O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 31 de Dezembro de 2016

Para a Rádio Clube de Lamego​, a minha eterna gratidão. Desejo o melhor para a sua bela missão.

Obrigado pela amizade e por toda a disponibilidade. Obrigado também por fazer tanto e tão bem.

Obrigado ainda pela Eucaristia e pelas várias meditações por dia.

Enfim, obrigado pelo acolhimento oferecido em cada momento.

Sei que, para muitos, a sua presença é uma ajuda imensa. As horas de monotonia são amenizadas por esta companhia.

Que aos seus profissionais Nossa Senhora dos Remédios abençoe. E que a sua palavra cada vez mais longe entoe.

Que no ano novo nunca lhes falte o reconhecimento do povo.

Que a sua voz continue a ser ouvida por todos nós.

As maiores felicidades desde o dia 1 de Janeiro. E que os êxitos se multipliquem ao longo do ano inteiro!

publicado por Theosfera às 21:05

O passado não pode ser repetido. Mas também não deve ser esquecido.

Aliás, diz a experiência que é quem esquece o passado que mais se arrisca a repeti-lo, ainda que o conteste.

Daí o avisado conselho de Heródoto. Faz sempre bem pensar o passado pois ele ajuda «a compreender o presente e a projectar o futuro».

Não foi no passado que nasceu o presente e germinou o futuro?

publicado por Theosfera às 11:48

Lá fora, os termómetros assinalam 3 graus negativos. E fui informado de que, às 06h30, estavam 4 graus abaixo de zero.

O dia não está cálido. Mas este pode ser um dia caloroso: na amizade, na esperança, na fé. J

á tentou muitas vezes, já falhou muitas vezes.

Desistir? Tente mais uma vez, como recomenda Thomas Edison.

Quem sabe se não será desta vez que vai conseguir?

Não comece a desistir e nunca desista de (re)começar! D

eixemos que Deus aqueça o que este tempo faz questão de arrefecer!

publicado por Theosfera às 08:16

Deus acompanha-nos em toda a parte e a todo o instante.

Como não agradecer-Lhe essa presença num momento tão marcante como a passagem de ano?

Há quem alegue os convívios em família ou, então, o muito frio.

São inibições pertinentes, mas que não impedem que os locais de diversão estejam cheios.

Vamos procurar encher também os lugares de oração.

Na Casa de Deus, também estamos em família. Na Casa de Deus, somos aquecidos pelo Seu amor.

Um santo final de 2016. Um abençoado início de 2017!

publicado por Theosfera às 07:03

Hoje, 31 de Dezembro (sétimo dia da Oitava do Natal), é dia de Sta. Comba de Sens, Sta. Melânia, a Nova, S. Piniano, S. Silvestre I e Sto. Alão de Solominihac.

Um santo e abençoado dia para todos!

 

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2016

Hoje, 30 de Dezembro, é dia da Sagrada Família, Sto. Anísio, Sta. Margarida Colona e S. Sabino.

Um santo e abençoado sexto dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2016

Hoje, 29 de Dezembro, é dia de S. Tomás Becket e S. Gerardo de Waindvrille.

Um santo e abençoado quinto dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2016

Fico contente ao saber que os hotéis vão estar cheios na passagem de ano.

Mas confesso que ficava mais feliz se cheios estivessem, nessa noite, os oratórios, os mosteiros e as igrejas.

Virá o tempo em que compreenderemos que a espiritualidade é a nossa grande carência e, nessa medida, a nossa maior urgência.

Um dia perceberemos que a simplicidade do encontro com Deus é o que mais nos faz reencontrar os outros.

O melhor abraço é aquele com que Deus nos enlaça.

Acredito que, em breve, haveremos de celebrar estes momentos não tanto como consumidores, mas sobretudo como crentes.

Não há maior felicidade do que o sorriso que nos vem da eternidade!

publicado por Theosfera às 10:18

Hoje, 28 de Dezembro, é dia dos Santos Inocentes, padroeiros dos meninos de coro e das crianças abandonadas.

Um santo e abençoado quarto dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 27 de Dezembro de 2016

Hoje, 27 de Dezembro (3º Dia da Oitava de Natal), é dia de S. João Evangelista (padroeiro dos teólogos e invocado contra as queimaduras e venenos e ainda para obter a graça de uma boa amizade), Sta. Fabíola, S. Teodoro e S. Teófanes.

Um santo e abençoado terceiro dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2016

O orgulho pode ajudar a subir. Mas só a modéstia ajuda a progredir.

Mao-Tsé-Tung (quem diria!) achava que «só progride quem é modesto; o orgulho obriga a dar passos para trás».

De facto, muitas vezes é para trás que se anda, mesmo que haja a ilusão de que é para o alto que se sobe.

Nunca esqueçamos o que Emanuel Levinas fez questão de nos lembrar: «Mais alta que a grandeza é a humildade».

Só na humildade se consegue ser verdadeiramente grande!

publicado por Theosfera às 07:46

Hoje, 26 de Dezembro (segundo dia da Oitava de Natal), é dia de Sto. Arquelau, Sto. Estevão (protomártir) e Sta. Vivência Lopes.

Um santo e abençoado dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 25 de Dezembro de 2016

Bendito seja este dia.

Bendita seja esta data «que une todo o mundo numa conspiração de amor» (Hamilton Wrigt Mable).

Não deixemos que este dia termine.

Não permitamos que esta «conspiração» se apague.

O mundo está cansado de guerras, de ódios e de violências.

Deus veio à terra para, connosco, fazer esta «conspiração de amor».

«Conspiremos» então. E semeemos amor em cada coração!

publicado por Theosfera às 17:12

Deus da paz,
Vem conter a fúria das armas destruidoras.

Deus da justiça,
Vem libertar as vítimas da opressão.

Deus da fraternidade,
Vem fazer que todos os homens se sintam irmãos.

Deus da esperança,
Vem dar alento aos que se encontram abatidos.

Deus da santidade,
Vem transformar as nossas vidas.

Deus do amor,
Vem socorrer o nosso mundo inquieto.

Deus dos pobres,
Vem enriquecer-nos com a tua humildade.

Deus de todos os homens,
Vem nascer no nosso coração.

Vem, Senhor Jesus!
publicado por Theosfera às 11:00

 

A. Quando a Palavra veio ao mundo, o Silêncio também desceu à terra

  1. No princípio, era a Palavra. No princípio, era o Silêncio. Antes de o tempo começar a ser tempo, a Palavra em silêncio e o Silêncio estava na Palavra. Na «plenitude dos tempos»(Gál 4, 4), quando a Palavra veio ao mundo, o Silêncio também desceu à terra. Motivo? Só em silêncio é possível contemplar a Palavra. Só em silêncio é possível acolher a Palavra da vida, a palavra de tantas vidas. Só em silêncio é possível mergulhar na vida da Palavra, na vida de tantas palavras.

Foi o eterno silêncio de Deus que fecundou o eloquente silêncio de Maria. É este silêncio que, hoje, respiramos. É neste silêncio que, em cada dia, devíamos morar. Tudo mudou quando o Silêncio falou. As trevas sobressaltaram-se. A noite acordou. Toda a natureza — e não apenas o galo — cantou. A manhã despontou. E o Salvador chegou.

