Por isso, recebe ameaças de morte (cf. Jer 38, 4). Mas ele não desiste.

Assim devem ser os cristãos. O mundo não melhora quando os cristãos se conformam. O mundo só acorda quando os cristãos despertam. Uma nova luz se acende quando nenhum cristão se rende. Procuremos servir o mundo. Mas nunca nos deixemos iludir com os aplausos do mundo!

publicado por Theosfera às 05:40

Hoje, 18 de Agosto (20º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Helena da Cruz, Sto. Agapito e Sto. Alberto Hurtado Cruchaga.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 17 de Agosto de 2019

Hoje, 17 de Agosto, é dia de Sta. Beatriz da Silva, Sta. Clara de Montefalco, Sto. Ângelo Mazzinghi, S. Jacinto, S. Mamede e S. Mamés.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 16 de Agosto de 2019

Hoje, 16 de Agosto, é dia de Sto. Estêvão da Hungria, S. Roque e Sta. Maria do Sacrário.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 15 de Agosto de 2019

Nossa Senhora, nossa Mãe,

que neste dia sobes ao Céu,

fica connosco, que ainda peregrinamos na Terra.

 

Tantas vezes perdidos,

precisamos de uma luz

e Tu és o farol que nos mostra a luz da luz.

 

Nossa Senhora dos Remédios,

Nossa Senhora da Assunção,

acompanha-nos na subida

pelos difíceis caminhos da vida.

 

Estar conTigo é estar na paz,

no amor e na alegria.

 

Estar em Ti é encontrar a melhor companhia

e o mais belo seguro na vida.

 

Mãe, querida Mãe,

hoje é o Teu dia,

o dia da Tua vitória,

o dia do Teu triunfo.

 

Onde nós estamos, Tu continuas a estar.

Onde estás, nós um dia estaremos

para sempre: conTigo e com Teu Filho:

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:27

A. Uma festa eminentemente pascal



    1. Belo — muito belo — é este dia. Grande — muito grande — é a festa que celebramos neste dia. Nesta Eucaristia, celebramos também o triunfo de alguém a quem nem a morte pôs fim à vida.

    A solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria é uma festa eminentemente pascal. Hoje, de facto, celebramos a passagem de Maria da morte para a plenitude da vida. A Ressurreição de Maria é uma consequência da Ressurreição de Jesus e, ao mesmo tempo, desponta é um prenúncio da nossa Ressurreição com Jesus.



    1. Maria esteve unida a Jesus na morte. Como é que Jesus não haveria de estar unido a Maria na Ressurreição? Maria acompanha Jesus até à morte. Jesus conduz Maria à Ressurreição. Jesus sobe para Deus e faz subir Maria para o Pai. Jesus eleva-Se ao Céu. Maria é elevada — por Jesus — até ao Céu.

    É a diferença entre ascensão e assunção: ascensão é mais activa, assunção é mais passiva. Jesus sobe ao Céu pelas Suas próprias forças. Maria é elevada ao Céu na força de Seu Filho Jesus.


    B. No tempo, caminhando para além do tempo



    1. A Igreja sempre acreditou naquilo que o Papa Pio XII viria a formular a 1 de Novembro de 1950, na constituição apostólica «Munificentissimus Deus»: a Virgem Maria, «tendo terminado a Sua missão na terra, foi elevada, em corpo e alma, à glória do Céu».

    Em apoio desta verdade de fé, o Santo Padre invoca o Livro do Génesis (cf. Gén 3, 15), destacando a vitória de Maria sobre o pecado e sobre a morte. A certeza desta vitória sobre a morte é reforçada por São Paulo, na sua Primeira Carta aos Coríntios: «Então se cumprirá a palavra que está escrita [por Isaías 25, 8)]: “a morte foi engolida pela vitória”»(1Cor 15, 55).



    1. Como membro da Igreja, Maria, na Sua assunção, indica o caminho à Igreja. Maria é a garantia de que a Igreja, que caminha no tempo, não se esgota no tempo. O caminho da Igreja só estará concluído além-tempo, na eternidade.

