O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 26 de Junho de 2019

Hoje, 26 de Junho, é dia de S. João e S. Paulo (mártires do século IV), S. Pelágio ou Paio e S. Josemaria Escrivá de Balaguer.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 25 de Junho de 2019

Hoje, 25 de Junho, é dia de S. Próspero de Aquitânia, S. João de Espanha e S. Guilherme de Vercelli.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 24 de Junho de 2019

Hoje, 24 de Junho, é dia do nascimento de S. João Baptista e de Sta. Raingarda.

Refira-se que S. João Baptista, dada a sua extrema popularidade, é padroeiro dos cuteleiros, espadeiros, alfaiates e peleiros.

É invocado contra os espasmos, as convulsões, as epilepsias e o granizo.

É também considerado protector dos cordoeiros.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Domingo, 23 de Junho de 2019

Obrigado, Senhor, pelo Teu amor,

pelo Teu imenso amor.

 

Ninguém ama como Tu.

Amar assim, como Tu,

só ao alcance de Deus,

só ao alcance de Ti, que és Deus.

 

Tu amas dando a vida,

dando o sangue,

dando tanto,

dando tudo.

 

Tu, Senhor, não vens condenar.

Tu, Senhor, só vens salvar.

 

Tu sabes tudo,

Tu és a sabedoria.

 

Só não sabes conjugar o verbo «mandar»,

o verbo «impor», o verbo «oprimir».

 

Tu, Senhor, só sabes conjugar

o verbo «dar»,

o verbo «oferecer»,

o verbo «entregar»,

o verbo «servir»,

o verbo «amar».

 

Obrigado, Senhor, pela Luz.

Tu és a Luz.

Ilumina os nossos passos,

os passos do nosso caminho.

 

Que caminhemos na verdade.

que caminhemos na luz,

na luz que vem de Ti,

na luz que és Tu,

Jesus!

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A.É Cristo quem nos une



  1. É bem verdade que aquilo que nos une é mais — e muito maior — do que aquilo que nos separa. O problema é que, habitualmente, vivemos mais dominados por aquilo que nos separa do que por aquilo que nos une.

Como reconhecia São Paulo, é natural haver judeus e gregos, homens e mulheres. Mas, quando estamos em Cristo, o que sobressai não são estas diferenciações. O que mais deve sobressair é quem nos une: Jesus Cristo. «Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher, todos vós sois um só em Cristo Jesus» (Gál 3, 28).



  1. É por isso que a unidade não é só — nem principalmente — «estar com»; a unidade é sobretudo «estar em». Não basta estar com os outros. Aliás, podemos estar perto sem nos sentirmos próximos nem unidos.

«Estar com» faz ajuntamento; só o «estar em» consegue fazer unidade. Somente em Cristo estaremos unidos. Somente em Cristo seremos felizes. É preciso, pois, aprender a «cristoviver». Só quando «cristovivemos» é que verdadeiramente vivemos.


B. Seguir Jesus é também seguir a oração de Jesus



  1. Olhemos, então, todos para Jesus Cristo. Neste Domingo, começamos por vê-Lo a orar. Seguir Jesus é, antes de mais, orar como Jesus. Aliás, o Evangelho anota que, apesar de Jesus estar a orar sozinho (cf. Lc 9, 18), os discípulos estavam com Ele (cf. Lc 9, 18). Isto significa que seguir Jesus é seguir também a Sua oração. Eis o que falta, eis o que importa, eis o que urge.

Orar como Jesus leva-nos necessariamente a orar ao Pai na força do Espírito Santo. E ajuda-nos obviamente a estar com Jesus, a intimar com Jesus, a escutar Jesus, a sentir o chamamento de Jesus.



  1. Acresce que a referência à oração de Jesus é sinal de que alguma coisa importante está para acontecer. É habitual em São Lucas apresentar Jesus em oração antes de um momento importante (cf. Lc 5,16; 6,12; 9,28-29; 10,21; 11,1; 22,32.40-46; 23,34). Depois de rezar, Jesus tem sempre alguma coisa relevante para comunicar.

Desta vez, Jesus não aparece com respostas, mas com uma pergunta. Tenhamos presente que Jesus não é apenas a resposta para as nossas perguntas; Ele é também — e bastante — a pergunta para as nossas respostas. A questão relevante que, desta vez, Jesus tem para colocar é acerca d’Ele mesmo. E, como tivemos oportunidade de escutar, as respostas sobre Jesus eram, no mínimo, insuficientes. As nossas respostas sem Jesus são sempre insuficientes. Razão tinha o teólogo Karl Rahner quando advertiu que «só Jesus é a resposta total para a pergunta total».


C. O que significa ser Messias, Cristo



  1. O que as multidões pensavam sobre Jesus estava longe da verdade sobre Jesus. Estando o Povo de Deus marcado pelo sofrimento da opressão, é natural que enquadrassem Jesus na linha dos grandes enviados de Deus para libertar o Seu povo. E, de facto, Jesus veio para libertar o Povo e não apenas da opressão política. Jesus veio para libertar — no fundo, para salvar — toda a humanidade, oprimida por toda a espécie de mal.

Como podemos reparar, quem melhor conhece Jesus é quem mais está com Jesus. A resposta certa é a de Pedro: «Tu és o Messias de Deus» (Lc 9, 20). Pedro dá a resposta certa porque anda com Jesus, porque acompanha Jesus.



  1. Dizer que Jesus é o Messias significa reconhecer n’Ele não mais um enviado, mas o enviado de Deus. Refira-se que Messias (palavra de origem hebraica) significa o mesmo que Cristo (palavra de origem grega). Ambas significam «ungido». A mesma raiz está incluída, aliás, na palavra Crisma, que significa «unção». Assim sendo, Cristo é o que tem o Crisma, Cristo é o ungido com a unção divina.

Jesus é o Cristo de Deus, o ungido por Deus. Todo Ele é divino. Compreende-se, entretanto, que Ele tenha proibido Pedro de o dizer em público naquela altura, porque os discípulos ainda não tinham percebido o autêntico alcance desta afirmação.


D. O segredo da revolução Jesus



  1. Jesus sabia que os discípulos sonhavam com um Messias predominantemente político. Jesus sabia que eles estavam à espera de alguém que substituísse o poder opressor por um poder libertador. Daí que, para cortar cerce todas as veleidades e equívocos, Jesus comece a instruí-los sobre Si mesmo. Foi certamente com grande perplexidade que os discípulos ouviram as palavras seguintes: «O Filho do Homem [Ele próprio] tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos-sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto» (Lc 9, 22) antes de ressuscitar.

Ora, tudo isto era contrário ao que eles esperavam. Os discípulos estavam à espera de um Messias que não sofresse, que não fosse rejeitado nem morto. Estavam à espera de um Messias que triunfasse e que eliminasse os adversários.



  1. Como se entretanto isto não bastasse, Jesus vai mais longe. Quem quiser segui-Lo tem de fazer como Ele: «negar-se a si mesmo e pegar na Cruz todos os dias» (Lc 9, 23). Jesus não vem com uma proposta de poder, mas com um projecto de doação da própria vida. Tal projecto é não só diferente, mas completamente oposto ao que era comum: «Quem quiser salvar a própria vida há-de perdê-la; mas quem perder a vida por Minha causa há-de salvá-la» (Lc 9, 24).

Jesus não vem para mudar estruturas, mas para mudar a vida. Jesus vem para alterar tudo: é preciso dar para receber; é preciso perder para ganhar; no limite, é preciso morrer para ressuscitar. Ou seja, é preciso deixar o que se é para ser totalmente novo. Haverá revolução maior?


E. Pela Cruz à Ressurreição



  1. Habituemo-nos a olhar para Jesus, para «aquele que trespassaram» (Zac 12, 10). São João vê em Jesus, morto na cruz e com o coração trespassado pela lança, a concretização da figura evocada por Zacarias (cf. Jo 19,37).

Nunca deixemos de seguir Jesus. E não esqueçamos que, no Seu horizonte próximo, não está um trono, mas a Cruz. É aí, na entrega da vida por amor, que Ele realiza a promessa de salvação feita por Deus.



  1. Todos somos convidados a seguir Jesus, tomando — como Ele — a Cruz. Deste modo, derrubaremos os muros do egoísmo e do orgulho, renunciando a nós mesmos e fazendo da vida um dom.

Eis o projecto para a nossa vida de cada dia: pegar na Cruz aliviando a Cruz. Não sobrecarreguemos a Cruz de ninguém; ajudemos, antes, a aliviar a Cruz de todos. Seguir Jesus é pegar na Cruz. Só depois da Cruz virá a Ressurreição. Quem com Cristo quiser ressuscitar, a Sua Cruz tem de levar. Não há aqui nada de depressivo, mas de realismo e de solidariedade. Se ajudarmos a levar a cruz uns dos outros, a cruz de todos será menos pesada. Há tanta cruz para levar. Há tantos crucificados para aliviar. Não recusemos aliviar a cruz dos nossos irmãos!

publicado por Theosfera às 05:16

Hoje, 23 de Junho (Décimo Segundo Domingo do Tempo Comum), é dia dos Mártires de Nicomédia e de S. Bento Menni.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 22 de Junho de 2019

Hoje, 22 de Junho, é dia de S. Paulino de Nola, S. João Fisher, S. Tomás Moro e S. José Cafasso. Refira-se que S. Tomás Moro não foi padre nem bispo. Foi um político, um político íntegro. Por causa da sua integridade, foi assassinado pelo rei, a 06 de Julho de 1535.

Um santo e abençoado dia para todos.

 

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Sexta-feira, 21 de Junho de 2019

Hoje, 21 de Junho, é dia de S. Luís Gonzaga e S. Raul.

Refira-se que o Papa Pio XI declarou, em 1926, S. Luís Gonzaga padroeiro da juventude.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 20 de Junho de 2019

Neste momento de louvor,

nós Te agradecemos
por esta tocante celebração
que, mais uma vez, presencializa a Tua presença no mundo,
que, mais uma vez, actualiza a Tua entrega na história
e que, mais uma vez, certifica o Teu imenso amor no coração de cada homem.

