O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 30 de Junho de 2011

O teólogo tem de primar não só pela complexidade da inteligência, mas também pela simplicidade do coração.

 

Só assim perceberá o núcleo do mistério de Deus. Este consegue transformar a estranheza ontológica em entranheza pessoal.

 

Este é, no fundo, o significado da cristania, que vai mais além da cristandade e do próprio cristianismo. Trata-se da presença impactante de Jesus em cada pessoa.

 

Eis algumas ideias luminosas que retive de Olegário González de Cardedal que, hoje mesmo, foi galardoado com o prémio atribuído pela Fundação Ratzinger/Bento XVI.

 

O Papa referiu o trabalho de décadas que os dois foram desenvolvendo.

 

Já se fala deste galardão como sendo uma espécie de Nobel da Teologia.

publicado por Theosfera às 15:49

 O Governo vai adoptar «uma contribuição especial para o ajustamento orçamental» em sede de IRS, a vigorar apenas este ano, «equivalente a 50% do subsídio de Natal».

 

«Esta medida, cujo detalhe técnico está ainda a ser ultimado, será apresentada nas próximas duas semanas. Mas posso adiantar que a intenção é que o peso desta medida fiscal temporária seja equivalente a 50% do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional», declarou o primeiro-ministro.

 

«A medida é temporária e vai vigorar só em 2011», disse o primeiro-ministro e aplica-se a todos os contribuintes. O anúncio foi feito por Pedro Passos Coelho no discurso de abertura do debate do Programa do Governo, na Assembleia da República. Governo vai adotar «uma contribuição especial para o ajustamento orçamental" em sede de IRS, a vigorar apenas este ano, "equivalente a 50% do subsídio de Natal».

 

«Esta medida, cujo detalhe técnico está ainda a ser ultimado, será apresentada nas próximas duas semanas. Mas posso adiantar que a intenção é que o peso desta medida fiscal temporária seja equivalente a 50% do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional», declarou o primeiro-ministro.

 

Recorde-se que o PEC IV foi rejeitado por causa da sobrecarga que representava para os portugueses. Afinal, a sobrecarga vai ser maior que o esperado.

 

Destaque para a atitude moderada da Dra. Maria de Belém.

 

A dor vai ser grande. Que, ao menos, valha a pena. E que a curva descendente se encerre de vez. Mas a recessão é a única certeza.

 

 

 

publicado por Theosfera às 15:43

O último dia do primeiro semestre pode ficar marcado pelo anúncio de vida (ainda mais) difícil para o segundo semestre.

 

A ser verdade o que se vaticina, compreende-se a amargura e entende-se a desilusão.

 

É claro que um governo desgastado não teria condições (nem políticas nem psicológicas) para onerar ainda mais o já depauperado povo.

 

Mas também é verdade que, pela amostra, o desgaste do actual executivo começa a pairar praticamente ainda antes de ter iniciado funções.

 

Como era de prever, vamos ter mais alternância que alternativa.

 

Há muito que a política deixou de estar voltada para as pessoas.

 

Acresce que a política económica perdeu todo o capital de criatividade que se esperava, designadamente em princípio de ciclo.

 

Aumentar impostos (mesmo quando se disse que tal não iria acontecer) parece ser o único expediente.

 

Aguardemos pela prova dos factos. Mas de quem já disse estar disposto a ir mais além do que prevê a troika não há muito a esperar.

 

Que não esmoreça a esperança.

publicado por Theosfera às 10:31

«Morrer é a última coisa que tenciono fazer».

Assim escreveu (lúcida e magnificamente) Maria Filomena Mónica.

publicado por Theosfera às 10:21

«Quando partires, se partires, terei saudades. Quando ficares, se ficares, terei saudades».

Assim escreveu (acutilante e magnificamente) Adília Lopes.

publicado por Theosfera às 10:15

«Leva muito tempo a tornarmo-nos jovens».

Assim escreveu (subtil e magnificamente) Pablo Picasso.

publicado por Theosfera às 10:13

Quarta-feira, 29 de Junho de 2011

Quando Rabindranath Tagore quis elogiar Gandhi, não lhe destacou a inteligência, que aliás era muita.  Preferiu, antes, realçar-lhe a alma. Que era imensa.

 

A expressão, aliás, viria a colar-se-lhe ao nome.

 

Mahatma quer dizer alma grande.

 

A alma de Gandhi primava pela transparência. Fazia pairar uma enorme luminosidade. Deixava adivinhar uma arrebatadora grandeza.

 

Uma alma grande jamais recorre à força. Porque força já possui.

 

Uma alma grande transborda de paz e tresanda a serenidade. Mesmo no meio da intempérie.

 

É fundamental que cada um redescubra a sua alma.

 

Não ficará desalentado com as surpresas.

publicado por Theosfera às 16:37

Os gregos estão a ver-se cada vez menos europeus.

 

A Europa está a ver-se cada vez mais grega.

publicado por Theosfera às 16:35

«Todos deveríamos saber que não há outra forma de viver que não seja cultivando a alma».

Assim escreveu (sublime e magnificamente) Apuleio.

publicado por Theosfera às 13:49

Em tempos marcados pela falta de dinheiro, é natural que a gestão seja a prioridade.

 

Ela pode, sem dúvida, ajudar a resolver um problema. Mas será que tem capacidade para preencher uma lacuna?

 

Uma gestão cuidada pretende, no fundo, fazer com que levemos, mais ou menos, a vida que nos habituámos a levar.

 

Não será, entretanto, possível ponderar um estilo de vida diferente?

 

A gestão serve para a conjuntura, mas é insuficiente para nos conduzir à profundidade.

 

Alguns, como Alain Touraine, fazem apelo ao poder das ideias, invocado, já há décadas, por Isaiah Berlin.

 

As próprias ideias, hoje, parecem manietadas. Há uma lacuna que, talvez sem darmos por isso, se foi cavando em nós: o esquecimento da alma.

 

Thomas Moore, célebre psicoterapeuta, apontou esta como sendo a maior doença do século XX. E o início do século XXI ainda não está a constituir a necessária terapia.

 

Aliás, até na Igreja este esquecimento parece ter entrado. Basta olhar para um pequeno (mas significativo) exemplo.

 

Quando o sacerdote, antes da comunhão, apresenta o Corpo de Cristo, dizendo Eis o Cordeiro de Deus, a resposta clássica, em Latim, era muito clara: «Domine, non sum dignus, ut intres sub tectum meum: sed tantum dic verbo, et sanabitur anima mea».

 

«E a minha alma será salva». Entretanto, as traduções passaram a referir e eu serei salvo.

 

É claro que a alma está na profundidade do eu. Mas, como sabiamente adverte Thomas Moore, a alma é mais que o eu. «Ela é a infinita profundidade de um indivíduo e de uma sociedade, abrangendo os inúmeros aspectos que se combinam para formar a nossa identidade. A alma existe para lá das circunstâncias e concepções pessoais».

 

Por aqui se vê como o individualismo tem que ver, em grande medida, com o esbatimento da alma.

 

A alma é a abertura aos outros, ao universo, ao transcendente. Daí que se fale também em anima mundi (alma do mundo).

