O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018

Hoje, 20 de Agosto, é dia de S. Bernardo de Claraval e S. Felisberto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 19 de Agosto de 2018

Abre, Senhor, os nossos olhos.

Abre, Senhor, o nosso coração.

 

Abre, Senhor, a nossa vida.

Abre-nos, Senhor, à vida,

ao amor, ao perdão e à paz.

 

Abre-nos, Senhor, à partilha.

Abre-nos ao dom e à dádiva.

 

Que sejas sempre Tu em nós.

Que sejas verdadeiramente o nosso Senhor.

 

Habita, Senhor, no nosso mundo,

na nossa vida, no nosso coração.

 

Queremos recomeçar com alento.

Dá-nos, Senhor, a coragem e a confiança.

 

Que nós nunca desfaleçamos.

Tu, Senhor, estás sempre em nós.

 

Que nós queiramos estar em Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:28

A. Dar a carne é dar a vida

 

  1. O Pão de Deus — Pão vivo e Pão da Vida — pode estar além da nossa compreensão, mas não é inacessível à nossa disponibilidade. Neste sentido, o importante não é tanto compreender o seu significado. O importante é que estejamos disponíveis para nos deixamos transformar por ele.

O Pão que Jesus oferece é a «Sua carne», que Ele nos dá pela vida do mundo (cf. Jo 6, 51). A palavra «carne» designa habitualmente a realidade física do homem, na sua estrutural debilidade. Tony Blair reconheceu que «ser humano é ser frágil». Ao assumir que vai oferecer a «Sua carne» por nós, Jesus partilha da nossa fragilidade. Não paira à distância. Faz Seu o que é nosso.

 

  1. Acontece que isto não é fácil de entender. Os judeus não entendem as palavras de Jesus (cf. Jo 6, 51). Quando Jesus Se apresenta como «Pão vivo descido do céu para dar a vida ao mundo», eles entenderam que Jesus pretendia mostrar-Se como uma espécie de «mestre de sabedoria».

Só que Jesus usa o verbo «comer». Jesus convida a «comer» a Sua carne. O que significam as Suas palavras? Terão alguma conotação antropofágica? São, sem dúvida, palavras difíceis de compreender.

 

B. A Eucaristia ajuda a compreender o incompreensível

 

3. Só conseguiremos compreender o que Jesus diz em chave eucarística. A Eucaristia é a chave de toda a Teologia e de toda a vida cristã. É na Eucaristia que sabemos o que se deve saber e o que importa fazer. Todavia, os judeus não conseguem — nem querem — entender.

Mas nem assim Jesus desiste. Jesus reitera a Sua afirmação e vai até mais longe. Ele não só vai dar a «comer» a Sua carne como vai também dar de beber o Seu «sangue». Quem comer esta carne e beber deste sangue recebe a vida definitiva, a vida eterna (cf. Jo 6, 53-54).

 

  1. Esta referência ao «sangue» coloca-nos no caminho da paixão e da morte. Dizer que Jesus é «carne» é o mesmo que dizer que Ele assumiu a nossa fraqueza e até a nossa morte. Dizer que o pão que Ele há-de dar é a Sua «carne para a vida do mundo» significa que Jesus fez da Sua vida um dom, uma oferta, uma dádiva, uma entrega de amor pela humanidade. O ponto alto da entrega dessa vida é a morte, é a Cruz.

Aquela morte surge, assim, como a expressão máxima daquela vida. Na Cruz, manifesta-se, na «carne» de Jesus, o Seu amor, o Seu dom, a Sua entrega.

 

C. Que significa «comer» e «beber»?

 

5. Por conseguinte, quem quiser seguir Jesus tem de «comer» e «beber». Ou seja, tem de aderir a Jesus e tem de se transformar em Jesus. O discípulo não tem de ser outro Jesus, porque não há outro Jesus. O cristão tem de procurar ser sempre Jesus.

O que Jesus está a pedir é que os Seus discípulos reproduzam a Sua vida, o Seu amor e a Sua entrega. Quem se der como Ele terá acesso à vida eterna, a uma vida plena, a uma vida feliz. Quem está com Jesus no tempo com Jesus estará por toda a eternidade.

 

  1. A Eucaristia celebra — e actualiza — esta doação. O mesmo Jesus, que Se doou até ao fim, continua a oferecer-Se como alimento. Por isso, o discípulo, que «come» e «bebe» a Sua «carne» e o Seu «sangue», compromete-se a dar a vida como Ele deu, como Ele sempre dá.

É por isso que as Eucaristias não se somam, mas entranham-se. Muito pertinente era o saudoso D. António de Castro Xavier Monteiro quando perguntava aos cristãos: «Quantas vezes comungastes o Corpo de Cristo e quantas vezes vos transformastes no Corpo de Cristo?». Comungar Cristo tem de implicar sempre transformarmo-nos em Cristo.

 

D. Transformemo-nos em Cristo

 

7. A Eucaristia tem uma celebração sacramental e há-de ter sempre uma celebração existencial. Quando termina a Missa, tem de começar a Missão. Somos chamados a transformarmo-nos em Cristo neste mundo para ajudarmos a transformar o mundo em Cristo.

«Comer a carne» e «beber do sangue» de Jesus é ficar em comunhão íntima com Jesus. O discípulo que adere a Jesus identifica-se com Ele e torna-se um com Ele (cf. Jo 6, 56). É aqui que tem raiz o compromisso cristão. Quem «come a carne» e «bebe do sangue» de Jesus tem de se comprometer com o projecto de Jesus: dar vida ao mundo, dar a vida pelo mundo. Do «comer a carne» e do «beber o sangue» de Jesus nasce uma nova humanidade, que vence a morte e vive para sempre (cf. Jo 6, 58). A Eucaristia é, assim, uma forma singularíssima de tornar presente, na vida dos crentes, a vida e o amor de Jesus.

 

  1. É aqui que se encontra o «senso cristão», que tantas vezes desperdiçamos. O cristão não é chamado a viver segundo o senso comum. São Paulo alerta-nos para a nossa maneira de proceder e diz para não vivermos como «insensatos» (cf. Ef 5, 15). Ao apelar para sermos pessoas de senso, ele está seguramente a exortar para que vivamos segundo o senso de Cristo.

Não basta, pois, qualquer senso nem sequer o consenso. O importante é crescermos todos no senso de Cristo. É no senso de Cristo que aproveitaremos bem os próprios dias maus (cf. Ef 5, 16). Os tempos não ajudam muito, mas Cristo ajuda-nos sempre. E é particularmente nos dias maus que temos de ter uma conduta boa.

 

E. Embriaguemo-nos, mas não com vinho

 

9. São Paulo apela: «Não vos embriagueis com vinho, que leva à vida desregrada, mas deixai-vos encher do Espírito» (Ef 5, 18). Não nos embriaguemos com vinho. Embriaguemo-nos, antes, com o Espírito, que nos infunde a vida de Deus.

São Paulo faz um convite à oração, ao louvor e à acção de graças ao Senhor. Não tenhamos medo de pedir, mas também não nos esqueçamos de agradecer. A oração é importante para tudo: para pedir e para agradecer. Há tanto para pedir sem dúvida. Mas há muito mais para agradecer.

 

  1. Quando sabemos agradecer os dons de Deus estamos no caminho da sabedoria, de que nos fala a Primeira Leitura. Ela surge-nos hipostasiada sob a forma de uma dona de casa, que convida para o banquete. Não descura nada: constrói uma «casa» com «sete colunas» (Prov 9, 1), pois o número sete é o número da plenitude, da perfeição. Prepara comida com abundância e põe a mesa (cf. Prov 9, 2). Depois, envia criadas para que levem a toda a cidade o convite para participar na festa (cf. Prov 9, 3).

Quem são os destinatários do convite feito pela «senhora Sabedoria»? São os «simples», os chamados «inexperientes» e «insensatos» (cf. Prov 4-6). Não é preciso ser muito dotado para chegar a Deus. É o próprio Deus que nos dota. O importante é estar aberto. E os simples, porque estão vazios de si, costumam mostrar uma abertura maior. Sejamos sempre simples e estejamos sempre atentos. O convite de Jesus não demora a chegar!

 

publicado por Theosfera às 05:24

Hoje, 19 de Agosto (20º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. João Eudes, Sto. Ezequiel Dias Moreno, S. Luís de Toulouse e S. Bernardo de Tolomai.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 18 de Agosto de 2018

Hoje, 18 de Agosto, é dia de Sta. Helena da Cruz, Sto. Agapito e Sto. Alberto Hurtado Cruchaga.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018

Hoje, 17 de Agosto, é dia de Sta. Beatriz da Silva, Sta. Clara de Montefalco, Sto. Ângelo Mazzinghi, S. Jacinto, S. Mamede e S. Mamés.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018

1. Os santos recebem honras depois da morte. Mas o mais espantoso é que muitos deles só receberam humilhações durante a vida.

Acresce que essas humilhações eram acolhidas com serenidade e, às vezes, até eram procuradas com (arrepiante) avidez.
 

  1. Porquê? Os santos especializaram-se na «arte» de deixar de viver centrados em si, para passarem a viver completamente centrados em Cristo.

As humilhações ajudavam-nos a «desamarrar-se» de si mesmos. Só Cristo contava. Eles como que se eclipsavam para que somente Cristo reluzisse (cf. Jo 3. 30).


  1. Alguns santos chegavam a ficar seriamente incomodados com os elogios.

Santo António Maria Claret até defendia que «os elogios dos homens atraem a condenação de Deus».



  1. Santo Hilarião golpeava o peito com os punhos e insultava o seu corpo dizendo: «Burro! Não te alimentarei com cevada, mas com palha; esgotar-te-ei de fome e sede; submeter-te-ei ao calor e ao frio para que penses mais no alimento do que na concupiscência».

Daí que se limitasse a ingerir algumas ervas e cinco figos por dia.


  1. São José de Cupertino costumava apresentar-se como…«Frei Burro». Só que a graça divina concedeu-lhe muita sabedoria.

Houve inclusive um professor que testemunhou: «Ouvi-o discorrer tão profundamente sobre os mistérios da Teologia que nem os melhores teólogos do mundo conseguiriam igualá-lo».


  1. Depois de uma reprovação, o Reitor do Seminário terá dito ao futuro Santo Cura d’Ars: «Olha que os professores não te consideram apto para a ordenação sacerdotal. Alguns consideram-te mesmo “burro”. Como resolver esta situação?».

A resposta tornou-se célebre: «Senhor Reitor, Sansão venceu mil filisteus com a queixada de um burro (cf. Jz 15, 15). Não acha que Deus pode fazer muito mais com um “burro” inteiro?»


  1. Apesar da rectidão da sua conduta, os santos não se livraram de insinuações malsãs.

O caso mais aviltante — e, talvez, mais heróico — terá sido o de São Gerardo Majella, redentorista.


  1. Néria Caggiano, uma jovem que ele ajudara, acusou-o de a ter engravidado.

Instado a pronunciar-se, Gerardo optou por nada dizer. À luz do princípio «quem cala consente», foi severamente castigado. Privaram-no de receber a Comunhão e proibiram-no de contactar com pessoas fora do convento.


  1. É claro que Gerardo sofreu horrores.

A sua defesa, porém, foi apenas — e sempre — a oração e a tranquilidade de consciência.


  1. Mais tarde, a delatora, atingida pelos remorsos, desmentiu quanto dissera.

E foi assim que São Gerardo Majella começou a ser associado às vítimas das calúnias. E também à protecção das mulheres grávidas.

publicado por Theosfera às 07:00

Hoje, 16 de Agosto, é dia de Sto. Estêvão da Hungria, S. Roque e Sta. Maria do Sacrário.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018

Nossa Senhora, nossa Mãe,

que neste dia sobes ao Céu,

fica connosco, que ainda peregrinamos na Terra.

 

Tantas vezes perdidos,

precisamos de uma luz

e Tu és o farol que nos mostra a luz da luz.

 

Nossa Senhora dos Remédios,

Nossa Senhora da Assunção,

scompanha-nos na subida

pelos difíceis caminhos da vida.

 

Estar conTigo é estar na paz,

no amor e na alegria.

 

Estar em Ti é encontrar a melhor companhia

e o mais belo seguro na vida.

 

Mãe, querida Mãe,

hoje é o Teu dia,

o dia da Tua vitória,

o dia do Teu triunfo.

 

Onde nós estamos, Tu continuas a estar.

