O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013

Nesta vida, tudo é relacional. Neste mundo, tudo é relativo: as vitórias e também as derrotas.

Aliás, já Charles de Montalembert sentenciava: «Nunca se é tão vencedor nem tão vencido como imaginamos».

É por isso que admiro quem conserva a humildade e a magnanimidade na hora da vitória. E continua a estender a mão a todos.

Porque todos são necessários para edificar a grande obra humana: o bem comum!

publicado por Theosfera às 09:59

João Paulo II e João XXIII serão canonizados a 27 de Abril de 2014, Domingo da Divina Misericórdia.

O Papa Francisco acaba de fazer o anúncio, diante dos Cardeais reunidos na Sala do Consistório, em Roma.

publicado por Theosfera às 09:44

O ideal humano poetado por Schiller: «Ninguém deve ser igual ao outro, e sim igual ao mais alto! Como realizar isto? Que cada um seja completo em si».

Trata-se, porém, de um ideal irrealizável.

Ninguém se completa em si. Só nos totalizamos com os outros!

publicado por Theosfera às 09:40

Convencer não pode ser um movimento em sentido único. Tem de haver abertura, reciprocidade.

No fundo, quando se pretende convencer, não é para atrair para si, mas para a verdade.

E é por isso que a vontade de convencer tem de ser simétrica à disponibilidade para ser convencido.

Philiph Chesterfield anotou: «Se queres convencer os outros, deves parecer pronto a ser convencido».

Convencer é não aceitar vencer sozinho, sobre os outros ou contra os outros!

publicado por Theosfera às 09:38

O sorriso apagou-se tão repentimente como se acendera.

Há 35 anos (completaram-se no dia 28), o mundo alvoroçava-se com a notícia da morte inopinada de João Paulo I, o Papa do sorriso, eleito 33 dias antes.

Muitos deram dele a imagem de um homem ingénuo. Inegenuidade, contudo, é o que patenteia tal percepção.

Foi sempre de uma dedicação imensa a Deus e ao próximo. Tinha uma assolapada paixão pela catequese.

Nos 33 dias de pontificado, deixou uma marca imperecível sobre o amor materno de Deus.

«Deus é Pai e, ainda mais, Mãe». Eis o que saiu dos seus lábios a 10 de Setembro de 1978.

Foi uma lição viva. O seu lema era «humilitas» (humildade)

No fundo, sempre é possível conjugar a firmeza com a serenidade.

publicado por Theosfera às 07:11

Hoje, 30 de Setembro, é dia de S. Sofrónio Aurélio Jerónimo, S. Conrado d'Ulbach, S. Frederico Albert e das mártires Sta. Sofia, Sta. Fé, Sta. Esperança e Sta. Caridade. Refira-se que faz também 115 anos de faleceu Sta. Teresinha do Menino Jesus.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 29 de Setembro de 2013

Obrigado, Senhor,
pela largueza do Teu coração.

Na Tua Casa, ao pé de Ti,
há lugar para todos.

Na Tua Casa, ao pé de Ti,
não há preferidos nem preteridos.

Todos têm um lugar,
todos são tratados pelo nome,
todos são acolhidos com delicadeza e alegria.

Junto de Ti, Senhor,
é sempre festa,
é sempre alegria, contentamento e paz.


Porquê, então, Senhor,
a inveja e o ciúme,
o ressentimento e o rancor?

Porque é que queremos tudo para nós?
Porque é que fazemos da Igreja um clube onde só alguns parecem ter lugar?

Que o nosso coração seja como o Teu
e como o de Tua (e nossa) Mãe.

 

Que no nosso coração,
haja lugar para todos,
especialmente para os pobres e os que sofrem.

Que na nossa língua só haja amor,
que no nosso olhar só haja paz,
que na nossa alma só haja esperança.

Que aquilo que celebramos cá dentro, no templo,
possa ser vivido lá fora, no tempo.

Conta connosco, Senhor.
Nós já sabemos que podemos contar conTigo
hoje, amanhã e sempre,
JESUS!

publicado por Theosfera às 11:39

Necessário é pensar. Fundamental (e cada vez mais urgente) é repensar o que se tem pensado.

