O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 20 de Março de 2019

Hoje, 20 de Março, é dia de Sta. Fotina, Sta. Eufémia, S. Remígio de Estrasburgo, S. Francisco de Palau e Quer e Sta. Maria Josefina do Coração de Jesus.

A Primavera começa às 21h58. Faltam 32 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 19 de Março de 2019

Hoje, 19 de Março (dia do Pai), é dia de S. José (padroeiro da Igreja, dos pais, dos trabalhadores, dos fabricantes de carro, dos marceneiros e da boa morte) e de S. Marcello Callo.

Faltam 33 dias para a Páscoa.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 18 de Março de 2019

Hoje, 18 de Março, é dia de S. Cirilo de Jerusalém, Sto. Alexandre de Jerusalém, Sto. Eduardo e Sta. Maria Amada de Bouteiller.

Faltam 34 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 17 de Março de 2019

Hoje também, Senhor,

na manhã deste Domingo belo,

Tu nos levas ao monte,

a um monte muito alto,

a um monte que és Tu.

 

Hoje de novo,

Tu realizas o mistério da transfiguração.

Transfiguras a vida.

Transfiguras a humanidade.

Transfiguras cada pessoa.

Transfiguras o mundo.

 

A fé é uma contínua transfiguração.

Junto de Ti, somos os mesmos e somos outros.

 

Somos diferentes,

somos melhores,

mais felizes,

mais fraternos,

mais humanos,

mais descentrados de nós,

mais recentrados em Ti.

 

Transfigura-nos, Senhor.

Torna-nos mais amáveis,

mais abertos, solidários e serviçais.

Faz de nós arautos da Boa Nova,

portadores da Esperança

e mensageiros do Amor e da Paz.

 

Como Pedro, dizemos:

«Que bom é estarmos aqui»!

Que bom é estar conTigo, Senhor.

Que bom é sentir a Tua presença.

 

Também hoje, ouvimos a voz do Pai:

«Tu és o Filho muito amado».

Que nós Te escutemos

e que escutemos aqueles que são amordaçados.

 

Que, ao descermos o monte,

não percamos a energia.

 

Que, lá em baixo, em cada dia,

nós sejamos missionários do Teu amor.

 

Que participemos na transfiguração deste mundo.

Que não desanimemos perante as dificuldades

e que a todos levemos o eco da Tua paz,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:30

A. Em modo de preparação para a Paixão



    1. Eis um episódio belo, denso e intenso. Eis um episódio marcante na vida de Jesus e na vida dos discípulos de Jesus. É um episódio tão marcante que o Novo Testamento nos apresenta, dele, quatro versões. Além desta — de São Lucas (cf. Lc 9, 28-36) —, temos as versões de São Marcos (Mc 9, 2-10), de São Mateus (Mt 17, 1-9) e de São Pedro (2Ped 1, 16-18).

    Não espanta, por isso, que a Igreja evoque este acontecimento duas vezes em cada ano: no Segundo Domingo da Quaresma e no dia 6 de Agosto. A festa da Transfiguração do Senhor é celebrada no Oriente desde o século V e no Ocidente desde 1457.



    1. Situada entre os dois anúncios da Paixão e da Morte de Jesus (cf. Mc 8, 31-33; 9, 30-32), a Transfiguração prepara os Apóstolos para a vivência dessa mesma Paixão e Morte. Assim, quando virem Jesus na Sua condição de Servo, estarão mais bem preparados para não esquecerem a Sua condição divina.

    Também hoje, Jesus quer preparar-nos para a vivência do Seu mistério pascal. No fundo, Jesus torna bem claro que o Seu projecto não passa por triunfos humanos, mas pela oferta da vida na Cruz. Jesus sobe para o alto, mas não para o alto do poder. Jesus sobe descendo. Também nós só subiremos até Jesus descendo com Jesus.


    B. Jesus transfigura-Se e transfigura-nos



    1. Depois de terem ouvido falar do caminho da Cruz, os discípulos foram certamente acometidos pelo desânimo e pela frustração. À primeira vista, tudo parece encaminhar-se para um rotundo fracasso. E, no seu pensar, não era só o projecto de Jesus que fracassava. Fracassavam também os sonhos de glória, de honras e de triunfo dos Seus seguidores.

    É muito provável que se perguntassem: valeria a pena seguir um mestre que nada mais tem para oferecer do que a morte na Cruz? É neste contexto que São Lucas insere o episódio da Transfiguração. Trata-se de uma forma de motivar os discípulos — e os crentes, em geral —, pois, na Transfiguração, manifesta-se a glória de Jesus e atesta-se que Ele é, apesar da morte que se aproxima, o Filho muito amado por Deus (cf. Lc 9, 35).



    1. Jesus transfigura-Se para nos transfigurar. A Sua figura altera-se para que toda a nossa vida se transforme. Agora, já não contam os nossos planos; a partir de agora, só devem contar os planos de Jesus. Temos diante de nós uma teofania, ou seja, uma manifestação de Deus. O autor do relato tem a preocupação de nos fornecer todos os ingredientes que acompanham as manifestações divinas: o monte, a voz do céu, as aparições, as vestes brilhantes, a nuvem e até o medo típico destas ocasiões.

    A iniciativa é sempre de Jesus. Tal como tomou conSigo Pedro, Tiago e João, também hoje nos toma, a nós, com Ele. É Ele que nos atrai, é Ele que nos convida, é Ele que nos faz subir até ao monte alto da Transfiguração. Na Transfiguração, tudo é diferente com Jesus e tudo será diferente em nós se nos dispusermos a transfigurar-nos em Jesus.


    C. Este não é o tempo de fazer as «tendas»



    1. A brancura das vestes de Jesus não era terrena (cf. Lc 9,29). Nós, na terra, somos convidados a transfigurar-nos em seres não apenas terrenos. A aparição de Elias juntamente com Moisés (cf. Lc 9, 30) é como uma espécie de adesão do Antigo Testamento em relação a Jesus. Ele é o esperado. Ele é o Messias anunciado pela Lei (figurada em Moisés) e antecipado pelos Profetas (representados por Elias).

    Ele é o novo Moisés, aquele que vai guiar o povo para a verdadeira libertação, já não pelas águas do Mar Vermelho, mas pelas águas do Baptismo. E Ele é o definitivo profeta, que transfigura o nosso ser e nos encaminha para a Verdade e para a Vida (cf. Jo 14, 6).



    1. A reacção de Pedro é compreensível. Ele sente que é bom estar ali, com Jesus transfigurado (cf. Lc 9, 33). Por isso, quer fazer três tendas (cf. Lc 9, 33). Acontece que Pedro não sabia — nem podia saber — o que estava a dizer (cf. Lc 9, 33). Ele queria já permanecer com Jesus glorioso. Só que, antes, é preciso acompanhar Jesus crucificado. Sabemos que tal não foi fácil para Pedro. Será que é fácil para algum de nós?

    Antes de armar a tenda junto de Jesus glorioso, é preciso levar Jesus junto de tantos que não têm tendas: nem para dormir, nem para comer, nem para viver, nem para trabalhar. Este ainda não é o tempo de descansar com Jesus. Este é o tempo para, incansavelmente, anunciar Jesus.

     

    D. Ainda não podemos vê-Lo, mas já podemos escutá-Lo

    1. Não é por acaso que a voz de Deus se faz ouvir através de uma nuvem. A nuvem é o que não deixa ver ou não deixa ver bem. A nuvem é, por isso, o que nos faz sentir que não sabemos tudo e que nem sequer sabemos o bastante. Mas se a nuvem nos impede de ver com nitidez, não nos impede de escutar com atenção. É da nuvem que o Pai fala (cf. Lc 9, 35). É na nuvem que devemos escutar o Pai que fala. Enfim, não devemos andar nas nuvens, mas devemos escutar o se diz na nuvem.

    Na Sagrada Escritura, Deus surge, muitas vezes, através das nuvens. É natural que, ao olhar para uma nuvem, só reparemos na obscuridade, no cinzento ou em tons ainda mais carregados. Era bom que nos habituássemos a estar atentos também à sua leveza e à sua subtileza. A grande luz é a que nos vem de além das nuvens, não a que se enxerga imediatamente para cá das nuvens.



    1. É preciso ter em conta que, segundo a Bíblia, a presença de Deus está envolvida por «nuvens e trevas» (cf. Sal 97, 2). Como bem frisou Karl Rahner, nem a palavra Deus é adequada para dizer Deus. A própria palavra Deus é uma criação humana.

    Por conseguinte, quando falamos sobre Deus, falamos habitualmente do que os seres humanos têm dito sobre Deus. Alguém pode garantir que tal dizer sobre Deus corresponde cabalmente ao ser de Deus? Santo Agostinho não alimentava ilusões: «Por mais altos que sejam os voos do pensamento sobre Deus, Ele está sempre mais além».


    E. Só Deus deixa ver Deus



    1. Deus é luz (cf. Sal 27, 1), mas, como avisa São Paulo, parece habitar numa luz inacessível, numa luz que ninguém vê (cf. 1Tim 6, 16). A morada de Deus parece ser a nuvem (cf. Sal 97, 2), que é um manto de obscuridade que se interpõe entre nós e a luz. Mesmo assim, Deus não deixa de vir ao nosso encontro. E se não vemos o Seu rosto na nuvem, sempre podemos ouvir a Sua voz entre as nuvens (cf. Êx 24, 6; Mt 17, 5).

    Para ver Deus, precisamos de Deus. Só na Sua luz encontramos a luz (cf. Sal 36, 5). É por isso que Deus envia o Seu Filho. Ele é a luz de Deus para cada homem (cf. Jo 1, 9) e para todo o mundo (cf. Jo 8, 12). Como confessamos no Símbolo, Jesus é a «luz da luz». É a luz que nos deixa ver a Luz.



    1. Com Abraão, que cada um de nós diga: «Aqui estou» (Gén 22, 1). Que cada um de nós esteja atento quando Deus nos visita, ainda que nos visite através de alguma das muitas nuvens que se atravessam nos nossos caminhos. Que cada um de nós esteja atento quando Deus nos fala. E que cada um de nós não esmoreça — nem desfaleça — diante dos obstáculos.

    Como recorda São Paulo, «se temos Deus por nós, quem poderá estar contra nós?» (Rom 8, 31). Deus ofereceu-nos o melhor que tinha, o melhor que tem: o Seu próprio Filho, que Ele entregou para dar a vida por nós (cf. Rom 8, 32). Se Deus dá o melhor por nós, como é que nós não havemos de dar o melhor a Deus?

publicado por Theosfera às 05:49

Hoje, 17 de Março (Segundo Domingo da Quaresma), é dia de S. Patrício (padroeiro dos mineiros), S. José de Arimateia e Sto. Ambrósio de Alexandria.

Faltam 35 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

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Sábado, 16 de Março de 2019

Hoje, 16 de Março, é dia de Sta. Eusébia, Sto. Heriberto (invocado para pedir a chuva) e Sto. Abraão, solitário.

Faltam 36 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

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Sexta-feira, 15 de Março de 2019

Hoje, 15 de Março (Abstinência), é dia de S. Raimundo de Calatrava, Sta. Luísa de Marillac, Sta. Lucrécia, S. Plácido Riccardi e S. Clemente Hofbauer.

Faltam 37 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

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Quinta-feira, 14 de Março de 2019

Hoje, 14 de Março, é dia de Sta. Matilde, Sta. Florentina e S. Giácommo Cusmáno.

Faltam 38 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

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Quarta-feira, 13 de Março de 2019

Hoje, 13 de Março, é dia de S. Rodrigo, S. Salomão, Sta. Eufrásia e S. Nicéforo.

Faltam 39 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 12 de Março de 2019

Hoje, 12 de Março, é dia de S. Luís Orione, Sta. Josefina, Sto. Inocêncio I e Sta. Ângela Salawa.

Faltam 40 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 11 de Março de 2019

Hoje, 11 de Março, é dia de Sto. Eulógio, S. Vicente Abade, S. Ramiro, S. Trófimo e S. Tales.

Faltam 41 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 10 de Março de 2019

Eis-nos chegados, uma vez mais,

ao tempo da conversão,

ao tempo da mudança,

ao tempo da transformação.



Quaresma é tempo de penitência,

mas não é tempo de tristeza.



É oportunidade de sermos diferentes,

de nos abrirmos a Deus

e de pensarmos mais nos outros.



É convite a vencermos o egoísmo

e a partilharmos o que somos e o que temos

com os que mais sofrem.



É sermos o sorriso de Deus na penumbra triste do mundo.

É sermos o ombro onde repousam as mágoas de tantos corações.

É sermos o rosto onde desagua o pranto de tantas vidas.



A Quaresma não nos rouba a alegria

e até nos pode acrescentar felicidade.



Vamos fazer jejum e abstinência da comida e da bebida,

mas também das palavras agressivas e dos sentimos violentos.



Vamo-nos abster da superficialidade e do egoísmo,

dos juízos apressados e dos julgamentos implacáveis.



Vamos acompanhar Jesus pelo deserto e pelas ruas de Jerusalém.

Ele acompanha-nos em cada instante da nossa vida.



Vamos acolher o dom.

Vamos ser dom.

Vamos ser a ressonância do grande dom, do único dom:

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:28

A. Precisamos de muito tempo para acordar

  1. Eis-nos chegados, uma vez mais, ao tempo santo da Quaresma. Eis-nos chegados, uma vez mais, a este tempo de graça e de luz, a este tempo totalmente centrado em Jesus. Eis-nos chegados, uma vez mais, a este tempo de conversão, que há-de começar bem dentro do nosso coração. Não é para que tudo fique igual que vamos percorrer o itinerário quaresmal. É para que tudo possa ser diferente que o apelo à mudança se torna mais presente.

A Quaresma tornou-se um tempo demorado porque o nosso coração nem sempre está acordado. Precisamos de um longo despertar para a nossa vida transformar. Por isso, necessitamos de um prolongado caminho de purificação porque ainda estamos muito distantes de Deus e do nosso irmão.

 

  1. Nos primeiros tempos, a celebração da Páscoa não precisava de um grande período de preparação porque toda a vida cristã era acolhida como uma contínua via de purificação. Nessa altura, a Páscoa era antecedida apenas de dois dias de jejum. Tratava-se, porém, de um jejum absoluto. Nada se comia, nada se bebia.

No século III, começou a observar-se o jejum — embora de um modo menos rigoroso — também nos restantes dias da semana anterior à Páscoa. Até Quinta-Feira Santa, podia comer-se pão e beber-se alguma água. Na Sexta-Feira Santa e no Sábado Santo, o jejum era total.

 

B. Jejum frequente e penitência constante

 

3. Como sabemos, este era um tempo em que o jejum era frequente e a penitência era constante. Estávamos numa época em que os cristãos viviam tão entranhadamente a fé que não havia necessidade de criar um tempo especial para fomentar a conversão. Nem o martírio os demovia. Nem a iminência da morte amortecia a eminência da fé.

Foi após a Paz de Constantino, no século IV, que as perseguições terminaram e que parece ter afrouxado um pouco a radicalidade na vivência do Evangelho. Então, a Igreja resolveu introduzir um tempo para ajudar os cristãos a tomarem maior consciência das implicações do Baptismo.

 

  1. A primeira referência a um período de 40 dias de preparação para a Páscoa aparece no Concílio de Niceia (325). No final do século IV, tal costume já se tinha difundido amplamente, tanto no Oriente como no Ocidente. Este tempo de 40 dias de jejum e oração procura ser uma reprodução do tempo — igualmente de 40 dias — que Jesus fez de jejum antes de começar a Sua vida pública (cf. Mt 4, 2).

No Ocidente, a Quaresma durava seis semanas, o que dava um total de 42 dias. Acontece que, aos domingos, os cristãos estavam isentos de jejuar. Como havia seis domingos antes da Páscoa, restavam, assim, 36 dias de penitência.

 

C. Quantos dias de Quaresma, afinal?

 

5. Foi no século VII que se acrescentaram mais quatro dias. A Quaresma começou a ter o seu início na quarta-feira anterior ao primeiro Domingo. Terá sido o Papa Urbano II que, em 1099, determinou que essa quarta-feira recebesse o nome de «Quarta-Feira de Cinzas».

É por isso que, se repararmos bem, entre a Quarta-Feira de Cinzas e o Domingo da Páscoa da Ressurreição, contamos 46 dias. Descontando os seis domingos, ficamos com 40. Uma vez que os domingos não eram dias de jejum, havia até quem usasse de um preciosismo extremo ao dizer «domingos “na” Quaresma» e não «domingos “da” Quaresma». Actualmente, a Quaresma termina na Quinta-Feira Santa. Com a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na tarde dessa mesma Quinta-Feira, inicia-se o denominado «Tríduo Pascal», que termina com as Vésperas do Domingo da Páscoa.

 

  1. As regras do jejum foram redefinidas no século V. Em cada um dos dias da Quaresma, só era permitida uma refeição, ao final da tarde. A carne nunca era permitida, nem sequer aos domingos. Também o peixe e — em muitos lugares — os ovos e os produtos lácteos eram absolutamente proibidos.

Entretanto, as normas foram mudando. O peixe passou a ser aceite e a abstinência de carne circunscreveu-se apenas à Quarta-Feira de Cinzas e às sextas-feiras. Do mesmo modo, os produtos lácteos começaram a ser permitidos. Actualmente, o jejum e a abstinência estão preceituados somente para a Quarta-Feira de Cinzas e para a Sexta-Feira Santa. A abstinência deve ser observada em todas as sextas-feiras.

 

C. Porquê 40 dias?

 

7. O número 40 tem uma força simbólica muito grande. Na verdade, 40 foram os dias e as noites do dilúvio (cf. Gén 7, 4-12); 40 foram os dias de jejum de Moisés no Sinai (cf. Ex. 34, 28); 40 foram os anos de peregrinação do povo eleito pelo deserto (cf. Ex 16. 35); 40 foram os dias de jejum de Elias (cf. 1Rs 19, 8); e, como sabemos, 40 foram os dias de jejum de Jesus no deserto (cf. Mt 4, 2).

Santo Agostinho viu no número 40 um símbolo do tempo deste mundo. Trata-se, essencialmente, de um tempo de preparação para algo novo. Nem Jesus Se privou de um tempo de preparação para a Sua pregação e ministério. Daí que o mesmo Santo Agostinho tenha estabelecido um paralelismo entre os 40 dias antes da Páscoa e os 50 dias depois da Páscoa, que simbolizam a novidade da ressurreição. É para esta vida nova que nos preparamos antes: pela oração, pela penitência e pela partilha.

