O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 31 de Julho de 2013

Há coisas que não dependem só de nós. A confiança, por exemplo.

Confiar pressupõe que se mereça confiança. Quando não há confiança, há engano.

Joseph Joubert avisou: «Pode-se, à força de confiança, colocar alguém na possibilidade de nos enganar».

Mas, no limite, antes ser enganado que enganar. Confiar é um risco.

Se arriscamos, podemos perder. Mas se não arriscamos, estaremos perdidos.

Neste mundo desconfiado, ainda há quem mereça confiança. Toda a confiança!

publicado por Theosfera às 09:55

1. Este é um Papa que fala. Que fala muito. Que fala sempre.

Pode dizer-se que este é um Papa que fala mesmo quando não fala. Que fala até quando cala.

 

2. De facto, este é um Papa que fala e não só por palavras. Este é um Papa que fala para lá das palavras.

Este é um Papa que fala pelos lábios e que fala — ainda mais — com a vida. Este é um Papa cujos lábios são a ressonância fiel da sua vida.

 

3. Este é um Papa que, apesar de eloquente, põe a coerência acima da eloquência.

O segredo da sua eloquência está na sua (irrepreensível) coerência.

 

4. Este é um Papa que fala de baixo para cima e não de cima para baixo. É um Papa que faz chegar aos de cima o clamor das dores esquecidas dos de baixo.

É por isso que ele não precisa de falar alto para se fazer ouvir longe. Porque a sua é uma voz que está perto dos que estão longe, nas periferias.

 

5. Os discursos do Papa não são tecidos de ornamentos soporíferos. Eles são entretecidos com uma poderosa substância: o seu testemunho de vida.

Ele não quer parecer assim. Ele é assim. É o que mostra e mostra o que é.

 

6. Ele até poderia dispensar as palavras já que os seus gestos dizem praticamente tudo. Os simples entendem. E, por isso, acorrem. E, por isso, aderem.

Francisco de Roma faz ecoar Francisco de Assis, que disse: «Quando os gestos são fortes, até as palavras se dispensam».

 

7. Ao aterrar no Brasil, pediu que o deixassem entrar pela «porta do coração».

Este é um Papa que faz o que as pessoas simples fazem. Sorri, cumprimenta, abraça, beija, afaga, acolhe.

 

8. Francisco respira Evangelho e faz-nos suspirar pelo Evangelho.

O nosso problema será pensar que acrescentar equivale a ampliar. Nem sempre, porém. Acrescentar ao Evangelho acaba por levar a amputar o Evangelho.

 

9. Não faltará quem receie uma Igreja demasiado despojada. Mas só uma Igreja descentrada conseguirá ser uma Igreja recentrada: recentrada em Deus, recentrada no ser humano, enfim recentrada no Evangelho.

Não foi o Evangelho que a Igreja recebeu de Jesus? 

 

10. Haverá quem ache que uma Igreja confinada ao Evangelho é pouco.

Acontece que uma Igreja confinada ao Evangelho não é pouco. É muito. É o bastante. Não será tudo?

publicado por Theosfera às 09:51

A família não se esgota no sangue.

Costuma dizer-se que amigo é o irmão que se escolhe, o irmão que a vida nos oferece.

Todo o irmão é um grande amigo. Todo o amigo acaba por ser um grande irmão (sem conotações «orwellianas»).

Deschamps afirmou: «Amigos são familiares que cada um escolhe sozinho».

Nada devia haver entre as pessoas senão amizade, sempre amizade, só amizade!

publicado por Theosfera às 09:34

Oscar Wilde encontrou sempre na provocação o alimento do seu génio, o fio condutor da sua imorredoura popularidade.

Sobre a relação entre pais e filhos assinalou: «No início, os filhos amam os pais. Depois de um certo tempo, passam a julgá-los. Raramente ou quase nunca lhes perdoam».

Será? Mas dá (muito) que pensar!

publicado por Theosfera às 09:29

Hoje, 31 de Julho, é dia de Sto. Inácio de Loiola (fundador da Companhia de Jesus) e S. Germano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:54

Terça-feira, 30 de Julho de 2013

Célebre é a distinção estabelecida por Thomas Jefferson: «Um político pensa nas próximas eleições, um estadista pensa nas próximas gerações».

Sejamos realistas.

Pensar nas próximas eleições é inevitável e legítimo. Mas pensar nas próximas gerações tem de ser prioritário.

E que a vontade de ganhar as próximas eleições não leve a subestimar o desígnio de trabalhar para as próximas gerações.

Que aquilo que se faz para ganhar eleições não comprometa o que se deve fazer para não perder as próximas gerações!

publicado por Theosfera às 11:15

Perdoar. Tarefa difícil, missão prioritária.

Jacinto Benavente y Martinez dizia que «perdoar pressupõe sempre um pouco de esquecimento, um pouco de desprezo e muita conveniência».

O problema é que o esquecimento não depende de nós. O desprezo não deve vir até nós. A conveniência é capaz de nos motivar. Mas há um quarto factor, o mais determinante: a humildade.

É preciso humildade para perceber que o mal que sofremos pode ser o contraponto do mal que, porventura, fazemos sofrer.

Um dia, somos chamados a perdoar. Outro dia, seremos convidados a sermos perdoados.

E, finalmente, mesmo que o passado não possa ser apagado, não deixemos que ele apague o futuro.

Se as coisas não puderem ser como eram antes, que pelo menos não sejam piores.

Não deixemos que a ofensa nos domine.

Nem sempre perdoar é esquecer. Que possa ser sempre libertar!

publicado por Theosfera às 11:05

Pode haver algum bem no mal?

Pode. A vergonha.

Séneca assinalou: «Um só bem pode haver no mal: a vergonha de o ter feito».

Neste tempo em que o défice sobe, importa notar que o défice de vergonha é tão (ou mais) grave que o défice de dinheiro.

Aliás, se não houvesse tanta falta de vergonha, talvez não houvesse tanta falta de dinheiro.

Talvez o dinheiro esticasse. E chegasse a todos!

publicado por Theosfera às 10:47

Quando abundam as explicações, pode não abundar a determinação nem prosperar a clareza.

Quando se sabe o que se quer e para onde se caminha, o percurso fala por si.

Vergílio Ferreira notou: «Quanta explicação para a história do homem. Mas é tão simples, afinal. A história do homem é a história da importância de nós. O resto são maneiras ou expedientes ou condicionamentos de isso se efectivar».

Sigamos sempre o ditame da nossa consciência.

Não nos preocupemos com os aplausos. Preocupemo-nos, acima de tudo, com o dever!

publicado por Theosfera às 10:42

A cobiça é uma tentação muito forte.

Penso não apenas na cobiça de coisas, mas na cobiça de ideias, na cobiça da honra, na cobiça da identidade.

André Gide apercebeu-se: «Cada um quer apoderar-se daquilo que só pertence a todos».

Os mais pequenos são os que mais trabalham. Mas, não raramente, aparece alguém a reclamar méritos e a apropriar-se dos esforços.

Não é curial.

Cabe-nos olhar para lá das aparências e dos aparatos.

Cabe-nos olhar não somente para cima. Mas também (e sobretudo) para baixo!

publicado por Theosfera às 10:26

Hoje, 30 de Julho, é dia de S. Pedro Crisólogo, Sta. Julita, S. Justino de Jacobis, S. Cláudio Correa e S. Frederico Rubio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:58

Segunda-feira, 29 de Julho de 2013

O Evangelho não pode ser imposto. Mas também não pode deixar de ser proposto.

A quem? A todos.

Diz o Papa Francisco: «Não há fronteiras, não há limites. Jesus manda-nos a todas as pessoas. Por isso, há que não ter medo de ir e levar Jesus Cristo a todos os ambientes, até às periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente»!

publicado por Theosfera às 11:45

Os nossos tempos são de uma sofreguidão arfante. Nem no descanso parecemos repousar.

Todos competimos pela última novidade. Todos naufragamos num imenso oceano de insatisfação.

De facto, há muita coisa que prescreve. Mas será que todo o passado está esgotado?

Um pouco de sensatez poderia não resolver tudo. Mas talvez ajudasse a não complicar mais.

Se algo vai funcionando, porquê trocar o certo pelo incerto?

Pensemos na arte. Alguém considera «demodée» uma escultura de Miguel Ângelo ou uma composição de Bach?

Nem tudo o que é novo é melhor. Nem tudo o que é melhor é novo.

Há que valorizar o presente. Mas sem subestimar o passado.

Nem todo o passado passa!

publicado por Theosfera às 11:30

Estes são tempos de desencanto.

De desencanto com quase tudo. De desencanto com quase todos. Marcel Gauchet falava mesmo do «desencantamento do mundo».

A política tende a ser alçada ao topo do desencanto. Ernest Renan alvitrou a raiz última: «Para a política, o homem é um meio; para a moral, é um fim. A revolução do futuro será o triunfo da moral sobre a política».

Mas tudo isto leva tempo, tudo isto é demorado. Acontece que moral é o que demora.

Há quem diga que a palavra moral vem do latim «demoratio», o que demora, o que persiste, o que nunca desiste, o que sempre insiste!

publicado por Theosfera às 11:22

Gostamos da claridade, mas acabamos por aprender muito com a obscuridade.

Paul Valéry achava que, «se tudo fosse claro, tudo nos pareceria inútil».