Onde estás, nós um dia estaremos

para sempre: conTigo e com Teu Filho:

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:25

A. Uma festa eminentemente pascal

  1. Belo — muito belo — é este dia. Grande — muito grande — é a festa que celebramos neste dia. Na Eucaristia, celebramos sempre a vitória da vida sobre a morte. Nesta Eucaristia, celebramos também o triunfo de alguém a quem nem a morte pôs fim à vida.

A solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria é uma festa eminentemente pascal. Hoje, de facto, celebramos a passagem de Maria da morte para a plenitude da vida. A Ressurreição de Maria é uma consequência da Ressurreição de Jesus e, ao mesmo tempo, desponta como prenúncio da nossa própria Ressurreição.

 

  1. A união entre mãe e filho encontra aqui a sua expressão máxima e a sua concretização suprema. Maria esteve unida a Jesus na morte. Como é que Jesus não haveria de estar unido a Maria na Ressurreição? Maria acompanha Jesus até à morte. Jesus conduz Maria à Ressurreição. Jesus sobe para o Pai e faz subir Maria para o mesmo Pai. Jesus eleva-Se ao Céu. Maria é elevada ao Céu.

É a diferença, não apenas terminológica, entre ascensão e assunção: ascensão é mais activa, assunção é mais passiva. Jesus sobe ao Céu pelas Suas próprias forças. Maria é elevada ao Céu na força de Seu Filho Jesus.

 

B. No tempo, caminhando para além do tempo

 

3. A Igreja sempre acreditou naquilo que o Papa Pio XII viria a formular a 1 de Novembro de 1950, na constituição apostólica «Munificentissimus Deus»: a Virgem Maria,«tendo terminado a Sua missão na terra, foi elevada, em corpo e alma, à glória do Céu».

Em apoio desta verdade de fé, o Santo Padre invoca o Livro do Génesis (cf. Gén 3, 15), destacando a vitória de Maria sobre o pecado e sobre a morte. A certeza desta vitória sobre a morte é reforçada por S. Paulo, na sua Primeira Carta aos Coríntios: «Então se cumprirá a palavra que está escrita [por Isaías 25, 8)]: “a morte foi engolida pela vitória”»(1Cor 15, 55).

 

  1. Como membro da Igreja — membro mais eminente porque mais santo —, Maria, na Sua assunção, indica o caminho à própria Igreja: a consumação no tempo futuro, na eternidade com Deus. Maria é a garantia de que a Igreja, que caminha no tempo, não se esgota no tempo. O caminho da Igreja só estará concluído além-tempo, na eternidade.

A Ressurreição de Maria surge, por conseguinte, como a certeza, neste mundo de incertezas, de que cada um de nós caminha para a glória plena, em que Ela já Se encontra. A assunção de Maria ao Céu, em corpo e alma, funciona, por isso, como a garantia de que o homem se salvará na totalidade. Também o nosso corpo ressuscitará. Também o nosso corpo será para Deus.

 

C. A vitória dos que costumam ser vencidos

 

5. O triunfo de Maria é o triunfo da Igreja. Não um triunfo sobre ninguém nem contra ninguém. O triunfo de Maria é o triunfo da Igreja com toda a humanidade. No fundo, o triunfo de Maria é o triunfo da humanidade: de uma humanidade redimida, de uma humanidade reconciliada, de uma humanidade aberta e acolhedora.

O triunfo desta humanidade é o triunfo da humildade. Maria mostra bem que só chega ao alto quem fica ao lado dos que estão em baixo. Só atinge as alturas quem se dispõe a descer às profundezas. Só alcança a luz quem não foge das sombras. É por isso que Maria agradece a Deus por ter olhado para a humildade da Sua serva (cf. Lc 1, 48). Ela reconhece, em linha com o Salmo 138, que Deus olha para quem é humilde (cf. Sal 138, 6).

 

  1. O triunfo de Maria não é, pois, o triunfo dos que costumam vencer. Pelo contrário, é o triunfo daqueles que costumam ser vencidos. Não espanta, portanto, que Maria veja a história ao contrário. Maria sabe que, para Deus, os vencidos são os vencedores e os pequenos é que são reconhecidos como grandes.

O triunfo de Maria é oferecido por Deus, que não sabe — nem quer — ser imparcial. Deus toma partido pelos oprimidos, pelos sofredores, pelos humildes. Deus está ao lado de quem é marginalizado e não de forma passiva. Como Maria canta no «Magnificat», Deus dispersa os soberbos, derruba os poderosos e esvazia de riqueza os ricos. Em contrapartida, o mesmo Deus enche de bens os que têm fome e eleva os humildes (cf. Lc 1, 51-53).

 

D. Adormecimento, não aniquilamento

 

7. Neste sentido, podemos — e devemos — olhar para a Assunção de Maria como um despertador da sonolência em que nos deixamos cair. É curioso notar que esta festa também é conhecida, sobretudo no oriente, como festa da «dormição». Mas trata-se de uma «dormição» que nos provoca um grande abanão. Maria desperta-nos quando «adormece». Aliás, ainda hoje se diz de alguém que morreu após uma vida santa que «adormeceu no Senhor».

Deste modo, uma vez mais verificamos como a fé oferece um sentido para a vida e não deixa de oferecer um sentido para a morte. A tradição cristã apresenta-nos a morte como um adormecimento, não como um aniquilamento ou destruição. Daí que o lugar onde repousam os defuntos tenha o nome de «cemitério», isto é, o «lugar onde se dorme» e não o «lugar onde se morre». Nós, crentes, olhamos para a morte como um «adormecimento» para este mundo transitório e como um «despertador» para o mundo definitivo.

 

  1. A este propósito, convirá recordar que a«dormição» de Maria é uma das grandes festas das Igrejas Ortodoxas e das Igrejas Católicas Orientais. Trata-se de uma festa que, na maior parte dos casos, também se comemora neste dia 15 de Agosto. Isto significa que Maria também morreu. De resto e como perguntava Severo de Antioquia, se não tivesse morrido, como é que poderia ter ressuscitado? E, afinal, Jesus também morreu. Pelo que, para partilhar a Ressurreição de Cristo, Maria teve que primeiro compartilhar de Sua morte.

O certo é que, em 1997, S. João Paulo II afirmou que Maria experimentou a morte natural antes de ser elevada ao Céu. Como sabemos, o Novo Testamento é omisso nesta matéria, não nos oferecendo qualquer informação sobre as circunstâncias da morte de Maria. Este silêncio leva a supor que tal morte terá ocorrido de forma natural, mas num ambiente totalmente sobrenatural. S. Francisco de Sales defende que a morte de Maria constituiu um transporte de amor. Ele fala de uma morte «de amor, no amor e através do amor». Foi ao ponto de dizer que a Mãe de Deus morreu de amor por Seu Filho Jesus.

 

E. Do Céu, Ela continua a perfumar a terra

 

9. Já agora, é interessante notar que os nossos irmãos ortodoxos preparam a «dormição» de Maria com um jejum de 14 dias. Eles acreditam que o Seu corpo foi ressuscitado ao terceiro dia após a morte — depois de encontrarem o Seu túmulo vazio — e que ela foi corporalmente elevada aos céus numa antecipação da ressurreição universal dos mortos.

Os católicos também acreditam que Maria primeiro morreu e depois foi elevada ao Céu. Algumas versões dizem que tudo aconteceu em Éfeso, na Casa da Virgem Maria. Outras versões, mais antigas, indicam que Maria morreu em Jerusalém. Consta que um dos apóstolos — pelos vistos, S. Tomé — não estava presente quando Maria morreu. Quando ele chegou, reabriram o túmulo e verificaram que estava vazio. Só restavam as mortalhas. Uma outra tradição afirma que Maria lançava do Céu a Sua cinta para S. Tomé como prova de que tinha ressuscitado .

 

  1. Embora tenha sido definida há relativamente pouco tempo, existem relatos muito antigos sobre a assunção de Maria ao Céu. A Igreja sempre interpretou o capítulo 12 do Apocalipse como fazendo referência à Assunção. A mais antiga narrativa que se conhece é o chamado «Livro do Repouso de Maria». Também muito antigas são as diferentes tradições das chamadas «Narrativas da Dormição dos “Seis Livros”». A Assunção aparece igualmente no livro do «trânsito de Maria», de finais do século V.

É comum, em muitos lugares, a bênção de perfumes no dia da Festa da Dormição. E não há dúvida de que Maria continua a perfumar a nossa vida com bênçãos sem limite e graças sem fim. Do Céu, Ela continua a perfumar a terra. Deixemo-nos perfumar sobretudo pela vida do Filho de Maria. A alegria desta Mãe é que sigamos, cada vez mais, os passos de Seu Filho, Jesus!

publicado por Theosfera às 05:01

Hoje, 15 de Agosto, é dia da Assunção de Nossa Senhora, de Nossa Senhora da Lapa e de S. Tarcísio.

É Dia Santo de Guarda e Feriado Nacional.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 14 de Agosto de 2018

Hoje, 14 de Agosto, é dia de S. Maximiliano Maria Kolbe, Sta. Anastácia e Sta. Isabel Renzi.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2018

Hoje, 13 de Agosto, é dia de S. Ponciano, Sto. Hipólito, S. Cassiano de Ímola e S. Marcos de Aviano. Um santo e abençoado dia para todos!

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Domingo, 12 de Agosto de 2018

Neste dia 12 de Agosto,

há vinte e nove anos,

estava, Senhor, prostrado diante de Ti para me consagrar a Ti e, em Ti, a todos os irmãos.

Tu, Senhor, nunca faltaste. Tu, Senhor, nunca me deixaste. Nas horas mais escuras, nos momentos de maior tormenta, eu bati sempre à Tua porta e Tu marcaste sempre presença na minha vida.

Por isso, Te louvo.

Por tudo Te agradeço.

À Tua (e nossa) Mãe renovo a consagração da minha vida

e a entrega do meu sacerdócio.

Como Ela, quero pronunciar uma única palavra: sim! Sim a Ti, Senhor, Sim à Igreja, Sim à paz, à reconciliação. Sim à amizade. Sim a cada ser humano. Mantenho o propósito da primeira hora: viver totalmente des-centrado de mim, estar plenamente centrado em Ti. Recebe, Senhor, a minha vida, acolhe o meu ser. Modela o meu espírito. Orienta os meus passos. Sê Tu em mim para que, em Ti, possa ser sinal do Teu imenso amor pela humanidade.

Obrigado, Senhor, por todos os dons.

Obrigado pelo dom de cada instante.

Obrigado pelo dom de cada pessoa.

Obrigado por fazeres das noites escuras começos de manhãs radiosas.

Obrigado pelas clareiras que fazes brilhar nas sombras.

Que nunca seja eu.

Que sejas sempre Tu em mim.

 

Há vinte e nove anos que sou padre.

Não por mim. Mas para Ti. E para todos os Teus.

Ajuda-me, Senhor, a ser sempre padre

como Tu queres e até quando Tu quiseres.

 

Obrigado pelos Pais que me deste.

Obrigado pelas pessoas que me têm acompanhado.

Obrigado por tanto.

Obrigado por tudo.

Obrigado, Senhor!

Com as minhas limitações e debilidades, a maior das minhas alegrias é ser padre até ao fim dos meus dias. Haja o que houver, só quero ser o Deus quiser. Obrigado, bom Deus, por me teres escolhido. Obrigado a todos por, em cada dia, me terem acolhido. Rezem para que eu siga Cristo até ao fim. E que faça o que Ele quiser fazer de mim!

É para Maria que de novo me volto. É a Maria que imploro: «Maria, Senhora/ do mais fundo de mim/ eu rezo, eu peço/ acompanha-me até ao fim». Eu sei que sempre me acompanharás. Nunca me tem faltado a Tua paz. Obrigado, pois, por quanto me dás, Mãe!

publicado por Theosfera às 11:25

A. Quantas vezes já não dissemos «basta»?

 

  1. Quem não se sente retratado nestes textos? Quem não se revê no desânimo de Elias? E quem já não foi alvo de murmurações como Jesus? Desânimo e murmurações são o que nos acontece, são aquilo em que mais nos vemos envolvidos.

Tantas são, pois, as vezes em que nos apetece desabafar como Elias: «Já chega!»; «Já basta!» (cf. 1Re 19, 4). Tantas são as vezes em que nos apetece deitar e adormecer com vontade de não mais acordar. Não falta até quem, à semelhança de Elias, deseje a morte, rogando a Deus que lhe tire a vida (cf. 1Re 19, 4).

