O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013
FIM

Bento XVI já não é Papa. A partir deste momento, 19h (20h, em Roma), a Igreja entra em período de «sede vacante».

De certa maneira, trata-se de um tempo semelhante ao sábado santo.

Este deve ser sobretudo um tempo de recolhimento, de interioridade, de oração.

Há muito para agradecer. Há imenso para esperar.

Deus nunca falta ao Seu povo. Foi muito o que nos deu com Bento XVI. É muito o que nos há-de continuar a oferecer.

Confiemos sempre. E oremos continuamente.

publicado por Theosfera às 19:00

Um acontecimento excepcional acaba por ter as feições do evento mais normal.

Há quase seis séculos que um Papa não renunciava.

E, como notámos ainda esta manhã, tudo está a processar-se de uma forma tão serena, tão pausada, tão normal.

Há minutos, o Papa despedia-se dos cardeais. Afinal, estava a saudar também o seu sucessor. Só que nem um nem outro fazem ideia de quem se trata.

Em tudo isto avulta a fé. Seja quem for o Papa, o timoneiro maior é um só: Jesus Cristo.

É Ele que conduz a Igreja. É Ele que fica. Mesmo quando todos vão passando!

publicado por Theosfera às 11:39

Quem desvaloriza a História compromete o presente e bloqueia o futuro.

Quem desconhece a História presume que é novo o que, afinal, se mostra bastante antigo.

Quem subestima a História é capaz de acreditar que resulta o que já provou falhar.

Quem se esforça por conhecer o passado não quer dizer que tenha todas as soluções. Mas, pelo menos, estará na posse de todos os erros. Pelo menos, não estará tão atreito a repeti-los. E, nessa medida, tentará algo de novo.

Bem cantava Gabriel, o Pensador: «Para quem sabe olhar para trás, toda a rua tem saída». O principal problema dos que dizem olhar para a frente é teimarem em não olhar para trás.

É por isso que repetem erros. Mesmo (talvez sobretudo) quando apregoam novidades!

publicado por Theosfera às 11:28

Bem avisado andou Máximo Gorky quando disse: «A sabedoria da vida é sempre mais profunda e mais vasta do que a sabedoria dos homens».

Infelizmente, nem sempre ps homens captam a sabedoria da vida!

publicado por Theosfera às 10:27

Hoje, 28 de Fevereiro (final do pontificado de Bento XVI), é dia de S. Torcato, S. Romão, S, Lupiccino, Bem-Aventurado Daniel Brottier e Bem-Aventrurado Augusto Chapdelaine.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:06

Este é o último dia de Bento XVI como Papa.

É um dia de comoção. É um dia de gratidão.

É um dia de tristeza. É um dia de saudade. É um dia de nostalgia. Mas é também um dia de fé, um dia de esperança.

A partir de hoje, a Igreja vai ficar sem Papa. Não será por muito tempo.

Dentro em breve, a Igreja vai ter outro Papa. Mas nunca deixará de ter um Pastor que a conduza em nome do eterno Pastor: Jesus Cristo!

publicado por Theosfera às 06:06

Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

O Papa, como sempre, tem razão.

Amar, acabamos de o ouvir, «é ter coragem de tomar decisões difíceis». E, consequentemente, servir é arriscar-se a ser incompreendido.

O serviço raramente passa pelo óbvio. Servir vai sempre mais além do óbvio.

Às vezes, parece que todos deixam só aquele que serve. Às vezes, parece que nem Deus nos acompanha.

O próprio Papa dá eco a este sentimento. Bento XVI recorda que o seu ministério «teve momentos de alegria e de luz, mas também momentos nada fáceis».

De facto, atesta ter havido «momentos em que as águas estavam agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir, mas sempre soube que nessa barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é Sua e a não deixa afundar»!

publicado por Theosfera às 16:17

Não há casualidades.

O acaso é, geralmente, o nome que damos para aquilo cujas causas desconhecemos.

O próprio Einstein (quem diria?) achava que as coincidências são a forma que Deus tem de passar por anónimo.

Neste sentido, é impossível não reparar no entrelaçamento entre o Evangelho de hoje e os acontecimentos destes dias.

Jesus apresenta-Se como aquele que serve. Ele verbera toda e qualquer tentação de poder. Ele veio unicamente para servir, não para ser servido.