É bom encher salas e praças. Mas é melhor preencher a vida.

Há praças que estão cheias. Mas as pessoas, que as enchem, sentem-se vazias.

Não basta trazer as pessoas para o centro. É prioritário ir ao encontro das pessoas nas periferias.

Muita coisa se entende nos lugares. Mas tudo se decide na pessoa. Em cada pessoa!

publicado por Theosfera às 08:43

Não distribuamos culpas. Assumamos sempre a nossa responsabilidade.

Já Platão tinha plena certeza de que «Deus não é culpado. A culpa é de quem escolhe». A culpa, a responsabilidade e o mérito.

Há sempre um risco ao escolher. Há sempre um perigo ao não escolher, que é também uma forma de escolher.

Estamos, afinal, a escolher a cada momento.

Eis, pois, um grande risco. Mas é um risco que vale a pena correr!

publicado por Theosfera às 08:37

Para tudo, é preciso ter coragem. Até, por estranho que pareça, para a cobardia.

Thomas Fuller era desta opinião: «Muitos seriam cobardes se tivessem coragem suficiente».

Mas cautela. É melhor não fazer uso da coragem para a cobardia.

Convoquemos a coragem para exorcizar toda e qualquer nesga de cobardia!

publicado por Theosfera às 08:31

Hoje, 29 de Setembro, XXVI Domingo do Tempo Comum, é dia de S. Miguel, S. Gabriel, S. Rafael e Nicolau de Forca Palena.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:01

Sábado, 28 de Setembro de 2013

Cheguei a Lisboa há 24 anos, completaram-se hoje.

 

Na paróquia de S. João de Brito, fiz uma aprendizagem, em chave existencial, do que é ser padre.

 

Encontrei sacerdotes totalmente devotados à sua missão e uma comunidade transbordando uma generosidade sem limites.

 

Respirava-se um ambiente de família entre todos.

 

O que mais me impressionou sempre foi o sentido do «outro», que transpirava nos mais pequenos gestos.

 

Impossível esquecer, já no último ano em que lá estive, o que os jovens fizeram para apoiar um grupo de pessoas que, de um dia para o outro, ficaram desalojadas em Camarate.

 

Mobilizaram toda a comunidade (crentes e não crentes) e, durante dias, ali estiveram junto de desconhecidos que depressa passaram a ser tratados como irmãos.

 

Tanta coisa poderia dizer. O importante é a gratidão que fica e a imagem que permanece.

 

Só queria agradecer a tantos que, durante do dia de ontem, me contactaram de várias formas. Mesmo que já tivesse esquecido, teria sempre quem me reavivasse a memória.

 

Foram apenas quatro anos. Em 1993, regressei às origens. Mas o que aprendi ficou gravado no mais fundo do meu ser de uma forma sentida, reconhecida, agradecida.

 

A Paróquia de S. João de Brito acompanhar-me-á sempre. Até ao fim!

publicado por Theosfera às 23:54

Eis o grande companheiro de jornada na viagem que fazemos pelo tempo: o erro.

É ele que nos acompanha, mesmo quando o pretendemos afastar.

Acompanha-nos quando andamos desprevenidos. Mas não nos deixa de visitar quando nos sentimos precavidos.

Luc de Clapiers era mesmo de opinião que «ninguém está mais sujeito ao erro do que aquele que só age depois de ter reflectido».

Mas, ao menos, esse ainda saberá que erra.

Quem reflecte, pode errar. Mas quem não reflecte, erra com certeza.

E, pior, nem se apercebe do erro!

publicado por Theosfera às 11:25

É preciso saber para admirar. Mas também é necessário admirar para saber.

Mariano da Fonseca perfilhou a primeira perspectiva: «É necessário saber muito para poder admirar muito».

Mas tudo começa com a admiração. E há tanto para admirar.

Apesar das nuvens, ainda há muito sol para contemplar. E não apenas nas alturas!

publicado por Theosfera às 07:39

Há quem seja fraco com os fortes e forte (apenas) com os fracos.

Não falta quem só mostre coragem quando vê medo à sua volta.

Umberto Eco sinalizou: «Nada inspira mais coragem ao medroso do que o medo alheio».