 

  1. Tendo em conta o alerta do Papa Francisco — «o Cristianismo ou é concreto ou não é Cristianismo» —, gostaria de deixar aqui algumas propostas muito concretas para a vivência deste tempo santo. Diria que são os «5 mais» e os «5 menos» para esta Quaresma.

Assim, propunha que, a partir de hoje, procurássemos mais interioridade, mais participação na Eucaristia, mais Confissão, mais despojamento e mais atenção aos outros. Ao mesmo tempo, era bom que começasse a haver menos distracção, menos murmuração, menos poluição, menos consumo e menos velocidade.

 

E. Propostas muito concretas

 

9. Permiti que acrescente mais cinco sugestões muito simples: cinco minutos por dia para visitar o Santíssimo Sacramento; cinco minutos por dia de meditação; leitura de cinco versículos por dia da Bíblia; participação na Via-Sacra e visita aos doentes, idosos e abandonados.

Permiti que insista particularmente no Sacramento da Reconciliação. O objectivo é precisamente para que nos voltemos a conciliar com a vida nova recebida no Baptismo. Se o pecado é grande, a graça que vence o pecado é muito maior. Se o assédio do pecado é contínuo, a presença da graça é ainda mais constante. A Confissão é — para usar uma expressão da Liturgia — uma «segunda tábua de salvação depois do Baptismo». Com muita propriedade, os escritores cristãos antigos chamavam-lhe «Baptismo laborioso». A Confissão devolve a graça que o Baptismo nos oferece e que o nosso pecado obscurece.

 

  1. Vivamos, então, a Quaresma com seriedade, o que muito nos ajudará a celebrar a Páscoa com alegria. Despojemo-nos da carne e do peixe caro, levando um pouco de pão a quem nada tem para comer. Façamos também, de vez em quando, jejum do automóvel desanuviando o ambiente. Façamos igualmente jejum do cigarro, contribuindo para a nossa saúde e para a saúde dos nossos semelhantes. E façamos total jejum das intrigas, das insinuações e das calúnias. Façamos total jejum dos juízos precipitados, das acções agressivas e dos sentimentos violentos.

Deixemos que a bondade brilhe, que a paz reluza, que a justiça floresça e que o amor vença. O tempo de Deus chegou. O tempo de Deus chegou. Convertamo-nos à Boa Nova!

publicado por Theosfera às 05:48

Hoje, 10 de Março (Primeiro Domingo da Quaresma), é dia dos Santos Mártires de Sebaste, S. Macário de Jerusalém e Sta. Maria Eugénia Milleret.

Faltam 42 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 09 de Março de 2019

Hoje, 09 de Março, é dia de S. Domingos Sávio, Sta. Francisca Romana e S. Gregório de Nissa.

Faltam 43 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 08 de Março de 2019

Hoje, 08 de Março (Abstinência), é dia de S. João de Ávila e S. João de Deus, padroeiro dos doentes e moribundos e protector dos enfermeiros católicos e respectivas associações.

Faltam 44 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 07 de Março de 2019

Hoje, 07 de Março, é dia de Sta. Perpétua, Sta. Felicidade e S. Paulo, o Simples.

Faltam 45 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 06 de Março de 2019

Hoje, 06 de Março (Quarta-Feira de Cinzas), é dia de S. Cónon, o Jardineiro, e Sto. Olegário. É o início da Quaresma. É dia de Jejum e Abstinência.

Faltam 46 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Hoje, 05 de Março (Último Dia antes da Quaresma), é dia de S. João José da Cruz, S. Teófilo e Sto. Adriano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 04 de Março de 2019

Hoje, 04 de Março, é dia de S. Lúcio I, S. Casimiro e Sto. Humberto III de Sabóia.

Penúltimo dia antes da Quaresma.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 03 de Março de 2019

Tu, Senhor, és vida.

Tu, Senhor, és fonte de vida.

Tu, Senhor, és recomeço de vida.

 

Obrigado, Senhor, por nos tocares.

Por te aproximares de nós com tanto afecto,

com tanto amor.

 

Obrigado por Te fazeres um de nós

e por nos devolveres à vida

mesmo depois de todas as nossas quedas.

 

É tão admirável o Teu procedimento

que, mesmo quando nós não damos conta de Ti,

 

Tu já estás connosco,

Tu já estás em nós.

 

É tão maravilhosa a Tua presença.

É tão intensa a Tua paz.

É tão imenso o Teu amor.

 

Vivemos um tempo de desânimos e desalentos,

de tristezas muitas e angústias mil.

 

Mas Tu, Senhor, não desistes de nós,

mesmo quando algum de nós desiste de Ti.

 

Tu estás sempre a presentear-nos com as Tuas oportunidades.

Tu és vida antes da vida.

Tu és vida depois da vida.

Tu és sempre vida,

vida sem fim.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

 

Cura-nos por dentro.

Transforma-nos a partir do fundo.

 

Dá-nos um novo coração,

um coração como o Teu,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:27

A. Quem diz mal dos outros dirá bem de si?



  1. Há quem diga que gosta muito de «debater», mas, no fundo, do mais gostamos é de «bater». Nesta vida, não falta quem «bata» com a verdade (como sucede com a difamação) e — o que é mais grave — não escasseia sequer quem «bata» com a mentira (como acontece na calúnia).

Acresce que quem diz mal dos outros acaba por dizer mal de si. Aliás, já Freud confessava que, «quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais sobre Pedro do que sobre Paulo». De facto, quem fala mal dos outros está, no fundo, a destapar a maldade que só leva a ver mal nos outros.



  1. Diz a experiência que falar mal dos outros é, muitas vezes, uma estratégia para que não se repare no mal que há em nós. Jesus teve, aliás, o cuidado de denunciar esta tendência com a máxima veemência: «Porque olhas o argueiro que o teu irmão tem na vista e não reparas na trave que está na tua? Como podes dizer a teu irmão: “Irmão, deixa que tire o argueiro que tens na vista”, se tu não reparas na trave que está na tua?» (Lc 6, 41-42).

É que o nosso mal pode ser maior que o mal do nosso irmão. É por isso que só Deus está em condições de julgar (cf. Deut 1, 17). Todos nós somos débeis; ninguém está acima de ninguém. Quem se coloca acima dos outros acaba por cair com os outros. Não é por acaso que o povo diz que «quem com ferros mata com ferros morre».


B. Será proibido falar bem da Igreja?



  1. É preciso pôr fim a esta propensão para falar mal do irmão. É imperioso pôr fim a esta tendência para a maledicência e também para a «malescrevência» e a «maleficência». Com efeito, dizer mal dos outros leva a escrever mal dos outros e a fazer mal aos outros.

Aparentemente, parecemos conviver «pacificamente» com isso. Dá a impressão de que aceitamos — sem grandes sobressaltos — que se diga mal de alguém, que se escreva mal sobre alguém e que se faça todo o tipo de mal a alguém. Não espanta, pois, que a nossa comunicação, apesar de ter o nome de «social», esteja a ser uma comunicação cada vez mais associal. É que a nossa comunicação está a socializar-nos cada vez menos uma vez que nos afasta dos outros, incidindo quase sempre sobre o que há de pior sobre eles.



  1. Este problema está, entretanto, a afectar não só a nossa relação com os mais distantes, mas também com os mais próximos. É por isso que, hoje em dia, a «xenofobia» coexiste com uma emergente «oikofobia». Ou seja, como se não bastasse a aversão que muitos têm pelos estranhos, está a despontar uma crescente aversão pelos mais próximos.

Basta ver o que acontece em casa e o que, para nosso pesar, também vai acontecendo na Igreja. Se a violência doméstica não dá sinais de abrandar, a intriga eclesial não pára de nos torturar. Falar mal da Igreja é um «desporto» a que muitos se dedicam sem o menor recato ou o mais leve pudor. Será proibido falar bem da Igreja?


C. Que seria do mundo sem a Igreja?



  1. Será curial silenciar o bem que se pratica na Igreja? Dizem que o positivo não vende e que só o negativo rende: «A boa notícia não é notícia». Como notou Henri de Lubac, a tentação da crítica pela crítica, nos tempos que correm, é muito frequente e bastante apelativa.

Parafraseando o Padre Manuel Antunes, dir-se-ia que «o negativo prevalece sobre o positivo, os defeitos sobre as qualidades e os defeitos das nossas qualidades sobre as qualidades dos nossos defeitos». Com tanta predisposição para publicitar as suas fraquezas, pode acontecer que alguém conclua que na Igreja nada há de positivo.



  1. Esta situação contribui para criar um ambiente eclesiodepressivo e para disseminar uma mentalidade eclesiofóbica. Dir-se-ia que, acerca da Igreja, só o mal — não o bem — cá para fora vem. Porque é que — sem vaidade, mas também sem vergonha — não acendemos as luzes, que excedem em muito as sombras? Será que a única forma de debater a Igreja é bater na Igreja?

É preciso não ter medo de dizer que foi a Igreja que introduziu as bases do sistema universitário e do direito internacional. E que pensar da rede mundial de assistência aos mais pobres que a Igreja continua a assegurar? A moldura da nossa Europa foi desenhada a partir dos mosteiros. Os monges ao fervor espiritual aliaram sempre um forte progresso civilizacional. Foram eles que lançaram centros de ensino, redes de fábricas e até métodos de criação de gado.


