O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 30 de Novembro de 2013

Às vezes, a companhia das outras pessoas não parece ser muito compatível com a companhia dos nossos ideais, com a companhia dos nossos valores.

Nessa altura, uma tentação sobrevém. Para termos a companhia das pessoas, abdicamos da companhia dos valores, das convicções.

É triste, mas, como avisa Pedro Mexia, «ficamos sozinhos quando somos exigentes. Ficamos sozinhos quando não mentimos. Ficamos sozinhos quando defendemos as nossas convicções».

É claro que não devia ser necessário fazer esta escolha cruel: entre a popularidade sem convicções e convicções sem popularidade. Mas se tiver de ser, que seja.

Afinal, os maiores solidários acabaram por ser os grandes solitários.

A vida é mesmo paradoxal!

publicado por Theosfera às 23:10

Hoje termina o Ano Litúrgico.

 

À tarde, a Missa Vespertina já inaugura um novo Ano.

 

Começa com o Advento, que prepara o Natal, aponta para a última vinda do Senhor e assinala a Sua permanente chegada.

 

Advento quer dizer «chegada».

 

Cristo veio, Cristo vem. Cristo virá. Na tua vida também.

publicado por Theosfera às 12:33

O Papa não está contra o dinheiro.

Ele até quer mais dinheiro. O Papa quer mais dinheiro para mais gente.

O que fere o Papa não é a economia; é esta economia.

Esta economia mata. Mata porque segrega, porque exclui, porque elimina.

O que o Papa denuncia não é a existência de dinheiro, mas a tirania do dinheiro.

O que o Papa não consente é uma economia que faz do homem instrumento do capital em vez de fazer do capital instrumento para o homem.

O que o Papa deseja é que o dinheiro circule (também e sobretudo) pelos pobres.

É um facto. Noto muito entusiasmo em muitas pessoas com o Papa e denoto alguma incomodidade em alguns sectores diante do Papa.

Não faria mal ler quatro textos que, esta manhã, vêm na imprensa sobre a «Evangelii gaudium». Ajudam-nos a desassossegar!

publicado por Theosfera às 12:14

Não é agradável ser contestado. Mas até pode ser importante ser contestado.

No fundo, a contestação pode ser uma espécie de certificado de existência.

Já Victor Hugo notava que «ser contestado é ser constatado»!

publicado por Theosfera às 11:51

É tudo tão simples, afinal.

Deus só quer uma coisa de nós: que sejamos felizes (cf. Mt 5, 1-12).

E só pretende que saibamos uma (outra) coisa: que só seremos felizes fazendo felizes os outros. Ou, pelo menos, não os fazendo infelizes!

publicado por Theosfera às 11:41

É a falar que a gente se entende.

Eis o que muitos acham.

Eis o que podia ser. Eis o que sempre devia ser...se falar servisse para unir, para elevar, para acolher.

Sim, falar também pode servir para advertir, para dissentir, para discordar. Mas tudo dentro dos limites do respeito, da urbanidade e da delicadeza.

Falar nunca pode ser (apenas) sinónimo de afrontar, de insinuar, de agredir, de julgar.

À violência de certas palavras e às palavras da violência a única resposta é a palavra do silêncio e o silêncio de palavras.

Afinal, as palavras também escondem. E o silêncio também revela.

Nem tudo se resolverá. Mas muita coisa, pelo menos, não se (re)complicará!

publicado por Theosfera às 11:32

Uma grande frase de uma grande personalidade.

Ramalho Eanes confessa. «Um homem que não chora, para fora ou para dentro, é um homem que já perdeu toda a humanidade».

Mas o homem que faz chorar outro homem alguma vez terá tido alguma humanidade?

Às vezes, é inevitável chorar por dentro as mágoas que chegam desde fora!

publicado por Theosfera às 11:21

Cuidado com o que se diz.

Há palavras que doem mais que muitas feridas.