Sejamos honestos. Medo todos temos. Não é o medo que bloqueia a coragem.

A coragem é a capacidade de ir além do medo, de vencer o próprio medo!

publicado por Theosfera às 07:36

Hoje, 28 de Setembro, é dia de S. Venceslau e S. Lourenço Ruiz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:52

Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013

No «facebook» estamos, mostramos, escrevemos, criticamos, desabafamos, propomos. Será que pensamos?

Tal como sucede em tudo na vida, também o «facebook» se apodera de nós antes que nós nos apoderemos dele.

Sem darmos conta, ele controla-nos mais a nós do que nós o controlamos, a ele.

Milton Hatoum descreve o «facebook» como uma espécie de «telefone contemporâneo», que nos (ex)põe em contacto com milhares de pessoas em simultâneo.

Às vezes, é excelente. Outras vezes, achamos que é perigoso.

Bernardo Carvalho aponta um paradoxo, que se pode sintetizar assim: estamos no «facebook» exercendo a nossa liberdade, mas nem notamos que, neste mesmo espaço, corremos o risco de abdicar da nossa liberdade.

Todos sabem muita coisa acerca de todos: a verdade e, muitas vezes, a mentira.

Era bom que, no «facebook», não desaprendéssemos de reflectir, de questionar.

Calmamente. Mas também maduramente!

publicado por Theosfera às 14:55

Àquilo que desejamos chegamos tarde ou, por vezes, nunca.

Àquilo que tememos acabamos por chegar rapidamente.

O Padre António Vieira assim o notou: «A muitos lugares chegamos tarde e com difuculdade; ao último chegamos depressa e facilmente».

A vida é uma viagem a ritmo muito acelerado!

publicado por Theosfera às 10:16

A primeira função da sabedoria é mostrar os nossos limites.

A sabedoria é intrinsecamente humilde. Leva-nos até onde podemos chegar. E acompanha-nos quando mais não conseguimos atingir.

Mariano da Fonseca percebeu: «Como a luz numa masmorra faz visível todo o seu horror, assim a sabedoria manifesta ao homem todos os defeitos e imperfeições da sua natureza»!

publicado por Theosfera às 10:12

La Rochefoucauld achava que «as querelas não durariam muito se não houvesse um único ofendido».

Bom. Querelas não haveria se não houvesse, desde logo, um ofensor.

Se há ofensor, haverá ofendido(s). O que o ofendido não deverá é tornar-se, também ele, num ofensor.

A ofensa não merece ser alimentada.

É difícil resistir ao ímpeto. Mas a serenidade nos momentos de conflito faz toda a diferença!

publicado por Theosfera às 10:07

O sucesso dá trabalho. O trabalho dará sucesso?

Mesmo quando se trabalha, não é garantido que o sucesso venha.

Einstein tinha razão: «O único lugar onde sucesso vem antes do trabalho é no dicionário».

Um bom dia de trabalho. Um óptimo dia de sucessos!

publicado por Theosfera às 10:02

Quem inspira temor, no fundo, também teme.

Públio Siro assim pensava: «Quem é temido por muitos deve temer muitos».

O medo que se inspira é, muitas vezes, «filho» do medo que se tem.

Quem não teme não precisa de inspirar temor!

publicado por Theosfera às 09:58

Hoje é dia de S. Vicente de Paulo. Dedicou a sua vida a duas causas que se mantêm pertinentes: aos pobres e aos padres.

Não vou descrever a sua vida. Vou apenas recordar alguns pensamentos:

 

«O Filho de Deus quis ser pobre e ser representado pelos pobres».

 

«Os pobres são os vossos senhores; um dia serão os vossos juízes».

«Não percorreu muitas estradas; percorreu apenas uma: a do amor. E o amor é exclusivamente construtivo. Por isso, no seu programa, não se propõe polemizar, censurar, demolir. São caminhos já batidos e repetidos mil vezes, e sempre sem êxito».

Um apelo à calma, à serenidade: «Quem age com pressa atrasa-se sempre nas coisas de Deus».

publicado por Theosfera às 07:02

Agora que uma madrugada de vento se vai transmutando numa manhã que destila chuva, uma evocação de Miguel de Unamuno: «Quando Deus quiser chover na tua vida, deixa chover».

