O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017

 

  1. Por muito que nos esforcemos, dela não nos protegemos. Por muito que lhe tentemos fugir, ela acaba sempre por vir.

Com ela todos temos encontro marcado. Mas quem de nós para ele está preparado?

 

  1. Foi difícil para o próprio Cristo. Como haveria de ser fácil para nós lidar com isto?

Na morte ninguém gosta de pensar. Mas o mais que conseguimos é adiar. Não há qualquer meio de a evitar.

 

  1. Afinal, começamos a morrer logo ao nascer. A morte coloca-se teimosamente diante da vida e a vida vai resistindo teimosamente diante da morte.

Está aqui, para Xavier Zubiri, a essência da vida: «existir frente à morte». Montaigne achava mesmo que «filosofar é aprender a morrer».

 

  1. Como fazer, porém, esta dolorosa aprendizagem?

O certo é que, mesmo sem querer, estamos sempre a aprender. E a experiência ensina que só aprende a viver quem vai aprendendo a morrer.

 

  1. Recordo alguém que chegou a este mundo três anos depois de o século XX ter começado. E que partiu deste mundo três anos antes de o século XX terminar.

Não nasceu, longe disso, em berço de ouro. Bem cedo, teve de mourejar pelos íngremes socalcos do Douro.

 

  1. A família foi obrigado a deixar para melhor a poder ajudar.

Ainda quase em idade de menino, do Brasil fez o seu destino.

 

  1. Na hora de regressar, a sua própria família quis formar. Só que o imprevisto aconteceu. E, de repente, a sua esposa faleceu.

Contudo, uma nova família procurou constituir. E, desta vez, dois filhos acabaram por surgir.

 

  1. Educou-os na rectidão, na fé e com muita oração.

Desde o berço, habituaram-se a ouvi-lo recitar o Terço. À Igreja os acompanhava. E, diante do Sacrário, com eles rezava.

 

  1. Os campos foram o seu terreno de missão. Uma enxada estava sempre pronta na sua mão.

Mesmo quando os noventa chegaram, os seus passos não pararam. Enquanto se pôde mover, nenhum trabalho ficou por fazer.

 

  1. Dia 7, faz vinte anos que nos deixou. Mas de nós jamais se separou. Em Deus, sentimo-lo junto dos seus.

A saudade, que é imensa, reacende cada vez mais a sua presença. O seu exemplo de nós nunca sai. Por tudo, obrigado, querido Pai!

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publicado por Theosfera às 11:00

A experiência ensina que existe uma espécie de paralelismo assimptótico entre a verdade e o poder.

O verdadeiro raramente coincide com o oficial e o oficial raramente coincide com o verdadeiro.

O problema é que a versão que tende a prevalecer é a que vem pelo poder.

Tomás Eloy Martínez parece insurgir-se pelo facto de «a história ser escrita pelo poder, a partir do poder e ao serviço do poder».

Quando passamos da história escrita à história vivida, apercebemo-nos, quase sempre, de diferenças colossais.

É preciso estar atento e tomar alguns cuidados!

publicado por Theosfera às 10:23

Num tempo em que tantos exacerbam as emoções, talvez não seja despropositado reabilitar a ponderação e o autodomínio.

São João Bosco era muito concreto nas recomendações: «Nada de agitação de ânimo, nada de desprezo no olhar, nada de injúria nos lábios».

Muita verborreia só os ânimos incendeia.

Daí que, em momentos de aperto, seja melhor «uma recomendação a Deus do que uma tempestade de palavras, que só fazem mal a quem as ouve e de nenhum proveito servem para quem as merece»!

publicado por Theosfera às 10:12

Hoje, 31 de Janeiro, é dia de S. João Bosco, S. Pedro Nolasco e Sta. Marcela.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2017

Como a verdade é rara, o verdadeiro é contido, quase silencioso.

Como a mentira abunda, o mentiroso é prolixo, loquaz. Sempre tem mais sobre que falar.

Não sei se esta associação entre mentira e verborreia se verifica sempre.

Mas é curioso que Santo Agostinho estabelecia tal conexão.

«O falador gosta da mentira. O seu grande prazer é falar. Pouco importa o que diga, desde que fale. Como reconhecer então o servo de Deus? Ele gosta mais de ouvir do que de falar. É dentro do nosso coração que ouvimos a verdade».

E quem se habitua a ouvir nem sempre tem tempo (ou disposição) para falar.

Uma coisa é certa. Precisamos de «higienizar» mais a nossa comunicação!

publicado por Theosfera às 20:08

Há quem trate as coisas pequenas como grandes.

E não falta quem trate as coisas grandes como pequenas.

Há quem passe muito tempo a fazer muros e não dedique tempo algum a construir pontes.

Demos o melhor ao que mais vale.

Sobre as pequenas questiúnculas e contendas, o melhor é tratá-las como elas são: coisas sem importância.

Viremos a página e sigamos (sempre) em frente!

publicado por Theosfera às 09:22

É bom conduzir. Mas que proveito tem conduzir se não se sabe para onde ir?

É importante pugnar pelos direitos, mas é mais imperioso ainda saber o que fazer com eles.

Franklin D. Roosevelt fez uma chamada de atenção muito pertinente: «A liberdade de palavra não tem qualquer utilidade para um homem que nada tem a dizer».

É claro que, em nome dessa liberdade, há quem diga muito.

Mas, no fundo, desse muito que muitos dizem nada há para reter.

É necessário, por isso, calibrar o poder dizer com saber o que se diz.

Dizer por dizer não é comunicação; pode ser (apenas) ruído!

publicado por Theosfera às 09:07

Hoje, 30 de Janeiro, é dia de Sta. Jacinta Mariscotti, Sta. Bertilda e Sta. Martinha.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 29 de Janeiro de 2017

Ainda há pouco, ouvimos o Evangelho

e daqui a pouco vamos para o mundo viver o Evangelho.

 

O Evangelho é a nossa vida,

o nosso trabalho, o nosso ser.

 

«Ai de mim se não anunciar o Evangelho!».

Este é o grito de S. Paulo.

Esta há-de ser a nossa preocupação.

 

Que o Evangelho seja a nossa respiração,

o nosso acordar, o nosso viver e o nosso entardecer.

 

Leva-nos para o mundo, Senhor,

semear o Evangelho da esperança,

o Evangelho da justiça

e o Evangelho da paz.

 

Cura-nos, Senhor, da nossa febre,

como curaste a febre da sogra de Simão.

 

Que não haja nada nem ninguém a impedir-nos

de fazer do Evangelho a estrela do nosso firmamento,

a cintilar nos passos do nosso caminho.

 

Ajuda-nos, Senhor,

a ser eco do Teu Evangelho,

a levarmos a todos

a Tua presença de amor,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:19

Costumamos repetir que «os povos proclamam a sabedoria dos santos».

E, nessa medida, também não deixam de aclamar a santidade dos sábios.

