O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 29 de Fevereiro de 2016

Hoje, 29 de Fevereiro, é dia de São Gregório de Narek e Santa Antonieta.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 28 de Fevereiro de 2016

Nós acreditamos, Senhor,

que Tu estás no templo,

mas cremos que estás mais ainda

em cada pessoa.

 

O verdadeiro culto

não está ligado a um lugar.

O verdadeiro culto é uma Pessoa,

és Tu, Senhor.

 

É em Ti que adoramos o Pai,

em espírito e verdade.

 

Mas também Te encontramos no Templo.

Por isso queremos que esta seja uma casa de oração.

 

Na casa de oração

deve haver respeito, silêncio,

um ambiente propício para escutar a Tua voz

e acolher a Tua presença.

 

Tu, Senhor, ficaste triste

pelo comportamento de muitos no Templo de Jerusalém.

Até fizeste um chicote de cordas pa expulsar os vendilhões.

 

O zelo pela casa do Pai devorava-Te, Senhor.

Tu não feriste ninguém.

Apenas marcaste uma posição firme

na defesa da dignidade da Casa de Deus.

 

Que nós saibamos respeitar

este lugar sagrado.

 

Que aqui escutemos a Tua Palavra.

Que nos sintamos bem conTigo.

 

E que saiamos daqui mais inundados com o Teu amor e a Tua Paz,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:16

A. Deus não castiga, mas avisa

  1. Se as «pancadas da vida» transtornam, as «marteladas de Deus» podem despertar. Dizem que o saudoso Pai Américo falava muito das «marteladas» de Deus. E acrescentava que tudo foi diferente na sua vida depois de receber tais «marteladas». Não é Deus que nos dá «pancada», mas é Deus que, tantas vezes, nos fala através de tantas «marteladas».

Deus não é vingativo, punitivo ou castigador. Deus não castiga, mas avisa. E aquilo que, quase sempre, interpretamos como castigos de Deus são, acima de tudo, avisos de Deus. São, portanto, situações que servem para excitar não a nossa revolta, mas a nossa conversão.

 

  1. No Seu ensinamento, Jesus recorre a duas situações trágicas para nos convidar (precisamente) à conversão. Num caso, foi Pilatos, conhecido pela sua crueldade, que mandou matar uns galileus (cf. Lc 13, 1). No outro caso, foi uma torre que, ao cair, matou 18 pessoas (cf. Lc 13, 4). Perante as duas tragédias, Jesus diz a mesma coisa aos Seus circunstantes: «Se não vos arrependerdes, morrereis de maneira semelhante» (cf. Lc 13, 3.5).

Jesus não está a pensar numa punição ou num castigo, tanto mais que aqueles que morreram não eram mais pecadores que os outros (cf. Lc 13, 2.4). Morreram aqueles como poderiam ter morrido outros. Jesus está a pensar no pecado, na resistência à conversão. Se não há conversão, há morte. Afinal, todos estamos expostos às investidas de um tirano ou à queda de uma torre. Afinal, todos estamos expostos ao pecado. Se não nos apercebemos do perigo e se não mudamos de vida, poderemos cair, tropeçar e morrer.

 

B. Sempre à espera dos nossos frutos

 

3. Jesus reforça o aviso e o convite à mudança através da (muito) sugestiva parábola da figueira. Trata-se de uma figueira estéril, de uma figueira que não produz, de uma figueira que não dá fruto (cf. Lc 13, 6). A nossa vida, muitas vezes, também é assim, como a figueira. A nossa vida também parece estéril, também parece que não dá frutos.

Quando tal acontece, o normal é que o dono mande abater uma árvore que se torna inútil. Afinal, o dono já tinha sido paciente, já tinha dado muitas oportunidades ao logo de três anos. Mas em nenhum momento, ao longo destes três anos, o dono encontrou o que esperava: frutos (cf. Lc 13, 7). Também Deus faz tudo por nós e passa tanto tempo sem encontrar o que de nós espera: frutos, frutos de conversão, frutos de mudança.

 

  1. Sucede que o vinhateiro intercede pela figueira (cf. Lc 13, 8). Pede ao dono que lhe dê mais uma oportunidade, que lhe conceda um quarto ano de vida. A voz do vinhateiro representa a voz da misericórdia a prevalecer sobre a voz do juízo. Assim é Deus connosco: sempre a acreditar em nós, sempre a esperar alguma coisa boa de nós.

Deus, na Sua infindável misericórdia, não desiste de cavar na nossa vida como o vinhateiro cavou à volta da figueira. Deus, na Sua infindável misericórdia, está sempre a fornecer-nos adubo para que a nossa vida possa, finalmente, produzir frutos. Deus não desiste de nós. Será que nós vamos desistir de Deus?

 

D. O «adubo» de Deus

 

5. É interessante notar que a palavra «kópria», que se traduz por «adubo», costuma também ser traduzida por «estrume». E, de facto, é sabido que é o estrume que, muitas vezes, serve para adubar as nossas terras. O estrume não é agradável, mas é necessário. O seu cheiro é desconfortável, mas o seu efeito é eficaz.

Também o esforço de conversão pode não ser agradável, mas o seu efeito é maravilhoso. Por conseguinte, não desperdicemos o «adubo» que Deus coloca na nossa vida. Esse «adubo» é o caminho da conversão, da penitência, da confissão. Esse «adubo» está a ser lançado por Deus, em doses copiosas, nesta Quaresma.

 

  1. Vamos desaproveitar tanto investimento da parte de Deus? A penitência é, como diz a Liturgia, «a segunda tábua de salvação depois do Baptismo». A Quaresma é um tempo penitencial porque a Páscoa é uma poderosa festa baptismal.

É por isso que, neste terceiro Domingo da Quaresma, os catecúmenos começam a fazer os chamados «escrutínios» em ordem ao Baptismo, na Vigília Pascal. E é sempre bom não esquecer que a estruturação do tempo da Quaresma está muito ligada não só à celebração da Páscoa, mas também à celebração do Baptismo.

 

D. Um tempo penitencial que antecede uma festa baptismal

 

7. O Baptismo é um sacramento genuinamente pascal e a Páscoa — pode dizer-se — é um acontecimento verdadeiramente baptismal. De facto, no Baptismo existe uma «peshah», isto é, uma passagem, uma viragem, ou seja, uma páscoa. No Baptismo, também nós passamos da morte à vida. Na Páscoa, Cristo vence a morte que é o pecado. Na Páscoa, Cristo dá a vida para que nós tenhamos vida (cf. Jo 10, 10).

A partir do século III e para responder à necessidade de preparar devidamente o Baptismo, começou a ser estruturado o tempo da Quaresma. Como se depreende da própria palavra, com os escrutínios pretende-se conferir as disposições dos que se preparam para o Baptismo. É nesse sentido que, ao longo de três domingos, a comunidade ajuda os catecúmenos a «escrutinar» a sua debilidade e, ao mesmo tempo, a sua disponibilidade para receber a vida nova de Cristo.

 

  1. A finalidade destes escrutínios é, portanto, purificar os corações, conseguir um sério conhecimento de si mesmo e promover a vontade de seguir, fielmente, a Cristo. Estes escrutínios são feitos aos que são baptizados na idade adulta e às crianças em idade escolar que ainda não estão baptizadas.

No fundo, estes escrutínios servem para sair da «nuvem» de que fala S. Paulo (cf. 1Cor 10, 1) e debaixo da qual vivemos quando estamos longe de Cristo. Só Cristo clarifica o que está escurecido. Só Cristo ilumina o que permanece ofuscado. Só Cristo é luz que, para cada um de nós, reluz. O Baptismo é, pois, um mistério luminoso. Mas se recairmos nas trevas, no Sacramento da Confissão reencontramos a desejada iluminação.

 

E. Amados, não armados

 

9. Não fechemos os ouvidos a Deus, que está sempre a chamar por nós. Deus chama-nos como chamou Moisés (cf. Êx 3, 4). Deus chama-nos no meio da chama (cf. Êx 3, 2). O Seu chamamento é uma chama que nunca cessa, que nunca pára. É uma chama que está sempre a arder, mesmo que nós não a queiramos ver.

Tiremos, pois, as sandálias dos nossos pés (cf. Êx 3, 5). Tiremos as nossas armaduras. Deus ama, não arma. Deus traz-nos amados, não armados. Deus quer que amemos e que não nos armemos.

 

  1. Deus conhece as nossas dores, os nossos sofrimentos, os nossos dramas, as nossas aflições (cf Êx 3, 7). Como libertou Israel, Deus está sempre pronto para nos libertar (cf. Êx 3, 8). Basta que nós deixemos. Como libertador, Deus respeita integralmente a nossa liberdade.

