O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 31 de Julho de 2016

Eu Te bendigo, Senhor
com a fragilidade do meu ser
e a debilidade das minhas palavras,
por tantas maravilhas e por tanto amor que semeias no coração de cada homem.



Eu Te bendigo, Senhor
pela simplicidade da Tua presença
e pelo despojamento do Teu estar.



Obrigado é pouco para agradecer,
mas é tudo o que temos para Te bendizer.



Obrigado, pois,
por seres Pão e Paz,
na Missa que celebramos
e na Missão a que nos entregamos.



Obrigado por seres Pão e Paz
num mundo dilacerado pela fome e martirizado pela guerra.



Fome de Ti sempre!
Fome de Pão nunca!



Que o pão nunca falte nas mesas
e que a paz nunca se extinga nos corações.



Que jamais esqueçamos, por isso,
que a Eucaristia nunca termina.



Que possamos compreender que o "ide em paz"
não é despedida, mas envio.



Queremos trazer-Te connosco,
queremos ser sacrários vivos onde todos Te possam encontrar e reconhecer.



Obrigado, Senhor,
por seres Pão e Paz.



Obrigado por nunca faltares à Tua promessa.
Prometeste ficar connosco e connosco estás.

Sacia a nossa sede de verdade e de justiça.

Pedimos-Te pelos mais pequenos, pelos mais pobres e pelos mais desfavorecidos,
pelos mais sacrificados e por aqueles a quem exigem sempre mais sacrifícios.


Ensina-nos, Senhor,
a sermos mais humanos e fraternos.



Que com Maria, Tua e nossa Mãe,
aprendamos a ser Eucaristia para o mundo.



Obrigado, Senhor, por vires sempre connosco.
Leva-nos sempre conTigo,
Conduz-nos sempre para Ti,
para Ti que és a Paz,
JESUS!

publicado por Theosfera às 11:08

A. Cuidado com a escravatura do dinheiro

  1. É certo e sabido que a humanidade tem um prolongado contencioso com o dinheiro e, mais vastamente, com os bens materiais. Precisamos deles, mas não raramente submetemo-nos a eles. E é assim que, em vez de serem nossos servos, tornam-se nossos senhores. O senhorio do dinheiro é uma das formas de escravatura mais torturante neste nosso mundo. Ele é, sem dúvida, o responsável pela riqueza de muitos, mas é também o culpado pela pobreza de muitos mais.

E o mais preocupante é que o dinheiro domina não apenas quem o possui, mas também o procura. Temos, por isso, de nos libertar deste jugo, criando uma relação equilibrada com o dinheiro, com base na justiça e na dignidade. O dinheiro é necessário para sobreviver, mas nunca consintamos que ele nos sufoque e asfixie.

 

  1. É neste sentido que a liturgia deste Domingo nos interpela acerca da atitude que assumimos face aos bens deste mundo. Fica bem claro que eles não podem ser os senhores da nossa vida. O ser humano está vocacionado para mais, para diferente, para melhor. São outros os bens que dão sentido à nossa existência e que nos garantem a vida em plenitude.

No Evangelho, através da «parábola do rico insensato», Jesus denuncia a insolvência de uma vida voltada apenas para os bens materiais: o homem que assim procede é visto como um «louco», que esquece aquilo que dá sentido à existência. Na Primeira Leitura, encontramos uma meditação sobre o absurdo de uma vida voltada para a mera acumulação de bens. Temos aqui uma espécie de patamar para nos lançarmos à descoberta de Deus e para n’Ele encontrarmos o autêntico sentido da nossa existência. Por sua vez, a Segunda Leitura convida-nos a não nos afeiçoarmos às coisas da terra. Mesmo em baixo, devemos olhar para o alto, orientando-nos para Deus.

 

B. Sozinho, não conseguimos nada

 

3. Diante de Deus, tudo é caduco, finito e periclitante. O Livro de Qohélet — também conhecido como Livro do Eclesiastes —, além de apontar caminhos, procura desmontar certezas e seguranças. Formula perguntas e não se preocupa, minimamente, em fornecer respostas no imediato.

Não espanta, por isso, que o tom geral do livro seja atravessado por um grande pessimismo. O autor parece vergado ao peso da realidade, negando qualquer possibilidade de encontrar um sentido para a vida. Segundo ele, o esforço humano é inútil. Haja o que houver, aconteça o que acontecer, nada vale a pena porque a morte está sempre à espreita. É, pois, um livro, marcado pelo fracasso da sabedoria tradicional. Nele se faz eco da angústia de uma humanidade ferida, que teima em não encontrar razões para viver.

 

  1. Olhando, concretamente, para o texto que hoje a liturgia nos apresenta, o «qohélet» não hesita em proclamar a inutilidade de qualquer esforço humano. Partindo da sua própria experiência, ele foi capaz de concluir friamente que os esforços desenvolvidos pelo homem não servem para nada.

O homem, só pelo seu esforço, pouco consegue e o pouco que consegue de nada vale. Que adianta trabalhar se, afinal, temos de deixar tudo aqui? É por isso que o «qohélet» resume a sua frustração e o seu desencanto nesse refrão que se repete, por 25 vezes, em todo o livro: «Tudo é vaidade».

 

C. Não é mais quem tem mais

 

5. A grande lição que este texto nos dá é a certificação da incapacidade de o homem, por si só, encontrar um rumo, um sentido para a vida. O pessimismo do «qohélet» ajuda-nos a reconhecer a nossa impotência, a impotência de uma vida voltada apenas para o material.

É assim que a reflexão deste livro nos leva a olhar para mais além. Para onde? O «qohélet» não o diz expressamente, mas nós, iluminados pela fé, sabemos onde está a resposta: em Deus. Só em Deus seremos capazes de (re)encontrar o sentido da vida e preencher a nossa existência.

 

  1. O Evangelho apresenta-nos Jesus a escusar-Se, delicada e decididamente, tomar partido em questões familiares. Daí que diga a quem o interpelou acusando o seu irmão: «Amigo, quem me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?» (Lc 12, 14). O que estava em causa era a luta pelos bens e o apego excessivo ao dinheiro, provavelmente por parte dos dois irmãos em causa.

A conclusão que Jesus extrai (cf. Lc 12, 15) explica porque é que Ele não aceita intrometer-se em tal discussão. O dinheiro, tendo a sua importância na vida, não é o mais importante para a vida. O desejo imoderado de dinheiro não é bom, é idolatria: não conduz à vida plena, não corresponde às aspirações mais profundas do homem, não contribui para a felicidade da pessoa. A lógica do Reino vai mais além dos bens materiais; pelo que quem quiser viver para o Reino deverá ter isto presente. Não é mais quem tem mais, mas quem vê mais e quem vai mais além.

 

D. Mais que amealhar, é importante acrescentar

 

7. O problema é que, apesar de passarmos o tempo a relativizar os bens materiais, acabamos por passar a vida envolvidos pelos bens materiais. Até parece que eles bastam. Para Jesus, os bens materiais não bastam. A parábola que Jesus apresenta (cf. Lc 12, 16-21) ilustra a atitude do homem dominado pelos bens perecíveis, esquecendo-se do essencial, isto é, daquilo que dá a vida em plenitude.

Jesus fala-nos de um homem previdente, responsável e trabalhador. Só que, de forma egoísta e obsessiva, vive apenas para os bens que, a seus olhos, lhe asseguram tranquilidade e bem-estar material. Este homem é a imagem de todos aqueles cuja vida só pretende amealhar e não acrescentar. Pensam que o dinheiro traz tudo, esquecendo que, só por si, não consegue nada.

 

  1. É preciso dizer que mais importante que o dinheiro é a família, mais importante que o dinheiro é o relacionamento humano e muito mais importante que o dinheiro é Deus. Não é a vida que deve andar em função do dinheiro, o dinheiro é que deve andar em função da vida.

A decisão de Deus, que terminantemente põe um ponto final nesta existência egoísta, mostra que uma vida deste género não tem sentido e que quem vive apenas para acumular mais e mais bens não agrada a Deus.

 

E. Não nos deixemos dominar pelo dinheiro

 

9. O que é que Jesus pretende, com esta história, não é demonizar o dinheiro. O que Jesus quer é que não nos deixemos dominar por ele. O que Jesus quer é que não vivamos em regime de escravatura, dominados pelo dinheiro e pelos bens materiais, como se eles fossem a coisa mais importante da nossa vida. A preocupação excessiva com os bens, a busca desenfreada de bens, só concorre para a desumanização, que centra o homem em si próprio e o impede de estar disponível para os valores mais importantes: os valores do Reino de Deus.

