O conceito de inteligência tem que ver, antes de mais, com leitura. Inteligente é o que sabe ler, é o que lê dentro, é o que desce à profundidade.
A leitura não se reduz ao livro. Há um movimento que vem da vida para o livro e que vai do livro para a vida.
Promover a leitura não é, pois, estacionar no texto. É também integrar-se no contexto que o motiva e que o recria constantemente.
O livro mais conseguido não é o de papel. As palavras, dizendo muito, nunca revelam tudo.
É por isso que o autor inicia o livro. Cada leitor fica com a missão de o continuar.
Vale sempre a pena revisitar um livro. Ele pode ser o mesmo, mas é sempre possível encontrar nele algo de novo.
Há livros que dão vida. Há vidas que dão livros.
Para escrever é necessário possuir talento. Mas é mais importante ter alma.
É por isso que muitos dos melhores livros nem sequer foram escritos em papel. Mas foram inscritos na vida.
A grande lição dos livros é que, geralmente, as histórias acabam bem. Ora, isto é um convite.
Se nos livros tudo acaba bem, será impossível que na vida tudo termine bem?
Afinal, quem escreve livros são pessoas. Se as pessoas conseguem encaminhar tudo para o bem nos livros, não deixarão de fazer o mesmo na vida.
Esta noite, houve uma sessão de leitura no Colégio da Imaculada Conceição.
Dos grandes leituras d'ouro para os pequenos é o título da obra.
Os textos foram escritos pelos mais crescidos e foram declamados pelos que estão a crescer.
Sentia-se uma osmose entre o livro e a vida, entre o sonho e a realidade, entre a tarde e a manhã, entre o presente e o futuro.
Os que leram já vão escrevendo. A sua alma é um livro aberto. Com palavras soltas. Que brotam de um coração puro. E de um olhar límpido e transparente.
Parabéns pela iniciativa.
Afinal, a humanidade é, toda ela, um enorme livro. Sem ponto final.