    A Ressurreição de Maria surge, por conseguinte, como a certeza, neste mundo de incertezas, de que cada um de nós caminha para a glória plena, em que Ela já Se encontra. A assunção de Maria ao Céu, em corpo e alma, funciona, por isso, como a garantia de que o homem se salvará na totalidade. Também o nosso corpo ressuscitará. Também o nosso corpo será para Deus.


    C. A vitória dos que costumam ser vencidos



    1. O triunfo de Maria não é um triunfo sobre ninguém nem contra ninguém. O triunfo de Maria é o triunfo da Igreja com toda a humanidade. No fundo, o triunfo de Maria é o triunfo da humanidade: de uma humanidade redimida, de uma humanidade reconciliada, de uma humanidade aberta e acolhedora.

    O triunfo desta humanidade é o triunfo da humildade. Maria mostra que só chega ao alto quem fica ao lado dos que estão em baixo. Só atinge as alturas quem se dispõe a descer às profundezas. Só alcança a luz quem não foge das sombras. É por isso que Maria agradece a Deus por ter olhado para a humildade da Sua serva (cf. Lc 1, 48). Ela reconhece, em linha com o Salmo 138, que Deus olha para quem é humilde (cf. Sal 138, 6).



    1. O triunfo de Maria não é o triunfo dos que costumam vencer. Pelo contrário, é o triunfo daqueles que costumam ser vencidos. Não espanta, portanto, que Maria veja a história ao contrário. Maria sabe que, para Deus, os vencidos são os vencedores e que os pequenos são reconhecidos como grandes.

    O triunfo de Maria é oferecido por Deus, que não sabe — nem quer — ser imparcial. Deus toma partido pelos oprimidos, pelos sofredores, pelos humildes. Deus está ao lado de quem é marginalizado. Como Maria canta no «Magnificat», Deus dispersa os soberbos, derruba os poderosos e esvazia de riqueza os ricos. Em contrapartida, o mesmo Deus enche de bens os que têm fome e eleva os humildes (cf. Lc 1, 51-53).



    D. Adormecimento, não aniquilamento

    1. Neste sentido, podemos — e devemos — olhar para a Assunção de Maria como um despertador da sonolência em que nos deixamos cair. É curioso notar que esta festa também é conhecida — sobretudo no Oriente — como festa da «dormição». Mas trata-se de uma «dormição» que nos provoca um grande abanão. Maria desperta-nos quando «adormece». Aliás, ainda hoje se diz de alguém que morreu após uma vida santa que «adormeceu no Senhor».

    A tradição cristã apresenta-nos a morte como um adormecimento, não como um aniquilamento. Daí que o lugar onde repousam os defuntos tenha o nome de «cemitério», isto é, o «lugar onde se dorme» e não o «lugar onde se morre». Nós, crentes, olhamos para a morte como um «adormecimento» para este mundo transitório e como um «despertador» para o mundo definitivo.



    1. A este propósito, convirá recordar que a «dormição» de Maria é uma das grandes festas das Igrejas Ortodoxas e das Igrejas Católicas Orientais. Trata-se de uma festa que, na maior parte dos casos, também se comemora neste dia 15 de Agosto. Maria também morreu. De resto e como perguntava Severo de Antioquia, se não tivesse morrido, como é que poderia ter ressuscitado? E, afinal, Jesus também morreu. Pelo que, para partilhar a Ressurreição de Cristo, Maria teve que primeiro compartilhar de Sua morte.

    O certo é que, em 1997, São João Paulo II afirmou que Maria experimentou a morte natural antes de ser elevada ao Céu. Como sabemos, o Novo Testamento é omisso nesta matéria, não nos oferecendo qualquer informação sobre as circunstâncias da morte de Maria. Este silêncio leva a supor que tal morte terá ocorrido de forma natural, mas num ambiente totalmente sobrenatural. São Francisco de Sales defende que a morte de Maria constituiu um transporte de amor. Ele fala de uma morte «de amor, no amor e através do amor». Foi ao ponto de dizer que a Mãe de Deus morreu de amor por Seu Filho Jesus.


