O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 23 de Fevereiro de 2019

Hoje, 23 de Fevereiro, é dia de S. Policarpo de Esmirna e Sta. Rafaela Ibarra.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2019

Hoje, 22 de Fevereiro, é dia da Cadeira de S. Pedro e Bem-Aventurada Isabel de França.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2019

Hoje, 21 de Fevereiro, é dia de S. Pedro Damião (invocado contra as insónias e dores de cabeça), S. Natal Pinot e Sta. Maria Henriqueta Dominici.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2019

Hoje, 20 de Fevereiro, é dia de São Francisco e Santa Jacinta Marto, Santo Euquério, Santo Eleutério, Santa Amada e Nossa Senhora, Rainha da China.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2019

Hoje, 19 de Fevereiro, é dia de S. Conrado Placência, S. Gabino e Stos. Mártires da Terra Santa.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2019

Hoje, 18 de Fevereiro, é dia de S. Teotónio, Sta. Bernardette Soubirous, S. João de Fiésole (Fra Angélico), S. Francis Régis Clet e Sta. Gertrudes Comensoli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 17 de Fevereiro de 2019

Só uma palavra.

Só uma palavra para Ti, Senhor.

Só uma palavra para Te agradecer,

para Te louvar.

 

Hoje, Senhor, apareces com uma mensagem de alento,

com uma proposta com sabor a novidade.

 

Tu queres, Senhor, que olhemos para a frente,

que não fiquemos dominados pelo passado.

 

Obrigado, Senhor, por fazeres algo de novo,

por fazeres tudo de novo.

 

Essa novidade já começa a aparecer,

essa novidade és Tu:

a Tua palavra e a Tua presença.

 

Tu, Senhor, és o caminho aberto no deserto,

o rio lançado na terra árida.

 

Tu és aquele que junta multidões,

que faz andar os paralisados.

 

Tu és aquele que perdoa,

que transforma e revigora.

 

Como há dois mil anos,

também hoje nunca vimos nada assim,

nunca vimos nada igual.

 

Tu, Senhor, és incomparável,

Tu, Senhor, és único.

 

Por isso, nós Te dizemos «sim»,

sim com os lábios,

sim com a vida.

 

Recebe o sim do nosso amor,

do amor que vem de Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:28

A. Deus oferece e avisa



    1. Porque viver é optar, Deus quer que saibamos com o que podemos contar. O Senhor oferece-nos um caminho de felicidade, mas avisa-nos também do que nos leva à infelicidade. Ele deseja que cada um de nós seja feliz. Mas o homem só é feliz fazendo o que Deus diz.

    Não é por acaso que o primeiro salmo da Bíblia aponta dois caminhos: o caminho da felicidade e o caminho da infelicidade. Feliz é «quem não segue o conselho dos ímpios, não se detém nos passos dos pecadores, nem convive com os maldizentes» (Sal 1,1). Feliz é «quem se compraz na lei do Senhor e nela medita dia e noite» (Sal 1, 2). É isso que estamos a fazer: a meditar no que o Senhor diz. Façamo-lo assiduamente, no coração e com a mente. Este mundo de agitação precisa de um surto de meditação.



    1. Meditemos, então, no que Jesus diz — olhos nos olhos — aos Seus discípulos (cf. Lc 6, 20). Ele proclama felizes os pobres (cf. Lc 6, 20) e, por isso, avisa os ricos: «Ai de vós, os ricos porque já recebeis a vossa consolação» (Lc 6, 24). Efectivamente, Jesus vê tudo ao contrário. Ele declara felizes os que têm fome (cf. Lc 6, 21) e adverte os que estão fartos. «Ai de vós, os que estais fartos, porque haveis de ter fome» (Lc 6, 24).

    Jesus aponta como felizes os que agora choram — porque hão-de rir — (cf. Lc 6, 21) e exorta os que agora riem: porque hão-de chorar (cf. Lc 6, 25). Jesus apresenta como felizes os que agora são odiados, incompreendidos e perseguidos (cf. Lc 6, 22) e alerta os que costumam ser aplaudidos: «Ai de vós quando todos os homens disserem bem de vós» (Lc 6, 26).


    B. Tão perto está a felicidade



    1. Mas não é bom ouvir falar bem de nós? Oh se não é! É bom, agradável e, muitas vezes, justo. O problema é que, com frequência, fala-se bem do que é mau e fala-se mal do que é bom. Acresce que — como diz a experiência — as pessoas tendem a aplaudir quem mais agrada, não quem melhor serve. Sucede que nós somos chamados a servir, não a agradar.

    É sabido que o serviço da verdade inquieta, incomoda. E nós gostamos de ser aquietados e acomodados. Foi por isso que Jesus passou pela calúnia e por toda a sorte de perseguição. E uma vez que o discípulo não é superior ao Mestre (cf. Lc 6, 40), então de uma coisa ficamos precavidos: se não tivermos problemas com os homens, é porque teremos algum problema com o Evangelho. Se ninguém nos incomodar, é porque o Evangelho não estaremos a testemunhar. Onde há seguimento de Jesus, há inevitavelmente a Cruz. Cabe-nos, pois, decidir. Queremos ser aplaudidos pelos homens ou aprovados por Deus?



    1. Não devemos ser desconfiados, mas quanto a confiar plenamente, confiemos só em Deus (cf. Jer 17, 5). É n’Ele que — assim repetíamos no Salmo Responsorial — devemos pôr toda a nossa esperança. Quem em Deus confia, tem a felicidade por sua companhia.

    Afinal, a felicidade está tão perto e nós andamos à procura dela pelos caminhos mais incertos. Estamos num tempo em que vivemos — talvez como nunca — preocupados com a felicidade, com a nossa felicidade. Nunca falamos tanto de felicidade, mas, paradoxalmente, nunca teremos ouvido tantas confissões de infelicidade. A felicidade é um roteiro em que todos transitam, mas também é uma meta que poucos atingem. Todos nos declaramos peregrinos da felicidade, mas quem ousa apresentar-se como saciado de felicidade?


    C. Os geradores da felicidade



    1. A felicidade pertence ao que mais nos seduz e, ao mesmo tempo, ao que mais nos tortura. Esperamos tanto dela que achamos que é sempre pouco o que nos vem dela. Mais do que uma aspiração, a felicidade tornou-se quase uma obsessão. Tanto a cultuamos e tão pouco dela desfrutamos. Tanto a queremos obter que até nos esquecemos de percorrer o caminho para a alcançar.

    Temos dificuldade em perceber que a felicidade está mais na doação do que na satisfação. Jesus foi assertivo — e definitivo — ao decretar que «a felicidade está mais em dar do que em receber» (Act 20, 35).



    1. É importante ter presente que a felicidade só se tem quando se dá. Pelo que a felicidade não pode ser desligada nem solteirizada. A felicidade tem de ser repartida e geminada. Não é possível ser feliz sem os outros, sobre os outros ou contra os outros. Já Raoul Follereau se apercebeu de que «ninguém é feliz sozinho». Em suma, é preciso sair de nós para ver a felicidade entrar em nós.

    Não espanta, por conseguinte, que Jesus aponte, como geradores da felicidade, a pobreza, a compaixão, o compromisso com a justiça, a mansidão, a misericórdia, a paz e a limpidez do coração. Isto significa que, ao transfigurar a vida, Jesus transforma igualmente a felicidade. Também a Sua proposta de felicidade aparece em colisão com as nossas rotinas e, como assinalou o Papa Francisco, em «contracorrente ao que é habitual».


    D. O crente nunca é infeliz



    1. As mais famosas propostas de felicidade são as Bem-Aventuranças. Mas elas não são as únicas que aparecem na Sagrada Escritura. Entre o Antigo e o Novo Testamento, podemos encontrar cerca de 40, o que atesta a preocupação divina com a felicidade humana. Tudo isto mostra como Deus felicita sempre o homem.

    Sucede que, durante séculos, a felicidade foi alvo de uma espécie de oclusão, já que parecia entupida, censurada e obstruída na Catequese, na Pregação e na Teologia. Quando se falava de felicidade, remetia-se para a vida depois da morte. Nem sequer se tinha na devida conta que, como reza uma conhecida prece de São João XXIII, Deus quer que o homem seja feliz «não só no outro mundo mas também já neste».



    1. Neste sentido, importa não perder de vista que a felicidade faz parte da nossa fé. É um tesouro que nos foi oferecido. Se a fé é um compromisso com Deus, a felicidade é também o seu fruto. Assim sendo, dir-se-ia que não é possível ser crente na infelicidade. Ser crente e ser infeliz é uma conjugação inviável. Quem é feliz é crente e quem é crente é feliz.