A santidade é a grande fonte de sabedoria.

É uma sabedoria que se aprende de joelhos. E que se derrama em torrentes de vida!

publicado por Theosfera às 07:38

A. Tornámo-nos obcecados com a felicidade

  1. Nunca falamos tanto de felicidade. E, paradoxalmente, nunca teremos ouvido tantas confissões de infelicidade. Mais que uma aspiração, a felicidade tornou-se quase uma obsessão. Tanto a queremos obter que até nos esquecemos de percorrer o caminho para a alcançar. Por incrível que pareça, somos infelizes quando começamos por querer ser felizes.

Dá a impressão de que aquilo que nos torna infelizes é, desde logo, o (obsessivo) desejo de ser feliz. Quando um desejo é forte, a frustração costuma ser grande. Não percebemos que a felicidade não vem, magicamente, quando a queremos. Ela só vem quando a procuramos, quando a descobrimos. É isso o que (nos) falta: procurar a felicidade, descobrir a felicidade.

 

  1. Por conseguinte, não vivamos obcecados com a felicidade. Nenhuma obsessão traz qualquer satisfação. Por muito provocatório que possa parecer, há uma recomendação que deveríamos seguir. Se quisermos ser felizes, não comecemos por querer ser felizes. Não é por muito querer a felicidade que somos felizes. Só seremos felizes quando procurarmos a felicidade onde ela se encontra.
  2. B. Os verdadeiros geradores de felicidade
  3. 3. Para Jesus, os geradores de felicidade são a pobreza, a compaixão, o empenhamento na justiça, a mansidão, a misericórdia, a paz e a lisura do coração. Ou seja, tudo ao contrário daquilo a que estamos habituados. Mas porque não experimentar?

Que cada um comece, então, por querer ser «pobre de espírito» (Mt 5, 3), por chorar com quem chora (cf. Mt 5, 4), por ter «fome e sede de justiça» (Mt 5, 6). Que cada um queira ser manso, misericordioso, construtor da paz e «limpo de coração» (Mt 5, 7-9).

 

4.O Mestre tornou bem claro que «há mais felicidade em dar do que em receber» (Act 20, 35). Em suma, é preciso sair de nós para ver a felicidade entrar em nós! O Evangelho deste Domingo a Magna Carta da Felicidade, segundo o enunciado das Bem-Aventuranças.

Refira-se que as Bem-Aventuranças são fórmulas relativamente frequentes na tradição bíblica e judaica. Aparecem, quer nos anúncios proféticos de alegria futura (cf. Is 30,18; 32,20), quer nas acções de graças pela alegria presente (cf. Sal 32,1-2), quer nas exortações a uma vida sábia, reflectida e prudente (cf. Prov 3,13; 8). Contudo, elas definem sempre uma alegria oferecida por Deus.

 

C. Uma felicidade surpreendente

 

5. As Bem-Aventuranças do Evangelho devem ser entendidas no contexto da pregação sobre o Reino. Jesus, que sempre esteve com os fracos e os pobres, proclama bem-aventurados aqueles que estão numa situação de debilidade e de pobreza. É que Deus instaura o Reino e a situação dos pobres vai mudar radicalmente. Além disso, são bem-aventurados porque, na sua fragilidade e pobreza, estão de espírito aberto e coração disponível para acolher a proposta de salvação e libertação que Deus lhes oferece em Jesus.

As quatro primeiras Bem-Aventuranças referidas por Mateus (cf. Mt 5, 3-6) estão relacionadas entre si. Dirigem-se aos pobres. As segunda, terceira e quarta Bem-Aventuranças são desenvolvimentos da primeira, que proclama bem-aventurados os pobres em espírito.

 

  1. Saúdam a felicidade daqueles que se entregam confiadamente nas mãos de Deus e procuram fazer sempre a Sua vontade; daqueles que deixam de colocar a sua confiança e a sua esperança nos bens, no poder, no êxito, nos homens, para esperar e confiar em Deus; daqueles que aceitam renunciar ao egoísmo, que aceitam despojar-se de si próprios e estar disponíveis para Deus e para os outros.

Os «pobres em espírito» são aqueles que aceitam renunciar, livremente, aos bens, ao próprio orgulho e auto-suficiência, para se colocarem, incondicionalmente, nas mãos de Deus, para servirem os irmãos e partilharem tudo com eles.

 

D. Ao contrário do que estamos habituados

 

Os mansos não são os fracos, os que suportam passivamente as injustiças, os que se conformam com as violências orquestradas pelos poderosos; mas são aqueles que recusam a violência, que são tolerantes e pacíficos, embora sejam, muitas vezes, vítimas dos abusos e prepotências dos injustos. A sua atitude pacífica e tolerante torná-los-á membros de pleno direito do Reino. Os que choram são aqueles que vivem na aflição, na dor, no sofrimento provocados pela injustiça, pela miséria, pelo egoísmo; a chegada do Reino vai fazer com que a sua triste situação se mude em consolação e alegria.

A quarta bem-aventurança proclama felizes os que têm fome e sede de justiça. Provavelmente, a justiça deve entender-se, aqui, em sentido bíblico, isto é, no sentido da fidelidade total aos compromissos assumidos para com Deus e para com os irmãos. Jesus dá-lhes a esperança de verem essa sede de fidelidade saciada, no Reino que vai chegar.

 

  1. O segundo grupo de Bem-Aventuranças (cf. Mt5, 7-11) está mais orientado para definir o comportamento cristão. Enquanto que, no primeiro grupo, se constatam situações, neste segundo grupo propõem-se atitudes que os discípulos devem assumir. Os misericordiosos são aqueles que têm um coração capaz de se compadecer, de amar sem limites, que se deixam tocar pelos sofrimentos e alegrias dos outros homens e mulheres, que são capazes de ir ao encontro dos irmãos e estender-lhes a mão, mesmo quando eles falharam.

Os puros de coração são aqueles que têm um coração honesto e leal, que não pactua com a duplicidade e o engano. Os que constroem a paz são aqueles que se recusam a aceitar que a violência e a lei do mais forte rejam as relações humanas; e são aqueles que procuram ser, às vezes com o risco da própria vida, instrumentos de reconciliação entre os homens.

 

E. Esperança e alento

 

9. Os que são perseguidos por causa da justiça são aqueles que lutam pela instauração do Reino e são desautorizados, humilhados, agredidos, marginalizados por parte daqueles que praticam a injustiça, que fomentam a opressão, que constroem a morte. Jesus garante-lhes que o mal não os poderá vencer. Na última bem-aventurança (cf. Mt 5, 11), o evangelista dirige-se, em jeito de exortação, aos que têm a experiência de ser perseguidos por causa de Jesus e convida-os a resistir ao sofrimento e à adversidade. Esta última exortação é, na prática, uma aplicação concreta da oitava bem-aventurança.

