O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 15 de Março de 2012
Há sempre um coração de criança numa mente brilhante.
Talvez seja essa curiosidade infantil que leva a pessoa, mesmo adiantada em anos, a manter a busca e a permanecer à espera.
Olegario González de Cardedal defende que o teólogo deve compaginar a complexidade da inteligência e a simplicidade do coração.
E Stephen Hawking, um dos maiores génios que vive num corpo paralisado, confessa: «Sou unicamente uma criança que nunca cresceu. Continuo na fase dos porquês. Ocasionalmente, encontro uma resposta». Apenas ocasionalmente...
Não foi em vão que Madre Teresa disse que os melhores professores eram as crianças. Elas são mestres da curiosidade. E a curiosidade é a nascente do saber. Já a presunção é o seu túmulo.
Os sábios são os que nunca estacionam nas respostas, são os que sempre fazem ecoar as perguntas.
Sábias são as crianças. Sábio é quem for como as crianças!
publicado por Theosfera às 13:31

«Os homens hesitam menos em prejudicar um homem que se torna amado do que outro que se torna temido».
 
Maquiavel limitou-se a registar o que a experiência mostra. Hoje escreveria o mesmo! Alguém duvida?
 
Para Maquiavel, o príncipe (uma circunlocução do político) deve apostar sobretudo na aparência.
 
Ele «não precisa de ter qualidades, mas convém que pareça que as tem».
 
É que «se as tem e as respeita sempre, prejudicam-no. Mas, se fingir que as tem, ser-lhe-ão proveitosas, como lhe será proveitoso fingir-se compassivo, fiel, humano, íntegro e religioso». Ao príncipe «nunca faltarão pretextos para justificar a sua falta de palavra».
 
Para Maquiavel, o homem que menos respeitava aquilo que dizia era um...Papa, o Papa Alexandre VI!
 
As pessoas só olham para o que parece. Raramente valorizam o que são.
 
É por isso que Maquiavel, mestre do cinismo político mas perscrutador atento da alma humana, citava o exemplo de Fernando, o Católico, que só falava de paz e de fé, mas «de uma e de outra era mui inimigo». E se não fosse assim, teria visto diminuir «o seu prestígio e os seus Estados»!
 
O príncipe avalia, mas também é avaliado. A principal avaliação que é feita ao prícipe «baseia-se, segundo Maquiavel, nas pessoas que o rodeiam».
 
O maior erro que pode cometer é se tais pessoas não são «suficientes nem fiéis». Mas não é fácil «a um príncipe saber escolher os seus ministros». Aqui começa, muitas vezes, o seu descalabro: nas más escolhas que faz!
 
Um dos erros de que raramente o príncipe se defende é o que resulta da influência dos aduladores.
 
Como fugir deles? Segundo Maquiavel, «dando a entender às pessoas que não te desagradarão se disserem a verdade».
 
É por isso que as pessoas sensatas devem ser preferidas às aduladoras.
 
Os sensatos dzem a verdade «acerca do que lhes é perguntado e não acerca de outras coisas». O princípe é que deve pedir conselho e não aceitar que alguém tome a iniciativa de o aconselhar. «Deve tirar a todos a vontade de lhe darem conselhos que não pede»!
 
publicado por Theosfera às 10:12

Sean Penn confessou: «Gosto da humanidade, mas não gosto dos humanos».
 
Esta parece ser uma equação impossível, de impossível decifração. Mas o certo é que, não raramente, os humanos revelam uma tremenda falta de humanidade.
 
Acabamos por gostar do que não vemos e por ficar estarrecidos diante do que é visto!
publicado por Theosfera às 10:11

Um livro é feito de palavras. Mas pode também ser refeito com imagens.
 
«A Palavra e a Imagem» é o título da mais recente publicação de Paulo Mendes Pinto, da Universidade Lusófona.
 
E a surpresa é grata ao vermos muitas (e belas) imagens do nosso Museu de Lamego e da nossa Sé!
publicado por Theosfera às 10:11

«Ex».
 
Eis o que mais acumulamos ao longo da vida: «ex».
 
Há muitos «ex» que nos acompanham.
 
No nosso íntimo, os «ex» parece que têm um peso maior que as realidades actuais.
 
Se repararmos bem, as páginas dos jornais estão sempre a evocar as «ex-escolas», os «ex-clubes», os «ex-partidos», os «ex-locais de trabalho», os «ex-gestores», as «ex-esposas», os «ex-maridos», os «ex-ministros», os «ex-presidentes».
 
Na vida de muita gente (e, por vezes, antes do nome de muitas pessoas), acaba por vir o inevitável «ex».
 
Ou seja, parece que somos mais o que fomos do que o que somos ou viremos a ser. Sinal dos tempos?
publicado por Theosfera às 10:10

Um hospital não tinha condições para a receber. Outro hospital alegou não ter disponibilidade para a acolher. A senhora acabou por morrer.
 
Eis um problema que já não se pode resolver.
 
Que, pelo menos, haja vontade de acautelar outros problemas similares.
 
A vida humana é sagrada!
 
Já dizia Séneca: «Res sacra Homo»!
publicado por Theosfera às 10:09

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