    Se a felicidade não existe é porque a fé não subsiste. A fé é produtora de felicidade. Tendo em conta que Deus nos criou para sermos felizes, então a felicidade é o maior horizonte da nossa vida.



    E. Deus quer a nossa felicidade

    1. Só que o discurso de Jesus soa a provocação, rebentando com os esquemas preconcebidos. Para Ele, a felicidade não está nas circunstâncias favoráveis, mas no acolhimento da presença de Deus, que Se manifesta até nas circunstâncias mais adversas.

    É por isso que Jesus alerta os que se consideram — e são considerados — pouco felizes assegurando-lhes que nem eles estão fora da rota da felicidade. Pelo contrário, até estão na linha da frente de uma existência feliz. É que, não estando dependentes de factores oscilantes e dificilmente controláveis, podem tornar-se mais receptivos ao projecto felicitador de Deus.



    1. Não admira que o Sermão da Montanha — que abre justamente com as Bem-Aventuranças — tenha virado do avesso tudo aquilo que era considerado válido na sociedade já que pretendia criar uma ordem radicalmente nova na convivência entre os seres humanos. Giovanni Papini não hesitou em reconhecer que «o Sermão da Montanha é a garantia de que podemos erguer-nos acima de nós mesmos».

    É curioso que, em São Lucas, as Bem-Aventuranças aparecem, não na montanha, mas na planície (cf. Lc 6, 17). Isto indicia que estamos perante um projecto envolvente: para toda a parte e para toda a gente. Não estamos perante um discurso orientado para uma classe. Os que são avisados e repreendidos também são chamados e convocados. Todos somos convidados a ser pobres no espírito. Deixemos, pois, as nossas defesas e armaduras. Não andemos à procura de prebendas e sinecuras. Centremos a nossa vida em Deus e portemo-nos sempre como filhos Seus!

publicado por Theosfera às 05:10

Hoje, 17 de Fevereiro (Sexto Domingo do Tempo Comum), é dia dos Sete Santos Fundadores dos Servitas, S. Silvino e Sta. Mariana.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:16

Sábado, 16 de Fevereiro de 2019

Hoje, 16 de Fevereiro, é dia de Sto. Elias, Sto. Isaías, S. Jeremias, S. Samuel, S. Daniel, Sto. Onésimo, Sto. Honesto, Sta. Filipa Mareria, S. Simão de Cássia e Beato José Allamano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:38

Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2019

Hoje, 15 de Fevereiro, é dia de. S. Faustino, S. Jovita e S. Cláudio la Colombière.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2019

Hoje, 14 de Fevereiro, é dia de S. Cirilo, S. Metódio, S. Marão e S. João Baptista da Conceição. 

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2019

Hoje, 13 de Fevereiro, é dia de S. Martiniano, S. Jordão da Saxónia, Sta. Cristina de Espoleto e S. Benigno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2019

Hoje, 12 de Fevereiro, é dia de Sta. Eulália de Barcelona e Sto. António Cauleas.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2019

Hoje, 11 de Fevereiro (Dia Mundial do Doente), é dia de Nossa Senhora de Lourdes, Sto. Adolfo e S. Bento de Aniano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 10 de Fevereiro de 2019

Uma vez mais aqui estamos, Senhor,

para ser envolvidos por Ti,

pela Tua presença amorosa,

pela Tua presença curadora,

sanante e salvadora.



Junto de Ti,

sentimo-nos curados de todas as nossas lepras,

sobretudo da lepra asfixiante do egoísmo e da falsidade.



Como há dois mil anos,

também nós, hoje, caímos de joelhos, a Teus pés,

e Te suplicamos: «Cura-nos, Senhor»!



Obrigado, Senhor, pela Tua bondade,

pelo Teu amor, pela Tua paz.



Tu és o melhor medicamento

e a única terapia.



Também hoje, estendes a Tua mão

e tocas-nos:

Tocas as nossas feridas,

tocas as nossas ansiedades,

tocas os nossos sonhos,

tocas o nosso coração,

tocas a nossa vida.



Que bom, Senhor,

é ser tocado por Ti,

abraçado por Ti.



Num mundo de tanto abandono e rejeição,

as crianças, os velhinhos,

os marginalizados e os oprimidos

sentem o Teu abraço.



Que nós não nos afastemos de ninguém.

Que nós não afastemos ninguém.



Que tenhamos para todos uma palavra de esperança

e gestos de ternura.



Que cada um de nós, lá fora,

seja o eco do Teu amor

e o prolongamento do Teu ser:

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:35

A. Também no nosso tempo, há fome — e sede — de Jesus

 

  1. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, há multidões aglomeradas à volta de Jesus, para ouvir a Palavra de Deus (cf. Lc 5, 1). As multidões continuam com fome de Deus e com sede da Sua Palavra. Não é em vão que, no nosso país, todos os Domingos cerca de dois milhões de pessoas se deslocam a uma igreja para escutar o Pão da Palavra e para se alimentarem do Pão da Eucaristia.

As pessoas sabem que também hoje Jesus continua a falar, a ensinar e a alimentar. A Eucaristia é o barco de onde Ele nos ensina e o altar é a mesa de onde Ele nos alimenta. Jesus está sempre a vir ao nosso encontro. Jesus é sempre o encontro entre todos nós.

 

  1. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, Jesus envia depois de ensinar. Quem O escuta não pode limitar-Se a escutá-Lo. Quem O escuta já sabe que é convocado, interpelado e chamado. Jesus, que fala da barca de Simão (cf. Lc 5, 3), envia Simão: «Faz-te ao largo» (Lc 5, 4). Eis o que Jesus continua a dizer a cada um de nós. «Faz-te ao largo» é um apelo dirigido a cada um de nós.

É preciso fazermo-nos ao largo. É preciso que se tornem largos os nossos caminhos estreitos. Que se tornem largas as nossas visões estreitas. Que se torne larga a nossa vida estreita. Ou seja, que não impere o calculismo, o medo. A missão requer ousadia e reclama muita dedicação.

 

B. O que conta é a Palavra de Jesus

 

3. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, Jesus manda-nos lançar as redes (cf. Lc 5, 4). Não basta consertar as redes, como faziam aqueles pescadores de outrora (cf. Lc 5, 2). As redes têm de estar prontas para ser usadas, a qualquer hora.

Lançar as redes é sempre oportuno, mesmo no momento em que parece mais inoportuno. Simão, que sabia do que falava, achava que aquela não era a hora de lançar as redes (cf. Lc 5, 5). Muitas vezes, também achamos que esta não é a hora de lançar as redes. Como Simão, também achamos que já fizemos muito (cf. Lc 5, 5). Como Simão, também achamos que já não há mais nada para fazer. Muitas vezes, portamo-nos como «vencidos da vida» e como «derrotados pela desesperança». Muitas vezes, apoiamo-nos nos nossos critérios de eficácia e de competência. Muitas vezes, achamos que aquilo que aconteceu é o que vai continuar a acontecer. Falta-nos esperança, falta-nos audácia. Habituados a estar sentados no mesmo, é urgente que nos levantemos para tentar o diferente.

 

  1. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, é fundamental que nos disponhamos a fazer o que Jesus diz, como fez Simão: «Já que o dizes, lançarei as redes» (Lc 5, 5). O segredo da pesca abundante naquele tempo não foi o esforço de Simão: foi a fidelidade a Jesus. O segredo da pesca abundante hoje não é o nosso esforço: é a fidelidade a Jesus.

É preciso lançar as redes porque Jesus diz. Basta Jesus falar, basta Jesus mandar. O nosso trabalho sem Jesus é nada, o nosso trabalho com Jesus é tudo. No fundo, nem somos nós que trabalhamos, é Jesus que trabalha em nós (cf. Gál 2, 20). E quando nós damos os braços a Jesus, o número de peixes que vêm às redes aumenta enormemente (cf. Lc 5, 6-7).

 

C. Não tenhamos medo de falar de Jesus

 

5. O que nos falta é dar os braços a Jesus, é deixar que Jesus trabalhe em nós e connosco. Hoje em dia, lançar as redes é anunciar o Evangelho. É anunciar que Jesus morreu e ressuscitou (cf. 1Cor 15 3-4). É nunca ficar satisfeito com o já conseguido. É nem sequer pensar nas redes ou nos barcos. O que importa é que as redes e os barcos acolham todos.