 

2. Eis, como dizia Sto. Agostinho, «o dia feliz, em que o grande e eterno Dia, procedente do grande e eterno Dia, veio inserir-se neste nosso dia temporal e tão breve». Neste feliz dia, nasceu Jesus e nascemos nós com Jesus. O Natal é a festa do nascimento de Jesus e do nosso próprio nascimento. Nós nascemos quando Ele nasceu. O nascimento de Jesus é o nascimento de todo o corpo de Jesus, do qual nós fazemos parte (cf. 1Cor 12). Assim sendo e como notou S. Leão Magno, «o aniversário da cabeça é o aniversário do corpo». O Natal também é nosso. Enfim, o Natal é a festa universal porque é o acontecimento total.

  1. O Evangelho evoca a geração do Filho de Deus desde toda a eternidade. E, como refere o Prefácio II da Missa de Natal, «o que foi gerado desde toda a eternidade começou a existir no tempo». O que foi gerado no seio do Pai veio até nós pelo seio de Maria. E foi assim que, como já notavam os escritores cristãos mais antigos, «Um da Trindade Se fez Um de nós». O amor de Deus, o amor que é Deus, não cabe em Deus e explode na criação. O «big bang» terá sido realidade e é seguramente sinal: sinal de um amor que explode permanentemente no mundo.

 

B. Deus, que está no alto, visita-nos cá em baixo

 

3. É por tudo isto que este é o dia tão esperado. Este é o dia por nós tão esperado porque, nele, celebramos a vinda ao mundo do Inesperado. Deus não só vem ao encontro do homem, como Ele próprio Se faz homem. E não somente Se faz homem como Se faz homem pobre, homem simples, homem frágil. O sinal de Deus não é a opulência nem a ostentação. O sinal de Deus — dizem os enviados do Céu — é um Menino, «envolto em panos e deitado numa manjedoura»(Lc 2, 12).

Guilherme de Saint-Thierry dá uma explicação muito luminosa para tal opção: «Deus viu que a Sua grandeza suscitava no homem resistência. Então, Deus escolheu um caminho novo. Tornou-Se um Menino. Tornou-Se dependente e frágil, necessitado do nosso amor. Agora — diz-nos aquele Deus que Se fez Menino — já não podeis ter medo de Mim, agora podeis apenas amar-Me».

 

  1. Deus, que habita no alto, visita-nos cá em baixo. Aparece não como rei poderoso, mas como criança indefesa. Deste modo, se quisermos encontrar Deus, é para baixo que devemos olhar. Deus está no alto (cf. Lc 2, 13), mas quer ser encontrado em baixo. É a partir de baixo que Deus nos olha. Deus não olha para nós, sobranceiramente, de cima para baixo. Deus olha para nós — divinamente — de baixo para cima. E é lá em baixo que continua à nossa espera: lá, nas profundidades da existência, onde a pobreza abunda, onde a injustiça avança, onde a solidão e o abandono não param de crescer.

Por isso, é urgente fazer o bem, também hoje. Por isso, é fundamental ser bom, sobretudo hoje. De resto e como apelava António Gedeão, «hoje é dia de ser bom». Acontece que este hoje é um dia sem ocaso, pelo que fazer o bem e ser bom hão-de constituir uma prioridade para sempre.

 

C. Uma explosão de divindade, uma lição de humanidade

 

5. Este é o dia que não tem fim. É o dia que jamais anoitece e em que até o frio nos aquece. É o dia em que os céus se abriram, em que os anjos saíram e melodias se ouviram. Não é o simples dia que sucede à noite. É o dia que rebenta com as correntes que a escuridão armou durante a noite. Este é o dia que começou ainda de noite. Compreende-se, pois, que este seja o dia que começamos a celebrar ainda de noite. Este é o dia que sentimos despontar quando ainda era noite. Este é o dia destinado a iluminar todas as nossas noites. Este é — numa palavra — o dia.

Eis a lição do presépio. O silêncio de Deus, que falou em Belém, continua a clamar nos pobres deste mundo, nos injustiçados desta vida. Quem não os ouve a eles, como pode dizer que O escuta a Ele? Aquele Menino é tão divino que até quis ser humano. Aquele Menino é tão humano que só pode ser divino. O Deus que está naquele Menino humaniza-Se e diviniza-nos. Ele não nos retira humanidade. Pelo contrário, a Sua divindade acrescenta-nos humanidade.

 

  1. É por isso que o Natal é uma explosão de divindade e, ao mesmo tempo, uma persistente lição de humanidade. É com Deus Menino que o mundo aprenderá a ser mundo e a humanidade reaprenderá a ser humana, fraterna. É com Deus Menino que o mundo se transformará numa luminosa Filadélfia, isto é, um povo de amigos, um povo de irmãos.

A tragédia do nosso tempo é a desumanidade entre os homens. E para esse pecado concorrem não somente os não crentes. Os crentes também não lhe são imunes. Muitas são as vezes em que não têm sido capazes de encontrar Deus no homem. Deus é muito mais humano que os homens.

 

D. Em Belém e na nossa vida também

 

7. Não nos cansemos de fixar o olhar no presépio. Aquele Menino é tão santo que só consegue provocar encanto. É tão cheio de mansidão que os nossos joelhos caem logo em adoração. O Seu rosto destila tanta pureza que até os antípodas aspiram o perfume da Sua beleza. Enfim, a Sua imagem desperta tal ternura que nem há palavras para descrever tamanha formosura.

O Menino está ali. Mas eu sinto-O sobretudo aqui. Vejo Jesus agora e não deixo de O rever lá fora. Ele está na rua, na minha história e também na sua. Está no sofredor, naquele que estende a mão e mendiga amor. Está no pobre, no que não tem pão. Está em quantos vão penando na solidão. O Seu tempo nunca é distante pois a Sua presença é constante. O Seu lugar não é só em Belém, é na nossa vida também. Ouçamos sempre a Sua voz. E nunca deixemos de O acolher em cada um de nós.

 

  1. Este é o autêntico «dia inicial inteiro e limpo, onde emergimos da noite e do silêncio e, livres, habitamos a substância do tempo». Neste dia, o tempo surpreende a eternidade dentro de si. Sophia tem mesmo razão: «A casa de Deus está assente no chão». É reconfortante beijar a imagem do Menino nestes dias, mas não é menos encantador abrigar o mesmo Menino, que nos visita em cada dia. Ele está em todos. Ele veio para todos. Rejeitar alguém é rejeitar o próprio Deus, presente nesse alguém. É que os outros também são Seus, também são d’Ele, também Lhe pertencem. E, no entanto, até nestes dias de Natal há tanto Jesus rejeitado, há tanto Jesus esquecido.

Razão tem João Coelho dos Santos ao colocar nos lábios de Jesus este lamento: «Senta-se a família/ À volta da mesa./ Não há sinal da cruz,/ Nem oração ou reza./ Tilintam copos e talheres./ Crianças, homens e mulheres/ Em eufórico ambiente./ “Lá fora tão frio, Cá dentro tão quente!”/ Algures esquecido,/ Ouve-se Jesus dorido:/ Então e Eu,/ Toda a gente Me esqueceu?”».

 

E. Hoje em dia, o grande Natal é a Eucaristia

 

9. De facto, às vezes — muitas vezes —, parece que esquecemos Jesus até na época em que assinalamos o nascimento de Jesus. Esquecemos Jesus quando esquecemos aqueles para quem Jesus nasceu. Esquecemos Jesus quando nos fechamos aos outros. Esquecemos Jesus quando nos encerramos nas torres (pretensamente) fortificadas do egoísmo e da indiferença. É triste ver que há muitos Natais longe do Natal. É penoso sentir que há muitos Natais aquecidos à lareira, mas arrefecidos no coração.