D. A Igreja é bela até no reconhecimento das suas fraquezas



  1. Enquanto «tangibilidade histórica da presença de Deus» (Karl Rahner), a Igreja é portadora de um legado muito belo, que nos devia encher de alegria e encharcar de gratidão. As suas falhas são o preço que ela paga por não excluir ninguém. Como bem percebeu Henri de Lubac, a Igreja «não é uma academia de sábios, nem um cenáculo de intelectuais sublimes, nem uma assembleia de super-homens».

Pelo contrário, «os miseráveis de toda a espécie têm cabimento na Igreja». Não são eles os que mais precisam dela? Já São Cipriano notara que os cristãos «não são filósofos nas palavras, mas nos factos; não dizem grandes coisas, mas procuram fazê-las». E não há dúvida de que, entre essas grandes coisas, está o reconhecimento das suas próprias debilidades e fraquezas.



  1. Quem tem uma cultura de arrependimento e de perdão como a Igreja? Quem apela ao exame de consciência como a Igreja? Quem luta contra os erros como a Igreja? Mas, ao mesmo tempo, quem estende a mão aos que erram como a Igreja?

Temos de perceber que a Igreja, Corpo de Cristo, é santa na sua cabeça e pecadora nos seus membros. A santidade vem-lhe de Cristo; o pecado enxerta-se-lhe por cada um de nós. Perguntar-se-á como é que o Corpo de Cristo pode estar forrado com uma «massa tão grosseira» (Henri de Lubac). Sucede que nem o pecado dos seus membros impede que a cabeça faça fluir a santidade. A Igreja posiciona-se, na maneira de ver de Santo Ireneu, como «a câmara de tesouro onde os Apóstolos depositaram a verdade que é Cristo».


E. Nunca desliguemos Cristo da Igreja nem a Igreja de Cristo



  1. O pecado introduz-se na Igreja quando os membros da Igreja seguem mais o mundo do que a Cristo. O pecado é vencido na Igreja quando os membros da Igreja vivem unidos a Cristo, testemunhando-O no mundo. Trata-se, no fundo, de pôr em prática o que Jesus Cristo propõe: «O discípulo deve ser como o seu mestre» (Lc 6, 40).

É próprio do discípulo seguir o mestre, procurando viver como o seu mestre. Sem o nosso Mestre, que Se apresentou como sendo a luz (cf. Jo 8, 12), andamos na cegueira. E se estamos cegos, como é que podemos fazer brilhar a luz? «Pode um cego guiar outro cego?» (Lc 6, 39).



  1. Só na luz que é Cristo Jesus, reencontraremos a luz. Depender de Cristo não é humilhante; pelo contrário, é profundamente revigorante. É isto o que, aliás, ocorre a partir do Baptismo. Dir-se-ia que o cordão umbilical é desligado da nossa mãe para nos religar a Cristo. Se Cristianismo vem de Cristo, que podemos ser além de Cristo? O Cristianismo não é uma redundância; é uma novidade. Ser cristão não é uma mera confirmação da vida; é uma proposta de transformação da existência. Deste modo, não somos cristãos para ser como nos apraz, mas para incorporar a vida que Cristo nos traz. O cristão não é ele; é Cristo nele (cf. Gál 2, 20). Nunca desliguemos Cristo da Igreja e religuemos sempre a Igreja a Cristo.



Tudo isto reclama uma contínua aprendizagem e requer uma permanente conversão. Seremos nós mesmos quando nos centrarmos n’Aquele que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida (cf. Mt 20, 28). Por conseguinte, não falemos mal de ninguém e não façamos mal a ninguém. Façamos como Jesus: aonde virmos crescer o mal levemos uma semente de bem. Nunca esqueçamos isto: o mundo só será melhor com o amor de Jesus Cristo!

publicado por Theosfera às 05:53

Hoje, 03 de Março (Oitavo Domingo do Tempo Comum), é dia de Marino, Sto. Astério, S. Frederico de Hallam, S. Liberto, S. Samuel, S. Miguel Pio e Sta. Catarina Maria Drexel.  É o último Domingo antes da Quaresma.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 02 de Março de 2019

Hoje, 02 de Março, é dia dos Mártires dos Lombrados, Sta. Inês da Boémia e Sta. Ângela da Cruz Guerrero González.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 01 de Março de 2019

Hoje, 01 de Março, é dia de S. Rosendo, Sto. Albino e Sta. Eudóxia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2019

Hoje, 28 de Fevereiro, é dia de S. Torcato, S. Romão, S, Lupiccino, Bem-Aventurado Daniel Brottier e Bem-Aventurado Augusto Chapdelaine.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2019

Hoje, 26 de Fevereiro, é dia de S. Porfírio de Gaza, S. Nestor e S. Vítor de Arcis.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Hoje, 25 de Fevereiro, é dia de Sto. Avertano, S. Romeu, S. Sebastião de Aparício, Bem-Aventurado Luís Versiglia e Bem-Aventurado Calisto Caravário. Faltam 10 meses para o Natal.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 24 de Fevereiro de 2019

Obrigado, Senhor, Deus Santo,

fortaleza dos débeis.

 

Tu vens lançar fogo à terra,

não o fogo da guerra nem da injustiça,

mas o flamejante fogo da paz e da concórdia,

da misericórdia e da esperança.

 

Tu provocas a divisão,

não porque a desejes,

mas porque sabes que quem Te segue

encontra o que Tu encontraste:

a divisão, a incompreensão e a perseguição.

 

É doloroso o sofrimento,

mas bendita é a Cruz quando a pegamos com amor,

como Tu.

 

Dá-nos, Senhor,

a força da paz e da determinação em seguir os Teus passos,

em pisar os Teus caminhos.

 

Que sejamos dignos de Te seguir,

de estar conTigo,

como Maria,

a Tua e nossa queridão Mãe,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:33

A. O Evangelho também nos lê



  1. Nós lemos o Evangelho, mas o Evangelho também nos lê. Nós vemos o Evangelho, mas o Evangelho também nos vê. Nós interpretamos o Evangelho, mas o Evangelho também nos interpreta. Nós lançamos palavras acerca do Evangelho, mas o Evangelho também lança palavras para nós.

O Evangelho já está adequado a nós. O importante, agora, é que nós nos adequemos ao Evangelho. Em Cristo, Deus faz-Se o que nós somos. Estaremos nós dispostos — no mesmo Cristo — a fazermo-nos o que Deus é? Teremos vontade de viver à maneira do Evangelho?



  1. As palavras do Evangelho são mais do que palavras de demonstração. Elas são, acima de tudo, palavras de mostração. A principal preocupação do Evangelho é mostrar Deus. E, nessa medida, é mostrar como deve ser a nossa vida a partir de Deus.

Há, desde já, que perguntar. Nós, que tanto procuramos demonstrar Deus, que fazemos para mostrar Deus? Em relação a Deus, a razão tenta demonstrá-Lo, mas só o amor consegue mostrá-Lo. É por isso que a razão pode convencer, mas é o amor que nos faz viver. Tendo em conta que Deus é amor (cf. 1Jo 4, 8.16), será sempre pela via do amor que aproximaremos Deus das pessoas e as pessoas de Deus.


B. Amor para sempre, amor para todos



  1. É por isso que o Evangelho preceitua o amor: o amor para sempre e o amor para todos. Para o cristão, o amor nunca pode ser limitado nem selectivo. Para o cristão, o amor jamais pode deixar alguém de fora. Os que o merecem estão à espera dele. E os que o não merecem são os que mais precisam dele.

Daí que Jesus ordene para não amarmos apenas os que nos amam (cf. Lc 6, 32). Isso é o trivial, o humano. Desumano seria odiar quem nos ama. Só que o cristão deve ir mais longe. O seu amor há-de incluir os amigos, mas sem excluir os inimigos. É esta a suprema provocação de Jesus: «Amai os vossos inimigos» (cf. Lc 6, 27. 35).



  1. Eles podem não querer, mas nós não podemos deixar de oferecer. Dir-se-ia que o amor é ainda mais necessário junto daqueles que vivem ao contrário. É certo que não é fácil conquistar para o amor quem chafurda nas lamacentas passadeiras do ódio. Há mesmo quem pense que as duas coisas mais difíceis são converter a água em vinho e transformar o inimigo em amigo.

Mas há que tentar. Há, pelo menos, que não desistir de tentar. No mínimo, não sejamos inimigos dos nossos inimigos. É que, se respondemos com ódio ao ódio, acabamos por contribuir para semear mais ódio.


C. Deixemos o juízo para Deus



  1. Se os «profissionais do ódio» vão ao ponto de odiar aqueles que amam que os «profissionais do amor» não desistam de amar, mesmo aqueles que odeiam. O amor não vence quando se vinga; o amor só triunfa quando perdoa. Assim sendo, o bem deve ser feito até àqueles que odeiam (cf. Lc 6, 27).

É preciso bendizer até aqueles que maldizem (cf. Lc 6, 28), sabendo que a nossa tendência é para maldizer até aqueles que bendizem. É claro que tudo isto requer uma dose sobre-humana de autodomínio, de contenção e de paciência. A quem bater numa face, o caminho não é bater na face do outro, mas dar a face ao outro para que, eventualmente, ele continue a bater (cf. Lc 6, 29). Mas quem está disposto a isso?