Deus apresenta-Se como aquele que é (cf. Êx 3, 14), ou seja, como aquele que é nosso libertador, como aquele que está ao nosso lado. Deus não é indiferente. O que Ele quer é que a nossa vida seja diferente. Deus não é imparcial e o Seu amor por nós é total. Que a Sua compaixão toque sempre o nosso coração!

publicado por Theosfera às 08:45

Hoje, 28 de Fevereiro (3º Domingo da Quaresma), é dia de S. Torcato, S. Romão, S, Lupiccino, Bem-Aventurado Daniel Brottier e Bem-Aventrurado Augusto Chapdelaine.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 27 de Fevereiro de 2016

Alguma neve passou por Lamego.
Mas a neve não parou em Lamego.
Desde 2011, a neve «divorciou-se» de Lamego?

publicado por Theosfera às 20:35

Dá que pensar que um partido como o Bloco reconheça Jesus como Filho de Deus.

E que um partido com um discurso tão feminista (e uma direcção tão feminina) pareça ignorar que o mesmo Jesus também tem Mãe.

José é o pai adoptivo de Jesus. Deus é o Pai natural de Jesus. Mas, como se vê em algumas línguas, este Pai não é masculino nem feminino.

Há quem ache graça a tudo o que soa a dessacralização. 

Sucede que este não é um problema só dos outros.

Jesus é o que há de mais sagrado, de mais santo.

Não nos limitemos a pedir aos outros que respeitem a sacralidade de Jesus. Honremos nós também (e sempre) a santidade do Filho de Deus!

publicado por Theosfera às 08:43

«Lavai-vos», diz Deus (Is 1, 16).

A Quaresma é uma grande lavagem. É uma lavagem que leva quarenta dias.

E, de facto, há muito para limpar em nós.

Só quando nos vemos limpos é nos apercebemos da sujidade que havia.

A lavagem tem o nome de graça, de confissão, de perdão.

Ainda estamos a tempo. É sempre tempo para o grande «banho» quaresmal!

publicado por Theosfera às 07:46

Hoje, 27 de Fevereiro, é dia de S. Gabriel das Dores, S. Leandro, Sta. Maria Deluil-Martigny e Sta. Francisca Ana das Dores de Maria.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2016

Quem viaja de comboio e pára na Estação de São Bento já reparou certamente nos magníficos painéis de azulejo que lá se encontram.

Um deles (que aqui reproduzimos) representa a Procissão de Nossa Senhora dos Remédios.

Refira-se que o comboio era um dos meios mais utilizados para ir à Procissão.

Todos os anos, desde o século XIX, a Irmandade pedia à direcção dos caminhos-de-ferro que praticasse preços mais reduzidos nos dias da Festa.

Os cartazes eram colocados em todas as estações.

Falta dizer que o autor deste painel (executado em 1903), é o célebre pintor Jorge Colaço, primo da actriz Amélia Rey Colaço.

Nasceu precisamente neste dia. Há 148 anos!

colaço.jpg

 

publicado por Theosfera às 10:45

Há um candidato às presidenciais dos Estados Unidos que está assustar o mundo.

Nem o Papa foi poupado à sua oratória iracunda.

O mundo treme com Trump: pelo discurso, pelo tom de voz e pelos apoios que vai coleccionando.

No fundo, a humanidade assusta-se com os cidadãos que se revêem no seu perfil.

A democracia também tem um grande capital de susto!

publicado por Theosfera às 09:08

Trava-se, nesta hora, um aceso combate entre a violência e a decadência.

Aliás, as duas alimentam-se.

A violência é, ela mesma, uma criação da decadência. E, por sua vez, a decadência é a maior nascente da violência.

A violência cresce onde a decadência alastra. Há quem avance para destruir quando vê que outros estão perto de cair.

Defendamos os nossos valores. Talvez que quem nos ataque comece a a ganhar um pouco de respeito por nós!

publicado por Theosfera às 09:02

Na cidade onde vivo, abundam placas a apontar o caminho para o Paraíso.

Em toda a parte, aparecem indicações a mostrar que o Paraíso está perto.

E, de facto, o Paraíso não está longe. Não está longe nesta cidade e não está longe desta vida.

O paraíso é Deus e Deus está sempre dentro de nós!

publicado por Theosfera às 08:52

Hoje, 26 de Fevereiro, é dia de S. Porfírio de Gaza, S. Nestor e S. Vítor de Arcis.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2016

É uma ideia criativa, mas talvez um sonho inconcretizável.

Foi avançada, há cerca de um ano, pelo poeta (que também é padre) Tolentino de Mendonça.

Para ele, o silêncio «deveria ser declarado património imaterial da humanidade».

Motivo? O silêncio é «uma forma de expressão em que se experimenta uma proximidade que nenhuma palavra é capaz de dizer».

Parece um paradoxo e até um contraste pois um poeta (e também padre) vive da palavra.

Só que a própria palavra é gerada no silêncio. É o silêncio que dá vida (e sentido) às palavras!

publicado por Theosfera às 07:51

Hoje, 25 de Fevereiro, é dia de Sto. Avertano, S. Romeu, S. Sebastião de Aparício, Bem-Aventurado Luís Versiglia e Bem-Aventurado Calisto Caravário.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 01:47

Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2016

Hoje, 24 de Fevereiro, é dia de S. Sérgio, S. Lázaro Pintor e Sta. Josefa Naval Girbés.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:46

Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016
 

1. A fé é, prioritariamente, de ordem pessoal e, consequencialmente, de ordem doutrinal.

Isto significa que «cremos em» e, por causa disso, «cremos que».

 

2. É a credibilidade da pessoa que sustenta a credentidade das suas afirmações.

No fundo, somos crentes em quem se mostra credível.

 

3. Na sua raiz, a fé remete-nos não tanto para algo, mas para alguém.

Quando professamos a fé, começamos por dizer que «cremos em Deus Pai, em Cristo e no Espírito Santo».

 

4. É por causa da pessoa que aderimos à mensagem.

É por causa da fé em Deus que aderimos à doutrina acerca de Deus.

 

5. É na sequência da profissão da nossa fé em Deus que «cremos que Deus é o criador do céu e da terra, que Jesus Cristo nasceu da Virgem Maria, que padeceu sob Pôncio Pilatos, que o Espírito Santo é Senhor e dá a vida».

Isto significa que não se crê em Deus por causa da doutrina; crê-se na doutrina por causa de Deus.

 

6. Há, porém, quem estabeleça fracturas e opte por uma noção unilateral da fé.

Há quem se limite à fé enquanto confiança, excluindo toda e qualquer doutrina. Esta atitude acentua mais a relação humana com Deus do que a iniciativa de Deus.

 

7. Mas também não falta quem, no extremo oposto, se fique por uma fé puramente doutrinal sem cultivar a experiência de Deus.

Esta seria uma fé fria, despersonalizada, rotineira.

 

8. As duas dimensões são essenciais para a fé cristã: a dimensão pessoal e a dimensão doutrinal.

A fé cristã, como sublinha Franco Ardusso, «é, ao mesmo tempo, um crer no Deus de Jesus Cristo e um crer que Deus Se manifesta e Se dá aos homens como salvador em Cristo».

 

9. Privada de uma destas dimensões, a fé desvirtua-se e perde a sua identidade.

A fé, que nos é transmitida na doutrina, chega-nos através de uma experiência pessoal. Segundo Heinrich Fries, «todo o “creio que” assenta num “creio em Ti”».

 

10. É por isso que São Tomás defende que «o principal, em todo o acto de fé, é a pessoa, a cujas palavras se outorga a própria adesão».

Enfim, só conhece alguma coisa sobre Deus quem está habituado a viver em Deus!
publicado por Theosfera às 10:59

Hoje, 23 de Fevereiro, é dia de S. Policarpo de Esmirna e Sta. Rafaela Ibarra.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016

Má já é a decadência.
Pior é não dar conta que a decadência é decadente.
Ainda mais grave é tingir a decadência de progresso!

publicado por Theosfera às 09:32

Só se pode mudar o mundo mudando a vida de cada pessoa que há no mundo.

É por isso que um santo é muito mais revolucionário do que aqueles que fazem revoluções.

Percebe-se, assim, que Clémenceau tenha dito: «Se cada cristão tivesse, nas veias, uma gota, apenas, do sangue de Francisco de Assis, o mundo transformar-se-ia».