São muitos, sem dúvida, os encantos do Natal. Há presépios lindos. Há presépios deslumbrantes. Há presépios originais. Há presépios surpreendentes. E até há presépios ao vivo. Faltam, contudo, presépios vivos, que, a bem dizer, são os únicos presépios necessários. São esses que são construídos não nas ruas ou nas casas, mas no coração humano: no meu, no seu, no nosso, enfim, no coração de todos os homens.

 

  1. O Natal é saboroso quando temos a casa cheia e a mesa farta. O Natal é belo quando é sonhado. O Natal é lindo quando é cantado. O Natal é encantador quando é tingido de frio e regado de neve. Mas o Natal é melhor quando é vivido, partilhado, abraçado, chorado, humanizado, fraternizado, assumido e projectado no mundo inteiro. Em cada dia, há sempre motivos para respirar o perfume do Natal. Afinal, no Natal, o futuro nasceu e até justiça choveu. Só o impossível desapareceu no preciso instante em que aconteceu. Deus veio ao mundo. Acampou na terra para eliminar o ódio e acabar com a guerra. Trouxe, como única veste, a paz e é imensa a alegria que a todos nos traz. Veio em forma de criança. Haverá quem fique indiferente a tanta esperança? Naquele dia, colocaram-No numa manjedoura, perto do chão. Mas, desde então, a Sua morada passou a ser o nosso coração!

Não desliguemos a luz que Deus acende em nós neste dia. Deixemos brilhar a luz do Natal em cada dia. E nunca esqueçamos que, hoje em dia, o grande Natal é a Eucaristia. Um feliz Natal hoje. Um feliz Natal sempre. Para todos, um santo, luminoso e muito abençoado Natal!

publicado por Theosfera às 07:10

«Meus queridos filhos, como estou feliz, nesta madrugada de Natal.

Como estou feliz pela vossa presença, numerosa e jubilosa, na Minha Casa.

Como estou feliz por terdes vindo, em tão grande número, festejar o nascimento de Meu Filho Jesus.

Como estou feliz por Lhe terdes cantado, de forma tão bela e vibrante, os parabéns.

Apesar do frio e do nevoeiro, o Santuário encheu por inteiro.

O Natal é d'Ele, o Natal é para vós.

Há dois mil anos, eu vo-Lo dei em Belém. Nesta noite, Eu continuo a dá-Lo também.

Um Feliz Natal para vós, Meus filhos. O Meu Filho, Jesus Menino, sempre vos protegerá»!

Presépio.jpg

 

publicado por Theosfera às 01:07

Hoje, 25 de Dezembro (solenidade do Natal do Senhor), é dia de S. Manuel, S, Natal, Sto. Alberto Chiewolski, Sta, Maria dos Apóstolos, Sta. Inês Fila e Sta. Lúcia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 24 de Dezembro de 2016

 

Tão belo, tão puro e tão santo é o Natal.

Pena é que quem lê jornais, ouve rádio ou vê televisão fica com uma cortante decepção.

A palavra Natal anda por lá, mas a beleza genuína do Natal parece tão distante.

Antes de falar do Natal, procuremos viver o Natal.

Deixemo-nos envolver pelo Deus que Se faz criança.

Que a Sua humildade instale a felicidade em toda a humanidade!

 

publicado por Theosfera às 07:38

Porque é que Deus Se fez homem? E por quem é que Deus Se fez homem?

Deus fez-Se homem para nos salvar e também porque, sem o Deus feito homem, o homem não era inteiramente homem.

Por quem é que Deus Se fez homem? «Por ti».

É a resposta de Santo Agostinho. «Foi por ti que Deus Se fez homem».

No grande e eterno dia, Deus veio à terra.

Por si, por cada um de nós, por todos nós.

Não é sublime?

publicado por Theosfera às 06:56

Hoje, 24 de Dezembro, é dia de S. Charbel Makhlouf e S. Delfim.

Um santo, abençoado e já natalino dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2016

Saudosos e limpos aqueles tempos em que éramos ensinados a «confeccionar» um «fato» para dar ao Menino Jesus pelo Natal.

Tal «fato» era «confeccionado» com bom comportamento, ajuda ao próximo e uma linguagem decorosa, verdadeira e sem «ornamentos em vernáculo».

Ao menor deslize, diziam-nos que o Menino ficava triste.

E quem, na nossa leda infância, se atrevia a desgostar tão encantadora figura?

Faltava muita coisa naqueles tempos, mas o pouco que se tinha dava-nos o mais importante: simplicidade, paz e felicidade.

Era tudo comedido, nada era excêntrico.

Mas, por esta altura, o coração estava sempre habitado por uma gostosa alegria natalícia. Tudo à volta d'Ele, de Jesus feito criança!

publicado por Theosfera às 13:18

Muitas vezes pensamos (equivocadamente) que agir é só executar.

Esquecemos que agir é também (e antes de mais) pensar.

Quem não procura pensar em que condições está para agir?

Quem não pensa devidamente como pode agir correctamente?

Vicent van Gogh apercebeu-se de que «quem não é senhor do seu pensamento não é senhor das suas acções».

Neste tempo da cultura «standard» (pilotada pelo «politicamente correcto»), acabamos por agir segundo o que alguns pensam.

Agimos quase sem pensar, por costume e por arrasto.

A ter de seguir alguém, sigamos Jesus. Ele nunca nos menoriza nem subalterniza!

publicado por Theosfera às 09:39

Hoje, 23 de Dezembro, é dia de S. João de Kenty, Sta Vitória, Sta. Anatólia, S. Sérvulo e Sta. Maria Margarida Dufrost de Lajemmerais.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2016

 

 

O Natal é tão belo, tão amplo e tão envolvente que até é nome de gente.

Talvez poucos saibam, mas há pelo menos um santo chamado Natal.

Ainda não foi canonizado, mas o Bem-Aventurado Natal Pinot foi um sacerdote que acabou por ser martirizado por ser fiel a Cristo e à Igreja durante a Revolução Francesa.

Que São Natal nos ajude a santificar a vivência deste tempo sem igual!

publicado por Theosfera às 23:10

Não empurremos ninguém. Não deixemos ninguém ficar no chão. Demos sempre as mãos.

É que, como dizia o Pai Américo, Deus criou-nos para que nos amássemos e não para que nos amassemos.

Que a humanidade possa (finalmente) ser uma fraternidade!

publicado por Theosfera às 09:32

Hoje, 22 de Dezembro, é dia de Sta. Francisca Xavier Cabríni e S. Graciano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2016

Há momentos em que o impulso para estacionar ou até para desistir é muito grande.

Isto significa que há muito passado e pouco futuro. Há muito passado sofrido e pouco futuro sonhado.

É neste contexto que o conselho de Francis Scott Fitzgerald pode ser importante.

Para ele, a vitalidade comprova-se na «capacidade de persistir e na determinação em recomeçar».

Quem sabe se o futuro, apesar de todos os percalços do passado, ainda não reserva uma luz para quem tanto tem penado nas trevas da dor?

publicado por Theosfera às 09:43

Hoje, 21 de Dezembro (início do Inverno, às 10h44)), é dia de S. Pedro Friedhofen e S. Pedro Canísio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 20 de Dezembro de 2016
  1. Está quase a chegar aquele primeiro dia «inteiro e limpo, onde emergimos da noite».