 

Mas não queremos, Senhor,
que a Eucaristia seja um momento com princípio e fim.
Queremos, sim, que a Eucaristia envolva toda a nossa vida:
do princípio até ao fim.

Queremos que a Missa gere Missão,
modelando todas as fibras do nosso interior
e lubrificando todas as vértebras da nossa alma.

Faz de nós testemunhas do Evangelho,
do Evangelho do Pão e do Paz,

do Evangelho do Pão para todos,

do Evangelho da Paz para todos,

do Evangelho do Corpo de Deus.

 

Que todos se alimentem na mesa da Palavra

e que todos possam vir à mesa da Eucaristia.

Que também hoje a Palavra se transforme em Pão

e que o Pão se transforme em Palavra,

em palavra para mudar a nossa vida.

 

Em muitos lugares,

as pessoas vão acompanhar-Te em procissão.

Mas Tu acompanha-nos sempre na grande peregrinação da nossa vida.

 

Que, ao recebermos o Teu corpo,

mostremos solidariedade e partilha,

afecto e amor.

 

Que saibamos dividir

para podermos multiplicar.

Que saibamos testemunhar lá fora

o que celebramos cá dentro.

 

Tu estás sempre connosco.

Que nós saibamos estar sempre conTigo.

Que, pelo nosso testemunho e pela nossa humildade,
todos tenham acesso ao Pão da Vida,
ao Pão do Amor,
ao Pão da Solidariedade,
ao Pão da Paz e da Esperança,
ao Pão que és Tu, Senhor,
e que, através de nós,
quer saciar o mundo inteiro!…

publicado por Theosfera às 11:25

A. O maior dos milagres



    1. Apesar de ter voltado para o Pai, Jesus Cristo continua presente no mundo. É uma presença real — da realidade de Cristo na realidade do mundo — que atinge o seu ápice na Eucaristia. Porque é sobretudo na Eucaristia que se faz o que Ele mandou fazer em Sua memória: comer o pão (cf. 1Cor 11, 23-24; Lc 22, 19) e beber do cálice (cf. 1Cor 11, 25; Mc 14, 23; Mt 26, 27).

    Sucede que este pão já não é pão; é o Corpo de Jesus Cristo. Do mesmo modo, este cálice já não é cálice; é o Sangue de Jesus Cristo. Jesus está realmente presente naquele pão e naquele cálice. Há, pois, uma mudança de substância em tal pão e em tal cálice. Nestes, como reparou São Paulo VI, «já não há o que havia anteriormente, mas outra coisa completamente diferente».



    1. Esta mudança de substância (transubstanciação) configura, «o maior dos milagres». São Cirilo de Jerusalém verbalizou com suprema precisão o que se passa: «Aquilo que parece pão não é pão, apesar do sabor que tem, mas sim o Corpo de Cristo; e o que parece vinho não é vinho, apesar de assim parecer ao gosto, mas sim o Sangue de Cristo».

    O que passamos a ter, como notou Santo Ambrósio de Milão, «já não é o que a natureza formou, mas o que a bênção consagrou». Na Eucaristia, Cristo vem até nós e nós vamos até Cristo; nós recebemos o Corpo e o Sangue de Cristo e Cristo recebe o nosso corpo e o nosso sangue. Cristo assume a carne de quem comunga a Sua.


    B. Pão que já não é pão, mas Cristo



    1. A transubstanciação é muito mais do que uma mudança de significado (transignificação) ou de finalidade (transfinalização) das espécies eucarísticas. No fundo, a transubstanciação consiste numa conversão. A substância do pão e do vinho converte-se na substância do Corpo e do Sangue de Jesus.

    Estamos perante a maior conversão que pode ocorrer. No pão e no vinho, a realidade do mundo converte-se na realidade de Cristo. É, sem dúvida e como lhe chamou São Paulo VI, uma «conversão admirável e sem paralelo».



    1. Ao mandar comer o pão e beber do cálice em Sua memória (cf. 1Cor 11, 24-25), Jesus está a admitir que a Ceia não termina naquela noite. A conversão do pão e do vinho no Corpo e no Sangue do Senhor são possíveis porque — sublinha Karl Rahner — «a Ceia não acabou». O que então se verificou nunca deixa de se verificar pois «insere-se no espaço e no tempo que são nossos».

    Tentando conceptualizar este mistério, Xavier Zubiri apercebe-se de que, na Eucaristia, somos visitados pela «actualidade do pão feita actualidade de Cristo». Pelo que «o pão eucarístico é o Corpo de Cristo; é Cristo mesmo».


    C. Meta e fonte da missão



    1. A presença real de Cristo não é um exclusivo da Eucaristia (como se as outras presenças fossem irreais), mas acontece por excelência na Eucaristia. A presença real de Cristo na Eucaristia não é a única, mas — avisa o Catecismo — «o modo de presença de Cristo na Eucaristia é único». Trata-se de uma presença substancial dado que, por ela, Se torna presente Cristo completo, Deus e homem.

    É, pois, na Eucaristia que a presença real de Cristo — ou seja, a Sua presença total, divina e humana — se exprime plenamente, «com uma intensidade sem par». Tendo em conta que, pelas palavras da consagração, a substância do pão e do vinho se converte na substância do Corpo e do Sangue do Senhor, então é a realidade de Cristo que se torna presente na realidade do mundo.



    1. Daí a centralidade deste sacramento na vida da Igreja. Como São João Paulo II teve oportunidade de recordar, a Eucaristia está no centro e no vértice da vida da Igreja: ela «contém o próprio núcleo do mistério da Igreja».

    Compreende-se, deste modo, que o objectivo do trabalho pastoral seja que todos os baptizados participem na Eucaristia. Ela é meta e, ao mesmo tempo, fonte da missão, despontando como alimento — e alento — para quantos andam envolvidos na evangelização.


    D. Viver tem de ser cristoviver



    1. A Igreja «vive da Eucaristia» porque vive de Cristo nela realmente presente. Para a Igreja, viver terá de ser sempre cristoviver. É em Cristo que se estabelece um estreitíssimo vínculo entre a Igreja e a Eucaristia. Podem, por isso, predicar-se à Eucaristia os mesmos atributos da Igreja. Também a Eucaristia é una, santa, católica e apostólica.

    Em linha com uma convicção muito antiga, dir-se-ia que «a Igreja faz a Eucaristia» e que «a Eucaristia faz a Igreja». A Igreja, ao celebrar a Eucaristia, celebra a presença real daquele que deu a vida por ela: o próprio Cristo (cf. Ef 5, 25). Dizer, por conseguinte, que «a Eucaristia faz a Igreja» é, no fundo, dizer que quem faz a Igreja é Cristo.



    1. Se Cristo faz a Igreja entregando-Se por ela (cf. Ef 5, 25), então, ao fazer memória de Cristo, a Igreja faz memória dessa entrega. Isto significa que a Eucaristia actualiza a Cruz, onde Jesus consumou a entrega do Seu Corpo e o derramamento do Seu Sangue. Na Cruz, Jesus entrega-Se ephapax, isto é, «de uma vez para sempre» (cf. Rom 6,10; Heb 7,27; 9,12;10,10). E esta entrega não está destinada a cessar, durando até ao fim dos tempos.

    É assim que o sacrifício do Calvário se torna presente na celebração eucarística, como presente se torna a Ressurreição que se seguiu a tal sacrifício. Como notou São João Paulo II, no momento em que «actualiza o único e definitivo sacrifício de Cristo na Cruz», a Eucaristia «torna presente o mistério da Sua Ressurreição».

     

    E. Para celebrar, para adorar e para viver

    1. A Eucaristia não é só para celebrar; é também para adorar, para testemunhar e para viver. Pela sua centralidade, ela há-de ter um antes, um durante e um depois. Este, a bem dizer, nem sequer é um depois; é uma renovada vivenciação do mesmo mistério. Estar no exterior não significa estar fora. Não pode voltar para fora da Eucaristia quem, alguma vez, esteve dentro da Eucaristia. Pelo que a celebração sacramental da Eucaristia tem de ser sempre acompanhada pela respectiva celebração existencial.

    Nunca deixamos de estar em Eucaristia: o que celebramos no templo é para transportar para o tempo. As escadas que nos levam da rua para o altar são as mesmas que nos trazem do altar para a rua. No pobre e no faminto, visitamos o mesmo Cristo que encontramos no pão e no vinho. É neste sentido que São João Crisóstomo recomenda para irmos do «altar da Eucaristia» ao «altar dos pobres». No «altar da Eucaristia», recebemos tudo; no «altar dos pobres», somos impelidos a dar tudo.



    1. Eis a nova Cruzada que se perfila à nossa frente. Trata-se da Cruzada para libertar os templos de Cristo que são os milhões de pessoas que morrem à fome. Esta é uma Cruzada digna desse nome, ou seja, digna da Cruz de Cristo. É nos pobres que continuamos a ouvir dentro de nós, «com os ouvidos da fé, a voz de Jesus que nos repete: “Este é o Meu Corpo”».

    Quanto mais nos alimentarmos com o Pão da Eucaristia, tanto melhor alimentaremos os pobres com o pão de cada dia. É por tal motivo que a Missa não tem fim. Termina a Missa, começa a Missão. E a Missão consiste, basicamente, na distribuição do Pão: do Pão que vem de Deus e do pão que brota da terra dos filhos Seus! No Pão da Eucaristia e no pão da nossa mesa, é o mesmo Jesus que Se nos dá, em gesto de incomparável beleza. Que o Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus encha o mundo inteiro de paz e luz!

publicado por Theosfera às 05:53

Hoje, 20 de Junho (Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo), é dia de Sta. Sancha, Sta. Mafalda e Sta Teresa (filhas de D. Sancho I), S. Francisco Pacheco e companheiros mártires e Sta. Gema.