 

  1. A Primeira Leitura apresenta-nos um Elias abatido, deprimido e dramaticamente solitário. Sente-se incompreendido e abandonado no meio da perseguição que se abate sobre ele. O profeta nota que falhou, que a sua missão está condenada ao fracasso e que a sua luta é inglória. Está com medo e com vontade de desistir de tudo.

Nada disto é surpresa para nós. Afinal, ser profeta é ser humano, é ser, muitas vezes, tragicamente humano. O pedido que Elias faz a Deus — que lhe dê a morte — mostra que o profeta não está tolhido na sua humanidade.


 

B. Quando o sofrimento está perto, Deus não está longe

 

  1. Mas tal pedido acaba por revelar também que o profeta deprimido é alguém de quem Deus está próximo. Se Deus está sempre connosco, diria que Ele faz questão de estar ainda mais perto nas horas más, nas horas de provação. De facto, é quando parece que está mais ausente que Ele está efectivamente mais presente.

Quando o sofrimento está perto, Deus não está longe. Já dizia Guerra Junqueiro que «quem fraterniza com a dor, comunga com Deus». No fundo, a Primeira Leitura não apresenta só o drama do profeta Elias. Apresenta também — e bastante — a presença de Deus junto dele.

 

  1. Deus sinaliza a Sua solicitude oferecendo a Elias «pão cozido sobre pedras quentes e uma bilha de água» (1Re 19, 6). É a certeza de que o profeta não está abandonado por Deus, mesmo quando é incompreendido e perseguido pelos homens. Isto significa que Deus está ao lado daqueles que chama. Dá-lhes alimento — e alento — para serem fiéis à missão, sobretudo em ambientes de adversidade e incerteza. Deus é a presença certa na hora incerta.

Deus não Se resigna ao desânimo. Deus reanima o desanimado.

É por isso que o profeta se levanta e caminha, durante «quarenta dias e quarenta noites até ao monte de Deus, o Horeb» (1Re 19, 8).


 

C. Com Deus é difícil, sem Deus é insuportável

 

  1. Esta referência aos «quarenta dias e quarenta noites» alude certamente à estadia de Moisés junto de Deus na montanha sagrada (cf. Ex 24,18). E também pode aludir ao percurso do Povo durante quarenta anos pelo deserto, até alcançar a Terra Prometida. A subida ao monte é, pois, um regresso às fontes, às origens de Israel como Povo de Deus.

Também hoje, só em Deus conseguiremos levantar-nos para continuar o caminho da vida. Com Deus, a vida continua a ser difícil. O problema é que, sem Deus, a vida torna-se, pura e simplesmente, insuportável.

 

  1. O Evangelho apresenta-nos Jesus como alimento, como alimento incomparável. Jesus não é mero pão para a vida, mas verdadeiro «Pão da vida» (Jo 6, 48). Jesus é o «Pão vivo que desceu do Céu» (Jo 6, 41. 50). Não se trata, portanto, de um pão qualquer.

Há, porém, quem não entenda e recuse e murmure. Há quem se alimente na vida, mas não queira alimentar a vida. O Evangelho anota a murmuração dos judeus a propósito das palavras de Jesus e descreve a controvérsia que se seguiu. Eles não aceitam que Jesus Se apresente como «o Pão que desceu do Céu». Eles conhecem a Sua família, a Sua terra e acham que Jesus não pode vir de Deus (cf. Jo 6, 41). Como se a terra não viesse também do Céu, como se a terra não estivesse destinada ao Céu.


 

D. Famintos sem fome?

 

  1. Acontece que Jesus não entra por estes atalhos da discussão. Ele não discute a Sua origem divina. O que mais O preocupa é que os Seus ouvintes olhem para Ele não como Ele é, mas como eles são. Eles sabem que não são capazes de fazer o que Jesus faz. É pena que não estejam receptivos a que Jesus faça algo neles.

No fundo, eles não se apercebem de que Deus lhes oferece Jesus como o Pão para dar vida ao mundo. O problema é que os judeus estão demasiado instalados nas suas certezas. O problema é que eles estão cercados pelas suas seguranças. O problema é que eles olham para a religião como um sistema meramente ritualista, estéril e vazio, sem implicações na vida.

 

  1. O nosso mal é que, tal como os judeus de há dois mil anos, também nós nos comportamos como famintos que nem sequer sentem fome. O Pão está à nossa beira. Não é preciso fazer qualquer despesa para ter acesso ao Pão. Basta ter vontade de ser alimentado. É pena que nos falte essa vontade. É pena que, muitas vezes, nos falte a vontade de acolher Jesus, «o Pão que desceu do Céu» (cf. Jo 6, 43-46).

O nosso mal é, tal como os judeus de há dois mil anos, não escutar Jesus. O nosso mal é estarmos muito «ego-centrados» e muito «ego-sentados». O nosso mal é estarmos instalados num esquema de orgulho e de auto-suficiência julgando que não precisamos de Deus.


 

E. O Pão que dá vida até para lá da morte

 

  1. É tudo isto que entristece o Espírito Santo. É isto que nos leva a não reparar na marca que Ele imprime em nós (cf. Ef 4, 30). Sucede que, como recorda São Paulo na Segunda Leitura, nós estamos marcados por Deus (cf. Ef 4, 30). É importante que essa marca se note. Quem se dispõe a aceitar Jesus como Pão vivo nunca lhe verá faltar força na vida. Não esqueçamos que Jesus é o Pão que sacia a nossa fome de vida. Nunca é demais recordar que a expressão «Eu sou» —presente em «Eu sou o Pão da vida»(Jo 6, 48) — é, na Bíblia, uma fórmula de revelação. Ela corresponde ao nome de Deus tal como aparece no Êxodo: «Eu sou aquele que sou» (Ex 3,14).

Por conseguinte, ao dizer que é o Pão da vida, Jesus manifesta a Sua divindade. Deste modo, estar com Jesus é estar com Deus. Aderir a Jesus é aderir a Deus: por isso, quem acredita em Jesus possui a vida eterna, isto é, a vida definitiva (cf. Jo 6, 47). Jesus é um pão diferente do pão antigo. Quem comeu o pão antigo, o maná, morreu (cf. Jo 6, 49). Quem come o novo Pão, que é Jesus, não morrerá. Até depois da morte, viverá.

 

  1. A vida eterna não é só uma vida sem fim; é sobretudo uma vida cheia. Vida eterna é, pois, sinónimo de vida plena. E vida plena não é acrescentar anos à vida, mas acrescentar vida em cada ano. Olhando para o exemplo de Jesus, vida plena é uma vida doada, uma vida oferecida.

Jesus anuncia que vai dar a Sua «carne» (cf. Jo 6, 51).

Não está, obviamente, a referir-se à Sua carne física. A «carne» de Jesus é a Sua pessoa, é a Sua vida. Jesus está sempre a dar-Se, está sempre a dar-Se-nos. Jesus dá-Se-nos todos os dias, em gestos de amor, de bondade, de solicitude, de misericórdia. Na Sua dádiva, Jesus mostra como Deus é bom (cf. Sal 34, 8). Aliás, estamos sempre a provar e a ver como Deus é bom. Sejamos, nós também em cada dia, o eco da infinita bondade de Deus!

publicado por Theosfera às 04:54

Hoje, 12 de Agosto (19º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sto. Amadeu da Silva, Sta. Hilária, S. João de Riéti e Sta. Joana Francisca de Chantal.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 11 de Agosto de 2018

Hoje, 11 de Agosto, é dia de Sta. Clara de Assis, Sta. Susana e S. Maurício Tornay.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2018

Hoje, dia 10 de Agosto, é dia de S. Lourenço e Sta. Filomena.

Refira-se que S. Lourenço é invocado contra a lombalgia e os incêndios. É também o protector das bibliotecas. É ainda o padroeiro dos cozinheiros e dos hospedeiros.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 09 de Agosto de 2018

Hoje, 09 de Agosto, é dia de Sta. Teresa Benedita da Cruz (nome religioso da filósofa Edith Stein), S. Carlos Maria Leisner, S. Samuel de Edessa e S. João de Fermo ou da Alvérnia.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 08 de Agosto de 2018

Hoje, 08 de Agosto, é dia de S. Domingos (Fundador da Ordem dos Pregadores), 14 Santos Auxiliadores e Sta. Maria Margarida do Sagrado Coração, Fundadora das Irmãs Mínimas do Sagrado Coração.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 07 de Agosto de 2018
  1. No início, os santos eram sobretudo os mártires, aqueles que derramavam o sangue pela fé.

Como reconheceu São Basílio, «a Igreja foi regada com o sangue dos mártires».


  1. É por tal motivo que, ainda hoje, o elenco oficial dos santos tem o nome de «Martirológio».

Acontece que, quanto mais cristãos matavam, tanto mais os cristãos se multiplicavam. Daí a máxima de Tertuliano: «Sangue de mártires, semente de cristãos».


  1. Estes mártires eram proclamados santos pelo povo.

O primeiro santo a passar por um processo de canonização foi Santo Ulrico, no século X.


  1. A canonização mais rápida foi a de São Pedro de Verona. Tendo falecido a 6 de Abril de 1252, subiu aos altares a 9 de Março do ano seguinte. Ou seja, 11 meses e três dias depois do seu falecimento

A segunda canonização mais célere foi a de Santo António. Tendo morrido a 13 de Junho de 1231, foi canonizado a 30 de Maio de 1232. Precisamente 11 meses e 17 dias após a sua morte.


  1. O «Martirológio Romano» contém cerca de 6.500 nomes.

Sucede que, muitas vezes, um nome é acompanhado de vários «companheiros mártires». Ora, os «companheiros mártires» de um único santo podem ascender a dezenas ou até a centenas.


  1. Basta notar que, no dia em que tornou pública a sua renúncia (11 de Fevereiro de 2013), Bento XVI anunciou a canonização de 802 pessoas.

Eram Santa Laura Upegui, Santa Maria Guadaluppe Zavala e Santo António Primaldo com os seus 799 «companheiros mártires»!


  1. Acresce que o Martirológio exclui os santos cuja existência é incerta.

E tem o cuidado de ressalvar que a sua listagem não é exaustiva, muito longe de «um catálogo completo».


  1. Assim sendo, se aos 6500 santos e beatos incluídos no Martirológio somarmos «os companheiros mártires» de muitos deles (além daqueles cuja existência é duvidosa), obteremos um total bastante superior.

São seguramente mais de 10.000, havendo mesmo quem tenha apurado perto de 20.000.


  1. Importa, entretanto, realçar que, para lá dos santos reconhecidos, há muitos mais que só Deus conhece.

É por isso que a Igreja reservou um dia — 1 de Novembro — para honrar «Todos os Santos»: os canonizados e beatificados e os que nunca serão beatificados nem canonizados.


  1. Aliás, a santidade não deveria ser a excepção, mas a regra. Santos deveríamos ser todos (cf. Lev 19, 2).

E se tantos conseguiram, porque é que nós não havemos de tentar?

publicado por Theosfera às 11:05

Hoje, 07 de Agosto, é dia de S. Sisto II, S. Caetano, Sto. Alberto de Trápani, Sto. Agatângelo de Vêndome e S. Cassiano de Nantes.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 06 de Agosto de 2018

Hoje, 06 de Agosto, é dia da Transfiguração do Senhor (festa celebrada, em alguns locais, como do Santíssimo Salvador), S. Justo e S. Pastor.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Domingo, 05 de Agosto de 2018

Tudo sobe para cima.

Tudo caminha para o alto.

Tudo tende para o fim.

 

E, na verdade, o que importa é o fim,

o fim para o qual nos chamas.

 

Tu, Senhor, chamas-nos para a felicidade,

para a alegria, para a justiça, para a paz.

Tu, Senhor, chamas-nos para Ti.

 

A vida é cheia de sinais.

É importante estar atento a eles.

É fundamental deixarmo-nos guiar por eles.

 

Neste mundo, tudo passa.

Nesta vida, tudo corre.

Neste tempo, tudo avança.

Só a Tua Palavra permanece, Senhor.

 

 

Obrigado por nos reunires,

por nos congregares,

por nos juntares.

 

De toda a parte Tu chamas,

Tu convocas,

Tu reúnes.