    E. Do Céu, Ela continua a perfumar a terra



    1. É interessante notar que os nossos irmãos ortodoxos preparam a «dormição» de Maria com um jejum de 14 dias. Eles acreditam que o Seu corpo foi ressuscitado ao terceiro dia após a morte — depois de encontrarem o Seu túmulo vazio — e que ela foi corporalmente elevada aos céus numa antecipação da ressurreição universal dos mortos.

    Os católicos também acreditam que Maria primeiro morreu e depois foi elevada ao Céu. Algumas versões dizem que tudo aconteceu em Éfeso, na Casa da Virgem Maria. Outras versões, mais antigas, indicam que Maria morreu em Jerusalém. Consta que um dos apóstolos — pelos vistos, São Tomé — não estava presente quando Maria morreu. Quando ele chegou, reabriram o túmulo e verificaram que estava vazio. Só restavam as mortalhas. Uma outra tradição afirma que Maria lançava do Céu a Sua cinta para São Tomé como prova de que tinha ressuscitado .

    1. Embora tenha sido definida há relativamente pouco tempo, existem relatos muito antigos sobre a assunção de Maria ao Céu. A Igreja sempre interpretou o capítulo 12 do Apocalipse como fazendo referência à Assunção. A mais antiga narrativa que se conhece é o chamado «Livro do Repouso de Maria». Também muito antigas são as diferentes tradições das chamadas «Narrativas da Dormição dos “Seis Livros”». A Assunção aparece igualmente no livro do «trânsito de Maria», de finais do século V.

    É comum, em muitos lugares, a bênção de perfumes no dia da Festa da Dormição. E não há dúvida de que Maria continua a perfumar a nossa vida com bênçãos sem limite e graças sem fim. Do Céu, Ela continua a perfumar a terra. Deixemo-nos perfumar sobretudo pela vida do Filho de Maria. A alegria desta Mãe é que sigamos, cada vez mais, os passos de Seu Filho, Jesus!

publicado por Theosfera às 05:46

Hoje, 15 de Agosto, é dia da Assunção de Nossa Senhora, de Nossa Senhora da Lapa e de S. Tarcísio.

É Dia Santo de Guarda. É, pois, como se fosse Domingo. Todo o católico tem obrigação de participar na Santa Missa. Aliás, os horários das Eucaristias são, habitualmente, os de Domingo. É como se fosse um Domingo a meio da semana!

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 14 de Agosto de 2019

Hoje, 14 de Agosto, é dia de S. Maximiliano Maria Kolbe, Sta. Anastácia e Sta. Isabel Renzi.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 12 de Agosto de 2019

Hoje, 12 de Agosto, é dia de Sto. Amadeu da Silva, Sta. Hilária, S. João de Riéti e Sta. Joana Francisca de Chantal.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 11 de Agosto de 2019

Obrigado, Senhor, Deus Santo,

fortaleza dos débeis.



Tu és o médico e o medicamento,

a cura e o curador,

o salvador e a salvação,

Tu trazes a melhor terapia,

a terapia da misericórdia e da esperança.



Os mais simples entendem-Te,

os mais humildes procuram-Te,

os mais pobres sentem conforto a Teus pés.





É doloroso o sofrimento,

mas bendita é a Cruz quando a pegamos com amor,

como Tu.



Dá-nos, Senhor,

a força da paz e da determinação em seguir os Teus passos,

em pisar os Teus caminhos.



Que sejamos dignos de Te seguir,

de estar conTigo,

como Maria,

a Tua e nossa querida Mãe,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:52

A. Não ao improviso e excesso de programação

 

  1. A sociedade cada vez tolera menos o improviso. E, no entanto, passamos muito tempo a improvisar. Jesus, neste Domingo, propõe-nos o contrário do improviso. Ele convida-nos à vigilância, à preparação e ao cuidado.