Um santo e abençoado dia eucarístico para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 19 de Junho de 2019

Hoje, 19 de Junho, é dia de S. Romualdo, S. Gervásio e S. Protásio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 18 de Junho de 2019

Hoje, 18 de Junho, é dia de S. Gregório Barbarigo e Sta. Osana. Refira-se que S. Gregório Barbarigo foi alvo de «canonização equipolente». Ou seja, o povo já o venerava como santo e o Papa acabou por reconhecer esse culto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 17 de Junho de 2019

Hoje, 17 de Junho, é dia de S. Rainério de Pisa, S. Manuel, S. Jobel e Sto. Ismael (mártires), S. Manuel (arcebispo de Adrianópolis) e Sta. Emília de Vialar.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 16 de Junho de 2019

Maravilhoso és Tu, Senhor.

Porque és Deus,

porque és Pai,

porque és Filho,

porque és Espírito Santo,

porque és amor.

 

Maravilhoso és Tu, Senhor.

Porque és único, mas não és um.

Porque és mistério, mas não estás longe.

Porque és poderoso, mas também simples e humilde.

 

Maravilhoso és Tu, Senhor.

Porque és Trindade.

Porque és unidade.

Porque és comunhão.

Porque és vida.

Porque és luz.

Porque és paz.

 

Maravilhoso és Tu, Senhor.

Maravilhoso é o Teu ser.

Maravilhosa é a Tua doação.

Maravilhosa é a Tua presença.

 

Tu, Senhor, estás no Céu.

Tu, Senhor, estás na Terra.

Tu, Senhor, és o Céu na Terra.

Em cada ser humano, Tu armas a Tua tenda

e constróis uma morada, uma habitação.

 

Obrigado, Deus Pai.

Obrigado, Deus Filho.

Obrigado, Deus Espírito Santo.

Obrigado por tanto.

Obrigado por tudo.

 

Que a nossa atmosfera seja sempre uma teosfera.

Que em cada momento haja uma brisa a respirar a Tua bondade.

Que a nossa vida mostre a Tua vida,

a vida que vem de Ti.

 

Que nunca esqueçamos

que somos baptizados no Pai, no Filho e no Espírito Santo.

 

Que tudo em nós seja ressonância

desta presença divina pelas estradas do tempo.

 

Obrigado, Santíssima Trindade,

por estares em cada um de nós.

 

Obrigado porque Um de Vós

Se quis tornar um de nós,

de cada um de nós.

 

Obrigado por estares sempre connosco,

na vida e na Palavra feita carne,

na vida do Teu Filho,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:23

A. Uma comunidade sem superiores nem inferiores


1.Hoje é o dia da Festa do nosso bom Deus, que é único, mas não é um. Deus não é solitário, mas profundamente comunitário. A Santíssima Trindade é a mais bela comunidade, o modelo para todas as comunidades. Estaremos dispostos a aprender com o nosso bom Deus? 

2. Na família trinitária, não há superiores nem inferiores. O Pai, o Filho e o Espirito Santo são igualmente divinos. Diferentes nas Suas pessoas, são iguais na Sua natureza. E, inversamente de nós, as pessoas divinas vivem — desde sempre e para sempre — unidas. Não é isto maravilhoso? Não é isto tão comovente? Mas, como se isto não bastasse, Deus agregou o homem à Sua família. Baptizados «em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28, 19), os seres humanos passam a fazer parte da família divina.

Dir-se-ia, então, que o amor que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo é tão forte que não cabe em Si. Como que «explode» no mundo. O primeiro «big bang» — e motivo último do «big bang» — é a «explosão» do amor de Deus na criação.


  1. B. Jesus é a mostração da Trindade



  1. Deus, além de estar da eternidade, está no tempo. Além de estar no Céu, está na Terra e em cada pessoa que há na Terra. É neste sentido que — absolutamente abismado — já no século X, El Hallaj garantia: «Vi o meu Senhor com o olhar do coração e disse-Lhe: "Quem és Tu?" Ele respondeu-me: "Tu!"»

Segundo o referido autor, «o "onde" já não tem lugar». De facto, o «onde» não existe quando se trata de Deus. O «onde» em que Deus Se encontra é também o nosso coração. Sim, o seu e o meu coração também são divina habitação! Não é tão assombroso?



  1. Quem nos mostrou isto foi Jesus Cristo, no Qual encarnou a pessoa do Filho de Deus. Foi Ele quem nos deu a conhecer Deus (cf. Jo 1, 18). Daí a distinção — estabelecida por Karl Barth — entre o Cristianismo e as outras religiões. Enquanto estas «atestam o movimento do homem para Deus, o Cristianismo constitui o movimento de Deus para o homem».

Tal movimento atinge o seu ápice no próprio Jesus Cristo. N’Ele é Deus que vem ao encontro do homem. Se ver Deus sempre foi uma aspiração humana, mostrar Deus é uma competência exclusivamente divina. Quando um discípulo pede que Lhe mostre Deus, Jesus afirma que Ele mesmo é a mostração de Deus: «Quem Me vê, vê o Pai» (Jo 14, 9).




C. Cristo aproxima Deus do homem e aproxima o homem de Deus



  1. É, pois, de Deus que vem a revelação definitiva de Deus (cf. Heb 1, 2). Jesus não veio de perto de Deus, mas de dentro de Deus. O Quarto Evangelho tem o cuidado de anotar que Jesus vem do seio do Pai: «O Filho unigénito, que está no seio do Pai («κολπον του πατρος»), é que O deu a conhecer» (Jo 1, 18). O original «κόλπος» significa peito ou seio, remetendo portanto para a intimidade.

É curioso que — mais tarde (em 675) — o XI Concílio de Toledo proclama que o Filho foi gerado «do útero do Pai» (ex utero Patris). Com uma linguagem marcadamente feminina — o útero é um órgão da mulher —, a Igreja reconhece que o Filho de Deus vem do mais íntimo de Deus. É das entranhas mais fundas de Deus que provém o Seu Filho. Não deixa, aliás, de ser sintomático conferir que o hebraico rahamim, que se traduz por «entranhas» (cf. (cf. Sal 25, 6; 40, 12; 51, 3; Os 2, 21) deriva de rehen, que significa precisamente «útero».



  1. Por tudo isto, não espanta que Jesus dispense a Deus um tratamento intimista, apresentando-O sempre como «Pai» e até como «Paizinho» ou «Papá». É o que se depreende do recurso ao aramaico Abbá (cf. Mc 14, 36). De facto, à excepção do grito de abandono (cf. Mc 15, 34; Mt 27, 46) — e, mesmo aqui, para citar um texto do Antigo Testamento (cf. Sal 22, 2) —, Jesus, quando fala de Deus, fala do Pai.

São mais de 200 as vezes que Jesus Se refere a Deus como Pai. Só no Evangelho de João, Ele usa a palavra «Pai» 156 vezes. Já aos 12 anos, deixa bem claro que a Sua prioridade é estar com o Pai: «Não sabíeis que devia estar em casa de Meu Pai?» (Lc 2, 49). Entrevê-se, deste modo, o que iria estruturar a superveniente missão de Jesus: estar com o Pai e falar do Pai.


D. Uma permanente lição de unidade



  1. Ele afirma que é um com o Pai: «Eu e o Pai somos um só» assegurando que quem O vê, vê o Pai (cf. Jo 14, 9). Jesus assume que foi enviado pelo Pai (Jo 20, 21) e que é para o Pai que volta (cf. Jo 16, 28). A Sua maior realização é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34), pelo que é ao Pai que entrega o Seu Espírito (cf. Lc 23, 46).

Frequentemente, Jesus começa o dia de madrugada, «ainda muito escuro», num lugar solitário, em oração (cf. Mc 1, 35). Antes de escolher os Doze, foi com o Pai — em oração — que passou a noite inteira (cf. Lc 6, 12). É no encontro com o Pai que Jesus é encontrado pelas pessoas (cf. Mc 1, 37). Como Ele, também nós devemos tratar a Deus por Pai: «Quando orardes, dizei Pai» (Mt 6, 9). É esta paternidade que alicerça a nossa fraternidade. Porque um só é o nosso Pai (cf. Mt 23, 9), nós somos todos irmãos (cf. Mt 23, 8).



  1. Tal como Jesus revela Deus como Pai, também Deus revela Jesus como Filho. A voz que se faz ouvir no Seu Baptismo e na Sua Transfiguração é peremptória: «Este é o Meu Filho muito amado» (Mt 3, 17; Mc 9, 7; Mt 17, 5; cf. Mc 1, 11; Lc 3, 22).

Acresce que Jesus é igualmente o revelador do Espírito Santo. Como sucede com o Filho, também o Espírito Santo vem do Pai (cf. Jo 15, 26). E se o Pai Se faz ouvir no Baptismo de Jesus (cf. Mt 3, 17), já o Espírito Santo deixa-Se ver: em forma de pomba (cf. Mc 1, 10; Mt 3, 16; Lc 3, 22). Jesus aparece cheio do Espírito Santo (cf. Lc 4, 1) e deixa-Se conduzir por Ele (cf. Mt 4, 1). No fundo, o Espírito que vem do Pai é também «Espírito do Filho» (Gál 4, 6), «Espírito de Jesus Cristo» (Fil 1, 19).


E. Nem solidão nem divisão; Deus é comunhão



  1. Não espanta, assim, que ao Filho e ao Espírito Santo fosse reconhecido o mesmo estatuto ontológico do Pai. João afirma que «os três são um só» (1Jo5, 7). O Filho rapidamente viu ser testemunhada a Sua «condição divina» (Fil 2, 6), sendo desde logo proclamado como «Senhor e Deus» (Jo 20, 28). O mesmo se passou com o Espírito Santo. Para os primeiros cristãos, mentir ao Espírito Santo é mentir a Deus (cf. Act 5, 3-4).

Os cristãos sempre professaram a fé «num só Deus» (1Tim 2, 5; Ef 4, 6). Mas, ao mesmo tempo, nunca deixaram de perceber que o único Deus não é um. Se Deus fosse um, seria apenas a solidão; se Deus fosse dois, seria unicamente a distinção e, talvez, a divisão. Mas Deus é três: o três vence a solidão, supera a distinção e evita a divisão. O três sinaliza a união, a realização suprema da comunhão.