 

Redescobrir a alma não é, pois, retroceder no tempo. É crescer na vida. Sobretudo em qualidade de vida.

publicado por Theosfera às 11:51

Hoje, 29 de Junho, é dia de S. Pedro. Mas também é dia de S. Paulo.

 

Percebe-se que S. Pedro seja, digamos, mais popular. O Papa é o sucessor de Pedro, bispo da cidade onde Pedro morreu.

 

Mas S. Paulo não é menos importante. E o próprio Pedro apelava para a autoridade de Paulo sobretudo como sistematizador da mensagem de Jesus Cristo.

 

As cartas que escreveu constituem a alavanca primigénia do património doutrinal do Cristianismo.

 

Pedro foi sempre reconhecido como o primeiro dos apóstolos. Mas esta primazia foi sempre exercida como uma emanação do amor.

 

Após a ressurreição, Jesus como que testa o amor do seu discípulo.

 

Isto serve para dizer que a fé é inseparável do amor. E da esperança, aliás.

 

A Igreja sempre se sentiu a respirar por estes dois pulmões.

 

É fundamental reaprender incessantemente a lição que as suas vidas doadas nos oferecem.

publicado por Theosfera às 11:11

«É necessário que os princípios de uma política sejam justos e verdadeiros».

Assim escreveu (lúcida e magnificamente) Demóstenes.

publicado por Theosfera às 09:56

É sempre cedo quando decidimos a vida.

 

É sempre tarde quando começamos a entender a vida.

publicado por Theosfera às 09:55

A vida é um suspiro muito breve.

 

O tempo é um sopro muito rápido.

 

A morte espreita.

 

Um dia, leva-nos com ela.

 

E é sempre cedo quando vem.

publicado por Theosfera às 06:18

Terça-feira, 28 de Junho de 2011

A democracia nasceu na Grécia.

 

A democracia agoniza na Grécia?

publicado por Theosfera às 22:19

1. A qualidade não tem de ser aborrecida e a seriedade não precisa de ser entediante.

 

O problema é que o paradigma do sucesso tem sofrido um deslocamento assinalável. Para ter êxito, o melhor é ser fútil.

 

Ora, isto é uma mensagem preocupante que se está a passar às novas gerações. Desde a mais tenra idade, as pessoas começam a cultivar uma vontade incoercível de serem aplaudidas, de verem o seu nome e a sua foto em jornais e revistas.

 

O sonho que se acalenta já não passa apenas (nem principalmente) por uma profissão estável. Coisa que, aliás, também é cada vez mais rara.

 

A expectativa (ou ilusão, como agora se diz) é vir a ser famoso. E como a fama passa pela visibilidade, tudo é encaminhado para ser cantor, actor, modelo, jogador de futebol.

 

Sucede que o caminho para a fama é deveras apertado. São muitos os que querem. São muito poucos os que conseguem. Daí as frustrações quando não se passa nos castings. Ou as lágrimas convulsas quando não se triunfa nos concursos televisivos.

 

 

2. A informação mais consumida é aquela que anda à volta deste género de pessoas. Parece que há uma grande vontade de conhecer o que se passa com os famosos. E até a sua suposta vida privada passa a ser um assunto público.

 

Por um efeito de contágio, o que mais interessa acerca de outro género de figuras (como os políticos) são aspectos marginais à sua acção. A fonteira entre investigação e devassa é muito ténue.

 

Há, em tudo isto, uma questão de cidadania. O fútil impõe-se, antes de mais, porque é consumido, porque é aplaudido, porque é reproduzido.

 

E o que, no início, nos parece degradante rapidamente passa a ser admitido. Molière já tinha chamado a atenção: «Os vícios, com o tempo, passam a virtudes».

 

O ícone dos nossos tempos já não é o santo, o herói ou o intelectual. É, cada vez mais, o manequim, o artista. São os seus hábitos que se imitam. E é a toda a sua vida, prodigamente dissecada, que se tenta reproduzir.

 

A tendência é para vestir como as estrelas, para usar o penteado das estrelas, etc.

 

Tudo se ressente. Para algo ser notícia, não é preciso que seja importante. Basta que seja fútil. Dir-se-ia até que quanto mais fútil, mais relevante.

 

Ele são os passos dados pelas celebridades. Quantas vezes se casam e divorciam. Os pratos de que gostam mais. Os sítios onde passam férias.

 

É assim que quase ninguém se espanta quando surgem notícias como estas: o concurso para o cão mais feio ou o gato que ladra.

 

 

 

3. O fútil tem uma única preocupação: desfrutar. Nem sequer nos apercebemos do altíssimo preço que pagamos: o vazio.

 

Muitas vezes, as figuras que aplaudimos gerem, com enorme dramatismo, um vazio muito grande.

 

Tudo se aposta na aparência, no êxito imediato. Só que o desgaste é rápido e tão depressa se chega ao topo como se cai no poço.

 

A resiliência nem sempre é a que se espera e o desespero pode visitar.

 

Vivemos (e morremos) a um ritmo excessivo e nem vontade temos para parar. O lazer só difere do trabalho quanto ao local. Quanto ao mais, é o mesmo frenesim, a mesma agitação, o mesmo ruído. Em suma, o mesmo vazio.

 

O próprio intelectual, se não se movimenta dentro da razão fútil, fica sem espaço, sem trabalho.

 

Daí que os homens da cultura só tenham uma de duas vias: ou falam entre si, resistindo, ou tornam-se fúteis, desistindo.

Para Enrique Vila-Matas, «um dos maiores problemas de hoje é que a intelligentsia (palavra russa que designa a classe social formada pelas pessoas melhor preparadas intelectualmente) está fatigada».

Aquilo que os intelectuais ensinam enquanto intelectuais queda-se por uma pequena elite de estudantes e leitores. A opinião pública permanece alheada.

O panorama é tal que até os intelectuais chegam a ceder à tentação da vulgaridade: opinam sobre tudo e nada, dão palpites sobre as coisas mais frívolas. Assim se tornam conhecidos. Mas assim se tornam também...irreconhecíveis. Conhecidos para muitos, irreconhecíveis para si!

Já Erasmo antecipava a chegada de uma época em que, para triunfar, o próprio sábio devia parecer um idiota. Só assim conseguiria sobreviver.

 

4. Descontando alguns exageros, eis um tópico que não podemos descurar, na esperança de que a situação possa ser revertida.

 

Na vida, há lugar para tudo. Não pode haver lugar apenas para a razão fútil, que acaba por impor uma insuportável ditadura da banalidade

 

É certo que a realidade surge-nos em tons bastante cinzentos. Mas não é ignorando o real que o transformamos.

 
Urge um surto de profundidade. É fundamental reentrar na nossa alma perdida. É nessa profundeza que ganharemos novas energias para prosseguir! 


 


 

publicado por Theosfera às 14:10

... o sorriso das pessoas.

 

... a sinceridade das atitudes.

 

... a delicadeza dos gestos.

 

.... a afabilidade das palavras.

 

.... a felicidade dos rostos.

 

... a paz do coração.

 

... a coerência da conduta.

 

... a verdade da vida.

publicado por Theosfera às 10:40

Hoje é dia de Sto. Ireneu, teólogo eminente e mártir do Evangelho de Cristo.