 

Obrigado, Senhor, pela esperança

E pelo ânimo,

Pelo vigor e pela presença.

 

 

 

O importante não é saber a hora do fim.

O fundamental é estar pronto, preparado, disponível.

 

Para Ti, Senhor, o fim não é destruição nem dissolução.

ConTigo, Senhor, o fim é plenitude, realização, felicidade.

 

Em Ti já sabemos o que nos espera.

Tu, Senhor, és a esperança e a certeza da esperança.

 

Tu já abriste as portas.

Tu já inauguraste os tempos últimos, os tempos novos.

 

ConTigo nada envelhece.

Em Ti tudo se renova.

Renova sempre a nossa vida,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:28

A. A Palavra está unida ao Pão

 

  1. De novo, o Pão. Depois do milagre, a explicação. Afinal, ontem como hoje, o Pão está unido à Palavra. É que «nem só de pão vive o homem; mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4). A Palavra também alimenta e o Pão também ensina.

Este 18º Domingo do Tempo Comum repete, no essencial, a mensagem do passado Domingo. Assegura-nos que Deus está empenhado em oferecer ao Seu povo o alimento que dá a vida eterna.

 

  1. Na Primeira Leitura, a intervenção de Deus não se limita a satisfazer a fome biológica. Deus quer também — e acima de tudo — ajudar o Povo a crescer, a amadurecer, a superar mentalidades estreitas e egoístas. No Evangelho, Jesus vai mais longe. Não só oferece alimentos como Ele mesmo Se apresenta como o alimento. Jesus é, verdadeiramente, pão: o Pão da vida, o Pão para a (nossa) vida. Aos que O seguem, Jesus pede que O aceitem como Pão, isto é, que escutem a Sua mensagem e adiram à Sua proposta.

Como corolário, a Segunda Leitura certifica-nos de que a adesão a Jesus implica deixar de ser homem velho para passar a ser homem novo. Aquele que acolhe Jesus como Pão passa a ser outra pessoa, passa a ter nova vida. O encontro com Cristo deve significar, para todos, uma mudança total. Nada pode ser como dantes.


 

B. O «outro lado» da realidade

 

  1. O episódio que, hoje, o Evangelho nos transmite transporta-nos para o dia seguinte à multiplicação dos pães e dos peixes. A multidão vai «à procura de Jesus» (Jo 6, 24). Eis o essencial de tudo: procurar Jesus, nunca desistir de procurar Jesus, nunca nos cansarmos de procurar Jesus.

É preciso pensar, por isso, em cada dia e no dia seguinte. O dia seguinte é um dia que não pode ser desperdiçado. Jesus espera-nos também no dia seguinte e no «outro lado». De facto, Jesus está à nossa espera «no outro lado do mar» (Jo 6, 25) e sobretudo «no outro lado» das nossas expectativas, no «outro lado» dos nossos interesses. Jesus é o «outro lado» da nossa vida: o melhor lado da nossa vida, o lado da verdade, o lado do bem, o lado da justiça, o lado do amor.

 

  1. Na manhã daquele «dia seguinte», a multidão que tinha sido alimentada conseguiu passar para o «outro lado do mar». Mas ainda não tinha conseguido passar totalmente para o «lado» de Jesus. Aquela gente ainda não tinha percebido quem era Jesus e até estava convencida do que Jesus não era. Aquela gente, afinal, procurava Jesus não por causa de Jesus, mas por causa de si.

Jesus faz notar que a multidão estava equivocada. Aquela gente estava com a pessoa certa, mas por razões erradas. A actividade de Jesus não é de natureza biológica, mas teológica. Mais do que encher o estômago, o que Jesus pretende é (pre)encher a vida.


 

C. Não um Jesus à nossa maneira, mas nós à maneira de Jesus

 

  1. Qual é o Pão que Jesus nos oferece? É o Pão do amor, da partilha e do serviço. É este Pão que faz nascer — e multiplicar — os outros pães. Acontece que a tentação do imediatismo não é de agora. Já naquele tempo, o entendimento fixava-se mais no significante que no significado.

Falta perceber que Jesus não é apenas o último recurso. Jesus é, com toda a propriedade, o único percurso. Não basta, por isso, procurar Jesus, embora esse seja o primeiro — e decisivo — passo. Mas é fundamental fazer caminho com Jesus, aderindo à Sua proposta de vida.

 

  1. Não podemos procurar Jesus para resolver os nossos problemas. Devemos procurar Jesus para irmos mais além dos nossos problemas. Devemos procurar Jesus para seguir Jesus, para fazer nossa a vida de Jesus. Daí que Jesus nos deixe um aviso: é preciso encontrar não só o alimento para matar a fome dos pães para a vida, mas sobretudo o alimento que permita saciar a fome do Pão da Vida.

É necessário perceber que, mesmo perto de Jesus, podemos não entender o essencial sobre Jesus. Pode acontecer que, mesmo perto de Jesus, queiramos um Jesus à nossa maneira em vez de sermos nós a ser à maneira de Jesus. A multidão, ao preocupar-se apenas com a procura do alimento material, está a esquecer o fundamental: o alimento que dá a vida eterna. Tal alimento é o próprio Jesus (cf. Jo 6, 27).


 

D. Importante é «comer» Jesus

 

  1. O que é preciso fazer, então, para receber esse alimento, para comer desse pão? Esta é a pergunta daquela multidão (cf. Jo 6, 28). A resposta é inequívoca: é preciso aderir a Jesus (cf. Jo 6, 28). É que, no fundo, aquela multidão tinha beneficiado da acção de Jesus, mas mostrava que ainda não estava disposta a seguir Jesus. Não basta comer o Pão; é determinante deixarmo-nos transformar pelo Pão que comemos.

Todavia, os interlocutores de Jesus ainda não estão convencidos de que esse pão garanta a vida eterna. E dão até o exemplo dos seus antepassados, que comeram um pão vindo do céu — o maná — e, mesmo assim, morreram (cf. Jo 6, 31). Custa-lhes aceitar que a vida eterna resulta do amor, do serviço, da partilha. O maná não é o pão que sacia a fome de vida eterna. O pão que sacia a fome de vida eterna é o próprio Jesus (cf. Jo 6, 32-33).

 

  1. O importante não são gestos espectaculares, que deslumbram e impressionam, mas não mudam nada. O importante é acolher a proposta que Jesus faz e vivê-la nos gestos simples de todos os dias. É em cada dia que somos alimentados pelo Pão da vida. O Pão da vida é Jesus.

De facto, «Eu sou o Pão da vida» (Jo 6, 35) é uma fórmula de revelação, ou seja, uma afirmação de identidade. Jesus é não só o portador do pão, mas o próprio pão. Só em Jesus saciamos a nossa fome. Ele é a resposta total para a pergunta total. Quem se alimenta de Jesus nunca mais terá fome nem sede (cf. Jo 6, 35). Alimentarmo-nos de Jesus implica escutar a Sua Palavra, acolher a Sua proposta, enfim, incorporar toda a Sua vida.

 

 

E. Ninguém envelhece quando está com Jesus

 

  1. Tudo se transforma, por conseguinte, a partir de Jesus. Entende-se, pois, que São Paulo nos convide a deixar a vida antiga e os esquemas do passado, para abraçarmos definitivamente a vida nova de Jesus. Para sinalizar esta mudança, Paulo recorre à linguagem do «homem velho» e do «homem novo». O «homem velho» é o homem que ainda não aderiu a Jesus. Trata-se de uma vida marcada pela mediocridade, pela futilidade (cf. Ef 4, 17), pela corrupção e pela submissão aos «desejos enganadores» (Ef 4, 22). Já o «homem novo» é o homem que encontra Jesus Cristo e que aderiu à Sua proposta. É alguém que vive na verdade, na justiça e na santidade verdadeiras (cf. Ef 4, 21.24).

O Baptismo é o sacramento da transformação do «homem velho» em «homem novo». O próprio rito do Baptismo sugere esta transformação: o imergir na água significa o morrer para a vida antiga de pecado; o emergir da água assinala o nascimento de um outro homem, purificado do egoísmo, do orgulho, do pecado.

 

  1. Sabemos, porém, que, apesar de renovados pelo Baptismo, continuamos a ceder ao «homem velho». Daí a necessidade de «uma segunda tábua de salvação depois do Baptismo». O Sacramento da Confissão é, como diziam os antigos, uma espécie de «Baptismo laborioso». Quem se confessa mostra que não desiste da renovação da sua vida.

O «homem novo» tem de ser alimentado todos os dias. A conversão não é só para uma vez. É para sempre!

publicado por Theosfera às 05:39

Hoje, 05 de Agosto (18º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Maria Maior (ou Nossa Senhora das Neves), Sto. Abel de Reims e Sto. Emídio.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 04 de Agosto de 2018

Hoje, 04 de Agosto, é dia de S. João Maria Vianey (St. Cura d'Ars), Sto. Aristarco, Sto. Eleutério de Társia, S. Gonçalo e S. Rúben Estilita.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 02 de Agosto de 2018

Hoje, 02 de Agosto, é dia de Nossa Senhora da Porciúncula, Sto. Eusébio de Vercelas, S. Pedro Juliano Eymard, S. João de Rieti, Sta. Joana de Aza, S. Pedro Fabro e Sto. Augusto Czartoryski.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 01 de Agosto de 2018

Hoje, 01 de Agosto, é dia de Sto. Afonso Maria de Ligório e S. Félix de Gerona.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 31 de Julho de 2018
  1. É habitual associarmos os santos à mansidão.

Há, porém, quem tenha alcançado a santidade não só pelo caminho da brandura, mas também pela via da bravura.


  1. Nem sempre os santos estiveram longe das bofetadas e nem sempre as bofetadas estiveram longe dos santos.

Houve santos que levaram bofetadas. Mas o mais sintomático é que houve igualmente santos que deram bofetadas.


  1. Santa Isabel da Hungria, apesar de ser rainha, foi severamente penitenciada.

O seu director espiritual, Conrado de Magburgo, disciplinava-a com bofetadas. E, como se isto não bastasse, arranjou duas mulheres para a agredir e caluniar.


  1. O Santo Cura d’Ars, quando era seminarista, levou duas bofetadas de um colega que lhe dava explicações. Como João Maria Vianney revelava dificuldades na aprendizagem, o «explicador» perdeu a paciência.

É claro que depressa se arrependeu da agressão. Mais tarde, viria a chegar a bispo e foi sempre respeitador para com o antigo colega.


  1. Não foi, contudo, a única vez que o santo foi agredido.

Já sacerdote, alguém lhe deu uma bofetada. Impávido e sereno, ainda conseguiu reagir com tintas de humor: «Meu amigo, a outra face está com inveja!»


  1. A Beata Rafaela Ibarra foi atingida à bofetada por uma reclusa que tinha ido visitar.

Eis a sua resposta: «Não me fizeste mal, minha filha! A partir de agora, vou gostar ainda mais de ti».

 

 

  1. Aliás, nem Jesus ficou a salvo das bofetadas.

Também Ele foi esbofeteado: não por Verónica (como, por desatinado lapso, foi dito recentemente na TV), mas por um guarda (cf. Jo 18, 22).


  1. O mais intrigante, porém, é ver como — em relação às bofetadas — houve santos que as deram.

Foi o caso de São Pio X, que, torturado por uma dor de dentes, esbofeteou a irmã que lhe recomendava paciência.


  1. Também consta que São Nicolau, em pleno Concílio de Niceia (325), deu umas bofetadas em Ario, por este negar a plena divindade de Cristo.

No século XIII, São Peregrino agrediu São Filipe Benizi a soco e à bofetada. Este, no entanto, perdoou-lhe e acolheu-o na Ordem dos Servos de Maria, que tinha fundado.


10 É sobejamente conhecido o conselho de São João Crisóstomo. Se alguém ouvir uma blasfémia, não hesite em esbofetear quem a profere. «Batendo-lhe, santificas a tua mão».

Mas é melhor não seguir tal conselho. Tanto mais que, como notava o mesmo santo, «a violência não se vence com a violência, mas com a mansidão»!

publicado por Theosfera às 11:59

Hoje, 31 de Julho, é dia de Sto. Inácio de Loiola (fundador da Companhia de Jesus) e S. Germano.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 30 de Julho de 2018

Hoje, 30 de Julho, é dia de S. Pedro Crisólogo, Sta. Julita, S. Justino de Jacobis, S. Cláudio Correa e S. Frederico Rubio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 29 de Julho de 2018

Eu Te bendigo, Senhor
com a fragilidade do meu ser
e a debilidade das minhas palavras,
por tantas maravilhas e por tanto amor que semeias no coração de cada homem.