Naquele tempo, as redes, que tinham sido consertadas, começaram a romper (cf. Lc 5, 6). E até os barcos ameaçavam afundar (cf. Lc 5, 7). Mas Jesus não deixa romper as redes nem afundar os barcos. Ele é a âncora, o farol e o alicerce. Quando há confiança, nunca falta segurança.

 

  1. Em Jesus, tudo é assombroso. Em Jesus, tudo é espantoso. O fundamental é que — também neste nosso tempo — não sigamos os nossos critérios, mas optemos sempre por Jesus. Passamos muito tempo a conceber estratégias e gastamos muito tempo a avaliar estratégias que não resultam.

Na missão, não tenhamos medo de ir — directos — ao essencial. Não tenhamos medo de propor Jesus. Falar de Jesus não afasta. Mesmo quando Simão tentou afastar Jesus (cf. Lc 5, 8), Jesus não Se afastou de Simão. Pelo contrário, Jesus dá uma missão a Simão. Dali em diante, iria começar outra pesca: não de peixes, mas de homens (cf. Lc 5, 10).

 

D. Não afastemos (de) Jesus

 

7. A pesca é de Jesus. E Jesus quer contar com as nossas mãos debilitadas e com os nossos passos cansados. Não adianta afastarmo-nos de Jesus porque Ele não Se afasta de nós.

Nunca falta a resposta à vocação quando não falta oração. O encontro com Jesus é o segredo do seguimento de Jesus. É preciso não ter medo de pôr os mais jovens em contacto com Jesus. Não esqueçamos que, como lembrou São João Paulo II, os jovens são «aliados naturais de Cristo». Os mais jovens são capazes de coisas sérias, de coisas grandes, de coisas maravilhosas.

 

  1. É imperioso reconhecer que, na nossa missão, por vezes falta Jesus: falta propor Jesus. Por conseguinte, não tenhamos medo de propor o Jesus-Palavra e o Jesus-Pão. Nunca faltará quem se decida a deixar tudo para seguir Jesus (cf. Lc 5, 11).

O nosso mal é quando, para cativarmos alguém para Jesus, como que deixamos de propor Jesus. Ficamo-nos pela órbita e não chegamos a ir ao centro. Quedamo-nos pela porta e não chegamos a entrar nem a convidar a entrar. É preciso não ter medo de falar abertamente de Jesus. Demos Jesus em forma de anúncio, em forma de testemunho, em forma de comunhão e em forma de amor.

 

E. A maior paixão é ter Deus no coração

 

9. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, é preciso estar disponível. Isaías coloca-se ao serviço de Deus: «Eis-me aqui, podeis enviar-me» (Is 6, 8). Ponhamo-nos ao serviço de Deus e deixemos que Ele nos envie. Basta saber que Ele vai sempre connosco.

Que as nossas palavras façam ressoar a Sua Palavra. Que os nossos passos ajudem a trilhar o Seu caminho. E que a nossa vida procure ser sempre um eco da Sua vida.

 

  1. A vocação e a missão de Isaías ocorrem no âmbito de uma liturgia no Templo de Jerusalém. Perante a manifestação do Deus três vezes Santo, Isaías não encontra alternativas. Quando o Deus Santo Se manifesta, acende-se em nós uma sensação de festa. Tudo é diferente quando a luz divina se acende no coração da gente.

Esta grande aclamação do «Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo» (Is 6, 3) é tão intensa que faz parte das nossas celebrações. E, de facto, também no nosso tempo, estamos a contemplar o «Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo». Será que vamos ser insensíveis à Sua voz? Nunca fechemos os ouvidos à voz de quem vem até nós. Não há maior paixão do que sentir a voz de Deus no coração!

publicado por Theosfera às 05:41


Hoje, 10 de Fevereiro (Quinto Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Escolástica (irmã de S. Bento), S. Luís Stepinac, Sta. Sotera e Sto. Arnaldo.



 



Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 09 de Fevereiro de 2019

Hoje, 09 de Fevereiro, é dia de Sta. Apolónia e S. Miguel Febres Cordero.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 08 de Fevereiro de 2019

Hoje, 08 de Fevereiro, é dia de S. Jerónimo Emiliano, Sta. Jacoba ou Jacquelina e Sta. Josefa Fortunata Backhita.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 07 de Fevereiro de 2019

Hoje, 07 de Fevereiro, é dia das Cinco Chagas do Senhor, Beato João Maria Mastai Ferretti (Pio IX), Sta. Coleta e S. Ricardo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 06 de Fevereiro de 2019

Hoje, 06 de Fevereiro, é dia de S. Paulo Miki e seus Companheiros Mártires, Sta. Doroteia, Sto. Amândio e S. Mateus Correa de Magallanes.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 05 de Fevereiro de 2019

Hoje, 05 de Fevereiro, é dia de Sta. Águeda e S. Jacob.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 04 de Fevereiro de 2019

Hoje, 04 de Fevereiro (Dia Mundial da Luta Contra o Cancro), é dia de S. João de Brito, S. José de Leonissa, Sta. Maria de Matias e Sta. Catarina de Ricci.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 03 de Fevereiro de 2019

Ainda há pouco, ouvimos o Evangelho

e daqui a pouco vamos para o mundo viver o Evangelho.

 

O Evangelho é a nossa vida,

o nosso trabalho, o nosso ser.

 

«Ai de mim se não anunciar o Evangelho!».

Este é o grito de S. Paulo.

Esta há-de ser a nossa preocupação.

 

Que o Evangelho seja a nossa respiração,

o nosso acordar, o nosso viver e o nosso entardecer.

 

Leva-nos para o mundo, Senhor,

semear o Evangelho da esperança,

o Evangelho da justiça

e o Evangelho da paz.

 

Cura-nos, Senhor, da nossa febre,

como curaste a febre da sogra de Simão.

 

Que não haja nada nem ninguém a impedir-nos

de fazer do Evangelho a estrela do nosso firmamento,

a cintilar nos passos do nosso caminho.

 

Ajuda-nos, Senhor,

a ser eco do Teu Evangelho,

a levarmos a todos

a Tua presença de amor,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:29

A. Até Jesus foi rejeitado

 

  1. Cada um de nós é único. Mas, sendo cada um de nós único, não somos os únicos a quem acontecem problemas ou dificuldades. Até Jesus foi incompreendido, até Jesus foi censurado, até Jesus foi rejeitado. E nem na Sua terra foi poupado: até na Sua terra foi increpado.

Nem o facto de ter feito uma homilia bem pequena, de reduzida extensão, O livrou da contestação. Depois de ler a Escritura, Jesus limitou-Se a dizer: «Cumpriu-Se hoje a passagem da Escritura que acabais de ouvir» (Lc 4, 21). Só que este pouco era muito, era o programa de Jesus. E esse programa chocava com os interesses de muitos, a começar pelos mais próximos, pelos Seus conterrâneos.

 

  1. Hoje como ontem, a rejeição não costuma vir de fora. A rejeição vem quase sempre de dentro. É por isso que a rejeição dói. É por isso que a rejeição mói. Os conterrâneos e os contemporâneos de Jesus estão mais interessados num Messias político e que dê espectáculo. O programa de Jesus parece não entusiasmar.

Não espanta, por conseguinte, que até os do Seu povo tentem eliminá-Lo, deitando-O abaixo (cf. Lc 4, 29). E é significativo notar que, perante a rejeição, Jesus não procura defender-Se. O que Jesus faz é «seguir o Seu caminho» (Lc 4, 30). É isto o que importa: seguir o caminho de Jesus.

 

B. Se os de dentro rejeitam, há muitos de fora que aceitam

 

3. O Evangelho é uma proposta que reclama sempre uma resposta. Se a resposta for de rejeição, há que não ficar desmobilizado no chão. Mais do que litigar, é preciso insistir porque outras respostas hão-de vir. É o que Jesus faz: rejeitado em Nazaré, desce a Cafarnaum para propagar a fé (cf. Lc 4, 31).

Se os de dentro rejeitam, há muitos de fora que aceitam. Não devemos desistir de ninguém, mas também não podemos ficar condicionados por alguém. Não tenhamos medo de sair: há tanta gente com vontade de vir. O Evangelho cativa, mas nunca fica cativo: cativa a todos, mas sem ficar cativo de ninguém. O Evangelho não fica cativo nem é selectivo: é para sempre e é para todos. Por conseguinte, é imperioso todos os meios usar para a toda a gente o Evangelho levar.