Há quem invoque uma presumida frontalidade como pretexto para ofender, para humilhar.

Pensemos no que dimana da sabedoria de Píndaro: «As palavras vivem mais do que os feitos».

E são aquelas palavras que queríamos esquecer aquelas que muitos estão sempre a lembrar!

publicado por Theosfera às 07:39

Há quem só olhe para cima. Há quem só olhe para os grandes.

Mas quem perde é quem assim procede.

Henry Miller avisa: «Ninguém é suficientemente pequeno ou pobre para ser ignorado»!

publicado por Theosfera às 07:35

DAR

Dar sempre. Dar a todos.

Eis o preceito quem do Mestre dos mestres.

Já dizia o Padre António Vieira: «Quem só dá aos particulares, diminui o poder, porque se faz senhor de poucos».

Não para ser senhor, mas para ser irmão, eis o objectivo supremo da dádiva!

publicado por Theosfera às 07:32

Hoje, 30 de Novembro, é dia de Sto. André e S. José Marchand. Refira-se que Sto. André é irmão de S. Pedro e é chamado «protokletós», o primeiro a ser chamado. É o padroeiro dos pescadores, dos vendedores de peixes e das mulheres que desejam ser mães.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013

O índice maior da humanidade afere-se pela justiça.

Mas o critério decisivo da justiça também passa pelo meridiano da humanidade.

Luc de Clapiers achava que «não podemos ser justos se não formos humanos».

Mas será que podemos ser humanos se não formos justos?

publicado por Theosfera às 09:48

Da sabedoria de Séneca: «A economia por si só é uma grande fonte de receitas».

Pena é seja uma fonte de receita para alguns. Quase sempre os mesmos!

publicado por Theosfera às 09:45

Observamos e observamo-nos. Quando os outros nos observam, observamo-nos ainda mais.

Franz Kafka notou: «Este dever inevitável de me observar a mim mesmo: se outra pessoa me estiver a observar, é natural que eu também tenha de me observar; se ninguém o faz, observo-me ainda mais de perto»!

publicado por Theosfera às 09:41

Hoje, 29 de Novembro, é dia de Sto. Avelino Rodriguez, S. Frederico de Ratisbona, S. Dionísio da Natividade e S. Redento da Cruz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:02

Quinta-feira, 28 de Novembro de 2013

O melhor governo não é o que nos complica a vida. Também não é o que nos resolve a vida.

Não lhe cabe complicar. Também não lhe incumbirá substituir.

Deveria deixar-nos ser nós próprios.

Goethe assim o percebeu: «O melhor governo é o que nos ensina a governar-nos a nós mesmos»!

publicado por Theosfera às 14:29

O maior índice de desenvolvimento não está na técnica. Está na ética, na moralidade.

Dizia Anne Turgot: «O progresso é o desenvolvimento gradual do poderio humano sobre a matéria; é, sobretudo, o desenvolvimento da sua moralidade»!

publicado por Theosfera às 14:28

Aparentemente estranha a pergunta de Vergílio Ferreira: «Porque é que queres ser feliz, se não queres ser medíocre? Tens de escolher».

Não creio que as coisas sejam tão lineares.

É possível ser feliz sem ser medíocre. Aliás, parece-me ser impossível ser feliz sendo medíocre. Mas as aparências são o que são. E parecem desmentir o que é normal!

publicado por Theosfera às 14:20

Hoje, 28 de Novembro, é dia de Sta. Maria Helena, S. Tiago da Marca, S. Grázio de Cáttaro e Sta. Catarina Labouré.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 27 de Novembro de 2013

Não se faz nada de grande sem sonho, sem audácia, sem risco.

Flaubert até achava que «não se faz nada de grande sem fanatismo».

Mas o fanatismo pode ser dispensado. O fanatismo empequenece o grande!

publicado por Theosfera às 09:49

Coisa misteriosa é o tempo.