Que Deus faça «chover» paz, serenidade, harmonia no nosso país. Neste dia. Nesta vida.

Que todos se encontrem na procura do bem comum.

E que as salutares diferenças não sejam o passaporte para a animosidade. Mas que possam ser o caminho para uma amizade sempre maior!

publicado por Theosfera às 07:00

Hoje, 27 de Setembro (Dia Mundial do Turismo), é dia de S. Vicente de Paulo, Sto. Adulfo e S. João (mártires) e S. Dermot O´Hurghen e seus Companheiros Mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:54

Quinta-feira, 26 de Setembro de 2013

Tanta coisa a acontecer nestes dias, neste tempo, nesta vida.

Os lábios permanecem fechados. Mas os olhos mantêm-se abertos e os ouvidos atentos.

O silêncio tudo guarda. Ele diz sem dizer.

Aparentemente, não fala. Mas nada esconde. Tudo, nele, pode ser (re)encontrado.

Afinal, o silêncio por todos vela. E tudo acaba por desvelar!

publicado por Theosfera às 16:20

Ninguém é humano apenas em si mesmo. Só somos humanos pela humanidade dos outros.

A cultura africana tem um conceito («ubuntu») que sinaliza esta interdependência constitutiva.

O que realizamos deve-se também (e bastante) ao trabalho de muitos outros.

É por isso que o egoísmo é um embuste e a «egopatia» uma doença letal.

É claro que a humanidade que, presentemente, nos envolve é, por vezes, desumana.

Cabe-nos discernir. Em tudo podemos aprender.

Se pudermos dar o nosso contributo, que seja para que a humanidade se torne mais humana. E possa ser, finalmente, uma «filadélfia», um povo de amigos, um povo de irmãos!

publicado por Theosfera às 10:48

São mais de 28 mil os idosos que vivem sozinhos. Isto é o que dizem os estudos.

Mas serão, seguramente, muitos mais os que vivem sós.

Às vezes, a solidão que mais dói é aquela que temos no meio de muita gente, no meio de certa gente.

Não há solidão apenas no isolamento. Também há solidão no meio da multidão.

A frieza e a indiferença magoam tanto como o abandono.

Não deixemos que a sociedade seja uma amálgama. Façamos tudo para que a humanidade possa ser uma família. Sem preferidos nem preteridos.

Amemos os idosos. Afinal, eles são jovens há (muito) mais tempo!

publicado por Theosfera às 10:24

É preciso não confundir proximidade com vulgaridade.

É importante ser próximo. Mas é necessário não ser vulgar.

A vulgaridade retira o que a proximidade pode oferecer.

Jean Cocteau, pensando no poeta, dizia que «a maior tragédia é se o admiram porque não o entendem». Mas admiram.

Na vida nem tudo é para entender. E tudo devia ser para admirar!

publicado por Theosfera às 10:14

Os livros são grandes companheiros. Grandes e fiéis.

Falam-nos de tudo: dos conhecimentos e das emoções, dos êxitos e das quedas, da sabedoria e também dos erros.

Aliás, Mariano da Fonseca notou: «As grandes livrarias são monumentos da ignorância humana. Bem poucos seriam os livros se contivessem somente verdades. Os erros dos homens abastecem as estantes».

Muita coisa vem nos livros. Mas nem tudo se aprende nos livros.

Nos livros aprendemos que o essencial se aprende na vida.

Os melhores livros são os que sabem a vida. Só há livros na vida porque há vida nos livros!

publicado por Theosfera às 09:58

Não procure a novidade. Procure a autenticidade.

Terêncio reconheceu que «não se diz nada que já não tenha sido dito».

A novidade nem sempre é autêntica.

Mas a autenticidade nunca deixa de ser nova. E inovadora!

publicado por Theosfera às 09:48

Hoje, 26 de Setembro, é dia de S. Cosme, S. Damião, Sto. Eleázar, Sta, Delfina, S. Cipriano, Sta. Justina, Sta. Maria Vitória Teresa Courdec e S. Gaspar Stangassinger.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:47

Quarta-feira, 25 de Setembro de 2013

1. Nada do que o Papa diz é novo. E, no entanto, tudo o que o Papa diz parece diferente.

Na extensa entrevista concedida à «La Civiltà Cattolica», nenhuma doutrina é suprimida. E, ao mesmo tempo, todos os ensinamentos como que aparecem reinventados.

