O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 12 de Março de 2012

1. Ai dos que pensam que tudo sabem e que nunca se enganam.

 

Até podem ser competentes, mas mostram-se imprevidentes e podem tornar-se muito perigosos.

 

Os maiores erros e muitos dos maiores crimes são cometidos por pessoas que se julgam ungidas pela verdade absoluta.

 

Não admitem discussão nem aceitam a divergência. O mundo parece acabar naquilo que os seus olhos captam e a sua mente assimila.

 

Para eles, os outros não podem fazer o mesmo. Não podem captar nem assimilar a realidade. Só podem aceitar e assimilar o que eles impõem.

 

 

2. Quando a virtude se transforma em orgulho, a convivência ameaça tornar-se pouco menos que insuportável.

 

Algumas dessas pessoas até falam muito de Deus. Mas, em vez de caminhar para Deus, parece que pretendem ocupar o Se lugar.

 

Decidem tudo. Decidem por si. E decidem pelos outros e para os outros.

 

Habituaram-se a conjugar, com os lábios e sobretudo com a vida, o verbo «impor», o verbo «mandar», o verbo «possuir», o verbo «perseguir».

 

Era bom que tivessem presente que Jesus nos ensina, com os lábios e sobretudo com a vida, a conjugar o verbo «dar», o verbo «respeitar», o verbo «servir», o verbo «amar».

 

 

3. Muitas vezes, a nossa dificuldade não está só em caminhar para a frente. Está também em olhar para trás.

 

Falta-nos capacidade para olhar devidamente para os começos, para Jesus, para a revolução que desencadeou. Não apenas nas estruturas, mas, antes de mais, nos corações.

 

Há muito que nos foi ensinado por Jesus. E há muito de Jesus que ainda não aprendemos. Nem apreendemos.

 

Não somos auto-suficientes nem totalmente independentes. Precisamos uns dos outros não só quanto às acções, mas também quanto às convicções.

 

A verdade é-nos oferecida. Circula entre todos. Ninguém é proprietário dela. E acreditamos que, maximamente, ela nos vem de Deus.

 

 

4. Dizia Madre Teresa de Calcutá que a coisa mais fácil neste mundo é enganar-se, é enganarmo-nos, é sermos enganados.

 

E onde mais este engano se verifica não é no âmbito da ciência. É na ponderação das situações e na avaliação das pessoas.

 

Mais espantoso ainda, são as pessoas mais conhecedoras e mais sérias que se mais enganam quanto às situações e às pessoas.

 

Como tendem a ver os outros com os seus olhos (que são puros), facilmente se deixam envolver numa imagem que não corresponde à realidade!

 

Nem tudo vem pelos livros. Não são os livros que mostram o que vai na alma. Só Deus sabe inteiramente o que vai no interior do homem (cf. Jo 2, 25).

 

 

5. Não podemos optar pela desconfiança sistemática. Mas também não devemos enveredar pela ingenuidade.

 

Há que estar disponível e manter-se atento. Não é sadio agir em função do preconceito. É importante que nos habituemos a decidir em função do pós-conceito.

 

Ou seja, o que nos há-de mover não é o conceito que alguém nos pretende impor antes, mas o conceito que a vida nos fornece.

 

E, se repararmos, há muito que não sabemos acerca do homem, da vida e de Deus. Muito do que dizemos sobre Deus não corresponde ao que Ele é em Si e ao que Ele mostra para nós.

 

Deus é uma surpresa total. Deixemo-nos envolver pela Sua presença. Pelo Seu amor. Pela Sua infinita paz!

publicado por Theosfera às 11:13

Ontem, o Sporting não jogou; deslumbrou. Uma semana antes, o Sporting também não jogara; eclipsara-se.
 
Os jogadores eram praticamente os mesmos. O adversário de ontem até está muito mais bem classificado.
 
A vida ensina (e o futebol não é excepção) que, às vezes, consegue-se o mais difícil e falha-se o mais fácil.
 
Os organismos parecem-se com as pessoas. Também podem ser bipolares.
 
Da euforia à depressão vai (apenas) um pequeno passo!
publicado por Theosfera às 10:15

A festa que Deus faz (olhemos para Lucas 15) não é pelo simples encontro; é pelo reencontro.

 

Ou seja, Deus festeja o encontro após o desencontro.

 

Deus não é castigador. Deus é amor. Só amor. Sempre amor. Um amor que dá. Um amor que se doa. Um amor que per-doa!

publicado por Theosfera às 10:03

Porque é que o grande Immanuel Kant terá vertido este desabafo em forma de prece: «Que Deus nos proteja dos nossos amigos»?!
publicado por Theosfera às 10:02

Há oito anos, explosivos mataram em Madrid. Há um ano, a natureza matou no Japão.
 