Sophia tem mesmo razão: «A casa de Deus está assente no chão».

 

  1. É por isso que o Natal é o dia que não tem fim. É o dia que jamais anoitece e em que até o frio nos aquece.

É o dia em que os céus se abriram, em que os anjos saíram e melodias se ouviram.

 

  1. O silêncio de Deus, que gemeu em Belém, continua a crepitar nos pobres também.

Quem não os ouve a eles, como pode ouvi-Lo, a Ele?

 

  1. Aquele Menino é tão divino que até quis ser humano. Aquele Menino é tão humano que só pode ser divino.

O Deus que está naquele Menino humaniza-Se e diviniza-nos. Ele não nos retira humanidade. Pelo contrário, é a Sua divindade que deposita em nós humanidade.

 

  1. O Menino está na rua, na minha história e também na sua. Está no sofredor, naquele que estende a mão e mendiga amor.

Está no pobre, no que não tem pão. Está em quantos vão penando na solidão.

 

  1. O Seu tempo nunca é distante pois a Sua presença é constante. O Seu lugar não é só em Belém, é na nossa vida também.

Ouçamos sempre a Sua voz. E nunca deixemos de O acolher em cada um de nós.

 

  1. Aquele Menino é tão santo que só consegue provocar encanto. É tão cheio de mansidão que os nossos joelhos caem logo em adoração.

O Seu rosto destila tanta pureza que até os antípodas aspiram o perfume da Sua beleza. Enfim, a Sua imagem desperta tal ternura que nem há palavras para descrever tamanha formosura.

 

  1. O Natal é o dia em que o futuro nasceu e até justiça choveu.

Só o impossível desapareceu no preciso instante em que aconteceu.

 

  1. Deus veio ao mundo. Acampou na terra para eliminar o ódio e acabar com a guerra.

Trouxe, como única veste, a paz e é imensa a alegria que a todos nos traz.

 

  1. Veio em forma de criança. Haverá quem fique indiferente a tanta esperança?

Naquele dia, colocaram-No numa manjedoura, perto do chão. Mas, desde então, a Sua morada passou a ser o nosso coração!

publicado por Theosfera às 10:35

Um texto é intraduzível. E a própria vida é indizível.

Há um dito rabínico que nos devia fazer pensar: «Quem traduz literalmente é um falsário; quem acrescenta alguma coisa é um blasfemo».

As palavras que dizem outras palavras ou que pretendem dizer a vida não passam de signos.

São signos certamente importantes, mas claramente insuficientes.

O maior valor das palavras é conduzir-nos a outras palavras.

O melhor serviço que as palavras nos prestam é depositar-nos na vida.

A vida não silencia as palavras, mas faz com que muitas palavras se prostrem.

Afinal, a suprema forma de dizer a vida não será vivê-la?

publicado por Theosfera às 10:09

Há quem comine à repetição o defeito de ser «anti-espiritual».

Quem assim pensa não deve conhecer a grande tradição espiritual.

Será que já ouviram falar na «mantra» ou no «hesicasmo»?

Os maiores mestres da espiritualidade cresceram na mística fechando os olhos, abrindo o coração e repetindo um som, uma palavra, uma expressão.

Mas quem considera a repetição algo «demodé» que, ao menos, olhe para Taizé!

publicado por Theosfera às 09:59

Há quem teime em olhar para os outros de lado, por cima ou de passagem.

Há quem pense que, deste modo, fica com um olhar perfeito sobre os outros.

Mas não. Estes olhares repentinos e, muitas vezes, sobranceiros são mais olhares sobre os próprios do que olhares para os outros.

Há que deixar a realidade entrar pelos nossos olhos.

Há que olhar com os nossos olhos e não persistir em, narcisisticamente, olhar para os nossos olhos.

Não escondo o quanto me perturbam certos olhares para a pobreza.

São olhares muito «científicos», muito «estatísticas», mas também muito distantes.

Geralmente, são também olhares muito exaustivos. Até censuram quem faz alguma coisa pelos pobres.

Os que criticam a caridade para com os pobres que têm feito pelos pobres?

publicado por Theosfera às 09:48

Hoje, 20 de Dezembro, é dia de S. Teófilo de Alexandria, S. Zeferino e S. Domingos de Silos.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2016

O carácter revela-se sempre nas dificuldades.

Não tanto no modo como se evitam ou como se vencem. Mas sobretudo na forma como se enfrentam.

Charles de Gaulle achava que «a dificuldade atrai o homem de carácter, porque é abraçando-a que ele se realiza».

Não sabemos se iremos vencer as dificuldades ou se vão ser as dificuldades a vencer-nos.

Mas sabemos que não devemos fugir-lhes.

Fugir é perder. A fuga é a pior derrota!

publicado por Theosfera às 09:05

Hoje, 19 de Dezembro, é dia de Sta. Sametana, Sto. Urbano V e S. Ciríaco.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 18 de Dezembro de 2016
  1. Para sabermos o que se quer dizer com uma palavra, a etimologia é uma ajuda indispensável, mas pode não ser suficiente.

Há palavras polissémicas, isto é, com vários significados. Daí que, muitas vezes, seja necessário ir ao encontro de quem as diz para ficarmos a saber o que se pretendeu dizer.

 

  1. Reparemos nesta (breve) frase: «É um estupor». Tanto pode ser uma doença como pode ser um elogio ou até um insulto.

A primeira reacção é depreender que se trata de um insulto.

 

  1. Acontece que, etimologicamente, «estupor» vem do latim «stupor», que quer dizer entorpecimento.

Tanto pode referir-se a uma doença (imobilidade) como a um elogio (espanto) ou a um insulto (malcomportado). Quem está mais próximo de quem profere a palavra é quem está em melhores condições de a entender.

 

  1. Vem isto a propósito da referência do Evangelho a Maria como Virgem (cf. Mt 1, 23).

Trata-se de uma citação explícita de Isaías: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, chamado Emanuel» (Is 7, 14).

 

  1. No texto original, encontramos o hebraico «almah», que significa «jovem».

É certo que «jovem» não é necessariamente «virgem». Mas também não é impossível que o possa ser. Como saber a intenção do autor?

 

  1. Quem viveu mais perto da época em que o texto foi escrito estará em melhores condições de nos fornecer o significado que se dava às palavras que o compõem.

É sabido que os judeus mais eruditos daquele tempo traduziam «almah» por «parthénos», que significa «virgem». Foi o que fizeram os tradutores da Bíblia para o grego, entre os séculos III e I a.C.

 

  1. É possível ser mãe e ser virgem? Biologicamente, não é possível. Mas a Deus, nada é impossível (cf. Lc 1, 37).

Como é que Deus consegue que alguém seja mãe e, ao mesmo tempo, seja virgem? Só Ele sabe. Nós não sabemos.

 

  1. Acontece que uma das formas de saber é precisamente o não-saber.Ninguém chega a saber alguma coisa se não começar por saber que não sabe.

As perguntas pertencem à razão. Mas há respostas que pertencerão sempre ao mistério.

 

  1. É por isso que a fé não é racional, mas razoável. A razão não a explica, mas admite-a.

Isto não deslustra a razão nem apouca a fé. Como notava Pascal, «é um acto de razão reconhecer que há uma infinidade de coisas que a ultrapassam».

