O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 06 de Agosto de 2017

Tudo sobe para cima.

Tudo caminha para o alto.

Tudo tende para o fim.

 

E, na verdade, o que importa é o fim,

o fim para o qual nos chamas.

 

Tu, Senhor, chamas-nos para a felicidade,

para a alegria, para a justiça, para a paz.

Tu, Senhor, chamas-nos para Ti.

 

A vida é cheia de sinais.

É importante estar atento a eles.

É fundamental deixarmo-nos guiar por eles.

 

Neste mundo, tudo passa.

Nesta vida, tudo corre.

Neste tempo, tudo avança.

Só a Tua Palavra permanece, Senhor.

 

 

Obrigado por nos reunires,

por nos congregares,

por nos juntares.

 

De toda a parte Tu chamas,

Tu convocas,

Tu reúnes.

 

Obrigado, Senhor, pela esperança

E pelo ânimo,

Pelo vigor e pela presença.

 

 

 

O importante não é saber a hora do fim.

O fundamental é estar pronto, preparado, disponível.

 

Para Ti, Senhor, o fim não é destruição nem dissolução.

ConTigo, Senhor, o fim é plenitude, realização, felicidade.

 

Em Ti já sabemos o que nos espera.

Tu, Senhor, és a esperança e a certeza da esperança.

 

Tu já abriste as portas.

Tu já inauguraste os tempos últimos, os tempos novos.

 

ConTigo nada envelhece.

Em Ti tudo se renova.

Renova sempre a nossa vida,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:41

A. Uma antecipação da luz pascal

  1. Duas vezes por ano assinalamos a Transfiguração do Senhor: no segundo Domingo da Quaresma e neste dia 6 de Agosto. É uma festa celebrada no Oriente desde o século V e no Ocidente a partir de 1457.

Os arménios têm uma palavra — «Varvatar» —, que significa «decoração com rosas». Era uma festa pagã que ocorria no primeiro dia do mês de Navasart. Durante essa festa, decoravam-se os altares com rosas. Foi São Gregório, o Iluminador, que transformou esta festa pagã numa festa cristã, a Transfiguração.

 

  1. Situada antes do anúncio da Paixão e da Morte, a Transfiguração prepara os Apóstolos para a vivência desse mistério, desse drama. Não espanta, por isso, que a Igreja celebre esta festa cerca de quarenta dias antes da Exaltação da Cruz, a 14 de Setembro.

A Transfiguração, manifestação da vida divina que está em Jesus, é uma antecipação da luz que encherá a noite da Páscoa. É um estímulo para que os Apóstolos, quando virem Jesus como Servo, não esqueçam a Sua condição divina. No fundo, Jesus está sempre a preparar-nos para a vivência do Seu mistério pascal. Ser cristão é vivenciar — pela celebração, pela adoração e pelo testemunho — o mistério pascal de Jesus.

 

B. Longe dos triunfos mundanos

 

3. Estamos em presença de um episódio tão marcante que o Novo Testamento nos apresenta, dele, quatro versões. Além desta — de São Mateus (cf. Mt 17, 1-9) — temos as versões de S. Marcos (Mc 9, 2-10), de São Lucas (cf. Lc 9, 28-36) e de S. Pedro (2Ped 1, 16-18).

É possível que, depois de terem ouvido falar do caminho da Cruz, os discípulos sentissem algum desânimo e frustração. À primeira vista, tudo parece encaminhar-se para um rotundo fracasso. E, no seu pensar, não era só o projecto de Jesus que fracassava. Fracassavam também os sonhos de glórias, de honras e de triunfo dos Seus seguidores. É muito provável que se perguntassem: valeria a pena seguir um mestre que nada mais tem para oferecer além da morte na Cruz?

 

  1. Jesus torna bem claro que o Seu projecto não passa por triunfos mundanos, mas pela oferta da vida na Cruz. Jesus sobe para o alto, mas não para o alto do poder. Ele sobe para o alto da Cruz, descendo até à morte. Jesus sobe descendo. Também nós só subiremos até Jesus descendo com Jesus.

É neste contexto que surge o episódio da Transfiguração. Trata-se de uma forma de animar os discípulos — e os crentes, em geral —, pois, na Transfiguração, manifesta-se a glória de Jesus e atesta-se que Ele é, apesar da morte que se aproxima, o Filho muito amado de Deus (cf. Mt 17, 5).

 

C. Jesus transfigura-Se para nos transfigurar

 

5. Os discípulos recebem a garantia de que o projecto de Jesus é o projecto do próprio Deus para nós. Jesus transfigura-Se para nos transfigurar. A Sua figura transforma-se para que toda a nossa vida se altere.