Quando o coração está cheio de avareza, quando a vida se torna um combate obsessivo pelo «ter», o homem torna-se insensível aos outros e indiferente a Deus; Nessa altura, o homem pensa que tudo começa e acaba com o dinheiro. Terrível desilusão, esta, que corrói a humanidade.

 

  1. Não espanta, por isso, que São Paulo nos convide a aspirar às «coisas do alto» e não às «coisas da terra». Pelo Baptismo, estamos unidos a Cristo ressuscitado. Desse modo, morremos para o pecado e renascemos para uma vida nova. Comportemo-nos, pois, como portadores desta vida nova, como construtores desta vida nova. Esta vida nova vai crescendo progressivamente, para se manifestar, em plenitude, quando Cristo voltar.

Não é o céu que é imagem da terra; a terra é que deve ser imagem do céu. Nós somos habitantes do céu que vão caminhando na terra. Que seja Cristo a viver em nós. Que a nossa vida seja sempre uma «cristovida». Que as portas do nosso coração nunca se fechem. Que o nosso coração esteja sempre aberto e que todo o nosso ser fique mais desperto. Tenhamos sempre presente isto: o mais importante na vida é Jesus Cristo!

publicado por Theosfera às 06:06

Hoje, 31 de Julho (18º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sto. Inácio de Loiola (fundador da Companhia de Jesus) e S. Germano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 30 de Julho de 2016

A bondade é uma questão de teimosia.

Fazer o bem é um acto de dissidência.

Ser bom é uma opção corajosa.

Não sigamos a correnteza do mal.

Há muito bem à espera de ser realizado.

Como é possível que nos neguemos à sua realização?

publicado por Theosfera às 08:01

Hoje, 30 de Julho, é dia de S. Pedro Crisólogo, Sta. Julita, S. Justino de Jacobis, S. Cláudio Correa e S. Frederico Rubio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:03

Sexta-feira, 29 de Julho de 2016

Hoje, 29 de Julho, é dia de Sta. Marta, S. Lázaro e Sto. Olavo.

Refira-se que Sta. Marta é invocada como padroeira dos estalajadeiros, hoteleiros, lavadeiras e cozinheiras.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 28 de Julho de 2016

Hoje, 28 de Julho, é dia de S. Celso, S. Nazário, S. Vítor I, S. Pedro Poveda Castroverde e Sta. Maria Teresa Kolawska.

Refira-se que S. Vítor I foi o responsável por colocar a Páscoa no Domingo após a Lua Cheia da Primavera, contra a opinião das chamadas «Igrejas catorzimais», que defendiam o dia estrito correspondente ao 14 de Nisan. Também terá sido o primeiro escritor cristão a usar o Latim. Antes, o Grego era a língua oficial da Igreja.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 27 de Julho de 2016

Hoje, 27 de Julho, é dia de S. Pantaleão. Sta. Maria Madalena Martinengo e S. Tito Bradsma.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 26 de Julho de 2016

Os tempos são maus, dizem. Mas seremos nós bons nos tempos maus?

Ou não serão maus os tempos porque nós temos estado mal?

Santo Agostinho não tinha dúvidas: «Nós somos os tempos. Tal como somos, assim serão os tempos».

E dava um conselho, precioso: «Vivamos bem e os tempos serão bons».

Eis um caminho que está à nossa frente!

publicado por Theosfera às 12:08

Hoje, 26 de Julho, é dia de S. Joaquim e Sta. Ana e Sta. Bartolomea Capitânea.

Dado que S. Joaquim e Sta. Ana, Pais de Nossa Senhora, foram os Avós de Jesus, convencionou-se ser hoje o Dia dos Avós.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:57

Segunda-feira, 25 de Julho de 2016

A esperança não é estéril. Pelo contrário, é muito fecunda.

A esperança tem duas filhas. Santo Agostinho dizia que uma chama-se indignação e a outra chama-se coragem.

A «indignação ensina-nos a não aceitar as coisas como elas estão; a coragem ensina-nos a mudá-las».

Sem indignação e sem coragem, lá se vai o que esperamos, lá se vai a esperança.

Indignemo-nos quando for preciso e enchamo-nos de coragem sempre que for necessário. Ou seja, sempre!

publicado por Theosfera às 12:11

Afinal, qual é a melhor educação?

Disraeli sentenciou: «Não existe educação tão boa como a dada pela adversidade».

É curioso este paradoxo em que nos encontramos. Vivemos cercados pela adversidade, mas não parecemos estar preparados para a adversidade.

Parece que tudo se desmorona quando alguma coisa não se consegue.

Eis um princípio que convém fornecer desde os começos: os êxitos dão-nos alegrias, mas os fracassos dão-nos lições.

Estaremos dispostos a aprender?

publicado por Theosfera às 09:37

Hoje, 25 de Julho (faltam apenas cinco meses para o Natal), é dia de S. Tiago e S. Cristóvão.

O nome Tiago resulta de uma evolução do hebraico Jacob, que tem como equivalentes Jacques, James, Jácome, Jaume e Jaime. No ocidente da Península Ibérica, começou a ser conhecido como Iago. Daí Sant'Iago, Santiago e S. Tiago. Foi o primeiro dos Doze a receber o martírio.

Cristóvão (ou Cristófero) significa «aquele que transporta Cristo». Este santo é padroeiro dos archeiros, dos que fazem fretes, dos carregadores dos mercados, dos pisoeiros, dos negociantes de frutas, dos automobilistas; é invocado contra a morte súbita, as tempestades, o granizo, as dores de dentes e a impenitência final.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 24 de Julho de 2016

Neste tempo de férias,

pensamos, Senhor, naqueles que estão a repousar

e lembramos aqueles que não podem sequer descansar.

 

Neste tempo de contrastes,

pensamos naqueles que estão a trabalhar

e lembramos aqueles que nem sequer conseguem encontrar trabalho,

nem pão, nem casa.

 

Tu, Senhor, queres o nosso descanso.

Tu, Senhor, és o nosso descanso.

 

Como há dois mil anos,

Tu convida-nos a descansar,

a descansar conTigo,

a descansar em Ti.

 

Tu fazes-nos descansar quando nos ensinas.

Tu fazes-nos descansar quando nos acompanhas.

Tu fazes-nos descansar quando nos envolves com a Tua compaixão,

com o Teu amor, com a Tua infinita paz.

 

Fica connosco, Senhor,

como ficaste com os Teus discípulos quando a barca parecia afundar-se na tempestade.

 

Dá-nos luz para vermos que só Tu és a vida, a paz e tranquilidade

mesmo que tudo ameace ruína.

 

Ensina-nos, Senhor, a perdoar e a pedir perdão,

a amar e a sermos amados,

a louvarmos as virtudes e a sermos tolerantes com os defeitos e os limites.

 

Fica connosco, Senhor.

Sê Tu mesmo o nosso confidente,

a nossa praia e o nosso passeio dominical,

o nosso travesseiro e o nosso sonhar.

Sê Tu mesmo, hoje e sempre,

o nosso amanhecer e o nosso acordar.

 

Queremos viver em Ti.

Queremos amar em Ti,

sorrir para Ti, chorar conTigo.

 

Queremos ir sempre ao Teu encontro,

toda a vida, hora a hora,

até que, um dia, Tu nos chames

e nos convides a repousar definitivamente

e a permanecer em Ti para sempre,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:14

 

A desligação do atirador de Munique de qualquer grupo não nos tranquiliza.

Pelo contrário, faz aumentar os tentáculo da nossa crescente intranquilidade.

Significa que a influência do terror já não precisa de ser articulada para ser incorporada.

Significa também que o terror não vem só através de grupos.

Ela está disseminada no interior da pessoa. E, aqui, é que se encontra o «punctum saliens» de todo este problema.

Como pode haver paz entre as pessoas se não há paz dentro de cada pessoa?

Hipostasiemos a paz acolhendo a Paz em pessoa: Jesus!

publicado por Theosfera às 08:57

A. Orar sim, mas não de qualquer maneira

  1. Depois de, no passado Domingo, termos sido catequizados sobre a prioridade da oração, eis que, neste Domingo, somos belamente instruídos acerca do modo de orar. Orar é importante, mas não se deve orar de qualquer maneira.

Jesus é também o mestre da oração e o modelo do orante. Este texto, a abrir o capítulo 11 do Evangelho de São Lucas, apresenta-nos «Jesus em oração» (Lc 11, 1). A oração de Jesus mexeu de tal maneira com os Seus discípulos que um deles Lhe pediu para os ensinar a orar: «Senhor, ensina-nos a orar» (Lc 11, 1).

