O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016
  1. Em fins de Agosto e nos começos de Setembro, Lamego parece um mar. Não um mar de água, mas um mar de gente, um mar de luz, um mar de Mãe. São muitos os que vêm ao encontro da Mãe nestes dias. São tantos, aqueles com quem a Mãe — perdidamente! — Se reencontra nestes Seus dias. A Mãe vai fazer anos, mas somos nós que recebemos o presente, o melhor presente: Jesus.

Em Lamego, o Natal começa em Setembro. Há até quem costume repetir à maneira de adágio: «Aos Remédios chegámos, no Natal estamos». Enfim, o Natal de Maria como que prenuncia o Natal de Jesus.

 

  1. Nesta altura, Lamego veste-se de festa — e rebenta de emoção — para celebrar Nossa Senhora dos Remédios. Ninguém consegue atrair tantos corações e arrastar tão volumosas multidões. É para a Sua casa que todos os passos se dirigem. É para a Sua imagem que todos os olhares se voltam.

Entre tantas partidas — e outros tantos regressos —, Nossa Senhora dos Remédios avulta, sem dúvida, como a principal embaixadora de Lamego. À Sua boleia, Lamego é uma terra que chega a toda a Terra. Em cada estampa que daqui sai é uma referência a Lamego que também vai.

 

  1. Sucede que a Festa de Nossa Senhora dos Remédios não é só no dia 8 de Setembro. Quem olha para a Festa desde o seu início imediatamente se apercebe de que na Novena esteve a sua raiz e o seu alicerce. Foi a Novena que gerou a Festa, foi a Novena que trouxe a Festa. Assim sendo, tal como é impossível conhecer Lamego sem visitar Nossa Senhora dos Remédios, também não é possível participar na Festa sem viver a Sua Novena.

É na Novena que encontramos a origem, a matriz e a genuína verdade da Festa. É a Novena que nos devolve a pureza, a união e a simplicidade que deveriam sempre existir na Festa.

 

  1. Na Novena, não há ponta de encenação. O porte sobrepõe-se totalmente à pose. Todos se vestem de peregrinos. Todos fraternizam na única fé e no mesmo amor.

A Novena contém o mais extenso — e o mais intenso — da Festa. Ela é a actividade que dura mais tempo e a realização que provoca as mais emocionantes vivências. Daí até que nos tenhamos habituado a dizer «Novenas» em vez de «Novena», como que a mostrar que o efeito da Novena se pluraliza em tantas horas de tantíssimos dias.

 

  1. Ao relatar a inauguração do Santuário, em 1761, o Cónego José Pinto Teixeira já fala expressamente da Novena. Tudo foi preparado — e executado — em função do arranque da Novena. A bênção do Santuário ocorreu a 22 de Julho, uma quarta-feira dedicada a Santa Maria Madalena. No sábado, dia 25, consagrado a São Tiago, Nossa Senhora dos Remédios desceu à cidade. A 26, Domingo, Santa Ana foi comemorada e Nossa Senhora regressou à Sua morada.

Na segunda-feira, dia 27, a imagem foi colocada no trono e no dia 28, terça-feira, começou então a «Sua Novena». Se fizermos a contagem, notaremos que o dia principal da Festa (5 de Agosto) era o último dia da Novena. Como sabemos, a Festa de Nossa Senhora dos Remédios só passou a ser celebrada a 8 de Setembro a partir de 1778. Naqueles tempos, a Novena era vista não tanto como uma preparação para a Festa, mas acima de tudo como uma vivência antecipada da própria Festa.

 

  1. A forma de estar dos peregrinos nestas madrugadas de Agosto e Setembro tem mostrado, desde o início, que a Novena é o mais belo da Festa, é o mais puro da Festa. Além de «um invulgar acontecimento religioso», a Novena é «a alma e a essência» da Festa, «o que mais nela se aproveita, o que mais rende para glória de Deus e honra de Nossa Senhora, o que ela tem de mais piedoso, de mais edificante e mais construtivo». Ela «é o trabalho da graça oculta a encher as almas de fé activa e fecunda; é o transbordar do Coração de Deus pelas mãos bondosas da Senhora».

Juntar pessoas num arraial é facto trivial. Congregar muita gente antes de dormir é coisa frequente. Mas formar, repetidamente, uma multidão antes da hora habitual de acordar é acontecimento raro, para não dizer único. Sucede que o mais impressionante é sentir que a recorrência não satura. A multidão, qual caudal sem freio, cresce de dia para dia. Ou, para ser mais preciso, de madrugada para madrugada. As madrugadas de fé no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios são um património com um valor incalculável.

 

  1. Quem vive a Novena não consegue dizer o que sente. Quem começa a viver a Novena só verte um lamento: não ter começado antes. E quem ainda não experimentou não imagina o que tem perdido. Aqui, há um encontro muito intenso que irradia uma paz imensa. Todos notam que, em cada madrugada, a Mãe vem e, com Ela, o Filho vem também.

A Novena não costuma encher páginas de jornais, como aliás não aparece muito em registos dos antigos anais. Entende-se, porém, esta parcimónia informativa pois a Novena, sendo incomparável para viver, torna-se praticamente impossível de descrever.

 

  1. Uma coisa é certa: só uma fé muito forte (e apenas a fé dos simples é forte) consegue, após um dia de canseiras e antes de uma nova jornada de trabalhos, levantar tanta gente a esta hora.

A Novena não é só preparação para a Festa; toda a Novena já é Festa. Ela é a atmosfera que nos aclimata para a fruição da teosfera que nos é servida por Nossa Senhora dos Remédios. A madrugada de cada dia é, pois, uma luminosa teofania.

 

  1. A Novena presenteia-nos com enchentes, pois está sempre com muita gente. É gente que não precisa de ser convidada para ter presença assegurada. É gente que não vem para ser vista, mas para ser visitada: pela Mãe que alimenta o Filho e que dá o Filho em alimento a todos nós, Seus filhos.

Toda a gente reza, toda a gente canta. Toda a gente conhece o «Pai-Nosso» e a «Ave, Maria». Toda a gente conhece os cânticos que aqui são entoados, especialmente a «Ave, Maria da Novena». A entoação da «Ave, Maria da Novena» é simplesmente indescritível. Mais do que entoada pelos lábios, a «Ave, Maria da Novena» é gritada pela alma num contágio de emoções que faz estremecer todos os corações.

 

  1. Toda a Novena tem um tom auroral, uma vez que começa ainda de noite e acaba já de dia. A Novena faz reluzir o dia e raiar o grande sol: o sol que é Jesus e que a todos nos enche de luz.

É verdade que não é fácil vir à Novena. A Novena cansa bastante por fora; mas faz-nos descansar plenamente por dentro. É por isso que a Novena custa muito quando começa, mas custa muito mais quando termina. Há muito suor no início, mas são muito mais abundantes as lágrimas que chovem no fim. Os filhos trazem até à Mãe o seu pranto. A Mãe deposita nos filhos o Seu sorriso de encanto. São muitas as lágrimas que os filhos levam até à Mãe. É radioso o sorriso que a Mãe acende nos lábios dos Seus filhos. Nada disto se explica, tudo isto se sente. Nunca deixemos de sentir os afagos da nossa querida Mãe. E nunca nos esqueçamos de ouvir a Palavra de Seu divino Filho!

publicado por Theosfera às 08:00

Hoje, 31 de Agosto, é dia de S. Raimundo Nonnato e Sto. Aristides.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 30 de Agosto de 2016

1. Uma vez mais, para aqui subimos. Uma vez mais, aqui chegámos. Uma vez mais, aqui nos encontramos. Como há um ano, como há dez anos, como há 50 anos, como há 100 anos, como há 200 anos, como há 300 — ou mais — anos, aqui estamos de novo à hora de sempre. Estamos aqui para ouvir a Mãe, para sentir a Mãe, para chamar a Mãe, para chorar a Mãe, para louvar a Mãe, para levar connosco a Mãe!

Se a Procissão do dia 8 (de que todos falam) é algo raro, a Novena destas manhãs (que quase ninguém noticia) é coisa única.Onde encontrar, a uma hora como esta, tanta gente a rezar, tanta gente a cantar, tanta gente a vibrar? A Novena é o que mais espanta. A Novena é o que mais nos encanta. É na Novena que, verdadeiramente, está a originalidade da Festa. Aliás, foi com a Novena que começou esta Festa. Já nessa altura, era manhã cedo, antes do raiar do sol, que o povo aqui se juntava. Já nessa altura, a multidão formava um caudal que crescia a montante até desaguar, arfante, na Casa da Mãe.