Eu Te bendigo, Senhor
pela simplicidade da Tua presença
e pelo despojamento do Teu estar.



Obrigado é pouco para agradecer,
mas é tudo o que temos para Te bendizer.



Obrigado, pois,
por seres Pão e Paz,
na Missa que celebramos
e na Missão a que nos entregamos.



Obrigado por seres Pão e Paz
num mundo dilacerado pela fome e martirizado pela guerra.



Fome de Ti sempre!
Fome de Pão nunca!



Que o pão nunca falte nas mesas
e que a paz nunca se extinga nos corações.



Que jamais esqueçamos, por isso,
que a Eucaristia nunca termina.



Que possamos compreender que o "ide em paz"
não é despedida, mas envio.



Queremos trazer-Te connosco,
queremos ser sacrários vivos onde todos Te possam encontrar e reconhecer.



Obrigado, Senhor,
por seres Pão e Paz.



Obrigado por nunca faltares à Tua promessa.
Prometeste ficar connosco e connosco estás.

Sacia a nossa sede de verdade e de justiça.

Pedimos-Te pelos mais pequenos, pelos mais pobres e pelos mais desfavorecidos,
pelos mais sacrificados e por aqueles a quem exigem sempre mais sacrifícios.


Ensina-nos, Senhor,
a sermos mais humanos e fraternos.



Que com Maria, Tua e nossa Mãe,
aprendamos a ser Eucaristia para o mundo.



Obrigado, Senhor, por vires sempre connosco.
Leva-nos sempre conTigo,
Conduz-nos sempre para Ti,
para Ti que és a Paz,
JESUS!

publicado por Theosfera às 11:30

A. Um só corpo no mesmo Corpo

 

  1. Não falta quem, como Hipócrates, reconheça que «o homem é aquilo que come». Assim sendo, se nós comemos Cristo, então podemos dizer que todos nós somos Cristo. E, de facto, ser cristão não é só seguir Cristo, ser cristão é ser Cristo. Ser cristão é acolher Cristo. Ser cristão é perceber que Cristo Se transforma em nós para que nós nos transformemos em Cristo.

Neste e nos próximos domingos, o Evangelho apresenta-nos Cristo como pão e apresenta-nos o pão como figura de Cristo. É Cristo que nos alimenta, é Cristo que sacia a nossa fome. E uma vez que é o mesmo pão que comemos, então, como exorta São Paulo, formamos todos um só corpo (cf. Ef 4, 4).

 

  1. Toda a liturgia deste 17º Domingo do Tempo Comum se faz eco da preocupação de Deus em saciar a fome da humanidade. Não se trata apenas da fome corporal, mas de todas as fomes, incluindo também a fome espiritual, a fome de sentido, a fome de esperança, a fome de felicidade.

Mas Deus vai mais longe. Ele quer saciar a fome do homem através do homem. É através de nós que o pão tem de chegar a todos os famintos desta vida. No fundo, Deus está em quem tem fome e em quem faz tudo para saciar a fome.


 

B. Mais divisão que multiplicação

 

  1. Deus quer contar connosco para que o Seu pão chegue a todos.

Na Primeira Leitura, o profeta Eliseu, ao partilhar o pão que lhe foi oferecido, testemunha a vontade de Deus em saciar a fome do mundo. No Evangelho, Jesus apercebe-Se da fome da multidão que O segue. É aos discípulos que Ele confia a tarefa de distribuir o pão.

Na Segunda Leitura, encontramos como que os requisitos que os cristãos devem ter nesta missão de distribuir o pão. Não devemos repartir com arrogância ou qualquer complexo de superioridade. Os cristãos devem comportar-se sempre com «humildade, mansidão e paciência» (Ef 4, 2). Afinal, Deus está em todos (cf. Ef 4, 6): está em nós, que distribuímos o pão, e está também em quem tem fome de toda a espécie de pão.

 

  1. No nosso tempo, é a Igreja de Cristo que é chamada a distribuir o pão. Quem tem pão é convidado a distribuir o pão. Foi o que aconteceu aos discípulos. André encontrou alguém com cinco pães e dois peixes (cf. Jo 6, 9). E foram esses pães e dois peixes que foram distribuídos pela multidão (cf. Jo 6, 11).

A bem dizer, mais do que uma multiplicação, o que encontramos neste texto é uma divisão. É aquele pouco — cinco pães e dois peixes — que se divide por muitos. Como é possível? Na sua sabedoria simples e na sua simplicidade sábia, o povo costuma dizer que «o pouco com Deus é muito». É isto, com efeito, que se passa aqui. Jesus pega no pouco recebido do homem (cinco pães e dois peixes), «dá graças» e distribui (cf. Jo 6, 11). O nosso pouco muito contém quando Deus intervém.


 

C. Os pães que são figura do Pão

 

  1. Deus não quer que demos muito. Deus quer que demos tudo, ainda que o nosso tudo seja pouco. Quando damos tudo — e sobretudo quando nos damos totalmente —, deixamos de nos pertencer a nós. Passando a pertencer a Deus, aceitamos que Deus faça tudo à Sua maneira. E quando as coisas correm à maneira de Deus, ninguém passa fome, ninguém passa mal.

Não espanta que o capítulo 6 seja o capítulo eucarístico do Evangelho segundo São João. Não tendo um relato sobre a instituição da Eucaristia, oferece-nos, aqui, uma preciosa — e deliciosa — catequese sobre o significado da Eucaristia. Jesus começa por experimentar os discípulos de ontem, como nos experimenta a nós, Seus discípulos de hoje. E o estado inicial dos discípulos é um retrato do nosso estado habitual.

 

  1. Na Sua passagem para o outro lado do Mar da Galileia, Jesus é acompanhado por uma numerosa multidão (cf. Jo 6, 2). Jesus sobe ao monte, senta-Se aí com os discípulos (cf. Jo 6, 3). Está próxima a festa da Páscoa, enquanto festa dos judeus (cf. Jo 6, 4).

Isso, por um lado, explica que muita gente estivesse em movimento. E, por outro lado, expressa a ligação entre a Páscoa e a Eucaristia. Aquela Páscoa ainda era a festa dos judeus, mas a futura Páscoa não iria ser a festa só dos judeus. Naquela Páscoa, o alimento ainda é o cordeiro ao passo que, na futura Páscoa, o alimento é o pão da vida. É esse pão que está figurado nos pães. Esse pão é o próprio Jesus.


 

D. O pouco com Jesus é muito

 

  1. Acontece que os discípulos ainda estavam longe de entender o que estava em causa. Jesus pergunta-lhes «onde haviam de comprar pão» (Jo 6, 5). E os discípulos têm noção de que, acima do local da compra, havia o problema do montante da compra: «Duzentos denários não bastariam para dar um pedaço a cada um» (Jo 6, 7). Sucede que um denário equivalia ao salário de um dia de trabalho, pelo que nem o dinheiro de mais de meio ano de trabalho daria para resolver o problema.

Isto significa que a solução para o problema não passa por comprar, mas por oferecer e repartir. É o que acontece quando André disponibiliza os cinco pães e os dois peixes que estavam nas mãos de um rapaz (cf. Jo 6, 9). Ou seja, ele sabe que a solução não passa por comprar, mas por dar. Só que também acha que se trata de uma solução insuficiente. Pouco dará para poucos. Pouca coisa dará para pouca gente (cf. Jo 6, 9).

 

  1. A André só faltava compreender que, para chegar aos outros, aquilo que possuímos tem de passar por Jesus. Antes de dar, temos de nos dar a Jesus: temos de dar tudo, temos de nos dar totalmente. Quem se dá inteiramente a Jesus, dá-se inteiramente aos outros.

Neste sentido, será bom notar que os números «cinco» (pães) e «dois» (peixes) não estão aqui por acaso. A soma de cinco mais dois dá «sete», o número que simboliza totalidade. Isto significa que é na partilha da totalidade do que temos — e do que somos — que ajudamos a combater as carências das pessoas. Jesus não censura a posse das coisas. O que Jesus quer é que estejamos dispostos a repartir por quem não possui. Nada faltará se todos soubermos dar, se todos (nos) soubermos dar.


 

E. Deus não faz «cortes», só quer que cortemos com o egoísmo

 

  1. Esta partilha do que se possui sinaliza que, em rigor, o verdadeiro proprietário de tudo é Deus. Ao «dar graças» sobre os pães e os peixes (cf. Jo 6, 11), Jesus mostra que os bens são dons que vêm de Deus. Ele é o único Senhor. O que Ele nos entrega não entrega só a nós. O que Ele nos entrega é para chegar a todos. Se tudo recebemos de graça, também é de graça que tudo devemos distribuir. Daí que a solução não seja comprar nem vender, mas oferecer e repartir.

Jesus manda recolher o que sobra (cf. Jo 6, 12), o que torna claro que os dons de Deus são abundantes. Deus não é «austeritário», mas abundantemente solidário. Deus não faz «cortes». Deus só quer que cortemos com o egoísmo e com o calculismo.

 

  1. Não desperdicemos nada (cf. Jo 6, 12). Que não se perca nenhum pão, que não se perca nenhum peixe e que não se perca sobretudo a disponibilidade para distribuir o pão e o peixe. O que não se pode jamais perder é o amor, a generosidade e a partilha. Se soubermos repartir o que recebemos de Deus, não haverá fome na humanidade.

É isso o que falta. É isso o que urge. É preciso aprender com Jesus. Ele não aceita que O façam rei (cf. Jo 6, 15) porque não veio para ser servido, mas para servir (cf. Mt 20, 28). O importante não é o poder, mas o serviço. É este mundo novo que não pode ser adiado. Jesus conta connosco para que esse mundo novo possa começar quanto antes. Se possível, agora!

publicado por Theosfera às 05:30

Hoje, 29 de Julho (17º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Marta, S. Lázaro e Sto. Olavo.

Refira-se que Sta. Marta é invocada como padroeira dos estalajadeiros, hoteleiros, lavadeiras e cozinheiras.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 28 de Julho de 2018

Hoje, 28 de Julho, é dia de S. Celso, S. Nazário, S. Vítor I, S. Pedro Poveda Castroverde e Sta. Maria Teresa Kolawska.

Refira-se que S. Vítor I foi o responsável por colocar a Páscoa no Domingo após a Lua Cheia da Primavera, contra a opinião das chamadas «Igrejas catorzimais», que defendiam o dia estrito correspondente ao 14 de Nisan. Também terá sido o primeiro escritor cristão a usar o Latim. Antes, o Grego era a língua oficial da Igreja.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 27 de Julho de 2018

Hoje, 27 de Julho, é dia de S. Pantaleão. Sta. Maria Madalena Martinengo e S. Tito Bradsma.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 26 de Julho de 2018

Hoje, 26 de Julho, é dia de S. Joaquim e Sta. Ana e Sta. Bartolomea Capitânea.

Dado que S. Joaquim e Sta. Ana, Pais de Nossa Senhora, foram os Avós de Jesus, convencionou-se ser hoje o Dia dos Avós.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 25 de Julho de 2018

Hoje, 25 de Julho (faltam apenas cinco meses para o Natal), é dia de S. Tiago e S. Cristóvão.

O nome Tiago resulta de uma evolução do hebraico Jacob, que tem como equivalentes Jacques, James, Jácome, Jaume e Jaime. No ocidente da Península Ibérica, começou a ser conhecido como Iago. Daí Sant'Iago, Santiago e S. Tiago. Foi o primeiro dos Doze a receber o martírio.

Cristóvão (ou Cristófero) significa «aquele que transporta Cristo». Este santo é padroeiro dos archeiros, dos que fazem fretes, dos carregadores dos mercados, dos pisoeiros, dos negociantes de frutas, dos automobilistas; é invocado contra a morte súbita, as tempestades, o granizo, as dores de dentes e a impenitência final.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 24 de Julho de 2018
  1. Tanto nos habituamos a ele que quase já não pensamos nele.

O sino tornou-se-nos tão familiar que só damos conta dele quando deixa de tocar.


  1. Quem se mobiliza, hoje em dia, ao som dos sinos?

Como indica a própria palavra, «sino» é sinal («signum»). Trata-se de um sinal para agregar, para reunir, para juntar.