 

  1. Jesus leva o Evangelho nos lábios e leva — muito mais — o Evangelho na vida. Jesus é, portanto, o Evangelho vivo, o Evangelho para a vida. E o Evangelho de Jesus é, como compreendeu São Paulo, um hino de amor, um hino ao amor. Jesus não fez outra coisa senão amar. Jesus não fez outra coisa senão mostrar-nos o que é o amor. Será que nós já aprendemos?

É que, neste mundo, muito se fala de amor, mas muito mais se atenta contra o amor. O amor está presente nos nossos lábios, mas parece arrepiantemente ausente da nossa vida. É bem possível que ainda não tenhamos encontrado o amor. Só quando encontrarmos Deus — só quando nos deixarmos encontrar por Deus —, é que teremos encontrado verdadeiramente o amor.

 

C. Levar a fé é (também) levar o amor

 

5. Nem todo o amor tem Deus, mas Deus tem sempre amor. Mais: Deus não Se limita a ter amor; Deus é amor (cf. 1Jo 4, 8.16). Criada por Deus, a Igreja tem de ser por excelência o lugar do amor. E será o lugar do amor se, desde logo, acolher o amor que a funda, o amor que a sustenta, o amor que a alimenta. Daí que, quanto mais perto de Deus, mais perto do amor. E daí também que a falta de amor de uns pelos outros seja a maior demonstração da falta do amor a Deus.

Ainda temos um longo — muito longo — caminho a percorrer neste campo. O amor, que é Deus, não está longe de nós, mas nós, por vezes, teimamos em estar longe de Deus, que é amor. E ninguém diga que tem fé se não tem amor. O amor é o grande certificado da fé. Acreditar sem amar? Nem pensar. Não é possível acreditar sem amar. A fé envolve sempre o amor.

 

  1. A fé tudo consegue, quando está habitada pelo amor. Até consegue suportar o insuportável. É assim que percebemos a pergunta pertinente de Balduíno de Cantuária, no século XII: «Que há de impossível para quem crê? E que há de difícil para quem ama?»

A nossa profissão de fé é também — e bastante — uma confissão de amor. O Credo é uma expressão de fé na medida em que é uma história de amor. Aliás, enquanto história de fé, só pode ser história de amor. Só há fé quando existe amor: o amor é a fé vivenciada! Só o amor, como dizia Hans Urs von Balthasar, «é digno de fé».

 

D. Às vezes, o amor parece mais frio que o frio

 

7. Mas qual é a temperatura do nosso amor? Às vezes, o nosso amor parece mais frio do que este tempo frio. Habituamo-nos a ligar o amor à posse, quando Deus nos mostra que o amor está apenas — e sempre — na dádiva. Amor possessivo será autenticamente amor? O amor que vem de Deus, o amor que é Deus, é sempre amor oblativo. É sempre amor que dá, amor que Se dá, amor que Se doa, amor que perdoa.

Procuremos, então, conferir a temperatura do nosso amor com o grande termómetro que é o Evangelho de Jesus. Como vai o nosso amor para com Deus? Não tentemos separar o que Deus uniu. Deus uniu o amor divino e o amor humano. Só amaremos verdadeiramente o próximo se nos dispusermos a amar verdadeiramente a Deus.

 

  1. Quando se ama, considera-se sempre pouco o que se dá. Quando se ama, achamos que o outro merece sempre mais. Foi por isso que Santa Teresinha do Menino Jesus (e da Santa Face) viu neste texto de São Paulo um foco iluminador. Ela não queria mais nada: só queria o amor. No coração da Igreja, ela queria «ser o amor».

Nada mais devemos querer, nós também. Nada mais devemos querer além do amor. Cultivemos, pois, o amor: o amor para com Deus e o amor para com todos a partir de Deus. E não nos preocupemos sequer com amar. Procuremos depositar nos outros o amor de Deus, o amor que é Deus. Amemos os outros com o amor de Deus, com o amor que é Deus.

 

E. O amor não é feito de palavras belas; o amor é o que torna a nossa vida bela

 

9. O Eng. Fernando Santos, actual seleccionador nacional, nunca escondeu a fé que o possui. Há tempos, assumiu ter descoberto que «Cristo está vivo e que tal descoberta não a posso guardar só para mim». Confessou ter encontrado a sua felicidade «no caminho da fé, porque há uma palavra que antes não percebia e que passei a entender: o amor». Foi o amor de Deus revelado em Cristo que o ajudou a perceber o que é o amor.

Visitemos, muitas vezes, este texto de São Paulo. Façamos dele um programa de vida. São 13 versículos do capítulo 13 da primeira Carta aos Coríntios. São um belíssimo compêndio sobre o amor: sobre a proveniência do amor, sobre a força do amor e até sobre a eternidade do amor. É que, quando tudo acabar, havemos de notar que o amor nunca acabará (cf. 1Cor 13, 8).

 

  1. Não espanta, pois, que São Paulo enumere 15 qualidades do verdadeiro amor: sete destas qualidades são formuladas positivamente e as outras oito de forma negativa. Ficamos assim a saber que o amor é paciente, é amável, alegra-se com a verdade, tudo desculpa, tudo acredita, tudo espera, tudo suporta. E também aprendemos que o amor não é invejoso, não é vaidoso, não é soberbo, não é inconveniente, não é interesseiro, não é irritável, não suspeita mal, não se alegra com a injustiça (cf. 1 Cor 13, 4-7).

Eu atrever-me-ia a sugerir que recortássemos estas 15 qualidades do amor e as colocássemos à entrada da nossa casa, para que nunca as esquecêssemos em cada dia da nossa vida. O amor não é feito de palavras belas. O amor é o que torna a nossa vida bela. O amor é o que faz persistir mesmo na hora me que nos apetece desistir. A fé está sempre a dizer à esperança: «não desistas». E a esperança não pára de segredar ao amor: «não pares». É assim que o Evangelho se faz ao caminho nos caminhos dos homens. É no amor que o Evangelho se fará caminho nos nossos caminhos!

publicado por Theosfera às 05:17

Hoje, 03 de Fevereiro (Quarto Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Brás, Sto. Estêvão Bellesini, Sto. Ansgário (ou Óscar), Sta. Claudina Thévenet e Sta. Ana Maria Rivier.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 02 de Fevereiro de 2019

Hoje, 02 de Fevereiro, é dia da Apresentação de Jesus no Templo (festa conhecida também como Nossa Senhora da Candelária ou das Candeias), Sta. Joana de Lestonnac, S. Cornélio (centurião), Sto. André Maria Ferrari e Sta. Maria Catarina Kasper. É também o Dia do Consagrado.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 01 de Fevereiro de 2019

Hoje, 01 de Fevereiro, é dia de Sta. Viridiana, Sto. António Peregrino, Sto. André de Ségni, Sta. Maria Vaiblot, Sta. Odília de Baumgarten e Sta. Ana Michelotti.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2019

Hoje, 31 de Janeiro, é dia de S. João Bosco, S. Pedro Nolasco e Sta. Marcela.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2019

Hoje, 30 de Janeiro, é dia de Sta. Jacinta Mariscotti, Sta. Bertilda e Sta. Martinha.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2019

Hoje, 29 de Janeiro, é dia de S. Julião, Sta. Bassilissa, S. Constâncio, S. Gildas o Sábio, S. Sulpício Severo, Sta. Arcângela Girlani, Sto. Aquilino e Sta. Boleslava Lament.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2019

Hoje, 28 de Janeiro, é dia de S. Tomás de Aquino e S. Valério.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Domingo, 27 de Janeiro de 2019

Obrigado, Senhor,

pelo Teu sorriso desta manhã,

pela Tua esperança deste Domingo.

 

Tu és o profeta esperado,

o Salvador querido,

o amor realizado.

 

Tu vences o mal

sem Te deixares contaminar pelo mal.

 

Tu és o sorriso que emoldura as nossas lágrimas

e suaviza, com torrentes de bondade, a nossa dor.

 

A Tua fama Se espalha.

Todos ficam admirados com a Tua autoridade,

uma autoridade que vem do amor,

uma autoridade humilde que nunca humilha.

 

Também nós, hoje, ficamos assombrados

e admirados com a Tua presença.

 

Tu és o supremo milagre

e o permanente sorriso de Deus.

 

Obrigado, Senhor, pelas maravilhas do Teu amor,

pelo eco da Tua paz.

Obrigado por seres a alavanca do nosso existir.

Obrigado, Senhor.