 

  1. É bom não esquecer e nunca é demais repetir. Foi com a Novena que a Festa começou. Foi com a Novena que a Festa se afirmou. Com efeito, até finais do século XVIII, o dia da Festa não era a seguir ao último da Novena. Até finais do século XVIII, o dia da Festa era o último dia da Novena. Isto significa que a Festa era vista não apenas como um acontecimento, mas também (e sobretudo) como um itinerário. A Festa começava quando começava a Novena. Tratava-se de todo um itinerário celebrativo, de muita fé e intensa devoção.

Já desses tempos nos chegam relatos que dizem que a Capela e, depois, o Santuário, eram pequenos. Muitas pessoas tinham de ficar no exterior. E houve até anos em que o próprio púlpito era colocado no adro para que todos pudessem escutar a Palavra de Deus.

 

  1. A Novena sempre teve, como continua a ter hoje, um momento mariano e um momento eucarístico. A devoção à Mãe sempre esteve entrelaçada com a adoração do Filho. Quem olhava para a imagem da Mãe dava logo com os olhos na presença real do Filho. De facto, até 1865, era costume pôr a sagrada Hóstia no peito da imagem de Nossa Senhora dos Remédios.

O que atrai tanta gente a este lugar (e a esta hora) é a fidelidade às origens, à fé dos nossos antepassados. O que atrai tanta gente a este lugar (e a esta hora) é a grande simplicidade do que aqui se vive, do que aqui se passa. Toda esta multidão é rapidamente envolvida nas palavras e nos cânticos. Aqui se reza o que toda a gente reza, aqui se canta o que toda a gente canta. É por isso que até as paredes do Santuário tremem com tanta fé que por aqui estremece.

 

  1. O itinerário da Novena sempre foi assumido como uma espécie de tecto e de porta. Por um lado, estes dias são o corolário — e como que o remate — do que aqui acontece todos os dias. Por outro lado e ao mesmo tempo, estes dias funcionam como um pórtico — e um tónico — para a vivência de cada dia. O que fazemos nestes dias é o procuraremos fazer em cada dia.

A Novena desponta, assim, como um itinerário de celebração e também de conversão. A Novena desponta, assim, com um itinerário de petição e também de imensa gratidão. Todos estamos aqui movidos pelo igual e, simultaneamente, motivados pelo diferente. O que nos traz aqui é o mesmo e, ao mesmo tempo, único. Todos estamos aqui para louvar, para agradecer e para nos converter. Mas cada um de nós tem uma história própria e um motivo único. O que se passa entre esta Mãe e cada um destes Seus filhos é único, irrepetível e indizível. Está sulcado na vida, alojado na alma e hospedado nos corações.

 

  1. É por tudo isto que aquilo que se passa aqui não pode terminar aqui. É por tudo isto que aquilo que se passa nestes dias não pode acabar nestes dias. Não é só aqui que sentimos necessidade de agradecer. Não é só nestes dias que sentimos necessidade de nos converter. A gratidão é para toda a vida, a conversão é para sempre.

Bem-vindos, pois, uma vez mais, à Casa da Mãe, que é a Casa de cada um de nós, Seus filhos. Aqui todos nos sentimos bem. Aqui sempre nos sentimos em casa. Aqui visitamos a Mãe, aqui nos sentimos visitados pela Mãe. Aqui tudo é encanto, aqui tudo provoca espanto. A imagem que está na Sacristia mostra-nos a Mãe a olhar, embevecida, para Seu Filho. A imagem que está no trono apresenta-nos a mesma Mãe a olhar, enternecida, para todos nós, Seus filhos.

 

  1. Nós sentimo-nos cá em cima, mesmo quando andamos, ocupados, lá em baixo. Podemos ter a certeza de que Ela, a nossa Mãe, está também lá em baixo, mesmo quando nós A contemplamos, solícita, cá em cima. É por isso que este lugar não há-de ser apenas um lugar de passagem. Há-de ser, cada vez mais, um lugar de paragem.

Este lugar santo (daí o nome «Santuário») é o lugar ideal para parar a fim de melhor podermos recomeçar. Aqui encontramos o melhor combustível: a presença de Deus feita Palavra e tornada Pão.

 

  1. Por conseguinte, é fundamental que a nossa romaria ande sempre à volta da Eucaristia. Nunca esqueçamos que o mais importante no Santuário é o Altar e o Sacrário. A vontade maior de Maria é que adoremos Jesus na Eucaristia.

Nestes dias, pela manhã, ouçamos o que Maria nos diz em Caná: «Fazei o que Ele (Jesus) vos disser» (Jo 2, 5). E o que Jesus nos diz é «Fazei isto em memória de Mim» (1Cor 11, 25). O «isto» é a conversão do pão no Corpo de Jesus. O «isto» é a conversão do vinho no Sangue de Jesus. Enfim, o «isto» que aqui reluz é a Eucaristia de Jesus.

 

  1. O tema da Novena deste ano é «Maria, Mãe de Misericórdia». No Ano Santo da Misericórdia, é o tema que se impõe. Nesta Casa da Mãe da Misericórdia, é o dom de que cada um dispõe. Acresce que a primeira procissão de Nossa Senhora dos Remédios de que há memória levou o povo a invocá-La como «Senhora, Mãe das Misericórdias».

Foi em 1752, ainda não havia sequer Santuário. Os meses de Outubro a Dezembro desse ano foram aflitivos por causa da seca. Apesar de ser Outono, praticamente não choveu, o que trouxe problemas graves para a saúde das pessoas e dos solos. Foi assim que, a 17 de Dezembro, se organizou uma procissão com a imagem de Nossa Senhora dos Remédios.

 

  1. Tal procissão passou pela Sé, pelo Desterro e pelas Chagas, entre outros lugares. Dizem que os meninos das escolas cantavam implorando o dom da chuva e que cessassem «as enfermidades contagiosas que se tinham ateado nesta cidade, porque em muitas das pessoas em que deram foram raríssimas as que viveram». A esterilidade das águas era tal que secaram muitas fontes «de que não havia lembrança de que se exaurissem».

Acontece que as preces foram atendidas. Uns dias antes da procissão, caíram algumas chuvas e, nos dias seguinte à mesma, «a apetecida chuva regou abundantemente a terra árida». A procissão, essa, decorreu num dia «de sol quente e sem vento» e «aplacaram repentinamente as malignas doenças».

 

  1. Ao longo destes séculos, Nossa Senhora dos Remédios tem sido, para todos, a «Senhora, Mãe das Misericórdias». Por Ela ninguém deixa de ser atendido, por Ela todo o pedido é ouvido.

Ouçamo-La nós também. Em multidão, louvemo-La com o nosso coração. No segredo da nossa consciência, procuremos mudar a nossa existência. Na Festa deste Ano da Misericórdia, procuremos o divino perdão através da Confissão. E deixemo-nos guiar pela Mãe da Luz até aos pés de Seu Filho Jesus!

publicado por Theosfera às 08:00

Hoje, 30 de Agosto, é dia de Sta. Joana Jugan e S. João Juvenal Ancina.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 29 de Agosto de 2016

Não é só a quantidade que conta.

Jonh Lock observou, com extremos de pertinência, que «não se é homem de espírito por ter muitas ideias, nem se é grande general por ter muitos soldados».

O que conta é o que se faz com os muitos soldados e com as muitas ideias.

Às vezes, um único soldado pode virar uma batalha e uma única ideia pode (ajudar a) mudar o mundo!

publicado por Theosfera às 10:52

Hoje, 29 de Agosto, é dia do Martírio de S. João Baptista e Sta. Sabina.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:47

Domingo, 28 de Agosto de 2016


Obrigado, Senhor,

muito obrigado

não só por nos ensinares a sermos humildes,

mas por Tu mesmo nos dares lições tão vivas de humildade.



Quanta competição pelos lugares da frente.

Quantos atropelos pelas posições mais importantes.

Quanta sofreguidão por ser primeiro,

por olhar os outros de cima, com sobranceria, arrogância.



Ainda bem que Tu, Senhor, és diferente.

Ainda bem que és único.



Que nós aprendamos a ser humildes

e que nunca humilhemos ninguém.



Que não subjuguemos os humildes

nem bajulemos os grandes.



Que percebamos que todas as pessoas

são iguais em dignidade, em humanidade.



Que compreendamos que ninguém é mais que ninguém.

Que nos sintamos igualmente filhos de Deus,

igualmente irmãos uns dos outros.



Que valorizemos a grandeza de ser pequeno.

Que dêmos sempre o devido valor às coisas simples.

Que nunca eliminemos a criança que há em nós.

Que olhemos com pureza para os outros.

E que sejamos sempre autênticos e sinceros junto de todos.



Que não tenhamos receio de procurar o último lugar.

Que não disputemos protagonismos.

Que não haja guerras nem guerrinhas por causa de sermos vistos e aplaudidos.



Que compreendamos que basta que Deus veja.