E até o revolucionário Lenine terá confidenciado, no seu leito de morte, a um amigo padre: «Enganei-me. Era preciso libertar uma multidão de oprimidos, sem dúvida, mas o nosso método provocou abomináveis massacres. Tu sabes, o meu pesadelo mortal é sentir-me perdido no mar de sangue de vítimas incontáveis. Mas é demasiado tarde! Para salvar a nossa Rússia, o que teria sido preciso, seriam dez Franciscos de Assis.Sim, somente dez Franciscos de Assis, e teríamos verdadeiramente salvado a Rússia!»

Dá muito que pensar!

publicado por Theosfera às 09:26

Hoje, 22 de Fevereiro, é dia da Cadeira de S. Pedro e Bem-Aventurada Isabel de França.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 21 de Fevereiro de 2016

Hoje também, Senhor,

na manhã deste Domingo belo,

Tu nos levas ao monte,

a um monte muito alto,

a um monte que és Tu.

 

Hoje de novo,

Tu realizas o mistério da transfiguração.

Transfiguras a vida.

Transfiguras a humanidade.

Transfiguras cada pessoa.

Transfiguras o mundo.

 

A fé é uma contínua transfiguração.

Junto de Ti, somos os mesmos e somos outros.

 

Somos diferentes,

somos melhores,

mais felizes,

mais fraternos,

mais humanos,

mais descentrados de nós,

mais recentrados em Ti.

 

Transfigura-nos, Senhor.

Torna-nos mais amáveis,

mais abertos, solidários e serviçais.

Faz de nós arautos da Boa Nova,

portadores da Esperança

e mensageiros do Amor e da Paz.

 

Como Pedro, dizemos:

«Que bom é estarmos aqui»!

Que bom é estar conTigo, Senhor.

Que bom é sentir a Tua presença.

 

Também hoje, ouvimos a voz do Pai:

«Tu és o Filho muito amado».

Que nós Te escutemos

e que escutemos aqueles que são amordaçados.

 

Que, ao descermos o monte,

não percamos a energia.

 

Que, lá em baixo, em cada dia,

nós sejamos missionários do Teu amor.

 

Que participemos na transfiguração deste mundo.

Que não desanimemos perante as dificuldades

e que a todos levemos o eco da Tua paz,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:03

A. Uma preparação para a Paixão

  1. Eis um episódio belo, denso e intenso. Eis um episódio marcante na vida de Jesus e na vida dos discípulos de Jesus. É um episódio tão marcante que o Novo Testamento nos apresenta, dele, quatro versões. Além desta — de S. Lucas (cf. Lc 9, 28-36) —, temos as versões de S. Mateus (Mt 17, 1-9), de S, Marcos (Mc 9, 2-10) e de S. Pedro (2Ped 1, 16-18). Não espanta, por isso, que a Igreja evoque este acontecimento duas vezes em cada ano: no Segundo Domingo da Quaresma e no dia 6 de Agosto. A festa da Transfiguração do Senhor é celebrada no Oriente desde o século V e no Ocidente desde 1457.

Situada entre os dois anúncios da Paixão e da Morte de Jesus (cf. Mc 8, 31-33; 9, 30-32), a Transfiguração prepara os Apóstolos para a vivência dessa mesma Paixão e Morte. Assim, quando virem Jesus na Sua condição de Servo, estarão mais bem preparados para não esquecerem a Sua condição divina.

 

  1. Também hoje, Jesus quer preparar-nos para a vivência do Seu mistério pascal. No fundo, Jesus torna bem claro que o Seu projecto não passa por triunfos humanos, mas pela oferta da vida na Cruz. Jesus sobe para o alto, mas não para o alto do poder. Ele sobe para o alto da Cruz, descendo até à morte. Jesus sobe descendo. Também nós só subiremos até Jesus descendo com Jesus.

É possível que, depois de terem ouvido falar do caminho da Cruz, os discípulos sentissem algum desânimo e frustração. À primeira vista, tudo parece encaminhar-se para um rotundo fracasso. E, no seu pensar, não era só o projecto de Jesus que fracassava. Fracassavam também os sonhos de glórias, de honras e de triunfos dos Seus seguidores. É muito provável que se perguntassem: valeria a pena seguir um mestre que nada mais tem para oferecer do que a morte na Cruz? É neste contexto que S. Lucas insere o episódio da Transfiguração. Trata-se de uma forma de animar os discípulos — e os crentes, em geral —, pois, na Transfiguração, manifesta-se a glória de Jesus e atesta-se que Ele é, apesar da morte que se aproxima, o Filho muito amado de Deus (cf. Lc 9, 35).

 

B. Jesus transfigura-Se e transfigura-nos

 

3. Os discípulos recebem a garantia de que o projecto de Jesus é o projecto do próprio Deus. Não obstante as suas dúvidas, são obsequiados com um suplemento de esperança para continuarem a acreditar no programa de Jesus que se chama Evangelho. Jesus transfigura-Se para nos transfigurar. A Sua figura transforma-se para que toda a nossa vida se transforme. Há todo um envolvimento de Jesus com os discípulos e dos discípulos com Jesus. Esse envolvimento não prescreve. Esse envolvimento permanece para sempre. Também para nós é bom estar com Jesus. Estar com Jesus transfigura a nossa vida e transforma a nossa história. Agora, já não contam os nossos planos; a partir de agora, só devem contar os planos de Jesus.

Temos diante de nós uma teofania, ou seja, uma manifestação de Deus. O autor do relato tem a preocupação de nos fornecer todos os ingredientes que acompanham as manifestações de Deus: o monte, a voz do céu, as aparições, as vestes brilhantes, a nuvem e até o medo daqueles que presenciam o encontro com o divino.

 

  1. A iniciativa é sempre de Jesus. Tal como tomou conSigo Pedro, Tiago e João, também hoje nos toma, a nós, com Ele. É Ele que nos atrai, é Ele que nos convida, é Ele que nos faz subir até ao monte alto da Transfiguração. Na Transfiguração, tudo é diferente com Jesus e tudo será diferente em nós se nos dispusermos a transfigurar-nos em Jesus. A brancura das vestes de Jesus não era terrena (cf. Mc 9,3). Nós, na terra, somos convidados a transfigurar-nos em seres não apenas terrenos. Jesus não quer o endeusamento, mas oferece-nos a divinização. É n’Ele que participamos da vida divina (cf. 2Pe 1, 4).

A aparição de Elias juntamente com Moisés (cf. Mc 9, 4) é como uma espécie de sufrágio do Antigo Testamento em relação a Jesus. Ele é o esperado e anunciado. Ele é o Messias anunciado pela Lei (figurada em Moisés) e pelos Profetas (representados por Elias). Ele é o novo Moisés, aquele que vai guiar o povo para a verdadeira libertação, já não pelas águas do Mar Vermelho, mas pelas águas do Baptismo. E Ele é o definitivo profeta, que transfigura o nosso ser e nos encaminha para a Verdade e para a Vida (cf. Jo 14, 6). Desta acção libertadora e profética de Jesus irá nascer um novo homem e um novo povo. É com este homem e com este povo que, em Jesus, Deus vai fazer uma nova Aliança. É com este homem e com este povo que, em Jesus, Deus vai percorrer os caminhos da nossa história.

 

C. A nuvem que dificulta a visão, mas não impede a escuta

 

5. A reacção de Pedro é compreensível. Ele sente que é bom estar ali, com Jesus transfigurado (cf. Lc 9, 33). Por isso, quer fazer três tendas (cf. Lc 9, 33). Acontece que Pedro não sabia — nem podia saber — o que estava a dizer (cf. Lc 9, 33). Ele queria já permanecer com Jesus glorioso. Só que, antes, é fundamental acompanhar Jesus crucificado. Sabemos que tal não foi fácil para Pedro. Será que é fácil para algum de nós?

Antes de armar a tenda junto de Jesus glorioso, é preciso levar Jesus junto de tantos que não têm tendas: nem tendas para viver, nem tendas para comer, nem tendas para dormir, nem tendas para trabalhar. Este ainda não é o tempo de descansar com Jesus. Este é o tempo para, incansavelmente, anunciar Jesus. O caminho de Jesus há-de ser o nosso caminho com Jesus e para Jesus.

 

  1. Os nossos equívocos, tais como os equívocos de Pedro, são unicamente vencidos quando se ouve a voz do Pai. Só em Deus conseguimos superar os nossos limites, sobretudo os limites que podem advir da nossa presunção. Nunca sabemos tão pouco como quando presumimos que já sabemos tudo. A presunção constitui uma derrapagem para o abismo da mais perigosa ignorância.