 

  1. O primeiro passo tem de ser este: aprender a orar pedindo a Jesus que nos ensine a orar. De resto, São Paulo põe-nos de sobreaviso ao dizer que não sabemos orar como convém (cf. Rom 8, 26). O nosso problema é orar à nossa maneira. O nosso mal é orar de forma intermitente. A nossa deficiência é ficar pela oração de petição e descurar a oração de louvor e de disponibilidade.

Por conseguinte, antes de rezar, aprendamos a orar. Desde logo, temos de perceber que seguir Jesus é também — e bastante — seguir a Sua oração. Não é possível seguir Jesus sem seguir a Sua oração. Não é possível seguir Jesus sem começar por ser orante. O seguimento de Jesus consiste, acima de tudo, na intimidade com Jesus. É pela oração que essa intimidade cresce.

 

B. A intimidade com Jesus é intimidade com o Pai

 

3. Na Sua instrução, Jesus começa por nos ensinar a tratar a Deus por Pai: «Quando orardes, dizei: “Pai”» (Lc 11, 2). Isto significa que, ao entrar na intimidade com Jesus, entramos igualmente na Sua intimidade com o Pai. É a oração que nos desperta para a realidade do Baptismo. Na oração, (re)tomamos consciência de que somos filhos do mesmo Pai e, por extensão, de que somos irmãos uns dos outros.

A oração é, pois, um precioso estímulo para reforçar a consciência da fraternidade. Orar cria um ambiente de intimidade que, no entanto, vai muito além do mero intimismo. Ao tratar Deus por Pai, cada um de nós apercebe-se de que são muitos os que fazem o mesmo. Somos todos irmãos porque somos todos filhos. Porque nos ama, é o Pai que nos irmana. É o Pai que faz de nós um povo de filhos, um povo de irmãos.

 

  1. Por aqui se vê que os problemas da nossa humanidade radicam na falta de uma consciência de que somos filhos do mesmo Pai. A nossa crise é sobretudo espiritual. Se houver mais oração, haverá mais abertura. Se nos abrirmos ao mesmo Pai, abrir-nos-emos aos nossos irmãos, também eles filhos deste mesmo Pai.

Entremos, então, na Escola Orante de Jesus. Oremos não só a Jesus, mas disponhamo-nos a orar com Jesus e em Jesus. No fundo, deixemos que Jesus — e o Seu Espírito — orem em nós.

 

C. A escola de oração é (sempre) uma escola de fraternidade

 

5. Deste modo, tratar Deus por Pai implica sair do individualismo que nos aliena, esmaga e esgana. Tratar Deus por Pai significa superar as divisões e destruir as barreiras que nos impedem de amar e de sermos solidários.

No fundo, Jesus convida-nos a assumirmos, na nossa relação com Deus, a atitude de uma criança que, com simplicidade, se entrega confiadamente nas mãos do pai. Jesus desafia-nos a acolher a proposta de intimidade que a relação entre pai e filho implica. E, como corolário, Jesus propõe a cada um de nós que nos assumamos como irmãos formando uma verdadeira família, unida à volta do Pai.

 

  1. Notamos, entretanto, que a oração também tem um tema. Na perspectiva de Jesus, a oração deve, sobretudo, centrar-se na vinda do Reino, ou seja, no nascimento do mundo novo que Deus quer oferecer. A «santificação do nome» expressa o desejo de que Deus seja reconhecido como salvador de todos os povos.

É importante que todos os homens reconheçam a justiça e a bondade do projecto de Deus para o mundo. A referência à «vinda do Reino» exprime o desejo de que este mundo novo se torne uma realidade definitivamente presente na vida dos homens.

 

D. O orante tem de ser persistente, mesmo que pareça inoportuno

 

7. O pedido do «pão de cada dia» verbaliza o desejo de que Deus não cesse de nos alimentar com a Sua vida. Este alimento surge na forma do pão material e na forma do pão espiritual. No fundo, com este pedido formalizamos o reconhecimento de que tudo se deve a Deus, de que tudo é dom de Deus.

A referência ao «perdão dos pecados» pede que a misericórdia de Deus supere a nossa infidelidade tornando-nos mais compreensivos para com as falhas dos nossos irmãos. O pedido para que não caiamos em «tentação» é um alerta para que, com a ajuda de Deus, não nos deixemos seduzir pelas felicidades ilusórias. E, hoje em dia, somos tão facilmente seduzidos pelo assédio das ilusões.

 

  1. Seguem-se duas parábolas, cheias de significado. A primeira (cf. Lc 11, 5-8) compara o orante a um «amigo inoportuno», que, mesmo a desoras, pede o que precisa. O que Jesus pretende dizer é que Deus escuta e atende aqueles que se Lhe dirigem. Ninguém fica sem resposta. Na oração, o importante é persistir, nunca desistir e sempre confiar.

A segunda parábola (cf. Lc 11, 9-13) constitui precisamente um convite à confiança em Deus: Ele conhece-nos bem e sabe do que necessitamos. Em todos os momentos, Ele derramará sobre nós o Espírito, que nos permitirá encarar a vida com a força de Deus.

 

E. A vontade de Deus pode não ser fácil, mas é a melhor

 

9. Façamos, por isso, como Jesus diz. Peçamos, procuremos e batamos à porta (cf. Lc 11, 9). «Todo aquele que pede recebe, quem procura encontra e ao que bate à porta abrir-se-á» (Lc 11, 10). Podemos não receber imediatamente o que pedimos, mas receberemos sempre o que é melhor para nós: o Espírito Santo (cf. Lc 11, 13). Afinal, orar é também criar uma disponibilidade para acolher o que Deus nos quer oferecer.

Não é mal pedir. Jesus também pediu. Mas o que importa, como Jesus nos mostra, é acolher a vontade de Deus. Jesus também pediu ao Pai para que O afastasse da Cruz. No entanto, ressalvou logo que se fizesse não o que Ele queria, mas o que o Pai pretendia (cf. Lc 22, 42). Uma coisa é certa: a vontade de Deus nem sempre é fácil para cada um, mas é sempre o melhor para todos.

 

  1. A oração insere-nos na vida nova, aberta pelo Baptismo. Somos outros a partir do Baptismo. Já não somos nós; é Cristo em nós: a nossa vida passa a ser uma «cristovida». O Baptismo, como anota São Paulo, sepulta-nos com Cristo e faz-nos ressuscitar com Cristo (cf. Col 2, 12). Assim sendo, até a nossa oração deve ser a oração de Cristo.

Esta oração já está, de certo modo, prefigurada no episódio narrado na Primeira Leitura. O mundo actual, aos olhos de muitos, assemelha-se a Sodoma e a Gomorra. Parece que está tudo perdido. É preciso fazer como Abraão. É preciso persistir. Persistir na oração é, no fundo, persistir na esperança. As pessoas justas podem estar em minoria, mas essa minoria pode mudar o mundo. Não tenhamos medo de estar em minoria. Deus consegue mais que todas as maiorias. Ele só quer as nossas mãos, os nossos pés, os nossos lábios e o nosso coração. Afinal, Deus quer o nosso pouco para fazer muito. Connosco, Ele quer tornar diferente a vida de toda a gente!

publicado por Theosfera às 06:18

Hoje, 24 de Julho (17º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Cristina Admirável, Sta. Luísa de Sabóia, S. João Soreth, S. Sarbélio Makhluf, Sta. Maria Mercês, Sta. Teresa, Sta. Maria Pilar e Sta. Maria Ângeles.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 23 de Julho de 2016

Hoje, 23 de Julho, é dia de Sta. Brígida (Padroeira da Europa), Sto. Apolinário, Sta. Cunegundes e S. Nicéforo e seus Companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 22 de Julho de 2016
  1. A experiência mostra que o êxito tende a ser procurado através da acomodação.

Mas a consciência ensina que o verdadeiro êxito só é encontrado depois de muita incomodação.

 

  1. O habitual é aplaudir quem ao mundo se acomoda.

Acontece que Deus dá sinais de aprovar sobretudo quem com o mundo se incomoda.

 

  1. O mundo é o nosso lugar, mas não é a nossa lei.

Jesus foi bem claro: os Seus discípulos estão no mundo, mas não são do mundo (cf. Jo 17, 16).

 

  1. Como entender então que os cristãos olhem para Deus com os olhos do mundo em vez de olharem para o mundo com os olhos de Deus?