 

Queria, desde já, chamar a atenção para a beleza e para a pertinência do seu nome. Irene, em grego, significa paz. Ireneu é alguém pacífico.

 

Este santo, apesar das controvérsias em que se viu envolvido, nunca se deixou subtrair ao programa ínsito no seu nome.

 

Foi ele que escreveu que «não há Deus sem bondade».

 

Isto é especialmente significativo e interpelante já que a nossa cultura é, por vezes, tributária de uma concepção do divino que sufraga o castigo em nome da justiça.

 

Ainda ontem, a primeira leitura da Missa reportava um diálogo de Abraão com Deus em que este conceito está presente.

 

Abraão pede a Deus que não castigue Sodoma e Gomorra. Já agora, é curioso ressaltar que o argumento maior não é a existência de pessoas competentes ou inteligentes. É a existência de pessoas justas.

 

A grande carência continua a ser a de justiça. Mas a justiça não tem qualquer afinidade com a vingança.

 

Sto. Ireneu percebeu que Deus não é o ápice da nossa conduta nem a radicalização dos nossos instintos. Deus é o apelo à nossa mudança.

 

Só nos assemelhamos a Deus pela bondade. 

publicado por Theosfera às 10:31

«O que mais desespera não é o impossível. É o possível não alcançado».

Assim escreveu (notável e magnificamente) Robert Mallet.

publicado por Theosfera às 10:12

Segunda-feira, 27 de Junho de 2011

Há, hoje em dia, quem escreva muito e quem escreva bem. Mas não há muita gente que escreva muito bem.

 

O alerta vem de Nuno Júdice, uma das vozes mais esclarecidas do panorama actual da literatura portuguesa: «Talvez haja um problema de falta de qualidade da escrita nas gerações mais novas».

 

A excelência acaba por vir sempre ao de cima. Mas, até lá chegar, é preciso fazer uma triagem muito aturada porque o que assoma à superfície, com tiques de popularidade, não facilita o discernimento.

 

Penso que a literatura devia fazer parte de todos os estudos, inclusive dos científicos.

 

É pavorosa a pobreza da linguagem em muitos dos intervenientes que comandam, actualmente, a vida pública.

 

A velocidade com que os grandes nomes são esquecidos parece directamente proporcional à rapidez com que, em vida, eram vitoriados.

 

Quem fala, hoje, de José Cardoso Pires, de Alexandre O'Neill, de Vitorino Nemésio, de Augusto Abelaira, de José Gomes Ferreira, de Ruy Cinatti, de Ferreira de Castro ou de Vergílio Ferreira e de Miguel Torga?

 

Mas até acerca dos consagrados das nossas letras ergue-se um silêncio tumular.

 

De Pessoa e de Eça ainda se fala. O Padre António Vieira vai merecendo umas alusões. Mas quase se passa uma esponja sobre Júlio Dinis, Camilo Castelo Branco, Alexandre Herculano e Almeida Garrett.

 

O Acordo Ortográfico é um sintoma. O português de referência é menos o destes mestres do que aquele linguajar que se ouve nas ruas e se multiplica, anarquicamente, pelas redes sociais e pela imprensa.

 

Sinal dos tempos!

 

 

publicado por Theosfera às 23:15

Sabemos que a vida é um caminho.

 

Não sabemos as surpresas que ela encerra.

publicado por Theosfera às 13:16

Domingo, 26 de Junho de 2011

O Álvaro deixou um aviso, fez um reparo e formulou um pedido.

 

O aviso vem de trás e nem sequer traz nada de novo. Dizer que vêm aí tempos difíceis parece uma redundância. Difíceis são os tempos desde há muito.

 

Depois, o Álvaro chamou a atenção para uma falha. Havia produtos nacionais em exposição, mas seria bom que houvesse uma bandeira portuguesa para os sinalizar.

 

Finalmente, o Álvaro pediu que não o tratassem por ministro. E deu o exemplo dele mesmo. Quando chegou a Inglaterra, era tratado pelo nome próprio, por Álvaro.

 

Curioso paradoxo este: depois de apelar para os produtos nacionais, apela para uma prática habitual no estrangeiro.

 

Será uma espécie de snobismo ao contrário?

 

O Governo está a dar bastos sinais quanto ao estilo. É composto por pessoas desinibidas, com um porte informal, quase iconoclasta. Basta reparar no ministro que chegou de mota (ele que também Mota se chama) à tomada de posse.

 

São práticas enxutas, saudavelmente refrescantes. Mas não é por aí que o país avança.

 

Às vezes, o saldo destes excessos de informalidade nem costuma ser muito positivo. Alguma transcendência nos contactos não fica mal e nem sequer prejudica a estima e a proximidade.

 

Termos um Álvaro que é ministro ou um ministro que é Álvaro não é muito relevante.

 

Importantes não são os gostos pessoais do Álvaro. Importantes são os seus actos como ministro.

publicado por Theosfera às 23:38

A alma dadivosa e o talante solidário das gentes de Lamego foram, uma vez mais, sinalizados na manhã deste dia.

 

O sangue escorreu com abundância nas dependências de uma escola desta urbe, vetusta na sua idade mas sempre jovem na sua disponibilidade.

 

A dádiva de sangue mobilizou largas centenas de pessoas. Que, pelo esgar feliz do rosto, se sentiam compensadas. O bem compensa sempre. No próprio momento em que se pratica.

publicado por Theosfera às 19:58

Se pensássemos no caminho que as ideias trilharam até serem ortodoxas, estou certo de que ninguém atentava contra a heterodoxia.

 

Tudo o que, um dia, é tido por ortodoxo começou por ser visto como heterodoxo.

 

Norberto Bobbio foi certeiro quando assinalou que as ideias nascem pelos extremos antes de se imporem ao centro.

 

Que diríamos de alguém que nos convidasse a comer a sua carne e a beber o seu sangue?

 

Que aceitação nos mereceria alguém que nos instigasse a pegar na cruz todos os dias?

 

Jesus não Se furtou às polémicas nem almejou consensos.

 

Toda a Sua mensagem é uma desconstrução de lugares-comuns, de palavras e de pensamentos que eram admitidos pela maioria. Nem sequer o bom senso foi a matriz da Sua intervenção.

 

Jesus é mesmo a irrupção do novo e a renovação do antigo.

 

Há, na Sua pessoa, um inconformismo que desinstala e uma irreverência que interpela.

 

Ele não vem destruir o já feito, mas também não vem continuar o já dito.

 

Hoje, o que Ele diz é norma para milhões de pessoas. Mas poucos pensam no sobressalto tsunâmico que Ele desencadeou.

 

Jesus não é, decididamente, uma anestesia para os nossos preconceitos. Ele é, será sempre, um poderoso despertador das nossas consciências.

publicado por Theosfera às 00:01

Causa dó acompanhar o caudal informativo que nos é servido, já não dia a dia, mas minuto a minuto.

 

A quantidade é inversamente proporcional à qualidade.

 

O paradigma de pertinência já não é a relevância intrínseca ou a interferência na nossa vida.

 

Para algo ser notícia, basta que seja fútil. Dir-se-ia até que quanto mais fútil, mais relevante.

 

Ele são os passos dados pelas celebridades. Quantas vezes se casam e divorciam. Os pratos de que gostam mais. Os sítios onde passam férias.

