O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011

Entre os três e os sete anos, assegura um estudo recente, as crianças têm uma discussão de 17 em 17 minutos!

 

Assim começa a história de muitos episódios de violência.

 

Oxalá que tais histórias terminem com a mesma rapidez com que se iniciam. E que, nos intervalos, fermentem gestos de paz!

publicado por Theosfera às 10:54

Morreu a filha de Estaline. Ou, melhor, acabou de morrer. Porque, a bem dizer, ela foi morrendo aos poucos.

 

Deve ser doloroso ser filha de um pai assim.

 

Há coisas que não se escolhem. Como é ser filha de alguém que mandou matar milhões de seres humanos?

publicado por Theosfera às 10:54

«Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso».
Assim escreveu (atenta e magnificamente) Carlos Drummond de Andrade.

publicado por Theosfera às 10:53

Tenho pena, muita pena, que a questão dos feriados esteja a ser tratada de um modo tão superficial.

 

Subjugados pela «razão tecnocrática» e pela «razão económica», esquecemos a «razão simbólica».

 

Um dia não é só uma sequência de 24 horas.

 

Acresce que um dia celebrativo nem sequer é um dia laboralmente improdutivo.

 

Por outro lado, os feriados não são, que se saiba, propriedade de ninguém.

 

Daqui a uns tempos, far-se-á o devido balanço. Uma decisão destas resolverá algum problema?

publicado por Theosfera às 10:51

Neste dia, há 76 anos, morreu uma pessoa que Pessoa se chamava, mas que muitas pessoas parecia transportar dentro de si.

 

Escreveu sobre nós, mas permanece quase incógnito no nosso meio à medida que vai sendo descoberto lá fora e aplaudido lá longe.

 

Personalidade plurifacetada, deixou uma obra onde imprime uma profundidade densa.

 

Volvidos estes anos, o seu vaticínio continua prenhe de acuidade: «Falta cumprir-se Portugal».

publicado por Theosfera às 10:50

Mark Twain nasceu neste dia. Há 176 anos.

 

Tem uma vasta obra.

 

Para hoje, gostaria de deixar uma interpelante frase dele: «É melhor merecer honrarias e não as receber do que recebê-las sem as merecer»!

publicado por Theosfera às 10:49

Chega um momento em que esquecemos o que fizemos e o que temos a fazer.

 

Só não esquecemos o que nos fizeram. Mas era precisamente isso o que mais gostaríamos de esquecer!

publicado por Theosfera às 10:48

Terça-feira, 29 de Novembro de 2011

Triste está o tempo. Triste parece a vida. Tristes já ameaçam ser os sonhos. Triste até aparenta ser o que triste não é: o Natal.

 

Palpita-me que vamos ter um Natal triste. E não é só pela crise. A crise maior, que espoleta todas as crises, é a dos sentimentos, cada vez mais fluidos e manietados por interesses, aparatos e aparências.

 

O Natal é acontecimento de alegria. Mas não conseguimos incorporá-la no fundo.

 

Parece que, afogados no consumismo, andamos a fingir que estamos contentes.

 

Importante é ser autêntico. Admiro quem é honesto em tudo, mesmo no que sente. Sobretudo no que sente!

publicado por Theosfera às 16:30

Pessoas normais são as que reparam naquilo que todos vêem. Pessoas excepcionais são as que vêem antes de todos verem.

 

No início, ninguém lhes quer dar razão. No fim, são poucos os que lhes dão reconhecimento!

 

Mais do que homenageadas, as referências de um povo deviam ser escutadas. Geralmente, é muito tarde que o fazemos.

 

Quando se mistura a ingratidão com a mediocridade, ninguém sai a ganhar.

 

Que não adiemos para depois do tempo a escuta de quem nos adverte antes do tempo.

 

Escutemos enquanto é tempo!

publicado por Theosfera às 16:28

Está uma tarde invulgarmente fria, entrecortada com espumas de nevoeiro e quiçá com espamos de tédio.

 

Não deixemos de aquecer o ambiente com a esperança de um amanhã risonho.

 

Para quando? Importante é semear!

publicado por Theosfera às 16:26

Chega uma altura na vida em que já não nos espantamos com (quase) nada.