No seu conjunto, as Bem-Aventuranças deixam uma mensagem de esperança e de alento para os pobres e débeis. Anunciam que Deus os ama e que está do lado deles; confirmam que a libertação está a chegar e que a sua situação vai mudar; asseguram que eles vivem já na dinâmica desse Reino onde vão encontrar a felicidade e a vida plena.

 

  1. No seu conjunto, as leituras deste Domingo propõem-nos uma reflexão sobre o Reino. Mostram que o projecto de Deus funciona em sentido contrário à lógica do mundo. Nos critérios de Deus, são os pobres, os humildes, os que aceitaram despojar-se do egoísmo, do orgulho e dos próprios interesses que são verdadeiramente felizes. O Reino é para eles.

Na primeira leitura, o profeta Sofonias denuncia o orgulho e a auto-suficiência dos ricos e dos poderosos e convida o Povo de Deus a converter-se à pobreza. Os pobres são aqueles que se entregam nas mãos de Deus com humildade e confiança, que acolhem com amor as suas propostas e que são justos e solidários com os irmãos. Na segunda leitura, São Paulo denuncia a atitude daqueles que colocam a sua esperança e a sua segurança em pessoas ou em esquemas humanos e que assumem atitudes de orgulho e de auto-suficiência; e convida os crentes a encontrar em Cristo crucificado a verdadeira sabedoria que conduz à salvação e à vida plena.

publicado por Theosfera às 04:41

Hoje, 29 de Janeiro (Quarto Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Julião, Sta. Bassilissa, S. Constâncio, S. Gildas o Sábio, S. Sulpício Severo, Sta. Arcângela Girlani, Sto. Aquilino e Sta. Boleslava Lament.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 28 de Janeiro de 2017

Para algum conhecimento ter, alguma distância convém manter.

Em cima de um acontecimento, é quase impossível mostrar discernimento.

Acerca de nós, é prudente ouvir outra voz.

Já Vergílio Ferreira notava: «É muito difícil conhecer as nossas limitações porque dentro de uma casa não se vê essa casa».

As próprias ambições não deixam ver as limitações.

Aos outros temos de nos abrir para que alguma luz sobre nós possa surgir!

publicado por Theosfera às 07:49

«O que sofre, sofre só».

Assim se queixava Pessoa. Assim se queixam muitas pessoas.

Só Cristo sofre connosco. Só Cristo sofre por nós.

Nem sempre damos conta da Sua presença. Mas a Sua paixão por nós é imensa.

Por isso morreu na Cruz. Por tudo isso, obrigado, Jesus!

publicado por Theosfera às 07:41

Marcante era, em tempos, o dia 28 de Janeiro.

Dia de São Tomás, não havia aulas. Mas havia intervenções culturais por parte dos alunos.

Era uma forma de homenagear um dos santos mais sábios e um dos sábios mais santos.

Tempos que já passaram por nós, mas que nunca passam de nós!

publicado por Theosfera às 02:18

Hoje, 28 de Janeiro, é dia de S. Tomás de Aquino e S. Valério.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2017

Qual será o segredo da sabedoria, do conhecimento e do poder?

Ernst Hemingway não tinha dúvidas. É a humildade.

Só o humilde sabe, conhece e pode.

Porque só na humildade se reconhece o que falta.

Porque só na humildade se procura até encontrar o que falta.

A arrogância é a irmã gémea da ignorância.

Pouco sabe quem muito julga saber e quem pouco procura saber.

A sabedoria dos humildes é a moldura que ornamenta a humildade dos sábios!

publicado por Theosfera às 10:28

Não se alcança a maturidade pela via da sonolência.

Há uma sonolência cívica que pode ter consequências devastadoras.

Como alguém escreveu, quem adormece em democracia pode acordar numa ditadura.

É que o autoritarismo não dorme. Nem deixa dormir aqueles que costumam adormecer.

Acordemos, antes que seja tarde!

publicado por Theosfera às 10:15

Num tempo em que tanto se bebe, há uma bebida que faz cada vez mais falta.

De facto, nota-se muita falta de «chá».

Sente-se essa falta nas palavras alteradas e nos comportamentos agressivos que, hoje em dia, proliferam.

Um pouco de «chá», a falar e a escrever, fará muito bem a todos!

publicado por Theosfera às 10:09

Hoje, 27 de Janeiro, é dia de Sta. Ângela Merici, S. Feliciano, Sto. Henrique de Ossó y Cervelló e S. Jorge Matulaitis-Matusewic.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017

Achava Alexander Graham Bell que nunca se deve andar por caminhos já andados.

É que tais caminhos conduzem apenas «até onde os outros já foram».

É verdade. Há, porém, uma excepção: o caminho de Jesus Cristo.

Vale sempre a pena andar por onde andou Jesus Cristo.

Vale sempre a pena andar pelo caminho que é Jesus Cristo (cf. Jo 14, 6).

É um caminho que conduz à eternidade.A mais longe não se pode chegar!

publicado por Theosfera às 07:45

Hoje, 26 de Janeiro, é dia de S. Timóteo, S. Tito, S. Roberto, Sto. Alberico, Sto. Estêvão (abade) e S. Miguel Kosal.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

Em relação a Deus, há quem alegue não ser capaz de ouvir a Sua voz.

Mas haverá alguém que não consiga escutar o eco do Seu silêncio?

O que vamos ouvindo na vida não será um eco temporal do silêncio eterno de Deus?

Já no século XV, Dionísio da Cartuxa deu conta da ligação entre Deus e o mundo: «Deus é silêncio e as coisas são o eco infinito do Seu eterno calar».

Ouvindo o clamor do mundo, não deixaremos de perscrutar o (eloquentíssimo) silêncio de Deus!

publicado por Theosfera às 21:35

Hoje, 25 de Janeiro (derradeiro dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia da Conversão de S. Paulo, S. Projecto, S. Marinho e Sta. Maria Gabriela Saggedu.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017
  1. Sendo a verdade tão transparente, porque é que ela permanece opaca para tanta gente?

Porque é que, sendo tão disponível, o encontro com ela parece quase impossível?

 

  1. Porque é que, em relação à verdade, muitos ouvidos continuam surdos, muitos olhos se conservam cegos e muitos lábios se mantêm mudos?

Acima de tudo, porque tendemos a ouvir e a ver o que nos interessa. E a falar do que nos convém.

 

  1. Isto significa que estamos condicionados pelo que está em nós e pouco abertos ao que existe além de nós.

Ainda não percebemos que, como avisou Xavier Zubiri, não está na verdade quem julga possuir a verdade. Só está na verdade quem se deixa possuir pela verdade.

 

  1. A verdade é o que se desvela, não o que se tutela. É por isso que a verdade é Jesus Cristo.

Ele é a verdade (cf. Jo 14, 6) porque é aquele que Se abre ilimitadamente (cf. Jo 19, 34).