 

Não estamos apenas perante a liberdade de cada um e o direito de informar. Estamos também perante factores de decadência onde o belo e o bom cedem perante o bizarro e o excêntrico.

 

A música destaca-se pelo ritmo e pela estridência. Perdeu-se a mensagem e evaporou-se a melodia.

 

A literatura esqueceu-se das referências e queda-se pelas histórias das celebridades.

 

A moda é o esplendor do mau gosto.

 

As televisões parecem competir no vazio exibicionista.

 

Daí que quase ninguém se espante quando surgem notícias como estas: o concurso para o cão mais feio ou o gato que ladra.

 

Mas o pior é que o fútil também consegue ser trágico. Um indivíduo matou outro porque este falhou o...bruxedo!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 25 de Junho de 2011

Vasco Pulido Valente cumpre, entre nós, uma missão que é um misto de Cassandra e Malagrida.

 

Ele é uma espécie de arauto das más notícias. Mas é um pessimista brilhante. E, muitas vezes, acerta.

 

Não creio que a Europa tenha morrido, como anuncia hoje.

 

Só que, descontando o excesso hiperbólico, há uma verdade que sobressai com pertinência. A Europa vai sobrevivendo. E, como já alertava Edgar Morin, sobreviver não é o mesmo que viver.

 

Para Mark Twain, «a profecia é um género muito difícil, sobretudo quando aplicado ao futuro».

 

Não sabemos o que será a Europa ou se haverá Europa.

 

A Europa que é difere muito da Europa que foi. O dinheiro seduziu-a O dinheiro esvaziou-a.

 

Subsiste um nome. Persistirá a alma?

 

publicado por Theosfera às 23:08

Um artigo muito acutilante de Maria Filoménica Mónica sobre a corrupção. No Expresso de hoje.

 

Eis um mal que urge extirpar de vez.

 

Não sei que mais me espante neste submundo putrefacto: se a existência, se a contemporização.

 

Parece que toda a gente sabe do que se passa. Mas quase ninguém se pronuncia. E praticamente ninguém reage.

 

Luís de Sousa produziu um magnífico opúsculo sobre este tema, que a Fundação Francisco Manuel dos Santos acaba de editar.

 

E há o caso de um imigrante que acha estranho que os portugueses vociferem contra as filas de trânsito e assistam, imperturbáveis, à pandemia da corrupção.

 

O problema começa precisamente aí. Nós já nem estranhamos.

publicado por Theosfera às 21:37

Num mundo globalizado, tudo tende a ser estandardizado.

 

As diferenças esbatem-se. O nivelamento impõe-se.

 

Sucede que este mundo globalizado é visto, acima de tudo, como um mercado.

 

Não espanta que, num mundo assim, domine a gestão e predomine a ideologia neoconservadora.

 

As consequências já se fazem sentir, por vezes, de forma dolorosa.

 

A lógica do mercado não abre grande espaço à alternativa nem fomenta a criatividade.

 

O objectivo supremo do mercado é o lucro. Tudo o mais é sacrificado a este desígnio.

 

Ainda que, inicialmente, a contragosto, a maioria dos cidadãos tende a entrar neste jogo. O problema é que os mesmos cidadãos são as vítimas de todo este processo.

 

As regras da gestão, que são adoptadas nas empresas e na governação, destacam a liquedez e ambicionanm o lucro.

 

Não há alternativa e não se nota criatividade.

 

Enquanto a liquidez não chega e o lucro não vem, aplica-se a mesma receita: austeridade, subida de impostos, corte nos salários, despedimentos.

 

Não há qualquer criatividade. Até os mais notáveis académicos subscrevem esta opção.

 

Para a semana, anunciam-se medidas que, pelo que é dito, vão mais além daquilo que foi preceituado pela troika.  

 

Tal intenção fez, aliás, com que o Primeiro-Ministro fosse muito bem recebido na Cimeira Europeia.

 

Sucede que tais medidas passam, provavelmente, pela queda de mais 70 mil pessoas no desemprego.

 

Outro (preocupante) sinal. O importante é causar boa impressão na Europa.

 

Os votos vêm dos portugueses. O dinheiro, porém, chega da Europa.

 

Governa-se em Portugal. Mas o pensamento está na Europa.

 

Todos parecem aplaudir. Não há, asseguram, outro caminho.

 

Eis, pois, o neoconservadorismo ditado pelas regras da gestão.

 

É importante que os cientistas, de qualquer ramo, leiam os clássicos e cultivem as humanidades.

 

As coisas são mais complexas do que parecem. Não há uma única solução. E é sempre possível deitar mão à criatividade.

 

O impulso pela justiça e pela solidariedade é capaz de fazer os milagres que nem a mais excelsa gestão imagina.

publicado por Theosfera às 16:32

É sabido que um caminho não se faz só em linha recta. São muitas as curvas que aparecem na estrada.

 

Os primeiros passos do Governo de Passos (Coelho) têm incidido sobretudo nos sinais.

 

Dois desses sinais parecem muito claros: reduzir despesas e honrar compromissos.

 

Assim, o Primeiro-Ministro continua a morar na sua casa, viaja em classe económica, não nomeia governadores civis.

 

Os compromissos parece que são para cumprir.

 

Apesar das dificuldades que Fernando Nobre teria na eleição para a presidência da Assembleida da República, Passos Coelho avançou com o seu nome.

 

Disse que o Governo só teria dez ministros e tudo indica que só por insistência do parceiro de coligação (que defendia doze) aceitou ir até aos onze.

 

Mas a primeira curva parece estar a surgir.

 

Era vontade do actual Primeiro-Ministro entregar um canal da RTP à sociedade civil. Numa época de crise e já com tantos operadores nesta área, não se percebe que o Estado insista em deter uma televisão.

 

Foi coisa que nunca percebi. Percebe-se que seja fixado um serviço público a todos os canais. Mas que o dinheiro dos contribuintes sirva para pagar o custo (deveras oneroso) de um canal não dá para entender.

 

Alguns programas que passam no segundo canal devem ser assegurados. Mas alguém me saberá dizer onde está a diferença do canal 1 em relação à SIC e à TVI?

 

Dizem que é o PP que não quer. Uma coligação é feita de cedências. Mas este sinal, confesso, não é muito alentador.

 

Se há domínio onde se devia reduzir despesa é precisamente na televisão.

 

 

publicado por Theosfera às 13:51

Os chineses costumam saudar as pessoas dizendo: «Que vivas tempos interessantes».

 

Interessantes são, sem dúvida, estes tempos, sobretudo se estivermos dispostos a captar a sua espessura, a sua profundidade.

 

O meu receio é que não passemos da epiderme, da superfície.

 

São tempos pós-modernos em que o pós-crise pouco difere da crise.

 

A superação da crise diverge em grau, mas não em natureza, da crise.

 

Tudo tem que ver com a gestão, com o dinheiro.

 

Temos casos emblemáticos à nossa frente.

 

A prioridade, que a governação mundial assume, não é tanto melhorar a vida das pessoas. É, antes, manter as contas em ordem.

 

E, de facto, a globalização entrou, há muito, numa nova fase.

