O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 31 de Março de 2012
Muita agitação. Muito frenesim.

Muito andar, andar, andar sem saber para onde.

Muito falar, falar, falar sem saber o quê.

Acabamos por estacionar na órbita de quase tudo. E, ao mesmo tempo, no centro de quase nada.

Falta meditação.

Etimologicamente, «meditação» significa «estar no centro», «estar no meio».

Fechar os olhos não devia servir apenas para dormir. Devia servir também para meditar, para contemplar.

Já agora, «contemplar» quer dizer «estar no templo».

E o principal templo é o interior de cada um.

É lá que Deus habita. É de lá que Deus faz ecoar o Seu eterno calar!
publicado por Theosfera às 13:14


Um alerta da sabedoria budista com extremos de pertinência: «Nem no ar, nem nas profundezas do oceano, nem nas cavernas das montanhas, em nenhum lugar do mundo nos podemos abrigar do resultado do mal praticado».

publicado por Theosfera às 12:04


António Tabucchi deixou-nos, ao morrer, além de uma obra, um alerta. Segundo ele, a modernidade parece querer iludir a morte. Esse problema também contagia especialmente os detentores do poder. Portam-se, muitas vezes, como imortais.

Dá a impressão de que nunca saem, de que nunca partem. «A ideia de sermos mortais ajuda muito a viver».

Devia, por isso, ensinar-se às crianças, do modo mais natural, que temos de morrer.

Não se trata de arranjar traumas, mas de ser realista!

publicado por Theosfera às 12:03


A memórias de Winston Churchill sobre a segunda guerra mundial não terminam em apoteose, ao contrário do que seria de esperar. Parece mesmo divisar-se um ambiente de anti-clímax.

O grande vencedor da guerra acaba por se tornar um inesperado derrotado das eleições.

Todos ficaram surpreendidos. Churchill, na noite da contagem dos votos, foi dormir tão seguro estava do êxito.

Perdeu na frente interna quem vencera na frente externa. Mas o que mais angustiava o estadista era o novo clima que se gerava na Europa.

Será que o mundo iria trocar um déspota por outro?

A Rússia foi uma aliada, mas Estaline tornara-se um problema.

A «cortina de ferro» (expressão que criou) descia sobre o continente!

publicado por Theosfera às 12:01


«O capital não tem pátria», disse Karl Marx.

Isso não quer dizer que esteja em toda a parte.

É muito selectivo e pouco criterioso.

Raramente é guiado pela justiça. Quase sempre, é conduzido pelos interesses.

Os poucos que têm muito acabam por mandar nos muitos que têm pouco. Ou quase nada!

publicado por Theosfera às 12:01


«Prefiro dizer coisas certas com as palavras erradas a dizer coisas erradas com as palavras certas».

Jorge Jesus assim o disse. Trata-se de coisas certas com palavras que estão longe de estar erradas!

publicado por Theosfera às 12:00


«A solidão é muito bela, mas quando se tem perto de si alguém a quem o dizer».

Gustave Bécquer verbaliza o que está ínsito noutra palavra: consolação. Significa qualquer coisa como «presença ou companhia na solidão».

No fundo, a própria solidão acaba por ser um companhia de nós connosco mesmos.

O problema é encontrar, hoje, alguém com quem possamos partilhar a nossa solidão!

publicado por Theosfera às 11:59


«Que importa o que erraste? Não haveria verdade nos outros sem o teu erro próprio. E assim colaboraste na harmonia da vida. Se no mundo houvesse só uma cor, não haveria sequer essa cor».

Vergílio Ferreira é deveras pertinente. O problema é que há muitos erros ungidos com tons de verdade. E que acabam por esmagar esforços de verdade.

A solução é continuar, prosseguir...

publicado por Theosfera às 11:58


Disse Renan: «Para a política o homem é um meio; para a moral é um fim. A revolução do futuro será o triunfo da moral sobre a política».

O problema é qe, quase sempre, a política acaba por degolar a moral!

publicado por Theosfera às 11:57


Há coisas que toda a gente «sabe», mas que quase ninguém diz. É a diferença, nada despicienda, entre a comunicação e o sussurro.

Não falta quem exiba uma assolapada «coragem» quase está num grupo de amigos ou na mesa de café. Mas, na hora da verdade, quase todos se encolhem.

Jesus é o exemplo. Levar o testemunho da verdade até às últimas consequências ten um preço demasiado alto. Mas o que não é assumido será salvo?

publicado por Theosfera às 11:56


Quando me dizem que as imagens que chegam de Lloret de Mar correspondem a um perfil muito difundido no presente e, provavelmente, no futuro, eu respeito, mas não me revejo.

Não sou nostálgico do passado. Mas este presente e aquele futuro deixam-me desamparado.

Estarei a mais neste mundo? Gostos não se discutem. Sentimentos também não se questionam.

O meu, perante este cenário, é de profunda tristeza. Não por mim. Mas por eles, pelos jovens. Eles mereciam muito mais!

publicado por Theosfera às 11:55


Fala-se muito no direito de falar. Mas era bom que se pensasse no (simétrico) direito de calar.

Parece que quem não está no palco não existe. A realidade é reduzida ao visível, ao que é mostrado.

Banalizamos, assim, um dos alicerces da convivência: a comunicação.

Faria bem pensar nesta palavras de Oscar Wilde: «O segredo parece-me ser a única maneira de fazer da vida moderna algo de misterioso ou maravilhoso».

Um pouco de resguardo é não só sinal de prudência. É também sintoma de sabedoria!

publicado por Theosfera às 11:54


O dia mais importante é hoje. E tão importante ele é porque vai desaguar num novo hoje chamado amanhã.

Custa-me, por isso, assisitir a exibições de uma cultura(?) em que se assume desfrutar de hoje como não houvesse amanhã.

É preciso estancar a decadência. É urgente voltar a acreditar!

publicado por Theosfera às 11:52

Sexta-feira, 30 de Março de 2012

O mal pode não estar em quem é apontado. O mal pode estar em quem o aponta.

 

Com a propensão que existe para o negativismo e para o ódio, às vezes ficamos sem sem saber onde começa a realidade e acaba a suspeita.

 

Nestas matérias, é preciso ter cuidado com os relatos. Só vendo.

 

Há muito inocente dado como culpado. E muito culpado dado como inocente!

publicado por Theosfera às 11:01

Karl Rahner morreu neste dia há 28 anos: 30 de Março de 1984.
 
Um teólogo enorme merecia uma atenção dilatada.
 
O Homem é, como ele bem anotou, o ouvinte da Palavra.
 
Ouçamo-la. Ouçamo-lo.

 
publicado por Theosfera às 10:59


«Pensa-se a partir do que se escreve e não o contrário».

 

Muitas vezes, o que disse Aragon acaba por ser verdade.

 

A escrita é uma ressonância. Mas o pensamento é a inspiração. Ou devia ser.

publicado por Theosfera às 10:58


Um alerta da sabedoria budista com extremos de pertinência: «Nem no ar, nem nas profundezas do oceano, nem nas cavernas das montanhas, em nenhum lugar do mundo nos podemos abrigar do resultado do mal praticado».

publicado por Theosfera às 10:57


O caminho faz-se para a frente.

 

Oliver Wendell Holmes foi bem claro: «Quando o cérebro humano se distende para abrigar uma ideia nova, nunca mais volta à dimensão anterior»!

publicado por Theosfera às 10:56

Quinta-feira, 29 de Março de 2012

Muito ganhará a Igreja se optar pela pobreza, pela simplicidade, pela humildade e pela opção pelos pobres.

 

Seguindo o paradoxo jesuânico, a Igreja ganha quando perde, eleva-se quando desce.

 

Há um longo caminho a percorrer. Que o caminho tenha muitos «viandantes»!

publicado por Theosfera às 10:10


Quando o silêncio nos visita, os pensamentos fluem, os sentimentos soltam-se e as palavras surgem. Tudo com a cadência devida. Sem atritos nem sobreposições!

publicado por Theosfera às 10:10

«Em nenhuma circunstância devemos responder à violência com a violência. Eu sei que é um conselho difícil de seguir. Mas este é o caminho de Cristo. É este o caminho da Cruz. Temos de ser capazes de acreditar que o sofrimento injusto é redentor».
Assim escreveu (sublime e magnificamente) Martin Luther King.
publicado por Theosfera às 10:09


O Primeiro-Ministro deixou tudo em aberto. Mas não alcemos as bandeiras do desafogo.

 

O que ficou em aberto é a possibilidade de haver mais medidas de austeridade.

 

Ele disse que, «neste momento», não vê que tais medidas sejam necessárias.

 

Mas só «neste momento»!

 

Poderia dizer outra coisa? Provavelmente não!

 

Mas para mobilizar um país deprimido não basta ler a realidade. É preciso transformá-la!

publicado por Theosfera às 10:07


Agora que morreu, não faltam evocações de frases fortes de Millôr Fernandes. E convenhamos que muitas delas, mesmo não concordando, fazem pensar.

 

Alguns exemplos: «Os nossos amigos não sabem muitas coisas, mas sabem sempre o que devemos fazer».

 

Para ele, «chato é o indivíduo que tem mais interesse em nós do que nós temos nele».

 

Também notou que «a diferença fundamental entre a direita e a esquerda é que a direita acredita cegamente em tudo quanto lhe ensinaram e a esquerda acredita cegamente em tudo quanto ensina».

 

Não espanta, pois, que, no seu entender, «nada seja mais falso do que uma verdade estabelecida». Toda a gente a repete. Mas quem pensa nela?

publicado por Theosfera às 10:06


«Quanto mais se é feliz menos se presta atenção à felicidade».

 

Alberto Moravia percebeu que, por norma, apenas reparamos naquilo que não temos, naquilo que nos falta!

publicado por Theosfera às 10:05


Invoco Eugénio de Andrade: «A juventude não precisa de piedade, mas de verdade».

 

É neste sentido que, gostaria de dizer, com todo o respeito, que o chamado «turismo de bebedeira» não leva a lado nenhum.

 

É natural que os jovens gostem de desfrutar.

 

É fundamental que se habituem a reflectir, a questionar, a questionar-se.

 

Os jovens valem muito mais (infinitamente) do que aquilo que nos mostram...

 

Se pudesse, gostaria de dizer aos adolescentes e jovens que assomam, por estes dias (ou noites!), à superfície das câmaras de televisão, que eles valem muito mais do que os copos de álcool que seguram na mão.

 

Que valem muito mais do que os saltos que dão ao som de música estridente e ensurdecedora.

 

Há tempo para tudo, dir-me-ão. Certo.

 

Mas estas energias desgastadas podem fazer falta noutras actividades mais edificantes.

 

Os jovens gostam de questionar. Era bom que se deixassem questionar também.

 

Não se (des)gastem no presente. Semeiem um outro futuro!

publicado por Theosfera às 10:03

Quarta-feira, 28 de Março de 2012

Os Dez Mandamentos da Lei de Deus foram escritos em duas tábuas.

 

Os Dez Mandamentos de Jesus não foram escritos em qualquer livro, mas estão inscritos em todos os corações. Paul Johnson, conhecido historiador, extraiu-os da pregação do Mestre e compendiou-os numa obra recente.

 

Vou procurar resumi-los parafraseando-os.

 

1. Aceita-te como és

Jesus ensinou-nos que, fazendo parte de uma comum humanidade, cada um de nós é dotado de uma personalidade única e irrepetível. Por isso, cada um tem direito a determinar a sua vida e a desenvolver uma vontade individual.

 

2. Aceita os outros como eles são

Jesus mostrou-nos que as opções não são excludentes, mas inclusivas. A aceitação de si mesmo não impede (antes pressupõe) a aceitação dos outros. Do mesmo modo, o amor a Deus implica o amor ao próximo. O amor está no mesmo patamar que a verdade: também é universal. É para todos. É para sempre.

 

3. Apesar de único, não és superior nem inferior aos outros. Para Deus, és igual a todos

Jesus sentiu-Se sempre incomodado com o carreirismo, com as disputas de lugares. O importante não é ficar à frente dos outros, mas dar o melhor pelos outros. É por isso que, em Jesus, Deus corrige as assimetrias humanas. Se alguma discriminação pratica, é apenas a discriminação positiva: traz as periferias para o centro e o centro para as periferas; faz com que os primeiros sejam últimos e com que os últimos sejam primeiros (cf. Mt 19, 30).

 

4. Todos os teus actos deverão serão guiados pelo amor

Jesus tinha o amor nos lábios e, sobretudo, continha o amor nos gestos. Trata-se de um amor totalizante, não fraccionado. Não é, pois, um amor egoísta, mas um amor que se doa. É um amor que envolve o espírito e também o corpo. É um amor que atende, que ouve, que reconcilia, que ajuda. No amor não há leis; há provas. Jesus deu-nos a prova suprema de amor.

 

5. Usarás de misericórdia e de bondade para com toda a gente

 A misericórdia e a bondade dimanam do amor e vão além da lei. Elas conduzem à moderação, ao autodomínio, longe de todo e qualquer radicalismo ou pulsão para a vingança. Pela misericórdia e pela bondade, habituamo-nos a agradecer o bem e a não devolver o mal mesmo a quem nos faz mal.

 

6. Serás sempre equilibrado nas tuas atitudes

Jesus era claro, mas nunca foi um extremista. Usando uma conhecida expressão de Manuel Antunes, podemos dizer que Ele desencadeou a «revolução da sensatização». Como anota Paul Jonhson, Jesus «era reservado, mas não era um eremita; era capaz de estar sozinho, mas também gostava de companhia; era comedido, mas também conseguia indignar-Se; sabia chorar, mas não desesperava; era objecto de troça, mas nunca troçou de ninguém; foi agredido e deu a outra face». Enfim, foi atacado até por causa da Sua moderação.

 

7. Terás sempre um espírito aberto

Jesus sinalizou a Sua abertura com a Sua vida e até com a Sua morte. O Seu coração foi aberto a toda a humanidade (cf. Jo 19, 34). O mundo evoluiu sempre que se abriu e regrediu todas as vezes que se fechou. Por isso, antes de voltar para o Pai, Jesus enviou os Seus discípulos «por todo o mundo» (Mt 28, 19). Não a uma parte do mundo, mas a todo o mundo.

 

8. Buscarás, permanentemente, a verdade

Jesus é o melhor guia na busca da verdade, «de uma verdade completa e total, pura e simples, despida de contornos sectários, limpa de paixões». Trata-se de uma verdade que não é conquistada, mas oferecida. Não a possuiremos nunca. Devemos deixar-nos possuir por ela. É a verdade de Deus e a verdade do mundo. Deus e o mundo não estão em oposição. Deus vem ao nosso encontro no mundo. É no mundo que vamos ao encontro de Deus.

 

9. Utilizarás o poder com moderação e respeitarás quem o não tem

A vida de Jesus «é um modelo de uso contido do poder e, por contraste, a Sua morte é um exemplo, catastrófico e cruel, de abuso do mesmo poder». A ressurreição significa «a vitória do impotente», que ressurge das profundidades da morte. Jesus não deixou um manual de política nem regras sobre o poder. O fundamental é que o seu exercício seja pautado pelo respeito pelos mais humildes e pobres.

 

10. Serás sempre corajoso

 Cervantes dizia que perder os bens é perder muito, mas perder a coragem é perder tudo. Não espanta, por isso, que o grande legado de Jesus, documentado em palavras e amplamente certificado em obras, seja a coragem. É a coragem de «não apenas de resistir ao mal, mas também de o suportar». Jesus convida-nos à mansidão e à tolerância, mesmo diante da hostilidade e da perseguição. Jesus exorta-nos a não fugir dos problemas e a manter a serenidade no meio da tempestade. Esta coragem «é hoje tão necessária como sempre foi e é tão rara como no tempo d'Ele».

 

Cf. Paul Jonhson, Jesus. Uma biografia escrita por um crente (Lisboa: Ed. Aletheia 2011).

publicado por Theosfera às 21:32


Um jogo entre uma equipa portuguesa e uma equipa inglesa.

 

Reparando nas linhas oficiais, vemos que a equipa inglesa tem mais jogadores portugueses que a equipa portuguesa.