 

E em que já esperamos (quase) tudo!

publicado por Theosfera às 11:34

Há verbos transitivos que ganham uma redobrada força quando conjugados na forma reflexa.

 

O verbo «dar» é um deles.

 

É cada vez mais importante «dar».

 

É cada vez mais urgente «dar-se», «darmo-nos»!

publicado por Theosfera às 10:33

Não é da vontade de Deus que façamos proselitismo. Que digamos seja a quem for o que tem de fazer.

 

O que Deus quer é que façamos caminho com quem está no caminho. O episódio dos discípulos de Emaús é revelador.

 

O livro de Frei Fernando Ventura e Joaquim Franco dá-lhe o merecido destaque.

 

A primeira atitude tem de ser a escuta.

 

Hoje em dia, «temos demasiados faladores e muito poucos ouvidores».

 

Há muita gente a impor e pouca gente a caminhar.

 

Em Jesus, Deus não está num alto inacessível, num «aqui e agora».

 

O nosso é «um "Deus cigano" da estrada, do pó e do vento»!

publicado por Theosfera às 10:32

«Deus perdoar-me-á. É o trabalho d'Ele».
Assim escreveu (sublime e magnificamente) Heinrich Heine.

publicado por Theosfera às 10:31

Dizem que, em média, os salários em Lisboa são 45% mais elevados que no resto do país.

 

Sem ressentimenos regionalistas ou emulações sentimentais, ninguém acredita que se trabalhe menos fora da capital.

 

A justiça ainda tem um longo caminho a percorrer entre nós!

publicado por Theosfera às 10:30

A um ministro não se exige, mesmo em crise, que ande de vespa. Mas de um ministro espera-se que, sobretudo em crise, não circule numa viatura de 85 mil euros.

 

Dir-se-á que nem tão pouco nem tanto!

 

Eis um caso em que no meio poderia ser encontrada a virtude.

 

Um servidor do Estado precisa de se deslocar em segurança. Mas cremos todos que a segurança não será tão dispendiosa!

publicado por Theosfera às 10:29

O futebol é, sobretudo, um jogo (ludopédio).

 

Mas depressa evoluiu (ou involuiu) para um negócio que o faz degenerar, não raro, numa guerra.

 

É por isso que, a este hora, fala-se mais do que aconteceu depois de dois jogos do que daquilo que terá ocorrido durante os jogos.

 

São tristes (e muito graves) as imagens que chegam do Estádio da Luz e os ecos do que terá sucedido no Dragão.

 

Precisamos de paz. A serenidade acrescenta beleza à arte.

 

Parem com palavras que incendeiam ânimos e que agridem a integridade das pessoas!

publicado por Theosfera às 10:27

Uma notícia que arrepia.

 

Tiago, um bebé de dois anos de Braga, esperava em Espanha por um fígado novo, depois de Portugal ter deixado de fazer transplantes hepáticos em crianças.

 

Apesar de o protocolo ter sido accionado, não foi possível salvar-lhe a vida, devido a uma infecção.

 

Foi a primeira morte infantil em casos do género.

 

Desde Julho que o nosso país deixou de fazer estas cirurgias, porque o único médico que as fazia, em Coimbra, saiu.

publicado por Theosfera às 10:25

Neste dia, há um ano atrás, caiu um inesperado (e saboroso) nevão sobre a cidade de Lamego.

 

A alvura cobriu o verde. A claridade do manto branco amenizou o frio da invernia então emergente!

publicado por Theosfera às 10:24

Daqui a a uns meses (poucos), estaremos com menos um argumento para explicar o nosso atraso.

 

Com quatro feriados a menos, como é que se explicará que a nossa produtividade não aumente?

 

Nesta altura, refira-se, Portugal está numa situação de equilíbrio.

 

Tem ligeiramente mais feriados que alguns países. Tem ligeiramente menos feriados que outros países.

 

E tem até muito menos feriados que a Estónia, que conta 22. Esta, apesar disso, está numa linha ascendente do desenvolvimento.

 

Provavelmente, iremos celebrar pela última vez a restauração da independência no dia 1. Não admira. Já voltámos a perdê-la de novo! Para sempre?