 

2. Onde tendemos a ver uma infracção para corrigir, o Papa vê uma ferida para curar.

A missão da Igreja não é julgar nem, muito menos, condenar. É acolher, é procurar.

 

3. É por isso que o seu lugar não é apenas o templo. O seu lugar é o caminho das pessoas, não excluindo sequer os descaminhos de tantas pessoas.

É nesses caminhos — ou descaminhos — que Deus nos precede. «Deus é como a flor da amendoeira, que floresce sempre antes. Portanto, encontramos Deus caminhando, no caminho».

 

4. Os que estão feridos têm de ser ajudados, não repelidos.

A Igreja tem o direito — e até o indeclinável dever — de se pronunciar sobre o casamento homossexual, o aborto ou o uso de contraceptivos. O que não deve é falar apenas sobre isso.

 

5. O anúncio tem de começar pelo global, «que é também aquilo que mais apaixona e atrai, aquilo que faz arder o coração»: o Evangelho.

É desta proposta que «vêm, depois, as consequências morais».

 

6. Há uma certeza que o Papa transporta: «Deus está na vida de cada pessoa».

 Mesmo se essa vida foi um desastre, «se se encontra destruída pelos vícios, pela droga ou por qualquer outra coisa, Deus está na sua vida».

 

7. E, afinal, quem não precisa de conversão? O próprio Papa confessa-se pecador, «um pecador para quem o Senhor olhou»: «Sou alguém que é olhado pelo Senhor».

Deus olha para nós com misericórdia. É preciso aprender a misericórdia, reaprendendo a misericordiar.

 

8. Para o Santo Padre, «os ministros da Igreja devem ser misericordiosos».

Devem ser capazes de «aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com elas».

 

9. Aliás, o povo de Deus «quer pastores e não funcionários ou clérigos de Estado».

Para isso, não basta ter as portas abertas. Temos de ser uma «Igreja que encontre novos caminhos, que seja capaz de sair de si mesma indo ao encontro de quem não a frequenta, de quem a abandonou ou lhe é indiferente».

 

10. Enfim, não é uma «outra Igreja» que tem de nascer.

É uma «Igreja outra» que (já) está a surgir. No coração do Papa. E na vida de muitas pessoas!

publicado por Theosfera às 19:04

Por hábito, fico sempre retraído diante do «diz», do «diz que diz».

Assusta-me quem baseia a sua conduta no mero «diz». Aflige-me quem não procura conhecer as situações, baseando-se apenas no que se ouve.

Um jornal deste dia faz-se eco desta (in)cultura, anotando que um quarto dos jovens «diz» que fumar haxixe não faz mal.

Também acrescenta que 15% dos jovens «diz» que é normal conduzir após beber três cervejas!

Eles bem podem «dizer». Mas uma coisa não deixa de fazer mal por muito que se diga que é boa.

A ilusão não impede o livre curso da realidade. O que é mal alguma vez fará bem?

publicado por Theosfera às 11:39

Opor não é o mesmo que impedir.

Ambrose Bierce achava que «opor é dar uma ajuda com obstruções e objecções».

De facto, a oposição pode ser até uma preciosa ajuda. Pode ser uma ajuda amadurecida, sustentada, não seguidista.

Quem se opõe pode ser, muitas vezes, quem melhor propõe.

Há sempre um outro lado, um lado diferente, que nos escapa.

A analogia não é tudo. Um pouco de dialéctica é sempre salutar.

Quem está aberto ao diferente acaba por melhor seguir em frente!

publicado por Theosfera às 11:12

A imaginação é cada vez mais necessária. Estamos muito formatados e bastante amestrados.

A imaginação é necessária para agir e até para pensar.

Gaston Bachelard recomendava: «É preciso que a imaginação seja demasiada para que o pensamento tenha a bastante».

Não deixemos que ela migre para longe, para sempre!

publicado por Theosfera às 11:04

Já Hegel notara que quem mais traz a palavra «povo» nos lábios nem sempre é quem mais se preocupa com a situação do povo.

Quando é necessário reclamar alguma coisa com as palavras é porque essa mesma coisa não sobressai na vida.

Gandhi disse tudo a este respeito: «Há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas, e as que dizem que fizeram as coisas. Tente ficar no primeiro tipo. Há menos competição». E muito mais autenticidade!

publicado por Theosfera às 10:54

Hoje, 25 de Setembro, é dia de S. Firmino, Sto. Hermano, S. João Baptista Mazzuconi e Sta. Josefa Vaal.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:49

Terça-feira, 24 de Setembro de 2013

Num mundo global, é natural que haja uma língua global, o que é diferente de uma língua única.

Quando Roma dominou, o Latim predominou. Agora que os Estados Unidos imperam, é compreensível que o Inglês prospere.

Uma vez que as distâncias se encurtaram e a convivência aumentou, temos de ter um instrumento mínimo de aproximação.

Não abandonemos a nossa língua. Mas comecemos, «quam primum», a aprender o Inglês, o Latim dos tempos (pós)modernos!

publicado por Theosfera às 10:48

Não correm fagueiros os tempos para a criatividade. Parecemos todos amestrados, seguindo os guiões que alguns nos impõem.

Alexis de Tocqueville advertiu, nos idos de Novecentos, que «a história é uma galeria de quadros onde há poucos originais e muitas cópias».

Numa época em que tudo parece inventado, que, ao menos, saibamos copiar os bons originais.

O que é bom nunca prescreve!

publicado por Theosfera às 10:38

Encontrar o nosso lugar no mundo não é fácil. Mas saber encontrar o nosso lugar na vida é decisivo.

Nem sempre somos os melhores juízes. Mas os outros também nem sempre são os melhores avaliadores.

Há quem fique deslumbrado com as suas capacidades e não pondere a sua eventual incompetência.

O «princípio de Peter» é muito saudável. Faz-nos olhar, sem dramas, para os nossos limites.

É preciso saber onde rendemos mais, onde podemos contribuir melhor para o bem comum.

Ivan Krylov avisou: «É uma complicação se quem faz a massa do bolo é o sapateiro e quem costura as botas é o doceiro».

Nem sempre quem está no poder é o mais capaz. E quase nunca o mais capaz aspira ao poder.

Há quem valha menos do que julga e quem valha (muito) mais do que pensa!

publicado por Theosfera às 10:25

Hoje, 24 de Setembro, é dia de Nossa Senhora das Mercês, S. Constâncio, Sto. Andóquio, Sto. Tirso, S. Félix, Sta. Colomba Joana Gabriel e S. Vicente Maria Strambi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:07

Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013

A democracia não é tudo, mas é essencial para tudo.

Os problemas do seu funcionamento não põem em causa a justeza dos seus fundamentos.

Para Einstein, a democracia corporizava o ideal «para que todo o homem seja respeitado e nenhum seja idolatrado».

Ninguém é mais ninguém. Ninguém é menos que ninguém!

publicado por Theosfera às 12:23

Tempos estranhos, estes. Vivemos uma época de penúria e, ao mesmo tempo, de desperdício.

Catão avisa: «Compra não o que consideras oportuno, mas o que te falta; o supérfluo é caro, mesmo que custe apenas um soldo».

O supérfluo de alguns é o essencial para muitos.

O que nos sobra não é nosso. É de quem precisa!

publicado por Theosfera às 12:17

Neste tempo seco, mas onde tudo parece liquefazer-se, há um grande investimento na aparência.

O discurso tende a recorrer a artefactos e a adjacências.

Parte-se do princípio de que é isso que convence, que seduz. Não me revejo nisso.

O ornamento retórico até pode ser sóbrio e despojado. O importante é o conteúdo.

Concordo, pois, com Inácio Dantas: «Se tudo o que você diz tem conteúdo e verdades, você será sempre ouvido, não importa o que diga».

Caso contrário, tudo se diluirá na espuma dos dias!

publicado por Theosfera às 12:12

A qualidade não está apenas na perfeição. Está também (e bastante) na empatia.

Dizia Bento Galdós: «As obras mais perfeitas são as que mais incitam, pela sua facilidade aparente, à imitação».

Jesus, o Mestre dos mestres, era compreendido por todos, mesmo por aqueles que O increpavam. E continua a ser seguido por muitos.

O que Jesus disse é difícil de cumprir, mas é fácil de compreender.

A linguagem deve servir para criar laços. Não para cavar distâncias.

Se os simples entendem, toda a gente compreende!

publicado por Theosfera às 11:30

Há muita gente a escrever, hoje. Haverá muitos escritores, hoje?

Nem sempre a qualidade acompanha a qualidade.

É temerário fazer avaliações, mas é impossível não sentir percepções.

Roland Barthes estabeleceu uma distinção (e cavou quase um fosso intransponível) entre escritores e escreventes.

Para ele, o escritor tem o seu espaço e encontra o seu sentido na instituição literária. Não vive a vertigem do momento, nem se mostra um mendigo do êxito.

Já o escrevente faz do texto uma actividade produzida à sombra de outras instituições que, muitas vezes, pouco ou nada têm que ver com a literatura.

Move-se noutro circuito, nomeadamente o mercantil. O objectivo é o êxito rápido e o lucro fácil.

Vive da espuma dos dias e do ar do tempo.

Deixa nome. Mas conseguirá deixar rasto?

publicado por Theosfera às 11:19

Hoje, 23 de Setembro, é dia de S. Lino, Sta. Tecla, S. Constâncio, S. Pio de Pietrelcina e Mártires Mexicanos.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 22 de Setembro de 2013

Ontem é o dia mais cheio de lições. Amanhã é o dia mais carregado de esperança.

Mas o dia mais importante é hoje.

É hoje que podemos pôr em prática as lições apreendidas e pôr em marcha a esperança acalentada.

O ontem ensina. O amanhã seduz. Mas é hoje que tudo se decide.

Em cada hoje. No hoje deste dia também!

publicado por Theosfera às 19:56

O pecador não é apenas alguém que comete um erro. É também (e bastante) alguém que fica com uma ferida.

O alerta do Papa para esta dimensão é importante.

É por isso que aquilo que ele tem dito não é novo. E, não obstante, faz toda a diferença!

publicado por Theosfera às 08:54

Não é fácil fazer um grande sacrifício. Mas é, sem dúvida, muito mais difícil fazer muitos pequenos sacrifícios.

Goethe notou: «Um grande sacrifício é fácil; os pequenos sacrifícios contínuos é que custam». Mas são estes que valem.

Poucos se aperceberão deles. Mas fazem toda a diferença!

publicado por Theosfera às 08:51

A felicidade é tão bela que parece que acaba depressa.

Célebre é a poética confissão de Vinicius de Moraes: «Tristeza não tem fim, felicidade sim».

André Gide propõe uma explicação: «Nada impede mais a felicidade do que a lembrança da felicidade».

Parece que a felicidade já foi ou será. Parece que a felicidade mora no passado. Parece que a felicidade está à nossa espera no futuro.

O problema é que, entre o passado e o futuro, vamos acumulando eflúvios de infelicidade em cada presente.

Talvez porque esperamos demasiado das pessoas e da vida.

A felicidade, aparentemente, nem sempre visita as melhores pessoas. Estas, por vezes, são as que sofrem mais.

Mas serão infelizes? Às vezes, a maior felicidade escorre mais pelas lágrimas do que pelo riso.

Fazer o bem, mesmo sem ser compensado, pode doer, mas não impede de vencer.

Eu acredito na felicidade em forma de dádiva. Eu creio na felicidade dos que sofrem, dos que dão, dos que se esquecem de si.

São os mais felizes. Os únicos felizes. Ainda que o não pareçam!

publicado por Theosfera às 08:47

O mundo tornou-se, definitivamente, uma aldeia.

O problema é que, estando mais perto, nem sempre nos sentimos mais próximos. Mais próximas parecem ser as distâncias.

Falamos quase todas as línguas, mas nem assim conseguimos falar a mesma linguagem.

Madame de Stael notou: «Foi o próprio Carlos V quem disse que um homem que sabe quatro línguas vale por quatro homens».