 

Não tem muitos, verdade seja dita. Mas a equipa portuguesa tem ainda menos. Ou seja, nenhum.

 

Mas isto é normal.

 

O mundo deixou de ser um lugar. É um corredor.

 

Todos passam em toda a parte. Ninguém, ou quase, pára em lado algum!

publicado por Theosfera às 11:50


«50 perguntas sobre Jesus» é o título do livro.

 

O que me espanta não é o número de perguntas.

 

O que me espanta é que sejam apenas 50 as perguntas.

 

Mas o que me espanta verdadeiramente é que o livro seja ocupado com respostas.

 

Haverá respostas para as perguntas sobre Jesus?

 

Não será Jesus o questionamento supremo para as nossas respostas?

publicado por Theosfera às 11:49


Hoje, 28 de Março, é dia de S. Venturino e S. Sisto III.

 

Refira-se que este Papa foi caluniado várias vezes. Uma altura foi acusado de um grande delito. Teve de ser o próprio imperador Valentiniano a convocar um concílio não ecuménico para sanar o ambiente e repor a verdade.

 

O caluniador, chamdo Basso, foi excomungado, mas o Papa mostrou-se sempre magnânimo para com ele.

 

De ontem para hoje, há coisas que não mudam.

 

Um santo e abençoado dia para todos. Na paz de Jesus manso e humilde!|

publicado por Theosfera às 11:48


Quando se diz que Deus é uma palavra humana, não se pense que se diz pouco.

 

Apesar dos limites inerentes ao facto de ser uma palavra humana que pretende dizer o divino, estamos em presença de muito.

 

Na filosofia grega mais antiga, a palavra Deus (Theós) surge no âmbito da busca do fundamento de tudo.

 

Para muitos, «Theós» é o «hálito» da realidade, o sopro vital de quanto existe.

 

Deus surge, pois, como um postulado nosso, como uma necessidade nossa.

 

Deus está no fundo do mistério do mundo e no horizonte máximo do mistério do Homem!

publicado por Theosfera às 11:47


Nunca desaparecerá a religião enquanto continuarem a faltar respostas para as perguntas.

 

A função primacial do religioso não é tanto responder, mas ser eco infinito do perguntar.

 

Cesare Pavese afirmou: «A religião consiste em acreditar que tudo aquilo que nos acontece é extraordinariamente importante. Nunca poderá desaparecer do mundo, justamente por essa razão».

publicado por Theosfera às 11:46


Não precisam de piloto. Só necessitam de um comando.

 

Chamam-se drones.

 

Transportam mísseis e outras armas letais.

 

São máquinas de voar. Têm sido máquinas de matar.

publicado por Theosfera às 11:46


As palavras de Santana Castilho costumam não ser mansas. Mas, embora bravas, convida, à meditação.

 

Hoje diz uma coisa que, pelo menos, nos porá a pensar: «Os professores "funcionam" cada vez mais e ensinam cada vez menos».

 

A isso são obrigados!

publicado por Theosfera às 11:45


«Uma semana, disse Harold Wilson, é muito tempo na política». Não só na política, ressalve-se.

 

Numa semana, e até em menos, tudo pode mudar.

 

Um minuto que seja pode transformar a vida inteira!

publicado por Theosfera às 11:44


Em 34 países da Europa, Portugal ocupa o nono lugar no consumo de álcool.

 

Assim pretendemos afugentar as dores e afogar as mágoas. Mas elas persistem.

 

 É preciso reagir. É necessário ingerir a vitamina E, a vitamina Esperança!

publicado por Theosfera às 11:43


«Um homem com fome não é um homem livre».

 

Robert Stevenson tocou numa ferida muito grande.

 

No que dizemos e no que fazemos não só apenas estimulados pelas nossas motivações.

 

Somos também (e bastante) condicionados pelas nossas limitações!

publicado por Theosfera às 11:42


Muitas vezes, é verdade o que disse Octave Mirbeau: «Os que se calam dizem mais coisas do que aqueles que estão sempre a falar».

 

Pelo menos, aqueles deixam em aberto aberto muita coisa.

 

Quando calamos, pode haver lugar a dúvida acerca da nossa capacidade e inteligência.