Obrigado, JESUS!

publicado por Theosfera às 11:28

A. As ausências presentes e as presenças ausentes

 

  1. Afinal, que fazemos quando entramos numa igreja? Que fazemos quando participamos numa celebração? Deveríamos fazer o que fizeram os habitantes de Nazaré de há dois mil anos: pôr os olhos em Jesus, fixar os olhos em Jesus, centrar os olhos em Jesus e nunca tirar os olhos de Jesus.

Depois de Jesus ter feito a leitura de um texto de Isaías, os olhos dos que se encontravam na sinagoga de Nazaré estavam postos n’Ele (cf. Lc 4, 20). Eis o que importa, eis o importante: ter os olhos postos em Jesus. Mas eis também o que falha. Nem sempre os nossos olhos estão postos em Jesus. Nem sempre os nossos olhos estão postos no Jesus que fala, no Jesus que alimenta. Nem sempre os nossos olhos estão postos no Jesus-Palavra e no Jesus-Pão. Porque Lhe fechamos, então, o nosso coração?

 

  1. A distracção dos nossos olhos corresponde, quase sempre, à à distracção da nossa vida. No limite, é a nossa vida que, muitas vezes, anda longe d’Ele. É por isso que, ao entrar numa igreja, muitos registam as imagens, os painéis, os vitrais e pouco mais. É por isso que, ao entrar numa igreja, muitos registam o que lá se passa num vídeo ou numas fotos, mas sem chegar a guardar o que lá se vive na sua própria vida.

Na verdade, dá que pensar quando, estando numa celebração, os olhos de muitos, em vez de estarem voltados para a frente, se passeiam pelo alto ou pelos lados. Além da ausência, as nossas celebrações estão cheias de ausências presentes e de presenças ausentes.

 

B. Urge recentrar a nossa vida em Jesus

 

3. É fundamental que nos habituemos a centrar tudo em Jesus: o nosso olhar, o nosso sentir, o nosso agir e o nosso viver. É preciso abrir os nossos olhos, os nossos ouvidos, o nosso coração; enfim, é preciso abrir toda a nossa vida. Jesus abriu o livro para nós. É urgente que nós abramos a nossa vida para Jesus.

O Espírito que está sobre Ele também está sobre nós através d’Ele. Foi o Espírito que ungiu Jesus. Foi o Espírito que O tornou Messias e Cristo. Recorde-se que «Messias» vem do hebraico «Massiah» e Cristo procede do grego «Christós». Ambos os termos significam «ungido». Como sabemos, ungido é o que está untado com os óleos consagrados. Ungido é o que está marcado — diria tatuado — por Deus, com vista a uma missão.

 

  1. A missão de Jesus está delineada no texto do Profeta Isaías que Ele mesmo acabou de proferir e que é extraído do capítulo 61, versículos 1 e 2. Jesus — apresentado como Messias-Cristo-Ungido — é o portador da Boa Nova, da boa e bela notícia. Jesus é o Evangelho vivo, o Evangelho para a vida (cf. Lc 4, 18).

Deste modo, ter os olhos postos em Jesus significa ter os olhos postos no Evangelho. Ver Jesus é o primeiro — e decisivo — passo para escutar Jesus e para acolher o Evangelho que é Jesus.

 

C. É preciso dar testemunho e ser testemunha

 

5. Não esqueçamos que, como refere São Lucas, nós chegamos ao conhecimento de Jesus através das «testemunhas» que se tornaram «servidores da palavra do Evangelho» (Lc 1, 2). Se tivermos os nossos olhos postos em Jesus, também nos tornaremos Suas testemunhas e servidores do Seu Evangelho. Evangelizar é dar testemunho e ser testemunha. Evangelizar é dar testemunho do Jesus do Evangelho e ser testemunha do Evangelho de Jesus. Mas como dar testemunho daquilo que não sabemos e d’Aquele que não conhecemos?

É necessário fazer como Lucas. É necessário ir ao encontro de Jesus para dar testemunho de Jesus. Lucas dá um belíssimo testemunho por escrito (cf. Lc 1, 3). Deposita-o em cada um de nós, representados nesta personalidade — chamada Teófilo — a quem dedica o texto que escreveu.

 

  1. Há quem pense que Teófilo seria um alto funcionário do Império Romano que se converteu e que, à maneira de um mecenas, teria patrocinado a difusão da obra de São Lucas. Seria um cristão nobre, tratado aliás como «excelentíssimo» (Lc 1, 3). Podia ser alguém que pediu um relato a São Lucas sobre a vida de Jesus. Mas o mais provável é que Teófilo não seja o nome de uma pessoa, mas a condição de cada pessoa tocada por Cristo. É que, como sabemos, Teófilo significa «amigo» («phylós») de «Deus» («Theós»). E «amigo de Deus» é o que cada um de nós efectivamente é. O próprio Jesus, Filho de Deus, trata-nos como «amigos» (cf. Jo 15, 15).

É bom ter presente que «amigo» também vem de «amor». Amigo é, pois, o que ama. Amigo de Deus é o que ama a Deus. Amigo de Deus é o que se deixa amar por Deus. Daí que Teófilo, além de um belo nome para os pais darem aos filhos, seja um luminoso programa de vida.

 

D. Ser Teófilo é ser Teóforo e (por isso) Cristóforo

 

7. Ser Teófilo é, no fundo, ser Teóforo, como Santo Inácio de Antioquia gostava de se apresentar. Teóforo é aquele que transporta Deus, é que aquele que mostra Deus. E uma vez que Deus nos é revelado por Seu Filho Jesus Cristo, então temos de ser Cristóforos, ou seja, portadores de Cristo.

Ser Teófilo passa por ser Cristóforo. Ser amigo de Deus passa por levar Jesus Cristo a toda a parte e a toda a gente. Ser amigo de Deus passa por contribuir para propagar a Sua fama (cf. Lc 4, 14).

 

  1. Hoje, Jesus continua a ensinar. Será que estamos disponíveis para aprender? A nova sinagoga já não fica só em Nazaré. A nova sinagoga é a Sua Igreja, da qual todos nós fazemos parte. É na Sua Igreja que continua a ressoar a Sua Palavra e a sentir-se a Sua presença. É na Sua Igreja que Ele, o chamante, nos chama. É na Sua Igreja que Ele, o enviado, nos envia. A Sua missão há-de ser sempre a nossa missão.

Assim sendo, a tarefa que nos é pedida é muito concreta e está descrita com enorme precisão. Há que levar a Boa Nova aos pobres. Há que proclamar a libertação aos cativos. Há que devolver a vista aos cegos e a liberdade aos oprimidos. Há, enfim, que anunciar um «ano favorável do Senhor» (Lc 4, 19). Isto é, há que anunciar a chegada de um tempo novo, de um mundo novo, de uma vida totalmente nova.

 

E. O que sai dos nossos lábios e o que sobressai na nossa vida

 

9. A homilia de Jesus é muito breve e muito simples. Em pouco, Ele diz tudo: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir» (Lc 4, 21). Nesta afirmação, Jesus diz tudo sobre Ele e diz tudo para nós. Jesus apresenta-Se como o cumprimento do que estava prometido. Jesus é Aquele que cumpre.

O «hoje» que Lucas usa por oito vezes no seu Evangelho (2,11; 4,21; 5,26; 19,5; 19,9; 22,34; 22,61; 23,53), tornou-se um clássico nos sermões de muitos Padres da Igreja. Trata-se de um «hoje» que tem como horizonte a nossa vida e a nossa história. É na vida de cada um e na história da humanidade que se cumpre a Palavra de Deus. Jesus é o hoje de Deus para cada hoje do homem. Ele não vem para trazer algo novo, mas para cumprir o que Deus promete desde sempre. Jesus não vem para inovar a maneira de falar. Jesus vem para renovar a nossa maneira de viver.

 

  1. O importante não é tanto o que sai dos nossos lábios. O importante é o que sobressai na nossa vida. É costume verberar os que prometem e não cumprem. Mas também não é verdade que, muitas vezes, nós mesmos não cumprimos o que prometemos?