  1. Em Deus encontram-se, portanto, conjugadas a máxima unidade e a maior diversidade. Como filhos Seus, aprendamos com Deus. Nem a pessoa se deve sobrepor à comunidade nem a comunidade deve anular a pessoa. O mero colectivismo é tão perigoso como um radical individualismo.

Olhemos para a Santíssima Trindade como o modelo supremo de comunidade. E deste modo avançaremos em humanidade e cresceremos em felicidade. Não é isto o que procuramos tanto? Glória, pois, ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!

publicado por Theosfera às 05:13

Hoje, 16 de Junho (Solenidade da Santíssima Trindade e início da XI Semana do Tempo Comum), é dia de S. Ciro, Sta. Judite e Sta. Lutgarda.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 15 de Junho de 2019

Hoje, 15 de Junho, é dia de S. Vito, S. Modesto, Sta. Crescência e Sta. Germana Cousin.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 14 de Junho de 2019

Hoje, 14 de Junho, é dia de Sto. Eliseu, Sta. Anastásia, S. Félix, Sta. Digna e Sta. Maria Micaela do Santíssimo Sacramento.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 13 de Junho de 2019

Hoje, 13 de Junho, é dia de Sto. António e S. Fândila. Refira-se que Sto. António, que nasceu Fernando, é conhecido como sendo de Lisboa (onde viu a luz do dia) e de Pádua (onde viveu os últimos anos da sua vida).

Começou por ser Cónego Regrante de Sto. Agostinho vindo a aderir à Ordem Franciscana. Notabilizou-se como pregador e taumaturgo.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 12 de Junho de 2019

Hoje, 12 de Junho, é dia de Nossa Senhora do Sameiro, S. João de Sahagún, Sto. Onofre, Sta. Jobenta, Sta. Mercedes de Jesus Molina e S. Lourenço Salvi.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 11 de Junho de 2019
Hoje, 11 de Junho, é dia de S. Barnabé, Sta. Paula Frassinetti, Sta. Maria Rosa Molas e Vallvé e Sta. Maria do Divino Coração.

 

Refira-se que S. Barnabé é chamado Apóstolo por S. Paulo porque com ele participou na primeira viagem missionária.

 

Foi, aliás, Barnabé que apresentou Paulo aos cristãos de Antioquia. No entanto, desentenderam-se.

 

Na segunda viagem, Barnabé queria levar o seu sobrinho Marcos, que os acompanhara na primeira viagem, mas que desistira.

 

Paulo foi intransigente. Barnabé era mais clemente (a apreciação é de S. Jerónimo).

 

Por isso é que a Bíblia faz uma apreciação do carácter de S. Barnabé que diz tudo: «Homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé» (Act 11, 24).

 

Um santo e abençoado dia para todos!
publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 10 de Junho de 2019

Hoje, 10 de Junho (Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades), é dia da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, Sta. Olívia e S. João Dominici.

Reinício do Tempo Comum, na Décima Semana. Este ano não se celebra a memória do Anjo da Guarda de Portugal. Retoma-se a recitação do «Angelus».

Um santo e abençoado dia para todos!

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Domingo, 09 de Junho de 2019

Espírito Santo de Deus,

Espírito do Pai e do Filho,

Espírito da Igreja,

Espírito do mundo,

nós Te louvamos e agradecemos

por tantos dons.

 

Obrigado pelo dom da sabedoria.

Obrigado pelo dom do entendimento.

Obrigado pelo dom da ciência.

 

Obrigado pelo dom do conselho.

Obrigado pelo dom da fortaleza

Obrigado pelo dom da piedade.

Obrigado pelo dom do temor de Deus.

 

Obrigado pela beleza de cada dia.

Obrigado pela bondade de tantos corações.

Obrigado pela verdade de tantas palavras.

 

Obrigado também pelos silêncios.

Obrigado ainda pela esperança.

Obrigado pela oração.

 

Obrigado por cada manhã.

Obrigado por cada encontro.

Obrigado por cada pessoa.

 

Tu que habitaste o seio de Maria,

habita o nosso coração,

transforma-nos por dentro

e muda-nos a partir do fundo.

 

Faz deste mundo um mundo novo.

Vem recriar a nossa humanidade.

Que este mundo seja um povo de amigos,

um povo de irmãos.

 

Que estejamos cada vez mais fortalecidos para a missão.

Que nunca nos esqueçamos de dar testemunho.

 

Dá-nos sempre o Teu Espírito,

a respiração da nossa vida,

o vento da nossa jornada.

 

Que sejamos outros,

que aspiremos e aspiremos paz,

em Teu nome,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:35

A. A Igreja nasce com Jesus e começa com o Espírito Santo

 

  1. Grande — e cheia de alegria — é a festa deste dia. Celebramos hoje o nosso aniversário, o «aniversário» da Igreja: não propriamente o «aniversário» do seu nascimento, mas, por assim dizer, o «aniversário» do seu começo. Teologicamente, a Igreja nasce com Jesus. Mas o início da sua missão ocorre precisamente no dia de Pentecostes, com a vinda do Espírito Santo. Em síntese, a Igreja nasce com Jesus e começa com o Espírito Santo.

Refira-se que o Pentecostes já era um importante dia de festa para os judeus. Celebrada cinquenta dias após a Páscoa, era uma festa agrícola, em que se agradecia a Deus a colheita da cevada e do trigo. Mais tarde, tornou-se também a festa da aliança, assinalando o dom da Lei no Sinai e a constituição do primeiro Povo de Deus. A partir de agora, o Pentecostes marca o começo da Igreja, novo Povo de Deus.

 

  1. Como sabemos, a fundação da Igreja não é instantânea, é progressiva; não é formal, é processual. Ou seja, não resulta de um acto formal, mas de um longo processo que remonta ao princípio do mundo. Aliás, na antiguidade, escritores como Hermas notavam que «o mundo foi criado em ordem à Igreja».

Sendo obra divina, podemos dizer que a Igreja é preparada pelo Pai, nasce com o Filho e começa com o Espírito Santo. Não se trata de decalcar a tese das três idades do célebre Joaquim de Fiore. Segundo ele, a Antiga Aliança seria a idade do Pai, a Igreja institucional corresponderia à idade do Filho e a chegada de uma hipotética Igreja sem estruturas inauguraria a idade do Espírito Santo.

 

B. A Igreja não é Deus, mas é a presença de Deus

 

 

  1. A Igreja, porém, nunca aceitou esta doutrina. É que onde está o Espírito, estão também o Filho e o Pai. É pelo vínculo do Espírito Santo que chegamos ao Pai através do Filho, Jesus Cristo. A esta luz, a Igreja não resulta dos esforços das três pessoas em separado, mas da unidade entre elas.

Foi isso, de resto, o que verteu Cipriano de Cartago numa afirmação retomada pelo Concílio Vaticano II: «A Igreja toda aparece como “um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo”». Em suma e como subtilmente assinalou Orígenes, «a Igreja está cheia de Trindade». Por conseguinte, a Igreja não é Deus, mas é a presença de Deus no mundo.

 

  1. O nascimento da Igreja ocorre com Jesus: com a Sua vida, morte e ressurreição e também com o chamamento — e o envio — dos discípulos. E o começo da sua actividade dá-se com a vinda do Espírito Santo, no Pentecostes. Só nesse dia — através da pregação de Pedro — converteram-se a Cristo três mil pessoas (cf. Act 2, 41).

O nascimento da Igreja é significado pelo sangue e pela água que saíram do lado aberto de Jesus crucificado. Retomando uma máxima dos primeiros tempos, o Concílio recorda que «foi do lado de Cristo adormecido na Cruz que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja». Mas é no Pentecostes que «a Igreja se manifesta publicamente […], começando a difusão do Evangelho com a pregação».

 

C. Templo e tempo do Espírito Santo

 

 

  1. A Igreja é, por conseguinte, o templo e o tempo do Espírito Santo. Como bem disse Santo Ireneu de Lyon, o «Filho e o Espírito são como que “as duas mãos” pelas quais o Pai nos toca». Pelo Filho somos tocados de uma maneira visível, pelo Espírito Santo somos tocados de uma maneira invisível, o que não quer dizer que seja menos real.

Fica, assim, claro que a Igreja não é propriedade nossa. Já Santo Inácio de Antioquia notava que Jesus Cristo é o «bispo invisível» que a conduz. As figurações da Igreja, enunciadas pelo último Concílio, remetem sempre para a prioridade de Deus. Ela é vista como o redil e o rebanho cujo pastor é Cristo (cf. Jo 10, 1-10); ela é a agricultura ou o campo de Deus (cf. 1Cor 3, 9); ela é a construção de Deus (cf. 1Cor 3, 9), a Jerusalém do alto e a nossa mãe (cf. Gál 4, 26; Ap 12, 17).

 

  1. A Igreja não é uma mera «continuadora» de Cristo; é a nova presença de Cristo. É costume falarmos de «sucessores dos apóstolos», mas não de «sucessores de Cristo». Só há sucessão de quem já não está presente. Os apóstolos têm sucessores porque já não estão presentes. Mas Jesus continua presente, precisamente através da Sua Igreja. Esta, a Igreja, é a nova presença de Cristo, o novo corpo de Cristo, não uma sucessora de Cristo.

Daí que Santo Agostinho fale do «Cristo total» («Christus totus»), que tem Jesus como cabeça e cada um de nós como membro do Seu corpo. O corpo é único. Os seus membros são muitos: todos nós, os baptizados.

 

 D. Na Igreja são re+unidos os que Cristo une

 

7. Somos muitos, mas estamos unidos: não em função das nossas afinidades, mas em razão da presença do mesmo Cristo que nos une.

Isto significa que, quando não estamos unidos, é porque não estamos a ser verdadeiramente fiéis a Cristo nem ao Espírito Santo, que nos conduzem para a unidade. Se Cristo nos une, o Espírito Santo não pára de nos re+unir, justamente à volta de Cristo.