Não é por acaso que a voz de Deus se faz ouvir através de uma nuvem. A nuvem é o que não deixa ver ou não deixa ver bem. A nuvem é, por isso, o que nos faz sentir que não sabemos tudo e que nem sequer sabemos o bastante. Mas se a nuvem nos impede de ver, não nos impede de escutar. É da nuvem que o Pai fala (cf. Lc 9, 35). É na nuvem que devemos escutar o Pai que fala. Enfim, não devemos andar nas nuvens, mas devemos escutar o se diz na nuvem.

 

D. Mais atentos ao que (ainda) não sabemos

 

7. Seria oportuno que, concretamente nesta Quaresma, prestássemos mais atenção ao que ainda não sabemos sobre Deus. E que, em consequência, estivéssemos mais atentos à voz que nos chega a partir de tantas nuvens.

Na Sagrada Escritura, Deus surge, muitas vezes, através das nuvens. É natural que, ao olhar para uma nuvem, só reparemos na obscuridade, no cinzento ou em tons ainda mais carregados. Era bom que nos habituássemos a estar atentos também à sua leveza e à sua subtileza. A grande luz é a que nos vem de além das nuvens, não a que se enxerga imediatamente para cá das nuvens.

 

  1. É preciso ter em conta que, segundo a Bíblia, «nuvens e trevas» envolvem a presença de Deus (cf. Sal 97, 2). Assim sendo, o principal sobre Deus pode estar no que (ainda) não sabemos. Muitas vezes, o que dizemos acerca de Deus diz mais sobre nós do que sobre Deus.

Como bem frisou Karl Rahner, nem a palavra Deus é adequada para dizer Deus. A própria palavra Deus é uma criação humana. Por conseguinte, quando falamos sobre Deus, falamos habitualmente do que os seres humanos têm dito sobre Deus. Alguém pode garantir que tal dizer sobre Deus corresponde cabalmente ao ser de Deus? Sto. Agostinho não alimentava ilusões: «Por mais altos que sejam os voos do pensamento sobre Deus, Ele está sempre mais além».

 

E. Só Deus deixa ver Deus

 

9. Deus é luz (cf. Sal 27, 1), mas, como avisa S. Paulo, parece habitar numa luz inacessível, numa luz que ninguém vê (cf. 1Tim 6, 16). A morada de Deus parece ser a nuvem (cf. Sal 97, 2), que é um manto de obscuridade que se interpõe entre nós e a luz. Mesmo assim, Deus não deixa de vir ao nosso encontro. Deus vem até nós através da nuvem (cf. Êx 19, 9), falando connosco por entre nuvens (cf. Êx 24, 6; Mt 17, 5).

Tudo isto significa que só vemos Deus quando O vemos com os olhos de Deus. Só na Sua luz encontramos a luz (cf. Sal 36, 5). É por isso que Deus envia o Seu Filho. Ele é a luz de Deus para cada homem (cf. Jo 1, 9) e para todo o mundo (cf. Jo 8, 12). Como confessamos no Símbolo, Jesus é a «luz da luz». É a luz que vem da luz para acender, em nós, mais luz. É a luz que vence a nebulosidade das próprias nuvens. É a luz que nos deixa ver a Luz.

 

  1. Com Abraão, que cada um de nós diga: «Aqui estou»(Gén 22, 1). Que cada um de nós esteja atento quando Deus nos visita, ainda que nos visite através de alguma das muitas nuvens que se atravessam nos nossos caminhos. Que cada um de nós esteja atento quando Deus nos fala. E que cada um de nós não esmoreça — nem desfaleça — diante dos obstáculos.

Como recorda S. Paulo, «se temos Deus por nós, quem poderá estar contra nós?»(Rom 8, 31). Deus ofereceu-nos o melhor que tinha, o melhor que tem: o Seu próprio Filho, que Ele entregou para dar a vida por nós (cf. Rom 8, 32). Se Deus dá o melhor por nós, como é que nós não havemos de dar o melhor a Deus?

publicado por Theosfera às 08:05

Umberto Eco avisou-nos.

Existe uma palavra alemã, «schadenfreude», que significa «satisfação pessoal com a infelicidade alheia».

Há, de facto, muita gente assim.

Mas será que uma felicidade assim será feliz?

publicado por Theosfera às 08:02

Hoje, 21 de Fevereiro (2º Domingo da Quaresma), é dia de S. Pedro Damião (invocado contra as insónias e dores de cabeça), S. Natal Pinot e Sta. Maria Henriqueta Dominici.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 20 de Fevereiro de 2016

A guerra quente faz muitas vítimas. Mas a guerra fria não faz menos.

E não tenhamos dúvidas: está em curso uma guerra fria, (gelada) de proporções incalculáveis.

Tem o nome de indiferença e é travada em toda a parte. No nosso bairro. Na nossa rua. Na nossa casa?

Cuidado connosco.

Umas vezes, somos vítimas. Mas, muitas vezes, também não seremos culpados por todo este gelo?

publicado por Theosfera às 08:28

Muitas das pessoas que marcaram a nossa vida já não estão vivas. Pelo menos, já não estão vivas na terra.

Ontem, foi Umberto Eco que se apagou. Mas o seu legado não se extinguiu.

Notei que, nos últimos tempos, andava desencantado com o mundo. Não se revia no rumo deste mundo.

A acidez assomava, com espantosa frequência, aos seus lábios.

A democratização da comunicação não o entusiasmava. Pelo contrário, chegava a assustá-lo: «Quando todos têm direito à palavra, damo-la a idiotas».

Não diria tanto. Mas uma coisa é certa. Nestes tempos, há que estar preparado para tudo!

publicado por Theosfera às 07:52

Hoje, 20 de Fevereiro, é dia dos Bem-Aventurados Francisco e Jacinta Marto, Sto. Euquério, Sto. Eleutério, Sta. Amada e Nossa Senhora, Rainha da China.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016

Hoje, 19 de Fevereiro (Dia de Abstinência), é dia de S. Conrado Placência, S. Gabino e Stos. Mártires da Terra Santa.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2016

Hoje, 18 de Fevereiro, é dia de S. Teotónio, Sta. Bernardette Soubirous, S. João de Fiésole (Fra Angélico), S. Francis Régis Clet e Sta. Gertrudes Comensoli.

Um santo e abençoado dia de Quaresma para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2016

O êxito não está só na conquista. Pode também estar na aceitação dos fracassos.

Michael Jordan reconheceu: «Fracassei e voltei a fracassar na minha vida. Por isso, tive êxito».

Cada fracasso pode ser uma alavanca para construir mais oportunidades de êxito!

publicado por Theosfera às 09:46

Hoje, 17 de Fevereiro, é dia dos Sete Santos Fundadores dos Servitas, S. Silvino e Sta. Mariana.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2016
 

1. Crer também é conhecer. Desde logo, porque a fé não dispensa a razão.

Se a fé afecta a pessoa toda, então não pode deixar fora a sua racionalidade.

 

2. Na fé, a razão é chamada a conhecer o que entende e a reconhecer aquilo que não consegue entender.

E nem sequer é irracional admitir os limites da razão. Como notava Pascal, é um acto de razão assumir que há uma infinidade de coisas que a ultrapassam.

 

3. No Novo Testamento, sobressai uma afinidade entre a fé (pistis) e o conhecimento (gnosis).

Por conseguinte e como assinalou Heinrich Fries, «existe um conhecimento crente e uma fé conhecedora».

 

4. A fé não é, pois, ausência de conhecimento. Ela é princípio e plenitude de conhecimento.

O problema, ao longo da história, esteve na tentação de separar a fé do conhecimento e o conhecimento da fé.

 

5. O resultado foi sempre desastroso: ou uma fé onde a razão não entra ou um conhecimento onde a fé não conta.

Na sua relação com Deus, o homem não pode dispensar a razão, mas também não pode limitar-se à razão.

 

6. É que, a montante do acto de fé, encontramos a revelação divina e, a jusante desse mesmo acto de fé, deparamos com a doutrina.

Quer a revelação, quer a doutrina, não sendo irracionais, estão muito para lá das fronteiras da razão.

 

7. Aliás, já Tertuliano afirmava que «a razão está cravada na Cruz». Mas isso não diminui a sua verdade nem apouca a sua credibilidade.

O mencionado autor argumentava: «O Filho de Deus morreu. É uma coisa digna de crédito porque é uma loucura. Foi sepultado e ressuscitou. Trata-se de algo certo porque é impossível»!

 

8. Ressuscitar depois de morrer não está ao alcance do homem. Só está ao alcance de Deus.

A razão não entende, mas admite. O que não tem qualquer explicação no homem tem toda a explicação em Deus.