 

  1. É neste sentido que Dostoiévski resolve a equação que ele mesmo enunciara.

Se tivesse de optar — coisa que jamais alguém terá de fazer — entre Cristo e a verdade, ele não hesitava: ficava com Cristo.

 

  1. O genial escritor tinha certamente notado que, fora de Cristo, nenhuma verdade tem plena garantia de ser verdade.

Em Jesus Cristo, a verdade torna-se convincente e completamente cativante.

 

  1. Dai que Dostoiévski não tenha qualquer dúvida em reconhecer que, no mundo, «há apenas uma figura de absoluta beleza: o próprio Cristo».

Para o escritor russo, «não há nada mais belo, mais profundo, mais solidário e mais perfeito que o Salvador; não só não existe ninguém como Ele como não poderá haver ninguém igual a Ele».

 

  1. É esta a beleza que «salvará o mundo». Porque é a beleza do amor, do amor que «salva tudo».

É a beleza de Cristo que instaura a lei mais importante da humanidade: a «lei da compaixão».

 

  1. Assim sendo, não basta compreender os outros. É imperioso que cada um se mova para os outros e se comova com os outros.

Pensar é mais que compreender. Como observou Xavier Zubiri, pensar é (sobretudo) comover-se.

 

  1. Não se pensa só com a mente.

É urgente pensar cada vez mais com o coração!

publicado por Theosfera às 10:50

 

O aviso veio do século XVII: «É um erro querer banir a vida devota do regimento dos soldados, da oficina dos operários, da corte dos príncipes, do lar das pessoas casadas».

Volvidos quatro séculos, é um facto que não prestamos a merecida atenção à advertência de São Francisco de Sales.

Fizemos o banimento da devoção e varremos praticamente qualquer vestígio de espiritualidade da vi(d)a pública.

O mundo está diferente. Estará melhor?

 

publicado por Theosfera às 07:03

Hoje, 24 de Janeiro (7º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de S. Francisco de Sales, S. Macedónio e S. Tiago Giaccardo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

Ser agradável é bom quando se é sincero.

Nota-se, porém, uma certa retracção em relação à vontade de ser agradável.

Basicamente, porque não falta quem pretenda apenas parecer agradável.

O escopo é tirar dividendos de parecer agradável.

Daí que Stendhal tenha vertido a advertência: «Quanto mais agradamos em geral, tanto menos profundamente agradamos».

De facto, quem a todos quer agradar, a ninguém verdadeiramente agrada.

Quem quer agradar sempre não agrada nunca.

Ser agradável é uma consequência. Procuremos, acima de tudo, ser autênticos.

O agrado, se vier, virá por acréscimo!

publicado por Theosfera às 09:11

Hoje, 23 de Janeiro (6º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de Sto. Ildefonso, S. João Esmoler, Sta. Josefa Maria e Sto. Henrique Suzo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 22 de Janeiro de 2017

Obrigado, Senhor,

pelo Teu sorriso desta manhã,

pela Tua esperança deste Domingo.

 

Tu és o profeta esperado,

o Salvador querido,

o amor realizado.

 

Tu vences o mal

sem Te deixares contaminar pelo mal.

 

Tu és o sorriso que emoldura as nossas lágrimas

e suaviza, com torrentes de bondade, a nossa dor.

 

A Tua fama Se espalha.

Todos ficam admirados com a Tua autoridade,

uma autoridade que vem do amor,

uma autoridade humilde que nunca humilha.

 

Também nós, hoje, ficamos assombrados

e admirados com a Tua presença.

 

Tu és o supremo milagre

e o permanente sorriso de Deus.

 

Obrigado, Senhor, pelas maravilhas do Teu amor,

pelo eco da Tua paz.

Obrigado por seres a alavanca do nosso existir.

Obrigado, Senhor.

Obrigado, JESUS!

publicado por Theosfera às 10:55

A. Deus está sempre a chamar

  1. Qual terá sido a primeira coisa que nos aconteceu no mundo? Quais terão sido as primeiras palavras que nos foram ditas nesta vida? É claro que ninguém se lembra, mas creio que poucos terão dúvidas. A primeira coisa que nos aconteceu foi a nossa mãe chamar por nós. As primeiras palavras que nos dirigiram foram, com quase toda a certeza, as palavras do nosso nome, pronunciadas pela nossa mãe.

Assim é Deus connosco, assim faz Deus com cada um de nós. Deus chama por nós. Deus nunca Se cansa de chamar por nós. Como refere o Apocalipse, Ele está sempre à porta a chamar (cf. Ap 3, 20). Só que Deus nem sequer espera pelo nosso nascimento. No livro do profeta Jeremias, podemos encontrar este dado lapidar. Antes de cada um de nós nascer, Deus já está a chamar. Ele já nos conhecia antes de ser formados no ventre materno. Foi já aí que nos consagrou (cf. Jer 1, 5).

 

  1. Que resposta damos à Sua proposta? Que fazemos nós perante a Sua voz? Não será que, tantas vezes, Lhe fechamos o nosso coração? (cf. Sal 95, 8). Não é só para ver que precisamos do coração. Do coração precisamos também para ouvir. Parafraseando a conhecida máxima de Saint-Exupéry, diria que também só se ouve bem com o coração. Mas é preciso que o coração não esteja fechado; é preciso que o coração esteja aberto e sempre desperto.

Não são apenas as portas de casa que estão fechadas. Fechadas estão também muitas portas do nosso coração, muitas portas da nossa alma, muitas portas da nossa vida. Não fechemos, pois, o que Deus abriu. Deus está sempre a abrir todas as portas. Como dizia São João Paulo II, abramos nós também — escancaremos nós também — as portas ao Redentor.

 

B. Os principais chamamentos de Deus

 

3. A missão é uma invasão, uma saudável invasão. Deus está sempre a vir para a nossa vida invadir. Deus está sempre a chegar para o nosso mundo transformar. Deus chama como a nossa mãe, Deus chama como mãe. Sendo nosso Pai, Deus ama-nos com amor de mãe.

Daí que Deus esteja sempre a chamar para nos convocar. São sobretudo três os chamamentos que Deus faz. São especialmente três as convocações que Deus nos dirige.

 

  1. Deus chama-nos à vida. Deus chama-nos à fé. Deus chama-nos à missão. A iniciativa é sempre d’Ele. Neste sentido, por exemplo, a crise vocacional não é uma crise de chamamento, é uma crise de resposta. A crise da vocação só pode ser uma crise de atenção. Que tempo — e que oportunidade — damos a Deus? Que tempo — e que oportunidade — damos à escuta da voz de Deus?

Deus não pára de chamar. Será que nós nos desabituamos de responder? Como acabámos de ver, Deus nem sequer espera que nos desocupemos. Deus vem ter connosco mesmo quando estamos ocupados. Como saudável — e persistente — Invasor, Deus nunca deixa de nos acenar com o Seu amor.