O importante não devia ser mudar com o mundo, mas contribuir para mudar o mundo.

 

  1. Se o objectivo da Igreja fosse acomodar-se ao mundo, haveria ídolos, mas não haveria mártires.

Os ídolos são aqueles que o mundo aplaude. Os mártires são aqueles que o mundo condena. São, porém, os condenados pelo mundo que se tornam os vencedores para Deus.

 

  1. Nós veneramos os mártires, mas, frequentemente, optamos por imitar os ídolos.

Isto significa que admiramos os que resistiram ao mundo, mas, na prática, fazemos tudo para não sermos incomodados pelo mundo.

 

  1. Se a lógica dos mártires fosse a acomodação, não teriam sido mortos. Mas alguma vez seriam uma referência?

Os mártires foram mortos por não se acomodarem ao mundo. E tornaram-se uma referência porque se incomodaram com o mundo.

 

  1. Segundo Tácito, os primeiros cristãos foram considerados «culpados e dignos dos piores suplícios» porque não se adaptaram ao mundo em que viviam.

Como nota a Carta a Diogneto, apesar de cidadãos do mundo, os cristãos eram tratados como estranhos ao mundo.

 

  1. Esta recusa da acomodação não pode ser confundida com uma fuga à missão. Pelo contrário, para os cristãos é a diferença que provoca a presença.

Aliás, o seu inconformismo há-de começar por dentro. Nenhum cristão está dispensado da conversão.

 

  1. Se o mundo não está melhor, é talvez porque nós, cristãos, nem sempre temos estado bem. O mundo não melhora quando os cristãos se conformam. O mundo só acorda quando os cristãos despertam.

Uma nova luz se acende quando nenhum cristão se rende!

publicado por Theosfera às 16:06

Hoje, 22 de Julho, é dia de Sta. Maria Madalena e Sto. Agostinho Fangi.

Refira-se que Sta. Maria Madalena é invocada como padroeira dos vendedores de perfumes, dos surradores de peles finas, dos luveiros e dos arrependidos.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:55

Quinta-feira, 21 de Julho de 2016

Hoje, 21 de Julho, é dia de S. Lourenço de Brindes, Sta. Praxedas, Stos. Mártires Escilitanos e S. Daniel.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 20 de Julho de 2016

Rezar e orar são sinónimos, mas não são iguais.

Rezar é recitar. Neste sentido, é falar com Deus.

Orar é sobretudo escutar. Ou seja, é deixar que Deus nos fale.

Uma vez que a iniciativa é Deus, diria que antes de rezar é importante orar.

É isso o que falta. É isso o que urge.

publicado por Theosfera às 09:49

Hoje, 20 de Julho, é dia de Sto. Apolinário, Sto. Elias, Sta. Margarida, Sto. Aurélio e Sta. Vilgeforte ou Liberata ou Comba.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 19 de Julho de 2016
  1. Portugal já teve selecções que deslumbraram e perderam.

Já tínhamos ficado com a sensação de sermos os melhores. Mas só agora fomos os primeiros.

 

  1. Foi com uma equipa que raramente encantou que a vitória chegou.

Quem viu o início do Europeu dificilmente imaginaria o que no final aconteceu.

 

  1. O que terá sucedido para que, jogando assim, Portugal alcançasse tão assombroso fim?

Não foram as «estrelas» que se destacaram. Desta vez, todos se agigantaram. Os mais famosos mourejaram como os mais humildes e os mais humildes sobressaíram como os mais famosos.

 

  1. Cristiano Ronaldo pareceu «descer» ao nível dos outros. E todos os outros pareceram «subir» ao nível de Cristiano Ronaldo.

Quem esperava que, depois de Ronaldo ter saído, a equipa se transcendesse daquela forma? E que selasse o triunfo através do «herói» mais inesperado?

 

  1. Além da técnica e da táctica, o que avultou foi a confiança e a união.

A Selecção acreditou como nunca se tinha notado e uniu-se como jamais se tinha visto.

 

  1. Muito mérito há-de ter quem este espírito conseguiu promover. E não há dúvida de que houve uma presença que fez toda a diferença.

Mais do que seleccionador, Fernando Santos revelou-se um poderoso inspirador.

 

  1. Após o último jogo, quem apareceu à nossa frente foi sobretudo um Homem.

O país pôde conhecer melhor não só o profissional, mas também o filho, o marido, o pai, o avô e o crente.

 

  1. As suas primeiras palavras foram para Deus Pai. E as últimas dirigiu-as ao seu melhor Amigo e à Sua Mãe.

Foram Jesus e Maria que — palavras dele — o ajudaram a «guiar esta equipa».

 

  1. Foi um crente que (nos) fez acreditar. E foi um homem da transcendência que ajudou 23 homens a superar-se.

Ainda bem que há quem perceba que «não podemos deixar de dar testemunho independentemente da profissão que tenhamos». A fé não se impõe, mas também não se esconde.

 

  1. O lugar onde Fernando Santos está mais à vontade para falar com Deus «é o Sacrário, porque Ele está ali».

Ali se sente que até o sucesso é passageiro. Ali se sente que só o invisível é eterno (cf. 2Cor 4, 18). Depois de toda esta euforia, é ali que se reacende a verdadeira alegria!

 

 

publicado por Theosfera às 10:36

Hoje, 19 de Julho, é dia de Nossa Senhora da Divina Graça, Sta. Justa. Sta. Rufina, Sto. Arsénio e Sta. Áurea.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:10

Segunda-feira, 18 de Julho de 2016

Hoje, 18 de Julho, é dia do Bem-Aventurado D. Frei Bartolomeu dos Mártires e de S. Frederico.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 17 de Julho de 2016

Na vida, há chegadas e há partidas,

há começos e recomeços.

 

Neste tempo de férias, Senhor,

nós não Te vamos deixar,

até porque Tu também nunca nos deixas.

 

Queremos que estas sejam férias com Deus e não férias de Deus.

Queremos escutar, ainda mais, a Tua voz

e sentir sempre a Tua presença.

 

Na Palavra, na Oração e sobretudo na Santa Missa,

nós queremos continuar sempre conTigo,

pois sabemos e sentimos que Tu estás sempre connosco.

 

Vem, Senhor, connosco.

Acompanha os nossos passos.

Liberta-nos da pior doença: o egoísmo.

Cura-nos com a mais preciosa vitamina:

a vitamina C, a vitamina Cristo!

 

Nossa Senhora dos Remédios,

o Teu santuário não é só neste monte.

O Teu santuário será também o nosso coração.

 

Onde Tu estiveres, nós estaremos.

Onde nós estivermos, também Tu estarás.

 

Toma conta da nossa vida.

E dá-nos sempre o Teu querido Filho:

Jesus!

publicado por Theosfera às 11:03

1. Olhemos para o testemunho do Seleccionador Nacional de Futebol. Habituámo-nos a vê-lo na sua fatigante «função de Marta», preparando os jogos e orientando a equipa. Era bom que olhássemos também para o seu «papel de Maria», escutando Jesus e pondo-se à disposição do Seu Evangelho.

Mesmo quando veste o «fato de treinador», o Eng. Fernando Santos nunca despe a sua condição de crente. A condição de crente faz parte do seu ser. E quem trabalha com ele sabe que o seu ser é — estruturalmente — crente. Neste sentido, não conheceria devidamente a pessoa deste treinador quem desconhecesse a sua fé.

 

2. Trata-se de uma fé que ele não impõe, mas também não esconde. Aliás, como ele muito bem diz, «não podemos deixar de dar testemunho independentemente da profissão que tenhamos». Neste sentido, «quando vou jogar fora, a primeira coisa que faz, no hotel, é perguntar, no hotel a que chego, o­nde é que há Eucaristia e a que horas».

Reconhece que nem todos compreendem «porque é que ele vai à Eucaristia e me ausentava algum tempo, mas ele tem o cuidado de explicar aos seus jogadores e à direcção dos clubes a importância, para si, da Eucaristia». É sobretudo na Eucaristia que ele procura alimentar a fé. Por isso, a primeira coisa que faz, em cada dia, «é rezar e ler as leitura da Missa desse dia». E porque a Missa não tem fim, Fernando Santos disponibiliza-se para o trabalho na sua paróquia, oferecendo-se nomeadamente para ajudar na preparação dos Baptismos e visitando os presos.