Servir é, acima de tudo, estar disponível. É aceitar ter uma existência a partir de outro, não de si.

E, de facto, é preciso ter disponibilidade para tudo.

É preciso ter disponibilidade para começar. E é preciso ter disponibilidade para terminar.

É preciso ter disponibilidade para chegar. E é preciso ter disponibilidade para partir.

Não é fácil servir nos primeiros actos. Mas talvez seja ainda mais difícil servir com os últimos passos.

É difícil fazer com que os outros percebam que também se serve com o recolhimento, com a oração.

É preciso ter coragem para servir quando se é incompreendido, quiçá hostilizado.

Bento XVI acaba de dizer que tomou a decisão mais difícil.

Trata-se de uma decisão que muitos aplaudem, mas que não poucos não compreendem.

Mas um servidor é sempre assim: fiel a quem serve, mesmo à custa da compreensão.

Como disse o Papa, um servo não procura aplauso. Procura seguir a voz do seu Senhor a partir da sua consciência.

E Bento XVI vai continuar a servir, a dar, a dar-se. Até sempre. Até ao fim!

publicado por Theosfera às 11:50

O Papa vai-se retirando.

Há sorrisos contidos nos rostos. Há lágrimas contidas nos olhos.

O Papa veio ao encontro das pessoas, as pessoas foram ao encontro do Papa.

Ele recolhe-se. Mas vai permanecer: através da sua inteligência, através da sua simplicidade, através da sua oração, através da sua oração.

Creio que, a partir de agora, quando o Papa se esconde aos olhos do mundo, os olhos do mundo vão descobrir o que foi (o que é) este Papa.

Será tarde? Nunca é tarde para aceder à verdade!

publicado por Theosfera às 11:10

Nós não somos apenas nós. Nós somos nós e aquilo que nos rodeia. Somos nós e a nossas circunstâncias.

As circunstâncias pesam muito, mas a vontade pode pesar ainda mais.

John Stuart Mill assume: «Ainda que as circunstâncias influam muito sobre o nosso carácter, a vontade pode modificar as circunstâncias a nosso favor». Até porque Deus quer.

E, quando Deus quer e o homem sonha, a obra nasce.

Fernando Pessoa disse quase tudo!

publicado por Theosfera às 11:03

O Papa não vai ter vida privada. O Papa não vai abandonar a Cruz.

Eis as palavras de Bento XVI, há minutos.

Nenhum cristão, no fundo, tem vida privada. Um cristão como o Papa, afinal, priva-se de tudo, excepto da Cruz.

Uma vida de recolhimento e oração não é uma fuga. É uma opção, um imperativo.

Um homem claro como Bento XVI não deixou, nesta última audiência, que subsistissem quaisquer dúvidas!

publicado por Theosfera às 10:53

O mundo está com os olhos em Roma.

À nossa frente está o Papa. Ou, melhor, à nossa frente estão dois Papas.

Um está vestido de branco, sabemos quem é. O outro ainda está com faixa vermelha, no meio dos cardeais.

Ainda não sabemos quem vai ser. Nem ele sabe. Só Deus sabe quem é.

Dentro de dias, não muitos, todos o (re)conheceremos!

publicado por Theosfera às 10:43

Cultuamos a verdade, mas sentimos maior prazer na lisonja.

Jean-Jacques Rousseau confidenciou: «Bebe-se a largos sorvos a mentira que nos lisonjeia, e gota a gota a verdade que nos é amarga».

Mas, por muito amarga que seja a verdade, é por ela que somos libertados!

publicado por Theosfera às 10:34

Hoje, 27 de Fevereiro, é dia de S. Gabriel das Dores, S. Leandro, Sta. Maria Deluil-Martigny e Sta. Francisca Ana das Dores de Maria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

Quantos países não gostariam de ter um Mário Monti à frente dos seus destinos?

Talvez todos, menos os italianos, que o colocaram em quarto lugar nas eleições atrás de um comediante.

Beppe Grillo, um epifenómeno que emerge da vaga de contestação que percorre a Europa, colocou o seu «Movimento 5 estrelas» em terceiro lugar.

Os dois primeiros lugares colocaram a uma pequena distância o centro-esquerda e o centro-direita.