 

  1. Mas também se não fosse assim, teria o profeta Isaías (7, 14) necessidade de falar de «sinal»?

Uma jovem dar à luz não é «sinal», é a coisa mais natural. Já dar à luz e ser virgem não é natural; é totalmente supranatural. Está somente ao alcance de Deus. E, neste caso, podemos falar de um «sinal», de um (fortíssimo) «sinal»!

publicado por Theosfera às 22:00

A. Não falta quase nada ou continua a faltar quase tudo?

  1. Já falta pouco para o Natal. Pensando melhor, até não faltará nada para o Natal. Mas, olhando para o que se passa à nossa volta, será que não falta tudo para o Natal? Se perguntarmos ao tempo, ele dir-nos-á que, efectivamente, falta pouco para o Natal. Falta apenas uma semana, sete escassos dias para o grande — e luminoso — dia. Se perguntarmos a Deus, Ele está em condições de nos garantir que nada falta para o Natal. Ele já veio, Ele está sempre a vir, Ele nunca deixa de vir.

Mas se fizermos a mesma pergunta a nós próprios, que resposta teremos para dar? Poderemos achar que nada (nos) falta no Natal. Mas não será que nos falta tudo para o Natal? É possível que tenhamos preparado tudo para o Natal. Mas será que nos estamos a preparar devidamente para o Natal?

 

  1. Por fora, não faltará quase nada. Mas não será que por dentro continua a faltar quase tudo? O Natal já está perto de nós. Mas será que nós já estamos perto do Natal? Como é possível que mantenhamos distâncias na celebração por excelência da proximidade?

O Natal assinala a eliminação de todas as distâncias. O que era mais distante tornou-se o mais próximo. O que parecia estranho entranhou-se. Jesus é Deus no meio de nós. Jesus é, verdadeiramente, o Emanuel, o «Deus connosco», o «Deus em nós», o «Deus para nós».

 

B. Natal não são as oferendas que recebemos como prendas

 

3. O teofilósofo Xavier Zubiri dizia que «estar é ser em sentido forte». E, na verdade, só quem está mostra o que é. Ora, Jesus é o Deus que está, é o Deus que nunca deixa de estar. Jesus é o Deus que faz de cada pessoa a Sua habitação. A Sua habitação tem a forma de coração. É no nosso coração que Ele habita. É no nosso coração que Ele nos visita.

Em Jesus, Deus tornou-Se mais íntimo a nós do que nós mesmos. Ainda que nos sintamos longe d’Ele, Ele está sempre perto de nós. Haverá beleza maior? Haverá sequer encanto igual?

 

  1. Ouçamos, pois, o que o Anjo nos diz. Também para nós tem um anúncio feliz: «Não tenhas medo» (Mt 1, 20). O que foi dito a José ajuda a (re)despertar a nossa fé. Não tenhamos medo de receber Maria nem de adorar o Filho de Maria. Não tenhamos medo de professar o amor por Aquele que nos vem salvar. Não tenhamos medo de testemunhar, em cada dia por igual, o que celebramos no mistério do Natal.

O Natal não são só as oferendas que recebemos como prendas. O Natal é o presente que Deus faz a toda a gente. Não tenhamos medo de proclamar que o Natal é Deus que nos vem visitar. Não tenhamos medo de rezar diante d’Aquele que está sempre a chegar. Não tenhamos medo de testemunhar a nossa fé em Jesus de Nazaré.

 

C. Sem rumo neste «festival de consumo»

 

5. Por vezes, parecemos andar sem rumo neste «festival de consumo». Em vez de dinheiro, procuremos dar a vinda por inteiro. Estacionemos em Belém e paremos um pouco também. Tanta humildade vem com aquela divindade! Tanta luz que na simplicidade reluz! Maria e José não arredam pé: contemplar o Menino passa a ser o seu único destino. Haverá quadro igual para nos envolver no Natal?

José não percebe o que em Maria acontece. O mistério não é para perceber. O mistério é para acolher, ainda que não o possamos compreender. Nem sempre a evidência corresponde à existência. Maria estava grávida, mas nenhum homem A fecundou. Foi Deus quem A visitou. O que em Maria se passa é, totalmente, obra da Graça.

 

  1. José, que era justo (cf. Mt 1, 19), entra em provação, mas não opta pela difamação. Sabia o que dizia a Lei, mas sabia também que a justiça vai mais longe que a própria Lei. Ele sofria por causa do que via. Maria tinha engravidado antes de terem coabitado. A Lei não hesitava para quem assim se encontrava. Há que executar aquela que nesta situação se achar.

Sem saber bem o que fazer, José acaba por adormecer. Talvez saísse manhã cedo, repudiando sua Esposa em segredo (cf. Mt 1, 19). Uma coisa não iria deixar: que as suas palavras servissem para Maria condenar.

 

D. A maior maravilha que pelo mundo brilha

 

7. É então que Deus traz a solução. José não precisa de ter medo e a sua alma pode ficar em sossego. Nem tudo o que parece corresponde ao que acontece. Aquela gravidez foi obra que Deus fez. É a maior maravilha que pelo mundo brilha. Aquele seio do Espírito Santo está cheio. É um sacrário fecundo que trouxe Deus para o mundo.

O Céu desce até à Terra para acabar com a injustiça, com a guerra. Tudo começa a ser novo para todo este povo. A salvação está, finalmente, à nossa disposição. A partir de agora, já nada é como era; Deus está sempre à nossa espera. O Seu amor não tem fim. Iremos negar-Lhe o nosso «sim»?

 

  1. Pensemos que, neste mundo global, ainda há quem viva em abandono total. Neste tempo de encontros, ainda há muitos desencontros. E nesta época de encantos, continua a haver quem se sinta mergulhado em prantos. Há muita gente a viver só, de quem ninguém parece ter dó. Há muita gente abandonada, mesmo que pareça estar acompanhada. Há gente atolada em dor imensa, à espera do dom de uma presença.

Ponhamos Deus no nosso Natal como Deus nos pôs, a nós, no Seu Natal. Quando o Filho de Deus nasceu, foi por todos nós que Se ofereceu. Acolhamos o que Ele nos traz e vivamos sempre em paz.

 

E. No tempo que resta, preparemos a grande festa

 

9. Neste tempo que resta, preparemo-nos para tão grande festa. Falta pouco tempo para que o Natal chegue, mas talvez ainda nos falte muito para que o Natal fique. É pela conversão que as coisas ficarão melhores do que estão. Por tal motivo, celebremos o Perdão e abeiremo-nos do divino Pão. Não esqueçamos que o Natal é com José, com Maria e com Jesus na Eucaristia.

Assim sendo, não fiquemos só à nossa mesa, em noite de tanta beleza. Que cada um venha, com os seus, celebrar a Noite Santa na Casa de Deus. É na Eucaristia que Jesus volta a nascer e que o Natal volta a acontecer.

 

  1. O Natal é sempre para vir sem que jamais volte a ir. O Natal é para começar, não para terminar. O Natal é para acontecer e nunca para obscurecer. O Natal há-de ser acontecimento para viver em cada momento. O Natal é para todos. O Natal também existe para aquele que está triste. Até a tristeza será contaminada por tanta beleza. No meio de tanta correria, não percamos a alegria. E deixemos que a bondade tenha uma nova oportunidade.