  1. A vingança será humana, mas só o perdão é cristão. Daí a insistência de Jesus: «Perdoai» (Lc 6, 37). Não «vingai», mas «perdoai». O primeiro passo é não julgar e não condenar: «Não julgueis» e «Não condeneis» (Lc 6, 37).

Infelizmente, estamos num mundo — e vivemos num tempo — que banaliza os julgamentos severos e as condenações impiedosas. Deixemos o juízo para Deus (cf. Deut 1, 17). Só Ele está em condições de julgar. E evitemos todas as condenações. Habituemo-nos a dar novas oportunidades. Os que erram uma vez podem acertar noutra vez. E, afinal, quem não erra, quem não cai? Será curial negar aos outros o que reclamamos para nós?


D. Que seria do homem sem a misericórdia de Deus?



  1. Como se julgar — e condenar — já não fosse censurável, temos uma assustadora inclinação para julgar — e condenar — com base em meras suspeitas e preconceitos. Quantas vezes culpamos quem está inocente, acabando por inocentar quem está verdadeiramente culpado! Mas mesmo para quem está culpado estendamos as mãos, em vez de virar as costas. Quem furta uma vez não é necessariamente um ladrão. É alguém que certamente falhou e que, por tal motivo, precisa de ser ajudado para não voltar a cair.

É urgente instaurar no mundo uma cultura da tolerância, da clemência e da compaixão. Estamos cansados de tanto radicalismo implacável, que condena sem julgar e que julga sem dar oportunidade de defesa. No fundo, precisamos de dar mais guarida aos sentimentos do que aos ressentimentos. É o amor que tem de imperar se o mundo quisermos mudar. Não há outra via. Nada mais devolverá ao mundo o sentido e a alegria. Só o amor fará despontar um novo caminho para trilhar.



  1. Nós, cristãos, temos sem dúvida muito para ensinar; mas temos muito mais para aprender. Também nós temos falhas no amor. Também entre nós há muitas suspeições, difamações e calúnias. O amor está perto de nós, mas nós nem sempre estamos perto do amor. Não foi em vão que o teólogo Hans Urs von Balthasar reconheceu que «só o amor é digno de fé». Ou seja, só o amor oferece credibilidade à fé. À semelhança de Jesus, deixemos transparecer o amor na nossa vida e no nosso testemunho. Se Deus é misericordioso (cf. Lc 6, 36), sejamos misericordiosos.

Como verbalizou São Tomás, «a misericórdia é o que de melhor podemos dizer acerca de Deus». Que seria de nós sem a misericórdia de Deus? Sem misericórdia, não teríamos solução. Sem misericórdia, não haveria salvação («extra misericordiam, nulla salus»).


E. Onde a misericórdia marcar presença, a felicidade fará a diferença



  1. Num mundo tortuosamente imisericordioso, é estimulante saber — e reconfortante sentir — que Deus é imoderadamente misericordioso. Deus é poderoso porque é misericordioso. É na Sua misericórdia que reside o Seu poder. Não espanta, pois, que ela figure na galeria das saudações entre os primeiros cristãos. «Misericórdia, paz e amor» era, por exemplo, o que São Judas desejava aos destinatários da sua epístola (cf. Jd 1, 2). Porque Deus é «rico em misericórdia» (Ef 2, 4), ninguém, na Igreja de Deus, pode ser avaro na misericórdia. A misericórdia nunca pode ser poupada. A misericórdia tem de ser saudavelmente esbanjada. Se Deus é misericordioso e se cada um de nós é imagem de Deus (cf. Gén 1, 26), então é pela misericórdia que realizaremos a nossa semelhança com Deus.

A história parece estar a degolar constantemente a misericórdia. Sob o pretexto da justiça, a misericórdia parece estar sempre a ser encolhida — e engolida — pela vingança. Um dos nossos pecados originais tem sido a separação destas duas irmãs siamesas: a misericórdia e a justiça. Dessa separação resulta uma entorse para cada uma. Sem misericórdia, a justiça altera-se. Sem justiça, a misericórdia adultera-se.



  1. É neste sentido que Deus nunca troca a misericórdia pela justiça nem abandona a justiça pela misericórdia. As suas abastecem-se mutuamente: Deus nunca julga sem misericórdia e, quando perdoa, a justiça nunca é prejudicada. É, pois, nosso dever reagregar o que Deus não aceita separar. Chegou a hora de perceber que a justiça tem de ser misericordiosa e que a misericórdia tem de ser justa. Quando uma falta, as duas falham.

A justiça divina não é uma justiça punitiva, mas uma justiça misericordiosa. Como oportunamente lembrou São João Paulo II, da justiça de Deus faz parte a misericórdia. A justiça e a misericórdia não litigam entre elas, requerem-se entre si. Se formos verdadeiramente justos, a misericórdia não ficará de lado. E se formos autenticamente misericordiosos, a justiça não ficará de fora. Onde a misericórdia entrar, a paz nunca há-de sair. Onde a misericórdia marcar presença, a felicidade fará a diferença!

publicado por Theosfera às 05:01

Hoje, 24 de Fevereiro (Sétimo Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Sérgio, S. Lázaro Pintor e Sta. Josefa Naval Girbés.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 23 de Fevereiro de 2019

Hoje, 23 de Fevereiro, é dia de S. Policarpo de Esmirna e Sta. Rafaela Ibarra.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2019

Hoje, 22 de Fevereiro, é dia da Cadeira de S. Pedro e Bem-Aventurada Isabel de França.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2019

Hoje, 21 de Fevereiro, é dia de S. Pedro Damião (invocado contra as insónias e dores de cabeça), S. Natal Pinot e Sta. Maria Henriqueta Dominici.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2019

Hoje, 20 de Fevereiro, é dia de São Francisco e Santa Jacinta Marto, Santo Euquério, Santo Eleutério, Santa Amada e Nossa Senhora, Rainha da China.

Um santo e abençoado dia para todos.

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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2019

Hoje, 19 de Fevereiro, é dia de S. Conrado Placência, S. Gabino e Stos. Mártires da Terra Santa.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2019

Hoje, 18 de Fevereiro, é dia de S. Teotónio, Sta. Bernardette Soubirous, S. João de Fiésole (Fra Angélico), S. Francis Régis Clet e Sta. Gertrudes Comensoli.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Domingo, 17 de Fevereiro de 2019

Só uma palavra.

Só uma palavra para Ti, Senhor.

Só uma palavra para Te agradecer,

para Te louvar.

 

Hoje, Senhor, apareces com uma mensagem de alento,

com uma proposta com sabor a novidade.

 

Tu queres, Senhor, que olhemos para a frente,

que não fiquemos dominados pelo passado.

 

Obrigado, Senhor, por fazeres algo de novo,

por fazeres tudo de novo.

 

Essa novidade já começa a aparecer,

essa novidade és Tu:

a Tua palavra e a Tua presença.

 

Tu, Senhor, és o caminho aberto no deserto,

o rio lançado na terra árida.

 

Tu és aquele que junta multidões,

que faz andar os paralisados.

 

Tu és aquele que perdoa,

que transforma e revigora.

 

Como há dois mil anos,

também hoje nunca vimos nada assim,

nunca vimos nada igual.

 

Tu, Senhor, és incomparável,

Tu, Senhor, és único.

 

Por isso, nós Te dizemos «sim»,

sim com os lábios,

sim com a vida.

 

Recebe o sim do nosso amor,

do amor que vem de Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:28

A. Deus oferece e avisa



    1. Porque viver é optar, Deus quer que saibamos com o que podemos contar. O Senhor oferece-nos um caminho de felicidade, mas avisa-nos também do que nos leva à infelicidade. Ele deseja que cada um de nós seja feliz. Mas o homem só é feliz fazendo o que Deus diz.

    Não é por acaso que o primeiro salmo da Bíblia aponta dois caminhos: o caminho da felicidade e o caminho da infelicidade. Feliz é «quem não segue o conselho dos ímpios, não se detém nos passos dos pecadores, nem convive com os maldizentes» (Sal 1,1). Feliz é «quem se compraz na lei do Senhor e nela medita dia e noite» (Sal 1, 2). É isso que estamos a fazer: a meditar no que o Senhor diz. Façamo-lo assiduamente, no coração e com a mente. Este mundo de agitação precisa de um surto de meditação.



    1. Meditemos, então, no que Jesus diz — olhos nos olhos — aos Seus discípulos (cf. Lc 6, 20). Ele proclama felizes os pobres (cf. Lc 6, 20) e, por isso, avisa os ricos: «Ai de vós, os ricos porque já recebeis a vossa consolação» (Lc 6, 24). Efectivamente, Jesus vê tudo ao contrário. Ele declara felizes os que têm fome (cf. Lc 6, 21) e adverte os que estão fartos. «Ai de vós, os que estais fartos, porque haveis de ter fome» (Lc 6, 24).

    Jesus aponta como felizes os que agora choram — porque hão-de rir — (cf. Lc 6, 21) e exorta os que agora riem: porque hão-de chorar (cf. Lc 6, 25). Jesus apresenta como felizes os que agora são odiados, incompreendidos e perseguidos (cf. Lc 6, 22) e alerta os que costumam ser aplaudidos: «Ai de vós quando todos os homens disserem bem de vós» (Lc 6, 26).