 

3. Para ele e para a sua família, Cristo é o centro. Assume que, para si, «a vida sem Cristo não teria qualquer sentido». Por isso, não espanta (embora nos tivéssemos espantado todos) que, após a conquista do Campeonato da Europa, as suas primeiras — e últimas — palavras fossem dirigidas para Deus, para Jesus e para Maria: «Em primeiro lugar e acima de tudo, quero agradecer a Deus Pai por este momento e por toda a minha vida».

Ao concluir a sua declaração, invocou Jesus, a Quem tratou como o seu «maior amigo». A Ele, e à Sua Mãe, dedicou «esta conquista». Por isso, agradeceu-Lhe «por ter sido convocado e por lhe conceder o dom da sabedoria, perseverança e humildade para guiar esta equipa e por Ele a ter iluminado e guiado. Que tudo seja para glória do Seu nome».

 

4. Donde vem toda esta coragem, toda esta audácia, toda esta humildade e toda esta coerência? Da oração, da intimidade com Jesus. Como Maria, irmã de Marta, também Fernando Santos tem por hábito colocar-se aos pés de Jesus no Sacrário: «O lugar onde fico mais à vontade para falar com Jesus é o Sacrário, porque Ele está ali». De facto, é sobretudo no Sacrário que sentimos que tudo nesta vida (a começar pelo sucesso) é passageiro. É sobretudo no Sacrário que sentimos que só o invisível é eterno (cf. 2Cor 4, 18). Depois de toda esta euforia, é ali que se reacende a verdadeira alegria.

Como todos os portugueses, também eu estou contente com a vitória de Portugal. Mas confesso que me sinto ainda mais feliz pelo espantoso testemunho de fé do homem que comandou os nossos jogadores. Se os feitos deste profissional merecem ser festejados, o testemunho de fé deste homem é — ainda mais — digno de ser imitado. Estejamos onde estivermos, estejamos inteiros. Não tenhamos medo, nem vergonha, de mostrar aquilo que somos. Não tenhamos medo, nem vergonha, de dar testemunho. Cristo está sempre connosco. Queiramos nós estar sempre com Cristo: como Marta, como Maria e também como Fernando Santos!

publicado por Theosfera às 10:23

A. Duas figuras, duas fontes de inspiração

  1. Eis duas figuras — duas irmãs — que, neste Domingo, desfilam com grande intensidade: Marta a trabalhar e Maria a escutar. Em cada dia, em cada instante talvez, Marta e Maria inspiram-nos à vez. Tanto sentimos vontade de trabalhar como experimentamos uma grande necessidade de orar.

Na missão, Marta e Maria não estão em contraposição. Ambas aparecem a servir Jesus. Entre as duas há um encadeamento fecundo e uma interacção formosa. Elas mostram que servir Jesus torna a vida mais ditosa. Mas a reacção do próprio Jesus sobre o essencial faz luz. É a oração que inspira a missão. Só há missão a partir da oração. Só quem escuta Jesus está em condições de anunciar Jesus. Só quem está aos pés de Jesus será capaz de oferecer os seus pés para anunciar Jesus.

 

  1. Note-se que Jesus não diz que Marta procede mal. Mas faz questão de tornar bem claro que Maria faz melhor. Maria escolheu a «melhor parte» (Lc 10 42). No fundo, o que Jesus, com suprema subtileza, está a fazer é a convidar Marta para também desfrutar dessa «melhor parte».

Como é óbvio, Jesus não censura a hospitalidade. Como poderia tal acontecer se Jesus é a hospitalidade que o Pai tem para nos oferecer? O que Jesus faz é alertar para a urgência de encher a hospitalidade com a necessária — e indispensável — espiritualidade. A advertência é pertinente e a lição é perene: só é capaz de servir Jesus quem se habitua a estar com Jesus.

 

B. Marta não faz mal, mas Maria fez melhor

 

3. Basta olhar para o que Jesus fez com os Doze. Antes de tudo o mais, chamou-os para «andarem com Ele» (Mc 3, 14). A prioridade na missão é estar com Jesus, é andar na companhia de Jesus, é crescer na intimidade com Jesus.

Não espanta, por isso, que o maior empreendimento missionário de todos os tempos — a missão de Paulo — tenha começado por uma forte experiência de oração (cf. Act 13, 1ss). Foi, portanto, a oração que gerou a missão. A oração é a parteira da missão.

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  1. É por tudo isto que Marta e Maria não são dois modelos antagónicos, constituindo antes duas atitudes convergentes. O cristão não é convidado a ser Marta ou Maria, mas a procurar ser Marta e Maria. É possível — e até saudável — que haja acentuações. Há quem se sinta chamado a uma vida de maior acção sem descurar a contemplação. E quem se veja chamado a uma vida de maior contemplação sem descuidar a acção.

Mas no limite deve prevalecer a conjugação. No fundo e como dizia São João Bosco, o cristão deve ser «orante como Maria e operante como Marta». Oração e acção, eis pois a súmula da missão

 

C. Só fazer por fazer, não

 

5. O fazer é muito importante. O doutor da lei que interpela Jesus sobre o acesso à vida eterna tem consciência da importância do fazer: «Que hei-de fazer para possuir a vida eterna?»(Lc 10, 25). E, depois de contar a parábola do Bom Samaritano, Jesus também responde dentro do fazer: «Faz tu também do mesmo modo» (Lc 10, 37).

Salta, deste modo, à vista que não se trata de um fazer pelo fazer. Trata-se, antes, de um fazer completamente habitado pelo ser, neste caso, por um ser habitado pela bondade e pela compaixão. Fazer pelo fazer não passa de obreirismo, de agitação, de frenesim. Só um fazer inundado pelo ser é portador de uma mensagem, de uma proposta, de uma interpelação, de um projecto de vida. Daí a advertência de João Paulo II quando, na «Novo Millennio Ineunte», realçava que o ser prevalece sobre o fazer. O fazer é chamado a ser uma epifania do ser.

 

  1. Damos conta, hoje em dia, de que o nosso ser está desabitado, ferido e continuamente atordoado por uma espiral de coisas sem fim que temos de fazer. A Igreja não é imune a esta propensão. Fazemos acções para as pessoas, mas estamos pouco com as pessoas e estamos ainda com Deus junto das pessoas. Vamos ao encontro com assiduidade, mas não nos deixamos encontrar com frequência.

Na missão, faz muita falta o estar. Desde logo, porque, como alertava Xavier Zubiri, «estar é ser em sentido forte». Só o estar é que enche o fazer. Para fazer chegar Jesus, é preciso estar cada vez mais com Jesus.

 

 

D. Não basta trabalhar para as pessoas, é preciso estar com as pessoas

 

7. Hoje em dia, temos o hábito de trabalhar muito para as pessoas, mas de estar pouco com as pessoas. Acontece que a hospitalidade não envolve apenas o fazer. Envolve, desde logo, o estar, o conviver, o escutar. Como pode trabalhar para Jesus quem não está habituado a escutar Jesus? Este é o ponto que condiciona e fragiliza a missão. Promovemos muitos eventos, mas falta promover o grande advento de Jesus na vida das pessoas.

Precisamos de nos acostumar mais à escuta, à atenção, ao cuidado. Não bastam os eventos que provocam muito impacto mas talvez pouco efeito. É necessário promover aquilo que deixa marcas nas pessoas: o hábito de estar com Jesus, escutando-O como Maria e servindo-O como Marta.

 

  1. Importa não esquecer que, hoje em dia, Jesus corre o risco de ser o grande esquecido. Esquecemos Jesus quando não O escutamos na oração e quando não O servimos na missão. Esquecemos Jesus quando não prestamos atenção à Sua presença soterrada nos pobres, nos doentes, nos marginalizados e em todos os injustiçados. O que não fazemos a estes é o que deixamos de fazer a Ele.

Sejamos, pois, hospitaleiros para com Jesus. Acolhamo-Lo na oração. Dediquemos mais tempo à oração. E disponhamo-nos para a missão, para esta bela aventura de levar o Evangelho a toda a parte e a toda a gente.

 

E. Nós somos a «companhia de Jesus»

 

9. A primeira leitura deste Domingo põe em destaque a hospitalidade de Abraão. Ele é o modelo da pessoa que está atento a quem passa, que partilha tudo o que tem com quem se atravessa no seu caminho e que encontra no hóspede que entra na sua tenda a figura do próprio Deus. Deus não pode deixar de recompensar quem assim procede.

Por sua vez, a segunda leitura apresenta-nos a figura de São Paulo, para quem Jesus Cristo é a referência suprema, à volta da qual se constrói toda a vida. Para São Paulo, o que é necessário é acolher Cristo e construir toda a vida à volta d’Ele. É isso que configura a experiência cristã. Por causa de Cristo, Paulo dispõe-se a tudo: a viver, a sofrer e até a morrer.