 

O mundo já não é apenas uma aldeia. É sobretudo um mercado.

 

Os cidadãos são vistos como consumidores e tratados como clientes.

 

O novo executivo, a quem desejamos as maiores felicidades, é um retrato fiel dos novos (mas talvez não muito interessantes) tempos.

 

Predomina a opção pela gestão. E até, no plano da teoria, foram seleccionados especialistas nas ciências económicas.

 

O caso mais flagrante e o sinal mais eloquente encontram-se, porventura, na saúde.

 

O ministro até pode ter sensibilidade social, mas a sua formação e a sua trajectória centram-se na gestão.

 

A mensagem que passa é que o importante vai ser a contenção de gastos. Compreendemos a necessidade de poupar. Mas o fundamental não será a saúde das pessoas?

 

O Serviço Nacional de Saúde foi lançado por um jurista. Dizem que tal Serviço Nacional de Saúde é um dos responsáveis pela dívida do país.

 

Agora, que temos um gestor, será que a dívida vai ser atenuada? E a que preço?

 

O país não se afundou com o Serviço Nacional de Saúde. Será que se vai reerguer com a sua progressiva eliminação?

 

Alain de Touraine defende que precisamos, mais do que de gestão, de ideias. Eu acrescentaria que fundamental é reencontrar a alma.

 

O país é muito mais que uma empresa. E as pessoas são infinitamente mais que clientes.

publicado por Theosfera às 11:50

Sexta-feira, 24 de Junho de 2011
Hoje celebra-se o nascimento de um homem importante. De um homem gigante na humildade, inexcedível na dedicação, insuperável na simplicidade.
 
João Baptista é modelo de coragem, exemplo de integridade, paradigma de carácter irrepreensível e de uma vértebra inquebrantável.
 
Era-lhe fácil capitalizar a popularidade de que desfrutava. Difícil seria abdicar de si e apontar para alguém, vivendo em função da sua chegada.
 
Mas foi a opção que tomou e a escolha que fez.
 
O calculismo não fazia parte do seu temperamento.
 
As convicções ditaram as suas posições. Inclusive a última. A mais delicada. A que lhe valeu o martírio.
 
Mas nem diante da autoridade vacilou.
 
Que fomos nós ver ao deserto?
publicado por Theosfera às 05:22

Quinta-feira, 23 de Junho de 2011

Fazer moralismo é fácil e muito popular. Viver a moral é que se torna difícil e bastante impopular.

 

Há, neste campo, uma duplicidade quase esquizofrénica.

 

Quando somos nós a infringir uma norma, sentimo-nos aliviados e até triunfantes. Já quando tomamos conhecimento de que outros a violam, mostramo-nos indignados.

 

Corre por aí uma forte revolta pelo caso do copianço num exame ocorrido no Centro de Estudos Judiciários.

 

Trata-se, de facto, de algo inqualificável. Como é que aqueles que vão sancionar quem não cumpre as leis se permitem não cumprir uma regra tão elementar? Como é que os garantes da ética atentam, tão flagrantemente, contra a ética?

 

Mas só pergunto: quem pode levantar a mão e apontar o dedo?

 

Confesso a minha (pelos vistos) ingenuidade: nunca copiei e, até certa altura da vida, achava que ninguém copiava.

 

Penso, contudo, que, para lá da responsabilidade pessoal (que jamais se pode declinar), existe uma indesmentível responsabilidade social.

 

No fundo e apesar de apregoar o contrário, a sociedade valoriza mais o êxito do que a seriedade. E nem sequer se dá ao trabalho (que, às vezes, não é fácil) de fazer a triagem acerca dos métodos com que se chega ao êxito.

 

A entrada no mercado de trabalho e a progressão na carreira não dependem da honradez, da humildade nem da bondade. Pior, não raramente, estes valores são vistos como contra-indicações. O que conta é o número que aparece na pauta. Daí que não se olhe a meios para alcançar os números mais elevados.

 

A astúcia continua a ser muito valorizada. A opção por esquemas está muito disseminada. A fraude só é criticada quando é conhecida. De resto, acaba por ser tolerada.

 

Descontando o evidente exagero, Teresa Guilherme não andou muito longe da verdade quando, há muitos anos, sentenciou: «Quem tem ética passa fome»!

 

Nem todos os que têm ética passarão fome. Mas talvez não prosperem muito.

 

Se valorizássemos mais a bondade do que o sucesso, é possível que o modo de proceder fosse diferente.

 

É por isso que, diante de casos como o do copianço, o melhor não é julgar. É reflectir. E inflectir.

publicado por Theosfera às 19:31

«O sono da razão produz monstros».

Assim escreveu (acutilante e magnificamente) Goya.

publicado por Theosfera às 13:37

De certa forma, esta é uma celebração redundante. Intencionalmente redundante, porém.

 

Todos os dias são dias eucarísticos. Hoje, contudo, é um dia eucarístico de modo mais intenso, mais enfático, mais envolvente e interpelativo.

 

O aniversário litúrgico da instituição da Eucaristia é, por antonomásia, a Quinta-Feira Santa. Sucede que, nesse dia, a sombra da Cruz já se projecta sobre a Igreja pelo que os cristãos não conseguem expressar todo o seu júbilo por este dom inefável.

 

Daí que tenha aparecido esta solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Apareceu no século XIII para responder a uma necessidade ínsita no coração dos fiéis.

 

Por conseguinte, hoje a Eucaristia é não só para celebrar (na mesa da Palavra e do Pão), mas também para aclamar (com o cortejo processional pelas ruas das nossas terras) e para adorar (na bênção final).

publicado por Theosfera às 00:00

O objectivo da solenidade do Corpo de Deus é suscitar a expressão pública da fé na Eucaristia. Em causa não está obviamente qualquer intuito exibicionista. Está, sim, um impulso missionário que, de resto, remonta ao próprio Jesus Cristo. Na verdade, foi Ele quem nos enviou a evangelizar pelo mundo (Mt 28, 16-20).
 
É por isso que a Missa gera Missão. É por isso que o «ide em paz» não é uma despedida, mas um envio. E é por isso que, no que toca à Eucaristia, à celebração sacramental tem de suceder — sempre! — a celebração existencial.    
 
Neste sentido, é interessante notar como na génese da solenidade do Corpo de Deus deparamos com uma estreitíssima ligação com a celebração eucarística. Desde cedo que, como nos diz Xabier Basurko, «os fiéis corriam de Igreja para Igreja com a única preocupação de verem o maior número possível de vezes a elevação da Hóstia consagrada».
 
Não espanta, assim, que em 1247 se tenha celebrado a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo. Foi em Liège e por insistência de uma religiosa: a Irmã Juliana de Mont-Cornillon. Mais tarde, em 1264, na sequência de um milagre eucarístico ocorrido em Bolsena, o Papa Urbano IV estende a toda a Igreja esta festa através da bula «Transiturus». Embora não haja ainda qualquer alusão à procissão com o Santíssimo, é sabido que esta depressa se introduziu nos hábitos eclesiais e na alma crente do povo.
 
A fim de facilitar o visionamento do Pão consagrado — informa-nos de novo Xabier Basurko —, «começaram a utilizar-se aqueles objectos que habitualmente serviam para a exposição das relíquias dos santos. Deste modo, através do vidro transparente, as pessoas podiam fixar os olhos no sacramento do Corpo de Cristo».
 
Foi, entretanto, na época do barroco que esta festa atingiu o auge. A controvérsia com os protestantes mobilizou os católicos em torno da presença real de Cristo na Eucaristia. A ocasião ideal foi o Corpo de Deus, cuja festa se concentrava na procissão, «passagem do Senhor pelo meio do povo crente que O aclamava e O aplaudia com todo o esplendor de que a época barroca era capaz: música e coros, foguetes e bandeiras, danças e reverências, coroas e ornamentos de grande brilhantismo».
 
Descontados os circunstancialismos, permanece o essencial: a centralidade da Eucaristia na vida da Igreja, que, não se limitando à celebração, envolve a adoração e implica o testemunho. Acresce que uma festa eucarística a meio da semana de trabalho significa também que a actividade humana está indelevelmente marcada com o selo de Deus!
publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

«Todos podem dar respostas, mas só um génio faz verdadeiras perguntas».

Assim escreveu (genial e magnificamente) Óscar Wilde.

publicado por Theosfera às 16:22

publicado por Theosfera às 14:23

«Morrer não é nada. Horrível é não viver».

Assim escreveu (sublime e magnificamente) Vítor Hugo.

publicado por Theosfera às 10:13

«Nada é mais favorável à paz do espírito do que pura e simplesmente não ter opiniões».
Assim escreveu (pertinente e magnificamente) Georg Christoph Lichtenberg, via Abrupto.
publicado por Theosfera às 10:09

Terça-feira, 21 de Junho de 2011

Se não puderes fazer mais nada, se estiveres abatido e perturbado, fecha os olhos.

 

Não penses em dizer nada. Não penses no tempo, não penses nas actividades. Fica. Serena. Deixa fluir o silêncio. Os olhos do rosto estão fechados, os olhos do coração mantêm-se abertos.

 

Então, verás que alguém te habita. Que alguém povoa o teu pranto, a tua dor, a tua mágoa, o teu medo.

 

Deus nunca te abandona. Não Lhe digas nada. Nada. Ele sabe tudo. Chora nos Seus ombros. Ele sorri na tua alma. Ele ama-te como és. Como és.

publicado por Theosfera às 16:23

Tempo de exames era o mesmo que tempo de recolhimento.

 

Tempos houve em que, numa altura como esta, nenhum ruído se desprendia das casas.

 

Eram tempos em que das janelas nada saía. Eram tempos em que às janelas quase nada chegava. Apenas uma ou outra brisa mais pausada se fazia ouvir. E até o rio mais distante depositava na alma o seu eco pacificante.

 

Tudo o mais era silêncio. Só silêncio. Sempre silêncio. Silêncio para estudar. Silêncio para dormir. E até as refeições eram quase em silêncio. Enquanto se deglutiam os alimentos, a mente ia digerindo os conteúdos assimilados. A cadência era semelhante.

 

Mas tudo muda. Uma aluna diz a um jornal deste dia que «fica mais motivada com muita gente a estudar». Outra aluna garante, no mesmo matutino, preferir «a confusão, pois em casa há demasiado silêncio»! 

 

Confesso que pasmo e admiro. Só uma mente privilegiada consegue abstrair-se, no meio da sobredita confusão, e assimilar matérias, exercitando a concatenação entre elas.

 

Eu pensava que o silêncio, bem tão raro, era algo procurado sobretudo numa época como esta. Sempre achei que, para estudar ou meditar, o silêncio é sempre pouco.

 

Pelos vistos, já nem para estudar o silêncio é requisitado.

 

Já me tinha apercebido de que até nas igrejas é preciso pôr música para ajudar a fazer silêncio. No fundo, é necessário ruído para abafar ruído: o ruído de muitos dos que lá estão.

 

Será que cada um é uma presença incómoda para si mesmo?

 

Sinal dos tempos. Andamos perto de tanta coisa, mas longe do centro de quase tudo. A começar por nós.

publicado por Theosfera às 11:24

Podemos ver, muitas vezes, a mesma coisa, mas, de cada vez que a vemos, surge-nos com uma configuração diferente.

 

Assim se passará, creio eu, com os textos.

 

Ao lermos um livro, retemos determinadas frases. Mas tais frases destacadas em jornais ou blogs parecem assumir uma feição singular e uma pertinência diferente.

 

Li o livro de Timothy Radcliffe Ser cristão para quê? com grande interesse. Mas esta frase que vi, hoje, destacada no Tribo de Jacob forçou-me a uma prolongada meditação. 

 

Ei-la:

 

«Se a Igreja quer ser testemunha da alegria da Ressurreição, nós temos de permanecer libertos do medo. Há demasiado medo na Igreja - medo da modernidade, da complexidade da experiência humana, de dizer o que realmente acreditamos, medo uns dos outros, medo de nos enganarmos, de não alcançar aprovação. É este medo que pode, por vezes, apagar aquela alegria que deveria intrigar as pessoas e levá-las a interrogar-se sobre o segredo das nossas vidas».

publicado por Theosfera às 10:31

Creio que vale a pena estacionar um pouco nas transições de palavras e atitudes que pautam a vida contemporânea.

 

O pretexto são as transferências no futebol, de que tanto se fala. Mas a verdadeira razão é o que se passa na existência. Da qual o futebol acaba por ser um ícone revelador.

 

Quem acompanha as notícias do desporto verifica, sobretudo nesta época chamada do defeso, que há uma dialéctica entre o amor e o dinheiro.

 

Apesar do que se passa, ainda há quem considere o amor como algo eterno. E é assim que quando um interveniente proclama o seu amor a um clube, a ideia que sobressai é que está disposto a continuar lá toda a vida.

 

E não falta até quem o assuma: «Por mim, ficarei neste clube para sempre».

 

Basta, entretanto, que surja um contrato vantajoso e o amor, que se diz manter, não impede que se saia.

 

Consta que os adeptos do F.C.Porto estão magoados com o seu treinador. Do que ele dizia podia inferir-se que a sua vontade era permanecer no clube para sempre.

 

E mesmo que tal fosse dificilmente realizável, o que ninguém suspeitaria é que saísse logo um ano depois de ter entrado.

 

Mas a vida é mesmo assim. O amor pode ficar. Mas o dinheiro fala mais alto.

 

Não é edificante, mas é o que temos.

publicado por Theosfera às 09:52

Na madrugada da nossa vida, o exemplo de honradez era o de alguém que, não podendo honrar a sua palavra (a sua execução nem sequer dependia dele), foi à presença da autoridade de corda ao pescoço.

 

Egas Moniz tornava-se, assim, a figura do homem de palavra. À mais leve tentação de faltar à promessa, este era um nome que levava a pensar duas vezes.

 

Albert Schweitzer tem razão: «O exemplo não é a melhor maneira de convencer os outros; é a única». 

 

A experiência mostra que é bom ter alguma cautela quando fazemos proclamações definitivas. Somos donos do calamos, mas devemos ser escravos do que dizemos.

 

Há circunstâncias que podem conduzir a mudanças. Mas quando estas se verificam em tão pouco tempo e quando elas surgem logo após declarações em sentido contrário, dá que pensar.