Deus, de facto, tudo vê.

E vê ainda mais o que mais ninguém consegue ver.



Que ajudemos os outros a pegar na Cruz

e que não sejamos cruz para ninguém.

Que suavizemos as dores desta vida

e os sofrimentos múltiplos deste mundo.



Nem sempre há humildade na grandeza,

mas existe sempre grandeza na humildade.



Que nunca percamos de vista

que os mais humildes, os mais pequenos e os mais simples

também são filhos de Deus.

Também eles mereceram o Teu sangue.

Também são amados por Ti,

muito amados por Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:56

Pensar não é fácil. Mas agir é mais difícil. E, como reconhecia Goethe, «agir conforme o que pensamos, isso ainda o é mais».

Há quem pense bem e fale melhor, mas claudique no momento de agir.

Falar com a vida, eis o que falta, eis o que urge!

publicado por Theosfera às 08:49

É já na terça-feira, dia 30 de Agosto, que tem início a Novena de Nossa Senhora dos Remédios.

É a realização mais antiga da Festa. Foi pela Novena que começou a Festa.

Séculos depois, a Novena ainda se mantém à mesma hora dos começos: seis da manhã.

 

06h - Exposição do Santíssimo Sacramento

06h05 - Saudação a Nossa Senhora dos Remédios

06h10 - Recitação do Terço

06h30 - Ladainha, Consagração a Nossa Senhora e Oração de São Francisco

06h40 - Bênção do Santíssimo Sacramento

06h45 - Santa Missa

 

Ninguém é especialmente convidado.

Todos são igualmente bem-vindos.

VALE SEMPRE A PENA PARTICIPAR NA NOVENA!

publicado por Theosfera às 07:33

A. O caminho d’Ele ou a carreira nossa?

  1. Jesus apontou-nos o caminho, mas nós, Seus discípulos, andamos, quase sempre, ocupados com a carreira. Em vez do Seu caminho, o que nos (pre)ocupa é a nossa carreira. Daí que as nossas prioridades sejam, muitas vezes, as destes convidados, referidos no Evangelho: os lugares, os primeiros lugares (cf. Lc 14, 7).

A opção de Jesus não é pelos primeiros, mas pelos últimos lugares. O que Ele nos quer dizer é que Deus vem buscar para os primeiros lugares os que estão nos últimos lugares. E coloca nos últimos lugares os que se atropelam pelos primeiros lugares.

 

  1. Decididamente e como muito bem percebeu Maria, Deus escreve a história ao contrário. Derruba os poderosos, exalta os humildes, sacia os famintos e deixa os ricos de mãos vazias (cf. Lc 1, 52-53). Os preteridos do mundo são sempre os preferidos de Deus.

Deus não faz discriminação, mas também não fica indiferente. Deus é para todos, mas não é para tudo. Deus é para todos, para que todos se convertam a Ele e deixem os descaminhos que afastam da direcção certa. Deus é para todos, para que todos tenham a possibilidade de optar por Ele.

 

B. Verdadeiramente grande é quem é humilde

 

3. É neste contexto que a Liturgia deste Domingo nos exorta sobre alguns valores que acompanham a opção pelo Evangelho: a humildade, a gratuidade, enfim, a ausência de calculismo e ambição.

Na Primeira Leitura, um sábio do século II a.C. recomenda a humildade como caminho para Deus e, consequentemente, para ter êxito e ser feliz. A humildade aparece aparentada com a inteligência e a verdadeira grandeza: «Quanto maior fores, mais deves humilhar-te» (Eclo 3, 19). É por isso que «a desgraça do soberbo não tem cura» (Eclo 3, 21). Está demasiado centrado em si, sem disposição para se centrar nos outros e em Deus.

 

  1. A Segunda Leitura convida os crentes instalados numa fé cómoda a redescobrirem a centralidade do Cristianismo. É por isso que insiste em que o encontro com Deus é uma experiência de comunhão, de proximidade, de amor, de intimidade, que dá sentido à vida do cristão.

No fundo, esta reflexão está intimamente ligada ao tema central da liturgia deste Domingo: a humildade. É que a comunhão com Deus alicerça uma vida que exige de nós determinados valores e atitudes, entre os quais avultam a humildade, a simplicidade e o amor.

 

C. Todos são convidados, ninguém é excluído

 

5. O Evangelho situa-nos no ambiente de um banquete em casa de um fariseu. Este ambiente serve de pretexto para Jesus falar do «banquete do Reino». A quantos pretenderem participar nesse «banquete», Ele recomenda a humildade, não a encenação.

Ao mesmo tempo, Jesus verbera a atitude daqueles que conduzem as suas vidas numa lógica de ambição, de luta pelo poder e pela carreira, de superioridade em relação aos outros. Jesus não quer nada disso. Jesus quer a humildade, o despojamento, a simplicidade. Só quem for humilde, despojado e simples estará em condições para se esvaziar de si e incorporar em si o Evangelho de Jesus.

 

  1. Para este «banquete», todos são convidados, ninguém é excluído nem discriminado. Este texto apresenta duas partes. A primeira (cf. Lc 14, 7-11) aborda a questão da humildade. A segunda parte (cf. Lc 14, 12-14) trata da gratuidade e do amor desinteressado. Ambas estão vinculadas pelo tema do Reino. Isto significa que a humildade e a gratuidade são as atitudes fundamentais para quem quiser participar no «banquete do Reino».

As palavras que Jesus dirigiu aos convidados que disputavam os primeiros lugares não são novidade, pois já o Antigo Testamento aconselhava a não ocupar os primeiros lugares (cf. Prov 25,6-7). O Reino de Deus é uma fraternidade e uma comunhão, pelo que nele têm de prevalecer a partilha e o serviço.

 

D. Não superiores, mas servidores

 

7. No Reino de Deus não pode haver qualquer atitude de superioridade, de sobranceria, de ambição ou de domínio sobre os outros. Na vida cristã não deve haver superiores, pessoas que se julguem estar por cima. Não é essa a lógica de Jesus. Superior é, por definição, quem está em cima e Jesus identifica-Se com quem está em baixo.

Os responsáveis pelas comunidades não devem, pois, ser vistos como superiores, mas como servidores. Os responsáveis pelas comunidades não existem para exercer um poder, mas para executar um serviço: o serviço de conduzir para Cristo.

 

  1. Assim sendo, quem quiser entrar no Reino anunciado por Jesus tem de fazer-se pequeno, simples e humilde não se julgando mais importante que os outros. Esta foi sempre a lógica de Jesus. Foi isso o que Ele sempre propôs aos seus discípulos. Ele mesmo, na Última Ceia, lavou os pés aos discípulos, constituindo-os em comunidade de amor e de serviço. O apelo foi muito claro: «Como Eu fiz, fazei vós também» (Jo 13, 15)

Na segunda parte deste texto, Jesus recusa abertamente a prática de convidar para o banquete apenas os amigos, os irmãos, os parentes ou os vizinhos ricos. Os fariseus, à semelhança de muitos de nós aliás, escolhiam cuidadosamente os seus convidados para a mesa. Nas suas refeições, não convinha haver alguém pobre ou humilde. Por outro lado, os fariseus tinham a tendência de convidar aqueles que podiam retribuir da mesma forma.

 

E. Respeito para com todos, proximidade (apenas) com os humildes

 

9. A questão é que, desse modo, tudo se transformava num tráfico de favores e de influências. Fica bem claro que Jesus não quer nada disto. Para Jesus, o respeito é para todos, mas a proximidade é com os humildes e os simples. Segundo Ele, há que convidar «os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos» (Lc 14, 13).

Note-se que os cegos, os coxos e os aleijados eram considerados pecadores públicos, amaldiçoados por Deus e por isso estavam proibidos de entrar no Templo (cf. 2 Sam 5,8). Apesar disso, são esses que devem ser os convidados para o «banquete». São eles os que mais precisam.

 

  1. Importa ter presente que Jesus já não está especificamente a falar desta refeição em casa de um fariseu, na companhia de gente distinta. Ele já está a falar do «banquete do Reino». Daí que trace as características do Reino. Ele é apresentado sob a forma de um «banquete», onde os convidados estão unidos por laços de familiaridade e de comunhão.

Para este «banquete», todos, sem excepção, são convidados. Até os habitualmente excluídos são incluídos As relações entre os que aderem ao «banquete do Reino» não serão marcadas por interesses, mas pela doação. Os participantes do «banquete» devem despojar-se de qualquer atitude de superioridade, de orgulho ou de ambição, colocando-se numa atitude de humildade, de simplicidade, de serviço. Eis o que falta. Eis o que urge. Ninguém se considere superior. Consideremo-nos todos apenas — e sempre — como irmãos!

publicado por Theosfera às 06:56

Hoje, 28 de Agosto (22º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sto. Agostinho, Padroeiro secundário da Diocese de Lamego, e S. Junípero Serra.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 27 de Agosto de 2016

Hoje, 27 de Agosto, é dia de Sta. Mónica e S. Gabriel Maria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 26 de Agosto de 2016

Defendia Madre Teresa de Calcutá que o importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.

