O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 30 de Novembro de 2016

Hoje, 30 de Novembro, é dia de Sto. André e S. José Marchand. Refira-se que Sto. André é irmão de S. Pedro e é chamado «protokletós», o primeiro a ser chamado. É o padroeiro dos pescadores, dos vendedores de peixes e das mulheres que desejam ser mães.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 29 de Novembro de 2016

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publicado por Theosfera às 11:12

 

  1. De novo, no Advento. Sempre em Advento.

Na verdade, não é só no Advento que existe advento. Nunca deixa de ser Advento.

 

  1. Deus está a vir continuamente até nós. O Advento não é só passado.

Mesmo o Advento que ocorreu no passado não está jamais ultrapassado. O Advento é sempre presente.

 

  1. Deus veio no passado, Deus virá no futuro e Deus vem no presente.

Enfim, estamos sempre em Advento.

 

  1. Celebremos, então, o primeiro Advento, que nunca deixa de estar perto.

E nunca deixemos de nos preparar para o último — e definitivo — Advento, do qual já estivemos mais distantes.

 

  1. Tal como não há só Advento no Advento, também não há só Natal no Natal. Deus está sempre a (re)nascer em nós; queiramos nós também (re)nascer para Ele.

Que seja, pois, Advento para lá do Advento e que seja Natal para lá do Natal. Que seja sempre Advento e que seja sempre Natal. Mas, já agora, que seja Advento também no Advento e que possa ser Natal também no Natal.

 

  1. Como bem notou o teólogo Johannes Moeller, a Igreja é, ela própria, a «Encarnação permanente».

Ou seja, mais do que continuação de Cristo, a Igreja, em si mesma, é a nova presença de Cristo.

 

  1. Neste sentido, podemos dizer que na Igreja encontramos sempre o contínuo Advento e o permanente Natal.

É na Igreja, especialmente na Palavra e no Pão, que Deus está sempre a vir.

 

  1. Nós não evocamos episodicamente um ausente; nós celebramos continuamente uma presença.

Hoje, Jesus não está menos vivo do que esteve há dois mil anos. Hoje, Jesus continua a estar vivo na Sua Igreja e em toda a humanidade, sobretudo na humanidade sofrida e oprimida de tantos irmãos nossos.

 

  1. Não esqueçamos que, quando apareceu no mundo, Deus surgiu como uma criança pequena e nunca deixou de Se identificar com os mais pequenos (cf. Mt 25, 40).

É esta a lição do presépio, é este o ensinamento perene do Evangelho: Deus revela-Se na humildade, Deus visita-nos na simplicidade.

 

  1. A esta luz, não olhemos apenas para a grandeza do que nos aparece como grande.

Aprendamos a olhar também para a grandeza do que (nos) parece pequeno!

 

 

publicado por Theosfera às 10:17

Hoje, 29 de Novembro, é dia de Sto. Avelino Rodriguez, S. Frederico de Ratisbona, S. Dionísio da Natividade e S. Redento da Cruz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016

Hoje, 28 de Novembro, é dia de Sta. Maria Helena, S. Tiago da Marca, S. Grázio de Cáttaro e Sta. Catarina Labouré.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 27 de Novembro de 2016

No Advento já é Natal.

 

No Natal continua a ser Advento.

 

É Advento no Natal porque o Natal celebra a grande chegada do Senhor Jesus à nossa história, ao nosso mundo, à nossa vida.

 

E é Natal no Advento porque nele o Senhor nasce e renasce.

 

A Eucaristia é o grande Advento e o perene Natal.

 

Creio, Senhor, que vieste ao mundo

e que no mundo permaneces.

 

Tu estás em toda a parte,

estás no Homem,

estás na Vida,

estás na História,

estás no Pequeno,

estás no Pobre.

 

Hoje como ontem,

permaneces quase imperceptível.

 

Há quem continue a procurar-Te no fausto,

na ostentação,

na majestade.

 

Tu desconcertas-nos completamente

e surpreendes-nos a cada instante.

 

És inesperado

e estás sempre à nossa espera.

 

Os momentos podem ser duros.

 

O abandono pode chegar

e a rejeição pode asfixiar-nos.

 

Tu, porém, não faltas.

 

Estás sempre presente.

Estás simplesmente.

 

Creio, Senhor,

que é na simplicidade que nos visitas

e na humildade que nos encontras.

 

Converte-nos à Tua bondade,

inunda-nos com o Teu amor,

afaga-nos na Tua paz.

 

Obrigado, Senhor, pelo Teu constante Advento.

 

Parabéns, Senhor, pelo Teu eterno Natal!

publicado por Theosfera às 11:20

Ao contrário de Marx, não creio que as revoluções sejam a locomotiva da história.

As revoluções alteram estruturas, mas chegam a melhorar efectivamente a vida?

Continuo a crer que a locomotiva da história está em três atitudes que, por sinal, até rimam.

O que faz avançar o mundo é a esperança. Coligada com a perseverança, é ela que traz a mudança.

Às vezes, parece que demora. Mas não falta. Na sua hora!

publicado por Theosfera às 08:42

A. De novo — e sempre — em Advento

  1. De novo, no Advento. Sempre em Advento. Afinal, Advento não é só um tempo. Advento é todo o tempo. Advento significa chegada. Advento é a chegada do «kairós» a este nosso «krónos». É o tempo segundo Deus que vem ao encontro do tempo segundo os homens. A bem dizer, é a eternidade que visita o tempo, é Deus que encarna no homem.

Há quem pule para o Natal sem passar pelo Advento. Há quem olhe para o Natal esquecendo o Advento. Há quem não note que o Natal é o ápice do Advento. O Natal celebra a primeira chegada de Deus ao mundo. Não tenhamos medo, pois, de reconduzir o Natal à sua inteireza e à sua beleza.

 

  1. Sem o Deus que Se faz homem, o que fica do Natal? Fica, sem dúvida, uma grande — e proveitosa — actividade comercial. Mas não é este comércio que celebramos no Natal. É curioso que os escritores cristãos antigos também falavam, a propósito do mistério da Encarnação, de um comércio, de um «admirável comércio».

Trata-se de um «comércio» que consiste numa permuta entre Deus e o homem. No Natal, celebramos Deus que vem até ao homem e o homem que vai até Deus. Deus humaniza-Se para que o homem Se divinize. É Jesus, o Emanuel vaticinado por Isaías (cf. Is 7, 14), que faz esta ponte e realiza todo este encontro: Ele é, por isso, o melhor presente que Deus oferece ao homem e é o melhor presente que o homem pode oferecer a Deus.

 

B. Quantos Adventos, afinal?

 

3. Se foi Deus que fez o Natal, vamos nós fazer um Natal sem Deus? E, no entanto, há tantos Natais onde não se ouve falar de Deus nem de Jesus. É certo que, como se costuma dizer, Natal é amor, é encontro, é família, é festa. Mas, antes de mais e acima de tudo, Natal é Jesus.

Nem sequer é preciso ser cristão para o reconhecer. Tal como existe um dia para assinalar o nascimento de qualquer pessoa, o Natal pretende assinalar o nascimento de Jesus. Ainda que não saibamos ao certo em que dia nasceu, sabemos que nasceu. E o Natal visa assinalar esse nascimento.

 

  1. Acontece que o Advento — isto é, a chegada de Deus ao mundo — não se limita a esta primeira vinda. Aliás, nós celebramos a primeira vinda de Deus enquanto vamos a caminho da Sua última vinda. De resto, os últimos domingos e o primeiro Domingo de cada Ano Litúrgico convidam-nos a olhar, na vigilância e na conversão, para esta última vinda, que ocorrerá no fim dos tempos.

Neste sentido, o cristão não deve instalar-se no comodismo nem descansar na passividade. O lugar do cristão é o caminho, é a viagem, é a vida. E, nessa peregrinação, devemos todos caminhar com os olhos postos no Senhor que há-de vir.

