O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 14 de Abril de 2017

É tão pesada a Cruz,

a Tua Cruz, Senhor,

que não sei como conseguiste erguê-la

nem como conseguiste erguer-Te

depois de, por três vezes,

ela Te ter feito cair.

 

Como foi possível, Senhor,

depois já de tanto sangue derramado?

Como foi possível, Senhor,

depois já de tantas atrocidades?

Como foi possível, Senhor,

depois da agonia, da flagelação, da coroação de espinhos?

 

Não concebo, mas percebo.

Tu conseguiste arcar com o peso do madeiro,

porque mais pesado que a Cruz era o peso do amor,

o peso do Teu infinito amor.

 

Não concebo, mas percebo:

o Teu amor emagreceu a Cruz,

o Teu amor encolheu a Cruz.

 

Quem olha para Ti, Senhor,

dá a impressão de que a Tua Cruz era leve.

Nada nem ninguém Te fez recuar.

 

Deixa-me, Senhor, pegar na Tua Cruz.

Ela está ao meu lado,

à minha beira.

 

A Tua Cruz continua pesada,

bem pesada,

em tantos lares, hospitais, ruas.

 

A Tua Cruz, Senhor,

tem hoje o nome de miséria,

injustiça, falsidade,

superficialidade e comodismo.

 

Deste-nos tanto,

dás-nos tudo.

E nós, tantas vezes,

recuamos e recusamos

dar-Te um tempo, uma hora, um dia.

 

Acorda-nos, Senhor,

desperta-nos da sonolência em que caímos.

Faz-nos olhar para Ti,

para a Tua Cruz, Senhor!

publicado por Theosfera às 15:00

Porque é que Jesus resolveu pedir ao Pai que perdoasse àqueles que O mataram (cf. Lc 23, 34)?

Aelredo de Rievaulx notou que «são grandes pecadores que sabem avaliar a gravidade do seu pecado».

Por isso, «"perdoa-lhes, ó Pai". Crucificam-Me, mas não sabem a quem crucificam [...]. Julgam-Me transgressor da lei, usurpador da divindade, sedutor do povo. Ocultei-lhes a Minha face e não reconheceram a Minha majestade; por isso, "perdoa-lhes, ó Pai, porque não sabem o que fazem"»!

publicado por Theosfera às 11:45

  1. Jesus morreu. Mas os primeiros cristãos não entenderam a Sua morte como morte. E, na Liturgia Pascal, a Igreja até garante que Jesus «destruiu a morte».Como notou Santo Agostinho, Cristo «matou a morte com a Sua morte». Ao morrer, «matou em Si a morte»!

 

  1. É certo que Ele foi dado como morto (cf. Jo 19, 33) e sepultado (cf. Mc 15, 46).

Espantoso é o significado teológico atribuído a este facto biológico.

 

  1. Os evangelistas não dizem abertamente que Jesus morreu.

Marcos (15, 37) e Lucas (23, 46) referem que Jesus «expirou» («exépneusen»). Embora seja considerado sinónimo de «falecer», o sentido imediato de «expirar» é «expelir ar».

 

  1. Uma das palavras que os gregos usavam para descrever o «ar» era «pneuma». Esta traduz-se habitualmente por «espírito».

Olhando para a fórmula verbal «exépneusen», depreendemos que Jesus «deixou sair o pneuma». Ou seja, o «espírito».

 

  1. Esta percepção sai reforçada em Lucas.

Com efeito, antes de «expirar» — isto é, antes de «deixar sair o espírito» —, Jesus anuncia ser isso mesmo o que vai fazer: «Pai, nas Tuas mãos, entrego o Meu Espírito».

 

  1. Tudo, entretanto, se explicita em Mateus (27, 50) e João (19, 30).

Para Mateus, Jesus «deixou ir o espírito» («aphêken tò pneuma»). Segundo João, Jesus «entregou o Espírito» («parédôken tò Pneuma»).

 

  1. De que modo? «Inclinando a cabeça».

Ora, inclinar a cabeça é próprio não só de quem morre, mas também de quem adormece. E a Igreja acredita ter nascido não «do lado morto», mas, como recorda o Concílio, do «lado adormecido» de Cristo.

 

  1. Ninguém Lhe tira a vida; é Ele que dá a vida (cf. Jo 10, 18). Dando o Espírito, dá a vida (cf. Jo 6, 63). Melitão de Sardes, no século II, coloca-nos na pista certa. Jesus, «com o Seu Espírito, que não podia morrer, matou a morte homicida».

É por isso que a Sua morte é uma morte «morticida», uma morte que mata a morte. Não elimina a vida; ilumina a vida.

 

  1. Está concluída (cf. Jo 19, 30) a redenção, mas não a vida do Redentor. Até da morada dos mortos Ele ressurge vivo.

Na sepultura não encontra um lugar de aniquilamento, mas de repouso. Tal como Deus repousa após a obra da criação (cf. Gén 2, 2), também o Filho de Deus repousa após a obra da redenção. Este repouso não é sequer passivo. No Seu repouso, Jesus está em plena actividade. Ele vai visitar os mortos. Como refere um conhecido texto do século IV, Jesus faz uma visita aos que estão mortos. Ele «faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte». Jesus é a «vida dos mortos». Até para os mortos — sobretudo para os mortos — Ele é vida.

 

10. Dá a impressão de que Jesus não morreu; viveu a morte. É por isso que, para Santo Agostinho, como para tantos outros, Jesus nasce para morrer. Isto é, para viver a nossa morte. É que, «se não tomasse da nossa natureza a carne mortal, não tinha possibilidade de morrer por nós». Ou seja, não tinha possibilidade de «dar vida aos mortais».

Tudo somado, mais do que morrer, Jesus participa da nossa morte. Porquê? Porque, «participando da nossa morte, torna-nos participantes da Sua vida». Enfim, Jesus muda tudo. Ele vai ao ponto de nos «vitalizar» na própria morte!

 

11. A vida de Jesus não é interrompida. É transfigurada pelo Espírito que nos entrega «da parte do Pai» (Jo 15, 26).

É no Espírito que Jesus vive eternamente. É no Espírito que também nós viveremos para sempre!

 

publicado por Theosfera às 10:49

Nem sempre a morte elimina a vida e há uma vida que ilumina a morte.

Quem ouve os primeiros cristãos fica com a impressão de que Jesus não morreu; viveu a morte.

É por isso que, ao situarem o nascimento de Jesus no horizonte da Sua morte, situam-no sobretudo no horizonte da vivência da nossa morte.

Para Santo Agostinho, como para tantos outros, Jesus nasce para morrer. Isto é, para viver a nossa morte.

É que, «se não tomasse da nossa natureza a carne mortal, não tinha possibilidade de morrer por nós». Ou seja, não tinha possibilidade de «dar vida aos mortais».

Tudo somado, mais do que morrer, Jesus participa da nossa morte.

Porquê? Porque, «participando da nossa morte, torna-nos participantes da Sua vida».

Enfim, Jesus muda tudo. Ele vai ao ponto de nos «vitalizar» na própria morte!

 

publicado por Theosfera às 06:43

Hoje, 14 de Abril (Sexta-Feira Santa, de Jejum e Abstinência) é dia de Sta. Ludovina, S. Pedro González Telmo e Sto. Hermenegildo.

Faltam 02 dias para a Páscoa da Ressurreição.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:43

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