É bom falar muitas línguas. Mas é melhor criarmos um entendimento.

Às vezes, não tão poucas vezes assim, o melhor entendimento não vem pela língua.

O diálogo mais forte não vem pelos lábios. Nasce da alma. E escorre pela vida!

publicado por Theosfera às 08:36

A memória não é só o repositório onde os acontecimentos se guardam.

É também (e sobretudo) o espaço onde as coisas voltam a acontecer.

Esta é a sensação que sentimos. E é também o que Paul Auster afirma no seu mais recente livro: «A memória é o lugar onde tudo acontece pela segunda vez». E, aspecto nada despiciendo, é o âmbito onde tudo acontece mesmo quando, porventura, mais nada acontecer.

Ao contrário da natureza, no homem a primavera não se repete. Apenas se recorda. O inverno, para o ser humano, é a última estação. Talvez seja a melhor. A que nos conduz à eternidade!

Quando os anos passam e a vida se prolonga significa que já se escapou à morte muitas vezes; que já se venceu a morte muitas vezes; que, no fundo, já se morreu muitas vezes. Só falta morrer a última vez. Só falta dar o último passo!

publicado por Theosfera às 08:30

«Nenhum jovem acredita que um dia morrerá».

William Hazlit teve uma percepção subtil.

Quando somos novos, só olhamos para a frente. Não olhamos para o fim.

Acontece que o fim também está à (nossa) frente!

publicado por Theosfera às 08:25

Hoje, 22 de Setembro, XXV Domingo do Tempo Comum, é dia de S. Félix IV, Sta. Catarina de Génova, S. Maurício e Sto. Exupério e seus Companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:33

Sábado, 21 de Setembro de 2013

É costume associar a beleza à infância, à juventude, à robustez.

Daí a tendência (quase a obsessão, em alguns casos) para prolongar a juventude, para retardar o envelhecimento.

Não nos apercebemos de quanta beleza há na velhice.

No passo pausado. No andar pesado. No caminhar devagar. Na lágrima furtiva. No olhar dorido. Nas cãs luminosas. Na calvície reluzente. Na sabedoria acumulada. Na subtileza mostrada. Na paciência notada. Nos silêncios eloquentes.

A verdadeira beleza não virá mesmo pela tarde?

publicado por Theosfera às 12:07

O paradigma está a deslizar em quase tudo. No conhecimento, sem dúvida. Mas também nos comportamentos.

A vida privada já não é o que era. Será que ainda é? Será que ainda existe vida privada?

Facilmente se confunde transparência com exibicionismo. Pior, hoje propende-se a desconfiar do que é privado, do segredo.

Se há segredo, há logo desconfiança. Porque é que tem de ser assim? Esquecemo-nos de que defender a privacidade é defender a liberdade?

Wolgang Sofsky afasta-se do pensamento dominante (e completamente sufocante) advertindo: «Quem não tem alguma coisa a esconder, renunciou à sua liberdade».

Nem sequer nos apercebemos de que nem tudo é para mostrar, nem tudo é para publicitar. Parafraseando alguém, quando perceberemos que íntimo é contrário de público?

A vida íntima é para ficar na intimidade.

Somos amigos não quando queremos saber tudo a respeito dos outros. Mas quando protegemos a sua privacidade e não alinhamos em rumores acerca deles.

publicado por Theosfera às 11:55

O presente será dos que entendem. Mas o futuro pertencerá, sem qualquer dúvida, aos que ousam.

George Bernard Shaw percebeu: «Alguns vêem as coisas como são e perguntam: "Porquê?". Eu sonho com as coisas que nunca foram e pergunto: "Por que não?"».

Alguma ousadia é necessária. Muito sonho é urgente!

publicado por Theosfera às 11:41

Governar é uma necessidade. Mandar é uma tentação.

O serviço fica obscurecido. A autoridade degenera facilmente em autoritarismo.

Daí a pertinência do conselho de Inácio Dantas: «Se você tiver cargo de chefia, seja respeitoso e dê ordens amistosas. Com isso será obedecido como amigo e respeitado como chefe».

Pertinente, sem dúvida!

publicado por Theosfera às 11:35

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