 

C. Lancemos as redes e trabalhemos em rede

 

5. Encontramos Jesus a invadir a vida destes dois pares de irmãos. Primeiro foi ter com Pedro e seu irmão André, que estavam a lançar as redes (cf. Mt 4, 18). Depois, foi ter com Tiago e seu irmão João, que se encontravam a consertar as redes (cf. Mt 4, 21). No fundo, propôs-lhes que continuassem a mesma actividade. Propôs-lhes que continuassem a pescar. Só que, em vez de continuarem a pescar peixes, propôs-lhes que passassem a pescar homens (cf. Mt 4, 19).

Jesus quer que continuemos a lançar redes e que trabalhemos sempre em rede. É necessário lançar redes e é urgente trabalhar sempre em rede. O que, muitas vezes, nos falta é a prontidão e a disponibilidade destes quatro (primeiros) discípulos.

 

  1. Pedro e André deixaram logo as redes para seguir Jesus (cf. Mt 4, 20). Deixaram aquelas redes, mas continuaram a lançar redes: as redes do chamamento, as redes da fé, as redes da missão. Tiago e André foram ainda mais longe: deixaram o barco e o próprio pai (cf. Mt 4, 22). Tudo isto no mesmo instante em que ouviram o chamamento.

A presença de Jesus, em cada instante, é sempre instante. Ou seja, é uma presença que insta connosco, que surge em tons de urgência, que não admite adversativas, ressalvas ou alegações. Jesus é do género «tudo ou nada».

 

D. A missão só é total com uma entrega incondicional

 

7. Muitas vezes, a nossa resposta, quando acontece, parece cheia de adversativas, cheia de «mas», «porém», ´«contudo», «no entanto» (cf. Lc 9, 58-62). Afinal, ainda não estamos dispostos a ser invadidos por Deus. Ainda estamos muito ciosos da nossa independência, do nosso reduto, das nossas possessões.

Pensamos que aquilo que é nosso nos pertence, que vem de nós. Esquecemos que tudo é de Deus, que tudo vem de Deus, que tudo é dom de Deus. E esquecemos também que só com esta divina invasão é que ocorre a nossa libertação.

 

  1. Baixemos, então, as nossas defesas. Não entremos em disputa e cresçamos na escuta. Ouçamos a voz que nos chama, a voz de quem nos ama. É Deus quem nos chama à vida: vivamos segundo Deus. É Deus quem nos chama à fé: acreditemos sempre em Deus. É Deus quem nos chama à missão: entreguemo-nos a Deus de alma e coração.

Do que se trata na questão vocacional é de uma escuta atenta e de uma entrega total. A missão só é total com uma entrega incondicional. Mas, para termos a disponibilidade de Marta, é indispensável crescer na capacidade de escuta de Maria (cf. Lc 10, 38-42). Deus não quer mobilizar apenas o nosso agir. Ele pretende invadir todo o nosso ser.

 

E. Comecemos a anunciar Jesus pelas periferias sem luz

 

9. A oração é, por conseguinte, a eterna parteira da missão. Só quem escuta Jesus tem condições para seguir Jesus. Ele está sempre a nossa beira para invadir a nossa vida inteira. O Reino de Deus já não está próximo (cf. Mt 4, 17). O Reino de Deus já está no meio de nós. O apelo à conversão há-de ser, pois, cada vez mais acolhido no nosso coração.

A missão começa sempre pela conversão. Jesus não se esquece de tal apelo fazer. Estaremos nós com vontade de o acolher? Eis o que dos Seus lábios nos vem: «Arrependei-vos» (Mt 4, 17), hoje e amanhã também. Há quem faça gala de nunca se arrepender. Nesse caso, como pode a mudança acontecer?

 

  1. Em Cristo, Deus desce até à nossa obscuridade para nos oferecer luz da maior intensidade. Sem Cristo, seremos sempre um povo em trevas. Só na Sua luz, encontramos luz (cf. Sal 36, 9). Ele quer oferecer-nos a Sua luz, até porque Ele mesmo é a luz (cf. Jo 8, 12). Daí que Ele tenha começado a missão pelas periferias sem luz. De facto, é espantoso notar que Jesus não começa a missão pelo centro, Jerusalém, mas por Cafarnaum, no território de Zabulão e Neftali (cf. Mt 4, 13).

A terra de Zabulão ainda hoje faz divisão com o sul do Líbano e com a Síria. A terra de Neftali fica do outro lado do Jordão, já dentro do Líbano e da Síria actuais. Eram, portanto, territórios paganizados pela idolatria reinante. Já Isaías entreviu que uma grande luz aqui iria brilhar (cf. Is 9, 1-2). A grande luz, que é Jesus, nunca deixa de brilhar. Por ela deixemo-nos iluminar. Abramos, pois, o nosso coração à divina invasão. Quem por Deus se deixar invadir, paz e felicidade há-de sempre sentir!

publicado por Theosfera às 05:43

Saber para onde vamos é sempre bom. Mas, às vezes, pode ser importante não fixar limites para o nosso sonhar, para o nosso caminhar.

Fixar metas pode impedir-nos de chegar mais longe que o esperado.

Daí que Oliver Cromwell tenha notado que «ninguém sobe tão alto como aquele que não sabe para onde vai».

Faz sempre bem saber alguma coisa. Mas deixemos também algum espaço aberto para o que (ainda) não sabemos.

Quem sabe se o inesperado espera por nós?

publicado por Theosfera às 04:37

Hoje, 22 de Janeiro (3º Domingo do Tempo Comum e 5º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de S. Vicente, S. Gualter de Bruges, S. Vicente Palloti, S. José Nascimbeni e Sta. Laura Vicunha.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 21 de Janeiro de 2017

Hoje, 21 de Janeiro (4º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de Sta. Inês e S. Pátroclo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017

Hoje, 20 de Janeiro (3º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de S. Fabião, S. Sebastião (padroeiro principal da Diocese de Lamego), Sto. Eustóquio Calafato e S. José Freinademetz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017

A liberdade é um direito sagrado.

Ela inclui o direito de cada um fazer o que quer e não exclui o direito de cada um fazer também o que deve.

Esta última dimensão, porém, nem sempre é respeitada.

Daí que Augusto Comte tenha recordado que «a liberdade é o direito de fazer o próprio dever».

O problema é que nem sempre nos deixam. O problema é que nem sempre nos garantem essa liberdade.

Não falta quem nos impeça de fazer tão-somente o que devemos!

publicado por Theosfera às 07:45

Hoje, 19 de Janeiro (2º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de S. Germânico, S. Canuto, S. Mário, S. Tiago Sales e seus Companheiros e S. Marcelo Spínola Maestre.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2017

Onde começa a corrupção?

Começa, obviamente, pelo princípio e pelos princípios.

No princípio da corrupção, está a corrupção dos princípios.

