O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
Nenhuma terapia resulta se a doença não for identificada.
 
O problema, aqui, começa quando se estaciona nos sintomas.
 
Só um diagnóstico profundo nos conduzirá ao cerne da enfermidade.
 
O que se passa com cada homem acaba por ser o que se passa com a humanidade.
 
A raiz de todas as doenças que nos afectam é o egoísmo. Do que padecemos é de «egopatia», da doença do eu, do exacerbamento do eu.
 
Há egoísmo no mundo. Há muitos egoísmos em cada povo.
 
São egoísmos que se multiplicam como tumores. São egoísmos que se atropelam, que se agridem. E que, quando afectam a visão, nos impedem de perceber que só dando as mãos nos salvaremos!
 
Além dos egoísmos dos interesses, que já litigam bastante entre si, há os egoísmos das posições que se enquistam como se de verdades infalíveis se tratasse.
 
Os que julgam saber acham-se ungidos com a solução definitiva. Mesmo errando e continuando a errar, não franqueiam as portas a quem pensa diferente.
 
Os que sabem que não sabem estão sempre à procura.
 
Os que presumem que tudo sabem insistem sempre no mesmo.
 
A realidade pode mostrar que não resulta, mas eles persistem.
 
É por isso que Lula deixa um Brasil desenvolvido.
 
E é por isso que os iluminados europeus nos vão conduzindo (pouco doutamente) para o abismo.
 
Afinal, quem é mais sábio? Quem mais lê ou quem melhor vê?
publicado por Theosfera às 23:02

Cayo Salústio Crispo verbalizou uma pertinência soberana: «É sempre tarde quando se chora».
 
Muito tarde. Muito, muito tarde!
publicado por Theosfera às 16:35

Não sei que será pior: se a violência se a resignação.
 
Sei, tenho obrigação de o saber, que nehuma das duas traz qualquer bem.
 
A violência degrada, destrói. Mas a resignação perante ela contribui para que a violência continue a degradar e a destruir.
 
A resignação diante da injustiça não ajuda a eliminá-la. Pelo contrário, prolonga-a.
 
É preocupante esta tendência para nos demitirmos da intervenção cívica.
 
Estamos tristes e desencantados por dentro, mas aparecemos demasiado amestrados por fora.
 
E não se pode recuperar a saúde enquanto não se tomar consciência da doença!
publicado por Theosfera às 16:33

Vejam o rumo que as coisas estão a tomar.
 
A proposta para vigiar a execução orçamental de um país tem uma panóplia de consequências que estamos longe de antecipar.
 
No fundo, quem tem dificuldades fica com mais dificuldades.
 
Não pode tomar decisões. Não tem autonomia. Não tem soberania.
 
Não pode participar nas decisões comuns e nem sequer pode decidir a sua própria vida.
 
Pouco falta para que a independência dos povos seja ilegal.
 
Há sinais que são premonições: a extinção do feriado da restauração da independência não é inócua.
 
Celebrar o que não existe para quê?
publicado por Theosfera às 16:31

O Brasil tornou-se uma potência (mais do que) emergente sob a liderança de alguém que só tem estudos básicos.
 
A Itália e a Grécia vão definhando sob a condução de especialistas renomados.
 
E Portugal nunca tem descolado apesar de ser, repetidamente, conduzido por técnicos e professores. A explicação é simples, embora não muito estimulante.
 
É que os especialistas facilmente se julgam proprietários de conhecimentos e donos de soluções. Para eles, está tudo definido: é só aplicar.
 
Os outros estão sempre à procura, olham mais para a realidade.
 
É da realidade que partem. Às vezes, é mais importante conhecer os problemas do que as presumidas soluções. Estas estão mais na vida do que nos livros!
 
Por formação, os técnicos e especialistas tendem a pensar mais naquilo que os livros dizem do que naquilo que a realidade mostra.
 
Os livros são um instrumento; não podem ser um entrave.
publicado por Theosfera às 16:29

No dia de S. João Bosco, eis uma oportunidade para reflectir sobre o seu (magno) exemplo.
 