 

  1. Procuremos, então, encontrar Jesus e deixarmo-nos encontrar por Jesus. Não Lhe fechemos o coração quando Ele bater à nossa porta. E, ao servir Jesus, tenhamos presente que esse serviço começa, desde logo, pelo acolhimento, pela escuta. Não temos de ser só Marta nem só Maria. Mas não percamos jamais de vista que Maria escolheu a melhor parte. É a partir da intimidade com Jesus que se desencadeia toda a nossa acção em nome de Jesus.

Que na Igreja haja, pois, muitas Martas e que não faltem Marias. Na nossa vida, reservemos um lugar para Marta e também um espaço para Maria. Sentemo-nos aos pés de Jesus (cf. Lc 10, 39) e ofereçamos os nossos pés para transportar Jesus. De todas as formas, recebamos Jesus em nossa casa (cf. Lc 10, 38). Afinal, Jesus é da nossa família. Afinal, nós somos verdadeiramente a companhia de Jesus!

 

publicado por Theosfera às 06:38

Hoje, 17 de Julho (16º Domingo do Tempo Comum), é dia do Bem-Aventurado Inácio Azevedo e seus companheiros mártires, Sta. Teresa de Sto. Agostinho e suas companheiras mártires e Sto. Aleixo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 16 de Julho de 2016

Porque alguns perderam o respeito e o pudor, estamos todos a perder a segurança, a liberdade e demais referências vitais.

O que outrora nos estranhava, agora entranhou-se.

O grande Santo Agostinho já se apercebera deste transtorno: «De tanto tudo ver acaba-se por tudo suportar, de tanto tudo suportar acaba-se por tudo tolerar, de tanto tudo tolerar acaba-se por tudo aceitar, de tanto tudo aceitar acaba-se por tudo aprovar».

Há coisas em que o melhor é não começar. «Obsta principiis», recomendavam os antigos.

Não nos resignemos aos factos. Um mundo novo (e muito melhor) ainda é possível!

publicado por Theosfera às 09:07

Hoje, 16 de Julho, é dia de Nossa Senhora do Carmo, S. Sisenando, Sta. Madalena Alberici, S. Cláudio e S. Lázaro.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:22

Sexta-feira, 15 de Julho de 2016

Hoje, 15 de Julho, é dia de S. Boaventura e Sta. Ana Maria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 14 de Julho de 2016

Hoje, 14 de Julho, é dia de S. Camilo de Léllis (protector dos doentes e padroeiro dos que deles cuidam), de S. Francisco Solano e de S. Bernardo de Sabóia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 13 de Julho de 2016

Hoje, 13 de Julho, é dia de Sto. Henrique, Sta. Cunegundes e Sta. Angelina de Marsciano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 12 de Julho de 2016

Hoje, 12 de Julho, é dia de três santos com o mesmo nome: João. Assim, assinala-se, neste dia, a memória de S. João Gualberto, S. João Jones e S. João Wall.

Refira-se que a conversão de S. João Gualberto ocorreu em Sexta-feira Santa quando, finalmente, encontrara o assassino de um parente seu. Ele, armado com uma espada, preparava-se para a vingança após uma prolongada procura. O assassino pediu clemência e ouviu como resposta: «Não por ti, mas por Aquele que, num dia como este, derramou o Seu sangue por todos nós». Foi logo para um convento beneditino e mudou de vida.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:00

Segunda-feira, 11 de Julho de 2016

Hoje, 11 de Julho, é dia de S. Bento, Padroeiro da Europa, e de Sta. Olga.

Refira-se que S. Bento é invocado contra as tentações do demónio, contra a eripisela, as febres e as doenças dos rins.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:43

Domingo, 10 de Julho de 2016

 É tempo de agradecer.

É hora de louvar.

É o momento de fazer sentir a nossa gratidão.

 

Obrigado, Senhor,

por fazeres de nós a terra onde lanças a Tua semente.

 

Obrigado por acreditares em nós.

Apesar das nossas limitações e resistências,

Tu continuas a estar ao nosso lado

e a habitar na nossa vida.

 

Nós somos pequeninos.

Mas Tu, Senhor, apostas sempre no que é pequeno,

naquilo que quase nem se nota.

 

Obrigado, Senhor, por nos ensinares

que a grandeza é sempre humilde

e que a humildade é sempre grande.

 

Semeia em nós, Senhor,

a Tua semente e o Teu grão de mostarda.

 

Que nós sejamos terra arável, terra fecunda.

Que não sejamos nós, mas que deixemos ser Tu em nós.

 

Transforma o nosso ser.

Sê Tu a vida da nossa vida,

o tempo para o nosso tempo,

o horizonte do nosso caminhar pelo tempo!

 

Ajuda-nos a crescer na escuta da Tua palavra.

Dá-nos a força da serenidade,

a simplicidade da confiança

e a energia da paz.

 

Que nós nunca deixemos de Te procurar

e de convidar outros para esta procura,

sabendo e sentido

que na procura já existe encontro

e que cada encontro é convite para nova procura.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

Obrigado pelo pão.

Obrigado pelo amor.

Obrigado por seres quem és,

JESUS!

 

publicado por Theosfera às 11:36

A. O mundo só muda com aqueles que fazem

  1. Importante é saber, mas decisivo é mesmo o fazer. O mundo avança com aqueles que sabem, mas só muda com aqueles que fazem. O saber é fundamental, mas não basta. Determinante é o saber que não se limita a saber. O saber que importa, o saber que verdadeiramente conta é o saber que age, é o saber que intervém, é o saber que muda.

Por conseguinte, entre o saber e o fazer, é preciso apostar na interacção. Acção sem conhecimento é perigosa, conhecimento sem acção é inútil. Deste modo, é imperioso saber o que se faz e é urgente fazer o que se sabe.

 

  1. Neste Domingo, encontramos alguém — um doutor da Lei — que coloca a Jesus a questão do «fazer». Note-se que, significativamente, não pergunta pelo que deve «saber», mas pelo que deve «fazer»: «Mestre, que hei-de fazer para ter a vida eterna como herança?» (Lc 10, 25).

É que saber, já aquele homem sabia. Quando Jesus lhe pergunta pelo que está escrito na Lei, ele tem uma resposta pronta: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com toda a tua mente, e ao teu próximo como a ti mesmo» (Lc 10, 27).

 

B. Jesus manda fazer

 

3. Jesus diz que a resposta está certa. Ou seja, aquele homem sabia. Que lhe faltava então? Faltava fazer, faltava fazer o que sabia. Esta, aliás, é uma situação que se mantém. Continua a haver uma persistente fricção entre o saber e o fazer. Quem não sabe o que está na Lei? Quem não sabe a vontade de Deus?

O que está na Lei e o que Deus quer é o amor, é que amemos. Se Deus é amor (cf. 1Jo 4, 8.16), como é que poderia ser de outra maneira? O problema é que a experiência mostra que a nossa vida decorre, quase sempre de outra maneira, isto é, longe do amor.

 

  1. Andamos longe do amor, desde logo, quando o desligamos da sua fonte. Muitas são as vezes em que tiramos Deus do amor e tiramos o amor de Deus. Era bom que tivéssemos presente que não é possível viver Deus sem amor e é inteiramente impossível viver o amor sem Deus. Sem amor não há Deus e sem Deus não há amor. Mas não é Deus que tem de ser visto a partir do nosso amor; o nosso amor é que tem de ser visto — e vivido — a partir de Deus.

O amor humano não é a medida do amor divino, o amor divino é que há-de ser a medida do amor humano. É o amor divino que cria o amor humano. É, pois, o amor de Deus que há-de melhorar o amor pelo ser humano. Quanto mais amarmos em Deus, tanto melhor amaremos os nossos irmãos.

 

C. É preciso amar a Deus para amar o próximo

 

5. A falta de amor é a grande doença da humanidade. O amor é uma palavra que muito se ouve, mas uma realidade que pouco se vê. Há muito amor nos lábios, mas no fundo há pouco amor na vida. Há muito amor efémero, há pouco amor eterno. Se há amor, há eternidade. O amor, como diz São Paulo, não acaba nunca (cf. 1Cor 13, 8). Como entender, então, que haja tanta gente a dizer que já não ama? Como entender que haja tanta gente a passar do amor para o ódio ou para a indiferença?