 

C. Em constante Advento

 

5. Há, entretanto, um terceiro Advento, que é um constante Advento. Na verdade, Cristo veio (é o que assinalamos no Natal) e Cristo há-de vir (é o que acontecerá no fim dos tempos). Mas é preciso perceber também que Cristo vem, que Cristo está sempre a vir. É o que se realiza em cada homem, em cada tempo e, especialmente, na Igreja presente em cada homem e em cada tempo.

Cristo está sempre a vir. Cristo nunca deixa de vir. A Igreja, de que fazemos parte, é o Seu novo Corpo. Em cada Eucaristia, Ele está realmente presente. Mas que atenção damos nós a esta Sua vinda?

 

  1. Cristo veio, Cristo virá e Cristo vem. Pensando bem, estamos sempre em Advento, nunca deixamos de estar em Advento. Nós não vivemos depois de Cristo, nós estamos a viver sempre com Cristo. Nós não estamos no ano 2016 d.C., mas no ano 2016 c.C, isto é, no ano 2016 com Cristo.

Se reparardes, a Igreja fala-nos dos «sucessores dos Apóstolos», mas não nos fala — nem poderia falar — de «sucessores de Cristo». Efectivamente, só há sucessores de quem não está. E Cristo está. Cristo continua a estar. Cristo nunca deixa de estar.

 

D. Façamos um presépio vivo

 

7. Por conseguinte, acolhamos a Sua presença, escutemos a Sua voz e convertamo-nos ao Seu amor. Advento há-de ser, por isso, um tempo de oração, de recolhimento e de conversão. Se Deus vem, não é para que tudo continue na mesma, é para que tudo seja diferente. Se Deus é diferente, como teimar em permanecer indiferente?

Não deixemos passar o Advento sem investir na reconciliação. Celebremos — também no Advento — o Perdão que Deus sempre nos oferece. Limpemos a nossa «casa» para que, nela, Deus tenha um lugar. Façamos um presépio em casa. Mas, acima de tudo, façamos da nossa vida um presépio vivo, um presépio em forma de vida.

 

  1. A celebração da primeira vinda do Filho mereceu, desde cedo, uma cuidadosa preparação por parte dos cristãos. Parece que a primeira referência ao «Tempo do Advento» foi encontrada na Península Ibérica, quando, em 380, o Sínodo de Saragoça prescreveu uma preparação de três semanas para a Epifania, data em que, antigamente, também se celebrava o nascimento de Jesus. Há relatos de que, entre os séculos IV e VII, o Advento começou a ser observado em vários lugares do mundo.

No final do século IV, na Gália (na actual França) e na Península Ibérica, o Advento — à semelhança da Quaresma — tinha um carácter ascético com jejum e abstinência. Igualmente à semelhança da Quaresma, o Advento também durava seis semanas começando pelo São Martinho. Daí que o Advento também fosse conhecido como a «Quaresma de São Martinho». Actualmente, o Advento percorre quatro semanas, até às Primeiras Vésperas da Solenidade do Natal.

 

E. Não apaguemos a luz que Deus acende

 

9. Ao longo do Advento, não se canta o Glória, para que no Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo e entusiasmante. Pelo mesmo motivo, recomenda-se que os ornamentos e os instrumentos musicais sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.

Os paramentos litúrgicos são roxos, cor que é símbolo do recolhimento, da contrição e da conversão. A única excepção, aos domingos, é o Terceiro Domingo do Advento. Este é o chamado «Domingo Gaudete» ou da Alegria. Tradicionalmente, usa-se o paramento cor-de-rosa para sinalizar a alegria pela vinda do Salvador, que está próxima.

 

  1. Entre os símbolos do Advento, tem sobressaído, de há uns tempos para cá, a Coroa. Curiosamente a Coroa do Advento surgiu em 1839, por iniciativa de um pastor protestante alemão chamado Johann Wichern. Como as crianças lhe perguntavam quando era o Natal, ele fez um círculo com uma vela para cada dia do Advento. Punha velas pequenas para os dias da semana e quatro velas maiores para sinalizar os domingos. A Igreja Católica começou a usar este símbolo em 1925, também na Alemanha. Habitualmente, colocam-se três velas roxas e uma cor-de-rosa, para assinalar o «Domingo da Alegria».

A forma circular da coroa representa o amor eterno de Deus por nós, que não tem princípio nem fim. O verde dos ramos simboliza a esperança e a vida. Para as quatro velas, há quem aponte um significado: a primeira evoca o perdão concedido a Adão, a segunda representa a fé de Abraão e dos Patriarcas, a terceira lembra a alegria do rei David pela promessa de uma aliança eterna e a quarta recorda os profetas que anunciaram a vinda do Salvador. Com todos estes auxílios exteriores, procuremos transformar o nosso interior. Não façamos do Advento um tempo de esquecimento. Pela nossa vida fora, não apaguemos a luz que Deus acende nesta aurora. Não esqueçamos Deus nem os outros, que também são filhos de Deus!

publicado por Theosfera às 05:41

Hoje, 27 de Novembro (1º Domingo do Advento), é dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa e de S. Facundo, S. Primitivo, S. Máximo de Riez e S. Francisco Fasini.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 26 de Novembro de 2016

Hoje, 26 de Novembro, é dia de S. Silvestre, S. Leonardo de Porto Maurício, S. João Berchmans e S. Tiago Alberione. Fim do Ano Litúrgico. O novo Ano Litúrgico é inaugurado, à tarde, com as Primeiras Vésperas do Primeiro Domingo do Advento.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016

 

Nada contra o Pai Natal, tudo pelo Menino Jesus.

O símbolo do Natal é, obviamente, o Menino Jesus.

É o Seu nascimento que comemoramos. E nem sequer é preciso ser crente para o reconhecer.

É tempo de recuperar o que, nos últimos tempos, fomos perdendo.

Se quer celebrar o Natal, ponha, desde o primeiro dia do Advento, uma imagem do Menino Jesus no centro de sua casa ou à janela da sua moradia.

Mas, acima de tudo, ponha Jesus no seu coração, na sua vida.

Hoje, amanhã e sempre!

 

publicado por Theosfera às 20:30

O que é a arte, afinal?

Tanta coisa é a arte. É o que está à vista. É o que está antes de estar à vista.

Pode dizer-se que a arte é o real imaginado.

Eça de Queiroz achava que «a arte é um resumo da natureza feito pela imaginação».

No fundo, a arte é a demonstração de que o que está dentro de nós pode contribuir para alterar o que existe fora de nós!

publicado por Theosfera às 10:01

De novo, no Advento. No fundo, sempre em Advento.

Com as primeiras Vésperas de amanhã, começa mais um Advento.

Mas, afinal, estamos sempre em Advento.

Como bem dizia Joseph Ratzinger, o Cristianismo é, ele próprio, um constante Advento.

Liturgicamente, Advento é preparação para o Natal. Teologicamente, Advento é chegada do Filho de Deus.

Neste sentido, Advento não é só um tempo. Advento é todo o tempo.

publicado por Theosfera às 09:40

Hoje, 25 de Novembro (135º aniversário do nascimento de S. João XXIII), é dia de S. Tomás de Vila Nova, Sta. Catarina de Alexandria, Sta. Beatriz, S. Luís Beltrame e Sta. Maria Beltrame Quatrocchi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016

Hoje, 24 de Novembro, é dia de Sto. André Dunc-Lac e seus Companheiros, Sta. Flora, Sta. Maria, Sta. Eanfleda, Sta. Ana Maria Sala, S. Clemente Delgado, S. Vicente Lién e S. Domingos Khan.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 23 de Novembro de 2016

Nem sempre a verdade de uma pessoa está no que ela mostra.

Raramente, a verdade de uma pessoa está no que outros descobrem.