Montesquieu assim pensava: «A corrupção dos governantes começa, quase sempre, com a corrupção dos seus princípios».

E quando os princípios estão corrompidos, que se pode esperar do resto?

publicado por Theosfera às 09:42

Hoje, 18 de Janeiro (1º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de Sta. Margarida da Hungria, S. Liberto ou Leobardo, Sta. Prisca ou Priscilla e S. Jaime Cosán.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017
  1. A relação do homem com a verdade está indelevelmente ligada à relação que o mesmo homem cultiva com a realidade.

Quem está longe da realidade não está perto da verdade.

 

  1. A verdade é o que a realidade imprime em cada um e o que é apreendido por cada qual.

Há, por conseguinte, na verdade uma componente objectiva e uma dimensão subjectiva.

 

  1. Isto significa que a verdade pode não ser uniforme, mas não deve ser deformada.

Uma coisa é comunicar a realidade. Outra coisa, bem diferente, é deformar a realidade.

 

  1. Thomas Eliot apercebeu-se de que «a raça humana não suporta muita realidade».

Só que a realidade é demasiado teimosa e, quase sempre, dolorosa. Sentindo-se impotente para a transformar, o homem cede frequentemente à tentação de a distorcer.

 

  1. Nestes tempos em que nada parece sólido, a realidade corre o risco de deixar de ser o que é para passar a ser o que cada um pensa que é.

É uma das implicações da «civilização do ligeiro» (Gilles Lipovetsky), em que nos encontramos.

 

  1. A distorção da realidade aparece, basicamente, sob a forma de negação, parcialização e fabricação.

E é assim que nos vamos distanciando, cada vez mais, de uma cultura baseada na verdade.

 

  1. O negacionismo é a negação da realidade como forma de escapar a uma verdade desconfortável, embora empiricamente comprovada.

Reparemos na negação do Holocausto. Mas há muitos mais negacionismos. Há quem persista em negar factos como forma de veicular uma personalidade diferente.

 

  1. A parcialização da realidade também concorre para o obscurecimento da verdade.

Tendo em conta que «a verdade é a totalidade» (Aristóteles), então uma parcela da verdade nunca pode ser vista como sendo a verdade.

 

  1. O que, entretanto, começa a despontar cada vez mais é a tendência para a «fabricação da verdade».

Penso sobretudo na propensão de muitos para mostrar o que não são e até o contrário do que são.

 

  1. Acontece que, se a pluriformidade é admissível, a duplicidade é totalmente condenável. Com que legitimidade se apresenta como branco o que está pintado de negro?

O problema é que, à força de tanto ser repetida, a mentira acaba por ser acolhida. Até que, um dia, o que está por descobrir acabe por se manifestar (cf. Lc 12, 2)!

 

publicado por Theosfera às 11:01

Num mundo em que as trevas se adensam, não é qualquer luz que nos ilumina.

Miguel Torga deixou, por isso, um pertinente aviso: «O mal de quem apaga as estrelas é não se lembrar de que não é com candeias que se ilumina a vida».

Há somente uma luz que ilumina: a luz que vem de Deus.

Só Jesus é luz. Para todos. Para sempre!

publicado por Theosfera às 09:07

Hoje, 17 de Janeiro, é dia de Sto. Antão e Sta. Rosalina de Villeneuve.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017

A interacção entre o homem e a máquina pode ser profícua, mas também não deixa de ser perigosa.

É que a máquina nunca se humaniza enquanto o homem pode maquinizar-se.

Aliás, há já muitos anos, Teixeira de Pascoaes assinalou que «o erro da sociedade é ser um maquinismo em vez de um organismo».

Parece que andamos amestrados, a fazer todos o mesmo e de uma maneira repetitiva.

Sabemos, mas não saboreamos.

As máquinas fazem muito do que o homem fazia, mas não se humanizam.

O homem, deixando de fazer muito do que a máquina faz, vai-se maquinizando.

Não nos desumanizemos mais!

publicado por Theosfera às 09:07

Hoje, 16 de Janeiro, é dia de S. Berardo e seus Companheiros, S. Marcelo e S. José Vaz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 15 de Janeiro de 2017

Neste momento de louvor
— de louvor porque estamos em Eucaristia
e de louvor porque, dentro da Eucaristia, estamos em acção de graças —
nós Te bendizemos, Senhor,
por esta tocante celebração
que, mais uma vez, presencializa a Tua presença no mundo,
que, mais uma vez, actualiza a Tua entrega na história
e que, mais uma vez, sinaliza o Teu imenso amor no coração de cada homem.

Mas não queremos, Senhor,
que a Eucaristia seja um momento com princípio e fim.
Queremos, sim, que a Eucaristia envolva toda a nossa vida:
do princípio até ao fim.
Queremos que a Missa gere Missão,
modelando todas as fibras do nosso interior
e lubrificando todas as vértebras da nossa alma.
Por conseguinte, que à Eucaristia sacramental suceda sempre a Eucaristia existencial,
para que nada no nosso ser fique à margem desta grande celebração.

Neste dia, o nosso coração entoa um canto de louvor a Ti, Pai,
que, pelo Teu Filho e pelo Teu Espírito,
nos tocas permanentemente
como se fossem as Tuas mãos delicadas a afagar-nos com carícias etéreas.


Faz de nós testemunhas do Evangelho,
com a mesma intrepidez,
com igual disponibilidade
e sobretudo com idêntica generosidade.


Que nos disponhamos a ser pão
que os outros possam comer.
Que o «ide em paz» ressoe, para nós,
não como uma despedida,
mas como um incessante envio.

Que, pelo nosso testemunho e pela nossa humildade,
todos tenham acesso ao Pão da Vida,
ao Pão do Amor,
ao Pão da Solidariedade,
ao Pão da Paz e da Esperança,
ao Pão que és Tu, Senhor,
e que, através de nós, chegue ao mundo inteiro!

publicado por Theosfera às 10:58

A. No Tempo Comum, o Mistério continua a ser Incomum

  1. O Tempo Comum não é um tempo menor. Cronologicamente, até é o tempo maior. É, de facto, o período de tempo mais longo, estendendo-se por 33 ou 34 semanas. O Tempo Comum está longe de ser um tempo pouco importante. Como não há-de ser um tempo importante se, no Tempo Comum, celebramos um Mistério sempre Incomum?

A nossa participação é que não pode ser menos numerosa ou menos activa. O Tempo Comum é também um tempo comunitário, o tempo para a comunidade.

 

  1. Além das festas anuais, como o Natal, a Páscoa e os Santos, nós, cristãos, temos uma Festa Semanal: a Páscoa. Com efeito, nunca é demais recordar que, antes da celebração anual, a Páscoa começou a ser celebrada todas as semanas, ao Domingo.

Espanta, porém, que, sendo este um dado tão antigo e tão constante, seja também algo tão esquecido por muitos cristãos. Como é possível que muitos de nós não celebrem o acontecimento central da nossa fé e da nossa vida?