Olhemos, então, para Jesus. Nunca deixemos de olhar para Jesus. E procuremos fazer como Jesus, que fez sempre a vontade do Pai. Que na Sua santa vontade reencontremos a nossa felicidade!

publicado por Theosfera às 05:51

Hoje, 27 de Janeiro (Terceiro Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Ângela Merici, S. Feliciano, Sto. Henrique de Ossó y Cervelló e S. Jorge Matulaitis-Matusewic.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 26 de Janeiro de 2019

Hoje, 26 de Janeiro, é dia de S. Timóteo, S. Tito, S. Roberto, Sto. Alberico, Sto. Estêvão (abade) e S. Miguel Kosal.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2019

Hoje, 25 de Janeiro (oitavo e derradeiro dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia da Conversão de S. Paulo, S. Projecto, S. Marinho e Sta. Maria Gabriela Saggedu. Faltam 11 meses para o Natal do Senhor.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2019

Hoje, 24 de Janeiro (7º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de S. Francisco de Sales, S. Macedónio e S. Tiago Giaccardo.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2019

Hoje, 22 de Janeiro (5º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de S. Vicente, S. Gualter de Bruges, S. Vicente Palloti, S. José Nascimbeni e Sta. Laura Vicunha.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2019

Hoje, 21 de Janeiro (4º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de Sta. Inês e S. Pátroclo.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Domingo, 20 de Janeiro de 2019

Neste momento de louvor,
nós Te bendizemos, Senhor,
por esta tocante celebração
que, mais uma vez, presencializa a Tua presença no mundo,
que, mais uma vez, actualiza a Tua entrega na história
e que, mais uma vez, sinaliza o Teu imenso amor no coração de cada homem.

Mas não queremos, Senhor,
que a Eucaristia seja um momento com princípio e fim.
Queremos, sim, que a Eucaristia envolva toda a nossa vida:
do princípio até ao fim.
Queremos que a Missa gere Missão,
modelando todas as fibras do nosso interior
e lubrificando todas as vértebras da nossa alma.
Por conseguinte, que à Eucaristia sacramental suceda sempre a Eucaristia existencial,
para que nada no nosso ser fique à margem desta grande celebração.

Neste dia, o nosso coração entoa um canto de louvor a Ti, Pai,
que, pelo Teu Filho e pelo Teu Espírito,
nos tocas permanentemente
como se fossem as Tuas mãos delicadas a afagar-nos com carícias etéreas.

Agradecemos-Te o formidável testemunho de São Sebastião,
padroeiro principal desta diocese
e coluna deste edifício que constróis em cada um de nós.

Faz de nós testemunhas do Evangelho,
com a mesma intrepidez,
com igual disponibilidade
e sobretudo com idêntica generosidade.


Que nos disponhamos a ser pão
que os outros possam comer.
Que o «ide em paz» ressoe, para nós,
não como uma despedida,
mas como um incessante envio.

Que, pelo nosso testemunho e pela nossa humildade,
todos tenham acesso ao Pão da Vida,
ao Pão do Amor,
ao Pão da Solidariedade,
ao Pão da Paz e da Esperança,
ao Pão que és Tu, Senhor,
e que, através de nós,
quer saciar o mundo inteiro!…

publicado por Theosfera às 11:03

A. Um dia especial depois do Tempo de Natal



  1. Depois do Tempo de Natal, eis-nos chegados a um dia especial. No início do Tempo Comum, recordamos uma vida inteiramente incomum. A 20 de Janeiro, celebramos o nosso Padroeiro. É sempre cedo que, em cada ano, o festejamos em Lamego. Que, ao longo do ano, imitemos o nosso padroeiro diocesano. Que o seu exemplo fecunde e que a sua protecção nos inunde. Que São Sebastião nos acompanhe no serviço da missão.

O seu percurso de vida não é muito conhecido, mas o seu culto está bastante difundido. Praticamente não há terra onde não se encontre uma capela, ermida ou nicho com a sua imagem. E quem não se lembra de, em tempos idos, ouvir invocar São Sebastião para nos livrar da fome, da guerra e da peste?



  1. Foi sobretudo por causa da peste que a sua devoção se espalhou. Quando o seu corpo foi transladado para uma basílica, a peste que devassava Roma desapareceu total e milagrosamente. Daí que, sempre que algum surto de peste surgia, as pessoas se voltassem para a intercessão de São Sebastião. Não admira, pois, que o seu culto tenha chegado ao mundo inteiro.

Por alturas das pestes do século XVI, a sua fama, que já era grande, globalizou-se completamente. As cidades de Milão (em 1575) e de Lisboa (em 1569), acometidas por este flagelo, dele se livraram após repetidos actos de súplica a este grande mártir.


B. Ao serviço do imperador e — ainda mais — de Cristo Senhor



  1. Conta-se que, quando terminou a peste que assolou a capital portuguesa, o rei D. Sebastião mandou erigir um templo em sua honra, sendo a primeira pedra lançada junto ao Tejo, no Terreiro do Paço. Quatro anos depois (1573), o Papa enviou-lhe de Roma uma das setas com que o santo foi martirizado. Aliás, o próprio monarca chamava-se Sebastião porque nasceu neste 20 de Janeiro, em 1554, dia em que se assinala a morte do santo.

Entretanto, já antes (em 1527), um braço de São Sebastião, chegou ao nosso país. Este braço, conforme refere a Crónica do Padre Amador Rebelo, terá sido furtado em Itália. Foi, depois oferecido, pelo imperador Carlos V, a D. João II, que o mandou depositar no Mosteiro de São Vicente de Fora.



  1. Quem foi, então, São Sebastião, nome que — premonitoriamente — significa venerável, sagrado? Nascido em Narvonne (na actual França), no final do século III, foi com seus pais para Milão. Seguindo o exemplo da mãe, revelou-se piedoso e forte na fé. Ao chegar à maioridade, alistou-se no exército de Diocleciano, que ignorava que Sebastião era cristão.

A prudência e a coragem do jovem militar impressionaram de tal modo o Imperador que o nomeou comandante da sua guarda pessoal. Nesta posição, Sebastião viria a tornar-se o grande defensor dos cristãos detidos em Roma naquele tempo. Visitava com frequência as vítimas do ódio anticristão, e, com palavras de ânimo, consolava os candidatos ao martírio. Secretamente, conseguiu converter muitas pessoas. Até o governador de Roma, Cromácio, e o seu filho Tibúrcio foram convertidos.




C. Não foi fácil matá-lo



  1. Acontece que acabou por ser denunciado, por estar a contrariar a lei romana. Teve, então, que comparecer diante do Imperador. Diocleciano sentiu-se traído e ficou perplexo quando ouviu Sebastião declarar-se cristão. Tentou fazer com que ele renunciasse ao Cristianismo, mas Sebastião defendeu-se com firmeza.

O Imperador, enfurecido com os argumentos, terá ordenado aos seus soldados que o matassem a golpes de flecha. Tal ordem foi imediatamente executada. Num descampado, os soldados despiram-no, amarraram-no a um tronco de árvore e despejaram sobre ele uma chuva de flechas. Depois, tê-lo-ão abandonado para que sangrasse até à morte.



  1. À noite, Irene, esposa do mártir Castulo, foi, com algumas amigas, ao lugar da execução, para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura. Com assombro, notaram que ele ainda estava vivo. Desamarraram-no e Irene escondeu-o em sua casa, cuidando das suas feridas.

Passado algum tempo, já restabelecido, São Sebastião fez questão de retomar a sua missão evangelizadora. Em vez de se esconder, apresentou-se de novo ao Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos. Diocleciano ignorou olimpicamente as advertências de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos e determinou que fosse espancado até a morte.


D. Invocado contra as pestes



  1. Para impedir que o corpo fosse venerado, atiraram-no para o esgoto público de Roma. Só que uma piedosa mulher — chamada Luciana — sepultou-o nas catacumbas. Tudo isto aconteceu no dia 20 de Janeiro de 287. Mais tarde, em 680, as suas relíquias foram solenemente transportadas para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até hoje.

Naquela época, uma terrível peste devastava Roma, vitimando muitas pessoas. Desapareceu completamente a partir do momento da transladação dos restos mortais deste mártir. Foi assim que ele passou a ser invocado contra a peste, a fome e a guerra.





  1. Muitas têm sido as maravilhas que, através deste santo, Deus tem operado na vida de tantos. São também estas maravilhas que, como diz o profeta, não podemos calar (cf. Is 62, 1). Assim sendo e como preceitua o refrão do Salmo Responsorial, anunciemos a todos os povos as maravilhas do Senhor.

É esta a nossa prioridade, é este o nosso desígnio, é esta a nossa missão. É isso o que faz São João, que nos apresenta a primeira maravilha realizada por Jesus. Não esqueçamos que milagre é o que nos faz maravilhar. O milagre é, todo ele, um acto de maravilhamento. Tal como os discípulos daquele tempo, também nós, discípulos deste tempo, ficamos maravilhados com os gestos de Jesus, com as palavras de Jesus, com a pessoa de Jesus. Será lícito armazenar toda esta maravilha só em nós?