Como reparou André Malraux, «a verdade de uma pessoa pode estar, antes de mais, no que ela esconde».

Não porque ela queira esconder. Mas porque, ainda que o queiramos, nem tudo se consegue revelar.

Quem pode assegurar que conhece cabalmente os outros?

Quem pode garantir que se conhece totalmente a si?

publicado por Theosfera às 09:40

Hoje, 23 de Novembro, é dia de S. Clemente, S. Columbano e S. Miguel Agostinho Pro.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 22 de Novembro de 2016

 

 

  1. Toda a gente sabe o que é uma freguesia. Mas será que já pensamos donde provém a palavra «freguesia»?

Freguesia, termo que designa uma circunscrição civil, tem — curiosamente — uma proveniência eclesiástica.

 

  1. Como sabemos, a freguesia é a menor divisão administrativa e corresponde à subdivisão dos concelhos.

Cada freguesia é administrada por uma Junta, escolhida pelos membros de uma Assembleia eleita directamente pelos cidadãos.

 

  1. Foi precisamente há cem anos — a partir de 23 de Junho de 1916 — que a freguesia passou a designar esta estrutura civil.

Mas tal estrutura civil já estava separada do universo eclesiástico desde 1835.

 

  1. Até essa altura, «paróquia» e «freguesia» eram duas palavras que serviam para mencionar a comunidade cristã.

E, mesmo depois da separação, os limites territoriais mantiveram-se praticamente iguais.

 

  1. «Paróquia» destaca mais o território e «freguesia» assinala sobretudo o conjunto de habitantes desse território.

Nos dois casos, o centro está na igreja.

 

  1. Sintomaticamente, esta centralidade da igreja está mais explícita na palavra «freguesia» do que na palavra «paróquia».

Enquanto em «paróquia» sobressai «casa» (que, evidentemente, é a igreja), em «freguesia» avulta claramente «igreja».

 

  1. É que, não obstante haver quem proponha outros étimos, «freguesia» vem de «filii» (filhos) e «Ecclesiae» (Igreja).

Deste modo, a freguesia é, originalmente, a comunidade formada pelos «filhos da Igreja».

 

  1. Assim sendo, «freguês», na sua raiz, não tem um sentido comercial, mas uma radicação espiritual.

Se olharmos para a etimologia, «freguês» não é um cliente, mas um crente. Por muito que nos espante, ser «freguês» é ser filho («filius») da Igreja («Ecclesiae»).

 

  1. E o certo é que, apesar de a relação com a Igreja se ter diluído, continua a ser à volta das suas actividades que as pessoas mais se congregam.

A freguesia é como uma extensão da família: ser da mesma freguesia é como ser da mesma família.

 

  1. Como facilmente se compreende, a Igreja de que aqui se fala extravasa, em muito, as paredes do templo.

Para a Igreja, ser mãe é uma identidade e a sua maior responsabilidade. Pelo que sentir-se filho da Igreja é saber-se gerado e permanente acolhido. Afinal, foi o Pai que nos deu a Igreja por Mãe. Cada «freguês» é, pois, uma dádiva que Deus (nos) fez!

 

publicado por Theosfera às 10:56

O que é a experiência, afinal? Aquilo que nos acontece?

A experiência é, acima de tudo, o que fazemos acontecer.

Aldous Huxley era de opinião que «a experiência não é o que nos acontece, mas o que fazemos com aquilo que nos acontece».

Não podemos ficar à espera do que nos acontece. É preciso nunca desistir de fazer acontecer!

publicado por Theosfera às 10:18

Jesus Cristo é, simultaneamente, a humanização de Deus e a divinização do homem.

Em Cristo, Deus torna-Se humano para que o homem se torne divino.

Não se trata de qualquer deslize panteísta, mas de uma verdade elementar.

Nos primeiros tempos do Cristianismo, a temática da divinização («thêosis») era urgida com muita insistência.

No fundo, o que se pretende dizer é que o homem só é plenamente homem quando está em Deus.

É por isso que não basta evocar a humanização de Deus; é fundamental não esquecer também a divinização do homem.

É preciso ver as coisas não apenas a partir de nós, mas sobretudo a partir de Deus.

Como bem percebeu Edward Schillebeeckx, «Deus é o futuro do homem».

Assim sendo, o que soa a demasiado humano será plenamente humano?

Olhemos para Jesus. Não tiremos os olhos de Jesus. E procuremos viver sempre como Jesus.

Donde veio a Sua maravilhosa humanidade? Ele e o Pai foram (são) sempre um só!

publicado por Theosfera às 10:05

Hoje, 22 de Novembro, é dia de Sta. Cecília, S. Filémon, Sta. Ápia e S. Salvador Lilli e seus Companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016

Até Voltaire reconheceu que Deus «concedeu-nos o dom de viver».

Para o mesmo Voltaire, «compete-nos a nós viver bem».

Acontece que Deus também nos deixou o caminho para bem viver: amando cada pessoa como Ele a ama.

No Seu amor está todo o amor!

publicado por Theosfera às 09:19

Aprendemos que o importante é estarmos unidos.

Depois, disseram-nos que o fundamental é permanecermos ligados.

Agora, asseguram-nos que o decisivo é ficarmos conectados.

Não será tudo a mesma coisa? Não estaremos em presença de meras circunlocuções?

Há muito para reflectir e, possivelmente, para inflectir.

O que está em causa é o relacionamento pessoal. A comunicação ligou-nos. A tecnologia está a conectar-nos. Mas estaremos verdadeiramente mais próximos?

Mark Zuckerberg surge a defender a «revolução da conectividade». Só que as nossas conexões nem sempre redundam em maiores aproximações.

Mais do que mostrar o que fazemos, é vital que mostremos o que somos: pessoas e, se possível, pessoas de bem!

publicado por Theosfera às 09:13

Hoje, 21 de Novembro, é dia da Apresentação da Virgem Santa Maria, S. Gelásio I e Sta. Maria de Jesus do Bom Pastor.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 20 de Novembro de 2016

Tu és rei, Senhor, e o Teu trono é a Cruz.

 

Tu és rei, Senhor, e Teu reino é o coração de cada Homem.

 

Tu és rei, Senhor, e estás presente no mais pequeno.

 

Tu és rei, Senhor, e estás à nossa espera no pobre.

 

Tu és rei, Senhor, e queres mais o amor que o poder.

 

Tu és rei, Senhor, e moras em tantos corações.

 

Tu és rei, Senhor, e primas pela mansidão e pela humildade.

 

Tu és rei, Senhor, e não tens exército nem armas.

 

Tu és rei, Senhor, e não agrides nem oprimes.

 

Tu és rei, Senhor, e não ostentas vaidade nem orgulho.

 

Tu és rei, Senhor, e a tua política é a humildade, a esperança e a paz.

 

Tu és rei, Senhor, e continuas a ser ignorado e esquecido.

 

Tu és rei, Senhor, e continuas a ser silenciado.

 

Tu és rei, Senhor, e vejo-Te na rua, em tanto sorriso e em tanta lágrima.

 

Tu és rei, Senhor, e vais ao encontro de todo o ser humano.

 

Tu és rei, Senhor, e és Tu que vens ter connosco.

 

Hoje, Senhor, vou procurar-Te especialmente nos simples, nos humildes, nos que parecem estar longe.

 

Hoje, Senhor, vou procurar estar atento às Tuas incontáveis surpresas.

 

Obrigado, Senhor, por seres tão diferente.

 

Obrigado, Senhor, por seres Tu!

publicado por Theosfera às 11:01

A. Só Cristo pode usar o possessivo em relação à Igreja

  1. Nos últimos tempos, há muita gente a usar uma linguagem de posse em relação à Igreja. Não raramente, deparamos com expressões do género «a minha Igreja» ou «a Igreja do nosso tempo». Estas expressões têm a sua pertinência já que realçam dois aspectos muito importantes: pertença e presença. Com efeito, tais expressões fazem sobressair quer a pertença de cada um à Igreja, quer a presença da Igreja na vida de cada um.