 

9. Para o crente, a razão não ofusca a fé e a fé ilumina a razão.

O homem crê não porque abdique de entender, mas porque deseja entender melhor.

 

10. Crendo, a inteligência não fica obscurecida, mas iluminada.

Daí o caminho de Santo Anselmo: «Creio primeiro para, depois, compreender. Pois uma coisa eu sei: se não começar por crer, não compreenderei jamais»!
publicado por Theosfera às 10:51

Hoje, 16 de Fevereiro, é dia de Sto. Elias, Sto. Isaías, S. Jeremias, S. Samuel, S. Daniel, Sto. Onésimo, Sto. Honesto, Sta. Filipa Mareria, S. Simão de Cássia e Beato José Allamano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2016

É sintomático quando, para se falar de um católico, é preciso acrescentar «praticante». É

o que sucede, nestes dias, acerca do novo vice-presidente da República de Taiwain.

Chen Chien-Jen é um respeitado cientista apresentado como «católico praticante». Ainda bem.

Aliás, como é possível ser católico sem ser praticante? Se não for praticante, poderá ser católico?

Como imaginar um católico que não pratique a fé, que não pratique a Eucaristia, que não pratique a Confissão, que não pratique os Mandamentos, que não pratique as Bem-Aventuranças?

É certo que nem sempre se consegue.

Mas praticante não é tanto aquele que consegue. É sobretudo aquele que tenta, aquele que não desiste de tentar!

publicado por Theosfera às 09:23

Mais grave que a fadiga física é a fadiga anímica, a fadiga existencial.

Hoje em dia, há muita gente cansada de trabalhar e cansada de viver.

É fundamental que nenhuma fadiga nos vença. E é decisivo que possamos vencer toda a fadiga.

Já dizia David Thoreau que «só os que não temem a fadiga podem esperar chegar ao topo».

Não nos cansemos de acreditar. Nem de persistir!

publicado por Theosfera às 09:14

Hoje, 15 de Fevereiro, é dia de. S. Faustino, S. Jovita e S. Cláudio la Colombière.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 14 de Fevereiro de 2016

Toda a idolatria é nociva, incluindo a «antropolatria».

Ainda hoje  ouvimos na Eucaristia este alerta de Jesus: «A Deus é que hás-de adorar» (Lc 4, 8). A mais ninguém.

Hoje em dia, banaliza-se o discurso da adoração horizontal. Não falta quem adore alguém.

O discurso antropocêntrico está em alta, é popular, mas também é perigoso. Porque nem sequer é bom para o próprio homem.

Quando o homem se centra no homem não cresce, não se abre.

Pascal reconheceu que «viver é ultrapassar-se».

O homem só se realiza verdadeiramente quando vai além de si.

O egoísmo metafísico não é salutar.

Hoje em dia, fala-se muito das pessoas e quase não se fala de Deus às pessoas.

Não tenhamos medo de pôr Deus no centro. Só somos felizes quando nos centramos em Deus!

publicado por Theosfera às 20:32


 



Embora por pouco tempo, a neve já nos visitou.



E já nos inundou com a sua alvura fria!

publicado por Theosfera às 13:10

Eis-nos chegados, uma vez mais,

ao tempo da conversão,

ao tempo da mudança,

ao tempo da transformação.



Quaresma é tempo de penitência,

mas não é tempo de tristeza.



É oportunidade de sermos diferentes,

de nos abrirmos a Deus

e de pensarmos mais nos outros.



É convite a vencermos o egoísmo

e a partilharmos o que somos e o que temos

com os que mais sofrem.



É sermos o sorriso de Deus na penumbra triste do mundo.

É sermos o ombro onde repousam as mágoas de tantos corações.

É sermos o rosto onde desagua o pranto de tantas vidas.



A Quaresma não nos rouba a alegria

e até nos pode acrescentar felicidade.



Vamos fazer jejum e abstinência da comida e da bebida,

mas também das palavras agressivas e dos sentimos violentos.



Vamo-nos abster da superficialidade e do egoísmo,

dos juízos apressados e dos julgamentos implacáveis.



Vamos acompanhar Jesus pelo deserto e pelas ruas de Jerusalém.

Ele acompanha-nos em cada instante da nossa vida.



Vamos acolher o dom.

Vamos ser dom.

Vamos ser a ressonância do grande dom, do único dom:

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:04

A. Nem sempre a facilidade facilita

  1. O tempo de Deus chegou. E não chegou só agora. O tempo de Deus chegou há muito tempo. O tempo de Deus veio para ficar no tempo. A Quaresma, preparando-nos para a celebração anual da Páscoa, já acontece depois da Páscoa, já acontece em tempo de Páscoa. Vivemos a Quaresma porque estamos em Páscoa desde há dois mil anos. É, portanto, num clima pascal que iniciamos a Quaresma. E que pode haver de mais pascal do que o apelo à conversão que atravessa já este Primeiro Domingo? A conversão «pascaliza-nos», permitindo-nos mudar na vida e ajudando-nos a mudar de vida.

A esta luz, entende-se que, nos primeiros séculos, a celebração da Páscoa não precisasse de um período de preparação, além de um jejum realizado nos dois dias anteriores. Naquela altura, os cristãos viviam tão entranhadamente a vida cristã — a que nem faltava o martírio —, que não havia necessidade de um tempo especial para responder ao apelo à conversão. A adversidade aguçava a qualidade. Muitos cristãos eram perseguidos, mas, em vez de vacilar, ainda fortaleciam mais o seu compromisso com o Evangelho. Nem a iminência da morte amortecia a eminência da fé. Curiosamente, já nessa época a alegria pascal prolongava-se or 50 dias, até ao Pentecostes.

 

  1. Como sabemos, foi após a Paz de Constantino, no século IV, que as perseguições terminaram e que parece ter afrouxado o empenho na vivência do Evangelho. Neste caso, pode dizer-se que a facilidade não facilitou. Então, a Igreja achou por bem introduzir um tempo para ajudar os cristãos a promoverem uma vida de maior coerência com o Baptismo.

É por isso que a Quaresma é um tempo bastante propício para a celebração do Sacramento da Reconciliação. O objectivo, como se compreende, é para que nos voltemos a conciliar com a vida recebida no Baptismo. Neste sacramento, recebemos uma vida nova: deixámos de ser Adão e passámos a ser Cristo. O problema é que, como notamos por experiência própria, nem sempre vivemos em sintonia com a graça do Baptismo. No balanceamento que pauta a nossa existência, por vezes recuamos e trocamos Cristo por Adão. Daí que necessitemos de recuperar o que vamos perdendo.

 

B. O que o Baptismo oferece e o pecado obscurece

 

3. Se o pecado é grande, a graça que vence o pecado é muito maior. Se o assédio do pecado é contínuo, a presença da graça é ainda mais constante. Não existe, portanto, uma simetria entre graça e pecado. Como bem notou S. Paulo, «onde abundou o pecado, superabundou a graça»(Rom 5, 20). Afinal, o bem é mais abundante que o mal. O mérito é de Jesus Cristo que, segundo palavras de S. Pedro, «morreu pelos nossos pecados» para «nos conduzir a Deus» (1Ped 3, 18).

A Confissão é, para usar uma expressão da Liturgia, uma «segunda tábua de salvação depois do Baptismo». Com muita propriedade, os escritores cristãos antigos chamavam-lhe «Baptismo laborioso». De facto, a Confissão é como que uma extensão do Baptismo. Ela devolve a graça que o Baptismo nos oferece e que o nosso pecado obscurece. Profundo deve ser, pois, o nosso amor pela Confissão. Não há que ter medo da Confissão. Ter medo da confissão seria ter medo da vida e medo de nós. Ter medo da Confissão seria ter medo de nos conhecermos. Ter medo da Confissão seria ter medo de mudar, medo de nos convertermos.

 

  1. Quem diz que não peca está a admitir que não se conhece. Se até «o justo cai sete vezes ao dia»(Prov 24, 16), quem somos nós para garantir que não caímos? Acontece que a santidade não consiste necessariamente em não cair. A santidade consiste sobretudo em levantarmo-nos depois de cair. É Jesus quem, na Confissão, nos estende a mão como estendeu a Pedro quando este ia afogar-se (cf. Mt 14, 31). É Jesus quem, na Confissão, nos toca e nos levanta como tocou e levantou a sogra de Pedro (cf. Mc 1, 31).

Ele está em condições únicas para nos curar do pecado, pois até Ele foi tentado (cf. Mc 1, 13). Só em Jesus conseguiremos não cair na tentação. Só em Jesus seremos capazes de nos levantar quando cairmos na tentação.