  1. Eram os sinos que avisavam as pessoas da proximidade das celebrações.

Era pela cadência ritmada do som emitido dos campanários que cada um saía da sua casa para a Casa de Deus.


  1. Ao formar assembleias, os sinos fermentavam comunidade e geravam povo.

No templo rezava-se e nos átrios convivia-se. Os cidadãos sentiam-se verdadeiros «filhos da Igreja». Foi, aliás, de «filho da Igreja» («filius Ecclesiae») que veio a «freguesia», a autarquia mais presente em cada localidade.


  1. Além da sua óbvia função eclesial, os sinos cumpriam — e, em parte, ainda cumprem — uma importante função social.

Era pelos sinos que se sabia que alguém tinha sido baptizado. Era pelos sinos que se notava que alguém tinha morrido. E era pelos sinos — tocados a rebate — que se tomava conhecimento dos maiores sinistros como os incêndios.


  1. Foi o Papa Sabiniano que, no século VI, tornou obrigatório o uso dos sinos.

Há quem diga que eles foram a primeira ferramenta de «marketing» da história. E, além de ter sido a primeira, terá sido também a melhor.


  1. É o que pensa Alexis Periscinoto, que, em abono da sua tese, aduz razões pertinentes.

«Quando os sinos tocavam, eles atingiam 90% dos habitantes de uma população, mudando o seu comportamento pessoal». As pessoas guiavam o seu dia ao som dos sinos.


  1. Acresce que, «quando todas as casas eram baixas, os cristãos construíam igrejas com torres seis vezes maiores. Isso permitia o reconhecimento imediato da igreja».

O «logótipo» dos cristãos também é o melhor: é a Cruz. Ela estava «sempre colocado no ponto mais alto e visível das igrejas».


  1. Os sinos não pararam a tocar. Mas nem todos por eles se deixam mover.

Temos, por isso, de usar outros «signos» e de investir em novos «sinos».


  1. Há que recorrer às «sms» e ao «facebook». É preciso fazer «soar» esses meios, se possível de forma personalizada.

Estes novos «sinos» até chegam mais longe. E podem motivar pessoas que, de tão acostumadas aos outros sinos, já nem sequer os ouvem!

publicado por Theosfera às 10:54

Hoje, 24 de Julho, é dia de Sta. Cristina Admirável, Sta. Luísa de Sabóia, S. João Soreth, S. Sarbélio Makhluf, Sta. Maria Mercês, Sta. Teresa, Sta. Maria Pilar, Santa Kinga e Sta. Maria Ângeles.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 23 de Julho de 2018

Hoje, 23 de Julho, é dia de Sta. Brígida (Padroeira da Europa), Sto. Apolinário, Sta. Cunegundes e S. Nicéforo e seus Companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 22 de Julho de 2018

Obrigado, Senhor,

Pelo Altar e no Sacrário

E por tantas maravilhas

Que fazes neste Santuário.

 

É neste lugar santo

Que nos esperas em cada dia

Aqui sempre Te encontramos

Mais à Tua Mãe, Maria.

 

Hoje é dia de festa.

Recordamos a inauguração

Deste lugar de encanto

Que nos aquece o coração.

 

Este povo que tem fé

Não encontra lugar igual

Aqui está mais perto do Céu.

É mesmo um lugar especial.

 

É por causa do Santuário

Que tantos vêm a Lamego.

Aqui todos procuram paz,

Aqui todos encontram aconchego.

 

Obrigado por este dia

Em que tudo começou a acontecer.

E que nunca se apague em nós

A luz da fé que nos faz viver.

 

Queremos agradecer, Senhor.

Queremos louvar-Te, Maria.

Que em nós aumente sempre

O amor e a alegria.

 

Nossa Senhora dos Remédios,

Que nos acolhes no santuário.

Que meditemos sempre conTigo

Os mistérios do Rosário.

 

Nossa Senhora dos Remédios,

Nossa Mãe e Padroeira,

Ampara-nos nos caminhos

Ao longo da vida inteira.

 

Aos doentes dá saúde

E a todos consolação

Recebe as nossas preces

E guia-nos pela Tua mão.

 

Aqui estamos em casa,

Aqui nos sentimos bem

Que, um dia, a Tua morada

Possa ser a nossa também.

 

Aceita a nossa gratidão

Neste dia aniversário.

Obrigado, Mãe querida,

Pelo Teu belo Santuário!

publicado por Theosfera às 13:29

Neste tempo de férias,

pensamos, Senhor, naqueles que estão a repousar

e lembramos aqueles que não podem sequer descansar.

 

Neste tempo de contrastes,

pensamos naqueles que estão a trabalhar

e lembramos aqueles que nem sequer conseguem encontrar trabalho,

nem pão, nem casa.

 

Tu, Senhor, queres o nosso descanso.

Tu, Senhor, és o nosso descanso.

 

Como há dois mil anos,

Tu convida-nos a descansar,

a descansar conTigo,

a descansar em Ti.

 

Tu fazes-nos descansar quando nos ensinas.

Tu fazes-nos descansar quando nos acompanhas.

Tu fazes-nos descansar quando nos envolves com a Tua compaixão,

com o Teu amor, com a Tua infinita paz.

 

Fica connosco, Senhor,

como ficaste com os Teus discípulos quando a barca parecia afundar-se na tempestade.

 

Dá-nos luz para vermos que só Tu és a vida, a paz e tranquilidade

mesmo que tudo ameace ruína.

 

Ensina-nos, Senhor, a perdoar e a pedir perdão,

a amar e a sermos amados,

a louvarmos as virtudes e a sermos tolerantes com os defeitos e os limites.

 

Fica connosco, Senhor.

Sê Tu mesmo o nosso confidente,

a nossa praia e o nosso passeio dominical,

o nosso travesseiro e o nosso sonhar.

Sê Tu mesmo, hoje e sempre,

o nosso amanhecer e o nosso acordar.

 

Queremos viver em Ti.

Queremos amar em Ti,

sorrir para Ti, chorar conTigo.

 

Queremos ir sempre ao Teu encontro,

toda a vida, hora a hora,

até que, um dia, Tu nos chames

e nos convides a repousar definitivamente

e a permanecer em Ti para sempre,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:30

A. Uma viagem até 22 de Julho de 1761

 

  1. Não é só pelo espaço que viajamos. Viajamos também — e bastante — pelo tempo. Que é o tempo senão uma viagem? Que é o tempo senão uma contínua — e acelerada — viagem?

Acontece que a viagem pelo tempo não nos conduz apenas ao que ainda está para acontecer. Também nos conduz ao que já aconteceu. Se não fosse o que outros foram, não seríamos o que somos. É por isso que recordar também é viver. Como notou o escritor Paul Auster, «a memória é o lugar onde tudo acontece pela segunda vez». É que aquilo que acontece e aquilo que está para acontecer dependem muito daquilo que já aconteceu.

 

  1. Basta olhar para este Santuário. O que aqui está deve-se muito a quem aqui esteve, a quem aqui trabalhou, a quem aqui peregrinou e rezou. Muitas páginas brilhantes aqui se escreveram: com fé, amor, entusiasmo e também muito suor. Muitos dias estão aqui gravados a letras de ouro. Mas, sem dúvida, o dia mais importante deste Santuário foi o dia da sua dedicação, o dia da sua inauguração.

Foi precisamente neste dia, há 257 anos, que o Santuário foi dedicado e, portanto, inaugurado. Propunha, por isso, que fizéssemos uma breve — sentida e agradecida — viagem até esse dia 22 de Julho de 1761. É um dia que nenhum lamecense — nem nenhum devoto — devia esquecer. É, pois, um dia que todos os anos deveríamos assinalar.


 

B. Uma madrugada de festa

 

  1. Era uma quarta-feira. Pelas cinco horas da manhã, este lugar estava completamente cheio. Foi precisamente a essa (matutina) hora que começou a celebração. O Bispo de Lamego, D. Feliciano de Nossa Senhora, não veio, tendo delegado a sua representação na pessoa do Cón. José Pinto Teixeira, Juiz da Irmandade. Foi este sacerdote, natural de Valdigem e residente na Rua da Olaria, o grande artífice da construção. Tendo sido eleito em 1748, desencadeou os trabalhos a 14 de Fevereiro de 1750, o dia da bênção e do lançamento da primeira pedra.

Durou, por conseguinte, 11 anos a construção do corpo do nosso Santuário. Aliás, é o que mostra a inscrição que se encontra no centro da fachada. Diz tal inscrição «acabada [em] 1761». Só que este acabamento ainda não incluía as torres nem o recheio. O que foi inaugurado a 22 de Julho de 1761 foi mesmo o corpo do edifício: a nave, a capela-mor e a sacristia (que corresponde à actual Sala dos Retratos).

 

  1. Compreende-se, então, que tenha sido o Cón. José Pinto Teixeira a presidir ao rito da dedicação. Acompanharam-no o mestre-de-cerimónias da Mitra, Padre António José da Costa, além de muitos outros sacerdotes e fiéis.

Pela descrição, ficamos a saber que se procedeu à «bênção por fora bem como por todo o seu âmbito e sacristia em volta». O ritual começou com uma procissão onde iam a Cruz e as tochas, bem como a caldeirinha com água benta e hissope. Durante o cerimonial, entoaram-se salmos, ladainhas e orações. Logo de seguida, o próprio Juiz da Irmandade celebrou a primeira Missa no Santuário, que «foi cantada» e assinalada com «vários repiques no sino».


 

C. Do Santuário para a Cidade

 

  1. Mas as celebrações não se ficaram por aqui. O ciclo festivo estendeu-se por mais uns dias, até ao dia de Nossa Senhora dos Remédios, que nesse tempo era a 5 de Agosto. [Só em 1778 é que passou para 8 de Setembro]. Na noite de sábado, 25 de Julho, a imagem de Nossa Senhora dos Remédios saiu em procissão.

Esta teve início na Capela que havia no actual Largo dos Reis e que, sucedendo à primitiva Capela de Santo Estêvão, tinha sido inaugurada em Agosto de 1565. Além da imagem de Nossa Senhora dos Remédios, integraram a procissão as imagens de Santo Estêvão, de São Joaquim e de Santa Ana. A Padroeira foi transportada pelos irmãos da Confraria do Terço «num andor primorosamente armado de gala branca».

 

  1. O cortejo dirigiu-se para a Igreja do Desterro. Os sacerdotes traziam sobrepeliz e os leigos levavam vestes brancas, com lanternas acesas e tochas. As orações e os cânticos da procissão foram acompanhados por repetidos toques dos sinos da Sé e do Convento de Santa Cruz.

Os habitantes de Lamego verteram publicamente a sua alegria iluminando as janelas das suas casas com lamparinas. Dizem os anais que a cidade mais «parecia um céu estrelado na terra».


 

D. Da Cidade para o Santuário

 

  1. Na Igreja do Desterro, foram preparados quatro altares: um para Nossa Senhora dos Remédios, outro para São Joaquim, outro para Santa Ana e outro para Santo Estêvão. No Domingo, 26 de Julho, nessa mesma Igreja houve Missa cantada com sermão pelo Padre Manuel Caminha, do Convento de Santa Cruz.

Pelas cinco horas da tarde, saiu uma longa — e muito solene — procissão com os andores das quatro imagens atrás indicadas e presidida pelo Cón. Manuel Pereira da Silva, comissário do Santo Ofício em Lamego. Participaram todas as Irmandades, com a Cruz da Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios à frente. Seguia-se o andor de Santo Estêvão, o andor de Santa Ana, o andor de São Joaquim, o clero e, no meio do clero, o andor de Nossa Senhora dos Remédios, transportado por seis sacerdotes.

 

  1. Cada andor era acompanhado por duas tochas sendo o andor de Nossa Senhora dos Remédios acompanhado por quatro. Entoaram-se cânticos e salmos e, a concluir, via-se o pálio de seda branca, onde o referido Cón. Manuel Pereira da Silva levava o Santo Lenho. Atrás do pálio ia o Juiz da Irmandade, com a murça e o bastão. Muito foi o povo que se incorporou na procissão. O cortejo para o Santuário seguiu pela Corredoura, Rossio, Praça de Cima, Convento das Chagas (com pregação pelo Padre Manuel António da Purificação), Rua Nova, Almacave e Mazeda.