Não era fácil, ontem como hoje, lidar com os deserdados da fortuna.
 
S. João Bosco optou sempre pela via da mansidão.
 
Quanto às palavras, apenas as necessárias. Como ele notava, as palavras, muitas vezes, provocam as mais violentas tempestades!
publicado por Theosfera às 16:28

Marie Noel: «Aquele que não precisa de nada, tudo lhe falta».
 
Sem dúvida, a começar pela consciência de que ninguém é auto-suficiente.
publicado por Theosfera às 16:27

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
Desmond Tutu é o protótipo da pessoa íntegra, que não cede aos supostos encantos da neutralidade.
 
Prefere sujar as mãos para manter limpo o coração: «Quando nos mantemos neutrais numa situação de injustiça, escolhemos o lado do opressor. Se um elefante tem a pata sobre a cauda de um rato, o rato não vai apreciar a nossa neutralidade»!
publicado por Theosfera às 11:06

Aquele que nunca cedeu à violência acabou vítima da violência.
 
Mahatma Gandhi foi assassinado, neste dia, há 64 anos.
 
Acontece que toda a gente recorda e venera quem morreu.
 
Alguém sabe o nome de quem matou? Há vidas que nem a crueldade da morte apaga!
publicado por Theosfera às 11:05

O princípio é fácil de enunciar mas muito difícil de aceitar: o dinheiro manda, o dinheiro comanda.
 
O Presidente do Parlamento Europeu não podia ser mais claro: «A Grécia tem de viver com o facto de que aqueles que lhe dão muito dinheiro devem estar cada vez mais incluídos nas decisões».
 
É estranho que este poder só seja reconhecido aos detentores do dinheiro.
 
Não deveria ser atribuído aos defensores dos direitos das pessoas mais desfavorecidas?
publicado por Theosfera às 11:04

O Cón. José Cardoso, falecido neste dia há 28 anos, foi um apóstolo inigualável da catequese.
 
Algumas paredes ainda perduram como testemunhas da sua dedicação.
 
Alguns dos pregões que nelas verteu ainda se mantêm: «Cristo é teu Amigo», «Cristo conta contigo».
 
Publicou muitos e bons livros. Até uma História de Lamego contada às crianças e que era bom fosse recolocada em público.
 
São homens e sacerdotes de uma estirpe que fez escola e faz falta. Que saudades, senhor Cónego, de pessoas assim!
publicado por Theosfera às 11:02

É reconfortante ouvir o essencial sem glosas e sentir que se aterra no fundamental sem delongas.
 
É bom notar que alguém se mostra disposto a trazer «notícias de Deus», o presente que alguns sentem como ausência e o ausente que muitos experimentam como presença.
 
Eis o programa do novo Bispo de Lamego: «Quero muito ver o vosso rosto. Já sabeis que trago notícias de Deus. E que conto muito com cada um de vós, para levar a todos os lugares e a todas as pessoas desta bela Diocese este vendaval de graça e de bondade que um dia Jesus desencadeou».
 
É isto. Só isto.
 
E nisto está tudo!
publicado por Theosfera às 00:49

Pertinente a alusão de Bento Domingues à militância de Anselmo Borges na porfia por um cristianismo exigente, interpelante.
 
«A fé cristã não é um calmante, mas o excitante da inteligência e dos afectos».
publicado por Theosfera às 00:48

A autoridade de Jesus, assinalada este Domingo, não era imposta.
 
Era reconhecida. Advinha da coerência.
 
Dizia o que fazia e fazia o que dizia.
 
É isto que provoca assombro. É isto que faz a diferença. É isto o grande (enorme) milagre!
publicado por Theosfera às 00:46

Está visto que o futebol não é só um desporto. Tornou-se um negócio. Há quem queira fazer dele uma ciência. Mas eis que ele prefere alojar-se, quase sempre, no mistério.
 
Como é possível que a melhor equipa do mundo não seja a primeira equipa de Espanha?
 