 

Ainda nos lembramos do candidato à presidência que garantia nunca se ligar a nenhum partido. Volvidas umas curtas semanas, ei-lo numa lista.

 

Temos o jogador que disse ser do Sporting desde pequenino. A seguir, assinou pelo Benfica. Há dias, disse que se apresentava no início da próxima época. Logo após, pedia desculpa, mas o mais certo seria assinar pelo Real Madrid. De quem atestava ser simpatizante desde criança. Ontem, mais uma reviravolta. Vai apresentar-se no Estádio da Luz. Ficará por aqui?

 

Agora, é o caso do treinador que dizia estar na cadeira dos sonhos, no seu clube de sempre. Por ele nunca sairia. Mas há quem diga que, a esta hora, já está em Londres, a negociar com o Chelsea.

 

As coisas parecem ser definitivas apenas enquanto duram. Será a lei da vida. Mas parece ser também um sinal dos tempos.

 

Como acreditar numa situação destas?

publicado por Theosfera às 05:15

Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

Ele era a voz. Ela foi o seu eco.

 

Andrei Sakharov já tinha falecido.

 

Agora foi a vez da sua esposa, Elena Bonner.

 

O amor entre os dois traduziu-se num serviço à causa dos direitos humanos.

 

Duas vidas que não se apagam. Nem a morte elimina o seu rasto.

publicado por Theosfera às 22:22

Neste Dia Mundial do Refugiado, arrepia ver tantos irmãos nossos sem lugar numa terra que devia ser para todos.

 

Além da incúria de alguns, esta situação conta com a indiferença de tantos.

 

No meio desta tormenta, sempre é reconfortante ver um português ao lado de quem sofre, de quem é rejeitado...numa casa onde todos deviam caber.

 

António Guterres honra a vocação universalista e o talante solidário do nosso povo.

publicado por Theosfera às 21:25

A vontade é soberana, mas os factos são eloquentes.

 

A prática parlamentar era a de que o nome proposto pelo partido mais votado seria eleito presidente da Assembleia da República.

 

Mesmo quando não houve maioria absoluta de qualquer partido, tal hábito continuou a ser respeitado. Desta vez, nem o parceiro da coligação se juntou à proposta.

 

A pergunta que se coloca é: qual o motivo para a rejeição de Fernando Nobre?

 

Ser fundador de uma associação humanitária, estar sempre pronto a ajudar os outros não é um crédito?

 

Ficava mal ao Parlamento ter uma pessoa como esta à sua frente?

 

Haverá razões que alguns sabem, mas que a maioria desconhece.

 

Tudo isto aconteceu num dia em que o Evangelho dizia: «Não julgueis e não sereis julgados».

publicado por Theosfera às 21:19

«Não queiras saber tudo. Deixa um espaço para te saberes a ti».

Assim escreveu (magistral e magnificamente) Vergílio Ferreira.

publicado por Theosfera às 16:05

«Não há Deus sem bondade».

Assim escreveu (notável e magnificamente) Ireneu de Lyon.

publicado por Theosfera às 16:04

1. Para muitos, a vida assemelha-se cada vez mais a um palco onde todos acabamos por representar um papel.

 

Quem representa espera ser aplaudido. Daí a tendência para que o comportamento responda às expectativas.

 

A primeira (e principal) consequência desta atitude é o esbatimento da autenticidade. Há quem queira mais um riso forçado do que uma lágrima sincera. Apenas para causar impressão.

 

Há pessoas que podem andar melancólicas, mas, quando se encontram com outras, lá vão simulando uma presumida alegria.

 

Será que já reparámos devidamente nas figuras tristes que fazemos só para parecer que estamos alegres?

 

Aliás, um dos conselhos que se dá, a quem for a uma entrevista de emprego, é que mostre um sorriso de autoconfiança.

 

Enfim, parece que a sociedade não tolera a tristeza. Além do pensamento único, teremos sentimentos dominantes?

 

Não há dúvida de que é preferível estar alegre a estar triste. Creio que ninguém está triste por opção deliberada. Mas o respeito pelo outro não deverá conduzir à aceitação dos seus estados de espírito?

 

Recordo o impacto que causou, há tempos, o convite que alguém fez numa reunião: «Quem estiver triste, é melhor sair daqui».

 

Aliás, a célebre oração atribuída a S. Francisco de Assis pede a Deus que se coloque alegria onde houver tristeza.

 

E dá-se até o caso de, em algumas listas dos sete pecados capitais (como a de Evágrio de Ponto), constar a tristeza.

 

Será que a tristeza, por muito que nos doa, não tem mesmo nada de positivo?

 

 

 

2. Um jornal deste dia traz um curioso apontamento em torno deste tema. Aí se diz que «a tristeza é útil e necessária para resolver conflitos internos», podendo tornar-se, por vezes, «o motor da criatividade e da capacidade de lidar com o mundo».

 

Ela pode ser inclusive uma «condição fundamental da saúde mental», pelo que as crianças devem ser estimuladas a lidar com ela.

 

Quem não se lembra de António Nobre apresentar o seu como «o livro mais triste que há em Portugal»? Alguém será capaz de pôr em causa a valia dessa obra?

 

Jaime Milheiro considera que «só poderá gozar de boa saúde mental quem puder sentir-se triste, quando for o caso». É que «só poderá saborear as verdadeiras alegrias da vida quem tiver a capacidade de se entristecer e de se percorrer em tal sentimento, sem obrigatoriedade de lhe fugir».

 

Segundo Pais Ribeiro, um dos efeitos da tristeza é «promover um estilo de raciocínio analítico que permite uma grande atenção ao detalhe em que a informação é processada».

 

A tristeza, acrescenta, «facilita a concentração e a análise, possibilita uma melhor resolução de dilemas sociais e parece ser uma consequência do reportório cognitivo da evolução humana».

 

Motivo? Uma vez que «a análise consome muito tempo e requer um processamento sustentado, a tristeza facilitaria o enfoque no problema e na sua resolução».

 

O certo é que um dos melhores professores que tive exibia sempre um ar triste e um porte melancólico. Ao primeiro contacto, intimidava. Mas a forma como dissecava os problemas fascinava completamente os alunos.

 

Era uma pessoa triste, mas muito delicada, atenta aos pormenores. Em suma, era alguém que entrava na profundidade: na profundidade das questões e na profundidade da nossa alma.

 

 

3. Acontece que, hoje em dia, estamos voltados para o sucesso, seja a que preço for. A tristeza é vista como sinónimo de frustração pelo que subsiste a propensão para a sua dissimulação.

 

Ressalve-se que a tristeza não é o mesmo que a depressão. A tristeza pode passar a depressão se houver uma fixação no pensamento e na vida do sujeito, não conseguindo este pensar em mais nada.

 

Feita a ressalva, é preciso respeitar e acolher as pessoas como elas são. Ninguém deve ser formatado. Quando a tristeza surge, não há que entrar em pânico.

 

Aliás e como defendia Eric Wilson, «a tristeza ensina a ver a realidade». Talvez por isso Zita Seabra tenha notado que «se aprende muito com a tristeza». 