 

Também daqui a uns meses (poucos), o Governo estará na posse de menos um argumento para justificar o nosso atraso.

 

A partir do dia 8, em todas as ex-SCUT, vamos pagar portagens.

 

E, no entanto, vão continuar a dizer que as receitas não chegam.

 

Já se fala em portajar as entradas das cidades. Não faltará muito para portajar a entrada na nossa própria casa!

 

Ao contrário do que dizia Marx, há coisas que começam como comédia e acabam em tragédia!

publicado por Theosfera às 10:20

Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

Uma nova semana de trabalho está à nossa frente.

 

O âmbito do nosso trabalho é o campo, é a fábrica, é o escritório, é a escola, é o hospital, é o restaurante, é a oficina, etc.

 

Mas não se esqueça do mais importante campo de trabalho: o seu coração, a sua vida, o seu ser.

 

Trabalhe a sua interioridade.

 

Ofereça um espaço a si próprio.

 

Os seus amigos precisam do melhor de si. E merecem o melhor de si.

 

No seu íntimo está a sua maior riqueza. Acredite!

publicado por Theosfera às 10:15

O fracasso não é o fim. Pode até ser o (re)início de tudo.

 

Aprendemos com tudo na vida. Mas com os fracassos aprende-se acrescidamente.

 

Truman Capote percebeu isto muito bem ao escrever: «O fracasso é o condimento que dá ao sucesso o seu sabor».

 

Sucesso que não passe pelo crivo da adversidade deixará alguma marca? A erosão do tempo depressa o dilui!

publicado por Theosfera às 10:14

«Na vida de cada homem, disse Adam Michnik, chega um momento em que para dizer simplesmente "isto é branco, aquilo é preto", é preciso pagar muito caro».

 

Como estamos em crise, há quem não queira pagar. E, por isso, chame branco ao preto e preto ao branco.

 

Nada pode ser dado por adquirido. Estes são tempos em que temos de recomeçar do zero e partir do fundo.

 

Antes de ambicionar ser rico ou sábio, é fundamental ambicionar ser humano, fraterno!

publicado por Theosfera às 10:12

No tempo dos descobrimentos, havia um oceano a separar-nos do outro lado do mundo. Agora, um simples clique liga-nos ao local mais distante.

 

Quando morreu D. Manuel, o vice-rei da Índia só soube da notícia um ano depois. Hoje, bastariam uns escassos segundos.

 

Estudos recentes afiançam que, para entrar em contacto, com qualquer pessoa no mundo, bastam seis ligações.

 

Através de seis pessoas, podemos chegar ao contacto com qualquer pessoa: Obama, Bento XVI, Cristiano Ronaldo, etc.

 

Estamos mais perto. Sentir-nos-emos mais próximos?

publicado por Theosfera às 10:10

No início, retraí-me. Depois, rendi-me.

 

O «facebook» permite três coisas muito importantes:

 

1) reencontrar pessoas que não encontrávamos há muito;

2) encontrar pessoas que nunca tínhamos encontrado;

e 3) aprofundar o encontro com quem, graças a Deus, nos vamos encontrando por outras vias.

 

Ainda bem que, deste modo, o mundo fica mais pequeno e que, pelo contrário, a comunicação fica maior!

publicado por Theosfera às 10:09

«Podemos perdoar facilmente uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz».
Assim escreveu (notável e magnificamente) Platão.

publicado por Theosfera às 10:07

Uma noite sem sono não é uma noite perdida. Pode ser uma noite bem preenchida: a rezar, a pensar e a ler.

 

Na penúltima noite li um livro que prende a atenção desde o início e motiva a reflexão para lá do fim.

 

Foi escrito a duas mãos: Frei Fernando Ventura e Joaquim Franco.

 

O título é todo um programa de vida: «Do eu solitário ao nós solidário».

 

Este é, de facto, um passo que urge ser dado: da monolatria do eu à polifonia do nós.

 

Somos «solteiros nos afectos» e «viúvos nas emoções».

 

Há palavras e expressões que têm sido esquecidas: «gosto de ti», por exemplo.

 

O certo é que Deus é o primeiro a gostar de nós.

 

Não esqueçamos de o dizer uns aos outros. Com os lábios? Sobretudo com o coração!