Se não se dá amor, dá-se alguma coisa.

Afinal, o gesto, não sendo tudo, é essencial em tudo!

publicado por Theosfera às 09:53

 

  1. Não se sabe ao certo quando começou a Festa de Nossa Senhora dos Remédios.

Sabe-se que, em 1711, tal Festa já existia e duas vezes por ano: na segunda-feira após o II Domingo da Páscoa e a 5 de Agosto, dia de Nossa Senhora das Neves.

 

  1. Nessa altura, a Festa decorria inteiramente dentro do Santuário e de madrugada: «das cinco às seis horas da manhã».

O programa constava de Novena e de Missa com Sermão.

 

  1. O início da Novena era a 28 de Julho e o dia principal da Festa coincidia com o último dia da Novena: 5 de Agosto.

Havia músicos e instrumentos, os quais, segundo as crónicas, estavam sempre «bem ensaiados e afinados».

 

  1. Foi em 1778 que a Festa se deslocou para 8 de Setembro, dia do nascimento de Nossa Senhora.

A alteração foi comunicada a 19 de Julho desse ano, pelo Bispo de Lamego.

 

  1. A passagem da Festa de Agosto para Setembro ocorreu na sequência de um «Breve» de Pio VI, que concedia indulgência plenária a quem visitasse o Santuário num dia a designar pelo Bispo.
  2. Manuel de Vasconcelos Pereira optou por 8 de Setembro, indicando esta como nova data da Festa.

 

  1. Quatro dias antes da Festa de 1778, o Santuário foi benzido pela segunda vez. A primeira fora na inauguração, em 1761.

Agora, já tinha o principal recheio, nomeadamente os retábulos do altar-mor e dos altares laterais.

 

  1. Foi a partir de 1814 que a Festa começou a integrar um momento recreativo, nas imediações do Santuário.

Nesse ano, D. João VI autorizou a realização de uma Feira Franca.

 

  1. A finalidade era aumentar o número dos peregrinos e, com isso, o volume das suas ofertas.

As invasões francesas tinham sido há pouco tempo, as despesas com a construção do Escadório eram muitas e as receitas escasseavam.

 

  1. Nesse mesmo ano (1814), é mencionada a presença de «músicos de milícias», além dos «músicos de Igreja».

Muito provavelmente, esses «músicos de milícias» teriam sido contratados para animar um possível arraial.

 

  1. No ano seguinte (1815), deparamos, pela primeira vez, com uma referência ao «fogo» e à «iluminação».

Articulando a música «de milícias» com o fogo e a iluminação, podemos concluir que estamos perante um arraial nocturno, talvez a 7 de Setembro.

publicado por Theosfera às 09:27

Hoje, 26 de Agosto, é dia de Sta. Micaela, S. Domingos de Nossa Senhora, S. Liberato, Sta. Maria de Jesus Crucificado e Sta. Teresa Jornet.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:28

Quinta-feira, 25 de Agosto de 2016

Afinal, qual é o segredo do êxito?

Para Nietzsche, «só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos».

De facto, só nos sentimos bem quando somos iguais a nós mesmos, sem ardis nem artefactos.

Mas, para isso, é preciso aprender a ser fiel com quem é estruturalmente fiel. S

ó em Deus somos fiéis. Só em Deus seremos fielmente felizes!

publicado por Theosfera às 07:44

Hoje, 25 de Agosto, é dia de S. Luís, Rei de França, S. José de Calazans e S. Miguel de Carvalho.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:33

Quarta-feira, 24 de Agosto de 2016

Eis que a vida está sempre a mostrar como somos limitados e pequenos.

E muitos de nós continuam a pavonear-se como se fossem ilimitados, ilimitadamente grandes.

Esquecem que a verdadeira grandeza está em dar as mãos e não em pisar os pés.

Quando damos as mãos, todos crescemos. Quando pisamos, acabamos por cair.

E lá se vão as pretensões de grandeza!

publicado por Theosfera às 15:10

Vale de lágrimas é este mundo. Um oceano de pranto é esta vida.

Vivemos cercados pelo mal e permanentemente assediados pela maldade.

Que somos nós apenas em nós? Só Deus nos devolve ao que há de melhor em nós!

publicado por Theosfera às 11:50

Hoje, 24 de Agosto, é dia de S. Bartolomeu e Mártires da Massa Cândida.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:21

Terça-feira, 23 de Agosto de 2016

Hoje, 23 de Agosto, é dia de Sta. Rosa de Lima, S. Filipe Benício e S. Bernardo de Offida.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 22 de Agosto de 2016

Para Glauber Rocha, «a arte não é só talento, mas sobretudo coragem».

A coragem é capaz até de despertar o talento.

Precisamos, cada vez mais, de coragem para despertar o talento de fazer da arte uma vida e para fazer da vida uma arte!

publicado por Theosfera às 11:46

Hoje, 22 de Agosto, é dia da Virgem Santa Maria Rainha e S. Sinforiano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 21 de Agosto de 2016

 

Abre, Senhor, os nossos olhos.

Abre, Senhor, o nosso coração.

 

Abre, Senhor, a nossa vida.

Abre-nos, Senhor, à vida,

ao amor, ao perdão e à paz.

 

Abre-nos, Senhor, à partilha.

Abre-nos ao dom e à dádiva.

 

Que sejas sempre Tu em nós.

Que sejas verdadeiramente o nosso Senhor.

 

Habita, Senhor, no nosso mundo,

na nossa vida, no nosso coração.

 

Queremos recomeçar com alento.

Dá-nos, Senhor, a coragem e a confiança.

 

Que nós nunca desfaleçamos.

Tu, Senhor, estás sempre em nós.

 

Que nós queiramos estar em Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:59

A. Porta estreita, mas não fechada

  1. O Evangelho diz que a porta é estreita (cf. Lc 13, 24), mas não diz que esteja fechada. Pelo contrário, a Bíblia garante que a porta da fé está sempre aberta (cf. Act 14, 27). E não está aberta só para alguns; a porta da fé está aberta para todos. Jesus é o caminho que nos conduz até essa porta e é a chave que nos permite abrir essa porta. É por isso que não podemos fechar o que Jesus abriu.

Jesus fundou uma Igreja, não fundou um clube ou um partido. A Sua casa não é só para alguns; é para todos. Todos têm lugar na Igreja. As suas dimensões são as dimensões do universo. A Igreja não é para tudo, mas é para todos: é para todos os que queiram entrar. Isto implica, desde logo, que os cristãos não podem fechar o que Jesus abriu nem afastar os que Jesus chamou.

 

  1. Como especialista em surpresas, Deus, pelos lábios de Jesus, assegura que a porta se abrirá para muitos que nos afastamos e se fechará para muitos que nós talvez excelsemos. O grande critério de selecção é, como já ouvimos noutras passagens, a justiça ou a falta dela. Poderão estes alegar que comeram e beberam na presença do Dono da Casa. Mas a resposta não deixará de soar: «Afastai-vos de Mim, vós todos que praticais a injustiça» (Lc 13, 27).

Torna-se, aqui, bem claro que o culto é fundamental, mas o próprio culto reclama a vivência da justiça. Quem não reconhece Deus na pessoa dos outros não pode dizer que O conhece verdadeiramente. O conhecimento de Deus não se vê pela mente nem pelos lábios. O autêntico conhecimento de Deus vê-se — e testa-se sempre — pela vida, pela vivência.

 

B. Mais além do número

 

3. Ninguém tem as portas fechadas à partida; nós é que podemos fechar as portas à chegada. Deus só abre; nós é que podemos fechar. Ainda bem que os critérios divinos são muito diferentes dos critérios humanos: «Haverá últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos» (Lc 13, 30).

Para Deus, os preteridos são os preferidos. Deus não olha para a condição, para o estatuto nem para a carteira. Ele olha para todos, ainda que muitos estejam no último lugar. A vontade de Deus é «reunir todos os povos» (Is 66, 18). Para Deus, não há exclusões baseadas na raça ou na posição social. Os próprios pagãos são chamados a testemunhar a Boa Nova de Deus e são convidados para o serviço de Deus, sem qualquer discriminação.

 

  1. No Evangelho, Jesus dá a entender que o banquete do Reino é para todos. Ressalva, no entanto, que não há entradas garantidas nem lugares marcados. O Reino de Deus é para todos, mas não é para tudo. Ninguém é excluído e todos são convidados, mas isso não quer dizer que todos consigam entrar. É preciso fazer uma opção pela «porta estreita» e seguir Jesus.

