O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2013

Há muito Natal antes do Natal. Não o Natal da oração e do recolhimento, mas o Natal das festas, das ceias e das prendas.

Não acho mal. Até gosto de sentir esta alegria.

O que me espanta é que, para muitos, o Natal se esgote antes do Natal.

Parece que tudo se esvai no dia 25 ou até na noite do dia 24.

O Natal é só antes do Natal?

Não há lugar para o Natal no Natal? Não há lugar para o Natal depois do Natal?

publicado por Theosfera às 19:33

1. Se houver Natal, que seja liso, que seja limpo, que seja branco. Mesmo que não seja com neve.

Se houver Natal, que seja branco. Com a pureza dos gestos. Com a sinceridade dos sentimentos. Com a candura do sorriso. Com a intensidade das palavras. Com a transparência da vida.

 

2. Se houver Natal, que seja luminoso. Não necessariamente com luzes.

Se houver Natal, que seja luminoso. Com a luz da esperança em tempos sombrios. Com a luz da fé em tempos de obscuridade. Com a luz da verdade em tempos de conivência arrastada com a mentira.

 

3. Se houver Natal, que seja santo. Não somente com os santos de ontem.

Se houver Natal, que seja santo. Com a santidade de hoje. Com a santidade dos que não desistem. Com a santidade dos que não se exibem. Com a santidade dos que reconhecem os erros. Com a santidade dos que ousam, dos que abraçam, dos que choram, dos que sabem amar.

 

4. Se houver Natal, que seja simples. Não com uma simplicidade desleixada. Até porque a simplicidade não é desleixo.

Mas se houver Natal, que seja simples. Sem ostentação nem gastos sumptuosos. Que seja um Natal mais vivido com a presença do que com presentes. Que seja um Natal na humildade e na companhia dos humildes.

 

5. Se houver Natal, que seja autêntico. Não com uma autenticidade seca, lacónica.

Mas se houver Natal, que seja autêntico. Que seja um Natal cristão. Sim, um Natal com presépio por fora, mas sobretudo com um presépio por dentro. Que seja um Natal solidário e não solitário. Que seja um Natal a dividir e a multiplicar. Que seja um Natal sem a volúpia do lucro, mas com a felicidade da partilha. O Natal nunca será pobre quando estendemos a mão aos pobres!

 

6. Se houver Natal, que não seja só para nós. Se houver Natal, que seja para todos.

Se houver Natal, que não permita que alguns acumulem quase tudo e deixe muitos com (quase) nada.

 

7. Se houver Natal, que não deixe ninguém só.

Se houver Natal, que nos leve a procurar os que estão sós.

 

8. Se houver Natal, que não seja só para entrar.

Se houver Natal, que seja também para sair. Para procurar. Para (re)encontrar.

 

9. Se houver Natal, que seja quente, que seja cálido, que seja caloroso, apesar do frio.

Se houver Natal, não nos aqueçamos apenas à lareira. Procuremos reaquecer os corações que teimam em continuar gelados.

 

10. Enfim, se houver Natal, que seja logo, que seja longo.

Se houver Natal, que seja já, que seja agora.

Que seja sempre Natal!

publicado por Theosfera às 14:50

O poder está mal. A sociedade não se sente bem.

O Natal está perto de nós. Mas nós não parecemos estar perto do Natal.

Nem Natal do Espírito nem espírito de Natal.

Esta prova a que muitos professores estão a ser submetidos é de difícil justificação.

Problemas já há muitos. Acrescentar problemas a mais problemas revela uma atracção pavorosa pelo abismo.

Estaremos a tempo de recuar?

publicado por Theosfera às 10:35

1. Na sua infatigável peregrinação pelo mundo, a esperança ainda não desistiu de chegar a todos os lugares nem de visitar todos os corações.

Todos a querem. No fundo, quem não quer ter esperança? Mas facilmente a trocamos pelo abatimento, pelo torpor, pela apatia, pela desesperança.

 

2. Todos passamos pela esperança e a esperança passa por todos. Mas quem repara nela?

Quem lhe dá acolhimento? Afinal, onde vive a esperança hoje?