 

B. Em cada semana, uma festa

 

3. Não basta a celebração anual nem chega uma celebração ocasional. Já quando os cristãos eram perseguidos, faziam todos os possíveis — às vezes, no limiar do próprio impossível — para não prescindirem do Domingo. «Não podemos viver sem o Domingo», disseram muitos mártires antes de serem mortos.

É bom não esquecer que também houve muitos mártires do Domingo. Ainda hoje há quem, sobretudo na África e nas Américas, faça dezenas — e até centenas — de quilómetros para celebrar o Domingo. E nós, que ainda temos a possibilidade de celebrar o Domingo à porta de casa, que esforço fazemos?

 

  1. O Domingo é celebrado à mesa da Palavra e à mesa do Pão. Ou seja, o Domingo é celebrado através da Eucaristia. É esta Eucaristia sacramental que nos transporta para a Eucaristia existencial, que somos chamados a levar para a nossa vida. Aliás, a própria terminologia nos ajuda a perceber que Domingo é Dia do Senhor, é dia para o Senhor. E esta vivência do Domingo como Dia do Senhor está, obviamente, centrada na Eucaristia.

Eis, por isso, uma missão que desponta à nossa frente: ajudar os nossos irmãos a virem a esta grande festa semanal. O terceiro Mandamento da Lei de Deus e o primeiro Mandamento da Santa Igreja impelem-nos para isso. O terceiro Mandamento da Lei de Deus lembra-nos a obrigação de santificar o Domingo (que é o novo Sábado) e Festas de Guarda. Por sua vez, o primeiro Mandamento da Santa Igreja concretiza em que consiste essa santificação: participar na Missa inteira no Domingo e Festas de Guarda.

 

C. O Precursor abre caminho para o Salvador

 

5. O Tempo Comum é, portanto, um tempo belo e sempre luminoso, centrado na luz da Ressurreição e na força vitamínica do Pão da Vida. Essa beleza e essa luminosidade do Tempo Comum estão sinalizadas pela cor do paramento litúrgico. O verde, que é a cor dominante na Primavera, simboliza a o ressurgimento da natureza após o desterro provocado pela invernia. Tem, por isso, afinidades com o que celebramos na Páscoa: o ressurgimento da vida após a morte. Trata-se do ressurgimento não para a vida anterior, para uma vida totalmente nova.

O verde é, por conseguinte, a cor que está associada à novidade e, nessa medida, à esperança. Ao celebrarmos a Páscoa em cada Domingo, vamos fortalecendo a esperança na última vinda do Senhor Jesus. De resto, é o que ouvimos no «embolismo», isto é, na oração que dá continuidade ao Pai-Nosso. Depois de pedir a Deus a libertação do mal e a paz para os nossos dias, o presidente da celebração, em nome da comunidade, testemunha a nossa esperança «na vinda gloriosa de Jesus Cristo, nosso Salvador».

 

  1. Neste segundo Domingo do Tempo Comum — o primeiro após o ciclo do Advento e do Natal —, encontramos João Baptista a apresentar Jesus. De certa forma, este texto funciona como uma transição entre a Festa do Baptismo do Senhor (que, este ano, celebrámos no dia 09 de Janeiro) e o Tempo Comum. Esta transição funciona como uma espécie de «passagem de testemunho» de João para Jesus. No fundo, estamos perante a decisiva travessia do Antigo para o Novo Testamento.

O Precursor abre, assim, caminho para o Salvador. O baptismo de João era um baptismo de penitência. O baptismo de Jesus é o baptismo no Espírito Santo. O que fez João é o que nós somos convidados a fazer: a dar testemunho de Jesus.

 

D. O Superior que aparece como Servidor

 

7. Descrito como «o Cordeiro de Deus» (Jo 1, 29), Jesus aparece no mundo como Servo. Aliás, a Sua Mãe também Se apresenta como Serva (cf. Lc 1, 38). Ou seja, o Servo nasce da Serva. Não obstante a Sua condição divina, Jesus é o Superior que aparece como Servidor. Nunca é demais insistir que Jesus veio ao mundo para servir, não para Se servir. Ele está no meio de nós como quem serve (cf. Lc 22, 27).

Uma vez que somos Seus discípulos, então como Ele fez, façamos nós também (cf. Jo 13, 15). Procuremos estar na vida não como superiores, mas como servidores: como servidores de Deus e como servidores dos outros homens. E tanto melhor serviremos os outros homens quanto mais os aproximarmos de Deus. Nos tempos que correm, Deus é a grande carência, Deus é a maior urgência.

 

  1. Ser servo, como Jesus é delineado na Primeira Leitura, é abdicar de ter vontade própria. Como todos nós sabemos, o sacrifício que mais custa fazer é, sem dúvida, o sacrifício da vontade. Fazer a nossa vontade é um direito natural. Impor a nossa vontade é uma tentação muito grande. Daí que sacrificar a nossa vontade seja o supremo acto de despojamento. Mas é também o passo decisivo para a felicidade.

É importante, por isso, que o nosso coração não esqueça o que os nossos lábios, há pouco, entoaram: «Eu venho, Senhor, para fazer a Vossa vontade» (cf. Sal 40, 8). Aliás, é o que estamos sempre a repetir quando recitamos a oração que Jesus nos ensinou: «Seja feita a Vossa vontade» (Mt 6, 10). O próprio Jesus, uma vez mais, dá-nos o exemplo. No momento decisivo, pede a Deus que O afaste da Cruz. No entanto, ressalva de imediato: «Faça-se a Tua vontade e não a Minha» (Mt 22, 42).

 

E. Palavra para ouvir e Pão para repartir

 

9. A divina vontade é a nossa felicidade. A divina vontade há-de ser, pois, a nossa prioridade. Aprendamos, por isso, a procurar e a cumprir a vontade de Deus. Não confundamos — o que é uma tentação frequente — a vontade de Deus com os nossos desejos.

Nunca deixemos vazio o nosso lugar na Festa semanal da Páscoa. É Cristo quem nos convida. Vamos deixar que a Sua proposta fique esquecida?

 

  1. Estejamos sempre em estado de missão. A bem dizer, a Missa nunca há-de terminar. Quando a Missa estiver a terminar, a Missão tem de estar a começar. O campo de missão é cada momento e é cada pessoa que vamos encontrando em cada instante. Precisamos de sair de uma certa letargia em que a nossa fé parece estar adormecida.

Vamos prometer que com o Evangelho nos queremos comprometer. O Evangelho é Palavra para ouvir e Pão para repartir. É nele que está a mudança e a razão para a nossa esperança. Este mundo ainda pode mudar se o Evangelho quisermos testemunhar. Não adiemos para amanhã o Evangelho que urge anunciar hoje!

publicado por Theosfera às 05:42

O mal já é suficientemente mau para fazer doer.

