O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 07 de Março de 2012
«Nem tudo o que pode ser contado conta, e nem tudo o que conta pode ser contado».
Assim escreveu (subtil e magnificamente) Albert Einstein.
publicado por Theosfera às 10:17

As palavras podem complexificar, mas também podem iluminar.
 
Em tempos, estigmatizava-se a «ditamole» para se defender a «ditadura».
 
Depois, cunhou-se o termo «ditabranda» como uma espécie de evolução da ditadura para a democracia.
 
Hoje, deparo com o vocábulo (um pouco cacofónico, talvez) «democradura», para evocar (e denunciar) a persistência de obstáculos às liberdades e direitos fundamentais.
 
A liberdade de expressão, por exemplo, será que está garantida em todas as (chamadas) democracias?
publicado por Theosfera às 10:16

À direita, a racionalidade. À esquerda, a criatividade.
 
É, pelo menos, o que defendem alguns investigadores norte-americanos.
 
Segundo eles, o hemisfério direito do cérebro é que opera as actividades relacionadas com a lógica e a racionalidade.
 
O hemisfério esquerdo é o responsável pela criatividade.
 
Os peritos só não sabem localizar o exacto lugar do referido hemisfério.
 
Até no cérebro, a direita e a esquerda dependem mutuamente entre si!
publicado por Theosfera às 10:15

Lembrei-me de Jesus e de George Orwell ao ler a imprensa desta manhã.
 
Os salários foram reduzidos para a função pública. Mas há excepções. E, pelos vistos, não é para quem ganha menos.
 
Jesus bem disse que o sol, quando nasce, é para todos, maus e bons. Com a austeridade é diferente.
 
É que, parafraseando Orwell, «todos os homens são iguais. Só que uns são mais iguais do que outros»!
publicado por Theosfera às 10:13

1. Perdoar é difícil para o homem. E consta que também não é fácil para Deus.

 

Se olharmos para a Bíblia na sua literalidade, notaremos que a vingança faz incursões assustadoras na esfera do sagrado. Até Deus parece ser vingativo e, por vezes, cruel!

 

Após o pecado original, «expulsou o homem do paraíso» (Gén 3, 23). Quando a corrupção corroeu a humanidade, Deus decidiu «eliminar» o homem da terra (cf. Gén 6, 8).

 

Mesmo o Novo Testamento não nos sossega totalmente.

 

Na enunciação do Pai-Nosso vem o apelo ao perdão, mas com uma ressalva: «Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai não vos perdoará as vossas faltas»(Mt 6, 14-15). 

 

À primeira vista, em vez de ser o homem a seguir os critérios de Deus é Deus que segue os critérios do homem.

 

Parece que só há perdão de Deus se houver perdão da parte do homem. Se não houver perdão entre os homens, não haverá perdão da parte de Deus.

 

E a verdade é que foi preciso Jesus pedir a Deus que perdoasse a quem O ia matar: «Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem»(Lc 23, 24).

 

Será que foi atendido? Será que Deus perdoou mesmo? Alguém achará mal que se queira vingar a morte de um filho?

 

 

2. Parece que tal vingança honra a justiça. Mas será que presta o devido tributo à misericórdia?

 

Para muitos, o prevaricador não deve apenas ser impedido de continuar a fazer o mal. Ele também deverá sofrer, em troca, o mal que praticou.

 

É este, aliás, o alicerce da chamada «justiça popular», da «justiça pelas próprias mãos», daquela que ficou conhecida como a Lei de Talião: «Olho por olho, dente por dente»(cf. Mt 5, 38).

 

Para Jesus, porém, a misericórdia vai sempre mais longe que a justiça. A misericórdia é a moldura da justiça.

 

É por isso que Ele propõe o amor aos amigos, mas também aos inimigos. É assim que se mostra ser filho do Pai do Céu, que «faz com que o sol se levante sobre bons e maus»(Mt 5, 45).

 

Decididamente, este é o Deus das novas oportunidades, das infinitas oportunidades!

 

 

 

3. A História, muitas vezes, aparenta acentuar mais o lado justiceiro do que o lado misericordioso de Deus.

 

 

Uma coisa é certa. Deus só pode ser amor (cf. 1Jo 4, 8.16), amor que dá, amor que se doa, amor que per-doa. E onde há amor, pode haver dor, mas não poderá haver vingança.

 

Devolver o mal a quem faz mal é, no fundo, ceder àquilo que dizemos não aceitar.

 

Uma pessoa pacífica tornar-se violenta, para responder à violência, acaba por se desfigurar, por deixar de ser ela própria.

 

Eu creio que Deus perdoa sempre. De resto e como dizia Heinrich Heine, «é o trabalho d’Ele»!

 

Pode parecer pouco justo que Deus perdoe aos que cometem atrocidades, aos que andam envolvidos na corrupção, na intriga e na calúnia.

 

Parece pouco justo. Mas é por isso que é divino. Perdoar assim só estará ao alcance de Deus e de quem se deixa envolver por Ele!

 

 

4. O perdão não obriga a que se passe por cima da acção perversa e da atitude maldosa.

 

A maldade deve ser denunciada. E é por isso que não deverá ser reproduzida.

 

Perdoar, no fundo, é continuar a estar disponível para dar. É não cair na lama ainda que alguém arraste para ela.

 

Perdoar é não ingerir nunca o veneno da vingança, mesmo que a alma esteja coberta de feridas!

publicado por Theosfera às 09:27

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