E como entender que tantos digam que já não sentem amor por determinada pessoa pois passaram a sentir amor por outra pessoa? É preciso ter presente, antes de mais, que o amor não é só para sentir. O amor não é só — nem principalmente — sentimento. O amor é uma vivência englobante: envolve o sentimento e também o entendimento e a vontade. Ou seja, o amor é invasivo: invade a vida toda.

 

  1. Como entender, então, que alguém deixe de amar? Só deixa de amar quem deixa o amor. Só deixa de amar quem deixa Deus, que é amor. Se queremos amar as pessoas, comecemos por amar Deus, comecemos por deixar que Deus nos ame.

Ao contrário do que parece, quando pomos as pessoas no centro, não estamos a ajudar as pessoas. Só ajudamos verdadeiramente as pessoas quando pomos Deus no centro. Não esqueçamos que a máxima que diz que «homem é a medida de todas as coisas» é uma máxima pré-cristã e não-cristã. O centro de tudo está em Deus e é a partir de Deus que tudo faz sentido.

 

D.  Uma parábola muito conhecida, mas não muito vivida

 

7. Não espanta, por conseguinte, que Jesus tenha dito ao homem que o abordou para «fazer assim» (Lc 10, 28). O que Jesus diz — a ele e a cada um de nós — é que a prioridade é amar: amar a Deus e amar o próximo a partir de Deus. E dá um exemplo. Trata-se de um exemplo luminoso e muito interpelante.

A parábola do bom samaritano é sobejamente conhecida, mas não é suficientemente vivida. O que esta parábola nos mostra é que o amor não é facultativo nem pode ser selectivo. O amor é imperativo e tem de ser universal. O amor nunca é excludente nem limitado. O amor é para todos e para sempre.

 

  1. Esta parábola mostra que nem sempre quem está perto está próximo. Os primeiros a passar por este homem que tinha sido assaltado eram peritos no amor a Deus. O sacerdote e o levita tinham Deus nos lábios, mas mostraram que não tinham Deus na vida. Reconheciam a presença de Deus no templo, mas não eram capazes de reconhecer a presença de Deus no tempo. Eles ilustram a atitude daqueles que só dão pela presença de Deus quando sobem as escadas que dão da rua para a igreja, mas esquecem-se de Deus quando descem as escadas que dão da igreja para a rua.

É preciso lembrar que Deus também está lá fora. É fundamental recordar que Deus também está na rua. Como é possível que aqueles que lembram Deus cá dentro se esqueçam de Deus lá fora? O amor a Deus não pode ser eventual. O amor a Deus tem de ser total. O amor a Deus tem de ser instante, tem de ser constante.

 

E. É preciso «samaritanizar»

 

9. Deus está à nossa espera no irmão sofredor, no velhinho esquecido, abandonado em sua casa. Nesta época do ano, há quem leve a passear os animais que têm em casa. Não há mal nenhum nisso. Mas é raro ver alguém a passear com os mais idosos. E há muitos idosos que ainda estão em condições de sair e que gostariam de desfrutar de um refrescante passeio de fim de tarde.

Enfim, precisamos de ser mais samaritanos. Precisamos de «samaritanizar» mais a nossa vida. Há muita frieza, mesmo nestes dias de calor. Precisamos de ser mais calorosos, mais atenciosos, mais dadivosos.

 

  1. Jesus põe o samaritano como exemplo. É também a cada um de nós que Jesus nos diz para fazer como ele: «Vai e faz o mesmo, tu também» (Lc 10, 37). Façamos, então, como o samaritano. Não olhemos para o outro como adversário nem como inimigo. Olhemos para o outro apenas — e sempre — como irmão. A fraternidade implica a proximidade. Não cavemos mais distâncias. Construamos pontes em vez de muros.

Jesus é, no fundo, o grande samaritano. Como recorda São Paulo, Ele é a imagem de Deus (cf. Col 1, 15). Assim sendo, nós somos imagens da imagem que é Jesus. É Jesus que nos manda olhar para o samaritano. Ser samaritano é olhar fraternalmente para cada ser humano. «Samaritanizemo-nos», pois. Ser samaritano é olhar para as pessoas com os olhos de Jesus!

publicado por Theosfera às 06:55

Hoje, 10 de Julho (15º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Verónica Giuliani, Sta. Felicidade e seus Sete Filhos e S. Pacífico.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 09 de Julho de 2016

Hoje, 09 de Julho, é dia de Sta. Joana Scopelli, S. Nicolau Pick, S. Wilhaldi, S. João de Colónia, Nossa Senhora, Mãe da Santa Esperança e Virgem Santa Maria, Rainha da Paz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 08 de Julho de 2016

Hoje, 08 de Julho, é dia de S. Grégório Grassi, S. Francisco Fogolla, Sto. António Fantosati e Mártires Abraamitas.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 07 de Julho de 2016

Hoje, 07 de Julho, é dia de S. Diogo de Carvalho, S. Rogério Dickenson, S. Raul Milner e Sta. Maria Romero.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:27

Quarta-feira, 06 de Julho de 2016

Hoje, 06 de Julho, é dia de Sta. Maria Goretti, Sto. Isaías, Sta. Maria Teresa Ledochovska, Sta. Inácia Mesa e Sta. Rosalina.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 05 de Julho de 2016

Hoje, 05 de Julho, é dia de Sto. António Maria Zacarias e Sta. Godoleva, invocada para as doenças da garganta e para a amigdalite.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:02

Segunda-feira, 04 de Julho de 2016

Hoje, 04 de Julho, é dia de Sta. Isabel de Portugal, Santos Mártires de Iorque e S. Pedro Jorge Frassati.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 03 de Julho de 2016

Espantados continuamos todos nós, Senhor.

Estamos cheios de espanto como as pessoas do Teu tempo.

 

Estamos cheios de espanto conTigo,

com a Tua Palavra, com o Teu amor,

com os Teus milagres.

 

Tu, Senhor, nunca deixas de nos espantar.

Nunca deixas de nos surpreender.

 

É claro que continua a haver quem não aceite,

quem não adira, quem não reconheça a luz que vem de Ti.

 

Nós somos fracos e pequenos.

mas, com diz S. Paulo, é «quando nos sentimos fracos, que somos mais fortes».

 

É nessa altura de fraqueza que mais sensíveis somos à força de que vem de Ti.

É uma força que não esmaga, mas fortalece,

que não asfixia, mas liberta.

 

Tu, Senhor, és o profeta definitivo que está no meio de nós.

Desinstala-nos do nosso egoísmo, da nossa falsidade, da nossa superficialidade.

 

«Os nossos olhos estão postos em Ti, Senhor».

Sabemos que os Teus (divinos) olhos estão sempre postos em nós.

 

Obrigado, Senhor, pela Tua presença,

pela Tua interpelação,

pela Tua permanente dádiva e pelo Teu infinito amor.

 

Liberta-nos, Senhor, do orgulho,

da auto-suficiência e da falta de solidariedade.

 

Que nós imitemos a Tua proximidade com os simples.

Ensina-nos, Senhor, a ser simples, puros e humildes.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

 

Obrigado por seres o nosso descanso,

a nossa confidência e e nossa paz.

 

Leva-nos para Ti.

Que fiquemos sempre conTigo,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:54

A. Na missão a iniciativa é (sempre) de Cristo

  1. Acabamos de ouvir um texto que reconduz à sua natureza a vocação, tantas vezes torpedeada por não poucos equívocos. Fica claro, por exemplo, que ser padre não é questão de candidatura, mas de chamamento. A iniciativa não é nossa, é de Cristo.

Não existe, pois, autarquia vocacional. Na raiz, ninguém é padre porque quer, mas porque Cristo quer que ele seja. Não é alguém que decide ser padre; é Cristo que decide que alguém seja padre. É Cristo que, através do Seu novo Corpo que é a Igreja, faz uma proposta e espera uma resposta. Aquele que quer ser padre decide querer o que Cristo quer para ele. Ou seja, faz sua a vontade de Cristo.

 

  1. São várias as vezes em que o Evangelho refere que Jesus chamou e enviou em missão. São Lucas, no texto que escutámos, diz que Jesus «designou setenta e dois discípulos» (Lc 10, 1). Não restam, portanto, quaisquer dúvidas. A iniciativa é de Jesus, não dos discípulos. De resto, se assim não fosse, ficaria em causa o conceito de discípulo. Discípulo é o que segue o Mestre, é o que obedece ao Mestre, é o que faz o que diz o Mestre.