Acontece que, ao mesmo tempo e talvez sem pensarmos muito nisso, acabamos por ofuscar o que está na base e na origem de tudo: a Igreja é de Cristo. Só Cristo tem direito de usar o possessivo em relação à Igreja. E, de facto, Ele usa-o. Na primeira vez em que a palavra «Igreja» aparece no Evangelho — em Mateus 16, 18 —, Cristo não hesita em falar da «Minha Igreja»: «Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja».

 

  1. São Paulo, sem esquecer que todos nós somos membros da Igreja (cf. 1Cor 12, 12; Rom 12, 5; Ef 5, 30), tem o cuidado de lembrar — e com muita ênfase — que só Cristo é a «cabeça» da Igreja. Fá-lo na Carta aos Efésios por três vezes (cf. Ef 1,23; 4,16; 5,23) e na Carta aos Colossenses por duas vezes (cf. Col 1,18; 2,19).

Daqui decorre que a Igreja não tem identidade. A identidade da Igreja não é própria, é derivada: vem-lhe de Cristo. Esta é, para nós, a verdadeira — mas, por vezes, tão esquecida — «hierarquia». Recorde-se que, segundo alguns, «hierarquia» significa não tanto «poder sagrado», mas sobretudo «princípio (“archê”) sagrado». Para a Igreja, o «princípio sagrado» é Cristo, a vida de Cristo, a mensagem de Cristo, o seguimento de Cristo.

 

B. Mundanizar o Cristianismo ou cristianizar o mundo?

 

3. Pertencer à Igreja significa pertencer a Cristo. Fazer parte da Igreja significa fazer parte de Cristo. Sacramentalmente, é o que acontece; mas, existencialmente, será o que se verifica? Desde o Baptismo, deixamos de ser nós para ser Cristo em nós (cf. Gál 2, 20). Mas será que se respira uma autêntica transparência na nossa existência?

Há quem diga — e com razão — que o segredo do êxito está na adaptação. Assim sendo, o segredo do êxito da Igreja está na sua contínua adaptação a Cristo. Não é Cristo que tem de Se adaptar a nós; nós é que temos de nos adaptar a Cristo. Não é Cristo que tem de ser como nós; nós é que temos de ser como Cristo.

 

  1. Aliás, é aqui que reside a nossa felicidade e a nossa salvação. Seremos felizes — e estaremos salvos — quando seguirmos Cristo, quando procurarmos ser como Cristo. É por isso que, quando se fala da necessidade de um Cristianismo moderno, devíamos falar também — e sobretudo — da urgência de uma modernidade cristã.

É aceitável que o Cristianismo tenha as marcas do nosso tempo. Mas a prioridade é que o nosso tempo tenha as marcas do Cristianismo. É preciso trazer o mundo até Cristo, mas é (absolutamente) decisivo levar Cristo até ao mundo. Nesta interacção, não é o mundo que há-de ser o critério para Cristo; Cristo é que há-de ser sempre o critério para o mundo. Donde o nosso propósito deve ser não «mundanizar» o Cristianismo, mas cristianizar o mundo. Não tornemos o Cristianismo mais mundano; tornemos, antes, o mundo mais cristão.

 

C. Mais necessário que mudar com o mundo é mudar o mundo

 

5. O habitual é aplaudir quem ao mundo se acomoda. Acontece que Cristo dá sinais de aprovar sobretudo quem com o mundo se incomoda. O mundo é o nosso lugar, mas não é a nossa lei. Jesus foi bem claro: os Seus discípulos estão no mundo, mas não são do mundo (cf. Jo 17, 16). Como entender então que os cristãos olhem para Cristo com os olhos do mundo em vez de olharem para o mundo com os olhos de Cristo?

O importante não devia ser mudar com o mundo, mas contribuir para mudar o mundo, que tanto precisa de ser mudado. Aliás, se o objectivo da Igreja fosse acomodar-se ao mundo, haveria ídolos, mas não haveria mártires. Os ídolos são aqueles que o mundo aplaude. Os mártires são aqueles que o mundo condena.

 

  1. Nós veneramos os mártires, mas, frequentemente, optamos por imitar os ídolos. Isto significa que admiramos os que resistiram ao mundo, mas, na prática, fazemos tudo para não sermos incomodados pelo mundo. Se a lógica dos mártires fosse a acomodação, não teriam sido mortos. Mas alguma vez seriam uma referência? Os mártires foram mortos por não se acomodarem ao mundo. E tornaram-se uma referência porque incomodara o mundo.

Daqui se segue que, se o mundo não está melhor, é talvez porque nós, cristãos, nem sempre temos estado bem. O mundo não melhora quando os cristãos se conformam. O mundo só acorda quando os cristãos despertam.

 

D. A realeza de Cristo e a realidade da Igreja

 

7. Despertemos, pois, para que outros possam acordar. E comecemos por perceber que a realidade da Igreja está, indelevelmente, marcada pela realeza de Cristo. Por conseguinte, é a realeza de Cristo que há-de orientar sempre a realidade da Igreja.

Hoje, solenidade de Cristo Rei, é dia de começarmos a perceber — se ainda não percebemos — que, como recorda São Paulo, foi Deus «que nos transferiu [há quem diga “transportou”] para o Reino de Seu Filho muito amado» (Col 1, 13). Ao fazer esta «transferência» — ou este «transporte» —, Deus quer que nos deixemos guiar sempre por Seu Filho, Jesus Cristo.

 

  1. É em Cristo, só em Cristo, que encontramos a redenção, o perdão dos pecados (cf. Col 1, 14). A realeza de Cristo — celebrada hoje para ser vivida sempre — está, portanto, no que Ele nos dá. Daí a natureza única deste reinado, que nós, porventura, ainda não compreendemos nem agradecemos.

Cristo não é um rei que tira; é um rei que dá. Parafraseando Bento XVI, diria que Cristo não tira nada; dá tudo. Trata-se, pois, de um rei incomparável. O Seu trono é a Cruz e o Seu território é toda a humanidade. É na Cruz que Cristo dá tudo. É na Cruz que Cristo Se dá por todos.

 

E. Não tentemos mudar Cristo;

deixemo-nos sempre mudar por Cristo

 

9. Deus criou tudo por Cristo e para Cristo (cf. Col 1, 16), Deus mantém tudo em Cristo (cf. Col 1, 17). Assim sendo, Cristo está antes de tudo, está em tudo e está depois de tudo: «nos céus e na terra, nos seres visíveis e invisíveis […], nos senhorios, nos principados e nas potestades» (Col 1, 16).

Só em Cristo encontramos «a plenitude de todos os bens» (Col 1, 19). Em tudo, «Ele tem o primeiro lugar» (Col 1, 18). Este primeiro lugar é um lugar de serviço, é um lugar de dádiva, é um lugar de entrega. É pelo sangue derramado na Cruz que Cristo faz a paz entre todos (cf. Col 1, 20).

 

  1. É por isso que Cristo é um rei universal e eterno, sem condicionantes de espaço e sem limites de tempo. Cristo é rei para todos, Cristo é rei para sempre. É pela Igreja, Seu Corpo, que Cristo continua a reinar, dando tudo, dando-Se a todos, dando sempre. É pena que, como há dois mil anos, haja quem faça troça do reinado de Cristo. Curiosamente, foi um condenado o primeiro a perceber — e a receber — o reinado de Cristo. «Lembra-Te de mim — suplica um dos crucificados com Cristo — quando vieres com a Tua realeza» (Lc 23, 42). A resposta não se fez esperar: «Hoje mesmo estarás coMigo no Paraíso» (Lc 23, 43).