E. Façamos sempre isto: entreguemos a vida por Cristo



  1. Esta maravilha, reportada pelo Evangelho, ocorreu em Caná. Só São João fala desta terra (cf. 4, 46 e 21, 2). Costuma ser identificada como Kefr Kenna, que fica a 7 quilómetros a nordeste de Nazaré, embora as indicações de Flávio Josefo levem a pensar também nas ruínas de Hirbet Qana, que se situa a 14 quilómetros para norte de Nazaré.

Somos igualmente informados de que este episódio se verificou «ao terceiro dia» (Jo 2, 1). Trata-se do «terceiro dia» após o chamamento de Filipe, descrito em Jo 1, 43. Aliás, toda esta semana é paradigmática. Sendo uma semana que precede a primeira Páscoa vivida por Jesus na Sua missão pública (cf. Jo 2, 13), culmina no sinal das bodas, que antecipam a glória da Ressurreição (cf. Jo 2, 11). Com efeito, a Ressurreição também acontece «ao terceiro dia» como o próprio Jesus vaticina (cf. Jo 2, 19). Estas bodas são um sinal das bodas que, em Cristo, Deus realiza com toda a humanidade. O casamento desponta como uma imagem da relação de amor que Deus estabelece com o ser humano.



  1. A nossa vida está sinalizada nas talhas sem vinho (cf. Jo 2, 3). Ou seja, sem Jesus, não somos nada. Pior, sem Jesus, estamos cheios de nada. A primeira a aperceber-se disso é Maria, a Mãe de Jesus. Ela sabe que, sem Jesus, é o vazio, a indigência, a carência. Não é, portanto, em vão que surgem aqui as únicas palavras de Maria em todo o Evangelho de São João. Não são, contudo, palavras circunstanciais, mas palavras profundamente referenciais. Em Caná, como em toda a parte (e sempre), Maria só tem palavras para Jesus e só tem palavras sobre Jesus.

Já em Caná, a presença de Maria é uma presença de intercessão e uma presença de anunciação. Junto de Jesus, Ela intercede: «Não têm vinho» (Jo 2, 3). Isto é, falta o essencial, falta o importante, falta Jesus. É por isso que junto de nós Ela anuncia: «Fazei o que Ele [Jesus] vos disser» (Jo 2, 5). É isto o que importa, é isto o que basta. Só fazendo o que Jesus diz é que a nossa vida será feliz. Não esqueçamos esta (grande) lição que nos vem (também) de São Sebastião. Como ele, façamos sempre isto: entreguemos a nossa vida por Jesus Cristo!

publicado por Theosfera às 05:01

Hoje, 20 de Janeiro (2º Domingo do Tempo Comum e 3º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de S. Fabião, S. Sebastião (padroeiro principal da Diocese de Lamego), Sto. Eustóquio Calafato e S. José Freinademetz.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sábado, 19 de Janeiro de 2019

Hoje, 19 de Janeiro (2º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de S. Germânico, S. Canuto, S. Mário, S. Tiago Sales e seus Companheiros e S. Marcelo Spínola Maestre.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2019

Hoje, 18 de Janeiro (1º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de Sta. Margarida da Hungria, S. Liberto ou Leobardo, Sta. Prisca ou Priscilla e S. Jaime Cosán.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2019

Hoje, 17 de Janeiro, é dia de Sto. Antão e Sta. Rosalina de Villeneuve.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2019

Hoje, 16 de Janeiro, é dia de S. Berardo e seus Companheiros, S. Marcelo e S. José Vaz.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2019

Hoje, 15 de Janeiro, é dia de Sto. Amaro, S. Plácido, S. Luís Variara, Sto. Arnaldo Jansen, S. Paulo Eremita, S. Remígio e S. Macário o antigo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2019

Hoje, 14 de Janeiro (início do Tempo Comum), é dia de S. Félix de Nola, Sta. Macrina a Antiga e S. Pedro Donders.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:18

Domingo, 13 de Janeiro de 2019

Senhor Deus,
que nos enviaste o Filho e o Espírito,
torna-nos solícitos ao Teu envio permanente e ao Teu convite constante.

Enche-nos coma Tua força
e preenche-nos sobretudo com o Teu amor.

A Maria, nossa Mãe,
espelho e exemplo da Igreja,
pedimos a coragem da persistência
e a serenidade da determinação.
Que Ela nos ensine a escutar
e a fazer tudo o que Seu Filho nos diz.

Que Nossa Senhora dos Remédios
nos ajude a conjugar, como ela,
o verbo «dar», o verbo «servir», o verbo «amar».

Senhor Deus,
Tu que és Pai, Tu que és Pão, Tu que és Paz,
dá-nos a intensidade dos começos,
faz de nós apóstolos da Tua presença.
Que esta missão nunca termine
E que nunca deixemos de escutar a Tua voz que nos manda partir,
sabendo que estás sempre ao nosso lado
e sentindo que nunca deixas de estar dentro de nós!
Obrigado, Senhor,
por, também hoje, Te apresentares no meio de nós,
por, também hoje, nos ajudares a vencer as nossas perturbações.

Obrigado, Senhor, pela paz que nos dás,
pela paz que és Tu,
pela paz que chega ao mundo inteiro.

publicado por Theosfera às 11:31

A. Tempo comum para viver um mistério (sempre) incomum

  1. Quem festeja o seu Baptismo? Quem procura saber a data do seu Baptismo? Afinal, que importância damos nós ao Baptismo? Que fica em nós do Baptismo? O Baptismo «de» Jesus Cristo é, assim, uma oportunidade para reflectirmos sobre o nosso Baptismo «em» Jesus Cristo. Esta festa assinala a transição do Tempo do Natal para o Tempo Comum. Ressalve-se, desde já, que o Tempo Comum não é um tempo menos importante. Pelo contrário, no Tempo Comum celebramos o mistério total de Cristo: Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição.

É por isso que, no Tempo Comum, celebramos um Mistério sempre Incomum: o mistério de Deus que Se fez homem em Jesus Cristo para nos salvar. O incomum torna-se comum, não no sentido de vulgar, mas no sentido de constante. O Tempo Comum é também um tempo comunitário, ou seja, um tempo para, em comunidade, celebrar e testemunhar o Evangelho de Jesus.

 

  1. A esta luz, podemos dizer que o Tempo Comum é um tempo pascal e um tempo natalício. É sabido que a cadência original da celebração da Páscoa é semanal: cada Domingo é dia de Páscoa. E uma vez que o mistério pascal constitui o ápice da Encarnação, então não é descabido concluir que o Tempo Comum é também, a seu modo, um tempo de Natal. É um tempo em que Jesus (re)nasce para nós e um tempo em que nós (re)nascemos para Jesus.

Não foi em vão que Johannes Moller considerava a Igreja como «a Encarnação permanente». Na verdade, o Filho de Deus continua a encarnar no Seu novo corpo que é a Igreja, à qual pertencemos a partir do Baptismo.

 

B. Uma síntese e uma abertura

 

3. Acresce que o Tempo Comum é o tempo mais longo. É composto por 33 ou 34 semanas, distribuídas em duas etapas: a primeira decorre entre a Festa do Baptismo do Senhor e o início da Quaresma e a segunda vai da segunda-feira após o Pentecostes até ao começo do Advento.

É no Tempo Comum que acompanhamos a maior parte da missão de Jesus. No Tempo Comum, não celebramos nenhum aspecto particular do mistério de Cristo, mas o mistério de Cristo na sua globalidade. No Tempo Comum, acompanhamos a vida pública de Cristo: desde o Seu Baptismo até à Sua Paixão, Morte e Ressurreição.

 

  1. A Festa do Baptismo do Senhor é, pois, uma síntese e um portal. Ela permite-nos encontrar uma síntese do Tempo do Natal ao mesmo tempo que nos abre as portas do Tempo Comum. O Baptismo de Jesus mostra-nos um Jesus já adulto, na casa dos 30 anos, mas sempre com a consciência de ser Filho.

No Natal, vemo-Lo ao colo da Mãe; no Baptismo, acompanhamo-Lo a ouvir a voz do Pai. É por isso que, já no século V, São Máximo de Turim considerava que «não é sem razão que celebramos esta festa pouco depois do dia do Natal» e que «também ela deve chamar-se festa de Natal». É que se, «no Natal, Cristo nasceu da Virgem, hoje é gerado pelos sinais do Céu». No Natal, «Maria, Mãe de Jesus, acaricia-O no Seu colo; agora, ao ser gerado entre os sinais celestes, Deus, Seu Pai, envolve-O com a Sua voz, dizendo: “Este é o Meu Filho amado, no qual Eu pus todo o Meu enlevo. Escutai-O” (Mt 17,5). A Mãe apresenta-O aos magos para que O adorem, o Pai apresenta-O às nações para que O reverenciem».