Ele passa de igual forma para todos, mas ressoa de modo diferente para cada um.

Já dizia Marie de Beausacq: «As horas batem indiferentemente para todos e soam diferentemente para cada um»!

publicado por Theosfera às 09:48

Só «chegamos a ser plenamente humanos, quando somos mais do que humanos, quando permitimos a Deus que nos conduza para além de nós mesmos a fim de alcançarmos o nosso ser mais verdadeiro».

publicado por Theosfera às 00:22

Atenção a este número 12 da «Evangelii Gaudium»: «Jesus é "o primeiro e o maior evangelizador". Em qualquer forma de evangelização, o primado é sempre de Deus, que quis chamar-nos para cooperar com Ele e impelir-nos com a força do seu Espírito. A verdadeira novidade é aquela que o próprio Deus misteriosamente quer produzir, aquela que Ele inspira, aquela que Ele provoca, aquela que Ele orienta e acompanha de mil e uma maneiras».

Nunca se pode perder de vista este pressusposto.

publicado por Theosfera às 00:21

No número 33 da «Evangelii Gaudium»: «A pastoral em chave missionária exige o abandono deste cómodo critério pastoral: «fez-se sempre assim». Convido todos a serem ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objectivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respectivas comunidades».
publicado por Theosfera às 00:20

Hoje, 27 de Novembro, é dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa e de S. Facundo, S. Primitivo, S. Máximo de Riez e S. Francisco Fasini.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 26 de Novembro de 2013

E a montante de tudo a vida com Deus.

O Papa Francisco acaba de recordar que «o primado é sempre de Deus».

Não somos nós os donos da Igreja. Só Deus é Senhor da história.

Fundamental, por isso, na evangelização é dar o protagonismo a Deus.

E o próprio Papa é um exemplo revelador. A sua vida de oração é muito intensa.

Não é nisso que muitos reparam. Mas é disso que ele se alimenta!

publicado por Theosfera às 21:24

O Papa Francisco não é diluente. Afinal, o Papa Francisco até se mostra bastante exigente.

Não abandona nenhum elemento da doutrina. E insiste imensamente no testemunho de vida.

Ele quer uma desconstrução e propõe uma reconstrução.

É preciso que a Igreja deixe de se referir a ela mesma. É fundamental que a Igreja saia, que vá ao encontro.

Que, sem correr, pare junto das pessoas. Sem excluir ninguém, que dê prioridade aos mais pobres, aos que estão nas periferias.

No fundo, é urgente que a Igreja emagreça as estruturas. É imperioso que o Evangelho perpasse, que nunca se desfaça e que sempre nos refaça.

É decisivo que as energias se gastem na missão e não se desgastem em tantas adiposidades que os séculos foram introduzindo.

A leveza do Evangelho reclama uma cura da obesidade burocrática que tão aprisionados nos retém.

Não raramente, parece que vivemos entalados entre uma bulimia funcionalista e uma anorexia vivencial.

A alegria do Evangelho tem de ser levada aos que são massacrados pela vida e que nem sempre encontram alívio em muitas instâncias da Igreja.

O Papa oferece-nos uma exortação apostólica, mas o seu impacto não será seguramente inferior ao de uma encíclica.

É um texto que vem na sequência do Sínodo dos Bispos. Mas as marcas impressivas de Francisco estão lá.

Antes de nos falar por palavras, já nos tinha falado (e muito) pela vida, pela sua vida.

A coerência é, afinal, a alma da eloquência.

publicado por Theosfera às 20:03

O alpinismo não é um exclusivo dos alpinistas.

Há quem goste de subir montanhas e há quem opte por subir na vida.

Para muitos, o caminho é encostar-se aos grandes.

Nicolas de Chamforte percebeu que «os grandes vendem sempre o seu convívio à vaidade dos pequenos».

Mas é tudo tão oco. O vácuo avulta sempre.

Há quem não consiga ser grande mesmo quando se encosta aos grandes.