Enfim, um quase empate com sabor a impasse. E com sintomas de vasta erosão!

publicado por Theosfera às 11:00

Olhamos para ontem com nostalgia, com saudade.

Temos sempre a noção de que o nosso presente é o mais difícil.

Victor Hugo notou: «Os tempos primitivos são líricos, os tempos antigos são épicos, os tempos modernos são dramáticos».

Sim, são dramáticos sobretudo porque são aqueles que vivemos. Porque são os seus problemas que nos tocam!

publicado por Theosfera às 10:49

Nem sempre a verdade é o que se mostra. Muitas vezes, a verdade é o que se esconde.

André Malraux deu conta: «A verdade de um homem é em primeiro lugar aquilo que ele esconde».

Mas isto acaba por ser paradoxal e nem sequer atenta contra o perfil da verdade como revelação.

É que pode haver a tentação de esconder a verdade. Mas haverá sempre um homem que descobre a verdade que outro homem pretenda esconder.

A verdade não se deixa sequestrar eternamente!

 

publicado por Theosfera às 10:38

Há quem, não podendo ou não querendo, mudar a vida, opte por mudar o discurso.

Jean Jaurés apercebeu-se: «Quando os homens não podem mudar as coisas, mudam as palavras».

Como é suposto que as palavras incidam sobre a vida, a mudança das palavras pode presumir uma efectiva mudança de vida.

Mas nem sempre isso acontece. Há que ter cautela.

O importante é que mude a vida. Essa é a palavra mais eloquente!

publicado por Theosfera às 10:19

Faz hoje 16 anos que partiu para o Pai o meu Confessor, Conselheiro e querido Amigo senhor Cón. Acácio Vieira Branco.

 

 

Era um dos maiores especímenes de uma estirpe de sacerdotes com uma forte espiritualidade e que irradiava uma grande bondade.

 

 

Muitas saudades. Enorme gratidão.

publicado por Theosfera às 07:07

Hoje, 26 de Fevereiro, é dia de S. Porfírio de Gaza, S. Nestor e S. Vítor de Arcis.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:06

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013

Jean-Jacques Rousseau: «Há um pequeno número de homens e mulheres que pensam por todos os outros, e para o qual todos os outros falam e agem».

A ditadura do pensamento é a mais opressora.

Cuidado com o pensamento dominante!

publicado por Theosfera às 09:41

Hoje, 25 de Fevereiro, é dia de Sto. Avertano, S. Romeu, S. Sebastião de Aparício, Bem-Aventurado Luís Versiglia e Bem-Aventurado Calisto Caravário.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:08

Domingo, 24 de Fevereiro de 2013

Máximo Gorky afirmou que «tudo o que é verdadeiramente sábio é simples e claro».

É talvez por isso que a verdadeira sabedoria é tão rara.

Porque, no fundo, não é fácil ser simples. E é muito difícil ser claro!

publicado por Theosfera às 20:41

Hoje, 24 de Fevereiro (II Domingo da Quaresma), é dia de S. Sérgio, S. Lázaro Pintor e Sta. Josefa Naval Girbés.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:09

Sábado, 23 de Fevereiro de 2013

A idade vai retirando umas coisas, mas, em contrapartida, vai permitindo outras.

Nem sempre, com os anos, conseguimos fazer tudo o que queremos. Mas é verdade que, com os anos, vamos tendo coragem para não fazermos aquilo que não queremos.

E onde haverá maior caudal de felicidade? Jean-Jacques Rousseau afirmava que «a felicidade que lhe faltava não era tanto fazer o que queria, mas não fazer o que não queria».

Provavelmente, tinha a sua dose de razão!

publicado por Theosfera às 12:12

Por mais que tentemos, a maioria dita leis.

Molière bem o percebeu: «Considero tão difícil combater uma obra que o público aprova como defender outra que ele condena».

Muitas vezes, é tarde que o público corrige os seus erros.

O popular raramente coincide com o bom. Mas é preciso não desistir.

Para que o popular seja bom, é fundamental que o bom comece a ser popular!

publicado por Theosfera às 12:11

Hoje, 23 de Fevereiro, é dia de S. Policarpo de Esmirna e Sta. Rafaela Ibarra.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:07

Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013

 

Uma preciosa recomendação de Séneca: «Vive com os homens como se Deus te estivesse a ver; fala com Deus como se os homens te estivessem a ouvir».

Deus vê tudo. E, no fundo, os homens pressentem quase tudo.

Nada se faça em privado que não se possa assumir em público.

Nem tudo o que é privado é para ser do domínio público. Mas nada do que é privado nos deve envergonhar em público.

Em público somos avaliados pelos outros. Em privado somos escrutinados pela nossa consciência, por Deus!

 

publicado por Theosfera às 11:00

Virgílio achava que «nos cansamos de tudo menos de compreender».

Talvez porque, por muito que nos esforcemos, não conseguimos cabalmente o que procuremos à custa de tanta fadiga: compreender!

publicado por Theosfera às 10:47

1. Yves Congar falou do «outono da Igreja», Karl Rahner dissertou sobre a «invernia da Fé» e o próprio Joseph Raztinger tem tecido abundantes considerações sobre a «crise do Cristianismo». Para o actual Papa, com efeito, «a autêntica crise mal começou; e devemos contar com grandes abalos».

Verdade seja dita que a questão não é de agora. No fundo, a Igreja parece ter contrato firmado com a adversidade.

 

2. Sucede que, talvez ao contrário de outrora, o principal problema da Igreja não é externo. O principal problema da Igreja é interno.

De fora continuam a vir a interpelações. Mas é de dentro que, não raramente, emergem os maiores obstáculos.

 

3. A essência do Cristianismo — recorda Bento XVI — «é uma história de amor entre Deus e os homens». Daí que o Santo Padre tenha pedido «menos burocracia e mais Espírito Santo».

A preocupação deveria ser acolher o mundo. Mas, à primeira vista, a opção parece ser assimilar o espírito do mundo.

 

4. Ora, isto não convence nem atrai. É que, para assimilar o espírito do mundo, não é preciso pertencer à Igreja.

O mundo necessita de se ver acolhido, mas pela diferença, não pela redundância. Se oferecemos o que todos oferecem, por que motivo hão-de as pessoas vir ter connosco?

 

5. Desde o princípio, desde Jesus Cristo, a Igreja está a chamada a ser, no mundo, algo diferente.

É por isso que nunca pode haver, nela, conformismo ou resignação. A Igreja tem de sobressair por uma sadia inquietude e por um permanente despojamento.

 

6. O fundamental, para a Igreja, não é a adaptação. É a presença. É a presença da diferença.

Não há dúvida de que o cristão tem de estar no mundo. É essa a vontade de Cristo (cf. Jo 17, 18). Mas é também vontade de Cristo que o cristão não se dissolva no espírito do mundo (cf. Jo 17, 16). Tratar-se-á, portanto, de um estar sem dissolver. Estamos no mundo, mas pertencemos a Cristo.

 

7. Os critérios da Igreja não podem ser os de uma qualquer organização. Os critérios da Igreja só podem ser os de Jesus Cristo, os do Evangelho.

Todavia, se olharmos para certas palavras e atitudes, até o mais desatento será tentado a perguntar: em que se distinguem os cristãos dos outros homens? Como refere Joseph Ratzinger, «para a maioria, o descontentamento em relação à Igreja provém do facto de esta parecer uma instituição como muitas outras».

Será que isto satisfaz?

 

8. Reparando bem, há uma tendência crescente para substituir a pela mera opinião. De resto, muitas intervenções permitem-se trocar o «eu creio» pelo «eu penso» ou, então, pelo «nós decidimos»!

 

9. É por tudo isto que a Igreja tem de prestar atenção ao exterior e tem de ter cuidado com o interior. Ela tem de servir para fora e de mudar por dentro.

Só assim será convincente, atraente e atractiva.

publicado por Theosfera às 10:32

Sempre me revi na segurança de Pio XII.

Sempre me comovi com a bondade de João XXIII.

Sempre admirei a paciência de Paulo VI.

Sempre me acompanhou o sorriso de João Paulo I.

Sempre me cativou a energia de João Paulo II.

E como não estar grato à tarefa reconstrutora de Bento XVI?

Todos os Papas foram providenciais para o seu tempo.

Disseram sempre o que era preciso dizer, não o que era aprazível escutar.

É pena que o reconhecimento seja (quase) sempre póstumo, tardio.

publicado por Theosfera às 10:32

Nestas alturas, recordo sempre uma bela frase de Miguel de Unamuno: «Quando Deus quiser chover na tua vida, deixa chover».

 

Esperemos que a chuva venha calma e que, no nosso interior, acolhamos a outra chuva: a chuva de Deus!

publicado por Theosfera às 07:09

Hoje, 22 de Fevereiro, é dia da Cadeira de S. Pedro e Bem-Aventurada Isabel de França.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013

É claro que se trata de um exagero o que foi dito por Ortega y Gasset: «Existir como desempregado é uma negação do direito à vida pior que a morte».

Mas há alguma pertinência nesta frase forte.

Morrer é deixar de existir. Não ter trabalho é deixar de existir em vida.

Não ter trabalho será apenas sobreviver. E, como avisa Edgar Morin, sobreviver não é viver!

publicado por Theosfera às 10:57

Cada dia é local e mundial.

Hoje é o Dia Mundial da Língua Materna.

Em português nos entendemos. Em português também nos vamos desentendendo.

Como havemos de entender os outros se nem sempre nos entendemos a nós?

publicado por Theosfera às 10:39

Na vida, temos de esperar o melhor e de estar preparados para o pior. O que não podemos é ver tudo com um olhar sombrio.

Não há que ficar eufórico quando tudo parece correr bem. Nem há que ficar deprimido quando tudo aparenta correr mal.

Para Oscar Wilde, «o pessimista é aquele que, podendo escolher entre dois males, prefere ambos».

Neste caso, o optimista será aquele que, mesmo perante dois (ou mais) males, tenta fazer o melhor diante deles.

O segredo da vida - cada vez mais me persuado disso - é nunca começar a desistir. E nunca desistir de começar!

publicado por Theosfera às 10:33

Na madrugada da nossa vida, entre a infância e a juventude, achamos que estamos perto de tudo.

Holderlin percebeu: «Quando jovem, o homem acredita estar tão próximo do seu objectivo! De todas as ilusões criadas pela natureza para socorrer a fragilidade do nosso ser, esta é a mais bela».

À medida que avançamos para o futuro, parece que o futuro se afasta de nós.

Parece que não conseguiremos ser aquilo que sonhámos ser.

Há que ajustar o princípio do sonho ao princípio da realidade.

Mas o importante é nunca desistir de (re)começar!

publicado por Theosfera às 10:25

Há muito de demoníaco na comunicação actual. A solução não é recusar a comunicação, mas refundar o acto de comunicar.

Afinal, há muito de divino na palavra. Já Victor Hugo assinalava o óbvio: «A palavra é o Verbo, e o Verbo é Deus»!

publicado por Theosfera às 10:22

A dor dói, mas fortalece.

É por isso que há pessoas que consideramos comuns que se revelam heróicas perante a dor.

Balzac revelou: «A dor enobrece as pessoas mais vulgares, porque ela tem a sua grandeza, e, para receber o seu brilho, basta ser verdadeira»!

publicado por Theosfera às 10:19

A procura é importante. A descoberta é compensadora.

Picasso confessava: «Eu não procuro. Descubro».

Mas será que alguém descobre sem procurar? Ou não será já a procura uma descoberta?

publicado por Theosfera às 10:17

Hoje, 21 de Fevereiro, é dia de S. Pedro Damião (invocado contra as insónias e dores de cabeça), S. Natal Pinot e Sta. Maria Henriqueta Dominici.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:06

Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013

Não faltam alvitres para o próximo Conclave. Já se fazem apostas e multiplicam-se nomes. Até se fala numa espécie de «Toto-Papa»!

As pessoas vão mostrando as suas preferências.

Tenho, para mim, que, a esta hora, quem está com maiores dúvidas são os cardeais eleitores. Não porque não conheçam a realidade, mas precisamente porque a conhecem em profundidade.

E o conhecimento, quando é profundo, atrai a complexidade.

Nem sempre são as clareiras que nos permitem valorizar a luminosidade. Muitas vezes, é pela obscuridade da noite que mais se nota o brilho da luz.

Deus gosta das profundezas. É preciso chegar ao fundo para escrutinar a Sua presença. E para escutar a Sua voz.

É por isso que hesitar pode ser um sinal de maturidade.

As coisas nem sempre são tão óbvias como parecem. E há surpresas que estão prontas para nos visitar!

publicado por Theosfera às 12:12

Como é natural, também eu tenho pensado em quem poderá ser o futuro Papa.

Sinceramente, não tenho preferências. Mas não nego que tenho sido acompanhado por um certo pressentimento.

Recordo que Camões assegurava que «o coração pressago nunca mente». Mas, como é óbvio, pode errar. E eu nunca fui bom em vaticínios.

Guardo, por isso, o nome «in pectore». E, como é meu dever, vou rezando pelo Papa seja ele quem for.

O Papa actual fez muitos discípulos. Tenho a certeza de que o futuro Papa também fará...«escola».

E por aqui me fico. Porventura, já disse mais do que pensava dizer!

publicado por Theosfera às 11:20

A Igreja é para todos, mas não é para tudo.

Ela tem de estar aberta a todas as pessoas, mas não pode ser conivente com todas as situações.

Ela tem de saber acolher. Mas também tem de ser capaz de discernir.

Ela não pode desistir das pessoas. Mas também não pode abandonar a mensagem.

Ela está no mundo não para receber aplausos, mas para prestar um serviço.

Agradar nem sequer rima com servir. O que mais agrada pode não ser o que mais ajuda.

Bento XVI denunciou «a busca do aplauso».

O aplauso pode ser reconfortante, mas não é um bom sintoma.

Um medicamento raramente é agradável. Mas é ele que nos cura!

publicado por Theosfera às 10:58

Há quem abuse da posição que ocupa. Há quem pense que nunca deixa o poder que tem ou os privilégios de que desfruta.

Era bom que se meditasse no que disse Balzac: «As pessoas importantes fazem sempre mal em divertir-se à custa dos inferiores».

Até, porque nesse caso, mostram-se menos importantes do que aqueles que consideram inferiores!

publicado por Theosfera às 10:45

Uma coisa é lutar pelo direito de intervir. Outra coisa, bem diferente, é impedir o direito de falar.

Em democracia, o contraditório faz-se pela positiva, pela palavra, pelo diálogo.

O direito de manifestação é sagrado. Mas o direito de expressão também é intocável.

O mais interessante é que tais direitos podem coexistir.

Depois de uma palavra pode sobrevir outra palavra. Após uma exposição pode surgir uma oposição. A seguir a uma prédica pode nascer uma réplica.

É certo que o poder não tem sido brando para com os cidadãos. Mas isso não é motivo para que os cidadãos sejam agressivos para com os que exercem o poder.

A contestação é mais eficiente se apostar na diferença, se não reproduzir aquilo que denuncia.

Segundo Voltaire, é possível não gostar nada do que ouvimos. Mas, mesmo assim, devemos fazer tudo para que todos se possam fazer ouvir!

publicado por Theosfera às 10:41

A Bíblia avisa que tudo tem o seu tempo. O difícil, porém, é descobrir o tempo de cada coisa, o tempo de cada pessoa.

Às vezes, erramos por antecipação. Outras vezes, pecamos por inacção.

Quando se verifica que o tempo ainda não é o nosso, pode haver uma nova tentativa. Mas quando se nota que o tempo já não é o nosso, de nada vale insistir.

É por isso que Francis Bacon tem razão: «Escolher o seu tempo é ganhar tempo».

Mas quem está em condições de escolher o seu tempo?

publicado por Theosfera às 10:19

Hoje, 20 de Fevereiro, é dia dos Bem-Aventurados Francisco e Jacinta Marto, Sto. Euquério, Sto. Eleutério, Sta. Amada e Nossa Senhora, Rainha da China.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:07

Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013

Tudo tem uma causa. Mas, infelizmente, nem tudo parece ter uma responsabilidade.

A tendência é para diluir no geral o que pode caber também no plano pessoal.

Em três meses nove empresários da restauração suicidaram-se. No ano passado, 11 mil restaurantes fecharam.

Todos sabem onde está a causa. Mas quem aparece a assumir as responsabilidades?

publicado por Theosfera às 12:57

Ainda bem que não é proibido falar. Ainda bem que podemos dialogar.

Mas a comunicação, enquanto direito, não deixa de impor alguns deveres.

A palavra, para ter credibilidade, precisa de sustentação, conteúdo e muita sensatez.

É por isso que a palavra deve ser amassada em algum silêncio, para melhor poder germinar.

Este tempo que estamos a viver devia ser não um tempo de corte, mas um tempo de escuta: quer pelo que estamos a viver nesta época, quer pelo que estamos a experimentar nestes dias.

A Quaresma, já por si, sugere interioridade. E a renúncia (e posterior eleição de um Papa) devia determinar algum recato.

É normal que se conjecture.

Uns especulam sobre a origem do futuro Papa. Outros debatem a idade do futuro Papa. Outros ainda teorizam até sobre a ideologia do futuro Papa.

Neste aspecto, impressiona a ligeireza com que se transporta, acriticamente, o paradigma da política para a Igreja.

Não falta até quem já tenha desenhado o perfil do futuro Papa com base nestas variáveis.

Esquece-se que o Conclave não é um mero acto eleitoral; é um verdadeiro acto de fé.

Antes de cada cardeal consultar a sua consciência, procurará consultar o próprio Deus.

Já Sto. Inácio de Antioquia notava que o Espírito Santo é o «bispo invisível».

Acreditamos que é Ele que actua por meio dos bispos visíveis e, maxime, através do Papa visível.

É por tal motivo que, acima de tudo, este é um tempo de oração.

Agora, cada um tentará escrutinar o que «parece bem ao Espírito Santo»(Act 15, 28).

Dentro de dias, alguns procurarão apurar o que, a partir dessa escuta orante, será melhor para o Povo de Deus!

publicado por Theosfera às 11:47

A esperança é muito importante, mas não chega.

A esperança que só é esperança nem esperança chega a ser.

É bem capaz de eliminar a própria esperança.

Daí que Francis Bacon tenha alertado: «A esperança é um bom almoço mas um mau jantar».

Todo o homem, tal como o agricultor, anela por colher o que foi semeando!

publicado por Theosfera às 10:32

Hoje, 19 de Fevereiro, é dia de S. Conrado Placência, S. Gabino e Stos. Mártires da Terra Santa.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:12

Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013

Uma coisa é tolerar. Outra coisa, bem diferente, é branquear.

E, para cúmulo, a lógica é muito variável: ao sabor dos interesses e das afinidades.

Há pessoas a quem não perdoamos o mais leve deslize. Há pessoas a quem deixamos passar até o pior desmando.

Já Pascal advertia: «Nunca se faz tão perfeitamente o mal como quando se faz com boa vontade».

Alegações do género «foi com boa intenção» escondem, muitas vezes, o que há de mais aviltante!

publicado por Theosfera às 19:47

1. A demissão do Papa será tudo menos um acto de resignação. Será, acima de tudo, uma reforma de quem não se conforma. Será, certamente, uma renúncia que transporta uma denúncia.

Trata-se, em suma, de um gesto inovador de um Papa que muitos (apressadamente) viam como conservador.

 

2. Muitos se espantam diante da veemência das mais recentes palavras de Bento XVI. Finalmente, dispuseram-se a escutar aquele que, durante anos, se recusavam a ouvir.

De facto, nos últimos dias o Papa conquistou atenção. Aliás, nos últimos anos, já tinha alcançado bastante auditório. Mas, desde cedo, tinha conseguido o que, só muito tarde, alguns quiseram ver: credibilidade, competência, acutilância.

 

3. Não foi agora que o Papa reparou em muitas feridas. Não foi agora que o Papa alertou para a hipocrisia, as divisões e as rivalidades que gangrenam muitas instituições eclesiais.

Antes de ser Papa — e até muito antes de ser Bispo — já o tinha feito. Dir-se-ia que esta foi uma preocupação que sempre o acompanhou desde o princípio e que acabou por desgastá-lo até ao fim.

 

4. Ele, que sempre se mostrou contido nas atitudes, nunca foi avaro nas palavras.

Ficou célebre — e calou muito fundo — o diagnóstico que traçou na Via-Sacra de 2005, apoucos dias de ser eleito: «Quanta sujidade existe na Igreja! A Igreja parece uma barca que mete água por todos os lados. As vestes e os rostos da Igreja estão sujos. E somos nós mesmos a sujá-los».

Contudo, já nos idos de 70, o então Padre Joseph Ratzinger remetia em direcção parecida e apontava responsabilidades semelhantes: «Se, antigamente, a Igreja era a medida e o lugar do anúncio, agora apresenta-se quase como o seu impedimento»!

 

5. Não é de fora que vêm as dificuldades maiores. De fora surgem — como é natural que surjam — as interpelações. Mas é de dentro que emergem os obstáculos.

Identificá-los torna-se, por isso, uma prioridade. E removê-los desponta, pois, como um imperativo.

 

6. A renúncia do Papa em tempo de Quaresma torna (ainda) mais urgente o apelo à conversão.

Não são apenas os outros que precisam de se arrepender. É cada um de nós que tem de se converter.

 

7. No início da Eucaristia, ninguém aponta os pecados do vizinho do lado. Todos nos confessamos pecadores.

Sendo assim, é internamente que a mudança tem de ser desencadeada. Porque é internamente que as coisas são o que são e que poderão ser o que têm de vir a ser.

 

8. A lição do Papa encerra uma alternativa muito clara e uma opção bastante simples: mudar ou mudar-se.

O Papa concluiu que as suas forças estavam a diminuir quando a necessidade de mudança continua a crescer.

 

9. Ele acha que não está em condições de que continuar a fazer. Mas tem perfeita noção do que tem de continuar a ser feito.

O Papa está cansado, porventura um pouco condoído, mas nada vacilante.

 

10. Ele retira-se para que outro possa prosseguir o que ele não se cansou de tentar: promover a mudança. A mudança das estruturas. E, sobretudo, a mudança de vida!

publicado por Theosfera às 19:44

No início dos exercícios espirituais que o Santo Padre está a realizar, o Cardeal Ravasi refere quatro verbos que estão associados ao acto de rezar. 

Diz ele: «Rezar é respirar, porque a oração é como o ar para a nossa vida; rezar é pensar, é conhecer Deus, como fazia Maria que guardava os eventos no seu coração; rezar é também lutar com Deus, sobretudo quando se está na aridez, na escuridão da vida, quando elevamos ao céu o nosso grito desesperado; rezar, por fim, é amar, poder abraçar Deus».

publicado por Theosfera às 10:54

O poder, como tudo, vem de Deus.

Mas, pela amostra, o exercício do poder parece ter sido capturado pelo Diabo. Este, pelo menos, reclama-o como seu.

Ainda ontem ouvíamos no Evangelho: «Dar-Te-ei todo este poder e a sua glória porque me foi entregue, e dou-o a quem quero» (Lc 4, 6).

E, de facto, o poder parece ter muito de diabólico, tal é a opressão que provoca e a injustiça que faz alastrar.

Será impossível libertar o poder da captura a que se mantém (prolongadamente) submetido?

publicado por Theosfera às 10:48

Reza um conhecido adágio: «Se queres ir depressa, vai sozinho; se queres chegar longe, vai acompanhado».

Todos queremos andar depressa e todos gostamos de andar acompanhados.

O vencedor é, muitas vezes, o que vai sozinho. Torna-se único, incompreendido, solitário.

A Igreja não está no mundo para vencer, mas para convencer.

É por isso que a sua paciência exaspera tantas vezes e tanta gente.

Mas é também por isso que ela congrega tantas pessoas.

Nenhuma terra lhe é desconhecida: está em toda a parte.

Nenhuma época lhe é estranha: já conta com dois mil anos de percurso.

Alguém chegou tão longe?

publicado por Theosfera às 10:40

Achava Carlos Drummond de Andrade que «há muitas razões para duvidar e uma só para crer».

Mas esta única razão sobreleva todas as outras: Deus, o amor Deus, o Deus amor!

publicado por Theosfera às 10:24

Charles Dickens: «Uma mudança de atitude pode fazer-nos cometer grandes erros em qualquer momento».

Mas, ousaria dizer eu, uma mudança de atitude pode fazer-nos também cometer grantes feitos a toda a hora!

publicado por Theosfera às 10:20

Hoje, 18 de Fevereiro, é dia de S. Teotónio, Sta. Bernardette Soubirous, S. João de Fiésole (Fra Angélico), S. Francis Régis Clet e Sta. Gertrudes Comensoli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:07

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