 

Ao longo do livro de Frei Fernando Ventura e Joaquim Franco, aparecem, de forma recorrente, duas perguntas com uma pertinência excruciante: «Adão, onde estás?» e «Que fizeste do teu irmão?».

 

Deus está sempre a vir ao encontro do homem. Este é o paradigma para o nosso relacionamento.

 

Cada um de nós é responsável pela sorte do seu irmão. Na tarde da nossa vida, seremos avaliados pelo que fizemos pelos outros!

publicado por Theosfera às 10:05

Tem sido habitual, nos últimos anos, colocar uma imagem do Menino Jesus nas varandas das casas.

 

É bonito de ver. Mas é (muito) mais belo viver.

 

É linda a imagem de Jesus nas casas.

 

É mais sublime, porém, a mensagem de Jesus na vida. Na sua. Na minha. Na nossa. Na vida do mundo inteiro.

publicado por Theosfera às 10:02

Domingo, 27 de Novembro de 2011

É bom ver a alegria de um povo por causa de uma canção que, na sua génese, até é triste.

 

Mas já dizia Frank Sinatra que estava feliz quando estava triste.

 

A palavra «fado» vem de «fatum». Evoca a fatalidade. Ressuma um sabor a destino.

 

O fado acaba de ser declarado património cultura e imaterial da humanidade.

 

Um reconhecimento que aumentará o conhecimento. E uma redundância intencional.

 

Porque, sendo o fado português e sendo o português um povo em todos os povos, o fado já andava a pairar, há muito, sobre a humanidade!

publicado por Theosfera às 14:33

Há momentos que a terra toca o céu e em que o tempo desagua na eternidade.

 

Quando? Por exemplo, quando ouvimos a voz de uma criança a rezar, a ler, a cantar.

 

É Deus que desce até ao nosso coração. É o nosso coração que sobe até Deus. Ele tem uma atracção incoercível pelo que é pequeno.

 

Só no que é pequeno desabrocha a verdadeira (e única) grandeza!

publicado por Theosfera às 14:32

No Advento já é Natal.

 

No Natal continua a ser Advento.

 

É Advento no Natal porque o Natal celebra a grande chegada do Senhor Jesus à nossa história, ao nosso mundo, à nossa vida.

 

E é Natal no Advento porque nele o Senhor nasce e renasce.

 

A Eucaristia é o grande Advento e o perene Natal.

 

Creio, Senhor, que vieste ao mundo

e que no mundo permaneces.

 

Tu estás em toda a parte,

estás no Homem,

estás na Vida,

estás na História,

estás no Pequeno,

estás no Pobre.

 

Hoje como ontem,

permaneces quase imperceptível.

 

Há quem continue a procurar-Te no fausto,

na ostentação,

na majestade.

 

Tu desconcertas-nos completamente

e surpreendes-nos a cada instante.

 

És inesperado

e estás sempre à nossa espera.

 

Os momentos podem ser duros.

 

O abandono pode chegar

e a rejeição pode asfixiar-nos.

 

Tu, porém, não faltas.

 

Estás sempre presente.

Estás simplesmente.

 

Creio, Senhor,

que é na simplicidade que nos visitas

e na humildade que nos encontras.

 

Converte-nos à Tua bondade,

inunda-nos com o Teu amor,

afaga-nos na Tua paz.

 

Obrigado, Senhor, pelo Teu constante Advento.

 

Parabéns, Senhor, pelo Teu eterno Natal!

publicado por Theosfera às 10:03

Sábado, 26 de Novembro de 2011

Não importa dizer tudo. Não vale a pena esconder nada.

 

Como dizia Sófocles, «o tempo vê, escuta e revela tudo».

 

Não é preciso preocuparmo-nos com intermediações. Nem, muito menos, com intrigas ou distorções!

publicado por Theosfera às 15:55

Permitam-me que faça aqui um convite especial. Aos que não são crentes ou aos que são crentes desencantados com as religiões.

 

Pedia-lhes que se fixassem na figura de Jesus. Sem glosas nem acrescentos.

 

E, já agora, que, naquela noite tão especial de 24 de Dezembro, entrassem numa igreja.

 

Jesus não veio, em primeira instância, para fundar uma religião.

