O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 20 de Junho de 2017

 

  1. O ser — disse-o São João Paulo II — «está acima do fazer». Acontece que o fazer não está muito abaixo do ser.

Afinal, ser também é fazer. Como bem percebeu o Padre António Vieira, «somos o que fazemos». Se não fazemos, que somos? É no que fazemos que mostramos o que somos.

 

  1. O ser identifica e o fazer realiza. O fazer é a realização do ser. E o ser é a identificação do fazer.

É pelo fazer que o ser se realiza. E é no ser que o fazer se identifica.

 

  1. Neste sentido, pode dizer-se que ser cristão é — essencialmente — «agir cristão» e «fazer cristãos».

«Agir cristão» é procurar fazer o que Cristo fez. E, nessa medida, é fazer com que outros se façam cristãos.

 

  1. Para Jesus, ser discípulo é inseparável de «fazer discípulos» (cf. Mt 28, 19).

Isto significa — como observou Xavier Zubiri — que ser cristão é necessariamente «fazer cristãos».

 

  1. Ninguém é cristão para si. Só é cristão em si quem é cristão para os outros.

Será que temos noção do que implica «agir cristão» e «fazer cristãos»?

 

  1. Ninguém é cristão longe de Cristo e fora da missão.

A missão liga-nos sempre a Cristo e nunca nos desliga do imperativo de atrair outros para Cristo.

 

  1. A esta luz, a missão não é posterior a Cristo, mas permanentemente actual em Cristo.

As acções do Cristianismo não são acções acrescentadas às acções de Cristo. São acções do próprio Cristo nos cristãos.

 

  1. Realizando os actos de Cristo, o cristão reveste-se de Cristo.

Pelos sacramentos, é o próprio Cristo que, como notou Xavier Zubiri, «vai deificando e configurando» o homem.

 

  1. O teofilósofo espanhol apresenta o Baptismo como «comunicação inicial» e a Eucaristia como «doação plena» da vida de Cristo.

Por aqui se vê como o Cristianismo «é a vida inteira de Cristo» na vida inteira das pessoas.

 

  1. O Cristianismo consiste «na acção reprodutora» de Cristo pelo espaço e pelo tempo.

Ser cristão — e fazer cristãos — é «ir vitalmente» de um modo de ser para outro modo de ser. Isto é, para o modo de ser de Cristo. Ele, que trouxe Deus até à nossa humanidade, (e)leva a nossa humanidade até Deus. E em Deus todos nos reencontraremos — verdadeira e plenamente — humanos!

publicado por Theosfera às 10:39

De
  (moderado)
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados

(moderado)
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres




O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

mais sobre mim
pesquisar
 
Junho 2017
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3

4
5
6
7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
contador
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro