O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 30 de Junho de 2016

Hoje, 30 de Junho, é dia dos Primeiros Mártires da Igreja de Roma, S. Raimundo Lulo, S. Januário Sarnelli e S. Marçal.

Este último, padroeiro dos bombeiros e invocado contra os incêndios, é apontado como sendo uma das crianças que Jesus afagou ou como podendo ser aquele rapaz que apresentou a Jesus os cinco pães e dos dois peixes para a multiplicação.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:58

Quarta-feira, 29 de Junho de 2016

Hoje, 29 de Junho, é dia de S. Pedro e S. Paulo, S. Cásio, Sta. Emma e S. Siro.

S. Pedro é padroeiro dos serralheiros, dos sapateiros, dos ceifeiros e dos mareantes.

S. Paulo é padroeiro dos cordoeiros e é invocado contra o granizo e as mordeduras das serpentes.

É neste dia que o Papa costuma oferecer o pálio aos arcebispos recentemente nomeados. Tal pálio é confeccionado com pele de cordeiro. Os cordeiros costumam ser oferecidos na festa de Sta. Inês, 21 de Janeiro.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

Terça-feira, 28 de Junho de 2016

Hoje, 28 de Junho, é dia de Sto. Ireneu, S. Leão III e S. Nicolau de Charmetsky e seus companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:01

Segunda-feira, 27 de Junho de 2016

Hoje, 27 de Junho, é dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, S. Ladislau, S. Cirilo de Alexandria e Sta. Luísa Teresa de Montaignac de Chauvance.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:00

Domingo, 26 de Junho de 2016

Tu, Senhor, és vida.

Tu, Senhor, és fonte de vida.

Tu, Senhor, és recomeço de vida.

 

Obrigado, Senhor, por nos tocares.

Por te aproximares de nós com tanto afecto,

com tanto amor.

 

Obrigado por Te fazeres um de nós

e por nos devolveres à vida

mesmo depois de todas as nossas quedas.

 

É tão admirável o Teu procedimento

que, mesmo quando nós não damos conta de Ti,

Tu já estás connosco,

Tu já estás em nós.

 

É tão maravilhosa a Tua presença.

É tão intensa a Tua paz.

É tão imenso o Teu amor.

 

Vivemos um tempo de desânimos e desalentos,

de tristezas muitas e angústias mil.

 

Mas Tu, Senhor, não desistes de nós,

mesmo quando algum de nós desiste de Ti.

 

Tu estás sempre a presentear-nos com as Tuas oportunidades.

Tu és vida antes da vida.

Tu és vida depois da vida.

Tu és sempre vida,

vida sem fim.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

 

Cura-nos por dentro.

Transforma-nos a partir do fundo.

Dá-nos um novo coração,

um coração como o Teu,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:27

A. Antes de mais e acima de tudo, Deus

  1. O nosso problema não está no momento de dizer, mas no momento de agir. Em relação a Deus, ninguém hesita em confessar que O ama sobre todas as coisas. Mas será que colocamos Deus antes de tudo e acima de tudo? Deus é o mais importante, mas será que, na prática, é a nossa prioridade?

Será que a nossa vida é verdadeiramente teocêntrica? Será que a nossa vida está mesmo centrada em Deus? Ou não sucederá que, na hora da verdade, olhamos demasiado para trás?

 

  1. No texto que acabamos de escutar, Jesus, embora pareça radical ou até extremista, é simplesmente claro, luminoso e coerente. Quem «olhar para trás não serve para o Reino de Deus» (Lc 9, 62).

Seguir Jesus é uma decisão envolvente, prioritária, urgente e definitiva. Não é possível seguir Jesus no condicional nem como aditamento. Ou seja, não é possível seguir Jesus depois de fazer tudo o resto. Nem sequer é possível seguir Jesus em simultâneo com tudo o resto. Além de prioritário, seguir Jesus tem de ser único. Seguir Jesus só pode ser em «full time», nunca em «part time».

 

B. Seguir Jesus só em «full time»

 

3. É preciso estar inteiro e limpo no seguimento de Jesus. No Evangelho deste Domingo, encontramos algumas alegações que, à luz do bom senso, parecem pertinentes. Alguém dirá que sepultar o pai não é uma boa acção? Ou que despedir-se da família não é uma atitude da mais elementar correcção? É preciso notar que o Evangelho não diz que tudo isto seja negativo ou reprovável. Mas, em comparação com seguimento de Cristo, torna-se secundário.

Jesus, o enviado do Pai, está em primeiro lugar. Daí que Ele apele com insistência e veemência: «Segue-Me» (Lc 9, 59). Eis o que Jesus não cessa de nos dizer. O convite de Jesus tem, pois, esta formulação imperativa. É preciso seguir Jesus desde que acordamos até que nos deitamos. É preciso seguir Jesus nos pensamentos, nos lábios, no coração e em toda a vida.

 

  1. O problema é que ainda cultivamos muitos respeitos humanos e cultivamos pouco o respeito divino. Somos, muitas vezes, «cristãos de língua» em vez de sermos verdadeiros «cristãos de vida». Não basta trazer Cristo nos lábios. É urgente transportar Cristo na vida.

Não será que, tantas vezes, trocamos a Eucaristia de Domingo por qualquer actividade, por qualquer passeio ou, então, pelo prolongamento do descanso? Que tempo damos à escuta de Cristo? Que espaço damos ao testemunho de Cristo? Eis o nosso maior défice: o défice de Cristo. É fundamental, por isso, encher a nossa vida com Cristo. Onde quer que estejamos, que seja sempre Cristo a estar através de nós.

 

C. Evangelizar a vida e vitalizar o Evangelho

 

5. Em suma, é urgente introduzir mais compromisso com Cristo. É urgente evangelizar a vida e vitalizar o Evangelho. Não podemos fazer férias de Cristo. Podemos — e devemos — fazer, se for caso disso, férias com Cristo. Em toda a parte e em qualquer momento, Cristo há-de despontar sempre como a prioridade, a urgência.

Nem as adversidades nos hão-de fazer recuar neste propósito. As adversidades só nos hão-de estimular. Quanto maiores são as adversidades, tanto maiores hão-de ser as possibilidades. Entretanto, como reagir às adversidades? Pela vingança? Essa pode ser a nossa tentação, mas não pode ser a nossa acção.