Que o Natal não tenha «depois». Que o Natal só tenha «durante» e que se prolongue a cada instante. Que se apresse, então, o dia de Natal. Mas que não haja mais nenhum dia sem Natal. Que em cada coração se acenda a felicidade. E que a paz se instale em toda a humanidade. Deus vem ao nosso encontro, a cada hora. Comecemos, então, a recebê-Lo já, a partir de agora!

publicado por Theosfera às 13:30

Maria,

Tu és a serva do Senhor,

a Mãe da disponibilidade,

o farol da nossa esperança.


Na Tua humildade,

encontramos a verdade.



Na Tua fidelidade,

reencontramos o sentido.



Com o Teu sim,

tudo mudou,

tudo continua a mudar.



Que o Teu sim nos mude.



Que o Teu sim mude a nossa vida.



Faz do nosso ser

um novo presépio,

igual ao Teu.



Que o Teu Filho nasça em nós.



Que a paz brilhe.

Que a justiça apareça.

E que os sonhos das crianças não deixem de se realizar.



Obrigado, Senhor,

por vires até nós

e por ficares sempre connosco!





Maria, Mãe,

semeia em nós

o Teu Natal,

o Natal do Teu (e do nosso) Jesus!
publicado por Theosfera às 11:06

É impressionante como, exaltando tanto o futuro, nos comportamos como se não houvesse amanhã.

Parece que gastamos tudo hoje. Parece que as festas já não são momentos para celebrar, mas apenas pretextos para gastar.

Diante desta fúria gastadora, evoco Vaclav Havel que sinalizou a maior tragédia do homem contemporâneo: «não saber cada vez menos, mas preocupar-se cada vez menos».

O homem atingiu uma grande capacidade operativa, mas patenteia uma enorme fragilidade reflexiva.

Confesso que me preocupa esta falta de preocupação. Tanta euforia não será o disfarce para tanta falta de alegria?

publicado por Theosfera às 07:37

Hoje, 18 de Dezembro (4º Domingo do Advento), é dia da Expectação de Nossa Senhora ou Nossa Senhora do Ó, S. Gaciano e S. Flávio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 17 de Dezembro de 2016

A sabedoria não tem contratos de exclusividade com ninguém.

Ela está generosamente distribuída por todos.

É por isso um acto de sabedoria ouvir também os que não parecem sábios.

Marguerite Yourcenar reconhecia que «não há ninguém tão tolo que não seja um pouco sábio».

Aliás, a sabedoria dos «tolos» é simétrica da tolice que, às vezes, afecta muitos sábios.

Basta olhar para o mundo.

Ele é supostamente governado por sábios. Mas não estamos habituados a suportar tantas tolices suas?

publicado por Theosfera às 07:55

Hoje, 17 de Dezembro, é dia de S. João da Mata, Sta. Olímpia, S. José de Manyanet e Mártires de Gaza.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2016

Hoje, 16 de Dezembro, é dia de Sta. Adelaide, S. Guilherme de Fenol, Sto. Honorato de Biala, S. Clemente Marchisio e Sta. Maria dos Anjos.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:23

Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2016

Hoje, 15 de Dezembro, é dia de Sta. Maria Crucificada da Rosa, S. Mesmin, Sta. Cristina, S. João Henrique Carlos e Sta. Virgínia Bracelli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2016

As reformas na Igreja costumam ser feitas no sentido de a adaptar aos tempos.

Mas já houve um tempo em que tais reformas se faziam em sentido contrário aos tempos.

Se pensarmos em Santa Teresa e São João da Cruz, notamos que aquilo que os levou a reformar o Carmelo foi a insatisfação com o que viam naqueles tempos.

O critério para eles foi a origem e o eterno.

A eternidade é o que nunca prescreve, o que nunca passa de moda.

Os tempos melhoram quando os cristãos propõem o que é diferente. Para igual já bastam os tempos.

Os santos são mesmo os melhores educadores!

publicado por Theosfera às 10:02

Não sei o que é que andamos a fazer a algumas palavras.

Pronunciamo-las mal e parece que não as entendemos muito bem.

Sendo «caridade» uma palavra tão bela, impressiona que seja tão mal entendida.

Há quem lhe comine a desigualdade.

Há quem alegue que, para haver caridade, tem de haver quem tenha muito e quem tenha pouco. Só com base nesta desigualdade poderá haver repartição.

Tão pouco caridosa é esta noção de caridade.

Caridade vem do grego «káris» e do latim «caritas». Ambos os vocábulos veiculam a ideia de graça, de gratuidade.

A caridade vai muito além de partilhar o ter. A caridade está enraizada no ser.

A caridade começa pela dádiva do que se é. Como tal, envolve a partilha do ter.

A caridade é dar continuamente, desmedidamente.

Como seria melhor o mundo, se houvesse mais caridade!

publicado por Theosfera às 09:52

Evite dizer «o "meu» Natal».

É como se, ao falar do aniversário de um amigo, dissesse «o "meu" aniversário».

É preciso «desegoízar» definitivamente a nossa relação com o Natal.

O Natal é de Jesus. O Natal assinala o nascimento de Jesus.

Verá que se procurar viver o Natal «de» Jesus, sentir-se-á muito melhor do que tentando idealizar o «seu» Natal.

Não há ninguém mais felicitador que Jesus. Não há nada tão felicitante como o Seu Natal.

Foi aí que tudo começou. Para todos e para sempre. Sobretudo para quando estamos mais abatidos.

Jesus é uma «explosão» de alegria que pulveriza toda a tristeza.

Vivamos, pois, o Natal à maneira d'Ele, à maneira de Jesus!
publicado por Theosfera às 09:38

Hoje, 14 de Dezembro, é dia de S. João da Cruz, S. Venâncio Fortunato e Sta Maria Francisca Shervier.Faltam 11 dias para o Natal.

Um santo e abençoado dia para todos!

 

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 13 de Dezembro de 2016

 

  1. Afinal, o que é o mal?

O mal não é. O mal é o que não é. O mal é negação.

 

  1. O mal é antigo, mas não é o primeiro.

Enquanto negação, o mal supõe o que está antes e é negado depois.

 

  1. O mal existe porque existe o bem e porque há quem não suporte o bem.

O mal é, pois, uma agressão que redunda numa ausência. O problema é que se trata de uma agressão persistente e de uma ausência prolongada.

 

  1. Apesar de não ser o primeiro, o mal parece contaminar-nos por inteiro. E, embora não tenha ser, o mal dá sinais de ter um enorme poder.

Como é que uma ausência pode dominar tanto a nossa existência?

 

  1. O domínio desta «ausência de bem» (Santo Agostinho) só pode ser explicado por um transtorno: por um implacável «transtorno de ser» (Walter Kasper).

É este transtorno que leva a que o mal chegue a ser apresentado como bem (cf. Is 21, 5).

 

  1. Parafraseando Xavier Zubiri, dir-se-ia que, num mundo comandado pelo mal, até os maldosos são retratados como bondosos.

O pior que tem o mal é que a própria maldade permite-se exibir como se fosse bondade.

 

  1. Basta olhar para o que se diz, para o que se escreve e, mais vastamente, para o que se faz.

Depressa notamos que vivemos cercados por um oceano de «maledicência», «malescrevência» e «maleficência».

 

  1. E, no entanto, parece que convivemos pacificamente com isso.

Aparentemente, aceitamos — sem grandes sobressaltos — que se diga mal de alguém, que se escreva mal sobre alguém e que se faça todo o tipo de mal a alguém.