 

  1. Não é por acaso que Santo Hilário de Poitiers apresenta o Espírito Santo como o «laço» que une o Pai e o Filho. É o mesmo Espírito Santo que, unindo-nos ao Pai e ao Filho, nos une uns aos outros. É, pois, o Espírito Santo que nos «enlaça», que nos «entrelaça». No Espírito Santo, nunca estamos «deslaçados». No Espírito Santo, estamos todos «entrelaçados» uns nos outros.

Apesar de os trabalhos da missão serem muitos — e muito diferentes —, «é o mesmo Deus que realiza tudo em todos» (1Cor 12, 6), com vista «ao bem comum» (1Cor 12, 7). Note-se que a missão começa sempre na oração porque é nela que se acolhe o sopro do Espírito. Basta olhar para o grande empreendimento missionário de São Paulo, que foi desencadeado por uma forte experiência de oração (cf. Act 13, 1-3).

 

E.O Espírito está sempre a soprar

 

  1. Também no dia de Pentecostes, os apóstolos estavam seguramente em oração (cf. Act 2, 1). O Espírito veio para os animar e fortalecer. Não é em vão que Espírito é entendido, frequentemente, como sinónimo de ânimo, de força. O Espírito desce «por um rumor semelhante a forte rajada de vento» (Act 2, 2). O Espírito é, muitas vezes, apresentado como como vento: às vezes, em forma de brisa, desta vez em forma de rajada.

Hoje, precisamos de novas rajadas de Espírito. E deixemos que o mesmo Espírito deposite em nós «línguas de fogo» (Act 2, 3), pelas quais possamos aquecer — e iluminar — as vidas de toda a gente.

Precisamos, hoje também, de cristãos «cheios do Espírito Santo» (Act 2, 4) que não se cansem de anunciar «as maravilhas de Deus» (Act 2, 11). Precisamos, hoje também, de cristãos de escuta, de espera e de esperança, que ofereçam ao mundo as incontáveis surpresas de Deus.

 

  1. Pelo Espírito Santo, até o impossível se torna possível. Mais do que competência própria, do que precisamos é de fidelidade ao Espírito de Deus. É que, como percebeu Atenágoras, «sem o Espírito Santo, Deus fica longe,
    Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é uma simples organização, a autoridade é um simples poder». Pelo contrário, «no Espírito Santo, Cristo torna-Se presente, o Evangelho faz-se poder e vida,
    a Igreja realiza a comunhão trinitária e a autoridade transforma-se em serviço que liberta».

Para que seja o Espírito a agir em nós, deixemo-nos habitar pelos Seus dons: pelo dom da fortaleza, pelo dom da sabedoria, pelo dom da ciência, pelo dom do conselho, pelo dom do entendimento, pelo dom da piedade e pelo dom do (santo) temor de Deus. O espiritual não é o que se opõe ao real. O espiritual é o que anima e transforma o real. No Espírito Santo, nunca envelhecemos, mesmo que os anos passem. O Espírito Santo é este vento que abana e nunca abala. Escutemos a voz do Espírito. Porque o Espírito está sempre a soprar. O Espírito está sempre a surpreender-nos!

publicado por Theosfera às 05:17

Hoje, 09 de Junho (Solenidade do Pentecostes e Último dia do Tempo Pascal), é dia de Sto. Efrém, S. José de Anchieta e Sta. Ana Maria Taígi.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 08 de Junho de 2019

Hoje, 08 de Junho, é dia de Sta. Maria do Divino Coração, Sta. Quitéria, Sta. Marinha, S. Carlos Spínola, S. Tiago Berthieu, Sto. Ambrósio Fernandes, S. Leão Mangin e seus companheiros mártires e S. Rudolfo Acquaviva e seus companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 06 de Junho de 2019

Hoje, 06 de Junho, é dia de S. Norberto, S. Marcelino Champagnat e S. Filipe, diácono.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 05 de Junho de 2019

Hoje, 05 de Junho, é dia de S. Bonifácio e S. Doroteu, o Moço.

Refira-se que S. Bonifácio era inglês e foi o grande cristianizador da Alemanha.

Fez suas as (fortes) palavras de S. Gregório, apelando aos pastores para não serem «cães mudos nem sentinelas silenciosas».

O silêncio da escuta tem de desaguar na palavra corajosa e habitada pela esperança.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 04 de Junho de 2019

Hoje, 04 de Junho, é dia de S. Tiago de Viterbo, S. Pedro de Verona, Sta Clotilde e S. Francisco Caracciolo.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 03 de Junho de 2019

Hoje, 03 de Junho, é dia de Sto. Ovídio, S. Carlos Lwanga e seus companheiros mártires, Sto. Isaac de Córdova, S. Juan Diego e S. João Grande.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 02 de Junho de 2019

Era para ser uma despedida,

mas tornou-se a continuação de um encontro.

 

A Tua Ascensão, Senhor,

não é um adeus,

é uma presença eterna,

um encontro constante.

 

Tu não deixaste o Pai quando vieste nós.

Não nos deixas a nós quando voltas para o Pai.

 

Tu és sempre a presença de Deus junto dos homens

e a presença dos homens junto de Deus.

 

Tu não queres que fiquemos a olhar para o Céu.

O que Tu queres, Senhor, é que,

na Terra,

comecemos a construir o Céu.

 

«O Céu existe mesmo»!

O Céu existe já na Terra

quando fazemos o bem,

quando dizemos a verdade,

quando trabalhamos pela justiça,

quando espalhamos a paz.

 

«O Céu existe mesmo»!

O Céu és Tu, Senhor,

O Céu é a Tua e nossa Mãe.

E o Céu podemos ser nós,

se nos respeitarmos como pessoas

e se nos unirmos e amarmos como irmãos.

 

«O Céu existe mesmo»!

E tudo pode ser diferente

e tudo pode ser melhor.

Se agirmos em Teu nome,

um novo começo será sempre possível.

 

«O Céu existe mesmo»!

As trevas não hão-de vencer.

O mal não há-de triunfar.

O egoísmo não há-de persistir.

 

«O Céu existe mesmo!»

As crianças hão-de cantar.

Os velhinhos hão-de sorrir.

E as mãos serão dadas.

 

«O Céu existe mesmo!»

Nós temos a certeza

e não deixaremos de ter a esperança.

As nuvens podem cair.

Mas o sol há-de sempre brilhar.

O sol que é fonte de luz.

O sol que ilumina sempre.

O sol que és Tu,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:50

A. Não uma despedida, mas uma presença nova

    1. Quem gosta de despedidas? Quem gosta de se despedir daqueles que ama, daqueles que admira? Quem não se comove com as despedidas? Aparentemente, assinalamos hoje a despedida de Jesus. Mas só aparentemente. A bem dizer, Jesus não Se despede. A Ascensão não assinala uma despedida, mas inaugura uma presença nova. Jesus não tinha deixado o Pai quando veio até ao mundo; agora, não deixa o mundo quando volta até ao Pai. Jesus trouxe-nos o Pai, Jesus leva-nos — e eleva-nos — para o Pai.
  1. É também a nossa humanidade redimida e transfigurada que vai com Ele. Nós (já) estamos com Ele na eternidade; Ele (ainda) está connosco no tempo. Enfim, o Céu continua na Terra e a Terra como que já está no Céu. No tempo que vivemos na Terra, já somos verdadeiramente «cidadãos do Céu» (Fil 3, 20) e habitantes da «Casa do Senhor» (Sal 122, 1).

     

    1. A Ascensão de Jesus é o alicerce da ascensão da humanidade. O destino de Jesus será o destino da humanidade quando os caminhos da humanidade forem os caminhos de Jesus. Jesus desceu até à humanidade para que a humanidade possa subir com Jesus. Verdadeiramente e como terá notado São Francisco Xavier, «para Deus, sobe-se descendo». A Ascensão ilumina — e aprofunda — o significado da Ressurreição. Aquele que sobe às alturas do Céu é o mesmo que desceu às profundidades da Terra.

    Eis a lição desta solenidade e, mais vastamente, de toda a vida de Jesus. Só se sobe quando se desce. Só se ganha quando se perde. Só se recebe quando se dá. A máxima exaltação vem após a suprema humilhação. Deus exalta maximamente aquele que Se humilhou completamente (cf. Fil 2, 6-11).

  2.  
  3. B. Nós (já) com Ele na eternidade; Ele (ainda) connosco no tempo

  4.  
  5. 3. Em Jesus Cristo, Deus vem até nós de uma forma totalmente humanizada. Em Jesus Cristo, nós vamos até Deus de uma forma totalmente divinizada. Não se trata de uma conquista nossa, mas de um dom de Deus. Não se trata não de endeusamento, mas de divinização («theosis»). Entramos no Céu pela porta de Cristo, pela porta que é Cristo (cf. Jo 10, 7). Como diziam os antigos, «Cristo sobe, levando conSigo os homens cativos da morte. Ele, o primeiro, Deus incarnado, entra no Céu». E, ao entrar, faz-nos entrar com Ele.

  6.  

    É por isso que a Ascensão, enquanto celebração do triunfo de Cristo, é também celebração do triunfo da humanidade unida a Cristo. Ele, que fez Seu o nosso sofrimento, permite que façamos nossa a Sua glória.

     

    1. Mas Jesus continua presente no mundo, acompanhando os Seus discípulos em missão. São Mateus refere a Sua promessa de que Ele estará sempre connosco, até ao fim dos tempos (cf. Mt 28, 20).

    É, aliás, sobre a missão dos discípulos que incide o encontro de Jesus narrado pelo Livro dos Actos dos Apóstolos. Nele, Jesus pede aos discípulos que não se afastem até que venha o Prometido do Pai (cf. Act 1, 4). O Prometido do Pai é o Espírito Santo (cf. Act 1, 5). É o Espírito Santo que vai dar aos discípulos uma força suave — e uma suavidade forte — para que sejam testemunhas de Cristo «até aos confins da Terra» (Act 1, 8).