    B. Tão perto está a felicidade



    1. Mas não é bom ouvir falar bem de nós? Oh se não é! É bom, agradável e, muitas vezes, justo. O problema é que, com frequência, fala-se bem do que é mau e fala-se mal do que é bom. Acresce que — como diz a experiência — as pessoas tendem a aplaudir quem mais agrada, não quem melhor serve. Sucede que nós somos chamados a servir, não a agradar.

    É sabido que o serviço da verdade inquieta, incomoda. E nós gostamos de ser aquietados e acomodados. Foi por isso que Jesus passou pela calúnia e por toda a sorte de perseguição. E uma vez que o discípulo não é superior ao Mestre (cf. Lc 6, 40), então de uma coisa ficamos precavidos: se não tivermos problemas com os homens, é porque teremos algum problema com o Evangelho. Se ninguém nos incomodar, é porque o Evangelho não estaremos a testemunhar. Onde há seguimento de Jesus, há inevitavelmente a Cruz. Cabe-nos, pois, decidir. Queremos ser aplaudidos pelos homens ou aprovados por Deus?



    1. Não devemos ser desconfiados, mas quanto a confiar plenamente, confiemos só em Deus (cf. Jer 17, 5). É n’Ele que — assim repetíamos no Salmo Responsorial — devemos pôr toda a nossa esperança. Quem em Deus confia, tem a felicidade por sua companhia.

    Afinal, a felicidade está tão perto e nós andamos à procura dela pelos caminhos mais incertos. Estamos num tempo em que vivemos — talvez como nunca — preocupados com a felicidade, com a nossa felicidade. Nunca falamos tanto de felicidade, mas, paradoxalmente, nunca teremos ouvido tantas confissões de infelicidade. A felicidade é um roteiro em que todos transitam, mas também é uma meta que poucos atingem. Todos nos declaramos peregrinos da felicidade, mas quem ousa apresentar-se como saciado de felicidade?


    C. Os geradores da felicidade



    1. A felicidade pertence ao que mais nos seduz e, ao mesmo tempo, ao que mais nos tortura. Esperamos tanto dela que achamos que é sempre pouco o que nos vem dela. Mais do que uma aspiração, a felicidade tornou-se quase uma obsessão. Tanto a cultuamos e tão pouco dela desfrutamos. Tanto a queremos obter que até nos esquecemos de percorrer o caminho para a alcançar.

    Temos dificuldade em perceber que a felicidade está mais na doação do que na satisfação. Jesus foi assertivo — e definitivo — ao decretar que «a felicidade está mais em dar do que em receber» (Act 20, 35).



    1. É importante ter presente que a felicidade só se tem quando se dá. Pelo que a felicidade não pode ser desligada nem solteirizada. A felicidade tem de ser repartida e geminada. Não é possível ser feliz sem os outros, sobre os outros ou contra os outros. Já Raoul Follereau se apercebeu de que «ninguém é feliz sozinho». Em suma, é preciso sair de nós para ver a felicidade entrar em nós.

    Não espanta, por conseguinte, que Jesus aponte, como geradores da felicidade, a pobreza, a compaixão, o compromisso com a justiça, a mansidão, a misericórdia, a paz e a limpidez do coração. Isto significa que, ao transfigurar a vida, Jesus transforma igualmente a felicidade. Também a Sua proposta de felicidade aparece em colisão com as nossas rotinas e, como assinalou o Papa Francisco, em «contracorrente ao que é habitual».


    D. O crente nunca é infeliz



    1. As mais famosas propostas de felicidade são as Bem-Aventuranças. Mas elas não são as únicas que aparecem na Sagrada Escritura. Entre o Antigo e o Novo Testamento, podemos encontrar cerca de 40, o que atesta a preocupação divina com a felicidade humana. Tudo isto mostra como Deus felicita sempre o homem.

    Sucede que, durante séculos, a felicidade foi alvo de uma espécie de oclusão, já que parecia entupida, censurada e obstruída na Catequese, na Pregação e na Teologia. Quando se falava de felicidade, remetia-se para a vida depois da morte. Nem sequer se tinha na devida conta que, como reza uma conhecida prece de São João XXIII, Deus quer que o homem seja feliz «não só no outro mundo mas também já neste».



    1. Neste sentido, importa não perder de vista que a felicidade faz parte da nossa fé. É um tesouro que nos foi oferecido. Se a fé é um compromisso com Deus, a felicidade é também o seu fruto. Assim sendo, dir-se-ia que não é possível ser crente na infelicidade. Ser crente e ser infeliz é uma conjugação inviável. Quem é feliz é crente e quem é crente é feliz.

    Se a felicidade não existe é porque a fé não subsiste. A fé é produtora de felicidade. Tendo em conta que Deus nos criou para sermos felizes, então a felicidade é o maior horizonte da nossa vida.



    E. Deus quer a nossa felicidade

    1. Só que o discurso de Jesus soa a provocação, rebentando com os esquemas preconcebidos. Para Ele, a felicidade não está nas circunstâncias favoráveis, mas no acolhimento da presença de Deus, que Se manifesta até nas circunstâncias mais adversas.

    É por isso que Jesus alerta os que se consideram — e são considerados — pouco felizes assegurando-lhes que nem eles estão fora da rota da felicidade. Pelo contrário, até estão na linha da frente de uma existência feliz. É que, não estando dependentes de factores oscilantes e dificilmente controláveis, podem tornar-se mais receptivos ao projecto felicitador de Deus.



    1. Não admira que o Sermão da Montanha — que abre justamente com as Bem-Aventuranças — tenha virado do avesso tudo aquilo que era considerado válido na sociedade já que pretendia criar uma ordem radicalmente nova na convivência entre os seres humanos. Giovanni Papini não hesitou em reconhecer que «o Sermão da Montanha é a garantia de que podemos erguer-nos acima de nós mesmos».

    É curioso que, em São Lucas, as Bem-Aventuranças aparecem, não na montanha, mas na planície (cf. Lc 6, 17). Isto indicia que estamos perante um projecto envolvente: para toda a parte e para toda a gente. Não estamos perante um discurso orientado para uma classe. Os que são avisados e repreendidos também são chamados e convocados. Todos somos convidados a ser pobres no espírito. Deixemos, pois, as nossas defesas e armaduras. Não andemos à procura de prebendas e sinecuras. Centremos a nossa vida em Deus e portemo-nos sempre como filhos Seus!

publicado por Theosfera às 05:10

Hoje, 17 de Fevereiro (Sexto Domingo do Tempo Comum), é dia dos Sete Santos Fundadores dos Servitas, S. Silvino e Sta. Mariana.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:16

Sábado, 16 de Fevereiro de 2019

Hoje, 16 de Fevereiro, é dia de Sto. Elias, Sto. Isaías, S. Jeremias, S. Samuel, S. Daniel, Sto. Onésimo, Sto. Honesto, Sta. Filipa Mareria, S. Simão de Cássia e Beato José Allamano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:38

Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2019

Hoje, 15 de Fevereiro, é dia de. S. Faustino, S. Jovita e S. Cláudio la Colombière.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2019

Hoje, 14 de Fevereiro, é dia de S. Cirilo, S. Metódio, S. Marão e S. João Baptista da Conceição. 

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2019

Hoje, 13 de Fevereiro, é dia de S. Martiniano, S. Jordão da Saxónia, Sta. Cristina de Espoleto e S. Benigno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2019

Hoje, 12 de Fevereiro, é dia de Sta. Eulália de Barcelona e Sto. António Cauleas.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2019

Hoje, 11 de Fevereiro (Dia Mundial do Doente), é dia de Nossa Senhora de Lourdes, Sto. Adolfo e S. Bento de Aniano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 10 de Fevereiro de 2019

Uma vez mais aqui estamos, Senhor,

para ser envolvidos por Ti,

pela Tua presença amorosa,

pela Tua presença curadora,

sanante e salvadora.



Junto de Ti,

sentimo-nos curados de todas as nossas lepras,

sobretudo da lepra asfixiante do egoísmo e da falsidade.



Como há dois mil anos,

também nós, hoje, caímos de joelhos, a Teus pés,

e Te suplicamos: «Cura-nos, Senhor»!



Obrigado, Senhor, pela Tua bondade,

pelo Teu amor, pela Tua paz.



Tu és o melhor medicamento

e a única terapia.



Também hoje, estendes a Tua mão

e tocas-nos:

Tocas as nossas feridas,

tocas as nossas ansiedades,

tocas os nossos sonhos,

tocas o nosso coração,

tocas a nossa vida.



Que bom, Senhor,

é ser tocado por Ti,

abraçado por Ti.



Num mundo de tanto abandono e rejeição,

as crianças, os velhinhos,

os marginalizados e os oprimidos

sentem o Teu abraço.



Que nós não nos afastemos de ninguém.

Que nós não afastemos ninguém.



Que tenhamos para todos uma palavra de esperança

e gestos de ternura.



Que cada um de nós, lá fora,

seja o eco do Teu amor

e o prolongamento do Teu ser:

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:35

A. Também no nosso tempo, há fome — e sede — de Jesus

 

  1. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, há multidões aglomeradas à volta de Jesus, para ouvir a Palavra de Deus (cf. Lc 5, 1). As multidões continuam com fome de Deus e com sede da Sua Palavra. Não é em vão que, no nosso país, todos os Domingos cerca de dois milhões de pessoas se deslocam a uma igreja para escutar o Pão da Palavra e para se alimentarem do Pão da Eucaristia.