No reino de Cristo, não há muros nem fronteiras. Não há exclusões nem empurrões. E até os que parecem estar fora podem ser os primeiros a entrar. Deixemos então que Cristo reine sobre nós. Não tentemos mudar Cristo, coisa aliás impossível. Deixemos que seja Cristo a mudar-nos. Deixemos que Cristo mude a nossa vida. Que Cristo seja rei. E que, para todos, o Seu amor seja Lei, a única Lei!

 

publicado por Theosfera às 05:44

Desengane-se quem separa a liberdade da verdade.

Só a verdade liberdade, como diz Jesus (cf. Jo 3, 8).

Por conseguinte e como percebeu León Tolstoi, «não alcançaremos a liberdade procurando a liberdade, mas sim a verdade; a liberdade não é um fim, mas uma consequência».

Na verdade, somos livres. E, na liberdade, sentimo-nos mais verdadeiros, isto é, ainda com mais vontade de continuar a procurar a verdade!

publicado por Theosfera às 05:42

Hoje, 20 de Novembro, (Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, 34º e Último Domingo do Tempo Comum, Dedicação da Sé Catedral de Lamego) é dia de Sto. Edmundo, Sta. Maria Fortunata e S. Félix Valois.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 19 de Novembro de 2016

 

O conceito de «pós-verdade» é bem indiciador do estado a que chegámos.

Trata-se de uma identificação eufemística da nossa propensão epocal para iludir a realidade e para intimar, cada vez mais, com a mentira.

A «pós-verdade» resulta de um cruzamento entre a ascensão do subjectivismo e o triunfo do espectáculo.

Por este andar, não há-de faltar muito para que 2+2 possa ser igual a 5.

Basta que as plateias aplaudam tal equação e que as linhas telefónicas dêem mais de 50% de aprovação a um tal resultado.

O absurdo já esteve mais longe.

Nunca nos afastemos da verdade. Só ela nos libertará!

 

publicado por Theosfera às 16:08

Dizem que a resposta ao que se passa no mundo é a reafirmação dos nossos valores.

Sem dúvida. Mas que valores são os nossos presentemente? O que vale, hoje, para nós.

Será que a própria vida ainda tem valor?

O que se vê não nos sossega. Só em Deus repousaremos!

publicado por Theosfera às 16:05

Hoje, 19 de Novembro, é dia de Sta. Matilde, S. Rafael Kalinowski e Sta. Inês de Assis.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 18 de Novembro de 2016

A Palavra não é só para ouvir nem para meditar.

Aliás, a Palavra nem sequer é apenas para viver.

A Palavra, diz o enviado de Deus, é também para comer (cf. Ap 10, 9).

Ela pode ser amarga no ventre, mas é doce nos lábios (cf. Ap 10, 9-10). É

preciso que nos alimentemos com a Palavra até porque nem só de pão vive o homem (cf. Mt 4, 4).

Às vezes, parece que somos famintos sem vontade de comer.

E o alimento está aqui, tão perto!

publicado por Theosfera às 10:38

  1. A competência compensa. Mas nem sempre é compensada.


  1. Os peritos asseguram que, hoje em dia, não se fala bem. Ou seja, não se fala correctamente.


  1. A língua é vítima de muitas agressões. Mas, ao contrário do que alguns pensam, não estou seguro de que falar correctamente traga vantagens profissionais.


  1. A avaliar pelo que é veiculado pela comunicação social, falar correctamente pode não ser um trunfo para progredir na carreira.


  1. Já ouvimos representantes do Estado resvalarem para o frequente «há-dem» ou para o insuportável «interviu».


  1. De há uns tempos para cá, tornou-se hábito (não sei por que motivo) introduzir afirmações com o desnecessário «dizer que». Que se pretende dizer com este «dizer que»?


  1. «Dizer que o Presidente da República acabou de chegar». Não bastaria «o Presidente da República acabou de chegar»?


  1. Enfim, já lá vai o tempo em que aprendia com quem falava na rádio e na televisão e com quem escrevia nos jornais...
publicado por Theosfera às 10:26

A ambição é boa quando é colocada ao serviço dos outros.

A ambição não é má quando não prejudica os outros.

Mas a ambição pode ser horrível quando é alimentada à custa dos outros, por cima dos outros e contra os outros.

O problema é que quem tem ambições deste género nem sequer se apercebe do logro em que cai.

Marcel Proust notou que «a ambição embriaga mais do que a glória». Embriaga e (o que é pior) cega.

Como ver quando não se consegue enxergar?

publicado por Theosfera às 09:56

Hoje, 18 de Novembro, é dia da Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo, Sta. Carolina Kózka, Sto. Odo de Cluny, S. Domingos Jorge, Sta. Isabel Fernandes, Sto. Inácio e Sta. Salomé de Cracóvia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 17 de Novembro de 2016

A filosofia, como tudo na vida, devia ser um meio de descobrir a verdade.

Mas, como notou Vergílio Ferreira, às vezes, torna-se um «meio de a "criar"».

Será que uma verdade criada é verdadeira? Costuma ser imposta.

Há que procurar, incessantemente, a verdade.

Criá-la pertence apenas (e sempre) a um, a Deus!

publicado por Theosfera às 07:39

Hoje, 17 de Novembro, é dia de Sta. Isabel da Hungria, Sta. Filipa Duchesne, Sto. Aniano, Sta. Hilda, S. Gregório de Tours e S. Hugo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2016

Os excessos nunca fazem bem.

O excesso de liberdade pode levar à sua degeneração.

Só que nunca há excesso de liberdade se ela for emoldurada pela responsabilidade.

Milton Friedman bem notou: «Não há excesso de liberdade se aqueles que são livres forem responsáveis; o problema (acrescentava) é a liberdade sem responsabilidade».

Nunca deixemos a responsabilidade à porta da liberdade.

Quando a responsabilidade for observada, a liberdade nunca será distorcida!

publicado por Theosfera às 09:31

Hoje, 16 de Novembro, é dia de Nossa Senhora da Saúde, Sta. Margarida da Escócia, Sta. Gertrudes, S. Roque González, Sto. Afonso Rodríguez e S. João del Castillo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

 

  1. No mundo, a Igreja é chamada a ser alternativa. Mas a experiência mostra que nem sempre tem conseguido evitar alguma redundância.

É notório, por exemplo, que «a segunda revolução individualista» (Gilles Lipovetsky) não lhe é totalmente indiferente.

 

  1. Há quem olhe para a Igreja não a partir de Cristo, mas a partir de si e das suas circunstâncias.

Este subjectivismo — e perspectivismo — eclesial é o que está na base do aparecimento de uma persistente linguagem possessiva.

 

  1. São abundantes os textos em que, com perseverante regularidade, aparecem expressões do género «a “minha” Igreja» ou «a Igreja do “nosso” tempo».

Não é raro ouvir gente a lamentar que esta não é «a “sua” Igreja» ou que esta não é «a Igreja do “nosso” tempo».

 

  1. Entende-se o que se pretende dizer. Mas nota-se igualmente o que acaba por se ocultar.

A realidade da Igreja não é uma soma de realidades flutuantes. A realidade da Igreja é, antes de mais, a realidade permanente que lhe é dada por Cristo.

 

  1. Por conseguinte, pertencer à Igreja é pertencer a Cristo.

A Igreja é de Cristo. Pelo que só Cristo tem legitimidade para dizer «a “Minha” Igreja» (Mt 16, 18).

 

  1. Na verdade e como bem notou São Paulo, a Igreja é o Seu novo Corpo (cf. 1 Cor 12, 27).

Deste Corpo, Cristo é a cabeça (cf. Ef 1, 23) e nós somos os restantes membros (cf. 1Cor 12, 27).

 

  1. Estriba aqui o verdadeiro sentido de «hierarquia». Esta não é tanto «poder sagrado», mas «princípio sagrado».

O «princípio sagrado» para a Igreja é Cristo: a Sua mensagem e a Sua vida.

