O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012

Estamos à espera do ano novo com coisas que, afinal, não são novas.

A receita é a de sempre: foguetes, folguedo, música, dança. Talvez mais euforia do que alegria.

É claro que as pessoas precisam de aliviar a pressão de cada dia. Mas confesso que me entedia a falta de espiritualidade destes momentos.

Uma maior simplicidade adornaria uma noite como esta com mais encanto. E, quanto ao futuro, não cedamos ao pessimismo.

Mesmo que todos nos abandonem, contamos com Deus. E, como nos diz Bento XVI, «Deus não nos deixa tactear na escuridão. Ele mostrou-Se como homem. Ele é tão grande que pode até tornar-Se pequeníssimo».

Deixemos as grandezas nas arcas de arrumações do ano velho. A maior grandeza do ano novo estará na simplicidade!

publicado por Theosfera às 19:51

Deus é humilde, maximamente humilde.

Holderlin, fogoso poeta, percebeu: «Deus criou o mundo como o mar criou os continentes: retirando-Se».

Trata-se, no fundo, do que está contido na doutrina hebraica do «zimzum», que evoca aquela espécie de «contracção» de Deus. Ou seja, Deus como que Se contrai na Sua imensidão para «hospedar» o homem e todo o universo.

Esta é, pois, uma humildade criadora. Só a humildade cria. A soberba destrói.

Deus é omnipotente deixando ser, deixando que o diferente de Si seja.

Não se trata de uma limitação de poder, mas de um excesso de poder.

O maior poder não é o que limita os outros, é o que faz ser os outros!

publicado por Theosfera às 19:34

A humildade começa no olhar. O humilde não olha de cima, olha para cima.

Orson Welles verbalizou o essencial da humildade quando disse: «Penso que é impossível que o homem seja grande se não admitir que há alguma coisa maior do que ele»!

publicado por Theosfera às 19:05

Santa Missa a começar em 2012 e a terminar em 2013.

Assim vai ser a minha passagem de ano.

Rezarei por quantos me têm distinguido com o incomensurável dom da sua amizade.

Um novo ano com duas mil e treze razões para sorrir e ser feliz. Deus abençoe a todos!

publicado por Theosfera às 18:47

Admiro muito, mesmo muito, as pessoas humildes. Para mim, são as mais sábias.

São aquelas que não olham para si. São aquelas que olham para baixo, para o chão. Pois até o mais alto quis descer até ao mais baixo. Até Deus é humilde.

É por isso que subscrevo o que disse Thomas Eliot: «A única sabedoria que podemos esperar é a sabedoria da humildade: a humildade é sem fim».

A humildade. Eis o que nunca deveríamos perder!

publicado por Theosfera às 12:14

«Si doctus, doceat; si sanctus, oret; si prudens, regat nos».

Eis uma máxima atribuída a Sta. Teresa de Ávila que não perdeu actualidade.

É uma espécie de bússola para discernir capacidades: «Se é douto, que nos ensine; se é santo, que reze por nós; se é prudente, que nos governe»!

publicado por Theosfera às 12:08

Às vezes, o medo é pior que o pior inimigo.

Pense-se neste conto de Antonhy de Mello.

A Peste dirigia-se para Damasco e passou velozmente junto à tenda do chefe de uma caravana no deserto. «Para onde vais com tanta pressa?», perguntou-lhe o chefe. «Para Damasco e penso matar um milhar de pessoas».

No regresso de Damasco, a Peste passou de novo junto à caravana. Então, o chefe disse-lhe: «Mentirosa. Eu já sei que mataste 50.000 vidas, não as mil que tinhas dito!»

«Não», respondeu-lhe a Peste. «Eu só matei mil pessoas. As outras 49 mil morreram de medo, morreram com o medo de serem contagiadas por mim. Foi o medo que as matou»!

De facto, é terrível e (terrivelmente) eficaz o poder do medo.

Só há uma vacina capaz de a vencer: a esperança.

Não se esqueça, pois, de tomar doses volumosas de vitamina E, de vitamina Esperança!

publicado por Theosfera às 12:00

Viva este momento como se fosse o primeiro momento da sua vida, como se fosse o último momento da sua vida, como se fosse o único momento da sua vida.

Daqui a um minuto, tente pensar o mesmo.

Daqui a dez minutos, procure pensar o mesmo.

Daqui a dez anos, não deixe de pensar o mesmo!

publicado por Theosfera às 11:46

É possível que, a esta hora, o medo esteja a bater à porta de muitos corações.

Mas não lhe ceda, não se submeta a ele.

Luther King é luminoso a este respeito: «O medo bateu à porta. A fé foi abrir. Não havia ninguém».

Ou seja, a fé faz desaparecer o medo. Vençamos o medo com a fé!

publicado por Theosfera às 11:44

Ninguém pode invocar plena independência.

Ninguém deve ser submetido a total dependência.

Tudo há-de ocorrer dentro da mais saudável interdependência.

A própria ciência oferece muito, mas não é capaz de explicar tudo.

Até Albert Einstein percebeu que «a escada da ciência é a escada de Jacob, que não fica completa senão quando chega aos pés de Deus»!

publicado por Theosfera às 11:38

Se o preço de muita coisa aumenta, é natural que o preço dos jornais não seja excepção.

Hoje, pelo menos um jornal anuncia o respectivo aumento. A justificação é a subida dos custos de produção.

A ilação óbvia é que o aumento da venda cubra o referido aumento da produção.

Mas isso significa também que o jornal em causa aposta mais em sacrificar os leitores habituais do que em conquistar novos leitores.

Para conquistar mais leitores, o normal seria manter (ou até descer) o preço.

Com esta medida, o mais provável é que desçam ainda mais as receitas.

Não deixa de ser sintomática esta situação. Habitualmente, é nos jornais que mais se critica a política dos governos que aumentam os preços de tudo. Mas, afinal, eles mesmos (os jornais) reproduzem aquilo que criticam.

A vida custa a todos. Os jornais têm de fazer contas. E os leitores também.

Só é pena que a qualidade não suba como sobem os preços.

Não levem a mal esta anotação final. É a percepção de alguém que ainda acredita nos jornais. E que gostaria que eles estivessem num patamar muito elevado!

publicado por Theosfera às 11:26

Tudo aumenta no próximo ano.

Tudo aumenta. Esperamos que não aumentem só os preços.

Que aumente também a esperança. Sobretudo a esperança.

A esperança não é tudo. Mas é indispensável para tudo!

publicado por Theosfera às 11:07

Não é a inércia que nos conduzirá à novidade. Não são os ponteiros do relógio que nos oferecerão uma vida novo.

Carlos Drummond de Andrade avisava: «Para ganhar um ano novo, que mereça este novo, você, meu caro, tem de merecê-lo».

Só uma vida nova fará com que o ano seja (efectivamente) novo!

publicado por Theosfera às 11:00

Creio que o homem não é do tamanho da sua altura.

Creio, com Fernando Pessoa, que «o homem é do tamanho do seu sonho».

Não coloquemos limites ao sonho. E não desistamos de o realizar.

Façamos do sonho o condutor dos nossos passos e o guia da nossa vida!

publicado por Theosfera às 10:51

O Marquês Maricá, sempre muito subtil nas suas frases, foi muito pertinente quando escreveu: «A alegria do pobre, ainda que menos durável, é sempre mais intensa que a do rico».

É possível que muitos ricos sejam mais pobres que muitos pobres. Porque só têm uma coisa: dinheiro!

publicado por Theosfera às 10:48

Na escola aprende-se muito. Na vida aprende-se tudo.

Até as mágoas nos ensinam, palavra de Benjamin Franklin.

Jeanne Roland também dizia que «quem tem culpas desconfia de todos».

Quem não tem culpas propende a não desconfiar. Mas, nesse caso, pode ser levado no engodo.

A projecção leva a ver os outros pelos nossos olhos, os únicos que temos.

Custa ser enganado. Mas antes ser enganado do que enganar.

E quanto à desconfiança, o melhor é não usar. Em vez da desconfiança, a cautela, o cuidado, a prevenção!

publicado por Theosfera às 10:44

Hoje, 31 de Dezembro (sétimo dia da Oitava do Natal), é dia de Sta. Comba de Sens, Sta. Melânia, a Nova, S. Piniano, S. Silvestre I e Sto. Alão de Solominihac.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

1. Eis um momento em que nos sentimos habitados pela incerteza e, ao mesmo tempo, tatuados pela esperança.

Receamos que o futuro seja sombrio, mas, lá no fundo, acalentamos o sonho de que o amanhã possa ser mais sorridente.

 

2. Paul Valéry achava que «o problema com o tempo é que o futuro já não é o que costumava ser». Mas também se fosse o que costumava ser, seria futuro?

Nós é que, afinal, estávamos mais seguros com o passado, apesar das suas agruras, do que com o futuro, não obstante as suas promessas.

 

3. A esta hora, palpita-nos que o próximo ano será difícil. Mas nem assim deixamos de desejar que ele possa ser melhor.

Uma coisa é certa: será diferente. Nenhum momento é igual a outro. Cada instante é único, irrepetível.

 

4. O tempo dá. O tempo tira. O tempo retira o que antes tinha dado. O tempo volta a dar o que antes tinha tirado.

A coisa mais estável é a instabilidade. O mais imutável parece ser a mudança. O que não muda é a sensação de que tudo muda, de que tudo está a mudar.

 

5. A esta hora, o verbo que mais vem à superfície da lembrança é «passar».

Passar de ano tem aquele sortilégio a que quase ninguém escapa. Mas não basta «passar». É necessário também «mudar». E, acima de tudo, é urgente «melhorar».

Passar não chega. Mudar não basta. Só mudando para melhor é que vale a pena estar na vida.

 

6. O mundo é feito de mudança. A vida, portanto, é tecida de «mundança».

Não é gralha. De facto, é de «mundança» que precisamos. De mudança no mundo. E esta tem de começar por dentro, por nós!

 

7. Gandhi dizia: «O que importa é o fim para o qual é o chamado». Neste fim de ano, parece haver uma dificuldade em perceber qual é a finalidade dos nossos passos.

Nem o fim é totalmente fim. O fim abre as portas a um novo começo. O fim de um ano desagua sempre num novo ano. E nem sequer o fim da vida impede o desabrochamento do início da plenitude da vida. Afinal, «a vida não acaba, apenas se transforma»!

 

8. Os finais e os inícios de ano são convenções que nos deveriam despertar para algo importante: o mistério do tempo e a importância de cada momento.

O dia mais importante é hoje. O momento mais decisivo é este. Quando chegar a meia-noite de 1 de Janeiro, esse será o instante mais importante. Mas, um minuto depois, já será passado. E esse minuto passará a ser o mais importante.

 

9. 2013 até poderá ser o melhor ano das nossas vidas. Nunca terá havido tantas dificuldades. Nunca haverá, por isso, tão grandes possibilidades. Eberhard Jungel asseverou: «Quanto maiores são as dificuldades, tanto maiores são as possibilidades».

A felicidade não vem da facilidade. O que vale custa. O que custa vale. Os problemas serão grandes. A vontade de os vencer será maior.

 

10. Este não é o momento para ser original. Mas, não sendo original, gostaria de desejar com a máxima sinceridade: um ano novo repleto de paz, inundado de esperança.

Que a vida seja renovada no ano novo. Que Deus habite todos os corações. Que o Seu amor nos guie nesta peregrinação da esperança pelo tempo!

 

11. O novo ano pode não ser o melhor, mas nós podemos ser melhores no ano novo.

Por isso, que não seja só novo o ano. Que seja nova a vida. Sobretudo a vida.
publicado por Theosfera às 00:24

Domingo, 30 de Dezembro de 2012

Impasse emocional é o que muitos estão a sentir nesta altura.

Quase todos estão com desejos de sair de 2012. Mas quase ninguém tem vontade de entrar em 2013.

O ano novo parece mais sombrio que o ano velho.

Creio, porém, não ser impossível acender um facho de luz nas escuras avenidas do medo.

Entremos em 2013 pela porta da esperança!

publicado por Theosfera às 07:07

A experiência pode ser teorizada. Mas, como disse Albert Camus, «não se pode criar experiência. É preciso passar por ela».

Só passando pela experiência é possível falar da experiência.

A experiência é, antes de mais e acima de tudo, vivência!

publicado por Theosfera às 06:26

O drama do escritor é que as palavras andam mais devagar que o pensamento.

Julien Green bem o percebeu: «O pensamento voa e as palavras vão a pé: eis o drama do escritor».

Mas eis também o seu encanto: as palavras, com a sua lentidão, podem mastigar o pensamento antes de o (tentar) exprimir!

publicado por Theosfera às 06:25

Do tempo sabemos mais quando o sentimos do que quando o tentamos dizer.

O que é o tempo? O que é o presente?

Quando falamos do presente, acabamos por falar do passado onde o presente já assentou.

Ambrose Bierce anotou que o presente é «a parte da eternidade que assinala a divisão entre o domínio da frustração e o reino da esperança»!

publicado por Theosfera às 06:24

A coisa mais fácil do mundo é ser enganado.

Eis um aviso, ungido com extremos de pertinência, de Madre Teresa de Calcutá.

Somos enganados quando não tomamos as devidas cautelas. Mas não deixamos de ser enganados quando tomamos os necessários cuidados.

É que há enganos que vêm adornados com ornamentos de verdade.

Já na antiguidade, Platão avisava : «Tudo aquilo que engana parece libertar um encanto».

Precisamos de encanto. Mas nem tudo o que encanta ajuda. O discernimento é fundamental!

publicado por Theosfera às 06:23

O futebol é apenas um jogo, um passatempo. Não vale a pena exagerar na importância do desporto. Mas muito se pode aprender com o futebol.

Veja-se o que se está a passar com o Sporting. Há muitos paralelismos com a situação do país.

De jogo para jogo, dizem que o clube vai melhorar. Mas o que se verifica é que, de jogo para jogo, só consegue piorar. Hoje perde, por 0-3, com o...Rio Ave. Também dizem que, de ano para ano, o país vai melhorar. Mas, até agora, só tem piorado.

O mais estranho é que se fica com a sensação de que o Sporting tem capacidade para fazer muito mais. Do mesmo modo, subsiste a impressão de que o país é capaz de muito melhor. O problema é que o Sporting fica à espera do que vai acontecer. O país também já está á espera do que vai ocorrer.

Em ambos os casos, falta iniciativa. Perdeu-se liderança. O país limita-se a cumprir ordens que os outros dão. O Sporting limita-se a ver os jogos e os golos que os outros apontam.

Tem valido ao Sporting o guarda-redes, ao impedir que o desnorte seja maior. Tem valido ao país a resistência do povo, ao não deixar que o desastre seja total.

Será possível escapar ao abismo? Às vezes, é preciso estar perto do fundo para começar a subir. Só não sabemos se o fundo ainda conseguirá ser mais fundo!
publicado por Theosfera às 06:22

Chamava-se Isaura Sequeira.

Sentiu-se mal logo pela manhã. Foi imediatamente atendida. Mas não resistiu. Tinha 74 anos.

Era minha Avó, minha querida Avó. A única que conheci.

Eu sei que ela gostava muito de mim. Ela sabia que eu gostava muito dela.

Morreu neste dia. Há 38 anos!
publicado por Theosfera às 06:20

Alguém disse, há mais de um século, que «os médicos enterram os seus erros, os juízes enforcam-nos e os jornalistas lêem-nos na primeira página no dia seguinte».

No fundo, os nossos erros acompanham-nos sempre.

Há que ser humilde e cauteloso. Humilde para perceber que, a todo o momento, podemos errar. E cauteloso para, na medida do possível, evitar o erro ou, então, corrigi-lo!

publicado por Theosfera às 06:18

O passado é importante como raiz. Mas é um perigo se for visto como um freio.

Edmund Burke sentenciou que «nunca se pode planear o futuro com o passado». Sobretudo se o passado servir para bloquear o futuro.

O futuro não é só o que vem depois do passado. É também (e sobretudo) o que transforma o passado!

publicado por Theosfera às 06:17

Hoje, 30 de Dezembro (sexto dia da Oitava do Natal), é dia da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, Sto. Anísio, Sta. Margarida Colona e S. Sabino.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:05

Sábado, 29 de Dezembro de 2012
E eis que o cinzento deste dia veio inocular uma persistente sensação de sombra.

Quero continuar a crer na luz de cada manhã. Quero continuar a ouvir o despertar da esperança.

Mas olho e reparo. Parece que este é o tempo da desistência, da resignação ou da renúncia, como alertava Sophia.

Vamos gastando e desgastando-nos como se já não houvesse futuro. Gastamo-nos no trabalho. Desgastamo-nos na procura de trabalho. E, sem saber como, estoiramos na folia.

Andamos depressivos e eufóricos, mas não alegres.

Não sabemos rir e até nem conseguimos chorar.

Gritamos. Vociferamos.

Vamos (re)ganhar coragem, sair dos escombros e enxergar a luz.

Ei-la que vai passando. Mas quem a vê? Não conjuguemos jamais o verbo «desistir»!
publicado por Theosfera às 11:48

Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2012

1. A humanidade reconhece que está doente, mas os seres humanos têm dificuldade em reconhecer a natureza, a profundidade e o alcance das suas doenças. Somos como aqueles pacientes que não se sentem bem. Mas que nada fazem para serem curados nem sequer procuram saber qual é a sua enfermidade.

Javier Aranguren detectou uma tríplice doença no mundo: o ruído, a pressa e o êxito. Não obstante, continuamos afogados em ruído, mantemo-nos em correrias constantes e não desistimos do êxito a todo o custo nem da fama a qualquer preço.

 

2. Mário Vargas Llosa acha que a raiz de tudo está na falta de cultura humanista. Assistimos «a um extraordinário empobrecimento da linguagem e a uma deterioração da comunicação e da racionalidade».

Resultado? «As máquinas pensam por nossa conta. A cultura do ecrã é muito mais conformista, mais letárgica, desmobilizando o espírito crítico».

Talvez sem nos apercebermos, hoje em dia, lemos mais relatórios que livros. Deste modo, limitamo-nos a gerir o presente e não preparamos o futuro.

 

3. É que, «com a literatura, a imaginação desenvolve-se, criando sociedades e mundos melhores, mais justos e mais livres».

A literatura está «sempre a expor-nos às ideias da perfeição, da beleza, da coerência, de uma ordem que não existe no mundo real; nesse sentido, têm servido como o motor do progresso da civilização».

É certo que também se pode ler no ecrã, via net. Mas a experiência dita que não é a mesma coisa. A interacção com o texto parece outra.

 

4. Não se trata de diabolizar a cultura do ver. Mas importa perceber que ler é diferente: é ver duplamente, decuplamente, desmedidamente. Ler é ver com o espírito.

Ver é olhar para as coisas como elas são. Ler acaba por ser olhar para as coisas como elas podem vir a ser!

 

5. A democratização da cultura retirou-lhe alguma exigência, alguma elevação. Muitas vezes, a democratização é confundida com banalização.

Exemplo.É bom que a comida chegue a todos. Mas é mau se a comida que chega a todos não tem qualidade. E pior é se nem sequer estamos em condições de perceber que há comida que não tem qualidade.

 

6. Vargas Llosa pode parecer excessivo, mas não deixa de ser pertinente. O que é a cultura? Talvez tudo. Talvez nada. Quando é tudo, acaba por ser nada. Tanto se chama cultura ao livro, ao pensamento e à arte como ao «pimba» e à mera diversão.

Outrora, era o pensador que sobressaía. Hoje, é o «entretainer», o futebolista e o apresentador televisivo que surgem avassaladoramente. O que conta não é a qualidade, não é a substância. É o espectáculo.

 

7. Vargas Llosa rebela-se: «Seria uma tragédia que a cultura acabasse em puro entretenimento». Mas a frivolidade já triunfou. O vazio tem o espaço ocupado.

No limite, parece não ser possível «saber o que é belo e o que é feio. Nos tempos que correm, classificar alguma coisa de belo é quase uma aberração». Isto sente-se na música, na literatura, na vida cívica em geral. E, mais grave, é que já nem se adverte o estado da decadência.

 

8. O mais valioso não pode ser medido pelas audiências ou pelos aplausos.

Não pode ser o mercado a mandar. Tem de (voltar a) ser o espírito a decidir!

publicado por Theosfera às 19:40

No fundo, quando falamos de verdade, falamos de percepções.

É que, como já avisava Aristóteles, só há uma verdade. «A única verdade é a realidade».

Acontece que a realidade imprime-se no espírito de cada um e é natural que a leitura que se faz dessa impressão seja variável.

A realidade pode ser objectiva. Mas o ser humano é subjectivo.

A aproximação à verdade supõe, por isso, uma purificação, um despojamento.

A verdade mostra-se, desvela-se. É preciso acolhê-la com simplicidade, sem preconceitos!

publicado por Theosfera às 12:30

Julgo que ninguém discordará de Thomas Jefferson quando confessou que «os momentos mais felizes da minha vida foram aqueles, poucos, que pude passar em minha casa, com a minha família».

O povo, na sua sageza chã, diz que «boa festa faz quem em sua casa está em paz».

E, de facto, precisamos muito (diria: imenso) de interioridade. Estamos descompensados por dentro. E é por isso que andamos descontrolados por fora.

Apenas uma leve precisão.

No fundo, a nossa casa não é só a nossa casa e a nossa família não é unicamente a nossa família.

A nossa casa é o mundo. A nossa família é toda a humanidade.

Foi esta a mensagem de Jesus quando veio até nós!

publicado por Theosfera às 12:23

Tácito disse o óbvio, mas nem por isso deixa de ser necessário.

É que, às vezes, o mais óbvio passa por ser o mais esquecido. Afirmou então o preclaro escritor: «Todas as coisas que hoje se crêem antiquíssimas já foram novas».

Grande lição e enorme ilação.

De facto, todas as coisas novas passarão um dia a antigas e, nessa medida, hão-de ser sucedidas por outras mais novas.

O que é novo não pode despedaçar o que é antigo. Até porque se o antigo não existisse como é que poderia haver o novo?

Afinal, é bem capaz de ser como dizia Lord Byron: «As novidades agradam menos do que impressionam».

No fundo, gostamos das novidades enquanto elas não aparecem nem nos incomodam.

Mudar é mais difícil do que parece. Mas também é mais urgente do que imaginamos!

publicado por Theosfera às 12:12

Hoje, 26 de Dezembro (segundo dia da Oitava de Natal), é dia de Sto. Arquelau, Sto. Estevão (protomártir) e Sta. Vivência Lopes.

Um santo e abençoado dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 06:25

Terça-feira, 25 de Dezembro de 2012

Uma voz sempre necessária. Uma palavra sempre pertinente. O peso dos anos não retira leveza ao espírito. D. Manuel Martins continua atento e acutilante.

Neste dia de Natal, importa ouvir que «a Igreja tem de ser a grande provocadora da sociedade», prestando «atenção às transformações do mundo».

Considera difícil a hora que estamos a viver. «Não sabemos quando vai despontar a madrugada, ainda estamos no princípio da noite».

Mas se a madrugada tarda, temos de a fazer surgir. Até porque, sublinha o Bispo emérito de Setúbal, «Natal é justiça, é verdade, é respeito, é solidariedade».

É por isso que o Natal nunca prescreve. É por isso que o Natal não pode ser apenas hoje!

publicado por Theosfera às 18:04

VEM
Deus da paz,
Vem conter a fúria das armas destruidoras.

Deus da justiça,
Vem libertar as vítimas da opressão.
 
Deus da fraternidade,
Vem fazer que todos os homens se sintam irmãos.

Deus da esperança,
Vem dar alento aos que se encontram abatidos.

Deus da santidade,
Vem transformar as nossas vidas.

Deus do amor,
Vem socorrer o nosso mundo inquieto.

Deus dos pobres,
Vem enriquecer-nos com a tua humildade.

Deus de todos os homens,
Vem nascer no nosso coração.

Vem, Senhor Jesus!
publicado por Theosfera às 17:55

Hoje, 25 de Dezembro (solenidade do Natal do Senhor), é dia de S. Manuel, S, Natal, Sto. Alberto Chiewolski, Sta, Maria dos Apóstolos, Sta. Inês Fila e Sta. Lúcia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:38

Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2012

Está quase a chegar o dia dos Meus anos.

 

Eu sei que muitos mal se lembram,

mas o Natal é mesmo o dia em que se assinala o Meu nascimento.

 

Às vezes, parece que o Natal é como um aniversário sem aniversariante.

 

Vejo as pessoas a correr, a comprar e a comer.

Eu até fico contente.

Mas gostava de ver também as pessoas a meditar,

a pensar um pouco no significado deste dia.

 

Toda a gente celebra o seu aniversário.

Amanhã é o dia em que se celebra o Meu.

 

É claro que ninguém sabe ao certo diaem que Eu nasci.

Também não quis que isso ficasse registado.

Porque Eu não nasci apenas naquele dia.

Eu quero renascer em cada dia.

 

Conto convosco para realizar o Meu sonho,

o sonho que trago coMigo há dois mil anos,

mas que quase ninguém Me deixa realizar.

 

Sonho com um mundo onde só haja paz, justiça,

liberdade, amor, fraternidade.

 

Sonho com um mundo onde todos dêem as mãos,

onde todos se ajudem,

onde todos se estimem como irmãos.

 

Sonho com um mundo onde não haja distância entre ricos e pobres,

onde não seja preciso colocar fechaduras à porta de casa

e sobretudo onde ninguém queira colocar fechaduras à porta do seu coração.

 

Sonho com um mundo onde as pessoas sejam tratadas como pessoas

e não de acordo com a sua posição social ou económica.

 

Sonho com um mundo onde todas as pessoas tenham acesso à saúde,

à educação, à habitação, ao trabalho.

 

Sonho com um mundo onde as crianças sejam acarinhadas

e os velhinhos sejam respeitados.

 

Já vos estou a ouvir dizer que é um sonho impossível.

Mas impossível porquê?

 

Eu continuo a acreditar neste sonho

e conto convosco para o realizar.

Quereis ajudar-Me?

 

Sei que, apesar da crise, ides trocar muitas prendas.

Mas queria que soubésseis que o melhor presente

é o presente da presença.

Eu estou presente em vós.

Cada um de vós está presente em Mim.

 

E «onde estás Tu?», já vos oiço perguntar.

Não. Não Me procureis na riqueza, na glória, no poder.

Eu não estou aí.

 

Se quiserdes encontrar-Me, procurai-Me na simplicidade,

na humildade, na pobreza, no despojamento.

Por muito que vos espante, é aí que Me encontro.

 

Se fordes humildes e puros,

se fordes capazes de ver a Minha imagem esculpida nas crianças,

nos doentes, nos marginalizados e nos pobres,

se pensardes nos outros e não apenas em vós,

não tenhais dúvida de que haveis de Me encontrar.

 

Eu disse muita coisa há dois mil anos,

muita coisa que muitos não sabem,

que outros esqueceram

e que muitos, mesmo sabendo e não tendo esquecido, não põem em prática.

 

Não falta quem repita as Minhas palavras

e explique, muito doutamente, os Meus ensinamentos.

 

Mas Eu só quero que guardeis um mandamento:

«Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei».

Basta isto. Apenas isto. Sempre isto.

 

Não quero mais nada. O amor é tudo.

Foi para isso que Eu nasci: para vos amar e para que vós vos ameis.

 

Eu continuo convosco.

Na noite de Natal, vou estar em vossa casa.

E, em cada dia, estarei no vosso coração, na vossa vida.

Cada um de vós é o presépio onde Eu quero estar.

 

Que, em vossa casa, haja amor, alegria, saúde e bondade.

Não desistais nas horas difíceis.

Podeis contar sempre coMigo.

 

Que seja Natal não apenas no dia 25.

Que seja Natal todos os dias.

Que seja Natal agora.

E que tenhais sempre um Feliz Natal!

 

Eternamente vosso

Jesus

 

publicado por Theosfera às 10:42

1. É possível que, a esta hora, o vá encontrar, estimado leitor, em viagem, a caminho de casa ou de algum supermercado. Provavelmente, ter-se-á lembrado de que ainda faltava alguma compra de última hora.


A azáfama é grande e as despesas já são muitas. Mas, lá no fundo, sente que vale a pena todos os sacrifícios para ter a casa cheia, a mesa farta e a família reunida.


É bonito — muito bonito — ver os mais pequenos felizes e os mais idosos a brincar com eles.


E como é reconfortante ter um intervalo de serenidade no meio do bulício desenfreado em que se transformou a rotina da nossa vida!


Vai correr tudo bem, estou certo disso. A noite de Natal possui, de facto, um encantamento único, intraduzível em palavras.



2. Não tenha problema em assumir que o Natal é a festa de Jesus. É a festa do Seu nascimento, embora não saibamos, ao certo, a data em que Ele nasceu.


Às vezes, o Natal parece um aniversário sem aniversariante. Pensamos em todos e cuidamos de tudo. Parece que só nos esquecemos d’Ele. Logo d’Ele que é a razão última desta festa.


Até foi preciso lançar uma campanha de estandartes com o Menino Jesus para que nos lembremos do verdadeiro sentido do Natal.


Para muitos, com efeito, quando se fala de Natal, a primeira figura que vem à mente já não é o Menino, mas o Pai Natal.


Há quem leve o escrúpulo a tal ponto que, em vez de desejar bom Natal, se limita a escrever o genérico boas festas ou até a optar pelo estranhíssimo felizes festas de Inverno! Porquê?



3. Fixe, por isso, o seu olhar em Jesus. Não arrume o Pai Natal num canto, se o tiver em casa, mas faça um presépio.


Se achar bem, ponha lá a árvore de Natal. Ponha lá os presentes para os seus filhos, mas, já agora, acrescente também qualquer coisa para dar aos mais pobres.


Não deixe, porém, de colocar bem no centro o Menino, o Menino Jesus. E, antes de começar a consoada, convide toda a sua família para contemplar um pouco este quadro,o quadro de um Deus que Se faz Menino e de um Menino que se faz Deus.


Se lhe for possível, vá à Missa do Galo. Porventura, está a pensar ir no dia de Natal. E faz muito bem. Mas, se puder, vá também na noite anterior. Não se arrependerá.


É certo que está frio e sabe bem estar em casa. Mas faça um esforço. Alargue a sua família à família dos outros.


O frio desta noite é um frio saboroso, é um frio que aquece. Quando faz anos alguém que nós estimamos, passamos por sua casa. Pois a igreja é a casa de Jesus.


Eu sei que está bastante desencantado com o que se passa na Igreja. Mas o estimado leitor irá por causa de Jesus. Que, aliás, também não estará totalmente contente com o que na Igreja acontece. E quem sabe se Ele, Jesus, não estará à sua espera para a mudança que Ele deseja?



4. Penso sobretudo em si que está afectado pela pobreza. Pois olhe que Jesus também nasceu pobre.


Penso particularmente em si que se sente diminuído por levar uma vida simples. Lembre-se que Jesus foi sempre simples.


Penso especialmente em si que se vê cercado de injustiças. Não esqueça que Jesus também foi vítima da injustiça.


Ele é a pessoa mais identificada consigo e mais próxima de si. Ele pensa em si, mesmo quando não tem tempo de pensar n’Ele.


O meu coração vai nomeadamente ao encontro de si que foi posto na rua, no desemprego. Olhe que é na rua que Jesus Se encontra.


Ele tornou-Se um de nós. Ele veio para nos reconciliar, para nos aproximar.


O sinal de que estamos com Ele é a bondade, a tolerância, a opção preferencial pelos pobres.


Que a paz de Jesus esteja consigo, estimado leitor. Seja feliz neste Natal. Seja feliz sempre.


O nascimento é de Jesus. O Natal é para si. Por isso, alegre-se. Comova-se. Chore. Sorria. Cumprimente. Abrace. E tente fazer do Natal um dia com 365 dias.


Difícil? Sem dúvida. Mas não impossível. Há muitos escolhos. Mas tem um aliado de peso: o próprio Jesus.


Ele veio também para si. Ele está dentro de si. E tenha a certeza de que Ele conta consigo para mudar o mundo!
publicado por Theosfera às 07:06

Parabéns a Jesus

nesta data querida,

muitas felicidades,

muito amor sem medida.

 

Hoje é dia de festa,

dentro das nossas almas,

para Vós, Deus Menino,

uma salva de palmas!

publicado por Theosfera às 07:01

Hoje, 24 de Dezembro, é dia de S. Charbel Makhlouf e S. Delfim.

Um santo, abençoado e já natalino dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:58

Domingo, 23 de Dezembro de 2012
Maria,

Tu és a serva do Senhor,

a Mãe da disponibilidade,

o farol da nossa esperança.


Na Tua humildade,

encontramos a verdade.



Na Tua fidelidade,

reencontramos o sentido.



Com o Teu sim,

tudo mudou,

tudo continua a mudar.



Que o Teu sim nos mude.



Que o Teu sim mude a nossa vida.



Faz do nosso ser

um novo presépio,

igual ao Teu.



Que o Teu Filho nasça em nós.



Que a paz brilhe.

Que a justiça apareça.

E que os sonhos das crianças não deixem de se realizar.



Obrigado, Senhor,

por vires até nós

e por ficares sempre connosco!





Maria, Mãe,

semeia em nós

o Teu Natal,

o Natal do Teu (e do nosso) Jesus!
publicado por Theosfera às 10:50

Hoje, 23 de Dezembro (IV Domingo do Advento), é dia de S. João de Kenty, Sta Vitória, Sta. Anatólia, S. Sérvulo e Sta. Maria Margarida Dufrost de Lajemmerais.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:03

Sábado, 22 de Dezembro de 2012

O profeta diz que vê uma árvore, uma amendoeira (Jer 1, 11). Mas não é apenas a árvore que ele vê. No que vê, entrevê muito mais. Neste caso, a amendoeira é um significante com um poderoso significado, uma coisa-realidade que encerra uma coisa-sentido.

A palavra «amendoeira» ("saqed"), significa aquele que vigia.

De facto, a amendoeira é a primeira árvore a florir na primavera, ou melhor, ainda em pleno inverno, antes da entrada da primavera, e as suas pétalas brancas dão a ilusão da neve na continuidade do inverno.

A fragilidade da sua flor acrescenta-lhe beleza.

publicado por Theosfera às 18:11

A Índia esteve sempre ungida com uma aura de mistério.

Voltaire disse que «tudo o que nos chegou veio das margens do Ganges».

Muita coisa e muita coisa boa terá vindo dessas margens.

Mas não veio tudo. Muito veio também de um estábulo, de uma manjedoura.

Foi lá que depositaram um Menino. Foi esse Menino que mudou a história. É esse Menino que continua a (querer) mudar a nossa vida!

publicado por Theosfera às 12:19

O Prémio Pessoa foi, uma vez mais, entregue a um pessoano. Depois de um pessoano português um pessoano norte-americano. Depois de Eduardo Lourenço Richard Zenith.

Todavia, a intimidade com Fernando Pessoa não lhe subtraiu dificuldades.

É que a vida de Pessoa foi completamente atípica: uma vida «sobretudo interior, entre a terra e o Além»!

publicado por Theosfera às 12:14

Nestas alturas, fará sempre bem evocar a composição da palavra «crise» em chinês.

Dizem que ela é composta por dois ideogramas: um que significa «perigo», outro que significa «oportunidade».

Para que ela se concretize integralmente entre nós, já só falta a última parte do significado!

publicado por Theosfera às 12:09

A palavra é essencial. Mas, atenção, a palavra não vem só pelos lábios. A própria palavra dos lábios devia brotar sempre da palavra da vida, do fundo do alma. É por isso que, na amizade, o mais importante não são as palavras.

Dag Hammarkskjod asseverou que «a amizade não precisa de palavras - é a solidão sem a angústia da solidão».

É que, se repararmos, estamos radicalmente sós. Nos grandes momentos e nos pequenos passos.

O relacionamento amigo é, a bem dizer, uma reforma de estarmos acompanhados na nossa solidão. É uma forma de a solidão não doer. Ou será uma maneira de poder repartir a dor trazida pela solidão!

publicado por Theosfera às 12:01

Há quem confie na inteligência da força.

Mas há quem, como Thomas Fuller, aposte na força da inteligência: «Uma boa cabeça é melhor do que cem mãos fortes»!

publicado por Theosfera às 11:52

Na vida, não basta ter talento. É preciso encontrar espaço onde ele possa ser exercido.

É preciso haver uma mão que ajude e não um empurrão que afaste.

Napoleão tinha razão: «A capacidade pouco vale sem oportunidade».

Há os que não sabem encontrar a oportunidade. Mas, infelizmente, também abunda quem bloqueie as oportunidades!

publicado por Theosfera às 11:48

Hoje, 22 de Dezembro, é dia de Sta. Francisca Xavier Cabríni e S. Graciano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:03

Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012

Hoje, 21 de Dezembro (início do Inverno), é dia de S. Pedro Friedhofen e S. Pedro Canísio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:02

Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012

Tudo o que se consegue é dom e esforço.

Acreditamos que Deus nos oferece os Seus dons. Um deles, e não o menor, é o esforço para empreender, para insistir, para não recuar.

Já quanto às oportunidades, é preciso ter cautela. André Maurois confidenciava: «Todos os negócios que me propõem são maus, porque se fossem bons não mos propunham».

Mesmo assim, é bom não desperdiçar as oportunidades. Mesmo aquelas que parecem más.

É sempre possível transformar os problemas em oportunidades. O que não se deve é transformar as oportunidades em problemas!

publicado por Theosfera às 10:44

Quanto ao medo, diria como os antigos: «Modus in rebus».

Nem de mais, nem de menos.

O medo em excesso inibe, tolhe, asfixia, afoga. Mas a total ausência de medo também provoca estragos.

Imaginemos alguém que não tivesse medo de cair e que se atirasse de uma janela.

É por isso que Máximo Gorky tem razão quando diz que «o medo é tão saudável para o espírito como o banho para o corpo»!

publicado por Theosfera às 10:31

Na vida, há quem não procure a verdade. Há quem só procure o erro dos outros.

William Hazlitt percebeu: «Só ficamos satisfeitos em ter razão se conseguimos provar que os outros estão totalmente errados».

Mas esse é o grande e colossal erro. A verdade não está toda no eu. Os erros não estão todos nos outros. E, mais, aquilo que nos parecem ser erros nos outros pode corresponder à verdade distorcida que habita em mim.

Afinal, o erro também me contamina. Daí o acerto da recomendação de Lacordaire.

Importante não é mostrar que o outro está errado, mas unir-me a ele numa verdade mais alta.

Juntos somos mais fortes. Sempre!

publicado por Theosfera às 10:12

A inteligência é nobre. Mas há quem pense que a astúcia é mais útil.

Joyce Oates pergunta: «O que fazer da inteligência, como servir-se dela?»

Daí que não falte quem opte apenas pela esperteza, pela táctica, pela estratégia.

O escopo de não poucos é único e óbvio: como enganar os outros?

Raro consolo, porém. Como é que há vitória quando se perde o mais importante?

publicado por Theosfera às 10:07

O dinheiro é um preço elevado. Mas há coisas mais caras que o dinheiro.

Jean Anouilh anotou que «aquilo que se consegue de borla custa demasiado».

Às vezes, o preço que se paga por que aquilo que, supostamente, é oferecido torna-se demasiado alto.

Trocar favores pela dignidade, pela honra ou por um comprometido silêncio é indecoroso.

Em economia costuma dizer-se que «não há almoços grátis».

O povo, mais lhanamente, opta por confessar que «quem merendas come, merendas deve».

Ainda acredito que há pessoas genuinamente dadivosas, isto é, pessoas que dão sem esperar nada em troca. Mas são cada vez mais raras.

O habitual é a mercantilização de tudo. Até dos sentimentos!

publicado por Theosfera às 10:02

Hoje, 20 de Dezembro, é dia de S. Teófilo de Alexandria, S. Zeferino e S. Domingos de Silos.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:09

Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012

Apesar da turbulência e não obstante a fadiga, a alma parece redescobrir o encanto perdido.

Há uma inesperada fluência nos lábios e nota-se uma luminosa felicidade no rosto.

«Feliz Natal» é uma expressão pequenina que encerra um sonho há muito alimentado. É o desejo de um mundo melhor a partir da humildade de um gesto.

Se até Deus Se faz criança, porque é que não havemos de ser todos mais simples, mais puros, mais verdadeiros?

Seja, pois, «Feliz Natal» no dia 25 e para lá do dia 25. Seja «Feliz Natal» todo o ano, toda a vida.

Não arrumemos o sorriso. Não flagelemos o brilho do rosto nas tremuras do quotidiano.

Cubramos o cinzento destes dias com a luz do presépio, com o encanto da manjedoura, com a paz de Belém!

publicado por Theosfera às 15:56

A justiça vale por si e faz valer tudo o resto. Nada reclama, tudo oferece.

Já a injustiça vive de esquemas, de subserviências, de justificações, de embustes.

Nicolae Iorga sintetizou a situação ao escrever que «a justiça pode caminhar sozinha; a injustiça precisa sempre de muletas».

Só na justiça haverá desenvolvimento e paz!

publicado por Theosfera às 09:46

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