A maior grandeza está na humildade. E quem é grande até nas profundezas mostra a grandeza que o habita.

Aliás, desde há muito que me habituei. Quando quero encontrar alguém verdadeiramente grande, olho para baixo, para o fundo!

publicado por Theosfera às 10:50

Sempre fomos bons a conquistar. Já não somos tão bons a gerir.

A aventura está-nos na massa do sangue. O mais difícil é a gestão.

Razão, pois, tem o Padre António Vieira: «Porque importa pouco o ter tomado, se se não conservar o que se tomou»!

publicado por Theosfera às 10:39

O esforço não é tudo, mas é o que abre a porta para tudo.

Emerson dizia que «nada se obtém sem esforço; tudo se pode conseguir com ele».

Por isso, nunca deixemos de nos esforçar.

O resultado inebria. Mas o que conta mesmo é o esforço!

publicado por Theosfera às 10:36

Se repararmos bem, pensamos mais na experiência quando erramos.

Oscar Wilde dizia que «a experiência é o nome que damos aos nossos erros».

O problema é que, apesar de os repetirmos, parece que não aprendemos. Os erros, muitas vezes, levam-nos a repeti-los em série!

publicado por Theosfera às 10:26

Hoje, 26 de Novembro, é dia de S. Silvestre, S. Leonardo de Porto Maurício, S. João Berchmans e S. Tiago Alberione.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:03

Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013

Ontem, como hoje, o país estava dividido. Mas, ao menos, mostrava-se mobilizado.

 

Não se vivia melhor que hoje. As condições de sobrevivência até eram mais complicadas.

 

Mas sentia-se que o melhor podia chegar. Hoje, parece que estamos à espera do pior.

 

Naquele tempo e apesar das dificuldades, o país acreditava que podia melhorar. Hoje, já interiorizamos que tudo vai piorar.

 

Em 1975, o Verão já tinha sido quente. O Outono continuava cheio de calor com a temperatura política a superar, de longe, a temperatura ambiente.

 

Há 38 anos ninguém se mostrava conformado. E nem os vencidos desistiam.

publicado por Theosfera às 10:56

A técnica é necessária para muita coisa. Mas o espírito é indispensável para tudo.

Nietzsche avisou: «Apenas devia ser possuidor quem tem espírito; não sendo assim, a fortuna é um perigo».

Muita coisa que se está a passar não estará explicada?

publicado por Theosfera às 10:26

O conhecimento aumenta quando se acumulam conteúdos. A sabedoria crescerá quando se eliminam materiais.

Saber é escolher e escolher é também eliminar.

Lao-Tsé entendeu: «Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias».

Muita atenção, pois!

publicado por Theosfera às 10:19

Quem pode garantir que nunca foi enganado.

Quem acha que nunca se engana já está a enganar-se a si mesmo.

Engana-se o estulto, mas engana-se também o inteligente e também o honesto.

Gracián y Morales notou: «Não há ninguém mais fácil de enganar do que um homem honesto; muito crê quem nunca mente, e confia muito quem nunca engana».

Mas, no fim de tudo, antes ser enganado do que enganar!

publicado por Theosfera às 10:12

Não será tanto pelas ideias, pelos projectos ou pelas iniciativas.

Ramalho Eanes é homenageado hoje por um valor muito mais básico, mas muito importante, porque cada vez mais raro: pela decência.

Eanes foi sempre um homem decente.

E isso, hoje em dia, faz toda a diferença!

publicado por Theosfera às 07:07

Hoje, 25 de Novembro, é dia de S. Tomás de Vila Nova, Sta. Catarina de Alexandria, Sta. Beatriz, S. Luís Beltrame e Sta. Maria Beltrame Quatrocchi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:02

1. O lugar primeiro na fé não é o texto nem a conferência. O lugar primeiro na fé só pode ser a vivência.
É certo que a fé pode passar pela literatura e escorrer pelo colóquio. Mas, para chegar aí, ela tem de brotar da vida. Da vida de Deus. Da vida com Deus.
 