 

  1. Tal «princípio sagrado» remonta ao próprio Pai. Foi o Pai que criou tudo por Cristo e para Cristo (cf. Col 1, 16).

É o Pai que mantém tudo em Cristo (cf. Col 1, 17). Enfim, é o Pai que nos encaminha para o «Reino» de Cristo (Col 1, 13).

 

  1. Cristo tem, portanto, «o primeiro lugar» (Col 1, 18): em tudo e principalmente na Igreja (cf. Col 1, 18).

É esta realeza de Cristo que alimenta, permanentemente, a realidade da Igreja.

 

  1. Cristo já aceitou ser como nós.

Que cada um de nós procure ser sempre como Cristo!

 

publicado por Theosfera às 10:34

Hoje, 15 de Novembro, é dia de Sto. Alberto Magno, Sta. Madalena Morano e Sta. Maria da Paixão.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 14 de Novembro de 2016

A consciência não é imóvel. Mas será que é permanentemente móvel?

No meio de tanta coisa que muda, não haverá nada que permaneça?

Será que, alguma vez, poderemos chamar bem ao que é mal e, depois, descansar?

Há um mínimo, enunciado por Júlio Dinis, que jamais deveria ser esquecido: «Em todos os homens, a consciência só tem uma maneira de agir. Reprova sempre o mal e aponta sempre a culpa».

Assusta-me gente que proclama que nunca se arrepende de nada.

Serão estas pessoas prodígios do bem ou máquinas de autodesconhecimento?

publicado por Theosfera às 09:25

Hoje, 14 de Novembro, é dia de S. Nicolau de Tavelic, S. José de Pignatelli e S. Serapião.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 07:01

Domingo, 13 de Novembro de 2016

Tudo sobe para cima.
Tudo caminha para o alto.
Tudo tende para o fim.

 

E, na verdade, o que importa é o fim,
o fim para o qual nos chamas.

 

Tu, Senhor, chamas-nos para a felicidade,
para a alegria, para a justiça, para a paz.

Tu, Senhor, chamas-nos para Ti.

A vida é cheia de sinais.
É importante estar atento a eles.
É fundamental deixarmo-nos guiar por eles.

 

Neste mundo, tudo passa.
Nesta vida, tudo corre.
Neste tempo, tudo avança.
Só a Tua Palavra permanece, Senhor.

 

Obrigado por nos reunires,
por nos congregares,
por nos juntares.

 

De toda a parte Tu chamas,
Tu convocas,
Tu reúnes.

Obrigado, Senhor, pela esperança
e pelo ânimo,
Pelo vigor e pela presença.

 

O importante não é saber a hora do fim.
O fundamental é estar pronto, preparado, disponível.

 

Para Ti, Senhor, o fim não é destruição nem dissolução.
ConTigo, Senhor, o fim é plenitude, realização, felicidade.

Em Ti já sabemos o que nos espera.

Tu, Senhor, és a esperança e a certeza da esperança.

Tu já abriste as portas.
Tu já inauguraste os tempos últimos, os tempos novos.

 

ConTigo nada envelhece.
Em Ti tudo se renova.
Renova sempre a nossa vida,
JESUS!

publicado por Theosfera às 11:02

A. Um «banho de realismo»

  1. Jesus oferece-nos, neste Domingo, um tremendo «banho de realismo». Nós que, tantas vezes, apostamos tudo neste mundo, como se não houvesse mais nada, precisamos destes embates com a realidade. Como deve ter sido duro ouvir estas palavras de Jesus: «De tudo que estais a ver, não ficará pedra sobre pedra» (Lc 21, 6).

O que aquelas pessoas estavam a ver era o magnífico e sumptuoso Templo de Jerusalém, «ornado com belas pedras e piedosas ofertas» (Lc 21, 5). Como imaginar que uma construção destas pudesse vir a ser destruída? Mas não foi necessário sequer esperar muito tempo. Como nos conta Flávio Josefo, a cidade de Jerusalém foi destruída pelos romanos pelo ano 70 da nossa era. Nessa altura, palavras do historiador, «a sagrada casa foi queimada».

 

  1. A caducidade das coisas materiais afecta tanto o pequeno como o grande. Tudo cai, tudo acaba. Cai o pequeno, mas cai também o que se julga grande. Cai o pobre, mas cai também o rico. Cai o fraco, mas cai também o que se julga forte. Caem as vítimas, mas caem também os que oprimem as vítimas. Enfim, somos todos arrastados por uma corrente que nos leva para o fim.

Como bem percebeu Santa Teresa de Ávila, «tudo passa, só Deus basta». Só Deus é bastante. Só Deus é o bastante. Até o templo material há-de terminar. O Deus do templo sobrevive ao templo de Deus. Só o templo espiritual sobrevive. Mas nós, distraídos, investimos tudo no material, no provisório, esquecendo que só Deus é definitivo.

 

B. Um convite à esperança

 

3. É neste contexto que a Liturgia deste Domingo reflecte sobre o sentido da existência, dizendo-nos que a meta final para onde Deus nos conduz é o novo céu e a nova terra (cf. Ap 21, 1). A alusão à caducidade deste mundo não visa incutir medo, mas fortalecer a esperança. Desta esperança brota a coragem para enfrentar a adversidade e para pugnar pela chegada do Reino de Deus.

Na Primeira Leitura, um «mensageiro» garante, a uma comunidade desanimada, que Deus não abandonou o Seu Povo. O Deus libertador vai intervir no mundo, para derrotar o que oprime e rouba a vida. Ao mesmo tempo, Deus vai fazer com que nasça esse «sol da justiça» (Mal 4, 2) que traz a salvação.

 

  1. Por sua vez, o Evangelho oferece-nos uma meditação sobre o percurso que a Igreja é chamada a percorrer até à segunda vinda de Jesus. A missão dos discípulos é comprometer-se na transformação do mundo, de modo a que o antigo desapareça para dar lugar ao novo, que é o Reino de Deus.

A Segunda Leitura apela a que, enquanto esperamos a vida definitiva, não temos o direito de nos instalarmos na preguiça, alheando-nos das grandes questões do mundo. A esperança é gémea do compromisso. Quem espera o Reino de Deus é chamado a participar na sua construção. É por isso que, ao contrário do que se pensa, a esperança não é passiva, mas militantemente activa. A esperança não se limita a semear o bem, participando, desde logo, na denúncia do mal. Daí que Santo Agostinho tenha dito que a esperança tem duas filhas: uma chama-se indignação e a outra chama-se coragem. A «indignação ensina-nos a não aceitar as coisas como elas estão; a coragem ensina-nos a mudá-las». Indignemo-nos quando for preciso e enchamo-nos de coragem sempre que for necessário. Ou seja, sempre!

 

C. «Escatologia» e «parusia»

 

5. O Evangelho apresenta-nos Jesus em Jerusalém, nos últimos dias antes da Paixão. Jesus está nos átrios do Templo com os discípulos. É precisamente a contemplação das belas pedras do Templo, que leva Jesus a esta catequese escatológica.

Tal catequese faz desfilar três momentos da história da salvação: 1) a destruição de Jerusalém, 2) o tempo da missão da Igreja e 3) a vinda do Filho do Homem. Tudo, por muita importância que tenha, é efémero. Só Cristo, «alfa e ómega» (Ap 22, 13), é definitivo. A Sua segunda vinda é o fim último da história. É por esta razão que à segunda vinda de Jesus se chama «parusia» e o fim último recebe o nome de «escatologia». A «parusia» acontece, pois, na «escatologia». E a essência da «escatologia» é a «parusia».