O discípulo não pode viver de braços cruzados, entre o desânimo e o comodismo. Quando a pessoa já não espera nada — ou quando espera que lhe façam tudo —, limita-se a surfar pela vida, sem preparar o que deve fazer em cada momento.



  1. O nosso campo de missão é o lugar, cada lugar, e o momento, cada momento. Em cada lugar e em cada momento, há que estar atento e disponível para acolher o Senhor. A preparação não consiste tanto em distribuir tarefas ou conseguir ferramentas. A preparação consiste sobretudo na disponibilidade para acolher o Senhor que vem: em cada lugar, em cada momento, em cada pessoa.

A Primeira Leitura apresenta-nos as palavras de um sábio, para quem só a atenção a Deus gera vida e felicidade. Neste sentido, nós, cristãos, devemos constituir uma comunidade atenta e vigilante, para saber distinguir o que vale e o que não vale, o que tem valor eterno e o que (só) tem valor efémero.


B. Cuidado com o desperdício do tempo



  1. Por sua vez, a Segunda Leitura apresenta Abraão e Sara como modelos de fé para os crentes de todas as épocas. A sua vida não foi uma vida programada. Foi, antes, uma vida que Deus desprogramou e reprogramou. A atenção e a vigilância de Abraão e de Sara foram determinantes. Atentos aos sinais de Deus, deixaram que Deus desprogramasse e reprogramasse a sua vida. Importantes, para eles, não foram os seus planos, mas o chamamento de Deus.

É curioso que, hoje em dia, ao lado do improviso, encontramos uma tendência para tudo programar e formatar. Parece que seguimos um formato, que executamos como autómatos. Fora desse formato, não funcionamos, só improvisamos. É preciso, pois, estar atento ao chamamento de Deus, aos Seus apelos.



  1. Verdadeiro discípulo é aquele que está preparado para acolher os dons de Deus, para corresponder aos Seus apelos e para participar na construção do Reino.

Não esqueçamos que o maior desperdício é o desperdício do tempo e das oportunidades que vão passando por nós no tempo. Tantas são as vezes em que dizemos que Deus não fala. E, afinal, tantos são os momentos em que, na verdade, nós não O escutamos nem acolhemos.


C. O nosso campo de missão: cada lugar, cada momento



  1. O Evangelho deste Domingo começa com uma referência ao «verdadeiro tesouro» que os discípulos devem procurar. Esse tesouro não se encontra nos bens deste mundo (cf. Lc 12, 33-34). O verdadeiro tesouro é o Reino de Deus e os valores que dele dimanam. Como encontrar — e guardar — este precioso tesouro? A resposta chega-nos através de três quadros ou parábolas, que reforçam precisamente o convite à vigilância.

A primeira parábola (cf. Lc 12, 35-38) convida-nos a ter os rins cingidos e as lâmpadas acesas. Aqui, parece haver uma alusão ao episódio narrado em Ex 12,11. Trata-se da noite da primeira Páscoa, celebrada de pé e «com os rins cingidos», antes da viagem para a liberdade. Somos, assim, convidados a estar preparados para acolher a libertação que Jesus nos vem trazer. O «noivo, que é Jesus, está sempre a propor à «noiva», que somos nós, a comunhão plena com Deus. Jesus é um «noivo fiel, fidelíssimo». Teremos nós vontade de ser fiéis?



  1. A segunda parábola (cf. Lc 12, 39-40) evoca a incerteza da hora em que o Senhor virá. A imagem do ladrão, que chega a qualquer hora, parece uma imagem pouco adequada para falar de Deus. Trata-se, porém, de uma imagem sugestiva para mostrar que o discípulo fiel é aquele que está sempre preparado para acolher o Senhor que vem.

No fundo, não é preciso anunciar porque, a cada instante, Deus está a vir. Nós é que nem sempre marcamos presença quando Deus vem. É bom ter presente que cada evento do homem é um permanente advento de Deus.