 

  1. Naquele tempo, os samaritanos não quiseram receber os mensageiros de Jesus. Hoje em dia, também há muita gente que pode não querer receber os enviados de Jesus. As perseguições no nosso tempo não são em menor número que as perseguições daquele tempo. Há muitas pessoas perseguidas e mortas só pelo facto de serem cristãs.

O que Jesus recomenda aos discípulos, em caso de adversidade, não é a vingança, mas a alternativa. Se não nos aceitam num lugar, há que tentar noutro lugar. Os irmãos Tiago e João queriam destruir os samaritanos. Jesus, porém, repreendeu-os e seguiu para outro lugar (cf. Lc 9, 54-56).

 

D. Amados, não armados

 

7. É curioso notar que Jesus não faz exigências quanto aos lugares. Jesus faz exigências quanto às atitudes. Os lugares da missão, afinal, são todos. As atitudes na missão é que têm de ser claras: compromisso total, entrega plena e despojamento completo.

Na missão, Jesus quer-nos amando e amados, não armados nem armadilhados. O Evangelho não se transporta com o amor pela força, mas pela força do amor. Seguir Jesus é ir sempre atrás d’Ele, mostrando-O a quem ainda não O encontrou. A missão é sempre uma proposta que anela por uma resposta.

 

  1. Na missão, não pode haver intervalos nem interstícios ou interrupções. A missão há-de ser uma constante, uma urgência. Basta aprender a lição do tempo. Quando termina um ano, começa logo um outro ano. Do mesmo modo, quando termina uma etapa, tem de começar logo uma outra etapa.

Na missão, não há interrupção. Na evangelização, não pode ser defeso. Mesmo em férias (para quem as tiver), há-de haver sempre missão. Mesmo a descansar, é urgente evangelizar.

 

E. Muito será diferente na vida de muita gente

 

9. Na evangelização, não há que ter medo das exigências. Jesus é exigente porque é amigo e é amigo porque é exigente. A Sua exigência é sinal de que aposta em nós, de que acredita em nós. Não é a facilidade que nos conduz à felicidade. Um Cristianismo fácil não é um Cristianismo útil. Pelo contrário, um Cristianismo fácil não tem qualquer utilidade para a nossa vida.

Não recuemos diante das exigências da missão. Aquele que nos envia nunca deixa de estar ao nosso lado. Neste sentido, a missão não é propriamente fazer, mas deixar fazer. A missão consiste em deixar que Cristo actue em nós. No fundo, nós somos convidados a ser os lábios, as mãos e os pés de Cristo. Ele quer precisar de nós. Ele quer falar através de nós. Ele quer abraçar através de nós. Ousaremos recusar? Ousaremos recuar?

 

  1. Afinal, levamos connosco a maior riqueza: o próprio Cristo. Ele é a nossa herança, para usarmos a palavra do refrão do Salmo Responsorial. É Ele que nos liberta. É n’Ele que somos realmente livres. Estejamos atentos porque, a todo o momento, Ele vem até nós como Deus veio ter com Eliseu através de Elias. Foi no seu trabalho que recebeu o convite para se tornar profeta. A missão está acima da nossa ocupação.

Não tenhamos medo desta radicalidade. É na radicalidade que assenta a nossa liberdade. É na radicalidade do que estamos dispostos a deixar que nos abrimos ao que de melhor se pode encontrar. É nesta ousadia que reencontraremos a maior alegria. Comecemos por escutar. O Senhor vai batendo à nossa porta. Que o nosso coração esteja atento e que a nossa alma esteja atenta. Com o nosso «sim», muito será diferente na vida de muita gente!

publicado por Theosfera às 06:05

Hoje, 26 de Junho (13º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. João e S. Paulo (mártires do século IV), S. Pelágio ou Paio e S. Josemaria Escrivá de Balaguer.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 25 de Junho de 2016

Hoje, 25 de Junho, é dia de S. Próspero de Aquitânia, S. João de Espanha e S. Guilherme de Vercelli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:00

Sexta-feira, 24 de Junho de 2016

Hoje, 24 de Junho, é dia do nascimento de S. João Baptista e de Sta. Raingarda.

Refira-se que S. João Baptista, dada a sua extrema popularidade, é padroeiro dos cuteleiros, espadeiros, alfaiates e peleiros.

É invocado contra os espasmos, as convulsões, as epilepsias e o granizo.

É também considerado protector dos cordoeiros.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

Quinta-feira, 23 de Junho de 2016

Hoje, 23 de Junho, é dia dos Mártires de Nicomédia e de S. Bento Menni.

À tarde, a Missa e as Vésperas são da Solenidade do Nascimento de S. João Baptista.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:00

Quarta-feira, 22 de Junho de 2016

Hoje, 22 de Junho, é dia de S. Paulino de Nola, S. João Fisher, S. Tomás Moro e S. José Cafasso. Refira-se que S. Tomás Moro não foi padre nem bispo. Foi um político, um político íntegro. Por causa da sua integridade, foi assassinado pelo rei, a 06 de Julho de 1535.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 21 de Junho de 2016

Hoje, 21 de Junho, é dia de S. Luís Gonzaga e S. Raul.

Refira-se que o Papa Pio XI declarou, em 1926, S. Luís Gonzaga padroeiro da juventude.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 21:00

 

  1. A terra nem sempre dá tudo o que o homem quer.

Mas produz, quase sempre, aquilo de que o homem precisa.

 

  1. A terra recebe e oferece. Caladamente, deixa que alguém semeie e que alguém colha.

Não levanta obstáculos ao semeador. Não reclama direitos nem assume protagonismos. Deixa trabalhar.

 

  1. Não teremos motivos para imitar a terra?

São Basílio Magno recomendava: «Imita a terra, ó homem, e produz frutos à sua semelhança».

 

  1. E como é que a terra produz frutos? A terra não preocupa com ela; ocupa-se connosco.

A terra «não produz frutos para si, mas para sustentação do homem».

 

  1. O critério da terra não é a terra, mas aquele que nela semeia, trabalha e colhe.

É por isso que a terra costuma dar muito mais do que aquilo que recebe.

 

  1. Com facilidade podemos ver que a terra é fiel às suas origens. O seu segredo não é fazer, é deixar fazer.

O segredo da terra é deixar que alguém faça: que alguém semeie, que alguém trabalhe, que alguém colha.

 

  1. É urgente aprender a ser humilde como a terra.

Aliás, não é em vão que «humildade» vem de «húmus», ou seja, de terra, de solo, de chão.

 

  1. Não há progresso apenas quando se anda para a frente. Verdadeiro é o progresso em que o caminho se mantém fiel às origens.

Eis o que notou Agostinho da Silva: «Consiste o progresso no regresso às origens, com a plena memória da viagem».

 

  1. Diz a experiência que, quando nos afastamos das origens, o mais certo é perdermo-nos no caminho.

A terra permanece fiel — sábia e humildemente — às suas origens, à sua missão. E não costuma «reagir» bem quando interferem no seu percurso, na sua «vocação».

 

  1. Não esqueçamos, pois, a perene lição da terra. Não vivamos em função da nossa vontade e dos nossos interesses. Deixemos que o divino Semeador trabalhe. E que façamos tudo para que as pessoas possam colher abundantes frutos.

Não sejamos terra infértil nem terra hostil. Que os «frutos» tenham sempre o «sabor» do divino Semeador!

publicado por Theosfera às 11:00

Segunda-feira, 20 de Junho de 2016

É bom pensar na meta. Mas o prioritário é olhar para as etapas que conduzem à meta.

Já dizia Noel Clarasó em forma de aviso: «Só há uma maneira de chegar aos 100 anos; é ter o máximo cuidado aos 99».

O próximo passo é o mais importante do nosso caminho!

publicado por Theosfera às 09:19

Hoje, 20 de Junho, é dia de Sta. Sancha, Sta. Mafalda e Sta Teresa (filhas de D. Sancho I), S. Francisco Pacheco e companheiros mártires e Sta. Gema.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:58

Domingo, 19 de Junho de 2016

Obrigado, Senhor, pelo Teu amor,

pelo Teu imenso amor.

 

Ninguém ama como Tu.

Amar assim, como Tu,

só ao alcance de Deus,

só ao alcance de Ti, que és Deus.

 

Tu amas dando a vida,

dando o sangue,

dando tanto,

dando tudo.

 

Tu, Senhor, não vens condenar.

Tu, Senhor, só vens salvar.

 

Tu sabes tudo,

Tu és a sabedoria.

 

Só não sabes conjugar o verbo «mandar»,

o verbo «impor», o verbo «oprimir».

 

Tu, Senhor, só sabes conjugar

o verbo «dar»,

o verbo «oferecer»,

o verbo «entregar»,

o verbo «servir»,

o verbo «amar».

 

Obrigado, Senhor, pela Luz.

Tu és a Luz.

Ilumina os nossos passos,

os passos do nosso caminho.

 

Que caminhemos na verdade.

que caminhemos na luz,

na luz que vem de Ti,

na luz que és Tu,

Jesus!

publicado por Theosfera às 11:12

A. É Cristo que nos une

  1. É bem verdade que aquilo que nos une é mais — e muito maior — que aquilo que nos separa. O problema é que, muitas vezes, vivemos mais dominados por aquilo que nos separa do que por aquilo que nos une. As nossas diferenças só são superadas em Cristo.

Retomando a linguagem de São Paulo, reconhecemos que o mais normal é haver judeus e gregos, homens e mulheres. Mas, quando estamos em Cristo, o que sobressai não são essas notas diferenciadoras. O que sobressai é o que nos une: Jesus Cristo. «Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher, todos vós sois um só em Cristo Jesus» (Gál 3, 28).

 

  1. É por isso que unidade não é só — nem principalmente — «estar com»; unidade é sobretudo «estar em». Não basta estar com os outros. Aliás, podemos estar perto sem estarmos unidos.

«Estar com» faz ajuntamento; «estar em» faz unidade. Só quando estamos em Cristo é que estamos unidos. Só quando estamos em Cristo é que somos felizes. É preciso, por isso, aprender a «cristoviver». Só quando «cristovivemos» é que verdadeiramente vivemos.

 

B. Seguir Jesus é também seguir a oração de Jesus

 

3. Olhemos, então, todos para a mesma direcção: para Jesus Cristo. Neste Domingo, começamos por vê-Lo a orar. Jesus é apresentado, muitas vezes, como um orante. Daí que seguir Jesus seja, antes de mais, orar como Jesus. Aliás, o Evangelho anota que, apesar de Jesus estar a orar sozinho (cf. Lc 9, 18), os discípulos estavam com Ele (cf. Lc 9, 18). Isto significa que seguir Jesus é seguir também a Sua oração. Uma vez que ser discípulo é fazer o que faz o Mestre, ser discípulo de Jesus implica, desde logo, aprender a orar como Jesus. Eis o que falta, eis o que importa, eis o que urge.

Orar como Jesus leva-nos necessariamente a orar em Jesus e, por Jesus, a orar ao Pai na força do Espírito Santo. Orar como Jesus ajuda-nos a estar com Jesus, a intimar com Jesus, a escutar Jesus, a sentir o chamamento de Jesus. Temos de reconhece que, hoje em dia, há muitas acções sobre Jesus. É fundamental, porém, que toda a nossa vida esteja centrada em Jesus.

 

  1. Acresce que a referência à oração de Jesus é sinal de que alguma coisa importante está para acontecer. É habitual em São Lucas apresentar sempre Jesus em oração antes de um momento importante (cf. Lc 5,16; 6,12; 9,28-29; 10,21; 11,1; 22,32.40-46; 23,34). Depois de rezar, Jesus tem sempre alguma coisa relevante para comunicar.

Desta vez, Jesus não aparece com respostas, mas com uma pergunta. Tenhamos presente que Jesus não é apenas a resposta para as nossas perguntas; Ele é também — e bastante — a pergunta para as nossas respostas. A questão relevante que, desta vez, Jesus tem para colocar é acerca d’Ele mesmo. E, como tivemos oportunidade de escutar, as respostas sobre Jesus eram, no mínimo, insuficientes. As nossas respostas sem Jesus são sempre insuficientes. Razão tinha o teólogo Karl Rahner quando advertiu que «só Jesus é a resposta total para a pergunta total».

 

C. O que significa ser Messias, Cristo

 

5. Sucede que esta resposta de Jesus começa por uma pergunta que nos traz o próprio Jesus. É, por isso, fundamental que nos deixemos questionar sempre por Jesus. O que as multidões pensavam sobre Jesus estava longe da verdadeira identidade de Jesus. Estando o Povo de Deus marcado pelo sofrimento da opressão, é natural que enquadrassem Jesus na linha dos grandes enviados de Deus para libertar o Seu povo. E, de facto, Jesus veio para libertar o Povo e não apenas da opressão política. Jesus veio para libertar — no fundo, para salvar — toda a humanidade, oprimida por toda a espécie de mal.

Como podemos reparar, quem melhor conhece Jesus é quem mais está com Jesus. A resposta certa é a de Pedro: «Tu és o Messias de Deus» (Lc 9, 20). Pedro dá a resposta certa porque anda com Jesus, porque acompanha Jesus.

 

  1. Pedro representa todos os discípulos, aqueles que acompanham Jesus e são testemunhas da sua estreita ligação com Deus. Dizer que Jesus é o Messias significa reconhecer n’Ele não mais um enviado, mas o enviado de Deus. Refira-se que Messias (palavra de origem hebraica) significa o mesmo que Cristo (palavra de origem grega). Ambas significam «ungido». A mesma raiz está incluída, aliás, na palavra Crisma, que significa «unção». Assim sendo, Cristo é o que tem o Crisma, Cristo é o ungido com a unção divina.

Jesus é, por conseguinte, o Cristo de Deus, o ungido por Deus. Todo Ele é divino. Compreende-se, entretanto, que Ele tenha proibido Pedro de o dizer em público naquela altura, porque os discípulos ainda não tinham percebido o autêntico alcance desta afirmação.

 

D. O segredo da revolução Jesus

7. Jesus sabia que os discípulos sonhavam com um Messias predominantemente político. Jesus sabia que eles estavam à espera de alguém que substituísse o poder opressor por um outro tipo de poder. Daí que, para cortar cerce todas as veleidades e equívocos, Jesus comece a instruí-los sobre Si mesmo. Foi certamente com grande perplexidade que os discípulos ouviram as palavras seguintes: «O Filho do Homem [Ele próprio] tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos-sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto» (Lc 9, 22) antes de ressuscitar.

Ora, tudo isto era o contrário do que eles estavam à espera. Os discípulos estavam à espera de um Messias que não sofresse, que não fosse rejeitado nem morto. Estavam à espera de um Messias que triunfasse. que eliminasse os adversários.

 

  1. Como se isto não bastasse, Jesus vai mais longe. Quem quisesse segui-Lo teria de fazer como Ele: «negar-se a si mesmo e pegar na Cruz todos os dias» (Lc 9, 23). Jesus não vinha com uma proposta de poder, mas com um projecto de vida. Tal projecto de vida era não só diferente, mas completamente oposto ao que estavam habituados: «Quem quiser salvar a própria vida há-de perdê-la; mas quem perder a vida por Minha causa há-de salvá-la» (Lc 9, 24).

É uma novidade sem igual e uma revolução sem paralelo. Jesus não vem para mudar estruturas, mas para mudar a vida. Jesus vem para alterar tudo: é preciso dar para receber; é preciso perder para ganhar; no limite, é preciso morrer para ressuscitar. Ou seja, é preciso deixar o que se é para ser totalmente novo. Haverá revolução maior?

 

E. Pela Cruz à Ressurreição

 

9. Habituemo-nos a olhar para Jesus, «aquele que transpassaram» (Zac 12, 10). São João vê em Jesus, morto na cruz e com o coração trespassado pela lança do soldado, a concretização da figura evocada por Zacarias (cf. Jo 19,37).

Nunca deixemos de seguir Jesus. E não esqueçamos que, no Seu horizonte próximo, não está um trono, mas a Cruz. É aí, na entrega da vida por amor, que Ele realiza a promessa de salvação feita por Deus.

 

  1. Todos somos convidados a seguir Jesus, tomando — como Ele — a Cruz do amor e da entrega. Deste modo, derrubaremos os muros do egoísmo e do orgulho, renunciando a nós mesmos e fazendo da vida um dom.

Eis o projecto para a nossa vida de cada dia: pegar na Cruz aliviando a Cruz. Não sobrecarreguemos a Cruz de ninguém; ajudemos, antes, a aliviar a Cruz de todos. Seguir Jesus é pegar na Cruz. Só depois da Cruz virá a Ressurreição. Quem com Cristo quiser ressuscitar, a Sua Cruz tem de levar. Não há aqui nada de depressivo, mas de realismo, de comunhão e de solidariedade. Se ajudarmos a levar a cruz uns dos outros, a cruz de todos será menos pesada. Há tanta cruz para levar. Há tantos crucificados para aliviar. Não recusemos aliviar a cruz dos nossos irmãos!

publicado por Theosfera às 06:47

Hoje, 19 de Junho (12º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Romualdo, S. Gervásio e S. Protásio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 18 de Junho de 2016

Hoje, 18 de Junho, é dia de S. Gregório Barbarigo e Sta. Osana. Refira-se que S. Gregório Barbarigo foi alvo de «canonização equipolente». Ou seja, o povo já o venerava como santo e o Papa acabou por reconhecer esse culto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:01

Sexta-feira, 17 de Junho de 2016

Hoje, 17 de Junho, é dia de S. Rainério de Pisa, S. Manuel, S. Jobel e Sto. Ismael (mártires), S. Manuel (arcebispo de Adrianópolis) e Sta. Emília de Vialar.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 16 de Junho de 2016

Hoje, 16 de Junho, é dia de S. Ciro, Sta. Julita e Sta. Lutgarda.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:02

Quarta-feira, 15 de Junho de 2016

Ser actual é o mais habitual. Ser actual é o mais frequente, o mais óbvio. Será, porém, o melhor?

Às vezes, o melhor pode ser o diferente.

Daí que, de uma forma talvez provocadora, Chesterton tenha dito: «Cada época é salva por um pequeno punhado de homens que têm a coragem de não serem actuais».

Desse modo, podem estar a abrir, mais escancaradamente, as portas do futuro.

Em muitos momentos, é preciso ter a coragem de não repetir o que todos dizem nem de imitar o que quase todos fazem!

publicado por Theosfera às 09:52

Hoje, 15 de Junho, é dia de S. Vito, S. Modesto, Sta. Crescência e Sta. Germana Cousin.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 14 de Junho de 2016

Hoje, 14 de Junho, é dia de Sto. Eliseu, Sta. Anastásia, S. Félix, Sta. Digna e Sta. Maria Micaela do Santíssimo Sacramento.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:55

Segunda-feira, 13 de Junho de 2016

Hoje, 13 de Junho, é dia de Sto. António e S. Fândila. Refira-se que Sto. António, que nasceu Fernando, é conhecido como sendo de Lisboa (onde viu a luz do dia) e de Pádua (onde viria a consumar a sua itinerância terrena).

Começou por ser Cónego Regrante de Sto. Agostinho vindo a aderir à Ordem Franciscana. Notabilizou-se como pregador e taumaturgo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 12 de Junho de 2016

É tempo de agradecer.

É hora de louvar.

É o momento de fazer sentir a nossa gratidão.

 

Obrigado, Senhor,

por fazeres de nós a terra onde lanças a Tua semente.

 

Obrigado por acreditares em nós.

Apesar das nossas limitações e resistências,

Tu continuas a estar ao nosso lado

e a habitar na nossa vida.

 

Nós somos pequeninos.

Mas Tu, Senhor, apostas sempre no que é pequeno,

naquilo que quase nem se nota.

 

Obrigado, Senhor, por nos ensinares

que a grandeza é sempre humilde

e que a humildade é sempre grande.

 

Semeia em nós, Senhor,

a Tua semente e o Teu grão de mostarda.

 

Que nós sejamos terra arável, terra fecunda.

Que não sejamos nós, mas que deixemos ser Tu em nós.

 

Transforma o nosso ser.

Sê Tu a vida da nossa vida,

o tempo para o nosso tempo,

o horizonte do nosso caminhar pelo tempo!

 

Ajuda-nos a crescer na escuta da Tua palavra.

Dá-nos a força da serenidade,

a simplicidade da confiança

e a energia da paz.

 

Que nós nunca deixemos de Te procurar

e de convidar outros para esta procura,

sabendo e sentido

que na procura já existe encontro

e que cada encontro é convite para nova procura.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

Obrigado pelo pão.

Obrigado pelo amor.

Obrigado por seres quem és,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:51

A. O cristão não vive, «cristovive»

  1. Ser crente não é ser ensimesmado. É ser alienado, saudavelmente alienado. O crente decide não pertencer a si. Decide pertencer a Deus. Uma vida de fé não gira em função do eu. Ou, melhor, não gira em função do «eu» de cada um. Uma vida de fé opta por girar em função do «eu» de Deus. Ou, para ser trinitariamente mais preciso, em função do «nós» divino.

Quando o crente confessa Deus como Senhor, está a reconhecer que Ele é o «dono» da sua vida. O crente sente que recebeu tudo d’Ele. Por isso, dispõe-se a oferecer-se todo a Ele. Uma fé à medida de cada um será verdadeiramente fé? Uma fé que não se esforce por incorporar a vida de Deus terá condições de sobreviver?

 

  1. O cristão é um alienado. Não vive de si nem para si. Vive de Cristo, vive em Cristo e vive para anunciar Cristo. O cristão não vive, «cristovive». Ou seja, não vive sem viver em Cristo. São Paulo, com a sua preclara luminosidade, assim o atesta: «Já não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim» (Gál 2, 20). Assim sendo, para nós, viver é «cristoviver».

«Cristoviver» implica viver a vida de Cristo, transportar a Cruz de Cristo, para participar da Ressurreição de Cristo. Desde o Baptismo, o cristão como que se torna consubstancial com Cristo. Será, porém, que essa diferença se nota na nossa vida? Será que a nossa vida sabe a Cristo?

 

B. Entre a resistência e a adesão

 

3. Jesus Cristo está sempre disponível para operar em nós esta mudança, esta «cristificação». Mas será que nós estamos disponíveis para nos deixarmos «cristificar»? Cristo convida, propõe e provoca, mas não viola nem violenta. Cristo faz tudo por nós, mas nada quer fazer sem nós ou contra nós.

Parafraseando Santo Agostinho, dir-se-ia que ninguém é salvo contra a sua vontade. É que, como bem notou São Paulo, «foi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou» (Gál 5, 1).

 

  1. O texto do Evangelho proclamado neste Domingo apresenta-nos duas atitudes típicas em relação a Jesus Cristo: resistência e adesão. Desde logo, salta à vista que não é à superfície que devem ser lidos estes comportamentos; só na profundidade mais funda é que eles serão correctamente entendidos.

O fariseu convida Cristo para a Sua casa, mas não deixa entrar Cristo na Sua vida. Entretanto, uma mulher pecadora procura Jesus na casa de quem O tinha convidado para O deixar entrar na Sua vida. E, ao contrário de todas as aparências, quem parecia mais distante é quem se torna mais próximo.

 

C. Muito cuidado com a tentação do fariseu

 

5. É preciso estar de sobreaviso relativamente à atitude do fariseu. Jesus não pode ser um enfeite na nossa existência. Jesus há-de ser a razão de ser da nossa vida. A mulher pecadora vem de longe, vem da profundidade do seu pecado, mas não se resigna. Encurta distâncias, vence obstáculos, deposita as lágrimas aos pés de Jesus, chora diante d’Ele, enfim, mostra vontade de mudar. E muda mesmo.

Aquela que chegara como pecadora transforma-se em pessoa salva. Jesus reconhece que foi a fé que a salvou (cf. Lc 7, 50). Aquela mulher deixou de viver, passando a «cristoviver». Para ela, viver passou a ser «cristoviver». Não teve medo dos obstáculos. Teve a lucidez de pedir auxílio ao derrubador de todos os obstáculos.

 

  1. Nem o pecado é impedimento para a santidade quando existe reconhecimento do pecado e vontade de vencer o pecado. Foi o que salvou a mulher e foi o que faltou ao fariseu.

Cuidado, muito cuidado, com a tentação deste fariseu. Tantas são as vezes em que ouvimos dizer: «Eu cá não mato nem roubo; não tenho pecados». E assim se vai massajando ardilosamente a consciência, bloqueando os caminhos de conversão. O mal deste fariseu foi o de não reconhecer que também era pecador, que também ele precisava de ser salvo. Neste Ano da Misericórdia, diria que é ainda mais pertinente assumir que todos nós precisamos de perdão, que todos nós carecemos de compaixão.

 

D. Nenhuma vida está excluída da «cristovida»

 

7. É o Evangelho desta misericórdia que urge anunciar pelos caminhos da nossa vida como Jesus fazia, há dois mil anos, pelos caminhos daquelas cidades e aldeias (cf. Lc 8, 1). Jesus anunciava a Boa Nova do Reino de Deus na companhia dos Doze e de algumas mulheres que tinham sido curadas (cf. Lc 8, 1-2). Também hoje, Jesus conta com a nossa companhia nesta missão prioritária de levar o Evangelho a todos os que precisam de cura.

A cura tem o nome de perdão, de reconciliação, de confissão. O doente começa a vencer a doença no momento em que reconhece que está doente. Nós começamos a vencer o pecado no momento em que nos reconhecemos — e confessamos — pecadores.

 

  1. Procuremos, então, «cristoviver». A «cristovivência» é o mais belo percurso para a nossa existência. Nenhuma vida está excluída da «cristovida». Não tenhamos medo de ir ao encontro de Cristo. E não tenhamos medo de ir ao encontro dos que precisam de Cristo. Procuremos ser portadores da presença de Cristo junto de todos. Não afastemos Cristo de ninguém e não afastemos ninguém de Cristo.

A parábola que Jesus conta, no âmbito do diálogo com o fariseu (cf. Lc 7, 41-42), significa que o perdão resulta, desde logo, da atitude de misericórdia de Jesus. O amor manifestado por esta mulher brota de um coração agradecido que não se sentiu excluído nem marginalizado.

 

E. Pensemos nisto: nada há mais belo do que viver em Cristo

 

9. A reacção de Jesus enquadra-se na missão de que Ele se sente investido por Deus e que Ele está sempre a exercer. Em Jesus, Deus multiplica as oportunidades para o homem. Deus oferece-nos sempre novas — e infindas — oportunidades. Os que mais caem são os que mais podem contar com a Sua mão. Ele está sempre a dizer para nos levantar-nos. Só a nossa indolência nos pode trair. Em Jesus, todos se podem erguer mesmo depois de cair.

Deste modo, procuremos reconhecer o nosso pecado e, como dizíamos no Salmo Responsorial, «não escondamos a nossa falta» (Sal 32, 5). Aliás, nada conseguiremos esconder de Deus. Confessemos, diante d’Ele, as nossas culpas e Ele nos perdoará do nosso pecado (cf. Sal 32, 5).

 

  1. Pensemos sempre nisto: nada há mais belo do que viver em Cristo. Que, para cada um de nós, viver seja «cristoviver». Cresçamos, então, na oração e abramo-nos sempre à missão. Não idealizemos um Cristo à nossa imagem, mas procuremos realizar a nossa vida à imagem de Cristo.

O Evangelho nunca está velho. Esta notícia é sempre nova. Modelemos, pois, a nossa existência pelos caminhos de Jesus e o nosso ser será cada vez mais revestido de luz. «Cristoviver» é o que tem de acontecer. Na Eucaristia, Cristo é pão. Que, na nossa vida, Cristo seja sempre respiração. Alimentemo-nos de Cristo e respiremos sempre Cristo!

 

publicado por Theosfera às 07:06

Hoje, 12 de Junho (Décimo Primiero Domingo do Tempo Comum), é dia de Nossa Senhora do Sameiro, S. João de Sahagún, Sto. Onofre, Sta. Jobenta, Sta. Mercedes de Jesus Molina e S. Lourenço Salvi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:01

Sábado, 11 de Junho de 2016
Hoje, 11 de Junho, é dia de S. Barnabé, Sta. Paula Frassinetti, Sta. Maria Rosa Molas e Vallvé e Sta. Maria do Divino Coração.

 

Refira-se que S. Barnabé é chamado Apóstolo por S. Paulo porque com ele participou na primeira viagem missionária.

 

Foi, aliás, Barnabé que apresentou Paulo aos cristãos de Antioquia. No entanto, desentenderam-se.

 

Na segunda viagem, Barnabé queria levar o seu sobrinho Marcos, que os acompanhara na primeira viagem, mas que desistira.

 

Paulo foi intransigente. Barnabé era mais clemente (a apreciação é de S. Jerónimo).

 

Por isso é que a Bíblia faz uma apreciação do carácter de S. Barnabé que diz tudo: «Homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé»(Act 11, 24).

 

Um santo e abençoado dia para todos!
publicado por Theosfera às 07:07

Sexta-feira, 10 de Junho de 2016

Hoje, 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, é dia do Anjo de Portugal, Sta. Olívia e S. João Dominici.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:59

Quinta-feira, 09 de Junho de 2016

Hoje, 09 de Junho, é dia de Sto. Efrém, S. José de Anchieta e Sta. Ana Maria Taígi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 08 de Junho de 2016

 

  1. Na parafernália de textos sobre a misericórdia, sobrará espaço para alguma novidade?

Que faltará dizer quando quase tudo parece (já) ter sido dito?

 

  1. Falta, porventura, não tanto quem nos ensine a compreender, mas quem nos ajude a escutar.

Falta, seguramente, quem pelos sobressaltados caminhos da história nos apresente a misericórdia na sua raiz, no seu ventre, na sua fonte.

 

  1. Em «A Misericórdia, Lugar e Modo», D. António Couto cumpre, uma vez mais, o seu múnus de perscrutador das nascentes.

O lugar primordial da misericórdia é o próprio Deus, é o amor de Deus.

 

  1. É por isso que, mais que um tratado de Teologia, este livro desponta como um precioso ensaio de Teofilia.

O aparato conceptual como que se vê tamisado — e permanentemente iluminado — pela recorrente centralidade do amor divino.

 

  1. No fundo, a misericórdia é uma inundação de amor, jorrado em bátegas sem fim.

É do amor em «sentido descensional» que se parte nesta obra e na nossa vida.

 

  1. Antes do amor a Deus vem sempre o infindável amor de Deus, que não deixa nada de fora nem põe ninguém de lado.

A misericórdia não se fica pelo que tem «valor atraente [e] apetecível». Ela valoriza até o «desvalor» e o (aparentemente) «repugnante».

 

  1. A esta luz, fica bem claro que a lógica do amor não é a da devolução, mas a da contínua expansão.

O amor é mais para difundir do que para retribuir. Como percebeu Carmine di Sante, o que resulta do mandamento de Deus é: «porque Eu te amei, tu deves amar o outro».

 

  1. Seja próximo ou distante, o outro há-de merecer sempre um amor constante.

É sob este pano de fundo que ressoa a oração de Deus, extraída do Talmude da Babilónia: «Que Eu possa tratar os Meus filhos com o atributo da misericórdia e que, no Meu relacionamento com eles, pare no limite da execução da justiça».

 

  1. Uma leitura atenta merece o excerto de Êxodo 34, 6-7, descrito como «a magna carta do amor de Deus».

Trata-se apenas de dois versículos, donde ressumam lições expostas com o rigor de exegeta e o primor de esteta.

 

  1. Como corolário, aparece Jesus enquanto «transparência da misericórdia do Pai».

Jesus é a misericórdia em acção: «perante as fomes» e «perante a dor». Daí que o modelo do discípulo seja o samaritano. Porque para ele a misericórdia foi (muito) mais que uma palavra mecanicamente bolçada pelos lábios!

  

publicado por Theosfera às 10:59

Hoje, 08 de Junho, é dia de Sta. Maria do Divino Coração, Sta. Quitéria, Sta. Marinha, S. Carlos Spínola, S. Tiago Berthieu, Sto. Ambrósio Fernandes, S. Leão Mangin e seus companheiros mártires e S. Rudolfo Acquaviva e seus companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 07 de Junho de 2016

Hoje, 07 de Junho, é dia de Sta. Ana de S. Bartolomeu e de Sto. António Maria Gianelli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:00

Segunda-feira, 06 de Junho de 2016

Hoje, 06 de Junho, é dia de S. Norberto, S. Marcelino Champagnat e S. Filipe, diácono.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 05 de Junho de 2016

 

Eu sei, Senhor,
que não mereço
que me visites,
que entres na minha casa,
que te envolvas na minha vida.

Eu sei, Senhor,
que não sou digno
que deixes o Teu aconchego,
que experimentes o frio e o desconforto,
que Te sujeites à intempérie do abandono e da ingratidão.

Eu sei, Senhor,
que não tenho direito
a exigir tanto despojamento
nem a esperar tamanha disponibilidade.

Eu sei, Senhor,
que não mereço nada,
que não sou digno de nada,
que não tenho direito a nada.

Mas é por isso que Te agradeço,
é por isso que me comovo
e é por isso que fico sem palavras.

Obrigado, Senhor,
obrigado, bom Deus.
Tu és tudo
e vens ao meu nada.
Tu és tanto
e cabes em tão pouco
que sou eu.

Ensina-me, Senhor,
a ser humilde,
a olhar para todos
não com os meus óculos
mas com os Teus olhos,
que são olhos de afecto,
olhos de esperança,
olhos de amor.

Ensina-me, Senhor,
a compreender a lição da Tua vinda:
lição de humanidade,
de simplicidade,
de singeleza.

Ensina-me, Senhor,
a ver-Te
não apenas nas Tuas imagens de barro,
mas nas Tuas imagens de carne e osso
(algumas mais de osso que carne).

Ensina-me, Senhor,
a sentir
que a Tua morada é no Homem,
em todo o ser humano.

Ensina-me, Senhor,
a venerar-Te nas crianças, nos idosos,
nos pobres,
nos famintos,
nos sofredores e nos desalentados.

Que eu possa perceber
que sempre que estou com alguém
é conTigo que me encontro.

Aquece, Senhor, o nosso coração.
Não deixes que ele gele
com a arrogância, a frieza e a indiferença.

Fica connosco, Senhor,
sorri para nós Domingo de sol!

publicado por Theosfera às 11:13

A. Um encontro entre dois filhos

  1. Neste décimo Domingo do Tempo Comum, somos presenteados com um episódio que é tudo menos episódico. Trata-se de um episódio verdadeiramente referencial, já que constitui uma referência marcante para a nossa fé e para a nossa vida.

Essencialmente, temos aqui um encontro, um encontro entre dois filhos: o Filho Unigénito do Pai vai ao encontro de um filho único de sua mãe. Um está vivo, o outro está morto. O vivo vai ao encontro do morto, a vida vai ao encontro da morte, a vida vai oferecer vida à morte. Parafraseando Santo Agostinho, dir-se-ia que a vida é mortal e a morte é vital. Cristo até na morte nos presenteia com a vida, com a Sua vida.

 

  1. Há que notar que cada um destes filhos não vai só. Cada um destes filhos vai acompanhado por muita gente. Jesus, o Filho Unigénito do Pai, vai acompanhado pelos discípulos e por uma grande multidão (cf. Lc 7, 11). O filho único de sua mãe, que era viúva (cf. Lc 7, 12), vinha acompanhado por «bastante gente da cidade» (Lc 7, 12).

A vida e a morte trazem sempre muita gente. A vida e a morte afectam toda a gente. Ninguém passa ao lado da vida. Ninguém passa ao lado da morte. Na vida todos vamos ao encontro da morte. Mas também é verdade que na morte todos somos chamados a ir ao encontro da vida.

 

B. A vida vai ao encontro da morte

 

3. O encontro acontece na «porta da cidade» (Lc 7, 12). Ou seja, o encontro dá-se na entrada. A vida e a morte encontram-se desde o princípio, e são instadas a coexistir para sempre.

Tudo isto é misterioso e acaba por ser muito belo. Aliás, o nome da terra deste milagre já aponta para esta beleza. Dizem que Naim significa «bela» ou, como sugerem alguns, «charmosa». Trata-se de uma cidade israelita, que existe ainda nos dias de hoje, com o mesmo nome. É um lugar muito pobre, habitado por 1.600 árabes muçulmanos. Fica a 7 km do Tabor, no sopé do monte.

 

  1. Jesus chega a Naim, vindo de Cafarnaum, onde tinha curado o servo de um centurião romano (cf. Lc 7, 1-10). A viagem tinha sido longa, pois estas localidades distam 30 km uma da outra.

Há uma preciosa informação do século XII, fornecida por um monge beneditino chamado Pedro Diácono: «Na casa da viúva, cujo filho foi ressuscitado, existe uma igreja e a sepultura onde ele teria sido colocado». No século XIV, há ainda indicações acerca dessa igreja. mas a partir do século XVI não se fala de mais nada a não ser de ruínas. A actual igreja, simples e modesta, foi construída em 1881, sobre os restos da antiga. Conserva duas valiosas pinturas do fim do século XIX.  O cemitério antigo devia estender-se para a parte oeste do lugar, onde se podem ver diversos túmulos escavados na rocha. Um sarcófago romano é conservado na parede da igreja.

 

C. Significado das ressurreições operadas por Jesus

 

5. Já agora, será oportuno referir que o Evangelho oferece-nos o relato de três ressurreições operadas por Jesus. Uma é a ressurreição da filha de Jairo, chefe da Sinagoga, que acontece no próprio dia da morte (cf. Lc 8, 52-56). Outra é esta ressurreição do filho da viúva de Naim, que ocorre um dia depois da morte (cf. Lc 7, 11-17). E a terceira é a célebre ressurreição de Lázaro, verificada quatro dias depois da morte (cf. Jo 11, 39-44).

Santo Agostinho propõe uma significação espiritual destas ressurreições. A morte é vista como símbolo do pecado e a ressurreição é encarada como libertação do pecado. O que sobressai não é o regresso à vida que se tinha, mas a entrada numa vida nova, numa vida plena, na vida eterna. Como diz o Bispo de Hipona, «é mais importante ressuscitar para viver sempre do que ressuscitar para morrer de novo».

 

  1. Para Santo Agostinho, a filha do chefe da Sinagoga é símbolo dos que têm o pecado no íntimo do coração, mas ainda não o puseram em prática. No caso vertente, há um morto que ainda não saiu de casa. À palavra de Jesus — «levanta-te» — o pecador acorda, desperta e arrepende-se voltando a respirar o ar de salvação e santidade.

A ressurreição do filho da viúva de Naim significa, para Santo Agostinho, a libertação dos pecadores que põem em prática o seu pecado. O sair de casa simboliza o agir em público. Por isso, é também em público que Jesus o liberta do pecado, restituindo-lhe a vida da alma e entregando-o à sua Mãe, a Igreja. Curiosamente, o próprio Santo Agostinho viu-se retratado neste jovem apontando sua mãe (Santa Mónica) como símbolo do sepulcro em que ele se encontrava. No Livro VI das suas «Confissões», descreve a Deus a atitude da sua mãe: «No sepulcro do seu pensamento, ela apresentava-me a Vós para que dissésseis ao filho da viúva: «Jovem, eu te ordeno: «levanta-te”». E, de facto, Agostinho levantou-se, renascendo para a graça, para a fé.

 

D. Tão humano é Jesus na Sua divindade

 

7. Finalmente, há aqueles pecadores que, de mal em mal, estão tão entranhados no pecado que até já cheiram mal. A pedra que encerrava o sepulcro de Lázaro significa, para Santo Agostinho, a tirania do hábito, que subjuga a alma e não a deixa levantar-se nem respirar.

Sucede que até aqueles que estão nesta situação têm uma solução. Jesus reverte até o que parece irreversível. À voz possante de Jesus — «Lázaro, sai para fora» rompem-se as cadeias da sepultura e despedaça-se o poder da morte. Lázaro volta a andar, sem a opressão das ligaduras. Em Jesus, o perdão é sempre libertação.

 

  1. Voltando ao relato do filho da viúva de Naim, notamos como Jesus Se mostra tão humano a poucos instantes de revelar o Seu poder divino. De facto, ao ver aquela mãe a chorar a morte do filho, Jesus começa por Se compadecer pedindo à mulher para não chorar (cf. Lc 7, 13). É como se Jesus estivesse a pedir-lhe aquelas lágrimas, desejando que elas passem para Ele. De seguida, aproxima-Se e toca no caixão (cf. Lc 7, 14).

Enfim, Jesus consegue ser tão humano até no momento em que Se revela tão poderosamente divino. Jesus diz então o jovem para que se levante. E eis que o prodígio acontece. O que estava morto sentou-se e começou a falar (cf. Lc 7, 13-14). Jesus entrega o filho à mãe, símbolo da Igreja, a quem Deus entrega cada um dos Seus filhos.

 

E. Evangelizar é transportar Jesus

 

9. Olhando para este episódio no seu conjunto (na sua extensão e na sua profundidade), deparamos com um fortíssimo momento de revelação de Deus. É o que Jesus pretende e é o que a multidão entende. Refere o texto que todos começaram a dar glória a Deus dizendo: «Deus visitou o Seu povo» (Lc 7, 16). E, de facto, Jesus é a visitação de Deus. Jesus é a vinda de Deus até nós. A vida que Ele dá ao jovem não é uma vida unicamente humana; é uma vida humana insuflada pela vida divina.

Jesus não Se limita a falar de Deus. Ele próprio é Deus junto de nós. Ele próprio é Deus para cada um de nós. O que Jesus faz não é de origem humana; é de origem divina (cf. Gál 1, 11). E o que Jesus faz é a transformação plena da nossa vida, é a passagem da morte para a vida. Jesus está sempre disponível para operar esta mudança. Estaremos nós disponíveis para que tal mudança aconteça? Deus quer a nossa existência deixe de ser um cortejo de morte para que passe a ser um luminoso caminho de esperança.

 

  1. Como há dois mil anos, há muitos motivos para dar glória a Deus (cf. Lc 7, 16). Não recusemos dar essa glória e participar nesse louvor. Como há dois mil anos, a fama de Jesus vai-se espalhando (cf. Lc 7, 17). É fundamental que nós sejamos os portadores dessa fama e os anunciadores dessa presença.

Não esqueçamos nunca que evangelizar é transportar Jesus. É levar Jesus em forma de mensagem, em forma de proposta, em forma de gesto. Quem de Jesus ouvir falar sentirá — seguramente — a vida a mudar!

publicado por Theosfera às 06:00

Hoje, 05 de Junho (Décimo Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Bonifácio e S. Doroteu, o Moço.

Refira-se que S. Bonifácio era inglês e foi o grande cristianizador da Alemanha.

Fez suas as (fortes) palavras de S. Gregório, apelando aos pastores para não serem «cães mudos nem sentinelas silenciosas».

O silêncio da escuta tem de desaguar na palavra corajosa e habitada pela esperança.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:04

Sábado, 04 de Junho de 2016

Hoje, 04 de Junho (Memória do Imaculado Coração de Maria), é dia de S. Tiago de Viterbo, S. Pedro de Verona, Sta Clotilde e S. Francisco Caracciolo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:20

Sexta-feira, 03 de Junho de 2016

Hoje, 03 de Junho (Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes), é dia de Sto. Ovídio, S. Carlos Lwanga e seus companheiros mártires, Sto. Isaac de Córdova, S. Juan Diego e S. João Grande.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 02 de Junho de 2016

Hoje, 02 de Junho, é dia de Sta. Blandina, S. Potino, Sto. Erasmo, S. Pedro, S. Marcelino e S. Félix de Nicósia.

Refira-se que Sta. Blandina é considerada padroeira da mocidade feminina.

E Sto. Erasmo é invocado contra as tempestades, contra as cólicas, contra as doenças intestinais das crianças e contra as dores de parto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:01

Quarta-feira, 01 de Junho de 2016

Hoje, 01 de Junho, é dia de S. Justino e Sto. Aníbal Maria di Francia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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