Quando joga com o Real Madrid, o Barcelona mostra ser muito superior. Quando joga com clubes mais pequenos, a máquina titubeia e já vai sete pontos atrás.
 
E é assim que o Real vai à frente sem conseguir ganhar ao Barcelona. É como se as estrelas madridistas entrassem em «eclipse» diante da magia catalã.
 
Mourinho está a um passo de fazer história: ficar à frente sem ser o melhor!
publicado por Theosfera às 00:45

É muito estranho (para não dizer paradoxal) passarmos a maior parte do tempo a sentir que não temos tempo.
 
É sinal de que a nossa preocupação está centrada no que pode nunca acontecer.
 
Será que já incorporamos que o momento mais importante é este?
publicado por Theosfera às 00:44

Haverá muito mais que ruído em muitas das palavras gritadas por estes dias?
 
Há.
 
Há muito sofrimento, quase a rasar as imediações da desesperança.
 
Há também muita encenação.
 
Só o silêncio aspira a palavra que importa. Porque só no silêncio que acolhe o que nos é mostrado.
 
Mas o silêncio não pode ser eterno.
 
Ele tem de dar lugar à palavra da denúncia, à palavra da esperança!
publicado por Theosfera às 00:42

Tenho de confessar que, com o passar dos anos, tenho mais perguntas para as respostas do que respostas para as perguntas.
publicado por Theosfera às 00:42

É muito estranho quando aquilo que sai dos lábios não coincide com aquilo que é captado pelos olhos.
 
A palavra é essencial, mas há palavras que, atropeladas à velocidade de tropel, criam um sobressalto no espírito.
 
De repente, parece que nem sabemos onde estamos.
 
É por isso que, para conhecer algo ou alguém, é conveniente não ler só o texto de papel.
 
O texto em forma de vida tem outra eloquência!
publicado por Theosfera às 00:41

É de um profeta que se fala neste Domingo. E o profeta tem tudo menos um discurso viscoso, colado ao poder e tributário das influências.
 
Profeta é mais que mestre. Diria que profeta é o maior mestre, o verdadeiro sábio.
 
Profeta não é só (nem principalmente) o que explica a realidade ou o que justifica a realidade. Profeta é o que se empenha em transformá-la.
 
É por isso que há tão pouca profecia.
 
Ser profeta não é fácil. Não é algo que se compre por dinheiro.
 
Ser profeta é algo que, habitualmente, costuma pagar-se com a vida. Só com a vida!
publicado por Theosfera às 00:39

Como acontece com os organismos vivos, também as palavras adormecem, também as palavras adoecem.
 
Deixamos de prestar atenção à sua significação genuína e passamos a tomá-las por aquilo que a realidade nos mostra.
 
A repetição facilmente gera a banalização. Em determinados momentos, precisamos de curar certas palavras. E tal sucede não tanto pela via semântica, mas pela vida do testemunho.
 
Para sabermos o significado de Deus, de Igreja, de padre, de bispo, de Missa, não basta ir ao dicionário. É necessário ir à vida. E a vida, às vezes, desconcerta-nos.
 
Mostra-nos o contrário dos dicionários. O caminho é, pois, rever os passos da vida!
publicado por Theosfera às 00:38

Sejamos justos. Não se aplicará só à política o que sobre os homens da política terá dito Henry Thoreau.
 
Para ele, «os homens hão-de aprender que a política não é a moral e que se ocupa apenas do que é oportuno».
 
Infelizmente, trata-se de uma aprendizagem demasiado rápida!
publicado por Theosfera às 00:37

Um texto vale não só pelas respostas que dá, mas também que perguntas que faz.
 
No caso de Pacheco Pereira, vai-se ainda mais longe. Além das questões que formula, há algumas que enuncia para tratamento próximo.
 
Destaco duas: «or que razão os blogues estão a ter cada vez menos importância? E por que razão a comunicação social dá importância a coisas que não têm importância nenhuma?»
 