 

  1. É certo que o mal não pode ser ignorado. Se «falar mal» nunca faz bem, «falar “do” mal» pode ser necessário: para evitar o mal e para vencer o mal.

Mas, nesse caso, falemos do mal «com» os outros, sem jamais falar mal «dos» outros. Mal em cima de mal só espalha o mal. Apenas o bem sobrevive ao mal (cf. Rom 12, 21).

 

  1. O mal não é o primeiro e também não será o último.

Fomos feitos para o bem. Para bendizer, para bem-fazer e para bem viver. Já basta de maldizer, de mal fazer e de mal viver!

 

publicado por Theosfera às 10:49

As influências más tornam más as pessoas boas? Não necessariamente.

Mas expõem-nas e, às vezes, vulnerabilizam-nas.

Não raramente, as pessoas boas não se apercebem de como são más certas influências. Até podem achar que nem são influências.

A páginas tantas e sem querer, podem tornar-se coniventes com o mal. Ou, pelo menos, passam a ser menos comprometidas com o bem.

Foi em tudo isto que pensei ao ouvir o juramento do novo secretário-geral das Nações Unidas.

Prometeu não seguir as influências de qualquer governo ou instituição privada.

O bem de todos há-de sobrepor-se sempre aos interesses de cada um!

publicado por Theosfera às 10:07

Será o pessimismo um intervalo entre dois optimismos? Ou será o optimismo um interregno entre dois pessimismos?

João Lobo Antunes achava que «o pessimismo é uma profecia que se cumpre».

Nem sempre, mas muitas vezes.

Creio que o importante não é ser optimista nem pessimista.

De pouco adianta o que sentimos diante do que acontece. Importante é ser determinado e esperançoso.

Com a alma inundada de torrentes de optimismo ou de pessimismo, fundamental é não desistir de mudar (para melhor) a realidade!

publicado por Theosfera às 09:54

Hoje, 13 de Dezembro, é dia de Sta. Luzia de Siracusa (invocada para a cura das doenças dos olhos, das desinterias e das hemorragias) e Sta. Otília.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2016

O medo é inimigo de muita coisa. Para Frank Sinatra, o medo até é «inimigo da lógica».

De facto, o medo impede que se faça muita coisa boa. Mas também impede que se faça muita coisa má.

O medo não é agradável, mas pode ter a sua utilidade.

Não ajuda muito, mas às vezes pode defender-nos.

Só que as cautelas não deviam ser tomadas por medo. Bastaria a lucidez e alguma sensatez!

publicado por Theosfera às 10:06

Hoje, 12 de Dezembro, é dia de Nossa Senhora de Guadalupe, Sta. Joana Francisca de Chantal, S. Tiago de Viterbo e S. Corentino.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 11 de Dezembro de 2016

A. Que fizemos da alegria?

  1. Quem, neste mundo, não procura a alegria? E quem, apesar de procurar a alegria, não se sente, permanente e violentamente, assediado pela tristeza? Muitas vezes, é a falta de alegria que nos leva a procurar momentos de euforia. Só que, quando termina a euforia, sentimo-nos vazios de alegria. Hoje em dia, confessamo-nos órfãos da alegria. Todos a buscamos, mas parece que ela não se deixa encontrar. Fazemos tudo para encontrar a alegria, mas a alegria parece que não quer encontrar-se connosco.

Afinal, que fizemos da alegria? Estaremos, em vez de fazer, a desfazer a alegria? Porque é que a alegria nos falta? Que nos faltará para que a alegria nos visite?

 

  1. Falta-nos Deus. Ou, melhor, faltamos a Deus. Não é Deus que nos falta, somos nós que faltamos a Deus. Longe de Deus, não há alegria ou, então, não há alegria plena. Tal como um atleta só é plenamente alegre quando vence a prova, o ser humano só encontra a plenitude da alegria quando está em Deus e quando deixa que Deus esteja nele.

Podemos ter tudo, mas, longe de Deus, nunca nos sentiremos plenamente alegres. Podemos não ter nada, mas, em Deus, sentir-nos-emos sempre visitados pela alegria.

 

B. Afinal, onde está a alegria?

 

3. É sintomático notar que o convite de São Paulo à alegria é feito na prisão. Não se trata de um ambiente propriamente propício à alegria. Mas o Apóstolo sente-se alegre porque está em Deus, porque está com Cristo.

Daí o (insistente) apelo aos cristãos: «Alegrai-vos sempre no Senhor» (Fil 4, 4). E, a seguir, repete: «Novamente vos digo: alegrai-vos» (Fil 4, 4). Porquê? Porque «o Senhor está próximo» (Fil 4, 5). Aliás, é esta fórmula verbal — o imperativo «alegrai-vos» — que deu origem a este Domingo, chamado «gaudete». «Gaudete» é o imperativo do verbo latino «gaudeo», que significa precisamente «alegrai-vos».

 

  1. A alegria de que fala São Paulo não é uma alegria adversativa. Ou seja, não é uma alegria em oposição a qualquer outra alegria. Como bem notou o Papa Bento XVI, não devemos entender «alegrai-vos no Senhor» como se nos estivesse a ser dito «alegrai-vos “mas” no Senhor». A alegria no Senhor não é uma alegria oposta, mas uma alegria plena. São Paulo está convencido de que «toda a verdadeira alegria está incluída no Senhor, não podendo haver alegria verdadeira fora d’Ele».

Neste sentido, longe do Senhor, a alegria é sempre insuficiente. Longe do Senhor, a pessoa sente-se como que num «redemoinho no meio do qual não pode sentir-se realmente alegre».

 

C. O segredo da verdadeira alegria

 

5. Por conseguinte, se queremos a alegria, recebamos o Filho da Virgem Maria. Não é o prazer banal que nos dá alegria real. Nem sequer é a diversão que nos alegra o coração. Aliás, são tantas as noites de pretensa festa que acabam de maneira funesta. Como pode haver alegria na existência com tantas cenas de violência?

Foi apenas com Jesus Cristo que, no mundo, «apareceu a alegria real». Aliás, nada há de verdadeiro se não nos abrimos a Cristo por inteiro. É por isso que, como observou Bento XVI, «a nossa alegria só será verdadeira se não assentar em coisas que nos podem ferir e destruir». A nossa alegria só será verdadeira com Cristo Jesus à nossa beira.

 

  1. Sem Cristo, nada, ainda que tenhamos tudo. Com Cristo, tudo, ainda que não tenhamos (mais) nada. A este propósito, há um episódio na vida de São Francisco de Assis que documenta bem como, mesmo sem ter nada, é possível ser alegre. Consta que, um dia, ele perguntou aos seus confrades: «Em que consistirá a verdadeira alegria?»

As propostas foram surgindo. Consistiria a verdadeira alegria no facto de todos os mestres de Paris entrarem na Ordem Franciscana? São Francisco responde que não. Consistiria a verdadeira alegria na adesão de todos os bispos e reis à referida Ordem? São Francisco volta a responder que não. Consistiria a verdadeira alegria nos êxitos da pregação ou no dom de fazer milagres? Para espanto de muitos, São Francisco volta a responder que não.

 

D. Uma alegria que até arrepia

 

7. Onde estaria, afinal, para São Francisco, a verdadeira alegria? São Francisco responde, propondo que meditemos na seguinte situação.