 

  1. O texto começa com o anúncio da destruição de Jerusalém (cf.Lc 21, 5-6). Jerusalém, lugar onde deve irromper a salvação de Deus (cf. Is 4,5-6; 54,12-17; 62; 65,18-25), é também o local da recusa da oferta dessa mesma salvação. Assim sendo, a destruição da cidade e do Templo significa que Jerusalém não tem o exclusivo da mesma salvação.

O Evangelho de Jesus não fica, portanto, confinado a Jerusalém. Vai ao encontro de todos os povos. Começa, por conseguinte, uma nova etapa da história da salvação: o «tempo da Igreja». É o tempo em que os discípulos levarão o Evangelho a todos os povos da terra.

 

D. Olhemos mais para a renovação do que para a destruição

 

7. Vem, a seguir, uma reflexão sobre o «tempo da Igreja», que culminará com a segunda vinda de Jesus (cf. Lc 21, 7-19). Como será esse tempo? Como vivê-lo? Em primeiro lugar, é fundamental ter um recto discernimento. É que hão-de surgir falsos messias a vaticinar o fim. Jesus avisa: «Não sigais atrás deles» (Lc 21, 8) porque «não será logo o fim» (Lc 21, 9).

Em vez de viverem obcecados com a data do fim, os cristãos devem empenhar-se numa vivência cada vez mais comprometida. Os cristãos são chamados a contribuir para a transformação do mundo. Evangelizar é transformar: não transformar o Evangelho, mas transformar o mundo a partir do Evangelho.

 

  1. Em segundo lugar, Jesus diz-nos o que acontecerá antes do fim. Mais do que olhar para os sinais de destruição, devemos fixar-nos no apelo à renovação. Tudo o que é velho acabará. Só que a renovação implicará resistências e, por isso, perseguições. As imagens apocalípticas fazem pensar: «povo contra povo e reino contra reino» (Lc 21, 10), «terramotos, fome e epidemias; fenómenos espantosos e grandes sinais no céu» (Lc 21, 11).

O que devemos reter é que, à medida em que o mundo velho for desaparecendo, um mundo novo irá nascendo. A consumação desse mundo novo acontecerá com a segunda vinda de Jesus: a tal «parusia».

 

E. Entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus

 

9. Em terceiro lugar, Jesus põe-nos de sobreaviso para as dificuldades e perseguições que nos acompanharão pelo tempo fora, até à segunda vinda de Jesus. A missão não é um passeio; é uma entrega da vida. E, nessa entrega, teremos de contar com todo o tipo de adversidades. Aliás, já Santo Agostinho notara que caminhamos entre «as perseguições do mundo» e «as consolações de Deus».

São estas consolações que nos animam e estimulam. Jesus assegura que nunca estaremos sós. Deus estará sempre presente quando damos testemunho d’Ele. É com a força de Deus que enfrentaremos os adversários e as adversidades. Até na própria família podem surgir traições (cf. Lc 21, 16)

 

  1. Acontece que, por causa de Jesus, vale a pena dar tudo, incluindo a própria vida. Mas será que estamos preparados para isso? Ser mártir é ser testemunha, é dar testemunho até ao fim. Ser mártir é estar disponível para enfrentar as contrariedades e para não ceder às dificuldades. A Igreja tem mártires e não tem ídolos porque se revê naqueles que o mundo persegue e não naqueles que o mundo aplaude.

Muitas vezes, temos de contar com o ódio. Mas vale a pena ser odiado por causa de Cristo (cf. Lc 21, 17). O Seu amor supera todo o ódio. Enfrentar as perseguições é, no fundo, acreditar mais nas consolações de Cristo do que nas promessas do mundo. E Cristo nunca nos faltará com a Sua sabedoria (cf. Lc 21, 15). Não se perderá quem por Cristo se perder. Pela nossa persistência nos salvaremos (cf. Lc 21, 19). Pela nossa fidelidade nunca desfaleceremos. Quem tudo der por Cristo, tudo receberá de Cristo!

publicado por Theosfera às 06:28

Hoje, 13 de Novembro (33º Domingo do Tempo Comum e 1662º aniversário do nascimento de Sto. Agostinho), é dia de Sto. Estanislau Kostka, Sta. Agostinha Lívia Pietrantoni, S. Diogo de Alcalá, Sto. Homembom, Sto. Eugénio Bossinok e Sto. Artémis Zatti.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 12 de Novembro de 2016

Hoje, 12 de Novembro (25º aniversário do massacre de Santa Cruz, em Díli), é dia de S. Josafat de Kuncevicz, S. Teodoro Studita e S. Cristiano e companheiros calmadulenses.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 11 de Novembro de 2016
  1. No início, parecia de todo impossível. Depois, afigurava-se altamente improvável. Com o passar do tempo, admitia-se que, embora remotamente, até podia acontecer. Finalmente, acabou por se concretizar.

Donald Trum tornou-se Presidente dos Estados Unidos.

 

2 Costumamos dizer que os Estados Unidos conhecem mal o mundo. Mas será que o mundo conhece bem os Estados Unidos?

Comparando as eleições de 2016 com as de 2012, chega-se à conclusão de que ganhou quem menos perdeu.

 

  1. De facto, o republicano vencedor deste ano teve menos um milhão de votos que o republicano derrotado de há quatro anos: 59 450 907 em 2016 «versus» 60.932.235 em 2012.

Acontece que a democrata derrotada deste ano teve menos seis milhões de votos que o democrata vencedor de há quatro anos: 59 656 630 em 2016 «versus» 65.917.257 em 2012. O que decidiu as eleições é que quem venceu perdeu menos que quem perdeu. O que impressiona, porém, é que ambos perderam.

 

  1. O que avulta é sobretudo o que as pessoas não querem. As pessoas não se revêem no sistema político, económico, social e até mediático. Foi Donald Trump quem capitalizou melhor esta rejeição.

Ele ganhou sem o apoio das principais televisões. Ganhou sem o apoio de 200 jornais, que declararam estar ao lado da outra candidatura. Ganhou sem o apoio dos actores e dos artistas. Ganhou até sem o apoio de muitas figuras do seu próprio partido.

 

  1. De tudo isto ficou claro aquilo que as pessoas não querem. Aliás, tendo em conta o que se passa nas ruas, até já há muitos que também não querem quem o eleitorado quis.

Se olharmos para as eleições, sabemos que Donald Trump foi o escolhido. Mas, se olharmos para as manifestações, até parece que o mesmo Donald Trump é profundamente rejeitado. Caso para perguntar: o que quer quem não quer? Será possível re+unir o que parece tão desunido?

 

  1. Daniel Innerarity é, talvez, umas das poucas pessoas que consegue oferecer-nos um guião iluminador no meio de tanta perplexidade.

O problema é que, segundo aquele perito em Filosofia Política, hoje há pouca vontade de aprender.

 

  1. Salta à vista que, nos Estados Unidos, há muita coisa que não percebemos. Os progressistas não estão contentes. Mas há conservadores que também não revelam grande entusiasmo.

Não sabemos se esta votação anti-sistema foi feita em prol da mudança ou em nome da resistência à mudança. O mais provável é que a votação em Trump seja um caleidoscópio onde cabem coisas muito diferentes, quiçá contraditórias.

 

  1. Em qualquer caso e como avisa o mesmo Innerarity, a indignação, apesar de pertinente, não é suficiente. O problema da cultura da indignação é semelhante, «mutatis mutandis», à quimioterapia: ataca o que está mal, mas também atinge o que pode estar bem.

O objectivo é que a situação melhore. Só que, às vezes, fica pior. Não basta, pois, saber o que não queremos. É fundamental saber o que pretendemos e para onde desejamos caminhar.

 

  1. Outro dado que emerge das eleições dos Estados Unidos é a aparente perda de influência da comunicação social. Empiricamente, não há volta a dar: quem a comunicação social mais apoiou foi quem mais perdeu.

É um fenómeno que merece ser estudado. Porque não sei se estamos perante uma perda de influência ou se não estaremos diante de uma deslocação do padrão de influência.