 

O problema é que, frequentemente, quando falamos, dissipam-se todas as dúvidas!

publicado por Theosfera às 11:41

Terça-feira, 27 de Março de 2012
Atenas, Roma e Jerusalém.
 
Para muitos, estas terão sido as cidades mais importantes da História.
 
Zubiri assinalava que as maiores criações do género humano foram a Filosofia grega, o Direito romano e a Religião judaico-cristã.
 
Mais circunscrito, Winston Churchill sublinha que os gregos emparceiram com os gregos em vivacidade política e capacidade de sobrevivência.
 
E, de caminho, faz ecoar um célebre apontamento anedótico. Segundo ele, quando encontramos três judeus, existe uma forte probabilidade de encontrarmos dois primeiros-ministros e um líder da oposição!
publicado por Theosfera às 10:42

A política precisa de conhecimento, mas também carece de subtileza.
 
Aumentar a taxa do IVA equivale a prever uma descida nos montantes apurados.
 
Se não há capacidade para fazer frente a custos mais elevados, o resultado é a falência, o incumprimento, a receita menor.
 
O mesmo se diga das antigas SCUT. Começaram a ser portajadas. Começou a diminuir o número de carros a circular.
 
A receita é menor que a esperada. Mas de que estavam à espera?
publicado por Theosfera às 10:41

Deixa Deus entrar na tua vida.
 
Ou, melhor, não precisas de O deixar entrar.
 
Porque Ele já está na tua vida. Ele é a tua vida!
publicado por Theosfera às 10:39

«Reservar o nosso pensamento implica uma esperança infinita».
 
Pertinente esta anotação de Scott Fitzgerald. Um certo recato pode ser a matriz da sabedoria.
 
Hoje, opina-se permamentemente.
 
Quem está sempre a opinar que tempo terá para pensar, para preparar a opinião?
publicado por Theosfera às 10:38

«A felicidade é salutar para o corpo, mas só a dor robustece o espírito».
 
Por muito que doa, Marcel Proust tem razão.
 
Quem não passa pelo crisol da dor dificilmente terá algum valor!
 
O que custa vale. O que vale custa!
 
É duro, mas é verdade. Lições da cátedra da vida!
publicado por Theosfera às 10:37

Temos uma paixão enorme pela unidade. Mas, ao mesmo tempo, exibimos uma inclinação irresistível pela fractura.
 
Facilmente nos dividimos: não pela procura da verdade, mas pela busca do poder.
 
Daí os partidos. Daí as facções dentro dos partidos!
publicado por Theosfera às 10:36

«O poder infinito de Deus não está na tempestade, mas na brisa».
 
Como estava certo Rabindranath Tagore!
publicado por Theosfera às 10:35


Na pletora de gráficos que a cada passo nos debitam, acabam por nos ocultar sempre uma parte da realidade.

 

Os estrangeiros elogiam o Estado. Mas os cidadãos sofrem.

 

Dizem que há indicadores positivos, mas o que avulta é a perda de rendimentos, o desemprego e o aumento da pobreza.

 

Como é que o país pode estar bem quando tanta gente está mal?

 

A gestão da coisa pública até pode ser eficaz, mas acaba também por se mostrar supurante. Os especialistas podem saber muito de números.

 

Precisamos de mais gente formada em Filosofia e História, que nos ajudem a perceber a vida!

publicado por Theosfera às 10:34

O mais importante é o que não se vê.
 
Que seria de uma casa sem os alicerces? Que seria de uma árvore sem a raiz?
 
Os alicerces e as raízes não estão à vista. O essencial, como percebeu Saint-Éxupéry, «é invisível aos olhos».
 
Na vida, devíamos cuidar mais do invisível: dos nossos alicerces, das nossas raízes.
 
O maior desejo deveria ser não ser famoso. O mundo da fama é cada vez mais oco, mais vazio.
 
Fernando Pessoa divisou, aqui, uma contradição.
 
A celebridade, «parecendo que dá valor e força às criaturas, apenas as desvaloriza e enfraquece».
 