2. Na Bíblia, notamos que a fé aparece como resposta à proposta de Deus.
Deus toma a iniciativa de vir ao encontro do homem, falando a linguagem do homem e fazendo-Se, Ele próprio, homem em Jesus Cristo.
 
3. É curioso notar que, no hebraico, a palavra «fé» (emunah) tem a mesma raiz da palavra «verdade» (emeth).
A verdade de uma pessoa radica na credibilidade da sua conduta. É essa credibilidade que suscita a relação e provoca a adesão.
 
4. Percebe-se, neste sentido, que a fé seja, primordialmente, para cultivar na oração e para testemunhar na missão.
É deste modo que ela envolve todo o ser do crente.
 
5. Na fé, a vida ocupa, pois, o lugar prioritário. Não quer dizer que o texto tenha um lugar periférico.
O lugar do texto deve ser um lugar radial procurando servir de ressonância da fé que está na vida.
 
6. Aliás, a fé será bem reflectida se for bem vivida.
E a vivência da fé passa, em fundamental medida, pelo amor repartido, pela justiça partilhada, pela paz construída e pela opção pelos mais pequenos deste mundo.
 
7. Da fé falará quem a conhece. Mas só a conhece quem a vive.
A fé é totalizante. Não pode ser parcializada. Só deverá ser pensada — e dita — na medida em que for vivida.
 
8. É possível conhecer o dogma da fé, a doutrina da fé e a ciência da fé e, mesmo assim, não viver a fé. É uma possibilidade. É um risco.
Nem sempre os grandes tratados retratam grandes vivências. Nem toda a teologia inspira uma existência teologal.
 
9. É por isso que, na fé, o maior especialista não é o perito; é o santo.
O que mais convence não é o argumento; é o testemunho. Sempre o testemunho. Cada vez mais o testemunho!
 

 

10. O Ano da Fé terminou. Mas, ano após ano, a porta da fé mantém-se aberta.

Não fiquemos, porém, à porta. Entremos na casa. A fé é para todos. A fé é para sempre!

publicado por Theosfera às 00:23

Domingo, 24 de Novembro de 2013

Tu és rei, Senhor, e o Teu trono é a Cruz.

 

Tu és rei, Senhor, e Teu reino é o coração de cada Homem.

 

Tu és rei, Senhor, e estás presente no mais pequeno.

 

Tu és rei, Senhor, e estás à nossa espera no pobre.

 

Tu és rei, Senhor, e queres mais o amor que o poder.

 

Tu és rei, Senhor, e moras em tantos corações.

 

Tu és rei, Senhor, e primas pela mansidão e pela humildade.

 

Tu és rei, Senhor, e não tens exército nem armas.

 

Tu és rei, Senhor, e não agrides nem oprimes.

 

Tu és rei, Senhor, e não ostentas vaidade nem orgulho.

 

Tu és rei, Senhor, e a tua política é a humildade, a esperança e a paz.

 

Tu és rei, Senhor, e continuas a ser ignorado e esquecido.

 

Tu és rei, Senhor, e continuas a ser silenciado.

 

Tu és rei, Senhor, e vejo-Te na rua, em tanto sorriso e em tanta lágrima.

 

Tu és rei, Senhor, e vais ao encontro de todo o ser humano.

 

Tu és rei, Senhor, e és Tu que vens ter connosco.

 

Hoje, Senhor, vou procurar-Te especialmente nos simples, nos humildes, nos que parecem estar longe.

 

Hoje, Senhor, vou procurar estar atento às Tuas incontáveis surpresas.

 

Obrigado, Senhor, por seres tão diferente.

 

Obrigado, Senhor, por seres Tu!

publicado por Theosfera às 11:23

Preocupante este fenómeno. Trata-se do «nem-nem».