As pessoas sabem que também hoje Jesus continua a falar, a ensinar e a alimentar. A Eucaristia é o barco de onde Ele nos ensina e o altar é a mesa de onde Ele nos alimenta. Jesus está sempre a vir ao nosso encontro. Jesus é sempre o encontro entre todos nós.

 

  1. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, Jesus envia depois de ensinar. Quem O escuta não pode limitar-Se a escutá-Lo. Quem O escuta já sabe que é convocado, interpelado e chamado. Jesus, que fala da barca de Simão (cf. Lc 5, 3), envia Simão: «Faz-te ao largo» (Lc 5, 4). Eis o que Jesus continua a dizer a cada um de nós. «Faz-te ao largo» é um apelo dirigido a cada um de nós.

É preciso fazermo-nos ao largo. É preciso que se tornem largos os nossos caminhos estreitos. Que se tornem largas as nossas visões estreitas. Que se torne larga a nossa vida estreita. Ou seja, que não impere o calculismo, o medo. A missão requer ousadia e reclama muita dedicação.

 

B. O que conta é a Palavra de Jesus

 

3. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, Jesus manda-nos lançar as redes (cf. Lc 5, 4). Não basta consertar as redes, como faziam aqueles pescadores de outrora (cf. Lc 5, 2). As redes têm de estar prontas para ser usadas, a qualquer hora.

Lançar as redes é sempre oportuno, mesmo no momento em que parece mais inoportuno. Simão, que sabia do que falava, achava que aquela não era a hora de lançar as redes (cf. Lc 5, 5). Muitas vezes, também achamos que esta não é a hora de lançar as redes. Como Simão, também achamos que já fizemos muito (cf. Lc 5, 5). Como Simão, também achamos que já não há mais nada para fazer. Muitas vezes, portamo-nos como «vencidos da vida» e como «derrotados pela desesperança». Muitas vezes, apoiamo-nos nos nossos critérios de eficácia e de competência. Muitas vezes, achamos que aquilo que aconteceu é o que vai continuar a acontecer. Falta-nos esperança, falta-nos audácia. Habituados a estar sentados no mesmo, é urgente que nos levantemos para tentar o diferente.

 

  1. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, é fundamental que nos disponhamos a fazer o que Jesus diz, como fez Simão: «Já que o dizes, lançarei as redes» (Lc 5, 5). O segredo da pesca abundante naquele tempo não foi o esforço de Simão: foi a fidelidade a Jesus. O segredo da pesca abundante hoje não é o nosso esforço: é a fidelidade a Jesus.

É preciso lançar as redes porque Jesus diz. Basta Jesus falar, basta Jesus mandar. O nosso trabalho sem Jesus é nada, o nosso trabalho com Jesus é tudo. No fundo, nem somos nós que trabalhamos, é Jesus que trabalha em nós (cf. Gál 2, 20). E quando nós damos os braços a Jesus, o número de peixes que vêm às redes aumenta enormemente (cf. Lc 5, 6-7).

 

C. Não tenhamos medo de falar de Jesus

 

5. O que nos falta é dar os braços a Jesus, é deixar que Jesus trabalhe em nós e connosco. Hoje em dia, lançar as redes é anunciar o Evangelho. É anunciar que Jesus morreu e ressuscitou (cf. 1Cor 15 3-4). É nunca ficar satisfeito com o já conseguido. É nem sequer pensar nas redes ou nos barcos. O que importa é que as redes e os barcos acolham todos.

Naquele tempo, as redes, que tinham sido consertadas, começaram a romper (cf. Lc 5, 6). E até os barcos ameaçavam afundar (cf. Lc 5, 7). Mas Jesus não deixa romper as redes nem afundar os barcos. Ele é a âncora, o farol e o alicerce. Quando há confiança, nunca falta segurança.

 

  1. Em Jesus, tudo é assombroso. Em Jesus, tudo é espantoso. O fundamental é que — também neste nosso tempo — não sigamos os nossos critérios, mas optemos sempre por Jesus. Passamos muito tempo a conceber estratégias e gastamos muito tempo a avaliar estratégias que não resultam.

Na missão, não tenhamos medo de ir — directos — ao essencial. Não tenhamos medo de propor Jesus. Falar de Jesus não afasta. Mesmo quando Simão tentou afastar Jesus (cf. Lc 5, 8), Jesus não Se afastou de Simão. Pelo contrário, Jesus dá uma missão a Simão. Dali em diante, iria começar outra pesca: não de peixes, mas de homens (cf. Lc 5, 10).

 

D. Não afastemos (de) Jesus

 

7. A pesca é de Jesus. E Jesus quer contar com as nossas mãos debilitadas e com os nossos passos cansados. Não adianta afastarmo-nos de Jesus porque Ele não Se afasta de nós.

Nunca falta a resposta à vocação quando não falta oração. O encontro com Jesus é o segredo do seguimento de Jesus. É preciso não ter medo de pôr os mais jovens em contacto com Jesus. Não esqueçamos que, como lembrou São João Paulo II, os jovens são «aliados naturais de Cristo». Os mais jovens são capazes de coisas sérias, de coisas grandes, de coisas maravilhosas.

 

  1. É imperioso reconhecer que, na nossa missão, por vezes falta Jesus: falta propor Jesus. Por conseguinte, não tenhamos medo de propor o Jesus-Palavra e o Jesus-Pão. Nunca faltará quem se decida a deixar tudo para seguir Jesus (cf. Lc 5, 11).

O nosso mal é quando, para cativarmos alguém para Jesus, como que deixamos de propor Jesus. Ficamo-nos pela órbita e não chegamos a ir ao centro. Quedamo-nos pela porta e não chegamos a entrar nem a convidar a entrar. É preciso não ter medo de falar abertamente de Jesus. Demos Jesus em forma de anúncio, em forma de testemunho, em forma de comunhão e em forma de amor.

 

E. A maior paixão é ter Deus no coração

 

9. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, é preciso estar disponível. Isaías coloca-se ao serviço de Deus: «Eis-me aqui, podeis enviar-me» (Is 6, 8). Ponhamo-nos ao serviço de Deus e deixemos que Ele nos envie. Basta saber que Ele vai sempre connosco.

Que as nossas palavras façam ressoar a Sua Palavra. Que os nossos passos ajudem a trilhar o Seu caminho. E que a nossa vida procure ser sempre um eco da Sua vida.

 

  1. A vocação e a missão de Isaías ocorrem no âmbito de uma liturgia no Templo de Jerusalém. Perante a manifestação do Deus três vezes Santo, Isaías não encontra alternativas. Quando o Deus Santo Se manifesta, acende-se em nós uma sensação de festa. Tudo é diferente quando a luz divina se acende no coração da gente.

Esta grande aclamação do «Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo» (Is 6, 3) é tão intensa que faz parte das nossas celebrações. E, de facto, também no nosso tempo, estamos a contemplar o «Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo». Será que vamos ser insensíveis à Sua voz? Nunca fechemos os ouvidos à voz de quem vem até nós. Não há maior paixão do que sentir a voz de Deus no coração!

publicado por Theosfera às 05:41


Hoje, 10 de Fevereiro (Quinto Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Escolástica (irmã de S. Bento), S. Luís Stepinac, Sta. Sotera e Sto. Arnaldo.



 



Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 09 de Fevereiro de 2019

Hoje, 09 de Fevereiro, é dia de Sta. Apolónia e S. Miguel Febres Cordero.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 08 de Fevereiro de 2019

Hoje, 08 de Fevereiro, é dia de S. Jerónimo Emiliano, Sta. Jacoba ou Jacquelina e Sta. Josefa Fortunata Backhita.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 07 de Fevereiro de 2019

Hoje, 07 de Fevereiro, é dia das Cinco Chagas do Senhor, Beato João Maria Mastai Ferretti (Pio IX), Sta. Coleta e S. Ricardo.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 06 de Fevereiro de 2019

Hoje, 06 de Fevereiro, é dia de S. Paulo Miki e seus Companheiros Mártires, Sta. Doroteia, Sto. Amândio e S. Mateus Correa de Magallanes.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 05 de Fevereiro de 2019

Hoje, 05 de Fevereiro, é dia de Sta. Águeda e S. Jacob.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 04 de Fevereiro de 2019

Hoje, 04 de Fevereiro (Dia Mundial da Luta Contra o Cancro), é dia de S. João de Brito, S. José de Leonissa, Sta. Maria de Matias e Sta. Catarina de Ricci.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Domingo, 03 de Fevereiro de 2019

Ainda há pouco, ouvimos o Evangelho

e daqui a pouco vamos para o mundo viver o Evangelho.

 

O Evangelho é a nossa vida,

o nosso trabalho, o nosso ser.

 

«Ai de mim se não anunciar o Evangelho!».

Este é o grito de S. Paulo.

Esta há-de ser a nossa preocupação.

 

Que o Evangelho seja a nossa respiração,

o nosso acordar, o nosso viver e o nosso entardecer.

 

Leva-nos para o mundo, Senhor,

semear o Evangelho da esperança,

o Evangelho da justiça

e o Evangelho da paz.