 

Ele veio sobretudo para inspirar um novo modo de ser e de estar no mundo e na vida.

 

Ele não é só dos crentes nem dos cristãos.

 

Ele é para todos. Também para os não crentes. Ninguém fica de fora do coração imenso de Jesus!

publicado por Theosfera às 15:54

O Banco Alimentar contra a Fome está a fazer mais uma campanha de recolha de alimentos.

 

A adesão parece que está a ser grande. A quadra ajuda. Mas é bom perceber que a solidariedade não tem época e o amor não tem data.

 

Natal também não é só agora. Em cada dia, há um Jesus que agoniza, adulto ou criança, por não ter nada para comer.

 

Há uma imagem de Cristo que, todos os dias, vem ao nosso encontro. Não é uma imagem de barro, mas de carne e osso (às vezes, mais osso que carne). Em cada dia que passa, não deixemos passar a oportunidade de fazer o bem!

publicado por Theosfera às 13:44

No Natal, as pessoas pensam no que gostariam de receber.

 

Era melhor que todos pensássemos no que devíamos dar!

publicado por Theosfera às 12:03

«Quem não sente a ânsia de ser mais (disse Miguel de Unamuno), não chegará a ser nada».

 

Viver, bem avisava Pascal, é transcender-se, ultrapassar-se.

 

É preciso querer o impossível para que o possível aconteça.

 

Quem se limita a desejar o possível nada obterá!

publicado por Theosfera às 12:03

O falhanço da revolução no Egipto tem muitas explicações, mas ostenta um factor essencial.

 

Caiu um ditador, mas ainda não emergiu um líder.

 

É preciso alguém que aponte um rumo, que infunda uma esperança, que mobilize as vontades.

 

Enquanto isso não acontece, é o caos. Por aqui, ainda não é o caos, mas também já não temos líderes. Temos gestores (sérios, sem dúvida) da conjuntura.

 

As vozes que, nesta hora, mais avultam são de quem soube ser líder: Mário Soares e D. Manuel Martins!

publicado por Theosfera às 12:01

Advento é vinda. Mas como virá Aquele que nós esquecemos, Aquele que nós teimamos em ignorar?

 

Quando consentiremos que a luz brilhe? O advento convida-nos à vigilância, ao cuidado, à atenção, à esperança.

 

Não esqueçamos o advento de cada evento.

 

O Senhor veio (encarnação), o Senhor virá (parusia) e o Senhor vem (no presente).

 

Acolhamo-Lo sempre.

publicado por Theosfera às 12:01

Sempre que alguém aloja o Evangelho no seu coração, está a construir o melhor presépio e a celebrar o mais belo Natal.

 

Um mês antes da data. Ou um ano depois do dia.

 

O importante é que se viva o Evangelho de Jesus.

publicado por Theosfera às 12:00

Há coisas que nem é preciso verbalizar. Como dizia Camões, «o coração pressago nunca mente»!

 

Ainda assim, não faltam prenunciadores de tempestades.

 

Um colunista do «Financial Times» assegura que «não voltará a haver aumentos salariais em Portugal nos próximos dez anos».

 

O mesmo não disse, como é obvio, acerca do custo de vida. Esse aumentará. E não é preciso esperar dez anos. Nem um mês sequer!

publicado por Theosfera às 12:00

Hoje termina o Ano Litúrgico.

 

À tarde, a Missa Vespertina já inaugura um novo Ano.

 

Começa com o Advento, que prepara o Natal, aponta para a última vinda do Senhor e assinala a Sua permanente chegada.

 

Advento quer dizer «chegada».

 

Cristo veio, Cristo vem. Cristo virá. Na tua vida também.

publicado por Theosfera às 11:59

Já notaram que, num país tão grande e com uma miríade de problemas tão aviltantes, é um pequeno objecto de forma esférica que concita as atenções?

 

Mas as pessoas também precisam disto. Há uma bola na cabeça das pessoas.

 

Enquanto ela não salta no relvado da Luz, folgam os corações, tão deprimidos pela realidade quotidiana!

publicado por Theosfera às 11:58

Grave é não se encontrar uma solução para o presente. Mais grave é não se vislumbrar um horizonte para o futuro.