  7.  
  8. C. Este é o momento de caminhar na Terra, não de «olhar para o Céu»

  9.  

    5. Que resta, então, do rasto de Jesus? O que resta do rasto de Jesus é precisamente a Igreja, da qual todos fazemos parte. É na Igreja que Jesus dilata o Seu Corpo. É na Igreja que Jesus estende a Sua presença. É à Igreja que Jesus confia o Seu Evangelho: não apenas o Evangelho escrito, mas sobretudo o Evangelho inscrito; não apenas o Evangelho que encontramos no livro, mas acima de tudo o Evangelho que reencontramos na vida.

     

    1. A Igreja não é, por conseguinte, uma mera continuação da «causa de Jesus». A Igreja é uma nova presença do próprio Jesus. Eis, portanto, a boa — e bela — notícia que transportamos connosco: a presença de Jesus no mundo, a presença de Jesus em cada pessoa que há no mundo.

    Não é por acaso que a Igreja assinala, neste Domingo da Ascensão, o Dia Mundial das Comunicações Sociais. A Igreja está no mundo para testemunhar a nova presença de Cristo. Não estamos no mundo para dizer que «Cristo viveu», mas anunciar que «Cristo vive».

  10.  
  11. D. A Igreja existe para comunicar Jesus Cristo

    7. Já que estamos conectados em rede, religuemo-nos cada vez mais pela comunhão. É Jesus quem faz a comunhão entre nós. Enchamos, cada vez mais, com Jesus as «redes sociais».

     

    1. Já basta de notícias más. Difundamos tanto bem que se faz. Mostremos que Jesus Cristo é o grande — o maior produtor — da civilização do amor. Levemos Cristo à comunicação social e a mudança começará a ser real.

    Não nos ponhamos fora destes meios. Também neles há muita gente a precisar de uma mensagem diferente. E nenhuma mensagem é melhor que dizer isto: sigam sempre os passos de Jesus Cristo!

  12.  
  13. E. Sem a comunicação social, a evangelização não é total

    9. Sejamos ousados e procuremos chegar a todos os lados. Façamos ouvir a nossa voz sobretudo junto dos que estão sós. Jesus Cristo a todos quer chegar. E se a comunicação nos permite tal acesso, não enquistemos em opções de retrocesso. Todos os meios devem ser usados, particularmente até àqueles que estão mais abandonados.

     

    1. O que celebramos na Ascensão é um poderoso estímulo para a missão. Procuremos converter as dificuldades em oportunidades. Não nos limitemos a pôr de lado os meios em que não nos sentimos tão à vontade.

    Procuremos fazer tudo para que os meios de comunicação possam ser também meios de evangelização. Afinal, há tanto Evangelho para espalhar na vida. E há tanto Deus para semear no coração das pessoas!

    Foi após estas palavras que Jesus Se elevou (cf. Act 1, 9). Os discípulos deixaram de ver aquele que tinham visto. A partir de agora, podemos ver — e fazer ver — Jesus através do testemunho, através da missão. Este ainda não é o momento de «olhar para o Céu» (cf. Act 1, 11). Este é o momento de «pisar a Terra». Este é o momento de trilhar todos os «caminhos da Terra». Este, em suma, é o tempo da Igreja, a nova corporeidade de Jesus (cf 1Cor 12).7A comunicação social, desde os meios mais clássicos até aos mais novíssimos recursos, torna-nos membros uns dos outros (cf. Ef. 4, 25), como nos recorda o Papa Francisco. É como membros uns dos outros que somos chamamos a anunciar Jesus Cristo. É certo que não podemos exigir que a comunicação social faça tudo. Mas pode ajudar ou melhor, nós podemos ajudar mais através da comunicação social. A evangelização digital também faz parte da missão total.
publicado por Theosfera às 05:29

Hoje, 02 de Junho (Solenidade da Ascensão do Senhor e Dia Mundial das Comunicações Sociais), é dia de Sta. Blandina, S. Potino, Sto. Erasmo, S. Pedro, S. Marcelino e S. Félix de Nicósia.

Refira-se que Sta. Blandina é considerada padroeira da mocidade feminina.

E Sto. Erasmo é invocado contra as tempestades, contra as cólicas, contra as doenças intestinais das crianças e contra as dores de parto.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 01 de Junho de 2019

Hoje, 01 de Junho (início do mês do Sagrado Coração de Jesus), é dia de S. Justino e Sto. Aníbal Maria di Francia.

Um santo e abençoado dia  pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 31 de Maio de 2019

Hoje, 31 de Maio, é dia da Visitação de Nossa Senhora a Sta. Isabel, Nossa Senhora do Coração de Jesus, Nossa Senhora da Boa Nova e Sta. Petronila.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Quinta-feira, 30 de Maio de 2019

Hoje, 30 de Maio, é dia de Sta. Joana d'Arc, S. Fernando e Sta. Baptista Varani.

Um santo e abençoado dia  pascal para todos!

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Quarta-feira, 29 de Maio de 2019

Hoje, 29 de Maio, é dia de S. Maximino, Sta. Úrsula de Ledochowska e S. José Gérard.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Terça-feira, 28 de Maio de 2019

Hoje, 28 de Maio, é dia de S. Justo e S. Germano de Paris.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Segunda-feira, 27 de Maio de 2019

Hoje, 27 de Maio, é dia de Sto. Agostinho de Cantuária, Evangelizador dos Ingleses, e S. Júlio, Padroeiro dos que recolhem o lixo.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 26 de Maio de 2019

Páscoa não foi. Páscoa é. A Páscoa não passa. A Páscoa é passagem, mas nunca é passado.



A Páscoa não foi apenas há um mês. A Páscoa também é hoje.



Também hoje, Senhor, vens ter connosco. Também hoje nos dás a Tua paz, o Teu perdão, o Teu amor.



O Teu mandamento não é pesado, o Teu jugo é suave, a Tua carga é leve.



Quando Te amamos, amamos também as pessoas. Quando amamos as pessoas, amamos-Te também a Ti.



Também hoje, queremos ter um só coração e uma só alma.



Também hoje, queremos pôr tudo em comum.



Também hoje, queremos que ninguém passe necessidade, que ninguém tenha fome.



Também hoje, queremos conjugar, com os lábios e com a vida, o verbo «dar», o verbo «repartir», o verbo «amar».



O que é de cada um queremos que seja de todos.



Ajuda-nos, Jesus, a vencer a pior doença: o egoísmo.



Ensina-nos, Jesus, a vencer a falsidade e a mentira.



Envolve-nos, Jesus, com a Tua misericórdia e habita-nos com a Tua bondade.



Obrigado, Jesus, por morreres por nós.



Obrigado, Jesus, por ressuscitares para nós.



Obrigado por vires sempre ao nosso encontro,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:33

A. Onde está a cabeça de João?

 

  1. Todos o sabemos, mas não sei se alguma vez pensamos seriamente sobre isso. Onde está a nossa cabeça? Está em cima do nosso corpo. É inevitável, mas é também um problema. Isso significa que a nossa cabeça está em cima do nosso «eu». Está, portanto, condicionada — e fortemente limitada — por ele. Daí a nossa constante (e incoercível) tendência para o egoísmo.

É pelo nosso «eu» que vemos o mundo e a vida. É pelo nosso «eu» que vemos o próprio Deus. Nem nos damos ao trabalho de (procurar) ser como Deus. Deus é que acaba por visto como nós. É pelo nosso «eu» que fazemos as nossas leituras, as nossas avaliações, os nossos juízos sobre todos e sobre tudo. Serão sempre acertados os nossos critérios? Muitas vezes, nem sequer pomos isso em causa. O nosso conhecimento está tão «ego-centrado» — até porque literalmente «ego-sentado» — que nem nos damos ao cuidado de ir ao encontro dos outros «eus».



  1. O Apóstolo João — de quem ouvimos hoje dois belos textos (com a alternativa de podermos escutar outros dois) — oferece-nos um padrão diferente. A sua cabeça não está sobre o seu corpo, mas — como nos indica o capítulo 13 do quarto Evangelho — sobre o coração de Cristo (cf. Jo 13, 25).

O seguidor de Cristo é assim: «desegoíza-se» completamente, da cabeça aos pés. A cabeça do discípulo tem de estar onde esteve a cabeça do Apóstolo: sobre o coração de Cristo.


B. É preciso encostar a nossa cabeça ao coração de Cristo



  1. Neste sentido, é sempre com preocupação que ouvimos repetidamente dizer: «Eu cá penso sempre pela minha cabeça». É pena. É sinal de independência, mas também de auto-suficiência. Um cristão não pensa individualmente, mas cristãmente. Um cristão não tem vida — nem cabeça — própria. Parafraseando a Carta aos Gálatas, dir-se-ia que não é o cristão que pensa; é Cristo que pensa nele (cf. Gál 2, 20).

Habituemo-nos, pois, a ter a nossa cabeça onde o Apóstolo João teve a sua, isto é, no coração de Cristo (cf. Jo 13, 25). É curioso que os nossos irmãos da Igreja oriental valorizam muito este gesto, que a nós nos passa habitualmente despercebido. É por isso que se lhe referem, muitas vezes, com o título de «epistemios». Eles perceberam — como nós somos convidados a perceber — que o nosso conhecimento não vem de nós, mas de Cristo, do Seu coração.



  1. É preciso encostar a nossa cabeça ao coração de Cristo. É nele que verdadeiramente repousamos e nos rejuvenescemos. São Francisco de Sales — numa máxima que se tornou célebre — não diz que os lábios falam aos ouvidos nem que o pensamento comunica com outro pensamento. Para São Francisco de Sales, é o coração que fala ao coração («cor ad cor loquitur»).Assim sendo, façamos nossos os sentimentos de Cristo e, consequentemente, o pensamento de Cristo. Para isso, encostemos a nossa cabeça ao coração de Cristo. Aprendamos com Ele a ser mansos e humildes (cf. Mt 11, 29). Aprendamos os pensamentos d’Ele já que, frequentemente, eles estão muito distantes dos d’Ele: «Vossos pensamentos não são Meus» (cf. Is 55, 8). E porquê? Porque nos falta encostar a nossa cabeça ao coração de Cristo.