Imaginemo-lo, numa noite de Inverno, a chegar a casa, de horas a fio a mendigar. Está muito frio e as pernas já escorrem sangue. Depois de bater à porta e de esperar bastante tempo, alguém lhe diz lá de dentro: «Não são horas de chegar a casa. Fica aí, de fora». Novas insistências, novas recusas e alguns insultos. Conclusão de São Francisco: «Se eu suportar tudo isto com serenidade, sem perder a calma, terei encontrado a verdadeira alegria»!

 

  1. É claro que tudo isto arrepia e não é por se situar no Inverno. Tudo isto arrepia por causa da nossa sobranceria. Tudo isto arrepia porque não vemos aqui qualquer alegria. Ver alegria nesta desventura só pode ser sintoma de loucura. Sucede que, para São Francisco (como para São Paulo, aliás), o que é louco aos olhos do mundo é o mais sábio aos olhos de Deus (cf. 1Cor 1, 18-25).

No fundo, para haver alegria é preciso combater uma tirania. A tirania do eu leva a que cada um só pense em si e no seu. Temos, pois, de nos libertar de nós para que a alegria (re)entre em nós.

 

E. Alegria na missão, com o exemplo de João

 

9. É fundamental que ponhamos Jesus no centro: no centro da nossa vida. Coloquemos Jesus em primeiro lugar e não procuremos logo o lugar a seguir ao lugar primeiro. Em inglês, alegria diz-se «joy». E «joy» pode funcionar como um acróstico em que «J» é inicial de Jesus, «o» é inicial de outros («others) e «y» é inicial de você mesmo («yourself»). Eis que nos surge, então, a seguinte proposta de vida: Jesus em primeiro lugar («Jesus first), os outros em segundo lugar («others second») e cada um de nós em último lugar (yourself last»).

Que cada um de nós coloque Jesus em primeiro e os outros em segundo. Foi, de resto, o próprio Jesus que nos ensinou o serviço aos outros, a entrega pelos outros. E não tenhamos medo de ficar em último até porque, segundo o Evangelho, os últimos são os primeiros (cf. Mt 20, 16). Deus olha para os últimos. Deus ama os últimos. E faz dos últimos primeiros.

 

  1. Alegremo-nos, então, em Deus. Deixemo-nos inebriar por este belíssimo «hino à alegria» que Isaías faz desfilar. Até o deserto e os descampados para a alegria são convocados (cf. Is 35, 1). E porquê? Porque Deus vem, porque Deus está sempre a vir. Vem para fazer justiça e vem para nos salvar (cf. Is 35, 4). Por isso, nada de sustos nem de aflições. Haja sempre alento e coragem nos nossos corações (cf. Is 35, 4). A vinda de Deus transforma tudo. Até os cegos voltarão a ver e até os surdos voltarão a ouvir (cf. Is 35, 4).

Como há dois mil anos, procuremos contar o que vimos e ouvimos (cf. Mt 11, 49). Uma alegria nunca pode estacionar. Uma alegria é sempre para irradiar. Como a João, deixemos que Jesus toque o nosso coração. O Baptista, homem íntegro e verdadeiro, é o modelo para todo o mensageiro. No seu tempo, nunca aceitou ser uma cana agitada pelo vento (cf. Mt 11, 7). As suas roupas não eram macias (cf. Mt 11, 8) e as suas palavras nunca foram vazias. A alegria de João é, pois, uma permanente lição. A sua alegria assentava na verdade que vivia. A verdade é sempre alegre, a alegria é sempre verdadeira. Cristo é a alegria, Cristo é a verdade. Para todos, Ele é a felicidade!

publicado por Theosfera às 13:01

Natal é a mesa farta,

mas é sobretudo a alma cheia.



Natal é Jesus, Natal é a família,

Natal é a humanidade e Natal também és tu.



Não fiques à espera do Natal,

sê tu mesmo o melhor Natal para os outros.



Constrói um Natal para todo o ano,

para toda a vida.



Tu és o Natal

que Deus desenhou e soube construir.



É por ti que Deus hoje continua a vir ao mundo.

É em ti que Ele também renasce.



Sê, pois, um Natal de esperança,

de sorriso e de abraços,

de aconchego e doação.



Também podes ser um Natal com algumas lágrimas.

São elas que, tantas vezes, selam o reencontro e sinalizam a amizade.



Eu vejo o Natal no teu olhar, no teu rosto, no teu coração,

na tua alma, em toda a tua vida.



Há tanta coisa de bom e de belo em ti.

Tanta coisa que Deus semeou no teu ser.



Descobre essa riqueza, celebra tanta surpresa,

partilha com os outros o bem que está no fundo de ti.



Diz aos teus familiares que os amas,

aos teus amigos que gostas deles,

aos que te ajudam como lhes estás agradecido.



Não recuses ser Natal junto de ninguém. Procura fazer alguém feliz.



Não apagues a luz que Deus acendeu em ti.

Deixa brilhar em ti a estrela da bondade e deixa atrás de ti um rasto de paz.



Que tenhas um bom Natal.

A partir de agora. Desde já. E para sempre!

publicado por Theosfera às 11:17

As catalogações são sempre ociosas. Colocam rótulos e passam, quase sempre, ao lado do que importa.

Os que se consideram progressistas acusam os supostamente conservadores de terem estacionado no passado.

Esquecem-se, porém, de que também eles estão no passado.

Talvez seja um passado mais recente, mas que não deixa de ser passado.

Ainda não perceberam de que, se é certo que o mundo já não está no século XIX, também é verdade que já não está no Maio de 68.

O progressismo acaba, assim, por ser semelhante ao alvo da sua crítica.

Também vive no passado que critica. Também perfilham ideias que contribuíram para criar muitos problemas.

E, como notou Einstein, «não se resolve um problema com as ideias que o criaram».

Bom seria, respeitando o que passou, que caminhássemos melhor no tempo com os olhos na eternidade.

A eternidade é o que não passa. Por isso, é ela que melhor nos ajudará a passar cada passo!

publicado por Theosfera às 08:55

 

A vida é extraordinária. Toda a vida. Não apenas a juventude. Mas também a juventude, como é óbvio.

Aliás, Manoel de Oliveira, que aniversariava neste dia, dizia, certamente extasiado, que a juventude é um tempo tão extraordinário que «as pessoas até se esquecem que estão verdadeiramente a viver».

De facto, por vezes, é mesmo assim.

Quando notamos que estamos a viver, apercebemo-nos de que houve momentos em que não vivemos, desperdiçamos a vida.

E, atenção, nem todos os desperdícios são recuperáveis.

Não desperdicemos este maravilhoso dom chamado VIDA!

 

publicado por Theosfera às 07:39

Hoje, 11 de Dezembro (3º Domingo do Advento, Domingo Gaudete), é dia de S. Dâmaso, S. Daniel estilita, S. Martinho de S. Nicolau, S. Melchior de Sto. Agostinho e Sta. Maria Maravilhas de Jesus.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:46

Sábado, 10 de Dezembro de 2016

Há quem teime em desfigurar e menosprezar a caridade.

Há quem, como Alfredo Nobel, alegue que «a caridade não elimina a pobreza».

Importante é que a pobreza não elimine a caridade.

Onde cresce a pobreza, que floresça a caridade.

A caridade pode não eliminar a pobreza. Mas contribui para não eliminar os pobres.

Quem ataca a caridade estará a defender os pobres?

publicado por Theosfera às 07:43

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