 

  1. Os últimos tempos têm mostrado que o entretenimento cativa mais que a informação. E o espectáculotem gerado maiores audiências que a opinião. A prova é que os próprios actores políticos já não se dispensam de participar em programas de humor e até em «realitys shows».

Acresce, por outro lado, que o campo de intervenção da comunicação social está a deslocar-se dos espaços tradicionais para as redes sociais. Sucede que esta deslocação não é necessariamente positiva. É, todavia, a realidade com que temos de contar.

 

  1. O cidadão tem de estar alerta e a comunicação social também devia estar (mais) atenta. Às vezes, aflige-me uma certa «pansofia» que perpassa pelos operadores mediáticos. Parece que sabem tudo, distribuindo críticas por todos, mas não aceitando sugestões de praticamente ninguém.

Só que há momentos que mostram que a comunicação social também é limitada. Daí que não lhe fizesse mal descer do pedestal de uma certa sobranceria.

 

  1. Quanto ao recém-eleito Presidente, um desejo, emoldurado pela esperança.

Que o percurso a partir de agora seja melhor do que indiciam alguns discursos feitos até agora!

publicado por Theosfera às 16:03

Um protesto pode ser pertinente, mas, só por si, é insuficiente.

O problema da cultura da indignação é semelhante, «mutatis mutandis», à quimioterapia: ataca o que está mal, mas também atinge o que está bem.

O objectivo é que a situação melhore. Mas, às vezes, fica pior.

Não basta, pois, saber o que não queremos. É fundamental saber o que pretendemos. E para onde desejamos caminhar!

publicado por Theosfera às 13:12

Nos passos trocados que vamos dando na vida, há quem não hesite em chamar mentira à verdade e verdade à mentira.

Uma vez que a mentira campeia, é natural (embora preocupante) que, como notou Dostoievsky, até «a verdade pareça inverosímil».

O pior é que, como acrescentou o escritor russo, «para dar verosimilhança à verdade, é preciso misturá-la com um pouco de mentira».

Sucede que, como as coisas estão, há quem acabe por ficar mais com a mentira que encobre a verdade do que com a verdade que desmascara a mentira!

publicado por Theosfera às 11:28

Para muitos, São Martinho rima apenas com castanhas e vinho.

Mas São Martinho rima sobretudo com um Deus que Se faz caminho.

Não digo que deixemos o São Martinho das castanhas e do vinho.

Mas agarremo-nos, antes de mais, ao São Martinho de Cristo, da paz, da concórdia e da caridade.

Este santo tão popular tem muito para nos ensinar.

Estaremos dispostos a aprender?

publicado por Theosfera às 11:21

Hoje, 11 de Novembro, é dia de S. Martinho de Tours e de S. Menas.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 10 de Novembro de 2016

De entre os 266 Papas, muitos foram certamente grandes Pontífices.

Porém, só três passaram à história com o cognome de Magno: São Leão Magno, que foi Papa entre 440 e 461; São Gregório Magno, que foi Papa entre 590 e 604; e o menos conhecido São Nicolau Magno, que foi Papa entre 858 e 867!

publicado por Theosfera às 23:03

Hoje, 10 de Novembro, é dia de S. Leão Magno, Sto. André Avelino e Sta. Natalena.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 09 de Novembro de 2016

Hoje, 09 de Novembro, é dia da Dedicação da Basílica de S. João de Latrão (sé catedral do Papa enquanto Bispo de Roma), S. Teodoro e S. Luís Morbióli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 08 de Novembro de 2016
  1. Jesus deixou-nos um coração humilde (cf. Mt 11, 29). E, ao mesmo tempo, legou-nos um plano ambicioso (cf. Mt 28, 19-20).

É Sua vontade que a Sua mensagem chegue a todos os sítios (cf. Mc 16, 16) e ressoe em todas as épocas (cf. Mt 28, 20).

 

  1. No fundo, Jesus quer preencher o tempo e o espaço: todo o tempo e todo o espaço.

Foi neste sentido que os cristãos se habituaram a olhar para o Domingo como o dia-modelo e para a Paróquia como o lugar de referência.

 

  1. No resto do tempo e no restante espaço, procuravam vivenciar o que celebravam ao Domingo na Paróquia.

À Eucaristia sacramental sucedia uma autêntica Eucaristia testemunhal.

 

  1. Ao fazer da igreja a sua casa, os cristãos acostumaram-se a fazer da sua casa uma igreja: a «igreja doméstica».

Curiosamente, a palavra «paróquia» — tal como a palavra «diocese» — incorpora a ideia de «casa».

 

  1. A raiz indo-europeia «weik» deu origem ao grego «oikos», que aparece em «diocese» («di-oikesis») e «paróquia» («par-oikía»).

«Diocese» significa «governo da casa» e «paróquia» tanto indica «ao lado da casa» como «casa ao lado».

 

  1. Como é sabido, foi em casas particulares que os cristãos principiaram a celebração do culto.

Mais tarde, as igrejas tornaram-se a casa central para as populações.

 

  1. Estavam, assim, lançados os gérmenes de uma evangelização integradora.

O Evangelho emergia como uma proposta totalizante: para todas as pessoas e para todos os momentos.

 

  1. O mais global (o Evangelho) foi-se consubstanciando no mais local (o ambiente de cada um) e no mais concreto (sobretudo a oração, a catequese e a caridade).

Encontramos, aqui, uma espécie de «anabase» pastoral.

 

  1. A pastoral cresce a partir da base, a partir do contacto com as pessoas.

Tal como Jesus foi ter com as pessoas onde elas estavam (cf. Mc 1, 6), é preciso — em nome de Jesus — ir ter com as pessoas onde elas se encontram.

 

  1. A esta luz, a comunhão diocesana, sem dispensar as estruturas supraparoquiais, ocorre, acima de tudo, na comunhão intraparoquial. E consolida-se através da comunhão interparoquial.

Uma vez que cada paróquia é uma realização da Igreja diocesana, então toda a acção paroquial avulta como um genuíno acontecimento diocesano. É na Paróquia que a Diocese está mais próxima das pessoas!

 

publicado por Theosfera às 10:40

Afinal, o que é viver?

Anotemos a (prodigiosa) resposta de Isabel da Trindade: «Deus em mim e eu n'Ele; eis a minha vida!».

Ela não se limitou a preparar a entrada no Céu. Ela foi encontrando o Céu na Terra.

Como? Ouçamo-la: «Encontrei o Céu na Terra porque o Céu é Deus e Deus está dentro de mim».

A uma pessoa amiga explicou: «Pouco a pouco, a alma habitua-se a viver na doce companhia de Deus, começa a compreender que traz em si um pequeno Céu em que o Deus do amor fixou a Sua morada».

O que foi possível para esta mulher será impossível para nós?

Tentemos. E veremos como é maravilhoso experimentar Deus em nós!

publicado por Theosfera às 09:51

Para desfrutar, admito que não haja nada como o sucesso.

Mas, para aprender, nada se compara ao fracasso.

Bram Stoker assinalou que «é nos fracassos que aprendemos e não no delírio do sucesso».

No deslumbramento do sucesso, há quem não pense na possibilidade de cair ou recuar.

É preciso perceber que quem está lá acima também pode tombar. E

quem está lá em abaixo também se pode reerguer!

publicado por Theosfera às 09:36

Hoje, 08 de Novembro, é dia de S. Carpo, S. Papilo, Sta. Agatónica, S. Severo, S. Severiano, S. Carpóforo, S. Vitorino, Sta. Isabel da Trindade e S. João Duns Escoto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 07 de Novembro de 2016

Hoje, 07 de Novembro, é dia de Sto. Herculano, S, Vicente Grassi, S. Vilibrordo, Sto. Ernesto, Sta. Catarina de Cattaro e S. Francisco de Palau e Quer.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

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