 

Estes são também os tempos do «não-pensamento». Mesmo as universidades, donde vem a maioria dos quadros da administração pública e até eclesiástica, concentram-se na explicação da realidade.

 

Não se divisa uma alternativa para a sua transformação. Quase se estigmatiza quem ousa (ainda que timidamente) questionar o «consenso».

 

Dizem que não se pode fazer diferente. Será que já nem pensar diferente é possível?

publicado por Theosfera às 11:57

É interessante (e já não é a primeira vez) ouvir uma pessoa como Adelaide Ferreira declarar que «a sua ambição não é material; é espiritual».

publicado por Theosfera às 11:52

Muitas vezes, a boca tem de estar fechada.

 

Mas os olhos devem estar sempre abertos e os ouvidos sempre atentos!

publicado por Theosfera às 11:51

O Governo faz o que os «mercados» mandam. Em assomos de voluntarismo, vai até mais longe.

 

E os mesmos «mercados», que estas medidas preceituam, enviam-nos para o «lixo» nas suas classificações.

 

Como sair deste labirinto?

publicado por Theosfera às 11:49

O país está a perder. Está a perder riqueza. Está a perder dinheiro. Está a perder pessoas. Está a perder o presente. Está em vias de perder o futuro.

 

Mesmo assim, não deixemos que o país perca a esperança nem a paz.

 

Diálogo sim. Divergências, sem dúvida. Mas sempre na serenidade.

 

Não transijamos com a violência.

 

É nas horas difíceis que se atesta a maturidade de um povo.

 

Esta é uma hora dificílima!

publicado por Theosfera às 11:47

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011

Para momentos de ansiedade, retenha estas palavras de Agostinho da Silva: «Não force nunca; seja paciente pescador neste rio do existir. Não force a arte, não force a vida, nem a morte. Deixe que tudo suceda como um fruto maduro que se abre e lança no solo as sementes fecundas. Que não haja em si, no anseio de viver, nenhum gesto que lhe perturbe a vida».

 

O mesmo sábio também recomenda: «Não faça planos para a vida, para não estragar os planos que a vida tem para si».

 

Não se trata, creio, da defesa do improviso. Trata-se de um alerta para que estejamos atentos.

 

O que a vida tem para nós é bem capaz de ser melhor do que aquilo que nós temos para a vida!

publicado por Theosfera às 13:46

Nem sempre será assim, mas muitas vezes é como dizia Talleyrand: «A palavra foi dada para disfarçar o pensamento».

 

Onde há palavras em excesso, o pensamento está em falha.

 

É claro que o pensamento se expressa pela palavra. Se não for esta, aquele pode ficar ofuscado. Mas, antes de vir à tona pela palavra, precisa de ser amassado pelo silêncio das profundezas.

 

As pessoas mais palavrosas nem sempre são as mais profundas.

publicado por Theosfera às 13:34

O segredo da missão está no sacrário e na rua.

 

É fundamental estar perto de Deus e é urgente estar próximo do Povo.

 

Um cristão, em rigor, não é da direita, não é da esquerda, não é do centro; é do fundo.

 

É da profundidade de Deus que ele tem de brotar. É na profundidade do Homem que ele tem de estar.

publicado por Theosfera às 13:33

Falta um mês para o Natal.

 

Nada falta para que seja Natal.

 

Basta crer. Basta querer.

 

Cada coração é um presépio. É aí que Jesus quer renascer no mundo.

 

Natal pode, por isso, ser hoje. Agora. Já.

 

Feliz Natal então!

publicado por Theosfera às 10:00

A habituação explica muita coisa na vida. Tanto para o positivo, como para o negativo.

 

Voltaire, por exemplo, estava persuadido de que, à força de tanto mentir, a pessoa acabará por acreditar que a mentira se transforma em verdade.

 

Nanni Moretti, num registo semelhante, adverte que as pessoas, muitas vezes, aceitam como normais coisas que não são normais.

 

Falta vigilância, espírito crítico, serenidade para discernir.

publicado por Theosfera às 09:59

O filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço disse esperar que a actual crise, que está a ser «muito dolorosa» para o País, seja ultrapassada com serenidade.

 

Eis um apelo que subscrevo inteiramente.