Havia quem estivesse preocupado com o número. Alguém pergunta a Jesus: «Senhor, são poucos os que se salvam?» (Lc 13, 23). Haja em vista que, para os fariseus da época de Jesus, a salvação era reservada ao Povo eleito. Acresce que, em certos círculos apocalípticos, achava-se que muito poucos estavam destinados à felicidade eterna. Ou seja, nem todos os membros do Povo se salvariam.

 

C. É preciso cortar com certas adiposidades

 

5. À questão do número, Jesus não responde com o número. A questão não é saber se são muitos ou se são poucos. Jesus até veio ao mundo para que todos se possam salvar. Por isso, fala de Deus como um Pai cheio de misericórdia, cuja bondade acolhe a todos, especialmente os pobres e os débeis.

É neste sentido que, em vez de falar do número, Jesus fala das condições para pertencer ao Reino. Isto significa, desde logo, que, não sendo um caminho intransitável, a salvação também não é um caminho fácil. Para Jesus, não é a facilidade que leva à felicidade. Um Cristianismo fácil não é solução para uma vida difícil.

 

  1. De acordo com Jesus, entrar no Reino é, antes de mais, esforçar-se por «entrar pela porta estreita» (Lc 13, 24). Esta imagem da «porta estreita» evoca a necessidade de renunciar a tantas adiposidades que aparecem. Também estas adiposidades dificultam o caminho para Deus.

Que adiposidades são essas? A título de exemplo, poderíamos citar o egoísmo, o orgulho, a riqueza, a ambição, o desejo de poder e de domínio. Trata-se de tudo aquilo que impede o homem de optar pelo serviço, pela entrega, pelo amor, pela partilha, em suma, pelo dom da vida.

 

D. Só se senta com Jesus quem caminha com Jesus

 

7. Para clarificar melhor o ensinamento acerca da entrada do Reino, Jesus recorre a uma parábola. Nela, o Reino é descrito como um banquete em que os eleitos estarão lado a lado com os patriarcas e os profetas (cf. Lc 13, 25-29). Quem se sentará, então, à mesa do Reino? Todos aqueles que acolheram o convite de Jesus à salvação, todos aqueles que aderiram ao Seu projecto e todos aqueles que aceitaram viver uma vida de doação, de amor e de serviço.

Fica bem claro que não haverá qualquer critério baseado na raça, na geografia, nos laços étnicos. A única coisa que verdadeiramente conta é a adesão a Jesus. E que acontecerá àqueles que não acolheram a proposta de Jesus? Esses ficarão fora do banquete, ainda que se considerem superiores. Só se senta com Jesus quem está disposto a caminhar com Jesus.

 

  1. Já a Primeira Leitura defende que todas as nações são chamadas a integrar o Povo de Deus. É nessa perspectiva que nos é dado contemplar uma visão de carácter escatológico. No mundo novo que vai chegar, todos são convocados por Deus para integrar o seu Povo.

O esquema apresenta várias etapas: no princípio, Deus virá para dar início ao processo de reunião das nações (cf. Is 66, 18). Depois, dará um sinal e enviará missionários (curiosamente, escolhidos de entre os povos estrangeiros), a fim de anunciarem a glória do Senhor (cf. Is 66, 19). Em seguida, as nações responderão ao sinal do Senhor e dirigir-se-ão ao monte santo de Jerusalém, trazendo como oferenda ao Senhor os israelitas dispersos no meio das nações (cf. Is 66, 20). Finalmente, o Senhor escolherá de entre os que chegam sacerdotes e levitas para O servirem (cf. Is 66, 21).

 

E. Todos são convidados; todos quererão entrar?

 

9. Estamos num contexto político em que não era fácil ter uma visão compreensiva sobre as outras nações. Dizer que todos os povos são convocados por Deus e que Deus a todos oferece a salvação é algo que não soa bem aos ouvidos dos judeus da época. Ainda mais escandaloso, porém, é dizer que Deus escolherá, de entre os estrangeiros, missionários para falar às nações.

Supremamente inconcebível é dizer que Deus vai escolher, de entre os pagãos, sacerdotes e levitas que entrem no espaço sagrado e reservado do Templo para o serviço do Senhor. Mas Deus é assim. Os Seus horizontes são vastos e as Suas vistas são largas. É por isso que, como cantávamos no Salmo Responsorial, Ele nos manda por todo o mundo, a toda a parte, junto de toda a gente.

 

  1. É certo que a porta da salvação é estreita, mas é igualmente verdade que não está fechada. A porta da salvação está sempre aberta (cf. Act 14, 27). Esta é uma porta que nunca se fecha.

Atenção. Esta é uma porta em que não se entra aos empurrões nem aos encontrões. Não somos nós que definimos o modo como se entra; é Jesus. Aliás, esta porta é Jesus (cf. Jo 10, 9). Não existe auto-salvação. A porta é também o porteiro. Só Jesus salva. Mas Ele quer que todos nos salvemos. Por isso Ele vem. Por isso Ele nunca deixa de vir. A porta está aberta. Também hoje. Também para nós.

publicado por Theosfera às 06:51

Hoje, 21 de Agosto (21º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Pio X, S. Sidónio Apolinar, Sta. Umbelina e Sta. Vitória Rasoamanarive.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 20 de Agosto de 2016

Hoje, 20 de Agosto, é dia de S. Bernardo de Claraval e S. Felisberto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 19 de Agosto de 2016

Perder custa. Perder muito custa muito. Perder tudo custa infinitamente.

Nesse caso, até a esperança é dada por pedida.

Frederico García Lorca notou que «o mais terrível dos sentimentos é o sentimento de ter a esperança perdida».

É sinal de que já nem sequer se tenta continuar.

Não percamos, porém, a esperança. Pode ser que ela não nos tenha perdido, a nós!

publicado por Theosfera às 09:18

Hoje, 19 de Agosto, é dia de S. João Eudes, Sto. Ezequiel Dias Moreno, S. Luís de Toulouse e S. Bernardo de Tolomai.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 18 de Agosto de 2016

Tanto desleixo no vestir e no falar pode soar a desprendimento.

Mas não estou totalmente seguro. Há quem, despojado de todas as convenções, mostre um obsessivo apego: o apego a si.

O egoísmo tem muitos caminhos e múltiplos tentáculos.

publicado por Theosfera às 09:35

E, de repente, eis-me a rememorar uma frase do comandante Spock: «Encontraremos esperança no impossível».

Já que o possível nos esgana, esperemos que o impossível não nos engane.

O melhor estará para vir?

publicado por Theosfera às 08:08

Hoje, 18 de Agosto, é dia de Sta. Helena da Cruz, Sto. Agapito e Sto. Alberto Hurtado Cruchaga.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:46

Quarta-feira, 17 de Agosto de 2016

Hoje, 17 de Agosto, é dia de Sta. Beatriz da Silva, Sta. Clara de Montefalco, Sto. Ângelo Mazzinghi, S. Jacinto, S. Mamede e S. Mamés.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 16 de Agosto de 2016

Hoje, 16 de Agosto, é dia de Sto. Estêvão da Hungria, S. Roque e Sta. Maria do Sacrário.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:05

Segunda-feira, 15 de Agosto de 2016

Nossa Senhora, nossa Mãe,

que neste dia sobes ao Céu,

fica connosco, que ainda peregrinamos na Terra.

 

Tantas vezes perdidos,

precisamos de uma luz

e Tu és o farol que nos mostra a luz da luz.

 

Nossa Senhora dos Remédios,

Nossa Senhora da Assunção,

scompanha-nos na subida

pelos difíceis caminhos da vida.

 

Estar conTigo é estar na paz,

no amor e na alegria.

 

Estar em Ti é encontrar a melhor companhia

e o mais belo seguro na vida.

 

Mãe, querida Mãe,

hoje é o Teu dia,

o dia da Tua vitória,

o dia do Teu triunfo.

 

Onde nós estamos, Tu continuas a estar.

Onde estás, nós um dia estaremos

para sempre: conTigo e com Teu Filho:

JESUS!

 

publicado por Theosfera às 11:06

Hoje, 15 de Agosto, é dia da Assunção de Nossa Senhora, de Nossa Senhora da Lapa e de S. Tarcísio.

É Dia Santo de Guarda e Feriado Nacional.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 14 de Agosto de 2016

Obrigado, Senhor, Deus Santo,

fortaleza dos débeis.



Tu és o médico e o medicamento,

a cura e o curador,

o salvador e a salvação,

Tu trazes a melhor terapia,

a terapia da misericórdia e da esperança.



Os mais simples entendem-Te,

os mais humildes procuram-Te,

os mais pobres sentem conforto a Teus pés.





É doloroso o sofrimento,

mas bendita é a Cruz quando a pegamos com amor,

como Tu.