 

3. A esperança seduz, cativa, encanta, motiva, mas não encontra quem lhe dê guarida por muito tempo.

E o mais espantoso é notar que é quando ela se torna mais necessária que ela mais se afasta. Ou é afastada.

 

4. Nesta altura, todos parecemos órfãos de esperança.

Sentimos que ela se ausentou de nós ou que nós nos ausentamos dela.

 

5. Há momentos em que só parece ficar a esperança. Nessas alturas, há quem a veja como um expediente.

Há quem aponte a esperança como a atitude dos passivos, daqueles que não agem, que se resignam.

 

6. A esperança não é, porém, um analgésico ou um mero tranquilizante. A esperança é um despertador, um alerta.

A esperança, habitualmente, não está em sintonia com a evidência. Há muitas evidências que são desmentidas pela esperança.

 

7. É certo que a realidade tem muita força. Mas a esperança é o que nos leva a não abdicar de a transformar.

A esperança não é, por isso, própria dos pusilânimes. A esperança é a âncora dos sonhadores, dos lutadores, dos persistentes.

 

8. Há quem pretenda agir apenas quando tem garantias de êxito. O cálculo, para muitos, degolou a esperança. Outros, no pólo oposto, substituem-na pela mera ilusão.

Sucede que a esperança não é calculismo e é muito mais do que ilusão. A esperança é aventura, é exposição ao perigo.

 

9. A esperança não nos inibe da possibilidade de naufrágio. Mas nem essa possibilidade nos há-de obstruir.

A esperança está, pois, em condições de tingir de azul estas noites de breu. A esperança costuma acenar-nos com maior intensidade nas horas de provação.

 

10. É por isso que — alertava Vergílio Ferreira — «quando a situação é mais dura, a esperança tem de ser mais forte».

Daí que o Advento seja uma oportunidade para reaquecer a esperança. Que, tantas vezes, deixamos arrefecer!

publicado por Theosfera às 10:30

A corrupção não é feita só com dinheiros. É feita também de influências e de perseguições.

A corrupção é feita de actos de uns e de indiferença de tantos.

Uns são protegidos sem mérito. Outros são perseguidos por terem mérito.

Muitos lastimam, mas quem se dispõe a alterar este comatoso estado de coisas?

Eis, pois, um terreno propício aos manhosos.

Almada Negreiros não podia ser mais contundente: «A nossa querida terra está cheia de manhosos, de manhosos e de manhosos, e de mais manhosos. Numa terra de manhosos, não se pode chegar senão a falsos prestígios. É o que há mais agora por aí em Portugal: os falsos prestígios. E vai-se dizer de quem é a culpa de haver manhosos e falsos prestígios: a culpa é nossa e só nossa».

Sim, porque a manha contamina e os manhosos tendem a alastrar.

Quando deixaremos esta teia?

publicado por Theosfera às 10:26

Sobre um tema candente, uma posição pertinente: «Eu acredito no respeito pelas crenças de todas as pessoas, mas gostaria que as crenças de todas as pessoas fossem capazes de respeitar as crenças de todas as pessoas».

Concordo com José Saramago.

O respeito é sagrado. É, portanto, religioso.

Se não há respeito, poderá haver fé?

publicado por Theosfera às 10:19

Percebeu o poeta, o nosso maior poeta, que todo o mundo é feito de mudança.

Henri Bergson confirmou em modos de máxima: «Mudamos, logo somos».

Penaliza, pois, ver a resistência à mudança em tantos sectores da vida.

Às vezes, não tão poucas vezes assim, essa resistência é agressiva assumindo foros de perseguição a quem, modeestamente, pugna pela mudança.

Para sermos os mesmos, temos de estar sempre em mudança.

A essência da vida é uma errância contínua, uma peregrinação constante!

publicado por Theosfera às 10:15

Hoje, 18 de Dezembro, é dia da Expectação de Nossa Senhora ou Nossa Senhora do Ó, S. Gaciano e S. Flávio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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