A resposta pertencerá à razão ou ficará adormecida no mistério?
publicado por Theosfera às 00:36

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Obrigado, Senhor,

pelo Teu sorriso desta manhã,

pela Tua esperança deste Domingo.

 

Tu és o profeta esperado,

o Salvador querido,

o amor realizado.

 

Tu vences o mal

sem Te deixares contaminar pelo mal.

 

Tu és o sorriso que emoldura as nossas lágrimas

e suaviza, com torrentes de bondade, a nossa dor.

 

A Tua fama Se espalha.

Todos ficam admirados com a Tua autoridade,

uma autoridade que vem do amor,

uma autoridade humilde que nunca humilha.

 

Também nós, hoje, ficamos assombrados

e admirados com a Tua presença.

 

Tu és o supremo milagre

e o permanente sorriso de Deus.

 

Obrigado, Senhor, pelas maravilhas do Teu amor,

pelo eco da Tua paz.

Obrigado por seres a alavanca do nosso existir.

Obrigado, Senhor.

Obrigado, JESUS!

publicado por Theosfera às 10:18

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
O amanhã chegou. Sim, aquele amanhã de que ainda ontem falávamos.
 
O amanhã tornou-se hoje. O futuro tornou-se presente.
 
E aquele dia que, ainda há poucas horas, chamávamos hoje já se transformou em passado. Tudo é mistério.
 
Mistério que (es)corre a alta velocidade...
publicado por Theosfera às 10:25

O futuro é um lugar muito belo, mas também um destino muito distante.
 
Estamos sempre a sonhá-lo e isso é bom. Mas estamos também sempre a adiá-lo e isso é preocupante.
 
O melhor contributo para o futuro é dar tudo no presente. Porque o presente é o melhor «parteiro» do futuro!
publicado por Theosfera às 10:24

Disse Joseph Joubert: «Sendo possível devemos morrer amavelmente».
 
E como não sabemos quando morreremos, o melhor é tentar também viver amavelmente!
publicado por Theosfera às 10:24

Oscar Wilde percebeu tudo: «A moderação é uma coisa fatal. Nada tem mais sucesso do que o excesso».
 
Mas o sucesso não pode ser o objectivo supremo. E é melhor ser moderado sem êxito do que excessivo com êxito.
 
A moderação é um certificado de lucidez e uma via para o bom senso.
 
De uma revolução precisamos. O Padre Manuel Antunes lobrigou-a. Trata-se da «revolução da sensatização»!
publicado por Theosfera às 10:23

«A calúnia é como uma moeda falsa: muitos que não gostariam de a ter emitido, fazem-na circular sem escrúpulos».
 
Diane Poitiers emitiu uma grande (enorme) verdade.
 
As piores calúnias são emitidas por pessoas que julgaríamos incapazes de provocar uma ferida!
publicado por Theosfera às 10:22

«Saber ler é acender uma luz no espírito».
 
Cada vez me revejo mais neste luminoso pensamento de Pearl Buck.
 
Um bom livro é a melhor oferta.
 
Ler um livro ajuda a ler a vida, a olhá-la por dentro, pelo fundo!
publicado por Theosfera às 10:21

Duas idosas encontradas mortas no seu apartamento em Lisboa. Um idoso encontrado morto em sua casa no Porto.
 
Caso para parafrasear o poeta: «Mas os idosos, Senhor, porque lhes dais tanta dor? Porque têm de sofrer assim?»
publicado por Theosfera às 10:21

Ontem deste tudo. Hoje preparas-te para tudo dar.
 
Depois de dar tudo parece não sobrar nada. Mas o milagre de cada dia é este: é possível continuar a dar depois de tudo dar.
 
Eis o milagre que Deus vai realizando em cada ser humano num único dia. No dia que se chama «hoje»!
publicado por Theosfera às 10:19

O sonho não é tudo, mas pode ser o início de muita coisa.
 
Nem tudo o que se sonha se concretizará.
 
Mas sem o sonho algo de bom se realizará?
publicado por Theosfera às 10:18

Falamos e agimos muito em função do preconceito.
 