 

C. Uma teofania e uma antropofania

 

5. O Baptismo de Jesus constitui uma Teofania e uma Antropofania. Jesus é o Filho de Deus (cf. Mc 1, 11) em forma humana. Ele é a revelação definitiva de Deus e é a revelação suprema do homem. O Concílio Vaticano II proclama que Jesus «revela o homem ao homem». O serviço é a chave desta dupla revelação. O Filho de Deus é já delineado por Isaías como o Servo (cf. Is 42, 1): Servo de Deus e Servidor para os homens.

No Baptismo, Deus ungiu Jesus com «Espírito Santo e fortaleza» (Act 10, 38) para a Sua missão que consiste em levar «a justiça às nações», em «abrir os olhos aos cegos», em «tirar da prisão os cativos e da cadeia os que habitam nas trevas» (Is 42, 1-4.6-7). Jesus apresenta-Se, assim, inteiramente divino e inteiramente humano: consubstancial ao Pai na divindade e consubstancial a nós na humanidade.

 

  1. É claro que Jesus não precisava do Baptismo; o Baptismo é que precisa de Jesus. Jesus é o verdadeiro Baptista. Por isso, João resiste: «Eu é que devo ser baptizado por Ti» (Mt 3, 14). Mas, como nota São Gregório de Nazianzo, «João resiste e Jesus insiste». São Máximo de Turim percebeu: «Cristo foi baptizado, não para ser santificado pelas águas, mas para santificar as águas e para purificar as torrentes com o contacto do Seu corpo».

Está, assim, apontada a nossa identidade e traçado o nosso itinerário. Ser cristão é seguir Cristo, é ser baptizado em Cristo. Por tal motivo, terminamos o Tempo de Natal com o Baptismo de Cristo e iniciamos o Tempo Comum com a determinação de vivermos sempre o nosso Baptismo em Cristo.

 

D. Baptizar significa mergulhar

 

7. O Baptismo não pode ser remetido ao estatuto de um episódio da nossa infância. O Baptismo imprime carácter, afecta todo o nosso ser. É por tal motivo que se trata de um sacramento que não é reiterado: recebido uma vez, recebido para sempre. As consequências do Baptismo não podem ser reduzidas a uma festa, aos filmes e às fotos. A grande consequência do Baptismo é a vida de Cristo em nós.

Etimologicamente, «baptizar» significa «mergulhar». Pelo que baptizar significa mergulhar em Cristo e, por Cristo, no Pai na força do Espírito Santo. Por outras palavras, baptizar significa mergulhar na vida divina, na vida da Santíssima Trindade. Foi uma das incumbências que o Ressuscitado deixou à Igreja: baptizar «em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28, 19).

 

  1. O Baptismo é um novo nascimento pois «ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo» (Jo 3, 3). É o próprio Jesus que, como nota São Paulo, faz de nós filhos adoptivos de Deus (cf. Gál 4, 5). Ser filho adoptivo não é ser um filho menor. São Paulo usa a linguagem da filiação adoptiva para distinguir a nossa filiação da filiação de Jesus. Enquanto Jesus é Filho por natureza, nós somos filhos por graça, por adopção. Mas somos verdadeiros filhos. Em suma, tornamo-nos filhos no Filho.

As águas do Baptismo representam — isto é, tornam presente — o mistério pascal de Jesus. Foi na Páscoa — na Paixão, na Morte e na Ressurreição — que Jesus nos salvou do pecado e nos garantiu a dignidade de filhos de Deus. No Baptismo, descemos com Cristo à morte e com Cristo subimos à vida. Por isso, a celebração do Baptismo, durante muitos anos, era sempre na Vigília Pascal. Santo Agostinho, por exemplo, conta-nos a sua experiência baptismal da noite de 24 para 25 de Abril do ano 387.

 

E. Um sacramento que tem princípio, mas não tem fim

 

9. Não sendo obrigatório que o Baptismo seja na Páscoa anual, é muito recomendável que ele ocorra na Páscoa semanal, ou seja, ao Domingo. Uma vez que é ao Domingo que a Igreja se reúne para celebrar a Ressurreição do Senhor, faz todo o sentido que seja nesse dia que se acolham os novos membros da mesma Igreja. Importa ter presente que o Baptismo tem, a par da sua dimensão cristológica, uma irrenunciável dimensão eclesiológica. Sendo a Igreja o novo Corpo de Cristo, pertencer a Cristo equivale a pertencer à Igreja. É por isso que o Baptismo não deveria ser nunca uma festa apenas da família da criança, mas a festa de toda a família cristã.

Os padrinhos são os representantes da comunidade cristã para ajudar os pais na educação cristã. Eles não são aqueles que dão presentes; são aqueles que tornam presente a vida cristã. É por isso que os padrinhos devem ser cristãos com maturidade, já com o sacramento do Crisma e da Eucaristia e com uma vida consentânea com a fé e a missão que vão desempenhar. Se os padrinhos não são cristãos praticantes, como poderão ajudar a criança baptizada na prática da fé cristã?

 

  1. O Baptismo é um sacramento que tem princípio mas não tem fim. Os antigos chamavam ao Baptismo «janua sacramentorum», isto é, a porta dos sacramentos. O Baptismo inaugura a iniciação cristã, que inclui a Confirmação e da Eucaristia e que se estende aos restantes sacramentos: aos sacramentos de cura (Penitência e Unção dos Enfermos) e aos sacramentos da comunhão e da missão (Ordem e Matrimónio).

Cada dia de um baptizado deve ser um dia baptismal, marcado pela presença de Cristo em nós e de nós em Cristo. Cristo vive sempre de frente para nós. Não queiramos viver de costas para Cristo. Cristo permanece sempre em nós. Procuremos permanecer nós também em Cristo. Assim sendo, no Tempo Comum, havemos de ter uma vida incomum, uma vida fora do comum, enfim uma vida bela e luminosa.

publicado por Theosfera às 05:41

Hoje, 13 de Janeiro (Festa do Baptismo do Senhor e Fim do Tempo de Natal), é dia de Sto. Hilário de Poitiers (eminente Triadólogo e invocado contra as serpentes), S. Gumersindo e S. Serdieu.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 12 de Janeiro de 2019

Hoje, 12 de Janeiro, é dia de S. Modesto, S. João de Ravena, S. Bento Biscop, Sto. António Maria Pucci e Sta. Margarida de Bourgeoys.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:21

Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2019

Hoje, 11 de Janeiro, é dia de Sto. Higino e S. Vital.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2019

Hoje, 10 de Janeiro, é dia de S. Gonçalo de Amarante, S. Guilherme de Bourges, Sto. Agatão, Sta. Irmã Francisca de Sales Aviat e S. Gregório de Nissa.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 09 de Janeiro de 2019
Hoje, 09 de Janeiro, é dia de Sto. André Corsini, Sto. Adriano de Cantuária e Sta. Marciana.

 

Um santo e abençoado dia para todos!
publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 08 de Janeiro de 2019

Hoje, 08 de Janeiro, é dia de S. Pedro Tomás e S. Severino.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 07 de Janeiro de 2019

Hoje, 07 de Janeiro, é dia de S. Luciano, S. Raimundo de Penhaforte e Sta. Maria Teresa Haze.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 06 de Janeiro de 2019

Ainda criança já todos Te procuram.

Até os grandes se ajoelham diante de Ti.

Porque sabem que, na Tua simplicidade,

és rei, rei de amor e de paz.



Como os magos, também nós aqui estamos

e diante de Ti nos prostramos.



Não trazemos ouro, incenso ou mirra.

Transportamos a pobreza da nossa vida,

a simplicidade dos nossos gestos,

a ternura do nosso amor

e a vontade de estarmos conTigo.



Aceita, pois, Jesus Menino,

os nossos presentes,

o presente da nossa presença.



Tu vieste para nós.

Nós nunca queremos afastar-nos de Ti,

de Ti, que és a luz e a paz.



Tu manifestas-Te a todos.

Vieste à Terra

para seres o salvador e irmão de todos os homens.



Em cada um de nós, Tu encontras uma habitação.

Que nós nunca Te esqueçamos.



Fica sempre connosco.

Nós queremos ficar sempre conTigo,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:13

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