Mas ainda pior que o mal é a indiferença das pessoas de bem perante ele.

Existe até o paradigma da pessoa boa, como aquela que não reage, que suporta tudo, incluindo o mal.

Mas haverá alguma bondade na conivência com a maldade?

Martin Luther King foi bastante assertivo: «Quem aceita o mal sem protestar coopera com ele».

Daí a sua mágoa não só diante da acção dos maus, mas também diante do silêncio dos bons.

Mas se os bons ficam em silêncio perante o mal serão bons?

publicado por Theosfera às 04:44

Hoje, 15 de Janeiro (2º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sto. Amaro, S. Plácido, S. Luís Variara, Sto. Arnaldo Jansen, S. Paulo Ermita, S. Remígio e S. Macário o antigo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 14 de Janeiro de 2017

Há quem, estando dentro, afugente os que (ainda) estão e não aproxime o que também gostariam de estar.

O auto-exame é sempre benfazejo e a autocrítica nunca deixa de ser necessária.

Há muito para reflectir. E bastante para inflectir.

Nunca afastemos ninguém. E procuremos aproximar toda a gente!

publicado por Theosfera às 11:42

A tragédia não é tanto a morte. A maior tragédia é o que vai morrendo enquanto se vive.

Já Albert Shweitzer notou que «a tragédia do homem é o que morre dentro dele enquanto ainda está vivo».

Não nos habituemos só a morrer na vida. Procuremos aprender a viver na própria morte!

 

publicado por Theosfera às 07:55

Porventura, foi sempre assim. Mas hoje, mais do que nunca, a verdade e a mentira aparecem-nos completamente embrulhadas.

Temos assim dificuldade em coar a verdade no meio de tanta mentira e em separar a mentira que surge amarrada a tantas verdades.

Por vezes, sentimo-nos mais aprisionados pela mentira que vem atrelada à verdade do que libertos pela verdade que emerge dos escombros da mentira.

Como saber com certeza o que onde está a verdade se a mentira ameaça tomar conta de todo o espaço?

Não é fácil, mas não é impossível.

É preciso apostar na confiança e reaprender a dar voz a quem é confiável!

publicado por Theosfera às 07:49

Hoje, 14 de Janeiro, é dia de S. Félix de Nola, Sta. Macrina a Antiga e S. Pedro Donders.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2017

Hoje, 13 de Janeiro, é dia de Sto. Hilário de Poitiers (eminente Triadólogo e invocado contra as serpentes), S. Gumersindo e S. Serdieu.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2017

Quando ouvimos o toque dos sinos, somos logo advertidos da proximidade de uma igreja.

E quando entramos dentro de um templo, costumamos ver uma lâmpada acesa perto do sacrário.

O que talvez não saibamos é a quem se deve a introdução dos sinos e da lâmpada.

Foi um papa praticamente desconhecido que tomou estas duas medidas.

Trata-se do Papa Sabiniano, que sucedeu a um Papa célebre: São Gregório Magno.

Sabiniano só foi Papa dois anos (entre 604 e 606).

O seu pontificado não foi muito bem sucedido e ficou marcado por uma grande fome em Roma.

Mas os sinos e a lâmpada nas igrejas foram decisão sua. Que ainda hoje persiste!

publicado por Theosfera às 21:31

Hoje, 12 de Janeiro, é dia de S. Modesto, S. João de Ravena, S. Bento Biscop, Sto. António Maria Pucci e Sta. Margarida de Bourgeoys.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2017

Acredito que, como dizia Oswald de Andrade, «a alegria é a verdadeira prova dos nove».

Dos nove e dos novos. A alegria não envelhece nem deixa envelhecer.

Só que nós, muitas vezes, confundimos alegria com riso.

E este liame nem sempre se verifica.

Há risos que não são alegres e há alegrias que não geram risos.

A alegria vem pela lisura, pela limpidez. Pode, por isso, ser regada com lágrimas!

publicado por Theosfera às 20:35

Hoje, 11 de Janeiro, é dia de Sto. Higino e S. Vital.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2017

 

 

  1. O paradoxo da «pós-verdade» é que ela, não sendo verdade, chega a ser tida como verdade.

A «pós-verdade» é um eufemismo que pretende apresentar a mentira como um (descontraído) sucedâneo da verdade.

 

  1. A repetida enunciação deste conceito como que já sugere um subtil apelo a que nos habituemos a ele.

Não estará a «pós-verdade» a abrir caminho para um mundo sem verdade?

 

  1. É sabido, como já Aristóteles tinha notado, que a verdade repousa na realidade.

Em princípio, passa-se o mesmo com a «pós-verdade».

 

  1. Acontece que a realidade em que assenta a «pós-verdade» não é, necessariamente, a realidade verificada.

É, cada vez mais, uma realidade fabricada.

 

  1. O critério para aferir a verdade já não é apenas o contacto imediato com a realidade. É, crescentemente, um contacto mediado pela comunicação.

Concretizando, para nós, a verdade não é tanto o que experimentamos, mas o que nos é comunicado.

 

  1. No fundo, a «pós-verdade» também está em conexão com a realidade. Mas com a realidade da comunicação.

As pessoas tendem a tomar como verdadeiras as informações veiculadas pela comunicação social e pelas redes sociais.

 

  1. Só que estas são «verdades» cada vez mais provisórias.

Invariavelmente, chegamos a um momento em que o que era garantido acaba por ser desmentido. Mas o efeito — positivo para alguns e tremendamente negativo para muitos — já foi alcançado.

 

  1. O que aconteceu nas recentes eleições nos Estados Unidos dá bastante que pensar.

Alguém terá inundado as redes sociais com notícias falsas sobre um dos candidatos.

 

  1. O problema é que o debate não foi indiferente a essas falsidades, que não poucos tomavam por verdades.

A «revolução da conectividade» (Mark Zuckerberg) que lugar reserva para a verdade? Estando conectados uns com os outros, será que estamos todos conectados com a realidade?

 

  1. É suposto que a comunicação se baseie na realidade. Mas não é cada vez mais notório que é a realidade que se baseia na comunicação?

Que tempo — e que disponibilidade — existe para olhar para lá da rede? Mas talvez seja isso que urge fazer. Regressemos, como pedia Edmund Husserl, às coisas mesmas, ou seja, à realidade. Sem filtros. E com o ar puro da verdade!

 

publicado por Theosfera às 10:00

Hoje, 10 de Janeiro (início do Tempo Comum), é dia de S. Gonçalo de Amarante, S. Guilherme de Bourges, Sto. Agatão, Sta. Irmã Francisca de Sales Aviat e S. Gregório de Nissa.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2017

Hoje é a Festa do Baptismo do Senhor.

Por isso, hoje ainda é tempo de Natal.

O Tempo de Natal termina hoje. Mas o Natal no tempo não pode terminar nunca.

Santo e Feliz Natal. Sempre!

publicado por Theosfera às 09:27

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