Um preconceito é um pré-conceito, ou seja, uma tomada de posição antes de qualquer conhecimento, aproximação ou contacto. E isso só envenena o ambiente e tolda a convivência.
 
Pronunciemo-nos com base não no preconceito mas no «pós-conceito». E, mesmo assim, com as devidas cautelas.
 
Nem sempre o que apreendemos é totalmente fidedigno.
 
A. Baptista tocou no essencial. Somos subjectivos poque somos sujeitos. Só seríamos plenamente objectivos se fôssemos objectos...
publicado por Theosfera às 10:16

Um dia antes de morrer, Maria José Nogueira Pinto escreveu um artigo que é todo um programa.
 
Nele faz uma síntese que é um hino ao bom senso.
 
Dizia ela que, na vida, há que contar com o pior e esperar o melhor.
 
Um dia aquilo que esperamos superará aquilo com que contamos!
 
publicado por Theosfera às 10:15

Stéphane Hessel publicou dois opúsculos que são dois apelos.
 
Basta atentar nos respectivos títulos: «Indignai-vos» e «Empenhai-vos».
 
É que, como se diz no subtítulo deste último, «indignarmo-nos já não chega».
 
No seu interior recupera um conceito de Edgar Morin: «policrise».
 
Não há domínio nenhum que não invoque a crise. Esta é, pois, a prioridade: sobretudo superar a crise!
publicado por Theosfera às 10:12

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
Já passou um mês sobre o último Natal. Já só faltam onze meses para o próximo Natal.
Mas entre estes dois Natais, nunca deixa de ser Natal.
Jesus está sempre a vir até nós.
Nós estamos sempre a ir até Ele. Quando se procura viver o Seu amor, Ele acontece em nós!
publicado por Theosfera às 10:27

A censura, pelos vistos, não é um exclusivo das ditaduras.
Há quem continue a pagar um preço alto pela liberdade mesmo em democracia.
A rádio pública não pode ser vista como a rádio do Estado.
A direcção é de alguns. Mas os impostos que a sustentam são de todos!
publicado por Theosfera às 10:25

É verdade que o senhor Presidente da República não foi feliz no que disse. Mas espanta que só agora alguém se espante.
E é por isso que, sem contender com a liberdade de expressão (e de indignação), creio ser hora de mudar de atitude.
Estes «peditórios» são um pouco possidónios e já saturam.
Mais do que apontar responsáveis pela situação presente o importante é encontrar um rumo para o futuro. Não é fácil. Mas é decisivo!
publicado por Theosfera às 10:24

Não é só a ortografia que passa por uma cosmética. A própria semântica parece sofrer grande trambolhões.
Manuel António Pina alude, na sua crónica de hoje, à palavra «coragem».
Para muitos, coragem é fazer o contrário do que se disse, é aplicar austeridade e multiplicar sacrifícios. É ser «forte» com os «fracos», os pequenos, os humildes.
Os dicionários já ensinam pouco. Temos de reaprender tudo com o «progresso». Nem que se trate, como avisa Luis Racionero, de «um progresso decadente»!
publicado por Theosfera às 10:23

«Não se pode reinar inocentemente».
Saint-Just deu conta de que não há inocência na arte de governar.
O «pecado original» é quando se esquece o servir e só se pretende conjugar o verbo «mandar».
publicado por Theosfera às 10:22

Séneca percebeu: «Se um grande homem cair, mesmo depois da queda, ele continua grande».
Grande só não é quem faz com que os outros caiam, quem empurra os outros!
publicado por Theosfera às 10:21

O efémero não está só no tempo. Está também nas pessoas, «maxime» no relacionamento entre elas.
Já não há só divórcios nos casais. Há também, e cada vez mais, divórcios entre amigos. O «facebook» estatuiu e vulgarizou o verbo «desamigar».
Tudo começa de repente. Tudo acaba num instante?
publicado por Theosfera às 10:20