 

C. A Confissão é uma cura, não uma tortura

 

5. Os santos cultivaram sempre um enraizado amor pela Confissão. Como eles, reconheçamos — na humildade e na verdade — que nem tudo está bem na nossa vida. E como eles, acreditemos — igualmente com humildade e com verdade — que tudo pode ser melhor na nossa história.

A Confissão ajuda-nos a perceber que toda a Quaresma é um tempo saudavelmente penitencial, o que não quer dizer que tenha de ser um tempo triste. A penitência não é uma tortura, é uma cura. É por tal motivo que, enquanto tempo penitencial, a Quaresma é habitada por uma persistente alegria: pela alegria de quem se sente livre, curado, amado e salvo.

 

  1. É com a alegria da generosidade que devemos celebrar a Penitência e cultivar gestos de penitência. Aliás, para nós, a penitência ainda pode ser uma opção. Para muitos outros, porém, a penitência é uma imposição. Há tantos que são privados de tanto, de quase tudo. E nós sempre podemos partilhar algumas coisas com quem não tem praticamente coisa nenhuma.

Na sua Mensagem para a Quaresma de 2015, o Papa Francisco alertou-nos para o perigo «da globalização da indiferença». Esta, a indiferença, é o oitavo pecado mortal e seguramente não menos grave que os outros sete.

 

D. Se cada um mudar, o mundo mudará

 

7. Como exorta o Santo Padre, cada um de nós «tem necessidade de renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo». De facto, quem se fecha a Deus, fecha-se também aos outros e quem se fecha aos outros, fecha-se também a Deus. O amor a Deus e o amor ao próximo foram intimamente vinculados por Cristo de tal forma que, como proclama S. João, quem ama a Deus também deve amar o seu irmão (cf. 1Jo 4, 21). Com os nossos gestos de partilha, compreenderemos melhor que Deus não Se conforma com a situação actual do nosso mundo. Deus não aposta na manutenção, mas na transformação.

Há, pois, uma imensa sabedoria na proposta quaresmal. A mudança no mundo tem de começar pela transformação de cada pessoa que há no mundo. Se nós não mudarmos, como poderemos esperar que o mundo mude? Razão tinha Gandhi quando aconselhava: «Sê tu mesmo a mudança que queres para o mundo».

 

  1. Os dois maiores eixos do tempo quaresmal são a espiritualidade e a solidariedade. Não é possível seguir Jesus sem O acompanhar no Seu silêncio no deserto (cf. Mc 1, 12). Desde logo, porque só na medida em que O acompanharmos no silêncio, estaremos em condições de acolher a Sua palavra. Sabemos que não é fácil criar silêncio no barulhento mundo de hoje. Vivemos cercados por toneladas de ruído: de ruído sonoro e de ruído visual. Mas se o silêncio não nos procura, temos de ser nós a procurar algum silêncio. Fazer silêncio é muito mais do que estar calado. É criar uma predisposição para a escuta do outro, para o acolhimento da sua presença.

A reflexão ajudar-nos-á a intensificar a nossa relação com Deus. E a solidariedade ajudar-nos-á a fortalecer a nossa relação com o próximo. Aqui se compendia, aliás, todo o ensinamento de Jesus. Ele fala-nos de Deus como Pai e, nessa medida, apresenta-nos cada ser humano como Irmão. É por tudo isto que a Quaresma é um precioso auxílio para escovar a poeira do egoísmo que nos infecta.

 

E. Até onde pode — e deve — ir o jejum

 

9. Juntamente com a partilha, a oração e o jejum compõem o grande tripé do itinerário quaresmal. O jejum, ao despojar-nos da satisfação do nosso apetite, despoja-nos de nós e habilita-nos para uma vida centrada em Deus e no próximo. Não fazemos nós jejum por razões egoístas? Porque é que não havemos de fazer também por razões altruístas? Se nos privamos de alimentos para manter a linha, porque é que não nos privamos de alimento para nos mantermos em linha com Jesus?

Não nos esqueçamos de que, enquanto cristãos, somos discípulos d’Aquele que jejuou durante muito tempo (cf. Mt 4, 2). O nosso jejum ajuda-nos a ver melhor a situação de quem está quase sempre em jejum, passando fome. Tenhamos presente que nos famintos é Jesus que passa fome (cf. Mt 25, 35). Tudo o que fizermos a eles será feito a Ele (cf. Mt 25, 40).

 

  1. Nesta Quaresma, despojemo-nos da carne e do peixe caro, levando um pouco de pão a quem nada tem para comer. Mas façamos também, de vez em quando, jejum do automóvel desanuviando o ambiente. Façamos igualmente jejum do cigarro, contribuindo para a nossa saúde e para a saúde dos nossos semelhantes. Façamos jejum de certas imagens e de algumas palavras. Façamos total jejum das intrigas, das insinuações e das calúnias. Façamos total jejum dos juízos precipitados, das acções agressivas e dos sentimentos violentos. Deixemos que a bondade brilhe, que a paz reluza, que a justiça floresça e que o amor vença.

O tempo de Deus chegou. O tempo de Deus chegou. Convertamo-nos à Boa Nova!

publicado por Theosfera às 07:47

Hoje, 14 de Fevereiro (1º Domingo da Quaresma), é dia de S. Cirilo, S. Metódio, S. Marão e S. João Baptista da Conceição.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 13 de Fevereiro de 2016

Hoje, 13 de Fevereiro, é dia de S. Martiniano, S. Jordão da Saxónia, Sta. Cristina de Espoleto e S. Benigno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2016

Orar nem sempre é fácil, mas tem de ser sempre simples.

A simplicidade é o segredo da oração. É o que nos recomenda, aliás, um cardeal chamado Francisco, Francisco Xavier Van Thuan: «Quando me faltam as forças e não consigo recitar as minhas orações, repito: “Jesus, estou aqui, sou o Francisco". Isso enche-me de alegria e consolação pois sinto que Jesus me responde: “Francisco, estou aqui, sou Jesus”».

A oração é sobretudo isto: sentir que estamos perto de Deus, sentir que Deus está perto de nós!

publicado por Theosfera às 09:43

Hoje, 12 de Fevereiro (Dia de Abstinência), é dia de Sta. Eulália de Barcelona e Sto. António Cauleas.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2016

Dizia Miguel Torga que «cada época é definida pelo que apresenta de novo, de especificamente seu».

É verdade.

Mas será que aquilo que a nossa época apresenta de novo (e de seu) é bom?

publicado por Theosfera às 08:04

Hoje, 11 de Fevereiro (Dia Mundial do Doente), é dia de Nossa Senhora de Lourdes, Sto. Adolfo e S. Bento de Aniano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:37

Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2016

Dizem que 83% dos salários em Portugal não passam dos 1500 euros.

Nós sabemos (e sentimos) isso.

Curiosamente, este dado surge no mesmo dia em que um futebolista vê o seu ordenado aumentar...1500%.

Os pontapés na bola são mais caros que os pontapés na vida!

publicado por Theosfera às 09:45

  1. É tudo tão simples, afinal. Deus só quer uma coisa de nós: que sejamos felizes (cf. Mt 5, 1-12).

E só pretende que saibamos uma (outra) coisa: que só seremos felizes fazendo felizes os outros. Ou, pelo menos, não os fazendo mais infelizes.

 

  1. O alpinismo não é um exclusivo dos alpinistas. Há quem goste de subir montanhas e há quem goste subir na vida. Para muitos, o caminho é encostar-se aos grandes.

Nicolas de Chamforte percebeu que «os grandes vendem sempre o seu convívio à vaidade dos pequenos». Mas é tudo tão oco. O vácuo avulta sempre. Há quem não consiga ser grande mesmo quando se encosta aos grandes. A maior grandeza está na humildade. E quem é grande até nas profundezas mostra a grandeza que o habita. Aliás, desde há muito que me habituei. Quando quero encontrar alguém verdadeiramente grande, olho para baixo, para o fundo.

 

  1. Se repararmos bem, pensamos mais na experiência quando erramos. Oscar Wilde dizia que «a experiência é o nome que damos aos nossos erros».

O problema é que, apesar de os repetirmos, parece que não aprendemos. Os erros, muitas vezes, levam-nos a repeti-los cada vez mais.

 

  1. A ingratidão atrai a infelicidade. A infelicidade atrai a ingratidão. É um círculo vicioso, um dédalo insanável sem saída nem solução.

Victor Hugo notou: «Os infelizes são ingratos: isso faz parte da sua infelicidade». Há quem esteja sempre a reclamar dos outros de tal modo que nem tempo sobra para agradecer aos outros.