Curiosamente, já no Antigo Testamento sobejam várias expressões desta livre — e sumamente libertadora — dependência. O profeta Isaías, escutando o chamamento, põe-se à disposição de Deus: «Eis-me aqui, Senhor; podeis enviar-me» (Is 6, 8).

 

B. Não é o discípulo que escolhe o Mestre;

o Mestre é que escolhe o discípulo

  1. Ninguém é discípulo porque quer ou para fazer o que quer. O discípulo existe porque Deus quer e para fazer o que Deus quer. É por isso que, às vezes, Deus contraria frontalmente as pretensões dos discípulos. Basta olhar para o pedido que, através de sua mãe, Tiago e João fizeram a Jesus (cf. Mt 20, 20-23). Jesus recusa o que eles querem (o poder) e propõe-lhes algo completamente diferente (o serviço).

Só assim se compreende que a Igreja seja de Jesus. Pertencer à Igreja significa pertencer a Jesus. Fazer parte da Igreja significa fazer parte do novo Corpo de Jesus (cf. 1Cor 12).

 

  1. Nunca esqueçamos, pois, a origem, a raiz e a matriz da relação entre Mestre e discípulo. Não é o discípulo que escolhe o Mestre; é o Mestre que escolhe os discípulos. Uma vez mais, Jesus tornou tudo muito claro: «Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e vos destinei» (Jo 15, 16).

A relação entre o Mestre e o discípulo não é meramente funcional. Trata-se de uma relação verdadeiramente simbiótica. O discípulo não é apenas aquele que faz o que o Mestre manda. O discípulo é aquele que incorpora em sua vida a vida do Mestre. O discípulo é aquele que procura ser como o Mestre (cf. Lc 6, 40). O discípulo é o que ama como o Mestre; é o que serve como o Mestre; é o que está disposto a morrer como o Mestre, com o Mestre e pelo Mestre.

 

C. Porquê 72 discípulos? E porquê dois a dois?

 

5. O número 72 não está aqui por acaso. Note-se que, segundo a tabela do Livro do Génesis 10, o número de povos era 72 (embora haja contagens que se cifram nos 70). Assim sendo, a mensagem que Jesus pretendia passar era a Sua vontade de chegar a todos os povos. Daí o sinal de um discípulo por cada povo.

Jesus sempre quis chegar a todos os lugares (cf. Lc 10, 1). Por conseguinte, depois de ressuscitar, deixou bem vincada a universalidade da missão: «Ide por todo o mundo» (Mt 28, 19). É por isso que Jesus compara o mundo a uma seara, para a qual os trabalhadores são poucos (cf. Lc 10, 2).

 

  1. Neste caso, porquê a necessidade de pedir ao «Dono da seara que mande trabalhadores para a Sua seara» (Lc 10, 2)? Precisamente para que cada um veja a realidade e mostre disponibilidade para ser enviado se for essa a vontade do «Dono da seara».

Uma vez mais, fica bem claro que é ao «Dono da seara» que cabe mandar trabalhadores para a «seara». Não é a nós que cabe decidir quem vai trabalhar na «seara»; é a Deus: só a Deus, sempre Deus.

 

D. Os obstáculos na missão

 

7. E porque é que enviou os discípulos dois a dois? São Gregório Magno dá uma explicação muito expressiva. Segundo ele, Jesus enviou os Seus discípulos dois a dois por que «dois são os mandamentos, a saber, o amor de Deus e o amor do próximo». Jesus manda os discípulos em missão dois a dois para nos dizer que «quem não tiver amor para com os outros, de modo algum deve assumir o ofício da pregação». De facto, sem amor, não pode haver missão. Afinal, quem não ama o irmão que vê, como pode amar a Deus que não vê? (cf. 1Jo 4, 20)?

No plano simbólico, encontramos nesta entrada do capítulo 10 de São Lucas uma poderosa afirmação da universalidade e do conteúdo da missão. A missão em nome de Cristo é para chegar a toda a gente. E, junto de toda a gente, é para levar o amor a Deus e o amor ao próximo.

 

  1. Seguidamente, Jesus avisa acerca das dificuldades da missão. Ninguém esteja à espera de aplausos. Se houver muitos aplausos, é sinal de que talvez a missão não esteja a seguir os critérios de Jesus. Jesus faz questão de notar que os discípulos são enviados «como cordeiros para o meio de lobos» (Lc 10, 3). Trata-se de uma imagem que, no Antigo Testamento, descreve a situação do justo no meio dos pagãos (cf. Eclo 13,17). Neste caso, expressa a situação do discípulo fiel no meio da hostilidade do mundo.

Aparece, depois, uma exigência de pobreza e simplicidade: os discípulos não devem levar consigo nem bolsa, nem alforge, nem sandálias (cf. Lc 10, 4). Isto significa que a força da missão não reside nos meios materiais, mas no testemunho. Por sua vez, a indicação de não saudar ninguém pelo caminho (cf. Lc 10, 4) indica a urgência da missão. O apelo a que não andar de casa em casa (cf. Lc 10, 7) sugere que a preocupação fundamental dos discípulos deve ser a dedicação total à missão e não procurar condições de conforto.

 

E. O discípulo não trabalha; deixa Cristo trabalhar nele

 

9. Qual deve ser, entretanto, o primeiro anúncio dos discípulos? Eles devem começar por anunciar “a paz” (cf. Lc 10, 5-6). Não se trata aqui, apenas, da saudação habitual entre os judeus, mas do anúncio da paz messiânica do Reino. É o anúncio de um mundo novo de fraternidade, de harmonia com Deus e com os outros, de bem-estar, de felicidade. Ou seja, é tudo aquilo que está incluído na palavra hebraica «shalom».

Sintomaticamente, Jesus usa palavras muito severas para quem rejeitar a mensagem e os seus mensageiros (cf. Lc 10, 11-12). É uma forma de dizer que a rejeição do Evangelho traz consequências negativas para a nossa vida.

 

  1. Os discípulos partiram e voltaram. Partiram com determinação e voltaram «cheios de alegria» (Lc 10, 17). A missão traz sempre alegria. Levar Jesus em cada dia é levar a maior alegria. No entanto e apesar do êxito da missão, Jesus põe os discípulos de sobreaviso. O êxito da missão não se deve aos discípulos, deve-se a Cristo que vai com os Seus discípulos.

Não hesitemos, pois. Ponhamo-nos à disposição de Cristo. Mais do que trabalhar, deixemos que Cristo trabalhe em nós. Sejamos o Seu eco, a Sua voz. É a Sua presença que, na vida, faz toda a diferença!

publicado por Theosfera às 07:08

Hoje, 03 de Julho (14º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Tomé e Sto. Anatólio de Laodiceia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 02 de Julho de 2016

Quem tem pés não deve plantar espinhos.

Era bom que se pensasse seriamente nesta máxima de proveniência chinesa.

Os espinhos que alguns põem para molestar os pés dos outros podem acabar por ferir os próprios pés!

publicado por Theosfera às 08:56

Hoje, 02 de Julho, é dia de S. Bernardino Realino, S. João Francis Régis, S. Francisco de Jerónimo, S. Julião de Maunoir e Sto. António Baldinucci.

Existe a particularidade de serem todos sacerdotes e todos membros da Companhia de Jesus.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 01 de Julho de 2016

Alvin Toffler avisou-nos de que a «sociedade de massas está a cair».

Curiosamente, Martín Velasco advertiu-nos de que «o cristianismo de massas está a desmoronar-se».

É, cada vez mais, a pessoa (esteja onde estiver) que está no centro, que está na base e que, por isso, tem de estar no coração da missão!

publicado por Theosfera às 10:02

Agora que Alvin Toffler nos deixou, penso ser importante reter algumas das frases que nos legou.

Cada frase retrata a fase que estamos a viver.

Foi, desde logo, seu mérito ter percebido que «somos a última geração de uma civilização velha e a primeira geração de uma civilização nova».

Os analfabetos de hoje já não são «os que não sabem ler nem escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender».

De facto, o problema de muitos é pensar que não precisam sequer de aprender. Pensam não poucos que lhes basta ensinar.

Daí que seja necessário mudar. «A mudança não é apenas necessária à vida; é a própria vida».

É por tudo isto que urge pensar em grandes coisas, mesmo (ou sobretudo) quando se fazem pequenas coisas. Só assim «todas as pequenas coisas irão na direcção certa».

Afinal, o verdadeiramente grande começa a germinar no que parece pequeno!

publicado por Theosfera às 09:53

Hoje, 01 de Julho, é dia do Preciosíssimo Sangue de Jesus e de Sto. Aarão.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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