Daí que Torga tenha confessado: «A minha fome não é de fama; é de eternidade»!
publicado por Theosfera às 10:33

O Porto, o Benfica e o Sporting terão mais talentos e muito maior orçamento.
 
Mas falta-lhes algo que em Braga sobeja: vontade!
publicado por Theosfera às 10:32

Segunda-feira, 26 de Março de 2012

 1. Para muitos, a Páscoa é mais o ruído do que a calma. É mais a palavra do que a escuta. É mais a acção do que a meditação. É mais o movimento do que o recolhimento.

 

O ruído, as palavras, a acção e o movimento dão um grande colorido às nossas terras. Mas a falta de calma, de escuta, de meditação e de recolhimento deixa um profundo vazio nas nossas almas.

 

Quando falamos de Páscoa, pensamos no que, a propósito dela, se diz e se faz. Mas era bom que se captasse o sentido da Páscoa também a partir do que, nela, não se diz e não se faz.

 

A Páscoa não se reduz às procissões de Sexta-feira e às celebrações de Domingo. Entre o grito da Cruz e a alegria da Ressurreição, há o silêncio da sepultura.

 

É também por esse silêncio que nos devíamos envolver. Porque é nesse silêncio, que parece nada trazer, que germina a novidade plena, a surpresa maior, o reencontro total.

 

 

2. De facto, o silêncio não é necessariamente mutismo, ausência ou distância.

 

Há um silêncio pelo qual tudo nos chega. É o silêncio da semente lançada à terra. É do fundo que se cresce. E é de trás que se caminha.

 

No silêncio, verificamos que ainda há muita semente para desabrochar. É o silêncio exterior que nos põe alerta. É o silêncio interior que nos põe à escuta.

 

É um silêncio, ao mesmo tempo, afónico e atónito. É um silêncio que tanto nos deixa sem palavras como nos preenche com uma paz inquieta.

 

Afinal, as palavras costumam morrer nos lábios e os pensamentos acabam por se ofuscar na mente.

 

É, por isso, o silêncio que nos permite acolher o grande murmúrio que Deus faz ecoar no mundo.

 

E há-de ser a fraternidade a levar-nos a estender a mão àqueles que vão caindo nas estradas do mundo.

 

Às vezes, queremos cobrir de palavras o que escapa a toda a palavra. Se as palavras já são débeis para dizer a vida, como não são frágeis para (des)dizer a morte!

 

E, não obstante, multiplicamos explicações. No tempo, atrevemo-nos a cartografar a eternidade e a mapear com minúcia cada um dos seus momentos.

 

 

3. A Páscoa é oportunidade para cantar, para louvar. Mas será ainda mais bela se for aproveitada para colher, para captar.

 

O silêncio não nos afasta dos problemas, mas abre-nos muitos caminhos no meio dos próprios problemas.

 

Jesus foi tão eloquente quando falou como quando calou. E disse-nos tanto no grito da Cruz como no silêncio do sepulcro.

 

O silêncio é o nada donde vem tudo. Não é esse, aliás, o transe da criação?

 

Deixemos, pois, falar a Páscoa no tempo! E façamos ressoar a Páscoa na vida!

 

 

4.  A Páscoa é, sem dúvida, uma festa. Mas é uma festa que começa num fracasso.

 

Eis a lição jamais apreendida num tempo que cultua o êxito como desígnio supremo. E que tende a encarar qualquer adversidade como um obstáculo intransponível.

 

O fracasso de Jesus parecia ser total, definitivo, irrecuperável.

 

Neste sentido, a Páscoa significa que nem a morte é o fim. A Páscoa assinala o começo depois do próprio fim.

 

Tudo está em aberto. E o que conta não são apenas os conceitos já pensados e as soluções já tentadas. O que conta é o novo, aquilo que ninguém (ainda) conhece, aquilo que (ainda) está para acontecer.

 

Adormecida, no nosso interior, está a esperança. Dorme o prolongado sono da resignação, do desalento.

 

É tempo de despertar a esperança. É hora de despertarmos para a esperança!

publicado por Theosfera às 13:59

Não é só de agora o ruído.
 
É claro que, nos tempos que correm, o ruído tornou-se uma enfermidade.
 