Nestas duas ocorrências, temos um epítome de toda uma geração: sentimos que tudo abala!
publicado por Theosfera às 10:01

É possível que o maior epígono da teologia paulina se encontre em S. Justino.
 
S. Paulo fala da loucura («moria») da Cruz. S. Justino evoca a demência («manía») da Cruz.
 
Assim era visto o Cristianismo nascente. Mas foi graças a essa loucura que a mensagem de Jesus cativou gerações inteiras!
 
A Cruz, símbolo do amor despojado, convence muito mais que os milagres. E infinitamente mais que a sabedoria.
 
A Cruz é o grande milagre e a maior sabedoria!
publicado por Theosfera às 10:00

«A palavra é tempo, o silêncio é eternidade».
 
Vale (muito) a pena pensar nesta advertência de Maeterlinck.
publicado por Theosfera às 10:00

Confesso que, um ano depois, continua a marcar-me sobremaneira a dignidade e a compostura do povo japonês após uma calamidade com a dimensão de um terramoto!
 
É nas horas difíceis que se vê a grandeza de uma alma.
 
A alma nipónica só pode ser imensa!
publicado por Theosfera às 09:59

A submissão a uma pessoa violenta não contribui para diminuir a sua violência. Pelo contrário, torna-a mais violenta.
 
Mas a alternativa também não é responder com violência.
 
O melhor é, mansamente, seguir um caminho diferente!
publicado por Theosfera às 09:58

O circuito económico está a sofrer uma forte entorse. Não funciona. E até desfunciona perigosamente.
 
Os que trabalham não recebem. Há quem compre e não pague. Há quem não compre. Há quem não trabalhe. Há pessoas desesperadas. Há trabalhadores no desemprego. Há famílias em pânico.
 
Que solução? Que esperança?
 
Eu sei que isto vai mudar. Vai mudar para melhor.
 
Como? Se soubesse, estaria a falar do já conhecido.
 
E eu penso que a superação desta situação vai passar pelo inesperado, pela surpresa, pelo que ainda não se conhece.
 
Não cortemos as asas ao futuro!
publicado por Theosfera às 09:56

Há quem precise de ver para crer. E há quem necessite de ver para descrer.
 
Uma vezes, ver leva a acreditar. Outras vezes, ver quase impede de acreditar.
 
Depende do que se vê.
 
Uma grande (enorme) responsabilidade para quem mostra!
publicado por Theosfera às 09:55

A esta hora, está a pensar nas dificuldades que vai encontrar. Pense também (e sobretudo) na força que as vai vencer.
 
Essa força não é sua. Mas está em si. Vem de Deus.
 
Muito ânimo. E muita paz para este (novo) dia!
publicado por Theosfera às 09:54

Que seria das soluções se não houvesse problemas? Que seria dos campeões se não houvesse adversários? Que valor daríamos à saúde se não fossem as doenças?
 
Há coisas que é doloroso suportar. Mas são essas (dolorosas) coisas que nos despertam para o essencial e nos capacitam para fazermos o que julgaríamos impossível.
 
Afinal, é a partir do fundo que se sobe e é de trás que se avança.
 
O que não nos mata, já dizia Nietzsxhe, torna-nos mais fortes!
publicado por Theosfera às 09:53

A memória é uma prioridade de sempre. E o negacionismo não é uma moda de agora.
 
Há quem negue acontecimentos. O Holocausto ou certos genocídios configuram os casos mais gritantes.
 
Mas, se repararmos bem, negar sempre foi um expediente na vida pessoal e colectiva. Tempos houve em que, falando-se da pena de morte, da escravatura ou da inquisição, o mais certo era: não se negavam os factos, mas negava-se a sua gravidade.
 
Negar a gravidade de um facto grave é muito grave!
publicado por Theosfera às 09:52

O mais duro é notar o sofrimento das pessoas. O desnorte surge e dispara.
 
Há muitos que não têm lugar no seu país e não têm lugar fora da sua pátria.
 
Chovem queixas acerca da desumanidade com que estão a ser tratados muitos compatriotas nossos lá fora. Mas será que eles eram tratados com especial humanidade cá dentro?
 
Emigram pessoas e exportam-se dramas.
 
Hoje, a emigração não é só um acto de determinação. Acaba por ser, frequentemente, um acto de desespero.
 
Já dizia Eça (mais actual que nunca) que a emigração nem sempre é o transbordamento de uma população que sobra. Muitas vezes, acaba por ser a fuga de uma população que sofre!
publicado por Theosfera às 09:49

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