Combatamos a lepra, amemos o leproso.
Hoje é o Dia Mundial da Lepra.
Como não recordar o grande apóstolo Raul Follereau?
Alguém tem o direito de ser feliz sozinho?
publicado por Theosfera às 10:19

Hoje é o dia da conversão de S. Paulo.
Vale a pena estacionar no significado deste momento e desta atitude.
O encontro com Cristo nasce de uma mudança, implica mudança.
Paulo corporiza um modelo de existência saudavelmente inquieto.
Era teimoso. Parecia inexpugnável. Mas foi vencido. Por Cristo.
publicado por Theosfera às 10:18

Com espantosa facilidade, tendemos a excelsar os que fazem sofrer e a ignorar as vítimas do sofrimento.
Numa cultura obcecada com o êxito, os nossos olhos parecem estar centrados apenas nos palcos.
Há que alargar os horizontes. O coração tem de se condoer.
Quem não sofre com quem sofre será autenticamente humano?
publicado por Theosfera às 10:17

Tem nevado muito. Na recordação de outros invernos. E na imaginação de muitas crianças!
publicado por Theosfera às 10:15

Confesso que as suas mais recentes intervenções públicas me têm desapontado, mas Eusébio é o que foi.
É o que guardo na lembrança. Figo foi grande. Cristiano Ronaldo tem eflúvios de génio.
Mas Eusébio mantém-se no Olimpo. O sistema de jogo era diferente, sem dúvida. Mas isso não impede que se reconheça o brilho incandescente e o perfume do seu futebol.
Depois, era companheiro, humilde e respeitador.
Curiosamente, Vítor Damas chegou a ser chamado o «Eusébio das balizas».
Numa final da Taça, segurou todos os remates de Eusébio.
O Sporting ganhou sobretudo graças ao que Damas defendeu!
publicado por Theosfera às 10:14

Pode parecer estranho que o Papa convoque o silêncio para falar sobre a comunicação.
Hoje a comunicação é mais filha do ruído do que da fermentação silenciosa.
O silêncio não é a recusa da comunicação. Pode ser, bem pelo contrário, a remissão da comunicação. É o seu laboratório, o seu alicerce.
Comunicação que não seja preparada terá condições para ser oferecida?
publicado por Theosfera às 10:13

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Tornara-se habitual, nos últimos anos, haver grandes coisas em Janeiro: terramotos como no Haiti, revoluções como no mundo árabe ou, então, chuvadas, ventanias e nevões.
Espanta, por isso, este Janeiro calmo. É frio de noite, mas chega a ser prodigamente visitado pelo sol durante o dia. Está a ser muito agradável.
É o mês do «quase».
De facto, quase não chove, quase não neva, quase não venta.
Vivemos de recordações, como a da morte de Churchill, ocorrida neste dia há 47 anos.
Dizia Gedeão: «Tudo é foi. Nada acontece». Ou quase!
publicado por Theosfera às 12:07

A atenção merecida aos fins não autoriza que se despreze os meios.
Um bom fim deve ser atingido por um bom meio. Usar qualquer meio para atingir um fim corrói por completo a convivência humana.
Neste magma ético-civilizacional em que nos encontramos, parece valer tudo para chegar a qualquer lado.
Massillon avisava que, «para o ambicioso, o bom êxito desculpa a ilegitimidade dos meios».
É por isso que as coisas não estão bem!
publicado por Theosfera às 11:40

Hoje estás diferente.
Tens mais um dia, mais experiência, mais raízes, mais horizontes.
Estás mais perto do fim. Mais próximo do ápice. Dizia Maurice Blondel: «Tudo tende para o cume».
publicado por Theosfera às 11:39

O Sporting está a tornar-se um «case study». Mais que um fenómeno desportivo está a transformar-se num caso clínico, do foro psicológico.
Mesmo sem estar muito atento, dá para ver que o Sporting tem bons jogadores, boa estratégia, intensidade e fio de jogo.
Mas colapsa em dois domínios determinantes: falha muito à frente e treme bastante atrás.
Constrói muitas oportunidades de golo que não concretiza e comete deslizes na defesa que acabam por ser fatais.
Repare-se que se trata de pormenores que ocorrem em segundos. Mas que interferem substancialmente nos resultados!
publicado por Theosfera às 11:37