 

  1. É fácil encontrar o lado errado. Mais difícil é localizar o lado certo. Na política e na vida em geral, há quem aponte erros e exiba certezas. Quando se fala, parece que está tudo certo. Já quando se age, é quase só erros.

Olhando para a actualidade nacional, parece que estamos em presença de uma contenda entre o errado e o errado. Pouco faz sentido: nem os actos de uns, nem as palavras de outros. Haverá uma nesga de sol que rompa este persistente manto de nevoeiro?

 

  1. John Kennedy assinalou: «O fracasso não tem amigos». Eu diria que o fracasso selecciona os amigos.

Os que fogem na hora do fracasso merecerão o nome de amigos? Amigo é para sempre. Sobretudo para as horas difíceis.

 

  1. Parece-me que, hoje mais do que nunca, temos de reaprender a modéstia. Mas a modéstia mesmo, a modéstia a sério. Não uma modéstia para ser elogiada, e que deixaria de ser modéstia.

Consta que Salgado Zenha terá dito: «Sejamos modestos. A modéstia é a melhor forma de vaidade». Muito antes, a sabedoria judaica também alertava: «Demasiada modéstia é meia vaidade». O importante é ser, intrinsecamente, modesto. Ou seja, que cada um, em si, abra caminhos para além de si.

 

  1. O esforço não é tudo, mas é o que abre a porta para tudo. Emerson dizia que «nada se obtém sem esforço; tudo se pode conseguir com ele».

Por isso, nunca deixemos de nos esforçar. O resultado inebria. Mas o que conta mesmo é o esforço.

 

  1. A vida passa por nós. Nós passamos pela vida. Mas será que chegamos a viver?

Já Victor Hugo se inquietava: «A vida passou antes que pudéssemos viver». Não desaproveitemos o momento mais decisivo: este. Vivamo-lo como se fosse o único. Porque cada momento é único.

 

  1. O melhor governo não é o que nos complica a vida. Também não é o que nos resolve a vida. Não lhe cabe complicar. Também não lhe incumbirá substituir.

O governo deveria deixar-nos ser nós próprios. Goethe assim o percebeu: «O melhor governo é o que nos ensina a governar-nos a nós mesmos».

publicado por Theosfera às 09:40

Respeito toda a gente e não julgo ninguém até porque o juízo é de Deus (cf. Deut 1, 17).

Mas há coisas que, por mais que me esforce, não encaixo.

Achava eu que «morte assistida» era morte acompanhada, não morte provocada.

É preciso, sem dúvida, acompanhar quem morre, mas não provocar-lhe a morte.

Aliás, não devia haver assistência só na morte. Devia haver sempre assistência em vida.

Há muita eutanásia por antecipação. Há quem provoque a morte durante a própria vida.

A injustiça, a suspeita e a calúnia não eutanasiam precocemente tantas vidas?

É preciso aliviar o sofrimento de quem sofre. E o melhor alívio é sempre a presença.

Dizem para não metermos Deus nesta discussão.

Esse é o problema. Deus é para sempre: para a vida e para a morte.

Deus é indispensável para viver e é fundamental para sobreviver mesmo depois de morrer!

publicado por Theosfera às 09:38

Hoje, 10 de Fevereiro (Quarta-Feira de Cinzas, Dia de Jejum e Abstinência), é dia de Sta. Escolástica (irmã de S. Bento), S. Luís Stepinac, Sta. Sotera e Sto. Arnaldo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:12

Terça-feira, 09 de Fevereiro de 2016

As «marteladas de Deus» acordam-nos. Já as «pancadas da vida» podem transtornar-nos.

Dizem que o saudoso Pai Américo falava muito das «marteladas» de Deus. Tudo foi diferente no seu percurso depois de receber tais «marteladas».

Diz um recente estudo que a personalidade de Henrique VIII mudou completamente por causa de uma pancada na cabeça.

Tudo terá acontecido nos torneios em que participava.

O certo é que o jovem inteligente e afável deu lugar a um monarca instável, imprevisível, descontrolado e cruel.

Cuidado, pois, com certas pancadas!

publicado por Theosfera às 09:32

É sempre bom saber para onde vamos.

Mas é igualmente importante não perdermos de vista de onde partimos.

Dizem que a novel presidente de câmara de Barcelona tem tal conselho à porta do seu gabinete: «Não esqueças nunca de onde vens». Até porque há um momento em que para lá se volta.

As nossas raízes nunca devem ser esquecidas. Nunca deixemos de as cultivar!

publicado por Theosfera às 09:23

 

  1. O ateu não é totalmente descrente. O ateu também acaba por crer. Crê que Deus não existe.

Para um crente, o ateu não consegue provar que Deus não existe. Para um ateu, o crente não consegue provar que Deus existe.

 

  1. O crente testemunha que Deus existe. O ateu pretende garantir que Deus não existe.

E cada um, a seu modo, vai contribuindo para a actualidade da questão de Deus.

 

  1. O crente faz sentir a Sua presença. O ateu faz notar a Sua ausência.

O ateu entende que falta evidência à presença. O crente responderá que da ausência de evidência não decorre a evidência da ausência.

 

  1. No livro «Religião para ateus», Alain de Botton, apresenta a fé aos que, como ele, consideram não ter fé.

Nas religiões valoriza, desde logo, as respostas simples para problemas complicados.

 

  1. As religiões «dizem-nos que podemos apertar a mão a um estranho».

Isto parece demasiado trivial, mas porventura é o gesto mais transcendente que se pode praticar.

 

  1. Outro aspecto tem que ver com a ideia de comunidade.

Quando vamos a uma cidade, podemos ter um guia que nos fala de lugares novos. Mas dificilmente entabulamos diálogo com desconhecidos.

 

  1. Já «as comunidades religiosas têm anfitriões, alguém que apresenta desconhecidos e torna possível a comunidade».

No mundo hodierno, abundam edifícios para comprar tudo, mas faltam lugares «para fazer qualquer coisa dentro de nós próprios, na nossa alma».

 

  1. Daí a pergunta: «Se não vamos à igreja, quem está a ensinar-nos a viver?».

Quem ocupa o lugar do padre? «Onde está o padre moderno? Para onde foi a confissão? As igrejas reúnem as pessoas. O que é que reúne as pessoas hoje?»

 

  1. «Nos seus melhores momentos, a Cristandade era um movimento sério que era ao mesmo tempo popular e de elite. Conseguia unir as pessoas e podia ir de um teatro de rua até ao monge a traduzir um texto»!

Sobrevém então o lamento: «Nós não sabemos criar comunidades fora da Igreja»!

 

  1. E como é que um ateu imagina Deus? «Como alguém que está presente, que olha por ti, que conhece a tua mente melhor do que tu mesmo. Porque Deus é amor e por isso nunca estamos sozinho».

Um crente diria melhor?

publicado por Theosfera às 08:30

Hoje, 09 de Fevereiro, é dia de Sta. Apolónia e S. Miguel Febres Cordero.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 08 de Fevereiro de 2016

O trabalho é o melhor contributo para o progresso.

Já dizia Igor Sikorski que «o trabalho de cada um é a força que faz avançar a humanidade».

Não impeçamos ninguém de dar o seu contributo!

publicado por Theosfera às 09:24

Adolf Hitler também é nome de artista. E, mesmo depois da morte, continua a facturar.

Das 29 telas atribuídas a Hitler, 16 foram vendidas, permitindo um apuramento de 40 mil euros.

Estranhamente, o que contará mais é o nome do autor. Sempre ouvi dizer que nem para artista tinha jeito.

Mas antes tivesse dedicado a sua vida a pintar do que a matar!

publicado por Theosfera às 09:21

Hoje, 08 de Fevereiro, é dia de S. Jerónimo Emiliano, Sta. Jacoba ou Jacquelina e Sta. Josefa Fortunata Backhita.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 07 de Fevereiro de 2016

Uma vez mais aqui estamos, Senhor,

para ser envolvidos por Ti,

pela Tua presença amorosa,

pela Tua presença curadora,

sanante e salvadora.



Junto de Ti,

sentimo-nos curados de todas as nossas lepras,

sobretudo da lepra asfixiante do egoísmo e da falsidade.



Como há dois mil anos,

também nós, hoje, caímos de joelhos, a Teus pés,

e Te suplicamos: «Cura-nos, Senhor»!



Obrigado, Senhor, pela Tua bondade,

pelo Teu amor, pela Tua paz.



Tu és o melhor medicamento

e a única terapia.



Também hoje, estendes a Tua mão

e tocas-nos:

Tocas as nossas feridas,

tocas as nossas ansiedades,

tocas os nossos sonhos,

tocas o nosso coração,

tocas a nossa vida.