A imagem de Nossa Senhora dos Remédios foi colocada no trono na segunda-feira, 27 de Julho. Este trono veio da Sé e aqui esteve cinco anos, até 1766, ano em que foi instalado o Altar-Mor. Na terça-feira, dia 28, começou a Novena que culminou com a Festa no dia 5 de Agosto, uma quarta-feira.


 

E. Sem nada dizer, é tanto o que a Mãe está sempre a fazer

 

  1. A Festa teve início às cinco horas da manhã com a exposição do Santíssimo Sacramento no peito da imagem de Nossa Senhora. Este hábito de colocar o relicário com o Santíssimo Sacramento na imagem de Nossa Senhora permitia que quem olhasse para Maria também olhasse, no mesmo instante, para o Corpo sacramentado de Jesus. Fundia-se, deste modo, no mesmo gesto, o culto a Maria com a centralidade da Eucaristia. No entanto, tal costume de pôr o relicário no peito da Senhora foi suprimido, por decisão episcopal, a 7 de Agosto de 1865.

Segundo informações da época, o trono estava «bem guarnecido de lumes, tudo de cera nova, muito perto de noventa e mais». A Missa da festa desse ano foi celebrada pelo Cón. Gonçalo Corte Real, Deão do Cabido, e o sermão esteve a cargo do Cón. Bernardo José de Carvalho. Era tanta a gente que o púlpito teve de ser colocado no exterior do Santuário.

 

  1. Como se pode ver, já nesta altura a devoção por Nossa Senhora dos Remédios era muito grande, muito intensa, muito vivida e, às vezes, até muito sofrida. Tal devoção ficou a dever-se à vinda desta imagem que se encontra no trono. Foi o grande Bispo D. Manuel de Noronha que a trouxe de Roma, em 1551. Tal como naquela época, também hoje Nossa Senhora dos Remédios atrai para a nossa terra gente de toda a terra. Sem nada dizer, é muito o que a Mãe está sempre a fazer. Sem dizer nada, Ela faz muito. Com o Seu silêncio, é Ela quem mais longe leva o nome de Lamego. É, pois, muito o que Nossa Senhora dos Remédios tem feito por Lamego. E Lamego que tem feito por Nossa Senhora dos Remédios? Tem feito o que pode. Mas poderá certamente fazer muito mais.

É graças a Nossa Senhora dos Remédios que Lamego chega longe, muito longe. Vamos, pois, expressar-Lhe sempre a nossa gratidão, abrindo-Lhe as portas do nosso coração. E nunca esqueçamos a Eucaristia quando aqui viermos em romaria. Não esqueçamos jamais: o que faz Nossa Senhora feliz é fazer o que Jesus (Seu Filho) nos diz (cf. Jo 2, 5). Neste dia de festa, pensemos que a nossa terra não tem casa como esta. Que a nossa Mãe e Padroeira esteja sempre à vossa beira. E vos acompanhe ao longo da vossa vida inteira!

publicado por Theosfera às 05:51

 A. Pouco produzimos no trabalho, pouco produzimos no descanso


  1. Para muitos, já é tempo de férias, o que não quer dizer que seja tempo de descanso. De facto, muito estranha parece ser a nossa época. Não repousamos quando trabalhamos e não repousamos quando descansamos. As ocupações podem ser suspensas, mas há preocupações que nunca são interrompidas. E, como sabemos, as preocupações (des)gastam muito mais que as ocupações.

Parece que vivemos em permanente défice de produtividade. Dizem que não produzimos muito no trabalho e — vá lá saber-se porquê — parece que não produzimos muito no descanso. Cansados estamos antes das férias. Cansados continuamos a estar depois das férias. Nas praias ou nas viagens de veraneio, andamos apressados e ansiosos como sempre. Como repousar em assim? Não são os locais ou as actividades que nos fazem descansar. O que nos faz descansar é um modo de vida diferente.


  1. É curioso notar como Jesus aparece, neste Domingo, preocupado com o descanso dos Seus discípulos. Jesus, que os mandara em missão, convida-os, agora, a descansar (cf. Mc 6, 31). E eles bem precisavam de descanso já que nem tempo tinham para comer (cf. Mc 6, 31). É interessante verificar o tipo de lugar que Jesus escolhe para o descanso. Não convida os discípulos para um local muito frequentado, mas para um sítio isolado (cf. Mc 6, 32). Para descansar, nada como o recolhimento propício à meditação e ao reencontro. E como faz falta que nos reencontremos neste tempo sem tempo e nesta vida que nos vai levando — velozmente — para fora da vida!

Tudo tende a tumultuar nestes tempos sem paragem, sem paz, sem norte e, aparentemente, sem destino. Que falta faz a serenidade, o aconchego de uma presença, a oferta de um sorriso, a paz de um gesto feito com cortesia e compostura. Tentemos ser diferentes neste tempo diferente.


 

B. Como devem descansar os discípulos?


  1. Também para descansar, Jesus tem uma proposta diferente. Jesus convida os discípulos para um sítio isolado, mas não com o objectivo de fugir. Aliás, eles não chegaram a ficar isolados nesse sítio isolado pois muitos foram para o mesmo local (cf. Mc 6, 33). E foi nesse local que todos encontraram a melhor forma de descanso: a presença de Deus, a presença de Deus em Jesus Cristo.

Na verdade, Jesus ficou com os discípulos e com toda a multidão que se gerou. Começou então a instruí-los, a instruí-los demoradamente (cf. Mc 6, 34). Não há melhor descanso do que escutar Jesus, do que escutar este Jesus cheio de compaixão (cf. Mc 6, 34). É que, como confessou Santo Agostinho, todos nós andamos inquietos enquanto não descansamos em Deus. Cada um de nós pode repetir o desabafo do salmista: «Só em Deus descansa a minha alma» (Sal 62, 2). Com efeito e como poetou Antero de Quental, é «na mão de Deus, na Sua mão direita, [que] repousa afinal o meu coração».


  1. Deus quer o nosso descanso, Deus é o nosso descanso. Nós, que tantas vezes nos portamos como «ovelhas sem pastor» (Mc 6, 34), só encontramos descanso quando encontramos o sentido. Só descansamos quando encontramos quem nos aponta o sentido. Jesus é aquele que nos aponta o sentido da vida. Jesus é, na Sua mensagem e na Sua conduta, o sentido para a nossa vida.

Ser pastor é, por conseguinte, indicar o sentido para tanta gente que parece andar sem qualquer sentido, rumo ou direcção.


 

C. É preciso estar com Jesus para aproximar de Jesus


  1. É por isso que, logo na Primeira Leitura, pela voz do profeta Jeremias, Deus condena os pastores indignos, que usam o rebanho para satisfazer os seus interesses pessoais. Daí que o mesmo Deus anuncie que vai, Ele próprio, tomar conta do Seu rebanho, assegurando-lhe a fecundidade, a paz, a tranquilidade e a salvação.

O Evangelho torna claro que a solicitude de Deus pelos homens, corporizada em Jesus, é agora continuada pelos discípulos. Os discípulos devem ser, na linha de Jesus, as testemunhas do amor, da bondade e da compaixão de Deus. Os discípulos devem amar as pessoas com o amor do próprio Jesus. Por tal motivo, precisam de vir frequentemente ao Seu encontro, para serem instruídos. Aliás, como poderemos mostrar Jesus se não convivemos com Jesus?


  1. A oração não é, portanto, um entrave à missão, mas o permanente alimento da missão. Só quem está próximo de Jesus consegue aproximar Jesus das pessoas e aproximar as pessoas de Jesus.

A Segunda Leitura apresenta-nos São Paulo a dar testemunho da solicitude de Deus pelo Seu Povo. Foi na oração que São Paulo pôde experimentar essa mesma solicitude divina, manifestada na entrega de Jesus Cristo. Reunidos na família de Deus, os discípulos de Jesus são agora irmãos, unidos pelo amor. Tudo o que é barreira, divisão, inimizade, fica definitivamente superado.


 

D. As ovelhas não pertencem aos pastores, mas ao Pastor


  1. São muitas, por conseguinte, as responsabilidades dos pastores. Eles não actuam em nome próprio, mas em nome de Deus. Daí o alerta que nos chega pela boca do profeta: «Ai dos pastores que arruínam e dispersam as ovelhas» (Jer 23, 1).

As ovelhas não são propriedade dos pastores, mas de Deus. Deus chama os pastores para cuidar das ovelhas, não para oprimir ou afugentar as ovelhas. O mau testemunho dos pastores prejudica as ovelhas (cf. Jer 23, 2). Deus não está disposto a tolerar abusos de confiança nem aceita pactuar com aqueles que exploram o rebanho em seu proveito.


  1. As ovelhas são maltratadas pelos pastores quando não lhes é oferecida e verdade e quando lhes é negada a justiça. As ovelhas são maltratadas quando os pastores se calam na hora de as instruir e se escondem no momento de as defender. As ovelhas são maltratadas quando os pastores não rezam por elas nem com elas, quando os pastores não lhes apresentam o Evangelho ou, o que é pior, quando os pastores lhes distorcem o Evangelho.

Só que nem a infidelidade dos pastores põe em causa a fidelidade de Deus. Ele promete vir ao encontro das ovelhas para as juntar e (re)unir. E assegura que lhes dará pastores que as hão-de apascentar para que não mais tenham receio ou pavor (cf. Jer 23, 4).


 

E. Não férias da missão, mas férias em missão


  1. Em relação ao rebanho, os pastores não são senhores, mas servidores. Afinal, ser pastor não é ser patrão. Porque, no fundo, o pastor orienta, mas é Deus quem conduz. Como cantávamos no Salmo Responsorial, o Senhor é o nosso pastor; é Ele quem nos conduz; é Ele quem nos guia por caminhos seguros; é a Sua bondade e misericórdia que nos acompanham sempre (cf. Sal 23, 1-6).

Percebe-se, então, que Santo Inácio de Antioquia tenha olhado para o Espírito Santo como o «bispo invisível». É este «pastor invisível» que conduz todos os «pastores visíveis», para que todos sejam fiéis e permaneçam unidos.


  1. Peçamos a Deus pelos nossos pastores e para que nos dê a graça de termos sempre pastores à imagem do Bom Pastor. Peçamos a graça de termos pastores que conduzam sempre o rebanho para o Bom Pastor.

A pastoral está sempre em marcha, sempre em acção. A vida pastoral nunca se encerra nem se interrompe. O próprio repouso faz parte da pastoral, ou seja, faz parte da missão do pastor junto das ovelhas. Nunca façamos, pois, férias da missão, mas férias (sempre) em missão. Jesus vai com aqueles que vão. Ele nunca abandona os que plantam em todas as vidas as sementes do Seu amor. Plantemos, então, em todas as vidas as sementes do amor de Jesus!

publicado por Theosfera às 05:03

Hoje, 22 de Julho (16º Domingo do Tempo Comum e Aniversário da Dedicação do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios), é dia de Sta. Maria Madalena e Sto. Agostinho Fangi.

Refira-se que Sta. Maria Madalena é invocada como padroeira dos vendedores de perfumes, dos surradores de peles finas, dos luveiros e dos arrependidos.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 21 de Julho de 2018

Do lero-lero destes nossos dias (flanqueado por inanidades, alarmismos e especulações) sobra uma sensação de estranheza: o calor está menos quente em Portugal. Pelo contrário, no norte da Europa, onde as temperaturas costumam ser mais moderadas, estão a atingir níveis muito elevados. Quando na Sibéria, os termómetros ultrapassam 35 graus e quando a Suécia está a arder, alguma coisa está a acontecer. Mas não entremos em pânico. O clima é, por natureza, mutante.  Se Deus está por nós, quem será contra nós? (cf. Rom 8, 31)

publicado por Theosfera às 10:51

Hoje, 21 de Julho, é dia de S. Lourenço de Brindes, Sta. Praxedas, Stos. Mártires Escilitanos e S. Daniel.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 20 de Julho de 2018

Hoje, 20 de Julho, é dia de Sto. Apolinário, Sto. Elias, Sta. Margarida, Sto. Aurélio e Sta. Vilgeforte ou Liberata ou Comba.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 19 de Julho de 2018

Hoje, 19 de Julho, é dia de Nossa Senhora da Divina Graça, Sta. Justa. Sta. Rufina, Sto. Arsénio e Sta. Áurea.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:37

Quarta-feira, 18 de Julho de 2018

Hoje, 18 de Julho, é dia do Bem-Aventurado D. Frei Bartolomeu dos Mártires e de S. Frederico.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 17 de Julho de 2018
  1. O crente não tem de ser anti-ateu. Será que o ateu terá de ser anticrente?