 

Cura-nos, Senhor, da nossa febre,

como curaste a febre da sogra de Simão.

 

Que não haja nada nem ninguém a impedir-nos

de fazer do Evangelho a estrela do nosso firmamento,

a cintilar nos passos do nosso caminho.

 

Ajuda-nos, Senhor,

a ser eco do Teu Evangelho,

a levarmos a todos

a Tua presença de amor,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:29

A. Até Jesus foi rejeitado

 

  1. Cada um de nós é único. Mas, sendo cada um de nós único, não somos os únicos a quem acontecem problemas ou dificuldades. Até Jesus foi incompreendido, até Jesus foi censurado, até Jesus foi rejeitado. E nem na Sua terra foi poupado: até na Sua terra foi increpado.

Nem o facto de ter feito uma homilia bem pequena, de reduzida extensão, O livrou da contestação. Depois de ler a Escritura, Jesus limitou-Se a dizer: «Cumpriu-Se hoje a passagem da Escritura que acabais de ouvir» (Lc 4, 21). Só que este pouco era muito, era o programa de Jesus. E esse programa chocava com os interesses de muitos, a começar pelos mais próximos, pelos Seus conterrâneos.

 

  1. Hoje como ontem, a rejeição não costuma vir de fora. A rejeição vem quase sempre de dentro. É por isso que a rejeição dói. É por isso que a rejeição mói. Os conterrâneos e os contemporâneos de Jesus estão mais interessados num Messias político e que dê espectáculo. O programa de Jesus parece não entusiasmar.

Não espanta, por conseguinte, que até os do Seu povo tentem eliminá-Lo, deitando-O abaixo (cf. Lc 4, 29). E é significativo notar que, perante a rejeição, Jesus não procura defender-Se. O que Jesus faz é «seguir o Seu caminho» (Lc 4, 30). É isto o que importa: seguir o caminho de Jesus.

 

B. Se os de dentro rejeitam, há muitos de fora que aceitam

 

3. O Evangelho é uma proposta que reclama sempre uma resposta. Se a resposta for de rejeição, há que não ficar desmobilizado no chão. Mais do que litigar, é preciso insistir porque outras respostas hão-de vir. É o que Jesus faz: rejeitado em Nazaré, desce a Cafarnaum para propagar a fé (cf. Lc 4, 31).

Se os de dentro rejeitam, há muitos de fora que aceitam. Não devemos desistir de ninguém, mas também não podemos ficar condicionados por alguém. Não tenhamos medo de sair: há tanta gente com vontade de vir. O Evangelho cativa, mas nunca fica cativo: cativa a todos, mas sem ficar cativo de ninguém. O Evangelho não fica cativo nem é selectivo: é para sempre e é para todos. Por conseguinte, é imperioso todos os meios usar para a toda a gente o Evangelho levar.

 

  1. Jesus leva o Evangelho nos lábios e leva — muito mais — o Evangelho na vida. Jesus é, portanto, o Evangelho vivo, o Evangelho para a vida. E o Evangelho de Jesus é, como compreendeu São Paulo, um hino de amor, um hino ao amor. Jesus não fez outra coisa senão amar. Jesus não fez outra coisa senão mostrar-nos o que é o amor. Será que nós já aprendemos?

É que, neste mundo, muito se fala de amor, mas muito mais se atenta contra o amor. O amor está presente nos nossos lábios, mas parece arrepiantemente ausente da nossa vida. É bem possível que ainda não tenhamos encontrado o amor. Só quando encontrarmos Deus — só quando nos deixarmos encontrar por Deus —, é que teremos encontrado verdadeiramente o amor.

 

C. Levar a fé é (também) levar o amor

 

5. Nem todo o amor tem Deus, mas Deus tem sempre amor. Mais: Deus não Se limita a ter amor; Deus é amor (cf. 1Jo 4, 8.16). Criada por Deus, a Igreja tem de ser por excelência o lugar do amor. E será o lugar do amor se, desde logo, acolher o amor que a funda, o amor que a sustenta, o amor que a alimenta. Daí que, quanto mais perto de Deus, mais perto do amor. E daí também que a falta de amor de uns pelos outros seja a maior demonstração da falta do amor a Deus.

Ainda temos um longo — muito longo — caminho a percorrer neste campo. O amor, que é Deus, não está longe de nós, mas nós, por vezes, teimamos em estar longe de Deus, que é amor. E ninguém diga que tem fé se não tem amor. O amor é o grande certificado da fé. Acreditar sem amar? Nem pensar. Não é possível acreditar sem amar. A fé envolve sempre o amor.

 

  1. A fé tudo consegue, quando está habitada pelo amor. Até consegue suportar o insuportável. É assim que percebemos a pergunta pertinente de Balduíno de Cantuária, no século XII: «Que há de impossível para quem crê? E que há de difícil para quem ama?»

A nossa profissão de fé é também — e bastante — uma confissão de amor. O Credo é uma expressão de fé na medida em que é uma história de amor. Aliás, enquanto história de fé, só pode ser história de amor. Só há fé quando existe amor: o amor é a fé vivenciada! Só o amor, como dizia Hans Urs von Balthasar, «é digno de fé».

 

D. Às vezes, o amor parece mais frio que o frio

 

7. Mas qual é a temperatura do nosso amor? Às vezes, o nosso amor parece mais frio do que este tempo frio. Habituamo-nos a ligar o amor à posse, quando Deus nos mostra que o amor está apenas — e sempre — na dádiva. Amor possessivo será autenticamente amor? O amor que vem de Deus, o amor que é Deus, é sempre amor oblativo. É sempre amor que dá, amor que Se dá, amor que Se doa, amor que perdoa.

Procuremos, então, conferir a temperatura do nosso amor com o grande termómetro que é o Evangelho de Jesus. Como vai o nosso amor para com Deus? Não tentemos separar o que Deus uniu. Deus uniu o amor divino e o amor humano. Só amaremos verdadeiramente o próximo se nos dispusermos a amar verdadeiramente a Deus.

 

  1. Quando se ama, considera-se sempre pouco o que se dá. Quando se ama, achamos que o outro merece sempre mais. Foi por isso que Santa Teresinha do Menino Jesus (e da Santa Face) viu neste texto de São Paulo um foco iluminador. Ela não queria mais nada: só queria o amor. No coração da Igreja, ela queria «ser o amor».

Nada mais devemos querer, nós também. Nada mais devemos querer além do amor. Cultivemos, pois, o amor: o amor para com Deus e o amor para com todos a partir de Deus. E não nos preocupemos sequer com amar. Procuremos depositar nos outros o amor de Deus, o amor que é Deus. Amemos os outros com o amor de Deus, com o amor que é Deus.

 

E. O amor não é feito de palavras belas; o amor é o que torna a nossa vida bela

 

9. O Eng. Fernando Santos, actual seleccionador nacional, nunca escondeu a fé que o possui. Há tempos, assumiu ter descoberto que «Cristo está vivo e que tal descoberta não a posso guardar só para mim». Confessou ter encontrado a sua felicidade «no caminho da fé, porque há uma palavra que antes não percebia e que passei a entender: o amor». Foi o amor de Deus revelado em Cristo que o ajudou a perceber o que é o amor.

Visitemos, muitas vezes, este texto de São Paulo. Façamos dele um programa de vida. São 13 versículos do capítulo 13 da primeira Carta aos Coríntios. São um belíssimo compêndio sobre o amor: sobre a proveniência do amor, sobre a força do amor e até sobre a eternidade do amor. É que, quando tudo acabar, havemos de notar que o amor nunca acabará (cf. 1Cor 13, 8).

 

  1. Não espanta, pois, que São Paulo enumere 15 qualidades do verdadeiro amor: sete destas qualidades são formuladas positivamente e as outras oito de forma negativa. Ficamos assim a saber que o amor é paciente, é amável, alegra-se com a verdade, tudo desculpa, tudo acredita, tudo espera, tudo suporta. E também aprendemos que o amor não é invejoso, não é vaidoso, não é soberbo, não é inconveniente, não é interesseiro, não é irritável, não suspeita mal, não se alegra com a injustiça (cf. 1 Cor 13, 4-7).

Eu atrever-me-ia a sugerir que recortássemos estas 15 qualidades do amor e as colocássemos à entrada da nossa casa, para que nunca as esquecêssemos em cada dia da nossa vida. O amor não é feito de palavras belas. O amor é o que torna a nossa vida bela. O amor é o que faz persistir mesmo na hora me que nos apetece desistir. A fé está sempre a dizer à esperança: «não desistas». E a esperança não pára de segredar ao amor: «não pares». É assim que o Evangelho se faz ao caminho nos caminhos dos homens. É no amor que o Evangelho se fará caminho nos nossos caminhos!

publicado por Theosfera às 05:17

Hoje, 03 de Fevereiro (Quarto Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Brás, Sto. Estêvão Bellesini, Sto. Ansgário (ou Óscar), Sta. Claudina Thévenet e Sta. Ana Maria Rivier.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 02 de Fevereiro de 2019

Hoje, 02 de Fevereiro, é dia da Apresentação de Jesus no Templo (festa conhecida também como Nossa Senhora da Candelária ou das Candeias), Sta. Joana de Lestonnac, S. Cornélio (centurião), Sto. André Maria Ferrari e Sta. Maria Catarina Kasper. É também o Dia do Consagrado.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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