C. Nunca separemos o conhecimento do amor



  1. Que cada um de nós se torne — como João — «epistemios». Que o nosso conhecimento seja embebido — e bebido — na torrente que jorra do coração de Cristo. Ele é o verdadeiro sábio e é sábio na «cátedra do Seu coração». Só no Seu coração cresceremos na razão. Eis o que falta. Eis o que urge.

É encostando a nossa cabeça ao coração de Cristo que nos sentiremos invadidos pelos Seus sentimentos (cf. Fil 2, 5), pelas Suas prioridades e pelo Seu amor.



  1. Temos de compreender — de uma vez para sempre — que o conhecimento não pode estar separado do amor. Esse foi o «erro de Descartes» e é, tantas vezes, o erro de muitos de nós.

Mas também é certo que só conseguimos amar a partir da fonte do amor, que é o coração de Cristo Senhor. Não tenhamos, pois, medo do amor. E, em conformidade, não receemos encostar a nossa cabeça ao coração de Cristo. Hoje, ama-se pouco porque nos encostamos pouco a Cristo.


D. Dá duplamente quem se dá prontamente



  1. Por conseguinte, não esqueçamos isto: encostemos a nossa cabeça ao coração de Cristo. Façamos como o Apóstolo João e nunca nos afastemos daquele coração. As pessoas podem aplaudir quem conhece, mas só escutam verdadeiramente quem ama.

Antes de falar de Cristo, deixemo-nos amar por Cristo e levemos a todos o amor de Cristo. Deste modo, será realizado o sonho de Deus: transformar o mundo numa «filadélfia», ou seja, num povo de «amigos» e «irmãos».



  1. É sabido que este discurso nem sempre passa, mas não desperdicemos tantos oportunidades da Graça. É o amor de Cristo que mudará tudo isto. É esta a revolução que está por fazer. É esta a mudança que temos de promover. Não é mais inteligente quem muito conhece. É mais inteligente quem verdadeiramente ama.

Vamos começar hoje — agora, já — a encostar a nossa cabeça ao coração de Cristo. Aí beberemos o amor que levará ao mundo um poder transformador. Não adiemos mais o amor. Amemos e demo-nos: a Deus e aos outros. Não hesitemos nem calculemos. Como disse alguém, «dá duplamente quem se dá prontamente». Na verdade, dá a dobrar quem aos outros se dispõe a entregar(-se).


E. Jesus nunca fala para amanhã; é hoje que temos de amar



  1. Não sei se já reparastes, mas Jesus nunca fala para «amanhã». Nós falamos demasiado do futuro, talvez porque andemos muito hesitantes — e perdidos — no presente. Constrói belos futuros quem, no presente, derruba todos os muros: a começar pelos muros que resistem dentro de nós. Nunca estamos tão perto do abismo como quando nos «enterramos» no nosso egoísmo.

Por tal motivo, não comecemos amanhã. Não deixemos para amanhã o amor que é preciso repartir hoje. Para Jesus, o dia mais importante é hoje. O amor tem de estar pronto para hoje, para agora, para já. Como alertou Santa Teresa de Calcutá, «ontem já passou, amanhã ainda não chegou; resta-nos hoje para amar» e fazer o bem.



  1. Aquele que teve a cabeça no coração de Cristo — o Apóstolo João — transmite-nos algumas das Suas últimas mensagens antes de por nós padecer. Se amarmos o Senhor Jesus, poremos em prática as Suas palavras de bênção de luz (cf. Jo 14, 23). Nós próprios seremos a Sua habitação (cf. Jo 14, 23) e vê-Lo-emos também em cada irmão.

No amor, fiquemos com a paz de Jesus: «Deixo-vos a paz; dou-vos a Minha paz» (Jo 14, 27). É nesta paz que temos de viver. É esta a paz que temos de promover. Se os homens encostarem a sua cabeça ao coração de Cristo, deixaremos de ver o que temos visto. Não é só amanhã que a paz de Cristo há-de florir. É já hoje que a paz de Cristo tem de surgir. E que ela — a paz de Cristo — a todos (vos) faça sorrir. Que o amor do Seu coração semeie mais amor de mão em mão!

publicado por Theosfera às 05:57

Hoje, 26 de Maio (Sexto Domingo da Páscoa), é dia de S. Filipe de Néri e Sta. Maria Ana de Paredes.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Sábado, 25 de Maio de 2019

Hoje, 25 de Maio, é dia de Sta. Madalena Sofia Perat, Sta. Vicenta María López de Vicuña, S. Gregório VII, S. Beda Venerável e Sta. Maria Madalena de Pazzi.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Sexta-feira, 24 de Maio de 2019

Hoje, 24 de Maio, é dia de Nossa Senhora Auxiliadora, Nossa Senhora da Estrada, S. Rogaciano, S. Donaciano, S. Guilherme de Fenol e S. Luís Zeferino Moreau.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Quinta-feira, 23 de Maio de 2019

Hoje, 23 de Maio, é dia de S. João Baptista de Rossi, S. Desidério e Sta. Joana Antide Thouret.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Quarta-feira, 22 de Maio de 2019

Hoje, 22 de Maio, é dia de Sta. Rita de Cássia, Sta. Júlia, S. João Baptista Machado de Távora, Sta. Joaquina de Vedruna e Sta. Luísa Palazzolo.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Terça-feira, 21 de Maio de 2019

Hoje, 21 de Maio, é dia de Maria, Mãe da Igreja, Sto. Hospício, Sta. Catarina de Cardona, Sta. Gisela, S. Carlos José Eugénio de Mazovedo e S. Cristóvão de Magallanes.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Segunda-feira, 20 de Maio de 2019

Hoje, 20 de Maio, é dia de S. Bernardino de Sena e S. Teodoro de Pavia.

Um santo e abençoado dia pascal para todos.

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Domingo, 19 de Maio de 2019

Obrigado, Senhor,

por, também hoje, Te apresentares no meio de nós,

por, também hoje, nos ajudares a vencer as nossas perturbações.

 

Obrigado, Senhor, pela paz que nos dás,

pela paz que és Tu,

pela paz que chega ao mundo inteiro.

 

A Páscoa está no tempo

para que esteja na vida,

na vida de cada um,

na vida de todos.

 

Como há dois mil anos,

Tu, Senhor, comes connosco.

Tu és o nosso pão,

o alimento da nossa vida.

 

Tu, Senhor, continuas a abrir os nossos corações,

a purificar a nossa existência,

a transformar o nosso caminhar.

 

Tu és, Senhor,

o sol que ilumina,

a chuva que fecunda,

o vento que sopra.

 

Tu és o Deus das novas oportunidades.

Mesmo quando pecamos, Tu és o perdão.

Por isso nos convidas ao arrependimento,

à mudança, à conversão.

 

Continua, Senhor, a transformar a nossa vida.

Que nós nunca Te esqueçamos,

que nunca esqueçamos de Te anunciar,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:21

A. Tanta renovação tem de nos renovar

 



  1. Quem não gosta de novidades? Quem não anda à procura de novidades? Pois este quinto Domingo da Páscoa traz-nos tudo o que é novo: o «canto novo», o «mandamento novo» e um «amor sempre novo»: o amor de Jesus Cristo. A antífona de entrada — extraída do Salmo 98 (1) — nos fala do «canto novo». É assim que Jesus — no Evangelho de São João — (cf. Jo 13, 34) — nos deixa o «mandamento novo». E é assim que aquele que está no trono descrito no Apocalipse garante: «Vou renovar todas as coisas» (Ap 21, 5). Tanta renovação tem de «mexer» connosco. Tanta renovação tem de nos renovar.

Renovar é reconduzir ao que é novo. Renovar é reconduzir tudo a Deus. Todos somos novos na companhia de Deus. Mesmo quando os anos passam, em Deus a juventude não passa. Quem em Deus permanece nunca envelhece. E que canto mais novo que o «mandamento novo»? É um canto que encanta porque não sai apenas dos lábios; é um canto que transborda por toda a vida. Não é verdade que quem mais ama é quem mais canta?



  1. Nós amamos — e devemos amar cada vez mais — o Cristo que morreu e o Cristo que ressuscitou. É por isso que O cantamos, é por isso que não deixamos de O cantar. O Papa São João Paulo II teve o cuidado de lembrar que «nós somos o povo da Páscoa e o Aleluia é a nossa canção».

O Aleluia não é para recitar; o Aleluia é para cantar porque é cantando que melhor louvamos. O cântico que chega aos lábios vem da alma e invade a vida. Por tal motivo, Santo Agostinho fez um veemente apelo: «Cantai com a voz, cantai com o coração, cantai com os lábios, cantai com a vida». Cantemos, pois, com a voz o que cantamos com o coração, com os lábios e com a vida.


B. Do canto novo ao mandamento novo



  1. Este canto nunca deixa de ser novo porque celebra uma vida que nunca deixa de ser nova. Uma vez que somos novos, temos de cantar o canto novo. Já Santo Agostinho notava que «é próprio do homem novo cantar o canto novo». Quem aprende a amar a vida nova (acrescentava o Bispo de Hipona) «aprende também a cantar o canto novo». É, pois, pelo

«canto novo que devemos reconhecer o que é a vida nova». O melhor canto é uma vida renovada, uma vida limpa, uma vida pura. Daí que Santo Agostinho recomende: «Quereis cantar louvores a Deus? Sede vós mesmos o canto que ides cantar. Vós sereis o maior louvor, se viverdes santamente».

É para aqui que tudo converge: para a santidade de vida. O canto será belo se a vida for santa. E a vida santa, cantada pelos lábios, é aquela que está entranhada — e totalmente ubiquada — no mandamento novo do amor. É este o mandamento que faz de nós pessoas novas. Jesus chamou-lhe novo porque sabia que era um mandamento que nunca haveria de envelhecer: «Dou-vos um “mandamento novo”: amai-vos uns aos outros; como Eu vos amei, amai-vos uns aos outros» (Jo 13, 34).



