O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 02 de Janeiro de 2018

 

    1. O país começa, finalmente, a descobrir os prejuízos trazidos pelo esquecimento do interior.

    Será que nós, cristãos, já estaremos disponíveis para reparar os malefícios provocados por um prolongado desinvestimento no nosso interior?

     

    1. A recente criação de um «Movimento pelo Interior» constitui, desde logo, uma poderosa chamada de atenção.

    Ele faz avultar a percepção de que, com o abandono do interior, não é só o interior que é afectado; é todo o país que se sente atingido.

     

    1. Daí que o «Movimento pelo Interior» tenha sido lançado a pensar não apenas no interior, mas na totalidade do país.

    Ele nasceu não para defender uma parcela territorial, mas — como, aliás, é dito na apresentação — para promover a «coesão» nacional.

     

    1. O país vai-se apercebendo de que não cresce quando a densidade do interior (sobretudo em população) é incomparavelmente menor que a do litoral. Os actuais residentes parecem ser os últimos «resistentes».

    Quando é que nós, cristãos, compreenderemos que a nossa densidade interior continua a ser assustadoramente baixa?

     

    1. Não terá chegado a hora de nós, cristãos, apostarmos também num «Movimento pelo Interior»?

    Já teremos advertido que, sem interior, estamos incompletos e, nessa medida, debilitados?

     

    1. Será que já tomamos consciência de que a missão tem início no Filho que está no interior do Pai (cf. Jo 1, 18)?

    A missão só é inteira quando nos eleva ao interior do Pai e nos leva ao interior dos irmãos.

     

    1. Acontece que a missão que realizamos estaciona, quase sempre, no exterior.

    Não entramos em nós, não entramos nos outros e acabamos por não contribuir para que os outros entrem em nós. Como havemos de ajudar a entrar em Deus?

     

    1. A acção exterior só faz sentido a partir de uma vivência interior.

    Não será que muito do que fazemos é expressão do que não vivemos nem ajudamos a viver?

     

    1. Os nossos ajuntamentos conduzirão sempre ao encontro? A missão nunca é total quando não cuidamos da regeneração espiritual.

    Não correremos o risco de subtrair às pessoas o que as pessoas mais procuram, isto é, «o caminho da interioridade» (Christoph Theobald)?

     

    1. Como alertam Agnès de Matteo e Xavier Amherdt, não permitamos que a pastoral deixe escapar a espiritualidade.

    E tenhamos sempre presente que o mais importante não é o que levamos; é Aquele que ajudamos a encontrar!

publicado por Theosfera às 11:01

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