Dá-nos, Senhor,

a força da paz e da determinação em seguir os Teus passos,

em pisar os Teus caminhos.



Que sejamos dignos de Te seguir,

de estar conTigo,

como Maria,

a Tua e nossa querida Mãe,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:00

A. Um «incêndio» que ninguém consegue apagar

  1. Nesta época de calor, o Evangelho apresenta-nos Jesus como um «incendiário». Eis o que Ele nos diz: «Eu vim lançar fogo sobre a Terra e só quero que ele se tenha ateado» (Lc 12, 49). Jesus, de facto, é um «incendiário». Ele quer «incendiar» o mundo com chamas avassaladoras, com chamas que devastem o nosso instalamento, o nosso comodismo, a nossa indiferença.

Ao contrário do que acontece com os outros incêndios, este «incêndio» desencadeado por Jesus não pode ser apagado. O «incêndio» desencadeado por Jesus não é para apagar, mas para atear. Este «incêndio» tem o nome de Evangelho. Evangelizar é, pois, «incendiar». Cada evangelizador tem de ser um «incendiário»: um «incendiário» do amor, da verdade, da justiça e da paz.

 

  1. Como sabemos, para a Filosofia Grega da Antiguidade, o fogo, juntamente com a água, ar e a terra, é um dos elementos primordiais da natureza. Mas a que fogo alude o Evangelho? O fogo possui um significado simbólico complexo. No Antigo Testamento começa por ser um elemento teofânico (cf. Ex 3,2; 19,18; Dt 4,12; 5,4.22.23; 2 Re 2,11), aplicado para evocar a santidade divina.

A manifestação do divino provoca no homem atracção e, ao mesmo tempo, temor. Explorando a relação entre o fogo e o temor que Deus inspira, a sabedoria bíblica apresenta o fogo como símbolo da intransigência de Deus em relação ao pecado.

 

Um «fogo» que destrói e reconstrói

 

3. Os profetas usam a imagem do fogo para anunciar e descrever a ira de Deus (cf. Am 1,4; 2,5). O fogo aparece, assim, como imagem privilegiada para pintar o quadro do castigo das nações pecadoras (cf. Is 30,27.30.33) e do próprio Israel. Note-se, porém, que, ao mesmo tempo que castiga, o fogo também purifica (cf. Is 9,17-18; Jer 15,14; 17,4.27). Isto significa que o fogo é um elemento de transformação e purificação (cf. Is 6,6; Ben Sira 2,5; Dan 3).

Na literatura apocalíptica, o fogo é a imagem do juízo definitivo (Is 66,15-16). O chamado «Dia de Jahwé» é comparado ao fogo do fundidor (cf. Mal 3,2). Será um dia, ardente como uma fornalha, em que os arrogantes e os maus arderão como palha (cf. Mal 3,19) e em que a terra inteira será devorada pelo fogo do zelo de Deus (cf. Sof 1,18; 3,8). Deste fogo devorador, que é também um fogo purificador e transformador, nascerá o mundo novo, sem pecado, de justiça e de paz sem fim.

 

  1. Custa, obviamente, passar pelo fogo, mas o fogo acaba por ser purificante: destrói e reconstrói, desfaz e refaz. É neste contexto que deve ser enquadrado a alusão ao fogo no Evangelho. Com efeito, Jesus veio revelar aos homens a santidade de Deus. Neste sentido, a Sua proposta tem um lado «destruidor». Jesus está aqui para destruir o egoísmo, a injustiça e a opressão que conspurcam o mundo.

É das cinzas desse mundo velho que há-de surgir o mundo novo de amor, de partilha, de fraternidade, de justiça. Como é que isso vai acontecer? Através da Palavra e da Missão de Jesus. Acontece que Lucas também está a pensar no Espírito enviado por Jesus aos discípulos. Sintomaticamente, o Livro dos Actos dos Apóstolos — igualmente da autoria de Lucas — representa o Espírito Santo através da imagem das línguas de fogo (cf. Act 2, 3).

 

C. Se Jesus é a paz, porque é que não traz paz?

 

5. Segue-se a referência ao baptismo que Jesus vai receber e que, n’Ele, gera uma ansiedade até que se realize (cf. Lc 12, 50). Aqui, o baptismo é a morte de Jesus enquanto consumação da Sua entrega ao Pai por nosso amor. Para que o fogo transformador e purificador se manifeste, é necessário que Jesus faça da Sua vida um dom de amor, até à Cruz. Só então nascerá o mundo novo.

Daí que quem quiser seguir Jesus tenha de receber precisamente o mesmo baptismo. Ser baptizado é mergulhar em toda a trajectória de Jesus, imitando a Sua doação, a Sua dádiva e a Sua entrega até ao fim. Aliás, Jesus pergunta a João e a Tiago se estão dispostos a beber do cálice que Ele vai beber e a receber o baptismo que Ele vai receber (cf. Mc 10, 38).

 

  1. Na intervenção seguinte (cf. Lc 12, 51-53), Jesus deixa-nos sem palavras, à beira da perplexidade. De facto, Ele assume que não veio trazer a paz, mas a divisão. Como entender esta linguagem se o Antigo Testamento fala do Messias como aquele que é a paz (cf. Mq 5, 5)? São Paulo proclama que Jesus é a nossa paz (cf. Ef 2, 14) e Ele mesmo, na Última Ceia, afirma que nos veio oferecer a paz (cf. Jo 14, 27).

O próprio Lucas deixa transparecer que a paz é um dom messiânico (cf. Lc 2,14.29; 7,50; 8,48; 10,5-6; 11,21; 19,38.42; 24,36) e que a função do Messias é guiar os passos dos homens «pelo caminho da paz» (Lc 1,79). Que sentido fará, agora, dizer que Jesus não veio trazer a paz, mas a divisão?

 

D. Nem Jesus é consensual

 

7. É preciso ter presente que este «dito» não é um desejo, mas uma constatação e uma previsão. Jesus efectivamente quer a paz e vem trazer a paz, mas Ele sabe que há muitos que reagem à paz com a divisão, o conflito e a guerra. Jesus quer a unidade, mas nunca foi consensual. O escopo da Sua vida foi servir, não agradar. Ele nunca quis a popularidade, mas a verdade. Importante, para Jesus, não é ser aplaudido, mas seguido. Sucede que não falta quem, em vez de O seguir, O hostilize e pretenda eliminar.

A mensagem de Jesus não é inodora nem açucarada. A mensagem de Jesus é interpeladora e desafiadora. Porque Ele é diferente, não deixa ninguém indiferente. Há quem O acolha, mas também não falta quem O rejeite. Como consequência, haverá divisão e desavença, às vezes mesmo dentro da própria família, a propósito das opções que cada um faz face a Jesus.

 

  1. Este quadro devia levar-nos a reflectir muito e a inflectir bastante. É possível que nem tudo esteja bem quando tudo (aparentemente) corre bem. Curiosamente, é São Lucas que nos transmite este aviso de Jesus: «Ai de vós quando todos disserem bem de vós» (Lc 6, 26).

Definitivamente, Jesus opta mais pela incomodação do que pela acomodação. Jesus não se revê em quem se acomoda ao mundo. Revê-se mais em quem se incomoda com o mundo.

 

E. O «Livro do Desassossego» de Jesus

 

9. O Evangelho é paz, mas nem sempre é sossego. O Evangelho pode ser visto até como uma espécie de «Livro do Desassossego». Jesus pacifica, mas não sossega. Ele quer-nos permanentemente desassossegados.

A paz de Jesus, a paz que é Jesus, é uma vida com exigência e coerência. Não é uma vida diluente ou dissolvente, ao sabor dos ventos e das modas. Jesus aparece-nos, muitas vezes, do outro lado: do outro lado da margem e do outro lado das correntes dominantes. Como é óbvio, a divisão pode surgir. Não podemos, porém, ficar tolhidos nem paralisados. A recompensa que nos espera não é o aplauso do mundo, mas a aprovação de Deus.

 

  1. Se o objectivo do cristão fosse ser aplaudido, haveria ídolos, mas não haveria mártires. Ídolos são aqueles que o mundo aplaude. Mártires são aqueles que o mundo condena. Jeremias é o protótipo do profeta que incomoda. Por isso, recebe ameaças de morte (cf. Jer 38, 4). Mas ele não desiste.