  1. Não se trata, por conseguinte, de amar os outros com o nosso amor. O nosso amor é frágil, oscilante e, muitas vezes, com prazo de validade. Tanto amamos como deixamos de amar. Tanto amamos como passamos a odiar. O que Jesus nos propõe é que amemos os outros com o «Seu» amor: «Como “Eu” vos amei, amai-vos uns aos outros» (Jo 13, 34.

Este programa devia ser afixado em todos os departamentos governamentais, em todas as câmaras municipais, em todas as habitações e também em todas as igrejas. Sim, porque também nas igrejas há carência de amor. Ou, então, há um amor que ainda é muito «nosso»; há um amor que ainda sabe pouco a Cristo e ao Seu amor.


C. Temos de pôr Cristo no nosso amor



  1. Temos de pôr Cristo no nosso amor e de pôr o nosso amor em Cristo. Só assim seremos credíveis. O próprio Jesus tornou bem claro que é pelo amor que nos reconhecerão: «O sinal pelo qual vos reconhecerão como Meus discípulos é o amor que tiverdes uns pelos outros» (Jo 13, 35).

Eis o que falta. Eis o que urge. Somos uma sociedade — e fazemos parte de uma igreja — que muito cantam o amor. Mas também somos uma sociedade — e fazemos parte de uma igreja — que, apesar de muito cantar o amor, pouco vivem o amor.



  1. Para amar como Jesus ama, é fundamental aprender a conjugar mais o verbo «dar» do que o verbo «possuir»; é fundamental aprender a conjugar mais o verbo «suportar» do que o verbo «vingar; é fundamental aprender a conjugar mais o verbo «recomeçar» do que o verbo «separar».

Com alguma ironia, mas com uma enorme dose de pertinência, o cardeal Sean O’Malley, anota que o homem actual como que esqueceu os mandamentos. O único a que presta alguma atenção é ao «Não fumarás». E mesmo esse não o cumpre como deveria cumprir.


D. Nem sempre o poder é amoroso, mas o amor será sempre poderoso



  1. O amor que melhor conhecemos é o «amor do poder»; em contrapartida, o que mais desleixamos é o «poder do amor». Mas o que Jesus espera de nós é mesmo o amor. Para Jesus, tudo — até o poder — tem de estar submetido ao amor.

O amor é tão comovente que se vê mais nos olhos que choram do que nos lábios que (sor)riem. Daí que a Bíblia assegure que as lágrimas geradas pelo amor só serão enxugadas por Deus (cf. Ap 21, 4).



  1. Nos começos da Igreja, notava-se um grande entusiasmo à volta do Mandamento Novo. Tertuliano até nos dá conta de que os outros, olhando para os cristãos, exclamavam: «Vede como eles se amam!» Ou seja, «vede como eles fazem o que dizem». E o certo é que, se a lei do amor fosse mais observada, as outras leis quase poderiam ser dispensadas. Já dizia Disraeli: «Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis».

Por conseguinte, percebe-se que Deus seja mais acessível ao coração que ama do que à mente que (apenas) pensa. O amor é o que maior honra tributa a Deus, que é amor (cf. 1Jo 4, 8.16). O poder consegue muito, mas só o amor é capaz de tudo. Nem sempre o poder é amoroso, mas o amor será sempre poderoso. Afinal e como reconhecia Paul Ricoeur, Deus é «Todo-Poderoso» porque é «Todo-Amoroso».


E. Um pouco de amor nunca é pouco



  1. A Igreja, não sendo uma democracia, deva ser mais — e nunca menos — que uma democracia. O que nela há-de prevalecer não é o «amor do poder», mas o «poder do amor». O amor do poder tem esmagado a vida de muita gente; Só o poder do amor transformará a vida de toda a gente.

Jesus é o mestre maior do amor incondicional e do amor total. Para Jesus, o amor é para todos e é para sempre. Uns merecem-no; os que o não merecem precisam dele até para ver se se habituam a ele. Percebe-se, assim, que até pelos inimigos tenhamos de dar a vida. Ao dar a vida, os inimigos deixam de o ser: todos passam a ser amigos. Para Jesus, todos são amigos. Nem sempre o amor é acolhido. Mas, mesmo quando não é acolhido, o amor há-de ser continuamente oferecido.



  1. Nunca esqueçamos que o Cristianismo é, geneticamente «a religião do amor». Os cristãos da primeira hora eram conhecidos pelo compromisso para com o «mandamento novo do amor». Que os cristãos desta nossa hora não subestimem um mandamento que nunca deixa de ser novo.

Levemos a todos o Deus do amor. E depositemos em cada um uma porção do amor de Deus. Um pouco de amor nunca é pouco. Um pouco de amor é sempre muito. Porque, em Deus, o amor já é tudo. E para sempre!

publicado por Theosfera às 05:09

Hoje, 19 de Maio (Quinto Domingo da Páscoa e do Mandamento Novo), é dia de S. Celestino V, S. Clemente Ósimo, Sto. Agostinho de Tarano e S. Crsipim de Viterbo.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Sábado, 18 de Maio de 2019

Hoje, 18 de Maio, é dia de S. João I, S. Venâncio, S. Guilherme de Toulouse, S. Téodoto, Sta. Tecusa e companheiros mártires, S. Leornardo Murialdo, S. Félix de Cantalício, Sta. Blandina Merten e Sta. Maria Josefa Sancho de Guerra.

Faz 99 anos que nasceu São João Paulo II.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Sexta-feira, 17 de Maio de 2019
Hoje, 17 de Maio, é dia de S. Pascoal Bailão, Sta. Restituta e Sta. Antónia Messina.

 

Refira-se que S. Pascoal recebeu o seu nome do facto de ter nascido em dia de Páscoa no ano de 1540.

 

Ele é considerado padroeiro das adorações e dos congressos eucarísticos dada a sua acendrada devoção à Eucaristia.

 

Um santo e abençoado dia pascal para todos!
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Quinta-feira, 16 de Maio de 2019

Hoje, 16 de Maio, é dia de S. João Nepomuceno (invocado para proteger as pontes, para fazer uma boa confissão e contra as injúrias e calúnias), Sto. André Bobola, S. Simão Stock, Sto. Alípio e Sta. Gema Galgani.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 15 de Maio de 2019

Hoje, 15 de Maio, é dia de S. Manços, Sta. Dionísia, S. Paulo e Sto. André (mártires), Sto. Isidro Lavrador e S. Gil de Vouzela.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Terça-feira, 14 de Maio de 2019

Hoje, 14 de Maio, é dia de S. Matias (padroeiro dos carpinteiros, dos alfaiates, dos alcoólicos arrependidos e invocado para as dores de bexiga), S. Frei Gil de Santarém e S. Miguel de Garicoits.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Segunda-feira, 13 de Maio de 2019

Hoje, 13 de Maio, é dia de Nossa Senhora de Fátima e de Sto. André Hubert Fournet. Faz 102 anos que Nossa Senhora apareceu pela primeira vez aos pastorinhos.

Um santo e abençoado dia pascal para todos.

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Domingo, 12 de Maio de 2019

Cristo, Bom, Belo e Santo Pastor,

Que eu me entregue sempre a Ti, como meu Senhor.

 

Que eu procure fazer como Tu fizeste

E que não perca nenhum dos que me deste (cf. Jo 6, 39).

 

Que consiga juntá-los a todos à volta de Ti

E que eles venham ao Teu encontro, aqui.

 

Cristo, Bom e Santo Pastor da minha vida.

Que por Ti tudo em mim se decida.

 

Precisamos de pastores, precisamos de tantos.

Mas precisamos — ainda mais — de que eles sejam santos.

 

Santifica-nos, Senhor, na verdade

E une-nos cada vez mais na santidade.

 

Que todos unidos sejamos

E que mais amor entre nós vejamos.

 

Cristo, Bom, Belo e Santo Pastor,

Recebe a minha vida; entrego-Ta com todo o amor.

 

Como Tu, que eu me entregue a estes que são Teus

E que os encaminhe para Ti, para Deus.

 

Que até ao instante final da minha vida

A todos leve o Teu Pão, o Pão da Vida.

 

Cristo, incansável Pastor da minha pobreza

Que eu nunca ofusque a Tua imensa beleza.

 

E quando chegar a hora de eu partir,

Que perto de Ti todos estes meus irmãos eu possa sentir.

 

Que o meu último momento possa ser como um altar

Em que por todos a minha vida possa entregar.

 

Cristo, Bom Pastor, obrigado por te lembrares de mim.

Toma conta do que sou. Até ao fim!

publicado por Theosfera às 14:00

Bom Pastor és Tu, Jesus,

que dás a vida pela ovelhas,

por cada um de nós.

 

Como é possível que, sendo Pastor,

não dês ordens, mas dês a vida?

Tu, Jesus, és diferente,

incomparável, único.

 

Tu conheces as ovelhas,

conheces cada ser humano,

tens um olhar singular para cada pessoa.

 

E pensas não só nas ovelhas que já estão no rebanho,

mas também em todas que estão dispersas.

Tu, Jesus, não dizes só para vir,

Tu és o primeiro a ir,

a ir ao encontro de todos.

 

Por isso, Jesus, és bom Pastor,

bom e belo Pastor,

porque nada há mais belo do que dar a vida.

 

Dá-nos, Jesus, pastores assim,

pastores como Tu,

capazes de dar a vida,

próximos das pessoas,

sensíveis aos problemas e ás dificuldades.

 

O amor que nos mostras,

o amor do Pai,

é admirável.

Por esse amor somos filhos do mesmo Pai.

 

Que todos escutem a Tua voz.

Que todos façam a Tua vontade.

Que todos sigam o Teu exemplo.

 

Que haja um só rebanho.

Que haja um só Pastor.

Que aumente a unidade

e cresça a comunhão

em ti, JESUS!

publicado por Theosfera às 11:05

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