Está a aumentar cada vez mais o número de pessoas que «nem» trabalham «nem» estudam.

O trabalho não existe para cada vez mais. O estudo existe para cada vez menos.

Muitos incorporam que o estudo já não garante acesso ao trabalho.

Uma das consequências deste fenómeno é o alheamento da política e o desencanto com a sociedade.

A esperança parece ter emigrado. É doloroso chegar à beira dos 40 anos e estar no ponto de partida: em casa dos pais.

É preciso reactivar o ânimo. É fundamental não desistir.

Mas também é preciso que o poder não bloqueie energias nem torpedeie possibilidades.

É que o poder também padece de um «nem-nem»: «nem» faz «nem» deixa fazer.

Pelo menos é o que parece!

publicado por Theosfera às 08:59

Alguém será imparcial?

Partido todos tomamos. Partidos todos acabamos por ter.

Quem não opta por partidos opta pelos não-partidos, pelos anti-partidos, pela abstenção, pelo voto em branco, pelo voto nulo.

Aliás, Lord Byron achava que «a consequência de não pertencer a nenhum partido será a de que os incomodarei a todos».

Este é, quiçá, um dos melhores serviços que se pode prestar.

Os partidos devem ser saudavelmente incomodados. Devem ser incomodados a partir da base, até para não nos incomodarem tanto a partir do topo.

Percebe-se que a decisão seja tomada de cima para baixo. Mas o processo que leva à decisão devia emergir de baixo para cima.

Às vezes, parece que se conhecem mais as (alegadas) soluções do que os problemas, do que a realidade.

Mas se a realidade não é conhecida, como é que ela pode ser transformada?

publicado por Theosfera às 08:45

Afinal, trabalhamos para quê?

Para subsistir, sem dúvida. Para ajudar a progredir a sociedade.

Mas poderá haver também quem trabalhe para, um dia, não fazer nada.

De facto, quando se trabalha espera-se sempre pelo fim do trabalho, pelo merecido descanso.

Jean-Jacques Rousseau reparou: «Não fazer nada é a principal e a mais forte paixão do homem após a de se conservar. Caso se observasse bem, ver-se-ia que, mesmo entre nós, é para alcançar o repouso que todos trabalham, que é ainda a preguiça que nos torna laboriosos».

Quem sabe?

publicado por Theosfera às 08:37

A ingratidão atrai a infelicidade. A infelicidade atrai a ingratidão.

É um círculo vicioso, um dédalo insanável sem saída nem solução.

Victor Hugo notou: «Os infelizes são ingratos: isso faz parte da sua infelicidade».

Há quem esteja sempre a reclamar dos outros de tal modo que nem tempo sobra para agradecer aos outros!

publicado por Theosfera às 08:31

A escrever, a falar ou a viver, é fundamental não perder a coerência, nem ceder à vulgaridade.

É certo que a vulgaridade, como é mais popular, rende mais e atrai o necessário para (sobre)viver.

Daí o avisado conselho de Fernando Pessoa: «Quem escreve para obter o supérfluo como se escrevesse para obter o necessário, escreve ainda pior do que se para obter apenas o necessário escrevesse»!

publicado por Theosfera às 08:27

Hoje, 24 de Novembro, XXXIV Domingo do Tempo Comum e Solenidade de Cristo Rei, é dia de Sto. André Dunc-Lac e seus Companheiros, Sta. Flora, Sta. Maria, Sta. Eanfleda, Sta. Ana Maria Sala, S. Clemente Delgado, S. Vicente Lién e S. Domingos Khan.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 23 de Novembro de 2013

É fácil encontrar o lado errado. Mais difícil é localizar o lado certo.

Na política e na vida em geral, há quem aponte erros e avoque certezas.

Quando se fala, parece que está tudo certo. Já quando se age, é quase só erros.

Olhando para a actualidade nacional, parece que estamos em presença de uma contenda entre o errado e o errado.