Sucede que a novidade hoje já não é o ateísmo; é a atitude anti-religiosa. O que mais impressiona actualmente não é haver quem não tenha fé; é haver quem hostilize quem pretende viver a fé que tem.


  1. O regresso da intolerância — assinalado recentemente por Lídia Jorge — não é um exclusivo da religião.

A intolerância vai assumindo também uma feição cada vez mais anti-religiosa.


  1. No ocidente, esta intolerância não é feita através de uma perseguição declarada. Ela é tecida sobretudo através de condicionamentos e depreciações.

Na hora que passa, a religião não é abertamente combatida. Mas a sua expressão é crescentemente limitada e teimosamente retorcida.


  1. Polarizado o tempo em torno do instante, o perene da mensagem tende a ser zurzido como retrógrado, desfasado.

As manifestações de fé são, muitas vezes, truncadas e distorcidas. Há quem as apresente com um ar escarnecedor e zombeteiro.


  1. À semelhança dos outros poderes, também o poder mediático não é favorável à religião.

Em nome de uma presumida neutralidade, opta-se geralmente por um silenciamento. Este é pontualmente quebrado para expor aspectos marginais. Ou então — como tem sucedido ultimamente — para explorar «ad nauseam» algumas fragilidades.


  1. Acontece que, dada a sua capacidade para influenciar, os «media» acabam por formatar a sensibilidade das pessoas acerca da religião.

São muitos os que validam a mais improvável informação sem cuidar de conferir a respectiva veracidade.


  1. Quem lê os documentos da Igreja? Quando muito, lê-se o que é dito — e mostrado — sobre tais documentos.

Sem nos apercebermos, não debatemos o que dizem directamente os Padres, os Bispos e o Papa. Passamos o tempo a discutir o que sobre eles passa nos jornais, nas televisões e nas redes sociais.


  1. Dir-se-á que é a realidade, a que temos de nos habituar.

O problema é que aquilo que é veiculado parece partir de arquétipos e preconceitos anti-religiosos.


  1. Quantas não são as vezes em que temos de coar o que nos é transmitido, encaminhando os interlocutores para o encontro com a realidade e com as fontes?

Mas há sempre quem tome uma possibilidade como um facto consumado. E não falta sequer quem transforme uma mera suspeita numa definitiva — e impiedosa — sentença.


  1. Acresce que nesta intolerância quase ninguém repara.

O direito de não crer é indiscutível. Mas será que o dever de respeitar quem crê é menos sagrado?

publicado por Theosfera às 11:40

Hoje, 17 de Julho, é dia do Bem-Aventurado Inácio Azevedo e seus companheiros mártires, Sta. Teresa de Sto. Agostinho e suas companheiras mártires e Sto. Aleixo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:56

Segunda-feira, 16 de Julho de 2018

Hoje, 16 de Julho, é dia de Nossa Senhora do Carmo, S. Sisenando, Sta. Madalena Alberici, S. Cláudio e S. Lázaro.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 15 de Julho de 2018

Na vida, há chegadas e há partidas,

há começos e recomeços.

 

Neste tempo de férias, Senhor,

nós não Te vamos deixar,

até porque Tu também nunca nos deixas.

 

Queremos que estas sejam férias com Deus e não férias de Deus.

Queremos escutar, ainda mais, a Tua voz

e sentir sempre a Tua presença.

 

Na Palavra, na Oração e sobretudo na Santa Missa,

nós queremos continuar sempre conTigo,

pois sabemos e sentimos que Tu estás sempre connosco.

 

Vem, Senhor, connosco.

Acompanha os nossos passos.

Liberta-nos da pior doença: o egoísmo.

Cura-nos com a mais preciosa vitamina:

a vitamina C, a vitamina Cristo!

 

Nossa Senhora dos Remédios,

o Teu santuário não é só neste monte.

O Teu santuário será também o nosso coração.

 

Onde Tu estiveres, nós estaremos.

Onde nós estivermos, também Tu estarás.

 

Toma conta da nossa vida.

E dá-nos sempre o Teu querido Filho:

Jesus!

publicado por Theosfera às 11:38

A. Ele anda e manda


  1. Jesus veio ao mundo para trazer notícias de Deus. Mais. Jesus é a grande notícia de Deus. É por isso que a missão é a maior prioridade de Jesus. Ele não só anda em missão como manda em missão. Ele é o enviado que envia.

A missão desponta, pois, como o principal mandato de Jesus. Ele manda em missão não apenas depois d’Ele, mas também à frente d’Ele e com Ele. Ao mandar, Jesus explica a missão e previne para a rejeição. Ele próprio tinha acabado de passar pela rejeição na Sua terra. Agora, alerta os Doze para a possibilidade de rejeição na sua missão pela terra. Afinal, o discípulo não é superior ao mestre; bom será o discípulo que procurar ser como o seu mestre (cf. Lc 6, 40).


  1. Jesus até recomenda qual o tipo de reacção que os discípulos devem ter perante a rejeição: «Se algum lugar não vos receber, nem aí vos escutarem, ao sairdes de lá, sacudi o pó dos vossos pés, como testemunho contra eles» (Mc 6, 11).

Por aqui se vê como o êxito da missão não consiste necessariamente numa missão com êxito. De resto, não é o êxito que deve ser procurado. O verdadeiro êxito da missão não está no aplauso. Jesus até tem o cuidado de ressalvar: «Ai de vós quando todos disserem bem de vós» (Lc 6, 26). Por muito agradável que possa ser ouvir falar bem de nós, não é isso que interessa. O evangelizador não existe para agradar, mas para servir. E servir não rima com agradar.


 

B. Não a popularidade, mas a fidelidade


  1. Independentemente da aceitação ou da rejeição, o importante é que a missão se faça. Jesus até dá a entender que, quando se cumpre a missão, o mais certo é que apareçam focos de rejeição. O que nunca se pode é alterar a mensagem. Alterar a mensagem seria adulterar a missão. Por conseguinte, mais vale enfrentar a rejeição do que adulterar a missão.

Os cristãos não andam a disputar um qualquer «campeonato de popularidade». Os cristãos não devem procurar a popularidade, mas a fidelidade. O fundamental é que a proposta chegue, mesmo que a resposta não venha.


  1. Na missão, o protagonista não é o missionário, mas o «missionante»: Jesus Cristo. A missão não é «show» nem entretenimento ou espectáculo. A missão não é feita em nosso nome, mas em nome de Jesus Cristo. Ele é que há-de ser o centro.

Daí o despojamento que a missão deve revestir. Jesus deixa, por assim dizer, uma espécie de «código ético» para o missionário. O apóstolo deve levar o mínimo para que possa transportar o máximo: deve levar o mínimo de si para transportar o máximo de Cristo. Neste aspecto, a exigência chega a ser extrema. O apóstolo não há-de levar nada para o caminho, a não ser um cajado: nem pão, nem saco, nem moedas, nem duas túnicas (cf. Mc 6, 8-9). Ou seja, o apóstolo deve levar Cristo. Nada mais, ninguém mais. Cristo há-de ser tudo para o apóstolo. Quem olhar para o apóstolo não há-de ver o apóstolo, mas Jesus Cristo.


 

C. Evangelizar é (também) provocar


  1. Esta presença de Jesus nos apóstolos é tal que, ao enviar em missão, como que delega os Seus poderes naqueles que envia (cf. Mc 6, 7). No fundo, Jesus vai com aqueles que envia. Ele mesmo o garante: «Quem vos ouve a Mim ouve; quem vos rejeita a Mim rejeita» (Lc 10, 16).

Nada é deixado ao acaso. Jesus manda em nome dos mandamentos. Como entreviu São Gregório Magno, Jesus manda os discípulos dois a dois (cf. Mc 6, 7) porque dois são os mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a nós mesmos. Ou, melhor, amar o próximo com o amor com que Jesus o ama.


  1. Hoje, nós somos os pés, as mãos, os lábios e o coração de Deus. Deus quer chegar aonde nós chegarmos. Deus quer abraçar aqueles que nós abraçarmos. Deus quer falar àqueles a quem nos falarmos. Enfim, Deus quer amar aqueles que nós amarmos. Deus actua no mundo através dos homens e mulheres que Ele chama e envia.

Os enviados devem ter, como principal desígnio, a fidelidade ao projecto de Deus e não a defesa dos seus próprios interesses. Neste sentido, não admira que a vocação tenha muito de provocação. A Primeira Leitura apresenta-nos o exemplo do profeta Amós. Actuando com total liberdade, o profeta não se deixa manipular pelos poderosos nem condicionar pelas suas perspectivas pessoais.


 

D. Um profeta corajoso


  1. A propósito, convém referir que Amós, embora pouco conhecido, foi um profeta importante, um profeta corajoso. Ele foi o «profeta da justiça social», exercendo o seu ministério em meados do séc. VIII a.C., durante o reinado de Jeroboão II. É uma época de prosperidade económica e de tranquilidade política. O comércio e a indústria desenvolveram-se bastante.

Acontece que o bem-estar das classes favorecidas contrastava, de uma maneira flagrante, com a miséria das classes mais pobres.

Entretanto, a religião sobressaía através de ritos e festas. Tratava-se de um culto que não tinha nada que ver com a vida. Os mesmos que participavam nos ritos e nas festas praticavam injustiças contra o pobre e cometiam toda a espécie de atentados contra a lei.


  1. É neste contexto que aparece o profeta Amós. Natural de Técua (uma pequena aldeia situada no deserto de Judá), é chamado por Deus para denunciar o comportamento dos poderosos. Amós é uma pessoa íntegra, corajosa, mas com um discurso bastante rude. Em síntese, toda a sua personalidade contrasta com a indolência e o luxo da sociedade israelita da época.

O episódio que a Primeira Leitura nos propõe decorre no santuário de Betel, no centro da Palestina. Trata-se de um lugar considerado sagrado, desde tempos imemoriais (cf. Gén 35,1-8). Quando o Povo de Deus se dividiu em dois reinos, após a morte de Salomão (932 a.C.), os reis de Israel intensificaram o culto em Betel, para impedir que os seus súbditos se deslocassem a Jerusalém, situado no reino inimigo de Judá. Betel transformou-se, então, numa espécie de «santuário oficial» do regime, onde o culto era financiado, em grande parte, pelo próprio rei.


 

 E. O que nos não fizermos, Deus fará


  1. Na época em que Amós exerce o seu ministério, o sacerdote encarregado do santuário era Amasias. A Primeira Leitura descreve um confronto entre os dois. É um texto fundamental para entendermos a missão do profeta diante dos poderes instituídos. Para Amasias, o que interessa é manter um sistema que assegura benefícios, quer ao poder, quer à religião. A tarefa da religião é deixar tudo na mesma: o sacerdote defende o rei e, em troca, o rei sustenta o sacerdote.

Amós não se conforma com esta situação e não fica calado. Não espanta, por isso, que o sacerdote convide o profeta a voltar para a sua terra. Só que o profeta não se deixa intimidar nem abater. A resposta de Amós torna claro que o profeta é um homem livre, que não actua por interesses humanos, mas por mandato de Deus.


  1. Também no nosso tempo, a missão do apóstolo é uma missão profética. É uma missão que incomoda e desinstala. O Senhor convoca-nos para sairmos da nossa «zona de conforto».

Os cristãos não estão no mundo como ornamento dos poderes. A nossa missão é ser alternativa, não redundância. Não estamos na vida para que tudo continue na mesma, mas para que tudo possa ser diferente, para que tudo possa (finalmente) ser melhor. É muito pesada esta missão. É por isso que, como diz a Segunda Leitura, o Senhor nos enche com «toda a espécie de bênçãos espirituais» (Ef 1, 3). Não tenhamos medo. O que nós não fizermos, Deus fará em nós, connosco!

publicado por Theosfera às 05:42

Hoje, 15 de Julho (15º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Boaventura e Sta. Ana Maria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 14 de Julho de 2018

Hoje, 14 de Julho, é dia de S. Camilo de Léllis (protector dos doentes e padroeiro dos que deles cuidam), de S. Francisco Solano e de S. Bernardo de Sabóia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 01:04

Sexta-feira, 13 de Julho de 2018

Hoje, 13 de Julho, é dia de Sto. Henrique, Sta. Cunegundes e Sta. Angelina de Marsciano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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