Assim devem ser os cristãos. O mundo não melhora quando os cristãos se conformam. O mundo só acorda quando os cristãos despertam. Uma nova luz se acende quando nenhum cristão se rende. Procuremos servir o mundo. Mas nunca nos deixemos iludir com os aplausos do mundo!

publicado por Theosfera às 06:47

Hoje, 14 de Agosto (20º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Maximiliano Maria Kolbe, Sta. Anastácia e Sta. Isabel Renzi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 13 de Agosto de 2016

Hoje, 13 de Agosto, é dia de S. Ponciano, Sto. Hipólito, S. Cassiano de Ímola e S. Marcos de Aviano. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:45

Sexta-feira, 12 de Agosto de 2016

Hoje, 12 de Agosto, é dia de Sto. Amadeu da Silva, Sta. Hilária, S. João de Riéti e Sta. Joana Francisca de Chantal.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

Hoje, 11 de Agosto, é dia de Sta. Clara de Assis, Sta. Susana e S. Maurício Tornay.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:41

Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

 

 

  1. Dizem que, com a modernidade, o mundo trocou de centralidade. No lugar de Deus, foi colocado o homem.

Muitos deixaram de reconhecer Deus como o fundamento da existência. E passaram a apontar o homem como a medida de tudo.

 

  1. A pretensão do homem era que a sua vida deixasse de andar à volta de Deus para andar à volta de si próprio.

Mas será que, com Deus, não há autonomia? E será que, sem Deus, não acabará por haver submissão?

 

  1. A autonomia não é ausência de relação; é respeito pela identidade dentro da relação.

A centralidade de Deus não menoriza o homem. Pelo contrário, clarifica o sentido da vida do homem. Em Deus, o homem não perde autonomia; (re)encontra direcção.

 

  1. Será que uma «autonomia teónoma» (centrada em Deus) não é mais humanizadora que uma «autonomia egónoma» (meramente centrada no eu)?

Quando nos centramos em Deus, os outros surgem-nos como irmãos. Quando nos centramos em nós, os outros tendem a ser vistos como rivais.

 

  1. Acresce que, longe de Deus, o homem não se liberta; submete-se.

A sua estrutural incompletude expõe-o a todo o tipo de sujeições e tutelas.

 

  1. A revolução industrial começou por levar o homem a dominar a máquina.

A presente revolução tecnológica tem levado a máquina a dominar o homem.

 

  1. No fundo, o homem não trocou Deus por si mesmo; trocou Deus pela máquina.

A «maquinolatria» é a «religião» destes tempos pós-modernos. E os centros comerciais despontam como as novas «catedrais».

 

  1. Sem nos apercebermos, passamos a ser controlados por aquilo que criamos.

A máquina está a condicionar os nossos passos, a definir as nossas prioridades e a padronizar os nossos comportamentos.

 

  1. Hoje por hoje, sentimo-nos totalmente afectados pela «tecnodependência» e por uma espécie de «ciberpatologia».

E é assim que, imaginando-nos autónomos, comportamo-nos crescentemente como autómatos. Os nossos movimentos são cada vez menos decididos por nós e cada vez mais determinados pela máquina.

 

  1. A máquina aditivou-se completamente ao nosso ser. Já não passamos sem ela. É ela que nos comanda e (des)orienta. Desta vez, põe-nos a «caçar pokémons». E nós, sem saber porquê ou para que, nem hesitamos.

Afinal, o real já cansa. Mas será esta irrealidade que vai preencher as nossas ânsias e encher a nossa alma?

publicado por Theosfera às 10:15

Hoje, dia 10 de Agosto, é dia de S. Lourenço e Sta. Filomena.

Refira-se que S. Lourenço é invocado contra o lumbago e os incêndios. É também o protector das bibliotecas. É ainda o padroeiro dos cozinheiros e dos hospedeiros.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:06

Terça-feira, 09 de Agosto de 2016

Hoje, 09 de Agosto, é dia de Sta. Teresa Benedita da Cruz (nome religioso da filósofa Edith Stein), S. Carlos Maria Leisner, S. Samuel de Edessa e S. João de Fermo ou da Alvérnia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:14

Segunda-feira, 08 de Agosto de 2016

Hoje, 08 de Agosto, é dia de S. Domingos (Fundador da Ordem dos Pregadores), 14 Santos Auxiliadores e Sta. Maria Margarida do Sagrado Coração, Fundadora das Irmãs Mínimas do Sagrado Coração.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 07 de Agosto de 2016

 A. Não ao improviso e excesso de programação

  1. A sociedade cada vez tolera menos o improviso. E, no entanto, nós passamos muito tempo a improvisar. Jesus, neste Domingo, propõe-nos o contrário do improviso. Jesus, neste Domingo, convida-nos à vigilância, à preparação, ao cuidado.

O verdadeiro discípulo não pode viver de braços cruzados, entre o desânimo e o comodismo, que são os dois grandes condimentos do improviso. Com efeito, quando a pessoa já não espera nada ou quando espera que lhe façam tudo, limita-se a surfar pela vida, sem preparar o que deve fazer em cada momento. É claro que há muitas surpresas, mas até para as surpresas temos de estar preparados e motivados.

 

  1. O nosso campo de missão é o lugar, cada lugar, e o momento, cada momento. Em cada lugar e em cada momento, há que estar atento e disponível para acolher o Senhor. A preparação não consiste tanto em distribuir tarefas ou conseguir ferramentas. A preparação consiste sobretudo nesta disponibilidade para acolher o Senhor que vem: em cada lugar, em cada momento, em cada pessoa.

A Primeira Leitura apresenta-nos as palavras de um sábio, para quem só a atenção aos valores de Deus gera vida e felicidade. Neste sentido, os cristãos devem constituir uma comunidade atenta e vigilante, para saber distinguir o que vale e o que não vale, o que tem valor eterno e o que (só) tem valor efémero.

 

B. Cuidado com o desperdício do tempo

 

3. Por sua vez, a Segunda Leitura apresenta Abraão e Sara como modelos de fé para todos os crentes de todas as épocas. A sua vida não foi uma vida programada. Foi, antes, uma vida que Deus desprogramou e reprogramou. A atenção e a vigilância de Abraão e de Sara foram determinantes. Atentos aos sinais de Deus, deixaram que Deus desprogramasse e reprogramasse a sua vida. Importantes, para eles, não foram os seus planos, mas o chamamento de Deus.

É curioso que, hoje em dia, ao lado do improviso, encontramos uma tendência para tudo programar e formatar. Parece que seguimos um guião, que executamos como autómatos. Fora desse guião, não funcionamos, só improvisamos. É preciso, pois, que estejamos atentos ao chamamento de Deus, aos Seus apelos.

 

  1. Nesta formidável catequese sobre a vigilância, Jesus propõe aos discípulos uma atitude de espera contínua, que fermente uma esperança constante. Verdadeiro discípulo é aquele que está sempre preparado para acolher os dons de Deus, para corresponder aos Seus apelos e para participar na construção do Reino.

Não esqueçamos que o maior desperdício é o desperdício do tempo e das oportunidades que vão passando por nós no tempo. Tantas são as vezes em que dizemos que Deus não fala. E, afinal, tantos são os momentos em que, na verdade, nós não escutamos nem acolhemos.

 

C. O nosso campo de missão: cada lugar, cada momento

 

5. O Evangelho deste Domingo começa com uma referência ao «verdadeiro tesouro» que os discípulos devem procurar e que não se encontra nos bens deste mundo (cf. Lc 12, 33-34). O verdadeiro tesouro é o Reino de Deus e os valores que dele dimanam. Como encontrar — e guardar —, entretanto, este precioso tesouro? A resposta chega-nos através de três quadros ou parábolas, que reforçam precisamente o convite à vigilância.

A primeira parábola (cf. Lc 12, 35-38) convida-nos a ter os rins cingidos e as lâmpadas acesas. Aqui, parece haver uma alusão ao episódio narrado em Ex 12,11. Trata-se da noite da primeira Páscoa, celebrada de pé e «com os rins cingidos», antes da viagem para a liberdade. Somos, assim, convidados a estar preparados para acolher a libertação que Jesus vem trazer e que nos conduzirá da terra da escravidão para a terra da liberdade. O «noivo, que é Jesus, está sempre a propor à «noiva», que somos nós, a comunhão plena com Deus. Jesus é um «noivo fiel, fidelíssimo». Teremos nós vontade de ser fiéis?

 

  1. A segunda parábola (cf. Lc 12, 39-40) evoca a incerteza da hora em que o Senhor virá. A imagem do ladrão que chega a qualquer hora, sem ser esperado, parece uma imagem pouco adequada para falar de Deus. Trata-se, porém, de uma imagem sugestiva para mostrar que o discípulo fiel é aquele que está sempre preparado, a qualquer hora e em qualquer circunstância, para acolher o Senhor que vem.

No fundo, não é preciso anunciar porque, a cada instante, Deus está a vir. Nós é que nem sempre marcamos presença quando Deus vem. É bom ter presente que cada evento do homem é um permanente advento de Deus.