Pouco faz sentido: nem os actos de uns, nem as palavras de outros.

Haverá uma nesga de sol que rompa este persistente manto de nevoeiro?

publicado por Theosfera às 11:34

Para muitos, a homilia dominical é praticamente o único meio de formação.

Daí a necessidade de investir o máximo.

omo diz o Papa Francisco, a homilia deve saber a vinho e não a mofo.

Não se requer tanto a eloquência dos lábios como a coerência da vida.

A homilia deve fazer ressoar o que se procura viver. Não se trata tanto de demonstrar teses, mas de mostrar uma forma de vida.

A homilia é a arte de dizer muito em pouco tempo.

A homilia deve ser convincente, interpelante, envolvente e breve.

Este aspecto é tão importante como os outros.

Se a homilia for longa, ainda que seja boa, o efeito pode perder-se.

Lutero recomendava: «Faça o sermão sobre o que quiser, mas nunca por mais de 40 minutos».

Só que isso era no século XVI. Hoje em dia, mais de 10 minutos é pouco menos que uma eternidade.

Mas, se forem bem aproveitados, esses 10 minutos podem ser preciosos...para preparar a eternidade!

publicado por Theosfera às 11:18

Da sabedoria de Casimiro Brito: «As verdades são amargas e bebem-se gota a gota. Mas a mentira, que nos lisonjeia como se fôssemos o sal da terra, engolimo-la às golfadas».

Só que não ganhamos nada com isso.

Uma verdade pode doer cinco minutos. Mas uma verdade faz doer por toda a vida!

publicado por Theosfera às 07:32

Hoje, 23 de Novembro, é dia de S. Clemente, S. Columbano e S. Miguel Agostinho Pro.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 22 de Novembro de 2013
Será que se quer mesmo evitar a violência? Ou não se estará a lembrar demasiado a violência?

É claro que há uma violência insuportável a ser exercida pelo poder.

Mas, para sermos justos, temos de reconhecer que tal violência não é um exclusivo do poder do presente. O poder do passado também não foi especialmente benevolente.

As pessoas sabem isso.

Daí que, dado o volume de problemas, fosse mais necessário juntar as vozes e agrafar vontades do que aprofundar fracturas.

Depois, são sempre os mesmos a falar e são sempre os mesmos a ouvir.

Porque é que não se troca de posição? Porque é que o povo não vai para o palco descendo os políticos para a plateia?

Pelo que noto, o povo já concluiu que o problema não está só neste governo, embora também esteja. E que a solução não estará apenas num futuro governo, embora até possa estar.

O povo já chegou à conclusão de que tem de sobreviver não com a ajuda dos governos, mas apesar das dificuldades colocadas pelos governos.

É preciso agir, sem dúvida. Mas o foco não tem de estar no poder. Tem de estar nas pessoas. Há tanta gente a sofrer.

Mais do que exigir a demissão de alguns, exijamos a missão de todos!
publicado por Theosfera às 11:16

John Kennedy, de quem hoje tanto se fala, assinalou: «O fracasso não tem amigos».

Eu diria que o fracasso selecciona os amigos.

Os que não estão não são. Os que fogem na hora do fracasso merecerão o nome de amigos?

Amigo é para sempre. Sobretudo nas horas difíceis!

publicado por Theosfera às 10:52

Dos livros não devemos esperar apenas a verdade. Também temos de esperar os erros.

O valor de um livro é tal que até nos fornece a sabedoria do não saber.

Mariano da Fonseca, não sem alguma ironia, já nos preveniu: «As grandes livrarias são monumentos da ignorância humana. Bem poucos seriam os livros se contivessem somente verdades. Os erros dos homens abastecem as estantes»!

publicado por Theosfera às 10:49

Parece-me que, hoje mais do que nunca, temos de reaprender a modéstia.

Mas a modéstia mesmo, a modéstia a sério. Não uma modéstia para ser elogiada, e que deixaria de ser modéstia.