Mas outrora também muita coisa se fazia ouvir.
 
Nesta época do ano, na Quaresma, até o silêncio se fazia escutar.
 
Tão suave ele era. Tão humanizante se mostrava. Tanta falta ele faz!
publicado por Theosfera às 11:32

Volta e meia, acabamos por pensar: não tenho tempo.
 
Há muito tempo que não tenho tempo!
 
Estranho. Há tempo para não ter tempo!
publicado por Theosfera às 11:32

Haverá amigos hoje?
 
A inquietação não é de agora. E o cepticismo vem de há muito.
 
Zenão de Eleia, que viveu no século V a.C, era de opinião que só um outro eu poderia ser nosso amigo.
 
Percebe-se o enquadramento, mas entrevê-se também o logro.
 
A desilusão é o mais frequente no campo da amizade. Mas, voltado sobre si, o eu não se reproduz. Quanto mais aumenta, mais encalha.
 
Ainda acredito na amizade do tu.
 
Ainda há quem saiba honrar essa nobre condição de amigo.
 
Quem não falta na hora difícil não falta nunca!
publicado por Theosfera às 11:30

Percebe-se que, ocasionalmente, a transgressão seja vista como uma necessidade.
 
Mas fazer dela uma norma pode ser um logro mortal.
 
Cuidado com certos frentismos vanguardistas. Acabam sempre por nos atirar para o fundo!
publicado por Theosfera às 11:30

Investigadores americanos entendem que a intuição é melhor que o conhecimento analítico.
 
É o chamado efeito do «oráculo emocional».
 
E há uma certa lógica. Se o futuro é diferente, o natural é que não seja repetição.
 
Sucede que as previsões do futuro são feitas a partir do presente.
 
A tendência é para projectar no amanhã o que se vive no hoje.
 
Daí que a (ante)visão faça a diferença.
 
Numa linguagem pascaliana, dir-se-ia que o «espírito de finesse» é tão importante como o «espírito de geometria»!
publicado por Theosfera às 11:28

Há uma nova doença infecto-contagiosa.
 
Chama-se desemprego.
 
Em si mesmo, já custa muito a suportar.
 
Mas o que acarreta acaba por ser ainda mais difícil de digerir. Com o desemprego, pode vir a depressão, podem afastar-se os amigos, pode desmembrar-se a família.
 
Está tudo estudado. E nada parece estar a ser feito.
 
A «doença» ainda está em fase de propagação. Acelerada!
publicado por Theosfera às 11:27

Domingo, 25 de Março de 2012
«O essencial é invisível aos olhos».
 
Saint-Exupéry verteu quase um provérbio, à guisa de um oráculo.
 
De facto, o essencial é, quase sempre, invisível. Urge ver o invisível!
publicado por Theosfera às 14:20

«Tornamo-nos odiados tanto fazendo o bem como fazendo o mal».
 
O que disse Maquiavel releva de uma evidência.
 
A maior parte dos sentimentos escapa à lógica.
 
Não há razão para haver ódio. Mas ele existe. Mesmo para aqueles que fazem o bem!
publicado por Theosfera às 14:19

«Desconfia que a ambição não seja a cobertura do orgulho e que a modéstia não seja senão um pretexto para a preguiça».

 

É fundamental estar atento a este preceito enunciado por Monnier.

publicado por Theosfera às 14:18

Mais de metade do país é um deserto.
 
A percentagem de desertificação eleva-se a 62%, dizem os estudos.
 
Mas a desertificação não afecta só o território. Ameaça também as pessoas.
 
Façamos chover esperança no nosso coração!
publicado por Theosfera às 14:17

Bento Domingues é padre, mas, na crónica de hoje, diagnostica como um médico: «Foi prometido o emagrecimento do Estado. E resultou o emagrecimento da sociedade civil».
publicado por Theosfera às 14:16

Como o tempo passa.
 
Neste dia, daqui a nove meses, estará mais frio. Mas até pode brilhar o sol.
 
Daqui a nove meses, será Natal!
publicado por Theosfera às 14:16

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Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Lindo e profundo texto, Senhor Doutor. Obrigada pe...
É bem verdade.
linda reflexão!
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