 

D. Maiores dons, maiores responsabilidades

 

7. A terceira parábola (cf. Lc 12, 41-48) parece dirigir-se sobretudo aos responsáveis da Igreja. Aliás, ela surge na sequência de uma pergunta de Pedro. É possível que esta parábola fosse vista como uma advertência aos responsáveis pela Igreja.

O que Jesus lhes quer dizer é que eles devem permanecer fiéis à sua missão, ao seu serviço. Se alguém deles descuida as suas responsabilidades no serviço aos irmãos e usa as funções que lhe foram confiadas de forma negligente ou em benefício próprio, sofrerá as consequências.

 

  1. Os dois últimos versículos falam-nos do tipo de castigo de acordo com o tipo de desobediência. Quem desobedece intencionalmente será mais castigado; quem desobedece sem intenção será menos castigado. Esta referência às «vergastadas» deve ser entendida no âmbito da linguagem dos pregadores da época e manifesta a repulsa de Deus por aqueles que negligenciam a missão que lhes foi confiada.

É provável que São Lucas esteja a pensar em alguns dirigentes cristãos que, por preguiça ou por maldade, perturbavam seriamente a vida das comunidades a que presidiam. Em qualquer caso, estas palavras acentuam a maior responsabilidade daqueles que, na Igreja, desempenham funções de direcção.

 

E. Confiança para lá de toda a segurança

 

9. «A quem muito foi dado, muito será exigido, a quem muito foi confiado, mais se lhe pedirá» (Lc 12, 48). Não há dúvida de que esta frase é dirigida aos responsáveis. Mas pode aplicar-se a todos os que receberam dons materiais ou espirituais. Tudo o que está em nós não é nosso. Tudo o que está em nós é dom, antes de ser posse. Tudo o que está em nós, antes de ser conquistado por nós, foi-nos confiado por Deus.

Se o que está em nós não é nosso, não pode estacionar em nós. Deus quer que tudo aquilo que nos confiou seja repartido para bem de todos. Não deixemos, por isso, que tudo funcione em função do cálculo. Abramo-nos à aventura da fé.

 

  1. A Carta aos Hebreus apresenta a fé como «garantia dos bens que se esperam e a certeza das realidades que não se vêem» (Heb 11,1). Deste modo, verificamos que a fé está intimamente conectada com a esperança; ela dirige-se não ao que está programado desde o passado, mas à surpresa do futuro e ao invisível.

A fé inspira confiança para lá de toda e qualquer (humana) segurança. A fé permite-nos ver além do visível, levando-nos para o limiar do invisível. Aquilo que o possível nos homens não consegue o impossível de Deus realiza. Não fiquemos pelas nossas possibilidades. Abramo-nos ao impossível de Deus. Para Ele, todo o impossível é possível. Só com Deus, o que consideramos impossível se tornará (felizmente) possível!

publicado por Theosfera às 13:15

Tudo sobe para cima.

Tudo caminha para o alto.

Tudo tende para o fim.

 

E, na verdade, o que importa é o fim,

o fim para o qual nos chamas.

 

Tu, Senhor, chamas-nos para a felicidade,

para a alegria, para a justiça, para a paz.

Tu, Senhor, chamas-nos para Ti.

 

A vida é cheia de sinais.

É importante estar atento a eles.

É fundamental deixarmo-nos guiar por eles.

 

Neste mundo, tudo passa.

Nesta vida, tudo corre.

Neste tempo, tudo avança.

Só a Tua Palavra permanece, Senhor.

 

 

Obrigado por nos reunires,

por nos congregares,

por nos juntares.

 

De toda a parte Tu chamas,

Tu convocas,

Tu reúnes.

 

Obrigado, Senhor, pela esperança

E pelo ânimo,

Pelo vigor e pela presença.

 

 

 

O importante não é saber a hora do fim.

O fundamental é estar pronto, preparado, disponível.

 

Para Ti, Senhor, o fim não é destruição nem dissolução.

ConTigo, Senhor, o fim é plenitude, realização, felicidade.

 

Em Ti já sabemos o que nos espera.

Tu, Senhor, és a esperança e a certeza da esperança.

 

Tu já abriste as portas.

Tu já inauguraste os tempos últimos, os tempos novos.

 

ConTigo nada envelhece.

Em Ti tudo se renova.

Renova sempre a nossa vida,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:01

Hoje, 07 de Agosto (19º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Sisto II, S. Caetano, Sto. Alberto de Trápani, Sto. Agatângelo de Vêndome e S. Cassiano de Nantes.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:58

Sábado, 06 de Agosto de 2016

Hoje, 06 de Agosto, é dia da Transfiguração do Senhor (festa celebrada, em alguns locais, como do Santíssimo Salvador), S. Justo e S. Pastor.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 05 de Agosto de 2016

Hoje, 05 de Agosto, é dia de Sta. Maria Maior (ou Nossa Senhora das Neves), Sto. Abel de Reims e Sto. Emídio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 04 de Agosto de 2016

Hoje, 04 de Agosto, é dia de S. João Maria Vianey (St. Cura d'Ars), Sto. Aristarco, Sto. Eleutério de Társia, S. Gonçalo e S. Rúben Estilita.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 03 de Agosto de 2016

Hoje, 03 de Agosto, é dia de Sta. Lídia (padroeira dos tintureiros), S. Nicodemos, S. Gamaliel e S. Pedro de Anâgni.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:11

Terça-feira, 02 de Agosto de 2016
  1. O ateísmo tem várias formas e actua em muitos campos.

É mais subtil do que se pensa e mais tentador do que parece. Nem as religiões lhe escapam.

 

  1. Ateu, com efeito, não é só quem não conta com Deus na sua existência. Ateu é também — e sobretudo — quem rejeita Deus com a vida.

Está muito estudado o ateísmo conceptual. Devia ser mais analisado o ateísmo existencial.

 

  1. Para a difusão do ateísmo não concorre apenas o argumento. Concorre igualmente — e talvez ainda mais — o comportamento.

A incoerência de certos comportamentos religiosos é mais perigosa que é a possível consistência de muitos argumentos ateus.

 

  1. No âmbito existencial, podemos dizer que o ateísmo assume duas modalidades principais: o não-teísmo e o antiteísmo.

O não-teísmo caracteriza-se pela ausência de Deus. Já o antiteísmo destaca-se especialmente pela negação de Deus.

 

  1. Se estivermos atentos, notaremos que estas atitudes não ocorrem apenas fora das religiões.

Também no interior das religiões, há quem cultive uma vida sem Deus. E quem leve uma vida contrária a Deus.

 

  1. O resultado não é difícil de antecipar.

Uma vida sem Deus não atrai ninguém para Deus. E uma vida contrária a Deus acaba por afastar muita gente de Deus.

 

  1. Os maiores entraves à credibilidade das religiões são a mediania e a violência.

A mediania não cativa. E a violência afugenta.

 

  1. Sucede que, não cativando para Deus, a mediania pode ser suficiente para conservar muitos na religião.

E acontece que, afugentando de Deus, a violência pode arrastar bastantes para o universo religioso.

 

  1. Em vez de se nivelar as práticas religiosas pelo conceito de Deus, opta-se por aferir o conceito de Deus por certas práticas religiosas.

Deus, em Si mesmo, é transcendência, mas muitas atitudes religiosas não superam a vulgaridade. Deus é, acima de tudo, paz, mas muitos procedimentos religiosos pautam-se pela violência.

 

  1. É urgente perceber que, enquanto experiência de superação, a religião não pode ficar-se pelo mais elementar, pelo mais imediato. Se viver é ultrapassar-se (como notou Pascal), dir-se-ia que a vivência religiosa consiste em ultrapassar-se infinitamente.

A fé, segundo Paul Tillich, transporta-nos para o que é último. Pelo contrário, a violência mantém-nos onde costumamos estar. Só cortando com este presente, entraremos no limiar de um futuro diferente!

publicado por Theosfera às 11:22

Hoje, 02 de Agosto, é dia de Nossa Senhora da Porciúncula, Sto. Eusébio de Vercelas, S. Pedro Juliano Eymard, S. João de Rieti, Sta. Joana de Aza, S. Pedro Fabro e Sto. Augusto Czartoryski.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 01 de Agosto de 2016

Há um «desporto» de que não muito se fala, mas em que muito se fala: a maledicência.

Este é um «desporto» com muitos praticantes e não poucos «laureados».

Dizer mal gera uma competição desenfreada. Há quem não olhe a meios (nem conheça limites) nesta espiral.

Era bom que, tal como acontece com os outros desportos, fizéssemos uma espécie de defeso neste estranho «desporto». E que, mais tonificados, optássemos pela benedicência.

Dizer bem é que faz bem. A todos!

publicado por Theosfera às 12:21

Hoje, 01 de Agosto, é dia de Sto. Afonso Maria de Ligório e S. Félix de Gerona.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:04

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