O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 27 de Junho de 2017
  1. O mundo nunca deixou de levantar dificuldades aos cristãos.

Tais dificuldades, porém, não impediram os cristãos de se afirmarem no mundo.

 

  1. É no mundo que estamos. Mas não é do mundo que somos.

Jesus não nos quer tirar do mundo (cf. Jo 17, 15), dado que é ao mundo que Jesus nos envia (cf. Mc 16, 15). Só que não é ao mundo que Jesus quer que pertençamos (cf. Jo 17, 16).

 

  1. Como sintetizou Paul Valadier, a condição cristã é «estar no mundo sem ser do mundo».

O cristão é um inconformista, não um resignado. Dele espera-se uma inquietação com o mundo, nunca uma aquietação ao mundo.

 

  1. Quando lemos textos de outrora, a nossa reacção costuma ser: «Outros tempos».

Sucede que a reacção deveria ser: «Outra atitude perante os tempos».

 

  1. É que os nossos antepassados situavam-se, quase sempre, em dialéctica, em tensão e, não raramente, até em oposição ao que viam no mundo.

O seu propósito não era transformar-se com o mundo, mas contribuir para transformar o mundo.

 

  1. Relativamente à fé, a leitura que faziam do mundo do seu tempo não diferia muito da leitura que tendemos a fazer do mundo do nosso tempo.

Também eles advertiam resistências à mensagem e obstáculos à missão.

 

  1. O que eles nunca admitiram foi seguir os critérios do mundo. O seu amor pela humanidade levava-os a propor o que tinham de melhor para o mundo, não o que mais agradava ao mundo.

E era assim que convertiam o mundo ao Evangelho no preciso momento em que vertiam o Evangelho no mundo.

 

  1. A Igreja nasceu missionária, não estacionária. Acontece que nós, até quando fazemos missão, aparentamos «estacionar» em cada situação.

Em vez de ler o mundo a partir do Evangelho, parece que nos limitamos a ler o Evangelho a partir do mundo. Portamo-nos mais como porta-vozes do mundo do que como portadores do Evangelho no mundo.

 

  1. Não percebemos que ajudamos mais o mundo sendo diferentes dele do que mostrando-nos iguais a ele.

Se o mundo nos vê como iguais, que necessidade sentirá de nós?

 

  1. Não esqueçamos jamais que o Vaticano II, a par do «aggiornamento», teve como grande prioridade a «refontalização».

Não se trata de voltar ao passado nem de retomar o antigo. Trata-se, simplesmente, de sermos arautos do perene. E o perene nunca deixa de ser actual!

publicado por Theosfera às 10:08

mais sobre mim
pesquisar
 
Junho 2017
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3

4
5
6
7
8
9





Últ. comentários
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Lindo e profundo texto, Senhor Doutor. Obrigada pe...
É bem verdade.
linda reflexão!
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
contador
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro