O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 30 de Setembro de 2012

 

Obrigado, Senhor,
pela largueza do Teu coração.
 
Na Tua Casa, ao pé de Ti,
há lugar para todos.
 
Na Tua Casa, ao pé de Ti,
não há preferidos nem preteridos.
 
Todos têm um lugar,
todos são tratados pelo nome,
todos são acolhidos com delicadeza e alegria.
 
Junto de Ti, Senhor,
é sempre festa,
é sempre alegria, contentamento e paz.


 Porquê, então, Senhor,
a inveja e o ciúme,
o ressentimento e o rancor?
 
Porque é que queremos tudo para nós?
Porque é que fazemos da Igreja um clube onde só alguns parecem ter lugar?
 
Que o nosso coração seja como o Teu
e como o de Tua (e nossa) Mãe.

 

Que no nosso coração,
haja lugar para todos,
especialmente para os pobres e os que sofrem.
 
Que na nossa língua só haja amor,
que no nosso olhar só haja paz,
que na nossa alma só haja esperança.
 
Que aquilo que celebramos cá dentro, no templo,
possa ser vivido lá fora, no tempo.
 
Conta connosco, Senhor.
Nós já sabemos que podemos contar conTigo
hoje, amanhã e sempre,
JESUS!

publicado por Theosfera às 10:22

Robert Burton foi muito sábio ao escrever: «Os ricos são antes possuídos pelo seu dinheiro do que possuidores dele». Há muitos que não possuem dinheiro.

São possuídos pelo dinheiro. Não são donos de riqueza. A riqueza é que é dona deles.

No fundo e a ser assim, não serão mais pobres do que muitos pobres?

publicado por Theosfera às 07:10

Toda a gente quer o progresso. Mas pouca gente quer a mudança.

Será possível haver progresso sem mudança?

George Bernard Shaw é muito claro: «O progresso é impossível sem mudança. Aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada»!

publicado por Theosfera às 07:09

Hoje, 30 de Setembro, XXVI Domingo do Tempo Comum, é dia de S. Sofrónio Aurélio Jerónimo, S. Conrado d'Ulbach, S. Frederico Albert e das mártires Sta. Sofia, Sta. Fé, Sta. Esperança e Sta. Caridade. Refira-se que faz também 115 anos de faleceu Sta. Teresinha do Menino Jesus.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:08

Sábado, 29 de Setembro de 2012

Hoje, 29 de Setembro, é dia de S. Miguel, S. Gabriel, S. Rafael e Nicolau de Forca Palena.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:13

Sexta-feira, 28 de Setembro de 2012

Não há ninguém igual a ninguém. Cada pessoa é única, irrepetível.

Todos somos diferentes de todos. Até de nós.

La Rochefoucauld assim o percebeu!

publicado por Theosfera às 17:11

Não sei se resulta. Mas, pelo menos, faz pensar este conselho de um Nobel da Economia: «Nunca te reformes. Mantém-te activo. Viverás mais anos, melhores anos e poderás contribuir para o bem da sociedade».

Mas será que o poder deixa?

publicado por Theosfera às 10:32

Na hora que passa, tendemos a pensar que tudo está a acabar.

Mas, em horas igualmente difíceis, Churchill disse que «isto não é o fim. Nem sequer o princípio do fim. É talvez o fim do princípio».

O caminho faz-se para a frente!

publicado por Theosfera às 10:28

Os tempos actuais certificam o que, em tempos recuados, fora já percebido: «Mais fácil é unir distâncias do que casar opiniões e entendimentos».

O Padre António Vieira notou que muitas opiniões e entendimentos cavam distâncias difíceis de superar. Certas palavras veiculam muita cegueira. Um certo recato far-nos-á vislumbrar alguma luz?

publicado por Theosfera às 10:06

A questão é delicada. A linguagem devia ser, por isso, mais cuidada. Afinal, é a vida humana que está em causa. E a vida deve merecer o maior cuidado desde o primeiro momento até ao último instante. Daí que falar de «racionamento» de medicamentos já seja suficientemente complicado. Mas qualificar tal racionamento como «ético» é, pura e simplesmente, inaceitável.

Assumam, pelo menos, que se trata de um racionamento económico ou talvez mesmo economicista. É certo que é preciso cortar na despesa. Mas quando não se corta em muitas parcerias público-privadas, quando mal se corta nas fundações e na televisão pública, como há coragem para cortar nos medicamentos?

O argumento de que a vida está por um fio é mais frágil que o frágil fio da vida.

A levar este raciocínio ao limite, não valeria a pena termos quaisquer cuidados, porque todos sabemos que, um dia, iremos morrer.

Eu sei que discussões complexas não se resolvem com simplismos. Mas valha a verdade que maior simplismo do que aquele que está na posição veiculada é impossível.

A única virtude que encontro é o debate que está a ser lançado. Mas confesso que arrepia saber que o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida defenda esta medida.

As pessoas trabalham durante a vida. As pessoas fazem descontos durante a vida. Não poderão ter acesso a medicamentos na proximidade da morte?
publicado por Theosfera às 09:59

Hoje, 28 de Setembro, é dia de S. Venceslau e S. Lourenço Ruiz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:31

Agradar não rima com servir. Jesus é o servo. Mandou-nos servir.

Até porque, como adverte Luc de Clapiers Vaunenargues, «a arte de agradar é a arte de enganar». Talvez nem sempre seja assim. Mas muitas vezes é mesmo assim!

publicado por Theosfera às 00:10

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012

A escola da vida está sempre a ministrar-nos poderosas lições.

A gratidão é rara, sobretudo quando há mais motivos para ela.

Rémy Gourmont anotou: «A gratidão, como o leite, azeda, caso o vaso que a contém não esteja escrupulosamente limpo».

Urge, sem dúvida, higienizar permanentemente a alma!

publicado por Theosfera às 23:20

Karl Jaspers notou que a filosofia começa com o espanto. E, muitos séculos antes, Aristóteles reconheceu que «o começo de todas as ciências é o espanto de as coisas serem o que são».

De facto, cada coisa podia ser outra coisa. Ou até não ser nada.

Espantar pode não significar conhecer. Mas significa sempre perceber. Perceber que cada coisa poderia ser uma miríade de coisas diferentes.

Como é que, no meio de tantas possibilidades, acontece isto e não aquilo? Antes de avançar para as respostas, é fundamental estacionar nas perguntas!

publicado por Theosfera às 22:06

O povo simples e bom é muito mais sábio do que do que muitos «sábios».

As palavras podem não fluir com tanta eloquência. Mas o olhar capta o essencial e o coração acolhe o decisivo!

publicado por Theosfera às 18:05

Cada homem transporta um mistério. Mas há pessoas que são enigmas indecifráveis e imprevisíveis. Ernest Hemingway fez a distinção nuclear: «Conhecer um homem e conhecer o que tem dentro da cabeça, são assuntos diferentes»!

publicado por Theosfera às 17:03

1. Já estivemos lá em cima e caímos. Já estivemos lá no fundo e reerguemo-nos.

Portugal é como um alpinista que não cessa de tentar. E que, apesar das quedas sucessivas, vai resistindo.

Também pode ser comparado a uma nau. Andamos em intempérie constante no mar bravio da História. Sempre a vacilar, mas nunca a naufragar.

Uma vez mais, parece que deslizamos para o abismo. Mas estou certo de que (uma vez mais também) havemos de o deixar. Para dele nos voltarmos a aproximar. E para, de novo, dele nos voltarmos a afastar.

Está no nosso código genético. Sempre a vacilar, nunca a naufragar!

 

2. Não deixa de ser preocupante — e (tristemente) irónico — que, numa altura de queda brutal do consumo, a venda de antidepressivos esteja a aumentar.

É elementar. Se aumenta a venda de antidepressivos, é porque estão a aumentar os casos de depressão. E se estão a aumentar os casos, é porque estão a crescer as causas.

Todos devíamos parar aqui. Cada ser humano deve ser alívio de sofrimento e não causador de sofrimento.

O poder também é exercido por pessoas. Era bom que aqueles que o exercem pensassem no efeito que as suas decisões podem ter. Na vida (e, quiçá, na morte) dos cidadãos!

E se muitos cidadãos agonizam e morrem, como é que a democracia pode sobreviver?

 

3. Não digo que a democracia esteja em perigo. Mas reconheço que a democracia corre um risco: a do seu crescente esvaziamento.

O momento crucial da democracia são as escolhas. O problema é que as propostas são ignoradas ou, então, alteradas. Ou seja, aquilo que é escolhido não é seguido e é — até — constantemente violado.

Os decisores não questionam a legitimidade das suas atitudes estribando-se na legalidade das eleições.

Acontece que os cidadãos não elegem apenas pessoas. Acima de tudo, escolhem propostas. Quando estas não são tidas na devida conta, a democracia entra em combustão!

 

4. Percebe-se, neste sentido, a importância da oposição. Mas não basta. A oposição faz o serviço de alerta. Mas nem sempre cumpre a função de alternativa.

É por isso que precisamos não apenas de oposição, mas também de proposição. A oposição é legítima. Mas a proposição não é menos necessária.

É fundamental que haja quem diga o que está errado. Mas é urgente que apareça quem aponte o que pode estar certo.

 

5. Este é o tempo da indignação. O presente justifica-a. Mas este tem de ser igualmente o tempo da esperança. O futuro convoca-a.

Não sei como a crise será vencida. Mas tenho a certeza de que esta crise será vencida.

A época é de sombras. Mas até nas sombras mais escuras brilha a luz. Os nossos caminhos estão pejados de dor e grávidos de esperança. Não deixemos de os percorrer.

Eu sei que, nesta hora, é difícil encontrar a luz. Mas as dificuldades, que são uma fonte de dor, prenunciam também auroras de esperança.

Afinal, tudo é crise. E, ao mesmo tempo, tudo é oportunidade para vencer a crise. O dia vem depois da noite.

Neste mundo nada é eterno.

Esta crise passará. Outra crise virá. E essa (outra) crise também há-de passar!

publicado por Theosfera às 11:10

Falar muito não significa, necessariamente, que se tenha muito para dizer.

Pode até significar que haja muito pouco para dizer.

As palavras podem servir de compensação para a ausência de ideias ou para a falta de razão.

Bem observou Voltaire: «Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas».

Nem sempre. Mas muitas vezes!

publicado por Theosfera às 10:07

É muito perigoso apropriarmo-nos dos sentimentos alheios e das decisões dos outros.

Muita gente tem saído à rua. Muito mais gente, como é óbvio, não tem saído à rua.

Mas inferir, como deu a entender Mariano Rajoy, que aqueles que não se manifestaram estão com ele é uma temeridade.

O mínimo que se pode pedir aos dirigentes, numa hora como esta, é que saibam ler os acontecimentos!

publicado por Theosfera às 10:06

Perigoso é também unificar estes movimentos que têm inundado ruas e enchido praças.

As pessoas convergirão naquilo que não querem. Mas estão certamente muito longe de concordar na moldura das alternativas.

O que é preciso é ter alguma subtileza na leitura destes sinais.

É fundamental resgatar o valor da palavra e do diálogo. Uma dívida pode ser negociada. É necessário falar com os credores.

O que não se pode é recorrer, invariavelmente, recorrer ao mesmo expediente: sufocar o povo!

publicado por Theosfera às 10:05

Não digo que a democracia esteja em perigo. Mas reconheço que a democracia corre um risco: a do seu esvaziamento.

O momento fundamental da democracia são as escolhas. Os cidadãos escolhem com base nas propostas.

O problema é que as propostas são ignoradas ou, então, alteradas. Ou seja, aquilo que é escolhido não é seguido e é até constantemente violado.

Os decisores não questionam a legitimidade das suas atitudes estribando-se na legalidade das suas acções.

Acontece que os cidadãos não elegem apenas pessoas. Acima de tudo, escolhem propostas. Quando estas não são tidas na devida conta, a democracia entra em combustão!

publicado por Theosfera às 10:03

Não deixa de ser preocupante e (tristemente) irónico que, numa altura de queda brutal do consumo, a venda de antidepressivos esteja a aumentar.

É elementar.

Se aumenta a venda de antidepressivos, é porque estão a aumentar os casos de depressão. E se estão a aumentar os casos, é porque estão a crescer as causas.

Todos devíamos parar aqui.

Cada ser humano deve ser alívio de sofrimento e não causador de sofrimento.

O poder também é exercido por pessoas. Era bom que aqueles que o exercem pensassem no efeito que as suas decisões podem ter. Na vida (e, quiçá, na morte) dos cidadãos!

publicado por Theosfera às 10:01

Hoje, 27 de Setembro (Dia Mundial do Turismo), é dia de S. Vicente de Paulo, Sto. Adulfo e S. João (mártires) e S. Dermot O´Hurghen e seus Companheiros Mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:03

Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

A educação consegue muito, mas não consegue tudo. Há sempre um «fundo» que parece inamovível, como se estivesse encastoado na alma.

Já Séneca se apercebera: «Tudo o que é enraizado e congénito pode ser atenuado pela educação, mas não vencido».

Temos de estar atentos.

Há muitas surpresas na vida. A começar pela surpresa que cada um é para si mesmo. E nem sempre essa surpresa é agradável!

publicado por Theosfera às 23:18

Neste tempo de disforia reinante, causa suma impressão o ar indisfarçavelmente eufórico de um segmento de comentadores.

São os que se apresentam como especialistas (proprietários?) dos comportamentos humanos.

Parece que sabem tudo: os problemas e até as soluções.

Acontece que, apesar do esgar impante exibido por tais peritos, os problemas persistem e as soluções escasseiam.

Eles asseguram que sabem o que se passa e mostram-se seguros de que os outros nada sabem.

Com tanto «sábio», como é que as tragédias não se extinguem?

publicado por Theosfera às 22:43

Abraham Lincoln não foi só um brilhante político. Foi também (e bastante) um sábio perscrutador da alma humana.

«Quase todos os homens são capazes de superar a adversidade. Mas, se quiser pôr à prova o carácter de um homem, dê-se-lhe poder».

Mas, talvez, o melhor seja não experimentar. Os factos são eloquentes. E não depõem muito favoravelmente em relação aos detentores do poder!

publicado por Theosfera às 21:16

Nesta altura, muito se fala do Estado Social e tão pouco se fala da Doutrina Social.

O Estado Social parece estar em risco. A Doutrina Social dá sinais de estar ausente.

A Igreja tem um vasto património nesta área. É pena que não recorra mais a ele.

O empenho na caridade e na proximidade com os pobres não impede que se aposte na procura de alternativas. A Igreja tem de dar o pão e de erguer a voz.

Este é um tempo favorável para ser o eco do clamor dos mais desfavorecidos.

O cardeal Carlo Maria Martini, recentemente falecido, reconhecia, pouco antes de morrer, que «a Igreja está cansada. As nossas igrejas são grandes e estão vazias e o aparelho burocrático alarga-se». A Igreja tem de ser o eco de Jesus, que, sendo para todos, escolheu sempre estar ao lado dos mais pequenos e oprimidos!
publicado por Theosfera às 21:09

«Não nos deixeis cair em tentação», eis o que pedimos a Deus com as palavras de Seu Filho.

Pedimos-Lhe. Porque sabemos (ou devemos saber) que, sem Ele, a possibilidade de cair é grande.

Sem Ele, nada podemos fazer (cf. Jo 15, 5). Com Ele, tudo conseguiremos realizar (cf. Fil 4, 13).

Daí o convite de Tolentino de Mendonça: «Rezemos devagar estas palavras até que elas se tornem realmente nossas. Não nos deixeis, Senhor. Não nos deixeis quando as paredes do tempo se tornam instáveis e as palavras de hoje têm ainda a dureza do irremediável de ontem. Não nos deixeis quando recuamos, quando quase nos inclinamos, dobrados e vencidos, perante o avanço inflexível daquilo que nos divide. Não nos deixeis atravessar sozinhos os alagados corredores da incerteza ou perder-nos no sentimento de fadiga e descrença. Não nos deixeis tombar no descrédito quanto à vida. Não nos deixeis cair, Senhor»!
publicado por Theosfera às 19:13

Regra geral, a maldade não nos espanta. Mesmo quando nos fere e magoa, ela dificilmente nos surpreende.

Hermann Melville deixou-se dizer: «Que maravilhosamente familiares são os loucos!».

Nem sempre «maravilhosamente». Quase sempre «familiares»!

publicado por Theosfera às 18:17

Três polícias são agredidos todos os dias.

Se até aqueles que nos defendem são atacados, isso significa que estamos muito expostos e bastante vulneráveis.

O impulso parece ser mais eficaz do que a autoridade.

É tempo para reflectir. É hora de agir.

A violência não resolve nada!

publicado por Theosfera às 16:11

Tudo o que deixamos de nós acaba por provocar complicações depois de nós.

Uma única excepção parece confirmar esta estranha regra: as saudades.

Para Miguel Torga, «deixar saudades é o único legado que não traz complicações aos herdeiros»!

publicado por Theosfera às 11:50

Foi a preparação e a acção. Agora é a reflexão.

O que ressalta é que o 15 de Setembro se vai impondo como um sinal.

Foi um sinal poderoso. Envolveu os que participaram. E não deixou de afectar os que não puderam participar.

Aliás, os ecos persistem. O 15 de Setembro, a bem dizer, ainda não terminou.

Aquele dia foi um despertar, uma alvorada. E, atenção, o que há de novo é a transversalidade do seu impacto.

O que as manifestações têm mostrado não é apenas a falência do poder; é também o esgotamento do actual sistema partidário.

É isto que é mais perigoso e, por outro lado, mais alentador.

A rua não se revê nas suas escolhas. Os cidadãos não querem continuar a a ter um papel passivo, limitando-se a eleger aqueles que lhes são indicados.

Será que é possível emergir alguém a partir da população?

Vivemos em estado de excepção.

Que este estado de excepção não signifique suspensão de direitos. Que signifique alargamento e aprofundamento de direitos, deveres e esperança!

publicado por Theosfera às 10:14

Os abusos são uma realidade e um sintoma.

Eles gangrenam as pessoas e entorpecem as instituições. Mas nem todas. Um abuso destrói o bem, mas faz sobreviver o mal.

Pierre Édouard-Lemonty deu conta: «Os abusos, que destroem as boas instituições, têm o privilégio fatal de fazer subsistir as más».

Alerta, pois!

publicado por Theosfera às 10:03

«A mocidade é, como a primavera, uma estação sobrestimada».

Samuel Butler terá a sua dose de razão.

Mas nem acho que o problema seja a mocidade ser sobrestimada.

O problema é a terceira idade ser subestimada!

publicado por Theosfera às 09:50

«Não se diz nada que já não tenha sido dito».

Terêncio foi bastante pertinente.

No fundo, todos somos eco da palavra que outros proferiram.

Todos fazemos ressoar a palavra que flutua em todas as almas. E que nem está ausente do próprio silêncio!

publicado por Theosfera às 09:47

Hoje, 26 de Setembro, é dia de S. Cosme, S. Damião, Sto. Eleázar, Sta, Delfina, S. Cipriano, Sta. Justina, Sta. Maria Vitória Teresa Courdec e S. Gaspar Stangassinger.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:08

Terça-feira, 25 de Setembro de 2012

De falências se fala uma vez mais por estes dias.

Estão a falir empresas. Estão a falir políticas. Estão a falir os problemas. Estão a falir as soluções.

Não deixemos falir a esperança. Nem desfaleçamos nós!

publicado por Theosfera às 17:50

A verdade e a falsidade costumam ser localizadas na aparência, na percepção.

É por isso que Montaigne está ungido de pertinência quando observa: «Nada parece verdadeiro que não possa parecer falso».

A inversa também é verdadeira. Nada parecerá falso que não possa parecer verdadeiro.

O importante é não desistirmos da procura. A verdade visita-nos. Mas não se deixa aprisionar!

publicado por Theosfera às 16:48

O mal está disseminado como tumor. Tem muitos avatares no mundo e no espírito humano.

Reinhold Schneider é de opinião que «o mal tem muitas formas». Já o amor, para o mesmo autor, tem uma única forma: Jesus Cristo!

publicado por Theosfera às 10:46

Já estivemos lá em cima e caímos. Já estivemos lá no fundo e reerguemo-nos.

Portugal é como um alpinista que não cessa de tentar. E que, apesar das quedas sucessivas, vai resistindo.

Também pode ser comparado a uma nau. Andamos há séculos em intempérie. Sempre a vacilar, mas nunca a naufragar.

Uma vez mais, parece que estamos no abismo. Mas estou certo de que (uma vez mais também) havemos de o deixar. Para dele nos voltarmos a aproximar. E para, de novo, dele nos voltarmos a afastar.

Está no nosso código genético. Sempre a vacilar, nunca a naufragar!

publicado por Theosfera às 10:22

Nesta altura, muito se fala de oposição e pouco (ou nada) se fala de proposição.

A oposição é legítima. Mas a proposição não é menos necessária.

É fundamental que haja quem diga o que está errado. Mas é urgente que apareça quem aponte o que pode estar certo.

A oposição só ganha quando surge emoldurada pela proposição. A denúncia não basta.

À denúncia tem de seguir sempre o anúncio!

publicado por Theosfera às 10:16

É no futuro que está a nossa esperança.

É no futuro que está o nosso medo.

É no futuro que está, assim o cremos, a nossa vida.

E é no futuro que está, assim o sabemos, a nossa morte.

O futuro é, pois, uma mistura de tudo e de nada.

Não conjecturemos em excesso.

Olhemos sempre para o futuro. E continuemos a dar tudo no presente.

Até porque a eternidade acompanha-nos no tempo. E continuará a acompanhar-nos para lá do tempo!

publicado por Theosfera às 09:59

São os meios que, afinal, mais esvaziam a mediação.

Hoje em dia, tudo é imediato. Mas esta imediatez ocorre através dos meios. A própria democracia se ressente desta tendência.

A oposição mais acutilante não é aquela que os mediadores do povo fazem no parlamento. É aquela que as pessoas realizam na rua.

Espantosamente, essa acção imediata é dinamizada, uma vez mais, através dos meios, através sobretudo das redes sociais.

É curioso notar que, no plano teológico. Karl Rahner considera o Cristianismo como a religião da imediatez mediada.

É o mediador, Jesus Cristo, que nos coloca numa relação imediata com o Pai.

A vida é, decidida e fecundamente, paradoxal!

publicado por Theosfera às 09:52

Não é a TSU, é o IRS.

A alternativa a impostos são, pois, outros impostos.

Muda a forma, mantém-se a substância.

Tudo parece cair, excepto a dívida e a receita.

Mas se os cidadãos cortam na despesa, porque é que o Estado não segue o exemplo e a sua própria imposição?

Porque é que o Estado também não corta nas (suas) despesas?

Mais medidas foram anunciadas e nenhum vislumbre de reforma da admnistração central.

Afinal, Benjamin Franklin continua actual quando diz que, «neste mundo, nada é mais certo do que a morte e...os impostos»!

publicado por Theosfera às 09:44

O valor das palavras não está na quantidade nem no volume.

O valor das palavras está no efeito. Está sobretudo no bem que difundem.

Aquiesço, pois, a George Bernanos: «Boas palavras custam pouco e valem muito».

Neste, dia, diga uma boa palavra a alguém. Seja uma boa palavra para todos!

publicado por Theosfera às 09:36

«O silêncio é a mais perfeita expressão do desprezo».

Percebo o intento de Bernard Shaw. Mas não iria tanto por aqui.

Na intempérie, o silêncio não tem o ornamento do desprezo, mas da segurança.

Quem está seguro com os actos que pratica dispensa justificações.

Umas vezes, as palavras são necessárias. Outras vezes, o silêncio é fundamental.

No fundo, é sempre preciso comunicar, revelar. Mas há mensagens que não vêm pelos lábios. O silêncio também fala!

publicado por Theosfera às 09:28

Hoje, 25 de Setembro, é dia de S. Firmino, Sto. Hermano, S. João Baptista Mazzuconi e Sta. Josefa Vaal.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012
Alguém saberá dizer o que é Deus?

Não faltam palavras nem escasseiam conceitos. Mas todos os nossos esforços não passarão de aproximações. Jamais nos levarão ao destino, a Deus.

Para sabermos quem é Deus só tornando-nos no que Deus é, no que Deus nos mostra.

Notável (embora potencialmente equívoco) o que disse Ângelo Silésio: «O que Deus é não o sabemos. Ele não é nem luz, nem espírito, nem verdade, nem unidade, nem o que chamamos divindade, nem sabedoria, nem razão, nem coisa, nem inexistência, nem essência. Ele é o que nem eu, nem tu, nem criatura alguma jamais experimentaram senão tornando-se o que Ele é».

É por isso que a questão de Deus, irrespondível com os lábios, só poderá ser respondida com o testemunho da vida!
publicado por Theosfera às 23:43

O mal é mau. Mas do próprio mal é possível extrair o bem.

Aliás, é no meio do mal que o bem mais avulta, até por contraste.

Um judeu, pouco antes de morrer no campo de concentração, rezou deste modo: «Senhor, quando vieres na Tua glória, não Te lembres só dos homens de boa vontade. E, no dia do julgamento, não Te lembres apenas das crueldades e violências que eles praticaram; lembra-Te também dos frutos que produzimos por causa daquilo que eles nos fizeram. Lembra-Te da paciência, da coragem, da fraternidade, da humildade, da grandeza de alma e da fidelidade que os nossos carrascos acabaram por despertar em cada um de nós. Permite, então, Senhor, que os frutos em nós despertados possam também salvar esses homens».

Simplesmente notável!

É dolorosa a maldade. Mas, muitas vezes, é ela que faz germinar o que há de melhor (e de mais heróico) à face da terra!
publicado por Theosfera às 23:38

As pessoas estão mais informadas. Mas consomem menos jornais.

A queda é acentuada. Os principais jornais estão a vender quase menos 30 mil exemplares por dia.

Não será possível aumentar a qualidade?

publicado por Theosfera às 22:37

Muito dinheiro há neste mundo. Há muito dinheiro nos países ricos e muito dinheiro nas mãos dos ricos nos países pobres.

Há dinheiro para contratar jogadores. Há dinheiro para injectar em salários milionários. Não há dinheiro para o mais simples, para o mais barato: matar a fome!

Queremos perder este combate?

publicado por Theosfera às 21:36

Foi Wittgenstein convidado para dar uma palestra sobre ética. A assembleia estava expectante para escutar o mestre da filosofia da linguagem.

Eis quando desdobrou as folhas e disse: «Nada tenho para vos dizer sobre ética porque, se tivesse, não entenderiam uma única palavra»!

publicado por Theosfera às 20:21

Aristóteles disse: «Qualquer um pode ficar furioso. Isso é fácil! Porém, ficar furioso com a pessoa certa, na intensidade correcta, no momento correcto, pelo motivo correcto e na forma correcta,… isso não é fácil!».

publicado por Theosfera às 10:35

Pertinente o que disse Mateo Alemán: «Nunca o olho do ávido dirá, assim como o não dizem jamais o mar e o inferno: a mim basta».

A avidez é insaciável. E predadora. Arrebanha tudo e não deixa nada.

Os outros são um mero instrumento do eu!

publicado por Theosfera às 09:34

A democracia tem certamente muitos defeitos. Já a sua maior virtude é podermos dizer, à vontade, que ela tem defeitos.

Ela permite que uns digam mal dos outros.

Mas se a democracia acolhe a liberdade, ela não afugenta a prudência.

É preciso ter cuidado. O abuso dos direitos pode levar à sua degradação!

publicado por Theosfera às 09:33

La Fontaine afirmou: «As pessoas que não fazem barulho são perigosas».

Mas será que as pessoas barulhentas são inofensivas?

publicado por Theosfera às 09:32

Hoje, 24 de Setembro, é dia de Nossa Senhora das Mercês, S. Constâncio, Sto. Andóquio, Sto. Tirso, S. Félix, Sta. Colomba Joana Gabriel e S. Vicente Maria Strambi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:09

Domingo, 23 de Setembro de 2012

Todos dizem que querem avançar. Mas quando aparece alguém a tirar-nos do nosso lugar, o entusiasmo parece desaparecer.

O país não está bem. Mas se toda a mudança é contestada e bloqueada, como pode ficar melhor? Melhor e na mesma será possível?

publicado por Theosfera às 23:45

Públio Siro percebeu: «O medo da morte é mais cruel do que a própria morte».

Afinal, ninguém sente a morte. Nós só sentimos medo da morte.

Quando a morte vem, nós já não estamos!

publicado por Theosfera às 16:28

Atormentam-nos os problemas que não têm solução.

Confesso que me preocupam as soluções que não resolvem os problemas.

Será que os que dizem ter soluções conhecem verdadeiramente os problemas?

publicado por Theosfera às 16:27

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