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
Diante do que os meus ouvidos captam e o meu olhar alcança, seria tentado a reescrever uma frase imorredoura: «À mulher de César não basta parecer séria; é preciso sê-lo».
Chega de aparências. Basta de ilusões!
publicado por Theosfera às 10:55

John Dryde detectou uma enorme verdade: «Às más notícias o fado dá asas, e elas voam velozes»!
publicado por Theosfera às 10:55

A riqueza não pode ser um «stock» nas mãos de alguns. Tem de ser um fluxo pela vida de todos.
É insustentável que haja muitos a trabalhar para uns poucos fruir.
O critério não pode continuar a ser o lucro. Tem de ser a justiça!
publicado por Theosfera às 10:54

Faz hoje, 23 de Janeiro, sete anos que faleceu Mons. Ilídio Fernandes, um homem bom e um homem de bem.
Muito ele fez por Lamego e por toda esta zona. Tanto ajudou as pessoas.
Não o esqueçamos jamais!
publicado por Theosfera às 10:53

S. João Esmoler nasceu em Chipre, foi funcionário do imperador, enviuvou e veio a ser patriarca de Alexandria por volta de 610. Espantou toda a gente com uma pergunta que fez à chegada: «Quantos são aqui os meus senhores?»

 

Como ninguém percebeu o alcance, ele descodificou: «Quero saber quantos pobres temos. Eles são os meus senhores, pois representam na terra Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Mt 25, 34-46). Dependerá deles que eu venha a entrar no Seu reino».

 

Fizeram o apuramento. Havia 7500 pobres, que ficaram a receber, todos os dias, uma boa esmola. É claro que as críticas não demoraram. Que havia alguns que não eram pobres, antes mandriões.

 

Réplica do bispo: «Se não fôsseis não curiosos, não o saberíeis. Curai-vos da vossa intriga e curiosidade e deixai-me em paz. Prefiro ser enganado dez vezes a violar, uma vez que seja, a lei do amor».

 

Diz a história que o cofre nunca se esvaziou. A quem lhe agradecia ele respondia: «Agradece-me só quando eu derramar o meu sangue por ti; até lá, agradeçamos, os dois juntos, a Nosso Senhor Jesus Cristo».

 

Ninguém tinha coragem de lhe negar nada. Só que alguns costumavam sair, furtivamente, da igreja antes do fim da Santa Missa.

 

Sucede que o bispo saía também e, de báculo na mão, juntava-se a eles cá fora e intimava-os: «Meus filhos, um pastor deve estar com o seu rebanho; por isso, venho ter convosco. Mas não posso ficar aqui e não me posso cortar em dois; que iria ser das minhas ovelhas que estão lá dentro?» Desde então, toda a gente esperava pelo fim da Santa Missa para sair.

Que nobre exemplo de pastor, de pai. Muito mais tarde, também Bossuet repetia: «Nossos senhores, os pobres».

 

O pobre é sempre uma surpreendente aparição de Deus.

publicado por Theosfera às 10:51

Domingo, 22 de Janeiro de 2012
A vida ensina-nos muita coisa. A bem dizer, ela é a maior universidade.
É nela que está a universalidade do saber. E há um saber que mais ninguém nos oferece: o saber do não saber.
E este é fundamental, é aquele que constitui o fundamento de todos os outros saberes.
Nos tempos que correm, a vida mostra-nos cada vez mais que sabemos cada vez menos. E isto nem é mau.
A humildade é o chão que tudo fecunda!
publicado por Theosfera às 16:15

O mundo é feito de mudança. A vida, portanto, é tecida de «mundança».
Não é gralha. De facto, é de «mundança» que precisamos.
De mudança no mundo. E esta tem de começar por dentro, por nós!
publicado por Theosfera às 16:14

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