 

A serenidade pode ser conectada com indecisão, mas ela é, pelo contrário, o terreno ideal para debater problemas e superar dificuldades.

 

Creio que teria sido importante (digo-o com o máximo respeito) que a presença dos pastores da Igreja se tivesse feito sentir.

 

É certo que a presença visível não é o que mais conta. Mas já que, muitas vezes, eles são vistos em visitas oficiais dos detentores do poder, ficava bem que fossem avistados numa situação dolorosa do povo, que também é cristão!

publicado por Theosfera às 09:56

Nesta hora, penso em tantas crianças, em tantos adolescentes e em tantos jovens, naqueles que estão (como costuma dizer-se) a despertar para a vida.

 

O mais comum é dizer-se que eles não estão preparados para o mundo. Mas será que o mundo está preparado para os receber?

 

Vejo tanta pureza, tanta autenticidade, tanto sonho de verdade e de paz na alma dos mais novos que me «arrepia» o abalo que o mundo dos adultos lhes vai provocar.

 

Os mais novos devem aprender connosco. Mas nós também deveríamos aprender com eles!

publicado por Theosfera às 09:55

Embora sem desacatos de maior, noto que o ambiente está demasiado pesado e as pessoas bastante divididas.

 

A unidade, necessária nesta hora, devia resultar do encontro, do diálogo.

 

Infelizmente, o mais frequente é haver um simulacro de unidade mediante a submissão dos mais pequenos.

 

Quando estes já nem conseguem fazer-se ouvir, parece que tudo está bem.

 

Mas não é esta a paz de que precisamos. A paz é (só pode ser) obra da justiça!

publicado por Theosfera às 09:54

Apareça alguém com um discurso de esperança. Que aponte um caminho e indique um rumo.

 

Hoje por hoje, as pessoas sentem que não adianta muito fazer greve, mas também adiantará pouco trabalhar.

 

O país está a cair. Parece que todos querem empurrá-lo para um poço muito fundo.

 

Não cavemos mais divisões. Acendemos uma clareira. Não apaguemos os últimos focos da luz!

publicado por Theosfera às 09:53

Os líderes que nos governam olham para o país como uma empresa.

 

O Estado tinha um problema. E, para o resolver, não se importam de agravar a vida das pessoas, a razão de ser do Estado.

 

À frente do país temos pessoas dotadas de «inteligência técnica». Fazem falta, porém, pessoas dotadas daquilo a que Zubiri chamava «inteligência sentiente». Ou seja, falta uma inteligência que sinta, que tenha sensibilidade que olhe para a situação de muitas pessoas.

 

O eco da desesperança ainda não chegou àqueles doutos ouvidos?

publicado por Theosfera às 09:51

Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011

Precisamos, cada vez mais, de articular o sonho com a realidade.

 

Vivemos esmagados por uma realidade devoradora de sonhos.

 

É fundamental, por isso, «sonhar a realidade» para que possamos «realizar o sonho».

 

Este é o tempo. Porque é «noite». E é na noite que se sonha.

 

O dia vem depois da noite. Uma nova realidade virá a seguir ao sonho!

publicado por Theosfera às 10:57

Francisco José Viegas sempre me pareceu uma pessoa estimável. Mostra também ser alguém ungido por bastas doses de sensatez.

 

Há cerca de um mês disse que o Acordo Ortográfico, sendo irreversível, não deixará de ser «corrigível».

 

Não sei como tenciona agilizar este seu posicionamento.

 

Talvez seja impossível suprimir o Acordo. Não será, pelo menos, viável melhorá-lo?

publicado por Theosfera às 10:43

Nunca defendi a agitação, mas entendo a necessidade de uns alertas de vez em quando.

 

De facto, não esperemos que as coisas mudem por inércia. As coisas só mudarão pela nossa iniciativa, pela nossa persistência, quiçá pelo nosso sacrifício.

 

Evoco o que disse Frederick Douglass: «Aqueles que defendem a liberdade, mas desprezam a agitação são homens que esperam colher sem lavrar a terra. Que querem chuva sem trovões e sem relâmpagos».

 

Até uma rosa, para nos obsequiar com o seu odor, nos presenteia também com alguns espinhos...

publicado por Theosfera às 10:42

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