 

 

4. Bento XVI entende que «há duas espécies de tristeza: uma que perdeu a esperança, que deixou de confiar no amor e na verdade e, consequentemente, destrói o homem por dentro; mas há também a tristeza que deriva da comoção provocada pela verdade e leva o homem à conversão, à resistência contra o mal. Esta tristeza cura, porque ensina o homem a esperar e a amar de novo».

 

Será por isso que a Bíblia diz que a tristeza é melhor que o riso (cf. Ecle 7, 3)?

publicado por Theosfera às 15:14

 1. Na hora que passa, as finanças podem ser o mais urgente. Mas não há dúvida de que a educação é o mais importante.

 

É ela que está a montante e a jusante de todas as crises. E é ela que tem de estar a montante e a jusante de todas os esforços para superar a actual crise.

 

 A educação não é só o ensino nem ocorre apenas na escola. A educação é também o comportamento. Por isso, deve começar em casa, o que não quer dizer que tenha de ficar à porta da escola.

 

 Também se ensina na família e também se educa na escola. Também se ensina quando se educa e também se educa quando se ensina.

 

 Acontece que, hoje em dia, passa-se cada vez menos tempo em casa e cada vez mais tempo na escola.

 

 A educação não pode estar ausente da casa, mas tem de estar cada vez mais presente na escola.

 

 

2. Uma enorme ebulição atravessa todo este universo. Como era de prever, as transformações sociais afectaram a família e a escola.

 

 Em vez de ser a educação a transformar a realidade, é apenas a realidade que transforma a educação.

 

Tem havido sucessivas reformas na educação. Porventura, é chegado o momento de reformar a própria reforma, de a repensar e de a desdogmatizar.

 

No balanceamento de avanços e recuos, é importante que se olhe não somente para o que se ganhou, mas também para o que se perdeu.

 

 Basicamente, perdeu-se a tradição e perdeu-se a autoridade. Esta percepção, que hoje salta à vista, era já verbalizada em 1957 por Hannah Arendt.

 

Ela achava que, «para preservar o que é novo e revolucionário em cada criança», é necessário ajudar a fazer a mediação entre o antigo e o novo. Ora, isso passa por «um extraordinário respeito pelo passado».

 

 Por sua vez, a autoridade encontra-se seriamente debilitada em função de uma equivocada concepção do princípio da igualdade.

 

 Tal concepção procura «igualar ou apagar, tanto quanto possível, a diferença entre dotados e não dotados, entre alunos e professores».

 

 

 3. A esta luz, são veiculadas algumas ideias que Hannah Arendt considerava perniciosas.  

 

 A primeira é a de que o mundo dos alunos é autónomo e que estes se podem governar a si próprios. O adulto será um mero facilitador da aprendizagem.

 

A autoridade com que ele se confronta é, em primeira instância, a da maioria do grupo. A reacção «a esta pressão tende a ser ou o conformismo ou a delinquência juvenil e, na maior parte dos casos, uma mistura das duas coisas».

 

 Outra ideia denunciada tem que ver com a separação entre a ciência do ensino e a matéria a ensinar. O professor não precisa de conhecer a sua disciplina. Basta que «saiba um pouco mais do que os seus alunos».

 

Finalmente, Hannah Arendt critica a ideia de que «não se pode saber e compreender senão aquilo que se faz por si próprio».

 

Uma decorrência desta ideia é a crescente substituição da aprendizagem convencional pelo jogo. «Considera-se o jogo como o mais vivo modo de expressão».

 

Sucede que este método acaba por manter a criança num nível infantil. Aquilo que «deveria preparar a criança para o mundo dos adultos é suprimido em favor da autonomia do mundo da infância».

 

 

4. Urge, portanto, vencer a nuvem de preconceitos que povoa o universo da educação.

 

É preciso reinstaurar o elo perdido entre a família e a escola.

 

É fundamental voltar a apostar no professor como mestre do saber e exemplo do agir. E é decisivo que não se ponha em causa a sua autoridade.

 

Sem autoridade quebra-se a confiança e compromete-se o êxito.

publicado por Theosfera às 15:13

Veja aqui.

publicado por Theosfera às 09:46

É bom que haja contributos para superar a crise e aumentar a produtividade.

 

Não sei se a via administrativa será a melhor.

 

Voltou a discussão em torno dos feriados.

 

Há quem queira reduzir o seu número ou atenuar os seus efeitos, encostando-os ao fim-de-semana.

 

É que há feriados que se replicam. Se o feriado é à quinta, a sexta transforma-se num novo feriado em virtude da ponte.

 

O dia a seguir ao Natal, não sendo feriado, transformou-se num dia de descanso.

 

O Carnaval, não sendo feriado de jure, aparece como um feriado na prática.

 

E assim por diante.

 

O problema, convenhamos, é de mentalidade.

 

Se o feriado é à quinta, porque não trabalhar na sexta?

 

Depois, a dimensão simbólica é fundamental. Uma data deve ser respeitada.

 

E, acima de tudo, há que fazer esta pergunta.

 

Será que o nosso problema é o que não se produz nos feriados ou o que se deixa de produzir nos dias de trabalho?

publicado por Theosfera às 06:20

Dói-me a dor dos que procuram e não encontram. Dos que se cansaram de procurar. Dos que desistiram de encontrar.

 

Mas Alguém vai sempre ao teu encontro. Deixa-te encontrar.

publicado por Theosfera às 06:19

Domingo, 19 de Junho de 2011
«Poucas amizades subsistiriam se cada um soubesse aquilo que o amigo diz de si nas suas costas».
Assim escreveu (perspicaz e magnificamente) Blaise Pascal.
publicado por Theosfera às 21:44

As finanças são o mais urgente, mas não há dúvida de que a educação é o mais importante.

 

É ela que está a montante e a jusante de todas as crises e de todas as vias para superar a crise.

 

A educação precisa de uma grande reforma. Mas não só. As reformas da educação carecem de uma completa reforma.

 

Dos nomes de quem se falava para ministro da educação, gostava muito de um e admirava bastante outro. Mas sempre pensei que seria praticamente impossível vir um ou outro.

 

O Prof. Manuel Ferreira Patrício, além de um óptimo professor, é uma excelente pessoa. Tem provas dadas nas ciências da educação. Estou certo de que iria mudar sem romper como é timbre do seu talante pacificador.

 

Aquele que mais admirava era o Prof. Nuno Crato, cujo pensamento sobre o estado da educação fui acompanhando. O que ele preconiza nunca foi escondido e, mais, foi sempre assumido com especial independência.

 

Irá ter condições para aplicar o que defende?

 

 

 

publicado por Theosfera às 19:32

Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

«Se nada de errado houvesse no mundo, nada teríamos para fazer».

Assim escreveu (luminosa e magnificamente) George Bernard Shaw.

publicado por Theosfera às 10:37

«A infância é algo que só se tem quando se perde».

Assim escreveu (paradoxal e magnificamente) Manuel António Pina.

publicado por Theosfera às 10:27

Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

«A música é ruído que pensa».

Assim escreveu (notável e magnificamente) Victor Hugo.

publicado por Theosfera às 10:45

«A Europa entrou em nós, mas nós ainda não entrámos na Europa».

Assim escreveu (oportuna e magnificamente) José Gil.

publicado por Theosfera às 10:29

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