O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 08 de Agosto de 2017
  1. No seu longo estendal de séculos, a história do mundo está marcada sobretudo por quatro homens e quatro cidades.

Foram eles que, em grande medida, moldaram o nosso pensar e vertebraram o nosso agir.

 

  1. Para Karl Jaspers, as figuras mais influentes são Sócrates, Buda, Confúcio e Jesus.

Ainda hoje, continuam a ser os maiores «mestres da humanidade».

 

  1. É de tal ordem a sua importância que «seria muito difícil apontar um quinto nome que tivesse a mesma magnitude», alguém que nos «interpelasse com a mesma elevação».

Foi sobretudo a eles que as civilizações foram buscar as suas raízes.

  1. Quanto às cidades mais relevantes, George Steiner aponta Atenas e Jerusalém.

Xavier Zubiri acrescentou-lhes Roma. E nós poderíamos aditar — ou contraditar — Paris.

 

  1. As três primeiras cidades modelaram o nosso perfil civilizacional.

De facto, estamos umbilicalmente estruturados pelo pensamento grego, pelo direito romano e pela religiosidade de Israel.

 

  1. Segundo Xavier Zubiri, foi mérito do Cristianismo ter operado uma «unidade radical e transcendente» entre estas três heranças.

Daí que os principais símbolos da nossa identidade sejam o Livro, a Universidade e a Catedral. Aí se projecta iconograficamente a nossa cultura, a nossa arte e a nossa fé.

 

  1. Há, entretanto, um momento que consubstancia um profundo abalo em todo este alicerce.

A Revolução Francesa não pretende optimizar o herdado, mas romper completamente com o estabelecido.

 

  1. É neste sentido que Paris desponta como a quarta cidade-emblema, a primeira de uma nova época.

Trata-se de uma época que surge em colisão com a autoridade e que se ergue à margem da divindade.

 

  1. A liberdade, a igualdade e a fraternidade parecem irredutivelmente asseguradas. Mas nem por isso se têm tornado especialmente visíveis.

Quando o homem se diviniza, tende a divinizar-se sobre os outros homens. Se cada homem se erige em deus para si mesmo (Feuerbach), o mais provável é que se comporte como «lobo» em relação aos outros (Thomas Hobbes). Em tal caso, como podemos ser livres, iguais e fraternos?

 

  1. Não espanta que alguns turiferários da Revolução Francesa se tenham convertido nos seus mais desapontados críticos. Perceberam que há tutelas que persistem e vínculos que se vão perdendo.

Como nota D. António Couto, «a fraternidade supõe um Pai». Quando compreenderemos que ninguém nos humaniza como Deus?

publicado por Theosfera às 10:55

Hoje, 08 de Agosto, é dia de S. Domingos (Fundador da Ordem dos Pregadores), 14 Santos Auxiliadores e Sta. Maria Margarida do Sagrado Coração, Fundadora das Irmãs Mínimas do Sagrado Coração.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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