Procurar uma luz no meio da escuridão pode ser complicado.

Mas quando se encontra a luz procurada é uma felicidade.

Tudo o que vale custa. Tudo o que custa vale!

publicado por Theosfera às 11:11

Na vida, há quem use bem o que é mal e há quem use mal o que é bem.

Já Alexandre Dumas se inquietava: «Porque é que o ser humano faz tão bem o que é mal e parece fazer tão mal o que é bem?».

Muitas vezes, o génio aparece ligado à maldade. Parece que «os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz» (Lc 16, 18).

Mas a esperteza não consegue tudo. Acredito mais na bondade.

Concordo, pois, com Alexandre Puschkine: «Genialidade e maldade não combinam».

Como é que o mal pode ser genial?

publicado por Theosfera às 11:06

O que move as pessoas?

A necessidade, sem dúvida. Mas também a ambição.

Maquiavel entreviu uma alternância: «Os homens, quando não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição».

O problema é que as ambições de alguns litigam com as necessidades de muitos.

Nunca nos esqueçamos de lutar não para sermos os melhores, mas para darmos o nosso melhor.

Por todos. E sempre!

publicado por Theosfera às 10:51

Hoje, 29 de Julho, é dia de Sta. Marta, S. Lázaro e Sto. Olavo.

Refira-se que Sta. Marta é invocada como padroeira dos estalajadeiros, hoteleiros, lavadeiras e cozinheiras.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:56

Domingo, 28 de Julho de 2013

Neste tempo de férias,

pensamos, Senhor, naqueles que estão a repousar

e lembramos aqueles que não podem sequer descansar.

 

Neste tempo de contrastes,

pensamos naqueles que estão a trabalhar

e lembramos aqueles que nem sequer conseguem encontrar trabalho,

nem pão, nem casa.

 

Tu, Senhor, queres o nosso descanso.

Tu, Senhor, és o nosso descanso.

 

Como há dois mil anos,

Tu convida-nos a descansar,

a descansar conTigo,

a descansar em Ti.

 

Tu fazes-nos descansar quando nos ensinas.

Tu fazes-nos descansar quando nos acompanhas.

Tu fazes-nos descansar quando nos envolves com a Tua compaixão,

com o Teu amor, com a Tua infinita paz.

 

Dá-nos, Senhor, pastores como Tu,

que apascentem as ovelhas como Tu,

que dêem a vida como Tu.

 

Dá-nos, Senhor, pastores sem medo.

Dá-nos, Senhor, pastores com coragem.

 

Dá-nos Senhor, pastores que falem

e sejam a voz dos que não têm voz.

 

 

Dá-nos, Senhor, pastores que acalentem os anseios dos pobres e dos simples.

Dá-nos, Senhor, pastores que, como Tu, nos conduzam

e orientem os nossos passos pelos caminhos da verdade e da vida.

 

Dá-nos, Senhor, pastores que sejam fermento de paz e reconciliação.

Que apaguem os fogos da miséria e da violência

e que acendam as chamas do perdão, da justiça e da esperança.

 

Fica connosco, Senhor,

como ficaste com os Teus discípulos quando a barca parecia afundar-se na tempestade.

 

Dá-nos luz para vermos que só Tu és a vida, a paz e tranquilidade

mesmo que tudo ameace ruína.

 

Ensina-nos, Senhor, a perdoar e a pedir perdão,

a amar e a sermos amados,

a louvarmos as virtudes e a sermos tolerantes com os defeitos e os limites.

 

Fica connosco, Senhor.

Sê Tu mesmo o nosso confidente,

a nossa praia e o nosso passeio dominical,

o nosso travesseiro e o nosso sonhar.

Sê Tu mesmo, hoje e sempre,

o nosso amanhecer e o nosso acordar.

 

Queremos viver em Ti.

Queremos amar em Ti,

sorrir para Ti, chorar conTigo.

 

Queremos ir sempre ao Teu encontro,

toda a vida, hora a hora,

até que, um dia, Tu nos chames

e nos convides a repousar definitivamente

e a permanecer em Ti para sempre,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:24

Em tempos de «neofilia», nem sempre nos apercebemos de que o antigo também pode ter o seu valor.

O novo é importante, mas o antigo pode continuar a ter algum lugar.

Parece que o mundo da publicidade está a apostar no «retromarketing».

Trata-se de investir em produtos e marcas que já tiveram o seu tempo. E que, pelos vistos, continuam a ter mercado.

O que é bom alguma vez deixa de ter qualidade?

publicado por Theosfera às 08:56

Ser autêntico tem um preço, geralmente muito alto.

O preço da autenticidade não é mensurável em dinheiro. O preço da autenticidade é a vida.

Eugénio de Andrade confessou: «A independência tem um preço, sempre o soube, e nunca me recusei a pagá-lo».

Mais vale sofrer por ser autêntico do que ser popular à custa do abastardamento da consciência!

publicado por Theosfera às 08:53

É certo que a vida não espera por nós.

Mas também é verdade que a vida tem o seu ritmo. É preciso respeitá-lo.

Não deixe de ser o que é. Seja igual a si mesmo.

George Eliot avisa: «Nunca é demasiado tarde para ser aquilo que sempre se quis ser».

A autenticidade nunca prescreve. A vida não costuma desapontar os que não desistem!

publicado por Theosfera às 08:49

Confiar é uma empresa arriscada. Mas é também uma prioridade irrenunciável.

Nem toda a gente merece confiança. Mas junto de toda a gente temos de apostar na confiança.

Sem confiança, nem a vida é vida. Sem confiança, a própria vida é morte antepecipada.

Juan Vives percebeu o foco de tudo: «A vida, para os desconfiados e os temerosos, não é vida, mas uma morte constante»!

publicado por Theosfera às 08:45

A alegria é certamente saudável. Mas nem sempre a tristeza será doentia.

Aliás, uma alegria meramente folgazã e divertida pode ser o alarme de uma existência vazia, sem vontade de mudança.

Pelo contrário, há uma certa tristeza que pode ser indutora de transformações.

A pessoa triste não é, necessariamente, uma pessoa desalentada, acabrunhada, derrotada. Pode ser uma pessoa consciente, insatisfeita com o presente e à procura de mudanças para o futuro.

S. Paulo, munido de grandes doses de psicologia teologal, exaltava a «tristeza segundo Deus» (2 Cor 7, 10).

Parece estranho para os nossos padrões. Mas os santos primaram sempre pela provocação.

Ser visitado pela tristeza pode não ser o mesmo que ser tentado pelo desânimo.

Pode significar, antes, determinação em seguir por caminhos novos.

Há que desmontar preconceitos.

Uma vida excêntrica não é necessariamente uma vida alegre.

Há muita diversão que sabe a superficialidade. E há uma certa tristeza onde pode acampar muita maturidade.

Definitivamente, a existência não é unicolor. Respeitemos os tons polifónicos da vida!

publicado por Theosfera às 08:40

Hoje, 28 de Julho, XVII Domingo do Tempo Comum, é dia de S. Celso, S. Nazário, S. Vítor I, S. Pedro Poveda Castroverde e Sta. Maria Teresa Kolawska.

Refira-se que S. Vítor I foi o responsável por colocar a Páscoa no Domingo após a Lua Cheia da Primavera, contra a opinião das chamadas «Igrejas catorzimais», que defendiam o dia estrito correspondente ao 14 de Nisan. Também terá sido o primeiro escritor cristão a usar o Latim. Antes, o Grego era a língua oficial da Igreja.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:54

Sábado, 27 de Julho de 2013

O carrinho rodeado de carrões.

O carrinho do Papa está na estrada, rodeado pelos grandes carros da segurança.

No Papa, tudo é simples. E é por isso que, nele, tudo é grande.

Tudo o que é grande é simples. E o que é simples não é grande?

publicado por Theosfera às 12:21

Dizem que a crise está a levar presos a recusar a liberdade.

Dizem que há quem cometa crimes só para ser condenado.

É que, assim, sempre se pode ter a sobrevivência assegurada: alojamento e alimentação.

Os benefícios da prisão serão maiores que o preço da liberdade?

Muito estranho este tempo, o nosso!

publicado por Theosfera às 11:51

A verdade é simples, mas a sua procura nem sempre é linear.

Temos de evitar, pois, juízos apressados.

Já Pascal assinalava que «nem a contradição é sinal de falsidade nem a falta de contradição é sinal de verdade».

A verdade não está apenas no que chega por cima e por fora. Ela está no fundo e por dentro.

E os caminhos para lá chegar são complexos e por vezes dolorosos.

Não basta possuir uma mente brilhante.

É fundamental ter um coração bondoso, um porte decente, uma vida limpa!

publicado por Theosfera às 11:44

Em muitas coisas, começamos por ter certezas e acabamos por ter perguntas.

Pensemos na amizade, por exemplo.

Há uma fase na vida em que achamos que só temos amigos. Segue-se outra fase em que questionamos se temos amigos.

Mas esta é uma questão que não é de agora. Vem da aurora dos tempos.

Aristóteles, a quem não deviam faltar aduladores, entendia que «quem tem muitos amigos não tem nenhum amigo».

Ele foi ao ponto de considerar que «há amigos, mas não amizade; há amizade, mas não amigos».

A amizade será abstracta? Não haverá amigos em concreto?

De novo Aristóteles, repetido por Blanchot: «Meus amigos, não há amigos»!

Não partilho deste cepticismo radical. Mas reconheço a necessidade de haver algum cuidado.

A vida oferece-nos muitos amigos. A adversidade selecciona os verdadeiros.

Os verdadeiros amigos não são os que estão à espera do que podemos oferecer. Os verdadeiros amigos não estão a olhar para o que temos, mas partilham o que somos.

A amizade, volto a Aristóteles, «é a partilha que precede toda a partilha, porque aquilo que existe para partilhar é o facto mesmo de existir, a própria vida».

Creio que há amigos assim. Ainda!

publicado por Theosfera às 11:36

«Não peças emprestado nem emprestes».

Eis uma preciosa recomendação de Shakespeare.

De facto, muitas histórias de empréstimo não acabam bem.

Há quem, lembrando-se de pedir, se esqueça de retribuir e de agradecer.

Mais vale dar e não somente (nem principalmente) dinheiro.

E, depois, esquecer. Mas será possível?

publicado por Theosfera às 07:43

Um bom critério: se não há conspiração, não há ambição.

A tranquilidade costuma ser o certificado da humildade.

Bem dizia Sófocles: «Não conspira quem nada ambiciona»!

publicado por Theosfera às 07:40

Muitos à busca de fortuna. Tantos desiludidos com a fortuna.

A fortuna tenta quem a procura. Mas desencanta quem a possui.

As histórias das fortunas não costumam acabar bem. Pior, costumam acabar simplesmente.

Já avisava Plutarco: «As esplêndidas fortunas - como os ventos impetuosos - provocam grandes naufrágios».

Não é a fortuna que traz a paz. A paz, sim, é a grande, a maior, fortuna!

publicado por Theosfera às 07:38

Hoje, 27 de Julho, é dia de S. Pantaleão. Sta. Maria Madalena Martinengo e S. Tito Bradsma.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:52

Sexta-feira, 26 de Julho de 2013

«A Igreja, quando busca Cristo, sempre bate à porta da casa da Mãe».

O Papa Francisco está a revelar-se um manancial de profundidade simples. E de simplicidade profunda!

publicado por Theosfera às 23:25

Muito avisado, com a sua sapiência humilde, esteve Eduardo Lourenço quando escreveu: «Nós não enterramos os mortos. Os mortos é que se enterram em nós».

Muito de nós parte com eles. Muito deles permanece em nós.

Antoine de Saint-Exupéry percebeu muito bem este mútuo entranhamento: «Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós».

É assim o mistério da morte. É assim o mistério da vida.

Todos partem. Todos ficam enquanto não partem.

Somos peregrinos de uma pátria que se chama eternidade.

A saudade e a fé são os únicos bálsamos para tanta dor!

publicado por Theosfera às 22:36

Ele ajudou o amigo que lhe bateu à porta. Mesmo assim, ficou triste.

Achava que devia ajudá-lo antes que ele precisasse.

Eis a grande lição.

Ajudemos os outros antes que eles precisem, antes que eles passem necessidade.

Que ninguém passe necessidade!

publicado por Theosfera às 16:00

Há os que se dizem amigos e há os amigos.

Não somos nós que estabelecemos a diferença. A vida é que faz a selecção.

Nós estamos sujeitos ao erro. A vida, com o respaldo dos factos, nunca se engana. O que ela mostra não admite refutação.

O problema é que nós nem sempre estamos sintonizados com a vida. Às vezes, é muito tarde quando lemos os seus sinais.

Mas mais vale tarde que nunca. Há pessoas que iludem. Mas a vida não engana!

publicado por Theosfera às 15:55

Muitas vezes, ficamos desapontados com a indiferença com que os outros reagem aos nossos dramas, com a frieza com que lidam com os nossos problemas.

Já Oscar Wilde notara que «as nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os outros».

Talvez nem sempre. As excepções a esta tendência sinalizam a verdadeira amizade.

Os outros também sofrem. Provavelmente até mais que nós.

publicado por Theosfera às 11:01

É possível que Saint-Just tenha razão: «As leis compridas são calamidades públicas».

Não iria tão longe. Mas, de facto, a quantidade raramente combina com a qualidade.

Muito nem sempre significa bom!

publicado por Theosfera às 10:56

Marie Eschenbach: «Quanta gente sem talento ousa comentar a obra dos talentosos, dizendo: "Se soubesse fazer isto, tê-lo-ia feito melhor"».

Se soubesse... O problema é alguns só sabem depois de verem outros fazer.

Mas ainda bem que aparecem comentadores. É sinal de que algo à sua volta mexe. E incomoda!

publicado por Theosfera às 10:50

Hoje, 26 de Julho, é dia de S. Joaquim e Sta. Ana e Sta. Bartolomea Capitânea.

Dado que S. Joaquim e Sta. Ana, Pais de Nossa Senhora, foram os Avós de Jesus, convencionou-se ser hoje o Dia dos Avós.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:57

Quinta-feira, 25 de Julho de 2013

Parece que há quem não goste.

Há quem pense que um príncipe deveria ter um nome (supostamente) principesco.

Mas, às vezes, certos nomes pretensamente originais não passam de cacofonia que as pessoas têm de carregar a vida inteira.

Jorge Alexandre Luís é o nome do herdeiro do trono britânico.

Um nome simples. Um nome belo.

Afinal, tudo o que é simples é belo. Tudo o que é belo é simples.

Que bom seria que todos percebêssemos isto!

publicado por Theosfera às 10:25

O povo escolhe. E o mesmo povo contesta aqueles que escolhe.

O poder está erodido. A paciência dos cidadãos ameaça estilhaçar.

Em Sófia, o Parlamento foi cercado.

O governo está em funções apenas há dois meses. Mas parece que já não há estados de graça nem benefícios da dúvida.

Cada dia de governo é uma eternidade para os povos sufocados!

publicado por Theosfera às 10:25

Na vida, acabamos por fazer uma viagem muito rápida, tremendamente veloz.

Depressa desaguamos no mar imenso da eternidade.

À nossa frente, cintila o bem da luz. Que, atrás de nós, brilhe a luz do bem.

É o que fica. Quando tudo passar!

publicado por Theosfera às 10:06

Há duas formas de viajar: andando ou lendo.

Numa, somos nós que vamos ao encontro dos lugares. Na outra, são os lugares que vêm ao nosso encontro.

Afinal, não se viaja apenas por fora. Também se pode viajar por dentro.

Um bom livro é um óptimo meio de transporte. E nunca nos abandona num qualquer apeadeiro.

Um livro não tem lugares marcados. E há sempre lugar para mais um passageiro.

Um bom livro nunca nos perde. Um bom livro até é capaz de nos reencontrar quando nos sentimos perdidos.

Não deixe de viajar na companhia de um bom livro. Há muitos locais à sua espera.

Mas um bom livro não nos conduz apenas pelas estradas. Um bom livro acaba por nos reconduzir a nós, à nossa alma!

publicado por Theosfera às 10:00

Luminoso, visionário e sempre com uns eflúvios de provocação, Agostinho da Silva assegurou: «Um dia nada será de ninguém, pois todos acharão, por criadores, que têm tudo».

Aguardemos esse dia. Aguardemos o dia em que a criatividade ocupará o lugar da posse.

Nesse dia, notaremos que felizes seremos não quando possuirmos, mas quando (nos) dermos.

Felizes nos tornaremos quando felicidade semearmos.

Felizes caminharemos pelo tempo não só porque os outros nos pertencem, mas porque nós pertencemos aos outros!

publicado por Theosfera às 09:44

A pressa obnubila a percepção.

Corremos cada vez mais na vida. A vida corre cada vez mais em nós.

Até podemos saber muito sobre a vida. Mas não conseguimos saborear devidamente a vida.

Crescemos a correr. Trabalhamos a correr. E acabamos por morrer a correr.

A velocidade dá-nos muito, mas tira-nos bastante.

Só conseguiremos pensar a vida quando formos capazes de repensar a pressa.

Não vai ser fácil. Que não seja impossível.

A tragédia de Compostela é uma dolorosa realidade. E funciona como um poderoso sinal!

publicado por Theosfera às 09:34

Hoje, 25 de Julho (faltam apenas cinco meses para o Natal), é dia de S. Tiago e S. Cristóvão.

O nome Tiago resulta de uma evolução do hebraico Jacob, que tem como equivalentes Jacques, James, Jácome, Jaume e Jaime. No ocidente da Península Ibérica, começou a ser conhecido como Iago. Daí Sant'Iago, Santiago e S. Tiago. Foi o primeiro dos Doze a receber o martírio.

Cristóvão (ou Cristófero) significa «aquele que transporta Cristo». Este santo é padroeiro dos archeiros, dos que fazem fretes, dos carregadores dos mercados, dos pisoeiros, dos negociantes de frutas, dos automobilistas; é invocado contra a morte súbita, as tempestades, o granizo, as dores de dentes e a impenitência final.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:58

Quarta-feira, 24 de Julho de 2013

É fundamental nunca esquecer a prudência. Mas é importante não exagerar nas cautelas.

Como todos os excessos, o excesso de cautela não é sadio.

«O excesso de cautela, adverte Paulo Coelho, destrói a alma e o coração, porque viver é um acto de coragem. E um acto de coragem é sempre um acto de amor»!

publicado por Theosfera às 16:08

Percebe-se que o dia de amanhã infunda alguma preocupação.

Afinal, ele vai suceder a este hoje tão causticante.

Mas não exageremos na ansiedade. Apostemos tudo no hoje deste dia. E guardemos energias para o hoje de amanhã quando ele vier.

Jesus aconselha: «Basta a cada dia a sua preocupação»(Mt 6, 34).

Por isso e como confessa Paulo Coelho, «não me preocupo com o dia de amanhã porque Deus já lá está, à minha espera».

Não será o bastante?

Basta saber que Deus me espera, que nos espera.

Basta saber que Ele, o bom Deus, é a nossa esperança!

publicado por Theosfera às 15:54

Remodelar significa basicamente voltar a um modelo. Implica, portanto, avançar para uma nova oportunidade.

Mas envolve também o reconhecimento de falhas. O modelo seguido não estaria a funcionar.

Há, portanto, na remodelação um misto de fôlego e de perigo.

Concretizando, Alexis de Tocqueville entendia que «o momento mais perigoso, para um governo, é normalmente aquele em que começa a remodelar-se».

No fundo, assume que há falhas e que, afinal, pode voltar a falhar.

Mas onde há um perigo não deixa de haver uma possibilidade.

Oxalá que as remodelações acertem. Sobretudo por causa do povo, sofrido. E cada vez mais dorido e chagado!

publicado por Theosfera às 11:25

Há uma fase na vida em que a imaginação nos parece real.

E há uma fase na existência em que a própria realidade nos parece imaginária. Parece ultrapassar a ficção.

Bossuet achava que, «aos jovens, tudo o que imaginam parece-lhes realidades».

Eu diria que nem só aos jovens.

Todos nós precisamos de muita imaginação. E, depois, precisamos de não ficar só pela imaginação!

publicado por Theosfera às 11:06

Tal como a seguir a uma noite escura vem uma manhã de sol, também depois das dores e das injustiças, há-de surgir um manancial de paz e felicidade.

Nós até podemos adormecer. Mas a esperança não dorme.

Ela vai à nossa frente. E, a qualquer momento, presentear-nos-á com uma qualquer surpresa.

Deus não abandona os Seus.

Ele não tem pressa. Mas não costuma falhar!

publicado por Theosfera às 11:01

Nem sempre a realidade vai à boleia da justiça.

Infelizmente, o progresso parece ser demasiado selectivo. É só para alguns e raramente beneficia os mais carenciados.

Victor Hugo já denunciara: «O progresso roda constantemente sobre duas engrenagens. Faz andar uma coisa esmagando sempre alguém».

Uns são os que semeiam. E outros parecem ser os que colhem.

Para quando a mudança?

publicado por Theosfera às 10:54

O caminhante tem duas prioridades. Ele precisa de sabe donde vem e para onde vai.

Sem a percepção do princípio e sem o sentido do fim, facilmente se perde.

Na peregrinação da vida, é fundamental nunca perder de vista o fim.

Gandhi sentenciou: «O que importa é o fim para o qual eu sou chamado».

E já Dostoievski percebera que «o segredo da existência humana reside não só em viver, mas também em saber para que se vive».

A resposta estrará no mero consumo?

publicado por Theosfera às 10:49

1. Por muito que nos esforcemos, é praticamente impossível desvendar porque é que acontecem coisas más às pessoas boas e porque é que acontecem coisas boas às pessoas más.

À partida, esperar-se-ia que o mal acontecesse aos maus e o bem acontecesse aos bons. Não é, contudo, isso o que se verifica.

2. O que mais nos intriga é verificar como, por vezes, tudo parece correr bem a quem é mau ao mesmo tempo que tudo parece correr mal a quem é bom.

Porque é que o estudante compassivo e carinhoso não pode ser médico? E porque é que o cerebral e frio o pode ser só porque tem classificações altas?

3. Porque é que a pessoa discreta e simples nunca é reconhecida? E porque é que o arrogante é constantemente elogiado e exaltado?

Porque é que aquele que segue (apenas e sempre) os ditames da sua consciência tem dificuldade em obter emprego e em avançar na carreira? E porque é que aquele que alinha em esquemas alcança tudo o que pretende?

4. Dá a impressão de que a fortuna, a riqueza, a saúde, o poder e a fama batem à porta de quem passa a vida a mentir, a prejudicar, a rumorar e a retaliar.
Ao invés, a mesma impressão parece mostrar que a aflição, a doença, as dívidas, o prejuízo e a estagnação acompanham quem cumpre, quem é recto, quem nunca mente nem prejudica quem quer que seja.

5. Sabemos, por experiência própria, que a vida não é um mar de rosas.
Nem isto, aliás, lhe retira encanto. Os espinhos de uma rosa não lhe subtraem beleza. Apenas lhe acrescentam perigosidade.

6. A vida é como as rosas. Ela é feita de dor, sangue, suor e lágrimas.
Era melhor que nada disto nos incomodasse. Mas é quimérico presumir uma vida sem sofrimento. O que temos é de conseguir uma estratégia que nos permita ter uma relação pacificada com ele.

7. Apesar da habituação ao sofrimento, custa sofrer. Dói ver sofrer. Sobretudo quando deparamos com o sofrimento excruciante do inocente, do justo, da pessoa boa.
Por muito que intentemos uma compreensão, a nossa sensibilidade não deixa de ficar abatida, perturbada.

8. Harold Kushner, com base num drama familiar, escreveu um livro com um título deveras apelativo: «Quando acontecem coisas más às pessoas boas».
Há sempre um miríade de explicações possíveis, mas não há uma única que nos satisfaça. É que aquilo «de que as pessoas mais precisam — afirma Kushner — é de consolo, não de explicações».

9. E é bem verdade que, muitas vezes, «um abraço caloroso e alguns minutos de atenção e silêncio restabelecem mais o coração do que a mais informada dissertação»!

publicado por Theosfera às 10:40

1. Dizem que está a aumentar a pobreza. Mas o que está a crescer — e muito, infelizmente! — é a miséria.

São coisas diferentes. Pobreza não é o mesmo que miséria. O mal não está na pobreza. O mal está na miséria. Se todos soubessem ser pobres, a miséria terminaria.

 

2. A pobreza, segundo a Bíblia, é uma riqueza, a maior riqueza.

Jesus, como nota S. Paulo (cf. 2Cor 8, 9) era rico porque era pobre. Ele veio para nos enriquecer com a Sua pobreza.

 

3. Miséria é quando não se tem. Pobreza é quando se reparte o que se tem.

Daí que o Abbé Pierre tenha sinalizado a diferença: «A miséria é aquilo que impede um homem de ser homem. A pobreza é a condição para ser homem».

 

4. É a pobreza que nos faz perceber que viver é conviver.

É a pobreza que nos permite entender que não somos proprietários definitivos de nada, mas somente administradores provisórios de tudo.

 

5. O que temos não nos pertence só a nós. Nem nós mesmos somos donos de nós.

Felizes são os pobres (cf. Mt 5, 3) porque não suportam viver sem os outros.

 

6. O século XX foi, sem dúvida, o século dos direitos humanos. Mas também o século da violação de muitos desses direitos.

O século XXI terá de ser, pois, o século dos direitos de todos e dos deveres de cada um. Já o Abbé Pierre sintetizara: «O século XXI será fraterno ou fracassará».

 

7. É urgente não ignorar que Deus está não só no Céu, mas também na Terra.

É particularmente imperioso estar atento à presença soterrada de Deus nos que são atirados para a miséria.

 

8. Cada homem tem uma alma. Mas, «antes de lhe falarmos dela, coloquemos uma peça de roupa e um tecto por cima dessa alma. Depois disso, explicar-lhe-emos o que está lá dentro».

Não se trata apenas «de dar algo de que viver, mas de oferecer aos infelizes razões para viver».

 

9. A dívida não é só quando temos algo para pagar.

A dívida existe também (e sobretudo) quando vemos alguém a necessitar.

 

10. Regra geral, preocupamo-nos com as dívidas em relação aos bens. Era bom que nos preocupássemos com as dívidas que temos para com as pessoas.

No fundo, todos somos devedores. Todos estamos em dívida. E todos devemos ser dádiva. Só a dádiva cobre a dívida!

publicado por Theosfera às 10:13

James Joyce bem reparou: «Tudo é caro de mais quando não é necessário».

O problema é que nem sempre sabemos discernir o que é mais necessário.

E nem sempre conseguimos resistir ao que é supérfluo!

publicado por Theosfera às 09:56

Hoje, 24 de Julho, é dia de Sta. Cristina Admirável, Sta. Luísa de Sabóia, S. João Soreth, S. Sarbélio Makhluf, Sta. Maria Mercês, Sta. Teresa, Sta. Maria Pilar e Sta. Maria Ângeles.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:51

Terça-feira, 23 de Julho de 2013

Recordar o passado não é, necessariamente, andar na trás.

Recordar o passado é trazer o já vivido para o que nos resta viver.

O principal encanto do passado é que nunca passa.

As vivências persistem. As pessoas acompanha-nos.

A nossa memória é uma habitação muito grande.

Nela vamos convivendo com tanta gente que nos marcou. E que continua a saber, eloquentemente, o que significa a amizade e a gratidão!

publicado por Theosfera às 22:25

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