D. Maiores dons, maiores responsabilidades



  1. A segunda parábola (cf. Lc 12, 39-40) evoca a incerteza da hora em que o Senhor virá. A imagem do ladrão, que chega a qualquer hora, parece uma imagem pouco adequada para falar de Deus. Trata-se, porém, de uma imagem sugestiva para mostrar que o discípulo fiel é aquele que está sempre preparado para acolher o Senhor que vem.

No fundo, não é preciso anunciar porque, a cada instante, Deus está a vir. Nós é que nem sempre marcamos presença quando Deus vem. É bom ter presente que cada evento do homem é um permanente advento de Deus.



  1. A terceira parábola (cf. Lc 12, 41-48) parece dirigir-se sobretudo aos responsáveis pela Igreja. Aliás, ela surge na sequência de uma pergunta de Pedro.

O que Jesus quer dizer é que os responsáveis pela Igreja devem permanecer fiéis à sua missão, ao seu serviço. Se alguém deles descuida as suas responsabilidades — e usa as funções que lhe foram confiadas de forma negligente ou em benefício próprio — sofrerá as consequências.



  1. Os dois últimos versículos falam-nos do tipo de castigo de acordo com o tipo de desobediência. Quem desobedece intencionalmente será mais castigado; quem desobedece sem intenção será menos castigado. Esta referência às «vergastadas» deve ser entendida no âmbito da linguagem dos pregadores da época. Estas «vergastadas» sinalizam a repulsa de Deus por aqueles que negligenciam a missão que lhes foi confiada.

É provável que São Lucas esteja a pensar em alguns dirigentes cristãos que, por preguiça ou por maldade, perturbavam seriamente a vida das comunidades a que presidiam.


E. Confiança para lá de toda a segurança



  1. «A quem muito foi dado, muito será exigido, a quem muito foi confiado, mais se lhe pedirá» (Lc 12, 48). Não há dúvida de que esta frase é dirigida aos responsáveis. Mas pode aplicar-se a todos os que receberam dons materiais ou espirituais. Tudo o que está em nós não é nosso. Tudo o que está em nós é dom, não posse. Tudo o que está em nós, antes de ser conquistado por nós, foi-nos confiado por Deus.

Se o que está em nós não é nosso, não pode estacionar em nós. Deus quer que tudo aquilo que nos confiou seja repartido para bem de todos. Não deixemos, por isso, que tudo funcione em função do cálculo. Abramo-nos à aventura da fé.



  1. A Carta aos Hebreus apresenta a fé como «garantia dos bens que se esperam e a certeza das realidades que não se vêem» (Heb 11,1). A fé está intimamente conectada com a esperança; ela dirige-se não ao que está programado desde o passado, mas à surpresa do futuro e ao invisível.

A fé inspira confiança para lá de toda e qualquer (humana) segurança. A fé permite-nos ver além do visível, levando-nos para o limiar do invisível. Aquilo que o possível nos homens não consegue o «impossível» de Deus realiza. Não fiquemos pelas nossas possibilidades. Abramo-nos ao «impossível» de Deus. Para Ele, todo o impossível é possível. Só com Deus, o que consideramos impossível se tornará (felizmente) possível!

publicado por Theosfera às 05:13

Hoje, 11 de Agosto (19º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Clara de Assis, Sta. Susana e S. Maurício Tornay.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 10 de Agosto de 2019

Hoje, dia 10 de Agosto, é dia de S. Lourenço e Sta. Filomena.

Refira-se que S. Lourenço é invocado contra a lombalgia e os incêndios. É também o protector das bibliotecas. É ainda o padroeiro dos cozinheiros e dos hospedeiros.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 09 de Agosto de 2019

Hoje, 09 de Agosto, é dia de Sta. Teresa Benedita da Cruz (nome religioso da filósofa Edith Stein), S. Carlos Maria Leisner, S. Samuel de Edessa e S. João de Fermo ou da Alvérnia.

Um santo e abençoado dia para todos!

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