Há todo um envolvimento de Jesus com os discípulos e dos discípulos com Jesus. Esse envolvimento não prescreve. Esse envolvimento permanece para sempre. Também para nós é bom estar com Jesus. Estar com Jesus transfigura a nossa vida e altera a nossa história. Agora, já não contam os nossos planos; a partir de agora, só devem contar os planos de Jesus.

 

  1. Temos diante de nós uma Cristofania e uma Teofania, ou seja, uma manifestação de Cristo que conduz a uma revelação de Deus. A iniciativa é sempre de Jesus. Tal como tomou conSigo Pedro, Tiago e João, também hoje nos toma, a nós, com Ele. É Ele que nos atrai, é Ele que nos convida, é Ele que nos faz subir até ao monte alto da Transfiguração.

Na Transfiguração, tudo é diferente com Jesus e tudo será diferente em nós se nos dispusermos a transfigurar-nos em Jesus. A brancura das vestes de Jesus não era terrena (cf. Mc 9,3). Nós, na terra, somos convidados a transfigurar-nos em seres não apenas terrenos. Jesus leva-nos a participar na vida divina (cf. 2Pe 1, 4).

 

D. O caminho de Jesus e o nosso caminho com Jesus

 

7. O aparecimento de Elias, juntamente com Moisés (cf. Mc 9, 4), é como uma espécie de adesão do Antigo Testamento a Jesus. Ele é o esperado e anunciado. Ele é o Messias anunciado pela Lei (figurada em Moisés) e pelos Profetas (representados por Elias). Ele é o novo Moisés, aquele que vai guiar o povo para a verdadeira libertação, já não pelas águas do Mar Vermelho, mas pelas águas do Baptismo. E Ele é o definitivo profeta, que transfigura o nosso ser e nos encaminha para a Verdade e para a Vida (cf. Jo 14, 6).

Desta acção libertadora e profética de Jesus irá nascer um novo homem e um novo povo. É com este homem e com este povo que, em Jesus, Deus vai fazer uma nova Aliança. É com este homem e com este povo que, em Jesus, Deus vai percorrer os caminhos da nossa história.

 

  1. A reacção de Pedro é compreensível. Ele nota que é bom estar ali, com Jesus transfigurado (cf. Mt 17, 4). Por isso, quer fazer três tendas (cf. Mt 17, 4). Pedro queria ficar já com Jesus glorioso. Só que, antes, é necessário acompanhar Jesus crucificado. Nunca esqueçamos que, como diz o Hino, «não há ressurreição sem haver morte».

Antes de armar a tenda junto de Jesus glorioso, é preciso levar Jesus junto de tantos que não têm tendas: nem tendas para viver, nem tendas para comer, nem tendas para dormir, nem tendas para trabalhar. Este ainda não é o tempo de descansar com Jesus. Este é o tempo para, incansavelmente, anunciar Jesus. O caminho de Jesus há-de ser o nosso caminho com Jesus e para Jesus.

 

E. A nuvem não deixa ver, mas não impede de escutar

 

9. Não é por acaso que a voz de Deus se faz ouvir através de uma nuvem (cf. Mt 17, 5). A nuvem é o que não deixa ver ou não deixa ver bem. A nuvem é, por isso, o que nos faz sentir que não sabemos tudo e que nem sequer sabemos o bastante.

Mas se a nuvem nos impede de ver, não nos impede de escutar. É da nuvem que o Pai fala. É na nuvem que devemos escutar o Pai que fala. Enfim, não devemos andar nas nuvens, mas devemos escutar o se diz na nuvem.

 

  1. Seria bom que, concretamente neste tempo de férias, prestássemos mais atenção ao que ainda não sabemos sobre Deus. O nosso problema é pensar que já sabemos muito sobre Deus. Fazia-nos bem reconhecer que, como reparou o teólogo Karl Barth, «tudo aquilo que diga sobre Deus é um homem quem o diz». Isto significa que só sabe alguma coisa sobre Deus quem se dispõe a aprender, a escutar. Só quem está com Deus aprenderá a conhecer Deus.

Para nos ensinar, Deus oferece-nos o melhor mestre: o Seu próprio Filho. Se Deus dá o melhor por nós, como é que nós não havemos de dar o melhor a Deus?

publicado por Theosfera às 05:27

Hoje, 06 de Agosto, é dia da Transfiguração do Senhor (festa celebrada, em alguns locais, como do Santíssimo Salvador), S. Justo e S. Pastor.

Uma vez que a Transfiguração é uma festa do Senhor, o Domingo cede-lhe a celebração. Por tal motivo, a Liturgia das Horas e a Santa Missa são da Transfiguração e não do 18º Domingo do Tempo Comum. 

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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