Que bom, Senhor,

é ser tocado por Ti,

abraçado por Ti.



Num mundo de tanto abandono e rejeição,

as crianças, os velhinhos,

os marginalizados e os oprimidos

sentem o Teu abraço.



Que nós não nos afastemos de ninguém.

Que nós não afastemos ninguém.



Que tenhamos para todos uma palavra de esperança

e gestos de ternura.



Que cada um de nós, lá fora,

seja o eco do Teu amor

e o prolongamento do Teu ser:

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:12

A. Também no nosso tempo, há fome — e sede — de Jesus

  1. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, há multidões aglomeradas à volta de Jesus, para ouvir a Palavra de Deus (cf. Lc 5, 1). As multidões continuam famintas da presença de Deus e sedentas da Sua Palavra. Não é em vão que, no nosso país, todos os Domingos cerca de dois milhões de pessoas se deslocam a uma igreja para escutar o Pão da Palavra e para se alimentarem do Pão da Eucaristia.

É que as pessoas sabem que também hoje Jesus continua a falar, a ensinar e a alimentar. A Eucaristia é o barco de onde Ele nos fala e ensina e o altar é a mesa de onde Ele nos alimenta. Jesus está sempre a vir ao nosso encontro. Jesus é sempre o encontro entre todos nós.

 

  1. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, Jesus ensina e envia. Quem O escuta não pode limitar-Se a escutá-Lo. Quem O escuta já sabe que é convocado, interpelado e chamado. Jesus, que fala da barca de Simão (cf. Lc 5, 3), envia Simão: «Faz-te ao largo«(Lc 5, 4). Eis o que Jesus continua a dizer a cada um de nós. «Faz-te ao largo» é um apelo dirigido a cada um de nós.

É preciso fazermo-nos ao largo. É preciso que se tornem largos os nossos caminhos estreitos. Que se tornem largas as nossas visões estreitas. Que se torne larga a nossa vida estreita. Ou seja, que não impere o calculismo, o medo. A missão requer ousadia e reclama muita dedicação.

 

B. O que conta é a Palavra de Jesus

 

3. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, Jesus manda-nos lançar as redes (cf. Lc 5, 4). Não basta consertar as redes, como faziam aqueles pescadores de outrora (cf. Lc 5, 2). As redes têm de estar prontas para ser usadas, a qualquer hora, mesmo quando parece que não é oportuno.

Lançar as redes é sempre oportuno, mesmo no momento em que parece mais inoportuno. Simão, que sabia do que falava, achava que aquela não era a hora de lançar as redes (cf. Lc 5, 5). Muitas vezes, também achamos que esta não é a hora de lançar as redes. Como Simão, também achamos que já fizemos muito (cf. Lc 5, 5). Como Simão, também achamos que já não há mais nada para fazer. Muitas vezes, portamo-nos como «vencidos da vida» e como «derrotados pela desesperança». Muitas vezes, apoiamo-nos nos nossos critérios de eficácia e de competência. Muitas vezes, achamos que aquilo que aconteceu é o que vai continuar a acontecer. Falta-nos esperança, falta-nos audácia. Habituados a estar sentados no mesmo, é urgente que nos levantemos para tentar o diferente.

 

  1. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, é fundamental que nos disponhamos a agir segundo a Palavra de Jesus: «Mas já que o dizes, lançarei as redes»(Lc 5, 5). O segredo da pesca abundante naquele tempo não foi o esforço de Simão: foi a fidelidade à Palavra de Jesus. O segredo da pesca abundante na missão deste nosso tempo também não é o nosso esforço: é a fidelidade à Palavra de Jesus.

É preciso lançar as redes porque Jesus diz. Basta Jesus falar, basta Jesus mandar. O nosso trabalho sem Jesus é nada, o nosso trabalho com Jesus é tudo. No fundo, nem somos nós que trabalhamos, é Jesus que trabalha em nós (cf. Gál 2, 20). E quando nós damos os braços a Jesus, o número de peixes que vêm às redes aumenta enormemente (cf. Lc 5, 6-7).

 

C. Não tenhamos medo de falar de Jesus

 

5. O que nos falta é dar os nossos braços a Jesus, é deixar que Jesus trabalhe em nós e connosco. Hoje em dia, lançar as redes é anunciar o Evangelho. Foi, aliás, o que fez S. Paulo, que recordava aos coríntios o Evangelho que lhes tinha anunciado (cf. 1Cor 15, 1). Lançar as redes é anunciar que Jesus morreu e ressuscitou (cf. 1Cor 15 3-4). Lançar as redes é nunca ficar satisfeito com o já conseguido. Lançar as redes é nem sequer pensar nas redes ou nos barcos. O que importa é que as redes e os barcos acolham todos.

Naquele tempo, as redes, que tinham sido consertadas, começaram a romper (cf. Lc 5, 6). E até os barcos ameaçavam afundar (cf. Lc 5, 7). Mas Jesus não deixa romper as redes nem afundar os barcos. Ele é a âncora, o farol e o alicerce. Quando há confiança, nunca falta segurança.

 

  1. Em Jesus, tudo é assombroso. Em Jesus, tudo é espantoso. O fundamental é que, também neste nosso tempo, não sigamos os nossos critérios, mas optemos sempre pela Palavra de Jesus. Passamos muito tempo a conceber estratégias e gastamos muito tempo a avaliar estratégias que não resultam.

Na missão, não tenhamos medo de ir, directos, ao essencial. Não tenhamos medo de propor Jesus. Falar de Jesus não afasta. Mesmo quando Simão tentou afastar Jesus (cf. Lc 5, 8), Jesus não Se afastou de Simão. Pelo contrário, Jesus dá uma missão a Simão. Dali em diante, iria começar outra pesca: não de peixes, mas de homens (cf. Lc 5,10).

 

D. Não afastemos (de) Jesus

 

7. Não é o nosso pecado que constitui impedimento. Não são as nossas limitações que constituem obstáculo. A pesca é de Jesus. E Jesus quer contar com as nossas mãos debilitadas e com os nossos passos cansados. Não adianta afastarmo-nos de Jesus porque Ele não Se afasta de nós.

Nunca falta a resposta à vocação quando não falta oração. O encontro com Jesus é o segredo do seguimento de Jesus. É preciso não ter medo de pôr os mais jovens em contacto com Jesus. Não esqueçamos que, como lembrou o Papa João Paulo II, os jovens são «aliados naturais de Cristo». Os mais jovens são capazes de coisas sérias, de coisas grandes, de coisas maravilhosas.

 

  1. É imperioso reconhecer que, na nossa missão, por vezes falta Jesus: falta propor Jesus. Por conseguinte, não tenhamos medo de propor o Jesus-Palavra e o Jesus-Pão. Nunca faltará quem se decida a deixar tudo para seguir Jesus (cf. Lc 5, 11).

O nosso mal é quando, para cativarmos alguém para Jesus, como que deixamos de propor Jesus. Ficamo-nos pela órbita e não chegamos a ir ao centro. Quedamo-nos pela porta e não chegamos a entrar nem a convidar a entrar. É preciso não ter medo de falar abertamente de Jesus. Demos Jesus em forma de anúncio, em forma de testemunho, em forma de comunhão e em forma de amor.

 

E. A maior paixão é ter Deus no coração

 

9. Não só naquele tempo, mas também neste tempo, é preciso estar disponível. Isaías coloca-se ao serviço de Deus: «Eis-me aqui, podeis enviar-me»(Is 6, 8). Ponhamo-nos ao serviço de Deus e deixemos que Ele nos envie. Basta saber que Ele vai sempre connosco.

Que as nossas palavras façam ressoar a Sua Palavra. Que os nossos passos ajudem a trilhar o Seu caminho. E que a nossa vida procure ser sempre um eco da Sua vida.

 

  1. A vocação e missão de Isaías ocorre no âmbito de uma liturgia no Templo de Jerusalém. Perante a manifestação do Deus três vezes Santo, Isaías não encontra alternativas. Quando o Deus Santo Se manifesta, acende-se em nós uma sensação de festa. Tudo é diferente quando a luz divina se acende no coração da gente.

Esta grande aclamação do «Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo»(Is 6, 3) é tão intensa que faz parte das nossas celebrações. E, de facto, também no nosso tempo, como naquele tempo, estamos sempre a contemplar o «Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo». Será que vamos ser insensíveis à Sua voz? Nunca fechemos os ouvidos à voz de quem vem até nós. Não há maior paixão do que sentir a voz de Deus no coração!

publicado por Theosfera às 06:51

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