Consta que, ironicamente, Salgado Zenha terá dito: «Sejamos modestos. A modéstia é a melhor forma de vaidade».

Muito antes, a sabedoria judaica também alertava: «Demasiada modéstia é meia vaidade».

O importante é ser, intrinsecamente, modesto. Ou seja, que cada um, em si, abra caminhos para além de si!

publicado por Theosfera às 10:40

Hoje é dia de Sta. Cecília, padroeira dos músicos.

 

Foi presa por ser cristã e condenada à morte. Como era muito popular em Roma, por causa da sua ajuda aos pobres, foi decidido que seria morta em sua casa, para evitar protestos.

 

Prenderam-na num quarto de banhos quentes, para que morresse asfixiada. Só que, durante três dias e três noites, Cecília entoava cânticos de louvor.

 

Intrigados com tamanha resistência, os algozes tiraram-na de lá para a degolar. Por três vezes a tentativa do algoz falhou e ela foi deixada para morrer agonizando.

 

Cecília perdeu as cordas vocais e levou ainda um tempo a morrer, mas dizem que os seus cânticos puderam ser ouvidos até ao fim.

publicado por Theosfera às 00:10

Hoje, 22 de, é dia de Sta. Cecília, S. Filémon, Sta. Ápia e S. Salvador Lilli e seus Companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 21 de Novembro de 2013

O que o padre diz a Deus:

É duro estar sozinho,

sozinho diante de todos,

sozinho diante do mundo,

sozinho diante do sofrimento, do pecado, da morte.



O que Deus diz ao padre:

Não estás só, Meu filho.

Eu sou teu.

Eu precisava, na verdade, de uma humanidade para continuar a Minha Encarnação e a Minha Redenção.

Desde toda a eternidade, Eu te escolhi.

Eu preciso de ti.

Preciso das tuas mãos para continuar a abençoar.

Preciso dos teus lábios para continuar a falar.

E preciso do teu corpo para continuar a sofrer.



O que o padre volta a dizer a Deus:

Senhor, eis-me aqui:

eis o meu corpo,

eis o meu coração,

eis a minha alma.

Faz-me bastante grande para atingir o mundo,

bastante forte para carregar com ele,

bastante puro para o abraçar.

Faz com que eu seja um ponto de encontro,

caminho que não penda para si próprio

em que não haja nada que não conduza para Ti.


Adaptado de um texto de Michel Quoist

publicado por Theosfera às 12:02

Será que se pretende mesmo mudar a situação?

Será que se deseja mesmo melhorar a vida dos mais pobres?

Pelo que se vê e ouve, parece aflorar mais a animosidade para com os opositores do que a solidariedade para com os pobres.

É por isso que, por cada voz que se faz ouvir, há muita voz silenciada que se deveria escutar.

Que se pretende, afinal? Ajudar quem precisa ou defenestrar aqueles de quem não gostamos?

Os detentores do poder mudam. As vítimas do poder mantêm-se.

O bom senso é capaz de conseguir mais do que declarações exaltadas. Mas que deixam um horizonte pouco exaltante.

publicado por Theosfera às 11:10

«Prestar um bom serviço a alguém, dizia Renan, é geralmente prestar um mau serviço a outro alguém».

Com todo o respeito, dissinto.

O bem nunca faz mal. O bem que se faz a alguém não faz mal a ninguém. O bem só faz bem.

E como o bem difunde, o bem que se faz a um acaba por escorrer por todos.

Basta que o acolhamos!

publicado por Theosfera às 10:52

A vida passa por nós. Nós passamos pela vida. Mas será que chegamos a viver?

Já Victor Hugo se inquietava: «A vida passou antes que pudéssemos viver».

Não desaproveitemos o momento mais decisivo: este.

Vivamo-lo como se fosse o único. Porque cada momento é único!

publicado por Theosfera às 10:47

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